A MILÍCIA BOLIVARIANA DO PT

A MILÍCIA BOLIVARIANA DO PT
AgroBrasil - @gricultura Brasileira Online
Ofereci meus ombros. Como escada ele subiu. Abri o caminho para ele passar. Na hora da porrada a cara era a minha. Fui seu irmão seu amigo e companheiro... Um dia encontrou comigo. Me deu um beijo. Virou as costas e partiu. Lembrei de Jesus e as 30 moedas"
Poema do mensaleiro João Paulo Cunha que revela a mágoa em relação ao ex-presidente LULArápio.
"Anos atrás recebi do então governador de Brasília Cristovam Buarque o ‘premio manuel bonfim’, atribuído ao meu livro "Chatô, o rei do Brasil". Já pedi à Marília para localizar a placa de prata. Vou devolver. de golpista não quero nada. Nem prêmio".

Escritor Petralha Fernando Morais

“Que pena que nossos gênios estejam tão obtusos. E tão viciados no aparelhamento. O PT corrompeu mais do que a política, corrompeu a inteligência e o caráter. E aos poucos vão mostrando que a volta da Dilma por mais dois anos, com essa gente, vai embrutecer o País e seguir se apropriando do Estado. Pior que não tem juiz Moro para este tipo de roubo: da inteligência e do caráter. Ele não falou em devolver os dez mil que recebeu do prêmio. Na época eram dez mil dólares. Nem o que ele fazia no governo do Quercia".

Senador Cristovam Buarque

+ LIDAS NA SEMANA

quarta-feira, outubro 08, 2014

ALUIZIO AMORIM: AÉCIO NEVES 52% E DILMA 43%. É O QUE MOSTRA TRACKING DOS PRIMEIROS TRÊS DIAS DO SEGUNDO TURNO!






A melhor notícia desta quarta-feira vem do ninho tucano. Segundo o Blog do Coronel, a consolidação dos números do tracking da campanha de Aécio Neves, nos primeiros três dias de segundo turno, mostra: Aécio dispara com 52% e Dilma está com 43%. 

A margem de erro dessa modalidade de pesquisa é alta, mas elas acertaram bem mais do que o Ibope e DataFolha. Isto é um fato. 

De outro lado, os resultados do tracking parecem indicar também que o eventual apoio de Marina Silva pouco influirá no comportamento dos eleitores, haja vista para aquilo que me referi em análise aqui no blog. Aquilo que Aécio Neves indicou como a “onda da razão” é uma realidade. Ao mesmo tempo, o fato de Aécio concluir o primeiro turno com um viés de alta muito forte na reta final revela uma tendência irrefreável dos eleitores no sentido da mudança.

Aliás, somando-se os votos de Aécio com os de Marina, se tem a maioria dos eleitores decididos pela mudança, contra o PT em qualquer circunstância, ainda que fosse Marina quem alcançasse o segundo turno.

Os institutos de pesquisa anunciam para amanhã, quinta-feira, a primeira rodada de pesquisas eleitorais referentes ao segundo turno. A conferir.

REINALDO AZEVEDO DENUNCIA O USO POLÍTICO DOS CORREIOS PELO PT






As notícias que chegam dos Correios — empresa que, diga-se, está na raiz dos escândalos que levaram à descoberta da existência do mensalão — são estarrecedoras. Ironia das ironias: a estatal, que é subordinada ao ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, decidiu, por exemplo, processar o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves. Por quê? Ora, o tucano acusou o aparelhamento da empresa e seu uso em favor das candidaturas de Dilma Rousseff à Presidência e de Fernando Pimentel ao governo de Minas.

Mera guerrilha eleitoral? Não! Há um vídeo em que o deputado Durval Ângelo, do PT de Minas, confessa, com todas as letras, que os Correios foram utilizados em favor dos dois candidatos. Wagner Pinheiro, presidente da empresa, estava presente quando Ângelo afirmou, entre outras barbaridades: “Se, hoje, nós temos a capilaridade da campanha do [Fernando] Pimentel [candidato do PT ao governo de Minas] e da Dilma em toda Minas Gerais, isso é graças a essa equipe dos Correios.” Foi adiante: “A Dilma tinha em Minas Gerais, em alguns momentos, menos de 30%. Se, hoje, nós estamos com 40% em Minas Gerais, tem dedo forte dos petistas dos Correios.”

Dias antes de esse vídeo se tornar público, descobriu-se que cinco milhões de folders da campanha de Dilma haviam sido distribuídos pelos Correios sem a devida chancela. O Ministério Público deu prazo de 30 dias para Dilma dar explicações sobre as acusações de uso irregular da estatal na campanha. Trinta dias? A eleição ocorre daqui a 17.

Muito bem! Reportagem da VEJA.com de hoje informa que Nilton do Nascimento, diretor regional dos Correios no Mato Grosso, alugou espaço num hotel em Cuiabá, no dia 23 de setembro, e o fez em nome da empresa, para defender, diante de funcionários da estatal, as candidaturas de Lúdio Cabral, que concorria ao governo do Estado, e do deputado Ademir Brunetto, também petista.

Os dois estavam presentes. Mais: o tal diretor decidiu ali usar a estrutura da empresa para enviar a eleitores cartas em tempo real defendendo, então, a eleição da dupla e de dois outros políticos: o deputado federal Ságuas Morais (PT) e a presidente-candidata Dilma Rousseff. Nota: Brunetto e Lúdio não conseguiram se eleger. Mas Ságuas foi reeleito com (7 mil votos.

O PT acusa seus adversários de quererem privatizar estatais. Digam-me: o que se tem aí é ou não uso privado de uma empresa pública. Isso é ou não é privatização? É. E do pior tipo: ninguém recebe nada por ela. O único beneficiado é um partido político e seus apaniguados.

No dia 5 deste mês, a Associação dos Profissionais dos Correios – ADCAP – divulgou uma nota pública lamentando o uso político dos Correios e lembra que a atual direção da empresa, afinada com as orientações do Ministério das Comunicações, mudou em 2011 o Manual de Pessoal e permitiu que gente estranha à empresa passasse a ocupar cargos técnicos e de gerenciamento. Resultado: 18 das 27 diretorias regionais estão em mãos de petistas de carteirinha.

O uso político-eleitoral dos Correios é dessas coisas que deixam de ser denúncias para ser mera constatação da realidade. Essas práticas aqui listadas ferem disposições internas da empresa, violam a Lei Eleitoral 9.504 e configuram, obviamente, improbidade administrativa. Paulo Bernardo, um ministro que se mantinha prudentemente longe de escândalos, está se revelando nesta campanha — ou, sei lá, foi revelado nesta campanha, não é mesmo?

O PT conseguiu que o TSE, absurdamente, mandasse retirar do ar um vídeo em que um carteiro entrega de porta em porta propagada eleitoral da Dilma. A justificativa é que o filme foi feito com o propósito de prejudicar o PT e que o rapaz apenas executava o seu trabalho. Calma lá! O que aquele vídeo evidencia é que o material não tem chancela nenhuma dos Correios. De resto, fica evidente, o pobre carteiro foi orientado a não falar.

Reitero: por muito menos, o Tribunal Superior Eleitoral já cassou mandatos de prefeitos e até de governador. Parece que o ministro Paulo Bernardo, neste 2014 (ou antes?), perdeu bem mais do que a eleição no Paraná, onde sua mulher, Gleisi Hoffmann, foi derrotada no primeiro turno…

Por Reinaldo Azevedo





ESCÂNDALO: Procurador dá prazo de 30 dias para DILMA explicar uso político dos CORREIOS


Diretor dos Correios em SC também pediu em carta votos para Dilma

Procurador dá prazo de 30 dias para presidente explicar uso político da estatal
Por ALEXANDRE RODRIGUES em O Globo


A exemplo do que ocorreu em Mato Grosso, o diretor regional da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos em Santa Catarina, Paulo de Andrade, também enviou cartas aos funcionários da estatal pedindo votos para a presidente Dilma Rousseff e outros candidatos do PT na reta final da campanha do primeiro turno. 

