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terça-feira, novembro 16, 2004

UBERLÂNDIA RECEBE A PRIMEIRA LOJA DA REDE "BELGO CERCAS" DO INTERIOR DE MINAS

Telas Triângulo é a nova distribuidora autorizada da linha de cercamento urbano da Belgo Bekaert

Uberlândia vai sediar o primeiro "Belgo Cercas", distribuidor autorizado de cercamento urbano da Belgo Bekaert, no interior de Minas Gerais. A Telas Triângulo (R. Nivaldo Gurreiro Nunes, 631 - Distrito Industrial - Fone 34 - 3213-2347), que atua há 20 anos no mercado de Uberlândia, foi a escolhida pela empresa líder no mercado de arames no Brasil e América Latina para ser sua representante no Triângulo Mineiro. Além de comercializar produtos, o Belgo Cercas Telas Triângulo também oferece ao consumidor final os serviços de mão-de-obra especializada para a montagem de telas e gradis, acompanhamento do projeto por engenheiros, assistência técnica e fabricação exclusiva de portões personalizados.
O Belgo Cercas Telas Triângulo, que será inaugurado oficialmente em 25 de novembro, é a quinta de uma série de "grifes de cercas" da Rede de Distribuição Belgo Cercas, que serão inauguradas no Brasil até o final de 2004 e em 2005. A rede é identificada com uma logomarca própria, na qual o nome da empresa parceira aparece em destaque associado ao nome Belgo Cercas e à marca da Belgo Bekaert. As lojas têm uma identidade visual própria, para que os Belgo Cercas sejam imediatamente reconhecidos pelos consumidores.

UBERLÂNDIA É DESTAQUE REGIONAL
Roberto Milhomem, Gerente Geral de Desenvolvimento de Negócios da Belgo Bekaert, explica que Uberlândia foi escolhida por possuir um forte setor agroindustrial e por estar localizada em uma área estratégica, próxima a grandes centros, o que proporciona à cidade uma atuação de destaque em todo o Triângulo Mineiro, Sul de Goiás e Noroeste de São Paulo. Portal do Cerrado brasileiro, Uberlândia possui um movimentado distrito industrial e grandes empresas dos setores atacadista e distribuidor, que cresceram apoiados em uma bem planejada estrutura logística, de transportes e telecomunicações.
Mesmo estando localizada em uma das regiões mais ricas do Sudeste, o Belgo Cercas Telas Triângulo tem planos de conquistar outros mercados e condições de atender a todo o Brasil, afirma Sinomar José Tavares, diretor da empresa, que recentemente concluiu duas obras do Carrefour, em Manaus, no Amazonas, e na Marginal Pinheiros, em São Paulo. Outra obra de destaque fora de Minas Gerais é a da Gol Linhas Aéreas, em Joinville, Santa Catarina.
"Desde que começamos a trabalhar com a linha de telas e gradis da Belgo Bekaert, há quatro anos, época em que os primeiros produtos começaram a ser comercializados no Brasil, temos tido grande aceitação por nossos clientes", conta Tavares. Ele acredita que o sucesso se deve à alta qualidade dos produtos, que além de duráveis, têm design exclusivo.
O diretor da Belgo Cercas Telas Triângulo destaca, entre as vantagens de fazer parte da rede, a associação direta com o nome Belgo Bekaert; a qualidade dos produtos, que passam confiança para o cliente; a boa logística de distribuição; e a exclusividade na venda de uma linha de produtos inovadores.

REDE "BELGO CERCAS" VAI SE EXPANDIR PARA TODO O BRASIL
Ainda em novembro, após a inauguração do Belgo Cercas de Uberlândia, serão inaugurados oito Belgo Cercas em São Paulo, três na capital e os outros em Alphaville, ABC, Caraguatatuba, Piracicaba e Araçatuba.
Para Roberto Milhomem, a Rede Belgo Cercas inaugura um novo conceito em atendimento e distribuição dos produtos da linha de cercamentos. "O objetivo é conquistar, por meio desses distribuidores autorizados, a fidelidade do consumidor final com uma série de produtos e serviços diferenciados, agregando valor à marca Belgo Bekaert", afirma o Gerente Geral de Desenvolvimento de Negócios da Belgo Bekaert.
Para dar uma dimensão desse mercado, estudos realizados pela empresa mostram que no Brasil 70% dos cercamentos urbanos (residências, prédios, fábricas, indústrias) ainda são feitos por muro. Outros 20% usam materiais como grades artesanais, bloquetes de cimento e madeira; e somente 10% utilizam telas soldadas e alambrados, conforme conta Milhomem.
Para abastecer um mercado carente de novidades, a Belgo Bekaert está apostando principalmente nas linhas de gradis Nylofor 3D e telas Fortinet, produtos de tecnologia exclusiva da empresa, e está sempre lançando novidades: só no ano passado, a empresa investiu cerca de US$ 1 milhão para colocar no mercado quatro novos produtos – Cerca Móvel, Belgo Cor (arame colorido), e telas Practica e Hobby.

