A MILÍCIA BOLIVARIANA DO PT

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Ofereci meus ombros. Como escada ele subiu. Abri o caminho para ele passar. Na hora da porrada a cara era a minha. Fui seu irmão seu amigo e companheiro... Um dia encontrou comigo. Me deu um beijo. Virou as costas e partiu. Lembrei de Jesus e as 30 moedas"
Poema do mensaleiro João Paulo Cunha que revela a mágoa em relação ao ex-presidente LULArápio.
"Anos atrás recebi do então governador de Brasília Cristovam Buarque o ‘premio manuel bonfim’, atribuído ao meu livro "Chatô, o rei do Brasil". Já pedi à Marília para localizar a placa de prata. Vou devolver. de golpista não quero nada. Nem prêmio".

Escritor Petralha Fernando Morais

“Que pena que nossos gênios estejam tão obtusos. E tão viciados no aparelhamento. O PT corrompeu mais do que a política, corrompeu a inteligência e o caráter. E aos poucos vão mostrando que a volta da Dilma por mais dois anos, com essa gente, vai embrutecer o País e seguir se apropriando do Estado. Pior que não tem juiz Moro para este tipo de roubo: da inteligência e do caráter. Ele não falou em devolver os dez mil que recebeu do prêmio. Na época eram dez mil dólares. Nem o que ele fazia no governo do Quercia".

Senador Cristovam Buarque

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segunda-feira, setembro 20, 2004

Agrotóxicos proibidos para a cultura da mamona envenenam trabalhadores em MT

A denúncia partiu do representante da Federação de Órgãos de Assistência Social e Educacional (Fase), Ronaldo Freitas. De acordo com a denúncia, cerca de dois mil trabalhadores de assentamentos, que trabalham com a cultura da mamona no sudoeste de Mato Grosso em incentivo à produção de biodiesel, estão sendo envenenados há um ano sem que as autoridades competentes façam nada a respeito.
Produzido pela Bayer do Brasil o produto, por ser de tarja amarela, ou seja, considerado altamente perigoso para o meio ambiente e a saúde humana, já está proibido no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Bahia, Mato Grosso do Sul, Amazonas e Pernambuco. Isso pelo fato de já ter levado a óbito pessoas que utilizaram o produto. A empresa que incentiva a cultura da mamona em Cáceres chama-se Central de Compra da Mamona (CCM).
Ela garante aos assentados a compra da mamona e fornece, além da semente, assistência técnica. No entanto, apesar de tanto "apoio" não disponibiliza nem orienta o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) quando da aplicação dos agrotóxicos. Esse fato, segundo Freitas é gravíssimo, pois o produto é sempre utilizado quando a cultura da mamona chega a altura do rosto do cidadão sendo por ele ingerido sempre que o aplica. "O Endosulfan, um dos produtos utilizados, é um organoclorado da família do DDT e BHC. Uma gota é capaz de matar uma pessoa, pois tem efeito cumulativo. Pode matar de duas maneiras: rápido, quando o trabalhador começa a sentir tonturas, vômitos e dor de cabeça ou devagar acabando com sua imunidade", alertou. Outro problema encontrado é que o panfleto da empresa, distribuído amplamente em Cáceres, "recomenda" substâncias químicas básicas como o inseticida Metamidophos e Polytrin, produtos estes considerados muito perigosos para o meio ambiente e altamente danoso ao ser humano. Também o fungicida Rovral, produto muito perigoso ao ambiente; o Vitavax Thiram, produto altamente perigoso ao ambiente e; herbicida sistêmico Round up e Gramoxone, este último classificado como altamente tóxico para o homem e muito perigoso para o ambiente, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Freitas explicou que a recomendação de uso de um determinado agrotóxico numa determinada cultura deve originar-se a partir do registro do mesmo, passando por avaliação, aprovação e comprovação a partir de documentos científicos. Por estarem sendo recomendados a Fase solicitou ao Ministério da Agricultura e Pecuária e Abastecimento informações sobre agrotóxicos registrados para utilização na cultura da mamona. A resposta do Ministério afirma que não há nenhum inseticida registrado, portanto, legalizado, para o uso da cultura da mamona.
"O único fungicida registrado é a base de enxofre. Além disso só existe registro para herbicidas à base de trifluralina e não o de marca coimercial Round up, como a empresa CCM vem recomendando", informou. A empresa Aventis, de propriedade da Bayer, fabricante do agrotóxico Metamidophos, também foi contatada pela Fase e afirmou que não indica o produto para este fim.
De acordo com Freitas a Secretaria de Desenvolvimento Rural contribui mesmo que indiretamente para a continuidade do problema uma vez que incentiva os dias de campo para que a cultura da mamona cresça para que se consiga fortalecer a indústria do biodiesel. Nada contra o biodiesel, afirma ele, pelo contrário. Só acha que o governo do Estado deveria incentivar mais as pesquisas entre a CCM e a UFMT para que encontrem uma solução mais ecológica para combater a lagarta e o pulgão, que são as pragas que atingem as lavouras de mamona.

Soja
A cultura da soja também é outra que uso o agrotóxico, mas não tem tanto problema porque a aplicação é mecanizada. No entanto, o produto, alerta a Fase, fica nos grãos e o consumidor é quem acaba ingerindo este veneno.

Fonte: Estação Vida

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