Um panfleto colorido intitulado “Carta aos Ecetistas Eleições 2014” começou a chegar aos endereços residenciais de funcionários dos Correios na quinta-feira, dia 2 de outubro, apenas um dia depois de serem postados, como mostra o registro do selo do envelope de uma das correspondências, à qual O GLOBO teve acesso.

A carta pede votos para Dilma e para petistas derrotados ao governo de Santa Catarina, Claudio Vignatti, e a senador, Milton Mendes. Também são citados a candidata a deputada estadual Ana Paula (PT) e o deputado federal Décio Lima (PT), candidato à reeleição, que venceram.

“Os ecetistas sabem que para continuarmos avançando em novas conquistas, precisamos reafirmar nosso compromisso com o modelo de governo Dilma 13, Vignatti 13, Milton 130, Décio Lima 1313 dep.federal e Ana Paula 13313 dep.estadual”, diz o texto, que atribui supostas melhorias nas condições de trabalho e benefícios ao PT. No pé da página, uma legenda informa que o material foi doado a Décio Lima por Paulo de Andrade, que é diretor regional dos Correios em Santa Catarina desde 2013. Como manda a lei eleitoral, o material tem o número do CNPJ de Lima e informa tiragem de 2.500 exemplares.


FOTOS DE OUTROS DIRIGENTES
O verso do panfleto é ilustrado com a foto de 14 pessoas ao lado de frases de apoio ao deputado petista, embora sem os nomes dos autores. Funcionários da regional catarinense dos Correios ouvidos pelo GLOBO reconheceram no panfleto o rosto do diretor e de pelo menos outros dez ocupantes de cargos de confiança da diretoria regional. Eles atribuem a Décio Lima a indicação de Andrade para o posto. Na frase que aparece ao lado da foto do diretor, ele lembra o passado de Décio Lima como advogado do sindicato dos funcionários dos Correios.

A partir de representação do PSDB, o procurador da República Frederick Lustosa de Mello deu ontem prazo de 30 dias para que a presidente Dilma Rousseff apresente explicações sobre denúncias de uso político dos Correios em favor de sua campanha de reeleição. 

Em Minas, a denúncia de que os Correios teriam privilegiado a entrega de panfletos de Dilma foi acompanhada pela divulgação de um vídeo em que o deputado estadual Durval Ângelo (PT-MG) atribui a subida da presidente nas pesquisas a um “dedo forte dos petistas dos Correios”. 

Na semana passada, o sindicato dos funcionários dos Correios de Mato Grosso também protocolou um pedido de investigação no Tribunal Regional Eleitoral sobre o envio de cartas aos funcionários nas agências pelo diretor regional Nilton do Nascimento pedindo votos para Dilma.

No caso de Santa Catarina, a correspondência foi envida para a casa dos empregados, o que levantou a suspeita de uso do cadastro da estatal. — Todo mundo sabe que eles fazem campanha para o PT, mas não poderiam usar na carta o nome da empresa. O que mais me espanta é como tiveram acesso aos endereços. Ou usaram a estrutura dos recursos humanos ou do fundo de pensão, o Postalis, que também é aparelhado — disse um funcionário que recebeu a carta na sexta-feira e pediu para não ser identificado.

Ao GLOBO, Paulo de Andrade negou ser afilhado político de Décio Lima, mas confirmou o envio das cartas. Ele explicou que elas foram produzidas pelo grupo de funcionários petistas da estatal do qual participa, e que apareceu como doador na condição de “cidadão”. Filiado ao PT, ele afirmou que só tem feito campanha fora do horário de expediente. Negou o uso do cadastro dos Correios para endereçar as cartas, mas não soube precisar de onde veio a lista de endereços.

— Outros integrantes do grupo cuidaram disso. Pode ter vindo das associações ou do sindicato, que fazem eventos em que funcionários se cadastram. Não usamos o cadastro dos Correios, tanto que não mandamos para todos os funcionários, que são 4 mil em Santa Catarina — disse Andrade.

Procurado, Décio Lima não respondeu. Em nota, a direção dos Correios informou que não identificou qualquer irregularidade nos episódios de Mato Grosso e Santa Catarina, já que as malas diretas foram pagas com recursos particulares e enviadas pelos diretores “na condição de cidadão”. A estatal afirmou que a nomeação de dirigentes nos Correios segue critérios técnicos e não políticos e reafirmou que não há uso eleitoral da estrutura da estatal.

Maria Inês Capelli, presidente da Associação dos Profissionais dos Correios (Adcap), diz que há casos parecidos em vários estados, fruto do aparelhamento. Segundo ela, das 27 regionais, 18 têm diretores filiados ao PT. A maioria é ex-sindicalista. — Não é apenas usar a estrutura, mas o cargo para se dirigir aos funcionários para pedir voto. Para os mais simples, como os carteiros, ou os 50 mil que têm cargos comissionados, é um peso forte. Isso é abuso de poder — disse.

RODRIGO CONSTANTINO: Todos unidos contra o PT bolivariano!




O PSB de Marina Silva aprovou apoio oficial a Aécio Neves no segundo turno. A adesão do partido de Marina Silva ao tucano superou os 15 votos necessários na Executiva para a aprovação. Até as 17h30, 17 votaram pelo apoio ao tucano, outros 6 dirigentes votaram pela neutralidade, e 1, pelo apoio a Dilma Rousseff (PT). O vice na chapa de Marina, Beto Albuquerque, já havia dito que a maioria estava com o tucano, e que estava muito claro que o partido não quer Dilma, e sim mudança.

Outro que fechou com o PSDB foi o PV de Eduardo Jorge. ”É claro que nós temos nossas diferenças, mas entendemos que é hora de marcar o nosso interesse pela alternância de poder no Brasil”, afirmou José Luiz Penna, presidente do partido. “O governo do PT é praticamente uma aversão ao equilíbrio ecológico e desenvolvimento ambiental”, disse o candidato do PV, que se destacou nas redes sociais durante os debates eleitorais.

Mais esperado foi o apoio oficial do Pastor Everaldo, que fez “dobradinhas” importantes com Aécio durante os debates, levantando bolas para que o tucano cortasse, além de insistir em bandeiras econômicas liberais, defender a privatização e atacar com firmeza o bolivarianismo petista.

“Ouvi a bancada. A executiva nacional decidiu que Aécio é a melhor opção para o nosso Brasil, a opção de mordenidade para o país, a opção de cuidar dos pobres e mais necessitados deste país, a opção de cuidar do empreendedores deste país”, disse o Pastor Everaldo.

Como fica claro, estão todos se unindo ao candidato que representa mudança, que pretende deixar para trás a era Dilma, combater o bolivarianismo petista. E nada disso se reflete ainda na primeira pesquisa divulgada para o segundo turno, que já coloca Aécio Neves com vantagem de 8 pontos percentuais, com 54% dos votos válidos contra 46% de Dilma.

O PT está em pânico. Os petistas estão desesperados. Temem perder todas as tetas estatais que conquistaram nesses 12 anos à custa do país. Sentem calafrios só com a ideia de que terão de efetivamente trabalhar. Os “jornalistas” a soldo do partido morrem de medo de perder o patrocínio das estatais. Os artistas engajados estremecem ao pensar na possibilidade de redução das boquinhas públicas.

Enfim, todos aqueles que se penduraram no projeto lulopetista de poder estão com receio de perder as mamatas e privilégios. É contra essa turma que Aécio Neves costurou um amplo acordo. Não com troca de cargos, mas com base programática e ideológica. É um projeto contra o bolivarianismo e a favor do Brasil. Podemos esperar uma reação ainda de mais baixo nível agora. O PT está em polvorosa. Os brasileiros estão esperançosos!

PS: Para não dizer que todos se uniram ao tucano, vale notar que a socialista Luciana Genro declarou voto em Dilma e seu PSOL ficou neutro. Mas convenhamos: é o tipo de apoio que quem deseja um país melhor, mais livre e mais próspero, dispensa completamente. Afinal, queremos progredir, não regredir e virar uma Venezuela!