TELAS E GRADIS SEGUEM OS NOVOS RUMOS DA ARQUITETURA
As telas e gradis Belgo Bekaert vão ao encontro da arquitetura moderna, que valoriza os elementos vazados como uma forma de integração com o ambiente, agradando a arquitetos, paisagistas, decoradores e construtoras, afirma a arquiteta Flávia Lopes de Castro, da área de Cercamentos da Belgo Bekaert.
Segundo ela, como a necessidade de segurança chegou ao interior, o mercado de cercamento é muito promissor nas cidades de médio porte, e tem como único concorrente o muro. A arquiteta explica que, sob esse aspecto, as cercas vazadas são consideradas hoje muito mais seguras que os muros, pois oferecem visibilidade ao imóvel, tanto interna quanto externamente, e evidenciam qualquer acontecimento estranho.
"Além das utilizações em espaços urbanos, no interior as telas e gradis também podem ser usadas para cercar sedes de fazendas e sítios, já que se integram muito bem à natureza, trazendo mais beleza e segurança a essas propriedades", observa a profissional. Muro não é sinônimo de segurança, ao contrário. Flávia Castro acredita que "quanto maior for o sentido de coletividade e mais as pessoas participarem do espaço público, menor é o risco de violência".
O despertar para as novas influências da arquitetura não é privilégio restrito às residências e espaços públicos. Para a arquiteta, há uma forte tendência da valorização das plantas industriais, com projetos bem elaborados, inclusive de paisagismo, voltados para o funcionalismo, o bem-estar e a qualidade de vida dos funcionários, o que geralmente resulta em aumento da produtividade. Segundo Flávia Castro, esse investimento também é reflexo do cuidado das empresas em se mostrarem transparentes e abertas, acabando por gerar ganhos para toda a comunidade. Regina Perillo Comunicação – 31-3481-4888 - Jornalistas Débora Farid – 31-9647-0839 e Regina Perillo – 31-9128-5616

A LINHA DE CERCAMENTO URBANO DA BELGO BEKAERT:

NYLOFOR 3D - Na linha de gradis, os painéis Nylofor 3D são a grande novidade do mercado para cercamento, principalmente de grandes áreas industriais, condomínios, shoppings, hotéis, universidades, praças e parques ecológicos. O painel Nylofor 3D recebe este nome porque, além de ser recoberto por uma camada de nylon, possui curvaturas em "V" para enrijecimento mecânico, saindo do plano normal dos outros painéis.

FORTINET - Exclusividade da Belgo Bekaert, a Fortinet é uma tela soldada galvanizada revestida com PVC especialmente aditivado para resistir às intempéries. Na cor verde, é uma alternativa bonita e durável para cercamentos em condomínios, clubes, residências, parques e áreas industriais.

SUPERTELA - A Supertela é a tela para alambrados da Belgo Bekaert. Vem acompanhada de atilhos, fios de arame galvanizado utilizados na fixação da tela no poste. A novidade exclusiva. Produzida com uma camada de zinco três vezes mais espessa que a das telas comuns, a Supertela tem em condomínios, clubes, residências, parques, áreas industriais e obras de serralheria seus grandes mercados.

CERCA MÓVEL - Desenvolvida com exclusividade pela Belgo Bekaert para substituir os tapumes em cercamentos provisórios, a cerca móvel é um gradil modular simplificado de reutilização constante, montado sobre bases de concreto livres do solo, móvel, mas estável o suficiente para garantir a segurança da área cercada. Produto extremamente prático, pela facilidade de montagem e desmontagem, busca atingir o mercados das construtoras, locadoras de equipamentos para obras e setor público, eventos e shows, indústrias e fábricas.