PSB APROVA APOIO A AÉCIO NO 2º TURNO





Votação da Executiva nacional do partido contabilizou, até as 18h10, 21 votos em favor do tucano, seis que defenderam a neutralidade e apenas 1 a favor de apoiar a campanha de Dilma Rousseff (PT); esta será a primeira vez que o partido se juntará ao PSDB em uma corrida presidencial; com o resultado, fica oficializado o apoio a Aécio Neves no segundo turno; ficarão liberados os diretórios da Paraíba e do Amapá, onde os governadores são do PSB e tentam reeleição aliados ao PT.

O PSB, partido de Marina Silva, aprovou por maioria nesta quarta-feira (8) o apoio ao candidato Aécio Neves (PSDB) no segundo turno das eleições presidenciais, que acontecerão no dia 26 de outubro.

De acordo com matéria publicada na Folha, até as 17h30, 17 pessoas votaram pelo apoio tucano, enquanto 6 votaram pela neutralidade, e apenas 1 foi a favor de apoiar a campanha de Dilma Rousseff (PT). Esta será a primeira vez que o partido se juntará ao PSDB em uma corrida presidencial.

Após a decisão do PSB, os dois partidos de porte da coligação de Marina passaram a apoiar, formalmente, a candidatura de Aécio Neves, que fechou o primeiro turno com 33,6% das intenções de voto.

Fonte: InfoMoney

RODRIGO CONSTANTINO: Lula já reconheceu que foi tucano quem deu a ideia do Bolsa Família




O PT espalha por aí que Aécio Neves acabaria com o programa Bolsa Família, mas ignora o fato de que foi um governador tucano quem teve a ideia original de unificar os programas assistencialistas existentes. Sim, foi Marconi Perillo, governador de Goiás, que sugeriu a Lula tal passo, lembrando que o Bolsa Família é basicamente isso: a fusão de programas já existentes e criados na era FHC. Vejam:







O PT não quer que o povo veja esse vídeo em hipótese alguma, pois derruba de uma só vez a mentira criada pelo partido. A campanha petista repete que o PSDB não liga para o social, ignorando ainda que o melhor programa social desse país foi o Plano Real, que debelou a inflação (e que o PT votou contra). É muita distorção para um só partido.

Se os petistas não querem que o povo tome conhecimento disso, então é seu dever cívico compartilhar o vídeo, para que atinja o máximo possível de espectadores. Todo cidadão brasileiro tem a obrigação moral de combater as mentiras inventadas pelos petistas para seu projeto de perpetuação de poder. Diga “não” ao modelo venezuelano! Diga “não” ao PT!

Rodrigo Constantino

Eduardo Jorge e o Partido Verde apoiam AÉCIO PRESIDENTE



O PV decidiu apoiar Aécio Neves no 2º turno da eleição presidencial.

Nesta quarta-feira, 8 de outubro, os 42 representantes da comissão da legenda se reuniram para uma votação interna. 33 foram favoráveis à dobradinha.

Eduardo Jorge, representante do PV no 1º turno, recebeu mais de 630 mil votos no 1º turno. Nos últimos dias, ele já havia sinalizado a intenção de declarar apoio a um dos candidatos. Em 2010, a neutralidade foi adotada, a pedido de Marina Silva.

Pastor Everaldo declara apoio a Aécio


Por RICARDO DELLA COLETTA - O ESTADO DE S. PAULO

Candidato derrotado à Presidência diz que não fará exigências ao tucano; partido integrava base de Dilma

Com pouco mais de 780 mil votos no primeiro turno, o presidenciável derrotado Pastor Everaldo declarou nesta quarta-feira, 8, que seu partido, o PSC, vai apoiar no segundo turno o candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, Aécio
Neves. O anúncio foi feito no início desta tarde na Câmara dos Deputados, numa reunião com lideranças da sigla.

JOSÉ NÊUMANNE: Lula perde e Fernando Henrique sai ganhando




Por José Nêumanne em O ESTADO DE S.PAULO - 08/10


Ao votar, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recuperou o bom senso, maior responsável por seu sucesso nos palanques e nos palácios, e justificou o esperado desmanche das chances de Marina Silva, do Partido Socialista Brasileiro (PSB): "Ninguém inventa candidatura de última hora. Quando começa o jogo pra valer, tem que ter time para colocar em campo". Ao tomar conhecimento da passagem de Aécio Neves para o segundo turno, contudo, ele reassumiu o papel de profeta dos próprios desejos ao dizer que o tucano será um candidato mais fácil de bater do que o seria a candidata improvisada.

Entre a constatação e a previsão, que se contradizem, ele celebrou a sétima vitória consecutiva nos dois turnos das três últimas eleições e a liderança de seu "poste" Dilma Rousseff no primeiro desta. Mas foi forçado a engolir derrotas muito amargas que comprometeram sua fama de mágico capaz de tirar da cartola coelhos vencedores - conquistada na vitória da sucessora à Presidência e no inesperado triunfo de seu pupilo Fernando Haddad contra o tucano José Serra na capital paulista. Dilma não repetiu os índices conquistados por ele em suas duas disputas com Serra e Alckmin, nem a dela contra Serra. Mas parte para o segundo turno com uma vantagem de oito pontos, que pode facilitar a vitória final. Ou não.

A obviedade deste "ou não" explica a insistência quase desesperada com que o Partido dos Trabalhadores tentou levar sua candidata à reeleição à vitória no primeiro turno, que não foi possível por uma diferença de oito pontos porcentuais, exatamente a mesma distância sobre o segundo colocado. Mais preocupante ainda do que isso, para Dilma, foi o desempenho do estrategista de vitórias, em cujos ombros ainda repousa a esperança da conquista de novos eleitores para preencherem essa lacuna. O "chefe" obteve frutos amargos na colheita do plantio decidido por sua vontade tirana e pela incapacidade do partido, por mais estruturado que seja, por mais competente que seja no jogo político, de contrariá-lo.

O fiasco mais estrondoso foi em São Paulo. Imposto pela vontade do levantador de "postes" em quaisquer disputas eleitorais, o médico Alexandre Padilha não contou com mais do que o capricho de Lula para superar eventuais rivais do partido no maior Estado e colégio eleitoral do País. Nem sequer chegaram a ser cogitadas figuras históricas da legenda petista, como o ex-casal Marta, ministra do Turismo, e Eduardo Suplicy, senador. Não foram também lembrados quadros conhecidos pelo eleitorado, caso dos ministros de Dilma Aloizio Mercadante Oliva e José Eduardo Cardozo. E o ex-ministro da Saúde bateu o recorde negativo inimaginável de 18,22% dos votos válidos.

O preterido Eduardo Suplicy, protagonista da maior gafe da eleição ao se aproximar de Marina Silva e atrair a aversão de Dilma e Lula, obteve a metade dos votos do adversário José Serra, do PSDB, que voltará ao Senado. Mas nem isso servirá de consolo ao mago, habituado a colecionar vitórias com seus caprichos improváveis, seja porque Suplicy perde uma vaga petista que ocupa há 24 anos no Senado, seja porque sua derrota humilhante abre uma lacuna importante na história de glórias do PT.

Nos sete municípios do ABC paulista Dilma perdeu em cinco, quatro para Aécio, inclusive São Bernardo do Campo, berço do Lula sindicalista e depois político - um revés simbólico de consequências históricas. Mas seus fracassos não foram só no Estado de São Paulo. O patrocínio de Lindbergh Farias na disputa pelo governo do Estado do Rio, desfazendo uma aliança que tinha sido muito bem-sucedida com Sérgio Cabral, foi desastroso: o ex-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) teve pífios 10% dos votos. No Paraná, o tucano Beto Richa ganhou no primeiro turno e a queridinha de Lula, Gleisi Hoffman, ex-chefe da Casa Civil de Dilma, amargou um terceiro lugar, com 15,77% dos votos válidos.

Do Paraná também veio a notícia alarmante do recorde de votos obtido pelo senador Álvaro Dias, do PSDB, o mais ativo parlamentar oposicionista (incluindo o colega mineiro Aécio Neves) durante os três mandatos petistas. Outra vitória espetacular foi a do cearense Tasso Jereissati, cuja acachapante derrota Lula fez questão de patrocinar há quatro anos. Esses dois combativos senadores terão a oportunidade de levar as delações premiadas de Paulo Roberto Costa, o Paulinho do Lula, e Alberto Youssef para o debate político, seja quem for o vencedor do segundo turno no pleito presidencial.

Uma vitória, por qualquer margem, de Dilma Rousseff no segundo turno fará, é claro, com que parte desse legado negativo que mancha a reputação de invencível do padim Ciço de Garanhuns seja relegada a segundo plano. Caso, porém, a afilhada perca, seu padrinho terá subtraída parte de sua inegável ascendência sobre as bancadas do PT e do PMDB, que, renovadas, ainda dominarão o Poder Legislativo.

Se de fato o PSDB é o único partido organizado para servir de alternativa ao poder populista do PT, como reconheceram Lula e a maioria dos eleitores, é óbvio que, além de Aécio, com sua persistência em ficar preparado para se aproveitar das furadas de Marina, Fernando Henrique Cardoso também sai vencedor de uma eleição que nem sequer disputou.

Acontece que, apesar de ter sido o responsável pela maior revolução social da História do Brasil, o Plano Real, o sociólogo teve seus feitos obscurecidos seja pela maledicência nem sempre veraz dos adversários, seja ainda pelo oportunismo pouco sagaz de seus correligionários Serra e Geraldo Alckmin. Estes tentaram ocultar a obra do antecessor nas campanhas contra Lula e Dilma e nem sequer tiraram proveito disso, pois as perderam. Aécio recobrou esse legado e lhe deu lugar no palanque. A tal ponto que da boa defesa dessa herança bendita no confronto com Dilma dependerá em grande parte seu êxito no turno decisivo. No mais, quem viver verá.

ALUIZIO AMORIM: A "ONDA DA RAZÃO" QUE ERGUE AÉCIO NEVES À VITÓRIA É MIL VEZES MAIOR QUE O ESTOQUE DE MALDADES DO PT



As duas fotos que fazem parte da fotomontagem acima estão na capa da Folha de S. Paulo desta quarta-feira. Ilustram A matéria da campanha eleitoral do segundo turno depois de consumado o primeiro turno no pleito do último domingo. 

Tanto a campanha oposicionista liderada por Aécio Neves, quanto a do PT que tenta reeleger a Dilma, realizaram evidentemente eventos voltados a organizar a batalha do segundo turno.

A Folha de S. Paulo captou os eventos mais siginficativos envolvendo cada lado. O da continuidade do PT e o da mudança expressada e exigida pelos eleitores brasileiros. Somando-se os votos de Aécio Neves com os de Marina Silva, tem-se o desejo da maioria dos eleitores brasileiros: a mudança, que implica no fim do ciclo petista.

As fotos são reveladoras de uma realidade: A campanha da Dilma reúne-se num gabinete tendo ao fundo a sua foto da época em que era uma terrorista comunista. 

Já a foto que informa sobre as tratativas de Aécio Neves para o segundo turno mostram o candidato na rua cercado de populares e sobretudo por uma avalanche de jornalistas, cinegrafistas e fotógrafos! Afinal, Aécio Neves é a novidade! 

Isto quer dizer que a denominada "onda da razão" à qual Aécio Neves identificou quando foi abandonado pela grande mídia com base nos números das pesquisas não era apenas uma jogada de marketing. Aéci não só identificou a "a onda da razão", mas pressentiu que a onda haveria de varrer o Brasil. E de fato isso aconteceu contrariando todas as expectativas geradas por erros colossais dos institutos de pesquisa.

A fotomontagem acima comprova que a "onda da razão" veio para ficar, independentemente do que digam amanhã e depois as famigeradas pesquisas eleitorais.

O desejo de mudança é visível e sentido em qualquer lugar que se vá. Abrange todas as classes sociais. Independe também se Marina Silva apoiará Aécio Neves formalmente ou aderindo de coração, subindo nos palanques e aparecendo nos programas de televisão.

Não é a primeira vez que este fenômeno que embala uma tendência eleitoral marca uma eleição. Isto acontece de forma recorrente em todos os países democráticos com eleições regulares e livres.

Desta feita, o Brasil vive neste momento este fenômeno e o beneficiado é, sem qualquer dúvida, Aécio Neves, enquanto Dilma declina. Sabe-se que vem por aí todo o tipo de baixaria do PT contra Aécio Neves. O candidato tucano deverá ser alvo de um ataque sem precedentes. Mas isso, quando ocorre no bojo de um fenômeno de preferência eleitoral tende a funcionar como um bumerangue, isto é, se voltar contra os artífices da baixaria e do jogo sujo, já que Aécio Neves é neste momento, para todos os brasileiros, o único líder que se reveste de todas as prerrogativas capazes de operar a mudança sinalizada nas urnas no primeiro turno.

Agora são dois contendores apenas: 
O PT de Lula, Dilma e seus sequazes, cujos líderes do núcleo que comanda o partido estão presos na Papuda, dentre eles seus principais fundadores. Sem falar para o turbilhão de escândalos que há mais de uma década abala a Nação e culminou recentemente com a vergonhosa roubalheira da Petrobras.

Do outro lado, Aécio Neves, o único candidato realmente oposicionista que nunca participou dos governos do PT. Além disso, o estilo de Aécio de fazer política é exatamente o contrário do nefasto modelo do PT, marcado por permanente agressividade e golpes baixos. Aécio Neves, ainda que reaja com indignação e críticas ácidas, o faz de modo civilizado e educado. E, neste aspecto, o contraste é gritante!

Assim, a "onda da razão" chegou para ficar e tende a crescer neste segundo turno. É uma tendência, um fenômeno, com frisei, recorrente em campanhas eleitorais. Surge em momentos em que os eleitores aparentemente apáticos, estão, na verdade, sabendo muito bem o que está ocorrendo. É uma espécie de intuição coletiva. Estão pressentindo que dar um novo mandato para o PT é um salto no escuro. Ou alguém acredita que a maioria do povo não sabe o que está acontecendo na Venezuela e na Argentina, onde os partidos que são aliados do PT também estão no poder há mais de uma década? 

O estoque de maldades do PT não será capaz, de jeito nenhum, de deter a "onda da razão" que envolve todos os brasileiros de Norte a Sul do país.

E tudo isto foi dito nas urnas no primeiro turno eleitoral. E repito: independe, nestas alturas, de eventual apoio de outras correntes políticas porque Aécio Neves se transformou no único líder neste momento para levar a termo o que deseja a maioria do povo brasileiro. 

A maioria nem sempre tem razão. Mas desta vez tem! E não é a primeira vez e nem será a última que isto acontece!

LUCIANO AYAN: Lá vem golpe (mas com vacina junto): PT vai dizer que Aécio é contra o Bolsa Família usando vários embustes e ardis