HOBBY - Tela fácil de manipular, com várias aplicações no cotidiano de uma casa, como fechamento de pequenos canis, viveiros, canteiros, cerca de piscina, entre outras utilidades. Em seu primeiro mês no mercado, as vendas já mostram que a novidade vai ser um sucesso.

ARAMES E TELAS BELGO COR - Arame galvanizado colorido, novidade e tecnologia exclusiva da Belgo Bekaert. A pintura proporciona qualidade, maior durabilidade ao produto e harmonia com o ambiente. A princípio fabricado na cor verde, a Belgo Bekaert poderá oferecer outras cores sobre encomenda.

TELA PRACTICA - Tem como diferencial a malha climpada, formada por fios horizontais munidos de curvatura que facilitam o esticamento no momento da montagem. O resultado é um alambrado bonito e com melhor acabamento.



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RESPOSTA DO CNPQ AO JORNAL CORREIO BRAZILIENSE

Brasília, 16 de novembro de 2004

Senhor editor,

Com respeito à matéria "CNPq banca viagens para casa", publicada nesse jornal em sua edição de 14 de novembro último, quero apresentar os seguintes esclarecimentos:
Inicialmente, informo que os números referentes às viagens da Presidência e Diretoria do CNPq são públicos. Esclareço também que são objeto de divulgação sistemática, via intranet, a todos os servidores do CNPq. Estes dados são produzidos, em todos os detalhes, pela própria diretoria do CNPq em prol da transparência administrativa.
Porém, a apresentação desses dados na matéria publicada por este jornal leva a uma grosseira deturpação da realidade, transformando em "mordomia" tarefas inerentes aos cargos. Reafirmo que o presidente do CNPq e os membros de sua diretoria não viajam nos finais de semana para cumprir compromissos particulares. Viajam para cumprir atividades de interesse do CNPq junto a instituições de seus Estados. Ao compactar esses compromissos nas segundas ou sextas-feiras, objetivam não fragmentar suas presenças no CNPq durante a semana. Ressalto ainda enfaticamente que os membros da Diretoria Executiva não recebem diárias para as viagens acima explicitadas.
Os diretores das áreas técnicas, bem como o seu presidente, são pesquisadores titulares em universidades de seus Estados, coordenam projetos, orientam alunos de pós-graduação e é natural que mantenham, na medida do possível, contatos com suas instituições de origem. Ao contrário do que a matéria insinua, é tradição no CNPq que os diretores mantenham vínculo com suas bases de pesquisa. Além disso, a presidência do CNPq recebe em média 900 convites por ano para participar em eventos nas várias unidades da Federação, o que ilustra a elevada demanda pela presença do CNPq nos Estados.
Quanto à contratação de ex-servidora com bolsa do CNPq (fato que não ocorreu nesta gestão), e sua posterior contratação por firma terceirizada, a Diretoria determinou o seu desligamento assim que tomou conhecimento da situação.
Sobre a questão do professor que recebeu financiamento a projetos de pesquisa em valor superior a R$ 2 milhões em gestões anteriores entre 1997 e 2002, o CNPq informa que processo de sindicância foi aberto logo que o caso foi denunciado, e evoluiu para processo administrativo, ora em conclusão.

Atenciosamente,

DÁCIO RENAULT
Assessor de Comunicação Social

RÚSSIA SUSPENDE PARCIALMENTE EMBARGO ÀS CARNES BRASILEIRAS

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento recebeu hoje (16/11) um comunicado oficial do Serviço Federal de Inspeção Veterinária e Fitossanitária da Rússia informando sobre a suspensão parcial do embargo aos produtos de origem animal exportados pelo país.
A medida vale apenas para Santa Catarina, único estado reconhecido internacionalmente pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como livre de febre aftosa “sem vacinação” – as demais 14 unidades da federação têm o status internacional de livre “com vacinação”. As vendas à Rússia estavam paralisadas desde setembro, quando foi descoberto um foco de febre aftosa em Careiro da Várzea (AM), uma ilha localizada a 26 km de Manaus.
Em Piracicaba (SP), onde participa do 1º Seminário Nacional sobre Biocombustíveis, o ministro Roberto Rodrigues afirmou que a decisão russa foi “alvissareira” e que poderá ser estendida aos outros estados reconhecidos livres com vacinação até a visita ao país do presidente russo, Vladimir Putin, na próxima semana. “Pelo fato de Santa Catarina ser o único Estado livre de aftosa sem vacinação, entendo que a decisão do governo russo foi um gesto de boa vontade. Há a expectativa de evoluirmos para a abertura do mercado russo aos demais estados brasileiros livre da aftosa com vacinação até a chegada do presidente Putin”, disse. O ministro lembrou que Santa Catarina é o maior exportador de suínos e um dos maiores exportadores de frangos do país.