Este blog vai antecipar o primeiro grande truque que o PT tentará para atacar Aécio Neves. Como se sabe, um dos recursos mais poderosos na guerra política é chamar o adversário de “mentiroso” ou “hipócrita”. Então, vão dizer que “Aécio foi contra o Bolsa Família”.
Mas como executarão este truque se o candidato jamais disse qualquer coisa em termos de ser contra o benefício?
Basicamente, eles vão distorcer declarações e usar citações fora de contexto. Vão usar, por exemplo, este texto do site do PSDB, publicado em 2004, com o título “Bolsa Esmola”:
Para um governo comandado por um partido que historicamente se fortaleceu sob a bandeira da redenção dos pobres de todo o país, o balanço das políticas federais de inclusão social tem sido profundamente desapontador.
O programa Fome Zero, eixo central do discurso de campanha do então candidato petista, Luiz Inácio Lula da Silva, sofre de inanição desde a sua festejada criação e atabalhoada execução. Para superar as deficiências congênitas, o governo, sensatamente, uniu-o ao Bolsa Escola, formando o Bolsa Família – em resumo, a unificação de vários programas assistenciais, a maioria já existente na gestão de Fernando Henrique Cardoso, como o Bolsa Alimentação, o Cartão Alimentação e o Auxílio Gás. O que parecia uma saudável correção de rota tem sido enxovalhado pela evidência de que o governo deixou de fiscalizar, por exemplo, a freqüência em sala de aula dos alunos beneficiados pelo Bolsa Família.
O principal programa social petista reduziu-se, enfim, a um projeto assistencialista. Resignou-se a um populismo rasteiro. Limitou-se a uma simples distribuição de dinheiro, sem a contrapartida do comparecimento à escola, condição fundamental para que populações excluídas tenham maiores possibilidades de emprego no futuro, com elevação da renda de maneira produtiva. A ausência de controle também deixa o programa vulnerável a desvios e pouco propício à avaliação de resultados e correção de rumos. Uma expressão do senador Cristovam Buarque (PT-DF) resume o problema: “O Bolsa Escola virou Bolsa Esmola“.
Exposta a crise, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou, no fim da semana passada, que o chefe da Casa Civil, José Dirceu, assumirá o comando das discussões internas para resolver as falhas na execução do programa. Presidente da Câmara de Política Social, da Câmara de Desenvolvimento Econômico e de outros 19 grupos coletivos dedicados a reuniões na Esplanada dos Ministérios, Dirceu convocará os ministros Patrus Ananias (Desenvolvimento Social), Humberto Costa (Saúde) e Tarso Genro (Educação) com o objetivo de encontrar uma solução conjunta para a falta de controle. Deseja-se que novos rumos não sejam turvados pelo hábito palaciano de perder-se em extensos e contraproducentes debates internos.
Três exigências seriam originalmente necessárias para as famílias que recebem o benefício do Bolsa Escola: freqüência escolar, vacinação e acompanhamento de gestantes. A última checagem, admitiu o governo, é de 10 meses atrás. (Tais falhas, convém lembrar, vêm desde a gestão de FHC). Enquanto isso, os três ministérios envolvidos com o programa seguem batendo cabeça sobre as atribuições de cada um no controle das contrapartidas.
Trata-se de um símbolo tristonho da negligência governamental para aquela que seria prioridade absoluta da atual gestão. Os entraves dos programas sociais do governo federal são a evidência clara de uma política embotada pelo apego a números que podem render dividendos políticos musculosos, porém com eficácia social bastante questionável. São 4,5 milhões de famílias beneficiadas, orgulha-se o Palácio do Planalto. O risco é que, ao fim do mandato petista, boa parte delas continue à espera da esmola presidencial.
Observe que neste texto temos rastreado o motivo pelo qual o PSDB usou o termo Bolsa Esmola: foi Cristovam Buarque (deputado do PT-DF na época) que usou a expressão. Vale a pena ver de novo o que Buarque disse: “O Bolsa Escola virou Bolsa Esmola”.
Só se o PT quiser fazer uma maquiagem leninista da realidade para dizer que Buarque era do PSDB, mas todas as evidências (incluindo do TSE e TRE) provarão que o deputado era mesmo do PT. Logo, é muito fácil fazer esse tiro sair pela culatra.
Provavelmente, eles vão usar uma declaração de Aécio Neves de 2013, conforme vemos no Diário do Centro do Mundo: “Para nós, o Bolsa Família é o ponto de partida, para o PT é o ponto de chegada [...] O DNA do PSDB está nos programas de transferência de renda. Começamos isso no sertão de Alagoas. Depois, a esse programa se juntou o Bolsa Escola. Veio daí o Bolsa Família.”
Será preciso de muito cinismo para que o PT diga que isso é “ficar contra o Bolsa Família”.
Mas ainda mais interessante é notar que a proposta de Aécio para melhorar o Bolsa Família causou revolta no PT. Veja o artigo Comissão aprova projeto de Aécio que amplia Bolsa Família; governo critica, do UOL, de maio deste ano:
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou nesta quarta-feira um projeto de autoria do pré-candidato do PSDB à Presidência da República, senador Aécio Neves, que altera a lei do Bolsa Família, provocando uma dura reação do governo federal, que afirmou que a proposta desfigura o programa.
A proposta aprovada estende o benefício do Bolsa Família por até seis meses no caso do beneficiário aumentar sua renda em decorrência de atividade profissional ou econômica. Ela ainda precisa ser avaliado pela Comissão de Direitos Humanos (CDH) e, uma vez aprovada pela CDH, pode seguir direto à Câmara dos Deputados sem precisar ser submetida a voto no plenário do Senado.
Em entrevista coletiva, a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, cuja pasta é responsável pelo Bolsa Família, atacou a proposta, afirmando que ela é “leviana” e “deforma” o programa e estranhar o fato de Aécio se interessar pelo tema em período eleitoral.
“O Bolsa Família tem 11 anos. Onde estava o senador Aécio Neves que não tratou de Bolsa Família e vem tratar agora? Essa é a pergunta que não quer calar”, disparou a ministra, que criticou o fato de a proposta tirar os limites de renda e permanência no programa.
O projeto foi aprovado em placar apertado – 10 votos a 9 – e Campello já sinalizou que o governo trabalhará contra a medida, e chegou a fazer um apelo para que os senadores “leiam” o que está no texto.
Na comissão, Aécio defendeu a proposta como uma forma de incentivar a formalização do trabalho.
“Hoje há um desestímulo às pessoas se formalizarem. Porque têm receio de não dar certo no emprego, ser demitido com um dois meses e aí preferem ter a segurança do Bolsa Família”, disse o senador, comemorando o apoio de alguns senadores da base governista ao projeto.
“Eu duvido que um senador da República queira ir para essa disputa eleitoral ou participar de uma campanha eleitoral dizendo que está contra os beneficiários do Bolsa Família”, afirmou.
Mais tarde, o senador rebateu as críticas da ministra a sua proposta e acusou o PT de querer ter um programa “para chamar de seu” em vez de buscar avanços no Bolsa Família.
“O projeto é um avanço. A questão é que o PT prefere ter um projeto para chamar de seu a um projeto que traga benefícios efetivos àqueles que dependem do Bolsa Família”, disse o senador à Reuters.
“Só que o PT não quer, prefere manipular. Como já começa a acontecer nesta campanha: ‘olha se nós perdermos a eleição, acaba o Bolsa Família?. Balela! A partir de agora, se nós vencermos as eleições, é que o Bolsa Família vai melhorar.”
Relatada pela senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), a proposta prevê que o prazo de seis meses adicionais de benefício será contado a partir da análise das condições da família para enquadrá-la no programa, que ocorre a cada dois anos.
O projeto acrescenta mais um critério para a permanência do beneficiário no programa, que os integrantes da família acima de 18 anos frequentem cursos profissionalizantes, outro ponto bastante criticado pela ministra, que considera ser inviável garantir vagas para todos os participantes do Bolsa Família hoje.
Objeto de crítica também de senadores governistas, o texto aprovado elimina o teto de variação de renda da família equivalente a meio salário mínimo.
Em seu relatório, Lúcia Vânia explica que “o projeto retira esse limite, que, na verdade, é um estímulo à informalização e um aprisionamento da família numa condição de pobreza”.
Notaram o quanto o PT é grotesco nessa questão? Aécio propôs dar um incentivo a quem recebe o Bolsa Família e obtém emprego (ou seja, vai ganhar mais do que ganharia antes, sem mexer no valor de quem já ganha o benefício), e o PT foi contra?
Agora é que a porca torce o rabo: por que o PT foi contra? Por que o PT não quer um programa que reduza a dependência das pessoas pelo Bolsa Família, e não quer ver as pessoas conseguindo melhorar de vida. Quer dizer, o PT é um partido que diz “gostar dos pobres”, mas faz de tudo para prejudicá-los. Mas quando alguém, como Aécio Neves, quer estender o benefício do Bolsa Família por seis meses para quem conseguir emprego, o governo petista estrebucha. Está bem claro quem está contra um verdadeiro Bolsa Família que estimule os empregos, certo?
Acho que já passou da hora do PSDB ter “luvas de pelica” e tratar a questão no devido tom. Pois aqui vamos tratar a coisa no tom que deve ser tratado.
O PT nunca gostou de programas assistencialistas, principalmente aqueles que foram feitos para estimular a geração de emprego. Por isso, na época do Bolsa Escola (que teve origem nas mãos de Cristovam Buarque, uma das raras cabeças lúcidas do PT, que exatamente por isso já saiu do partido), a liderança atual do PT estrebuchava contra todos os programas assistencialistas. Pois somente quando o Bolsa Escola deu certo e o PSDB criou condições para esse tipo de programa, o governo do PT foi forçado a manter o benefício, modificando seu nome. Mas é preciso mostrar evidências. Comecemos:

E que tal lembrar um discurso de Lula de 9 de abril de 2003 dizendo que os usuários de programas como o Bolsa Escola eram “vagabundos”? Leia, conforme citação lembrada por Reinaldo Azevedo:
Eu, um dia desses, Ciro [Gomes, ministro da Integração Nacional], estava em Cabedelo, na Paraíba, e tinha um encontro com os trabalhadores rurais, Manoel Serra [presidente da Contag - Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura], e um deles falava assim para mim: “Lula, sabe o que está acontecendo aqui, na nossa região? O povo está acostumado a receber muita coisa de favor. Antigamente, quando chovia, o povo logo corria para plantar o seu feijão, o seu milho, a sua macaxeira, porque ele sabia que ia colher, alguns meses depois. E, agora, tem gente que já não quer mais isso porque fica esperando o ‘vale-isso’, o ‘vale-aquilo’, as coisas que o Governo criou para dar para as pessoas.” Acho que isso não contribui com as reformas estruturais que o Brasil precisa ter para que as pessoas possam viver condignamente, às custas do seu trabalho. Eu sempre disse que não há nada mais digno para um homem e para uma mulher do que levantar de manhã, trabalhar e, no final do mês ou no final da colheita, poder comer às custas do seu trabalho, às custas daquilo que produziu, às custas daquilo que plantou. Isso é o que dá dignidade. Isso é o que faz as pessoas andarem de cabeça erguida. Isso é o que faz as pessoas aprenderem a escolher melhor quem é seu candidato a vereador, a prefeito, a deputado, a senador, a governador, a presidente da República. Isso é o que motiva as pessoas a quererem aprender um pouco mais.
Eu vos digo, pessoal do PSDB: não precisam mais ter medo de levar a questão à público. Os fatos estão todos contra o PT.
Como eu já disse, no dia em que a propaganda desonesta do PT for desmascarada efetivamente, os recebedores do Bolsa Família vão perceber que devem ajudar a varrer o PT para fora do governo.

MILTON PIRES: O Partido do Crime Organizado



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Milton Pires


Surpreendida pelos resultados das urnas no primeiro turno, a alta “cúpula” (e deveria eu dizer “alta cópula”) do Partido-Religião lançou suas hordas na internet e principalmente nas redes sociais com o velho discurso do tipo “eles não sabe do que a gente é capais”


Esse tipo de atitude, que já não assusta mais ninguém, só serve para demonstrar o desespero dos vagabundos petistas apavorados com a proximidade da perda das “tetas” da máquina pública.


Imaginem o seguinte, meus amigos: você é um pobre diabo em dúvida com sua sexualidade, sozinho ou separado de 5 casamentos, professor da Universidade Pública com PhD na Alemanha e é chefe-companheiro de alguma cadeira do ciclo básico na USP... ou pense por outro lado que você é um desses parasitas que habitam as ONGS, um desses funcionários públicos incompetentes que está “cedido” para outra secretaria onde ganha uma enorme gratificação por ser petista. 


Imaginou? Pois é: seu mundinho está desmoronando, não está meu amigo?
Pense, seu picareta, na dificuldade de receber dinheiro do CNPQ do B com os vagabundos petistas fora do poder. Imagine a dificuldade em publicar trabalhos do tipo “A Masturbação Feminina no Interior de São Paulo durante o Regime Militar”. Aproxima-se o fim da mamata, seu charlatão ! Toda aparelhagem da máquina pública que vocês cuidadosamente montaram desde 2003 está para desmoronar, não está?


É por causa desse tipo de efeito cascata..por causa dessa gente toda com os dias contados que os petistas, mais uma vez, estão lançando suas baixarias pela internet. Milhares e milhares de funcionários da administração pública brasileira estão contando os dias para ver essa ralé pela costas e respirar ar puro dentro das repartições que essa gente empestou com o cheiro do álcool barato, da maconha e do lança-perfume.


Os petistas sabem que vão sair. Já vi esse filme passar aqui na Prefeitura Municipal de Porto Alegre em 2006 quando esses vagabundos custaram a “cair na real” depois de perderem a eleição. Preparem-se meus amigos. Não é o MAV no facebook que nos deve preocupar. Não é o motoqueiro com a pistola na cintura – tão chegado aos vagabundos do Foro de São Paulo – que devemos temer. O que nós precisamos saber é que, nos últimos dias de seu governo, essa gente vai fazer a política da “terra arrasada” e vai tentar destruir, fraudar, roubar, levar para casa ou esconder TUDO que possa deixar a marca de sua passagem pelo poder.


O que a eleição de 2014 está ensinando aos brasileiros é que o PT não tem adversários; tem inimigos. Há, e eu já disse isso um dia, uma gigantesca diferença entre os dois cuja característica mais importante a ser lembrada é a incapacidade dessa gente conviver dentro de uma sociedade se revezando no poder. Não será portanto a economia destruída, o risco do Ebola ou a crise na segurança o monstro que Aécio Neves terá de enfrentar. Não será a rede hospitalar brasileira destruída e sucateada, as universidades aparelhadas ou os policiais na miséria...


Será a pior, mais covarde, traiçoeira e inescrupulosa oposição que algum governo já teve. O PT, meus amigos, vai levar o país ao caos conforme ele agora já vem prometendo e poucos vêm levando a sério – mais uma lição para os que viram o crime organizado assumir o governo em 2003 e voltar a oposição em 2015 como se fosse um “partido de trabalhadores” - um partido que pode aceitar deixar o governo para ser oposição e que pode eventualmente um dia sair novamente da oposição para ser governo mas que jamais deixará de ser o que sempre foi – o Partido do Crime Organizado.



Milton Simon Pires é Médico.

ALMIRANTE LUIZ SÉRGIO SILVEIRA COSTA: Carta Aberta ao Aécio




Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Luiz Sérgio Silveira Costa


Prezado Aécio: Meus prolfaças pela reação e passagem ao 2º turno, e, agora, carregar nossas reais esperanças de mudança, especialmente institucionais, republicanas, democráticas, econômicas, éticas e morais.


Repare as continuadas canalhices das falas da Dilma, como no seu pronunciamento após a vitória no 1º turno, e deixe de lado essa lhaneza e jogue duro. Seja incisivo, assertivo, direto e contundente, como fez com Luciana Genro no último debate, o que ajudou muito na sua reação. Marina murchou por, como disse, “preferir sofrer a causar sofrimento”... Não seja politicamente correto, como a sua fala após a entrada no 2º turno, e não permita que o PT o desconstrua como fez com Marina: ataque antes, e tenha a audácia dos canalhas, pois está lidando com eles! Lembra-se de Collor, desconstruindo Lula com a sua filha Lurian. Não é jogo para principiantes!


Já que Dilma vai apelar para o terrorismo verbal e estimular o medo, data vênia, acrescente o seguinte às suas falas, sempre que aparecer a oportunidade:


- Dilma, você recebeu uma herança bendita, e está entregando uma herança maldita; recebeu o governo com razoáveis índices econômicos e o está entregando com péssimos índices econômicos, especialmente com baixíssimo crescimento e altíssima inflação. Nenhum país da América Latina teve, no ano, crescimento menor do que o Brasil. Foi o pior governo, nunca antes na história deste país! Você merece o Prêmio Nobel de Economia multiplicado por menos um!

- Você está, ao estilo dos canalhas que não têm princípios, só fins, acusando os outros de que vão acabar com a bolsa-família, mas você é que vai acabar com ela, pois, gastando mais do que arrecada, breve não haverá, ao fim do mês, dinheiro depositado nas contas dos bolsistas e aposentados. Você diz que o índice de desemprego é baixo e que a bolsa família contempla 56 milhões de pessoas, o que demonstra, na verdade, que o índice de desemprego no Brasil é recorde mundial! 

- Você nos acusa de querer privatizar a Petrobras, mas ela já foi privatizada pelo PT, haja vista a roubalheira e dilapidação da Cia pelo partido. Os Correios também foram privatizados pelo PT, ao distribuir e não ser ressarcido pela entrega de propaganda do PT, o que não fez com o PSDB...

- Você sabe por que nenhum centavo foi desviado da Vale do Rio Doce? Porque ela foi privatizada, e está longe das mãos sujas – uma com um dedo a menos - do PT.

- Você fala mal das privatizações, mas seu governo privatizou rodovias, portos e aeroportos. Além disso, a privatização da telefonia, que nós do PSDB fizemos, permitiu a atual e avassaladora rapidez das telecomunicações e que os pobres, sobretudo artífices, tivessem comunicação imediata com os que procuram seus serviços.

- Onde estão o trem-bala e as centenas de creches que prometeu criar? Você não sabe onde estão, pois não existem, mas sabe que o seu PT gastou 336 milhões de reais na construção do navio João Candido, que Lula disse que seria a ressurreição da indústria naval brasileira, e que, pronto, não navega, pois pode afundar!!;

- Você não consegue citar de cor, sem esse almanaque que a acompanha, todos os seus ministérios e secretarias, muito menos os nomes dos ministros e secretários.

- Você e seu partido foram contra tudo de bom que o País conquistou, como a Constituição de 88, o Plano Real, a Lei de Responsabilidade Fiscal, numa absurda irresponsabilidade com os destinos do povo brasileiro. E logo contra o Plano Real, uma das mais eficazes medidas de inclusão social que já foi criada no País!.

- Lula, em oito anos de governo, com a coalizão de partidos que o apoiava no Congresso, e ventos benfazejos da economia internacional, inclusive com preços especiais de nossas commodities, não fez as reformas de que tanto precisamos para destravar o País e promover o seu desenvolvimento. E que o controle da inflação e o aumento real do salário-mínimo foi muito maior no governo FHC do que no seu governo.

- O mensalão petista, que culminou com a prisão de vários de seus membros, não foi um simples caso de corrupção; foi uma extremamente audaciosa tentativa de revolução ditatorial, sem tanques e canhões, de dominar o Congresso e submetê-lo às conveniências do partido. Com a caneta na mão para indicar os ministros do STF, estaria, pois, consolidado o domínio autocrático do País pelo PT.

- A prova de que o PT não tem um Projeto de país, mas de poder, são as estrelas do PT, que Lula usou na sua lapela, na sua primeira aparição como presidente, e a audaciosamente plantada nos jardins do palácio presidencial!

- Não é à toa que o Brasil, esse gigante pela própria natureza, tenha sido chamado de anão diplomático, pelo apequenamento da política externa, ao se aliar a paises e ditadores que nada tem a nos interessar. A sua vergonhosa fala na ONU, propondo diálogo com assassinos, degoladores e estupradores foi o coroamento dessa vergonha, e reafirmação, perante o mundo, de que você, Dilma, e Lula são os responsáveis por esse vergonhoso nanismo do Brasil!

- O PT acusa os não petistas de “fascistas”, mas o episódio do Banco Santander mostrou que fascistas são vocês, ao imporem, ao fraco presidente do banco, a demissão dos analistas que fizeram rotineiro documento sobre investimentos tendo em vista a situação financeira do Brasil. Afinal, quem é que é fascista?

- Explique por que o Brasil, nos governos petistas, emprestou a fundo perdido, em processos secretos, à revelia do Congresso Nacional, bilhões de reais para obras em Cuba, Venezuela, Bolívia, Equador e Nicarágua, e perdoou dividas de ditadores africanos, que poderiam ter sido investidos por aqui, nas nossas imensas carências na saúde e educação.

- O PT vive falando em direitos humanos, mas contratou médicos cubanos que vivem confinados, não têm passaporte e nem visto, não podem trazer as suas famílias e o salário é pago ao governo de Cuba. Onde estão seus diretos humanos? E mais: depois de 10 anos de governo, os petistas descobriram que o Brasil precisava de médicos, justamente a dois anos das eleições de 2014, ou seja, não foi um Plano de Saúde, mas um plano eleitoreiro!! E a solução é simples: é só pagar decentemente aos médicos e dar-lhes adequadas condições de trabalho.

- O povo mostrou, claramente, somados os votos da oposição, que quer mudar, que quer se ver livre de vocês, pois a oposição venceu por 54% contra 41%!

- Vai embora, Dilma, saia pela porta dos fundos, você é uma enganadora, uma gerente de araque, competente apenas na mentira, no engodo, na desfaçatez, na canalhice. E, se você não for tudo isso, está absurdamente divorciada da realidade, o que é mais do que correta demissão por justa causa, por absoluta incapacidade de presidir o País. Com todo esse desastre, ainda tem o desplante de querer continuar?

- Fora, Dilma! Fora PT! O Brasil cansou desse tsunami vermelho. Você não está preparada para ser presidente do Brasil! Vai cuidar do seu netinho.....E não se esqueça de levar o almanaque dos debates, para saber como se deve fazer....!!!!



Luiz Sérgio Silveira Costa é Almirante, reformado.

DIEGO MAINARDI: E o Decreto 8243, Aécio?




Por Diego Mainardi


Aécio, meu velho, vou votar em você. Não que eu queira, verdadeiramente. Mas sobrou você como a nossa, talvez, última barreira sanitária contra esse vírus ébola que é o petismo. Cada vez que vejo nas entrevistas o teu rosto sorridente, penso: como ele pode se mostrar tão feliz?

Você parece que está vivendo permanentemente dentro de um comercial de tv - enquanto nós ficamos de fora, nos sentindo tão inseguros, tão sem saída. Deve ser uma estratégia de campanha você contrastar tua figura "presidenciável" com o daquela senhora odiável e desprezível que parece sempre estar tão mentalmente desorganizada, tão alienada do mundo. Mas ela tem a caneta na mão e assina papéis que compram Pasadena, que importa médicos fajutos, que prefere investir em Cuba, Venezuela ao invés de nosso tão desesperadamente carente Brasil. E que sorrateiramente sancionou esse maldito Decreto 8243 que vai criar os Sovietes, que significa a liquidação do nosso (ainda) regime democrático.

Vou votar em você Aécio. Pode ser que você esteja mineiramente quieto e se fingindo de morto enquanto vai costurando acordos políticos que, no fim, vão virar o veneno que fará o PT entrar em coma e morrer. Pode ser. Mas reconheça que muitos do que votarão em você o farão principalmente para se opor ao PT. Esquecendo, por um momento, dos votos dos "bolsas", somos nós que faremos a diferença. E nós queremos botar fé que você seja o cavaleiro de armadura reluzente, que com a sua espada Durindana vai estraçalhar as hostes inimigas. Nós queremos que você seja o nosso Campeão.

Sei que não é novidade o que estou aqui dizendo, e que é inocente quem põe sua vida na mão dos outros, confiando inteiramente no Líder sob o qual faremos a guerra. Mas que outra possibilidade temos, além de você?

Aécio, fala! são tantos os temas que estão sendo discutidos por tantos, inclusive aqui no Face. Mas você não fala e nós ficamos conjecturando o que te faz tão convencional, tão discreto. Você é neto do Tancredo, que era cheio de manhas, espertezas, tão bom jogador de poker que foi.

Talvez seja assim mesmo que se deve jogar numa eleição como esta, você deve saber - temos que confiar em teu critério. Mas estamos ressabiados. Queremos colocar pólvora e bolas de aço em nossas espingardas, sair das trincheiras e correr contra o inimigo que nos amedronta, e que nos empurra para a defensiva. Precisamos de tua voz e entusiasmo, Aécio.

O tempo está correndo contra nós. Desculpe falar tanto em nós, nós. Seria mais apropriado dizer que, talvez, esta opinião seja só minha.



Diego Mainardi é Publicitário.

LUCAS BERLANZA: Neves, o avô


Por Lucas Berlanza, publicado no Instituto Liberal

No momento em que você lê estas linhas, está sacramentado: a presidente da República, Dilma Rousseff, em sua luta por prolongar o domínio petista sobre o Brasil, terá pela frente como adversário o tucano mineiro Aécio Neves. Aécio pertence a uma linhagem política de peso na história republicana nacional; no momento em que se concentram nele, a despeito das diferenças ideológicas, as expectativas gerais de promover um recuo na radicalização esquerdista e intervencionista da atual gestão do país, nos vêm à lembrança, diante de sua referência emocional no discurso de encerramento do último debate do primeiro turno, na TV Globo, a trajetória de seu avô, Tancredo de Almeida Neves (1910-1985).

Não era Tancredo, por certo, um liberal clássico ou conservador-liberal; formou parte dos quadros de ao menos dois governos consideravelmente avessos às nossas convicções, os de Getúlio Vargas e João Goulart. Tal como os presidentes Juscelino Kubitschek e Eurico Gaspar Dutra, o velho Neves figurou no PSD (Partido Social Democrático), uma legenda gestada no seio do getulismo, mas que entrou no intervalo democrático entre o Estado Novo e o regime militar como uma vertente moderada, com apreço pelo desenvolvimentismo econômico – mas também, diga-se de passagem, em linhas gerais, pelo Estado de direito. Teríamos, fica claro, de ressalvar muitas diferenças entre as ideias que esposamos e a figura simpática e sempre lembrada do avô de Aécio.

Contudo, nem só de críticas devemos viver a quem não pensa como nós e, ainda que encubram eventualmente as falhas que conseguimos enxergar à saudável distância, os símbolos são importantes em uma sociedade. Tancredo Neves também teve qualidades e representou, nesse plano simbólico, posturas que são oportunas na hora extrema em que vivemos, que convém resgatar.

Mais do que de um governo propriamente fiel a nossos pontos de vista – realidade ainda distante -, necessitamos, com urgência, de um governo minimamente responsável, que conserve o ambiente de democracia, que seja comprometido com a tolerância às manifestações de pensamento das mais diversas correntes. Precisamos de um governo que não se venda a insanidades utopistas e destemperos radicais. Um governo que não se alinhe a regimes tirânicos e ditatoriais. Se não a todo o momento, a tônica da política de Tancredo Neves normalmente correspondia a essas qualidades.

Vemo-lo, por exemplo, torpedeando diretamente o comunismo, ao dizer que “ser comunista na juventude é aceitável, mas, depois de adulto, depois que entende, aí já é ser mau caráter”. Em uma nação onde diferentes pessoas públicas e legendas, na “oposição” (aparente) e no governo, aplaudem o mais esdrúxulo e rasteiro marxismo e dão suporte aos líderes mais tacanhos e opressores do planeta, a postura firme do avô Neves já nos seria muito bem-vinda como uma ascensão de patamar.

No âmago da crise de 1961, quando, com a renúncia de Jânio Quadros, João Goulart se viu forçado a assumir a presidência num regime de parlamentarismo, coube a Tancredo o posto de primeiro-ministro. Como manda a boa e velha tradição mineira, seu estilo era conciliador. Desejava promover uma legítima pacificação nacional, e exerceu o maior poder do país naquela curta experiência do que seria uma configuração mais descentralizada da administração nacional. Nosso presidencialismo quase “imperial” – como adjetivou o candidato do Partido Verde deste ano, Eduardo Jorge, num de seus raros laivos de correção -, lamentavelmente, retornou e vigora até hoje.

A “pacificação” não veio e a história se encaminhou de uma forma indesejável para Tancredo; veio o regime militar. Ainda assim, num cenário adverso a suas crenças e pretensões, Tancredo fez uma oposição equilibrada e responsável, integrando-se ao MDB. Jamais teve seus direitos políticos cassados. Fossem quais fossem suas convicções econômicas ou sociais, era nítido seu compromisso com a ideia de uma ordem estabelecida, de um Estado democrático, com leis a serem respeitadas e ponderação nas medidas e decisões a serem tomadas.

Findo o regime militar, foi eleito o primeiro presidente civil, numa articulação das forças políticas recompostas no país para a chamada Nova República, encontrando grande aprovação por parte do povo. Curiosamente, já àquele tempo, lá estavam o PT e a CUT, recusando-se a votar no Colégio Eleitoral que o escolheu e, como disse a manchete do Jornal da Tarde de 11 de fevereiro de 1985, declarando-lhe guerra. Desde o nascedouro, era o Partido dos Trabalhadores um câncer de prontidão para semear a discórdia e a irresponsabilidade nos graus mais extremos.

Logo em suas primeiras manifestações públicas como presidente, o avô Neves afirmou que se preocupava menos, àquele momento, em fazer promessas irrealizáveis. Dizia-se inteiramente contrário à demagogia. Para o choque de todos os brasileiros, faleceu antes de tomar posse; um “anti-clímax” e uma tragédia que ficou na memória de todos que viveram aquele momento. Entretanto, o vice, José Sarney, leu o que teria sido seu discurso de posse. E lá, como sempre, pregava ele a realização de uma assembleia constituinte – o que veio a ocorrer posteriormente, com a aprovação da Constituição de 88 –, de um padrão sólido de leis. Com todas as críticas que possamos fazer a ela, algumas formalizadas pelo saudoso Roberto Campos, a Constituição é um elemento fundamental para a ordem na pátria.

Atentem para o que dizia a carta: “a adesão aos princípios que defendemos não significa, necessariamente, a adesão ao governo que vamos chefiar. Ela se manifestará também no exercício da oposição. Não chegamos ao poder com o propósito de submeter a nação a um projeto, mas com o de lutar para que ela reassuma, pela soberania do povo, o pleno controle sobre o Estado. A isso chamamos democracia!” Alguém é capaz de imaginar a casta petista que ora nos governa proferindo tais palavras, em vez de bradar por sua divisão odiosa da nação em “nós” e “eles”? Temos aí um estadista de verdade.

Essa mesma conciliação, hoje, é ecoada por Aécio, que rebate o PT precisamente nesse ponto em seus discursos. O que havia de positivo no espírito político do seu velho avô é, em boa medida, o que ele precisa trazer nesta eleição. Sua candidatura representa uma conciliação que, assim como a daquele tempo, embora em cenário diverso, é uma conciliação da esperança: a esperança de todos que querem um Brasil democraticamente sadio. Um Brasil que não se submeta às agendas bolivarianas. Um Brasil em que haja uma competição saudável de ideias. Todos os democratas, sejam eles conservadores, liberais, social-democratas moderados, libertários, ou o que mais se enquadrar, precisam se unir neste momento no projeto de derrotar o petismo. Podemos ser adversários naturais, mas o que existe diante de nós é mais que um adversário. É um inimigo, que teria prazer em nos negar a existência. Vencê-lo é um primeiro passo, importante, em direção a um país diferente e mais desenvolvido.

Mas, a essa conciliação, e aos bons nomes de sua equipe, o tucano precisará unir uma dose extra de assertividade e combatividade. É preciso desnudá-los, desmascará-los, mostrar a toda a gente o que representa a malfadada era petista na história da pátria. Somente assim, como o velho Neves marcou a queda de um regime autoritário, o novo marcará a interrupção de um notório desastre vermelho. Este espaço é para difusão de ideias, mas, neste momento, há apenas um candidato que nos permitirá sobreviver como sendo o que somos. Que nos propiciará ambiente mais saudável para existir como corrente política. Que nos pode devolver a dignidade como nação perante o mundo. Portanto, manifestamos nosso desejo de que, daqui a algumas semanas, possamos estar falando sobre como “Neves, o neto” se juntou a “Neves, o avô” na lista dos homens eleitos para a presidência de nossa jovem República.

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