Informação
Rodrigues informou ainda que uma missão russa já está no Brasil para avaliar a situação sanitária do rebanho brasileiro após a constatação do foco de febre aftosa no Amazonas. Os técnicos russos devem reunir-se hoje com o secretário de Defesa Agropecuária, Maçao Tadano.
O comunicado, assinado pelo vice-diretor Evgueni Nepoklonov do serviço russo, solicita ainda ao Ministério da Agricultura informações adicionais sobre as alterações na situação da febre aftosa no Brasil, assim como medidas de prevenção e luta contra a doença tomadas pelo país.

Fonte: MAPA

Bactérias fixadoras de nitrogênio beneficiam cultura de milho

Os agricultores podem se beneficiar duplamente da associação de bactérias diazotróficas na cultura de milho. Ao mesmo tempo que são fixadoras de nitrogênio, essas bactérias são produtoras de hormônios de crescimento, os quais podem tornar as plantas mais eficientes na busca de nutrientes. Apostando nessas potencialidades, a Embrapa Cerrados (Planaltina – DF) investe nas pesquisas de seleção e inoculação dessas bactérias em algumas variedades de milho.
Dentre os nutrientes minerais essenciais às plantas, o nitrogênio é o exigido em maior quantidade e de grande deficiência nos solos brasileiros. Para compensar a ausência de nitrogênio, os agricultores utilizam fertilizantes nitrogenados. A aplicação desses fertilizantes, de acordo com o pesquisador Fábio Bueno dos Reis Júnior, pode aumentar em até 40% os custos de produção na cultura de milho.
Quando se produz o fertilizante nitrogenado, utiliza-se petróleo para obtenção das altas temperaturas e pressão, necessárias para a quebra da tripla ligação que une os dois átomos de nitrogênio atmosférico. O mesmo é feito pelas bactérias, as quais também quebram a tripla ligação, através da ação de uma enzima conhecida como nitrogenase, transformando o nitrogênio atmosférico em amônia, que é assimilável pelas plantas.
Se a associação entre essas bactérias e as plantas for eficiente, o nitrogênio fixado pode suprir quase todas as necessidades do vegetal, dispensando o uso de fertilizantes nitrogenados, com vantagens econômicas e ecológicas. "No milho não vai chegar a autosuficiência como na soja. Devemos ter por volta de 30% de economia", calcula Fábio Bueno.
Para os pequenos agricultores, que não utilizam os fertilizantes nitrogenados, o benefício da fixação biológica de nitrogênio será com o aumento da produtividade. Baseado em dados da literatura, a estimativa do pesquisador da Embrapa Cerrados é de que o ganho de produtividade seja entre 30% a 40%.

Pesquisa
Há um ano a Embrapa Cerrados desenvolve atividades de pesquisa com a finalidade de identificar, em variedades de milho, algumas bactérias diazotróficas eficientes na fixação de nitrogênio e na produção de hormônios de crescimento. Estes estudos são financiados pela Embrapa, através do projeto "Rede de Desenvolvimento de Cultivares e Recursos Genéticos de Milho tolerantes aos estresses, com qualidade de grãos e adaptados às diferentes regiões do país", liderado pela Embrapa Milho e Sorgo e pelo Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Tecnológica (CNPq).
As etapas da pesquisa são compostas da avaliação de variedades de milho para eficiência no uso de nutrientes, principalmente nitrogênio e fósforo; isolamento de bactérias associadas as variedades selecionadas, especialmente dos gêneros Azospirillum e Herbaspirillum; caracterização e seleção dos isolados em laboratório; e testes, em casa de vegetação, para verificar o efeito da inoculação dessas bactérias. Após estas etapas, serão realizados os experimentos no campo.
Além dos campos experimentais da Embrapa, as avaliações das variedades de milho também são feitas em pequenas propriedades rurais, junto aos agricultores. Uma das preocupações dos pesquisadores é de isolar bactérias eficientes que quando forem inoculadas sejam competitivas para ganharem das que já estão no solo.
Alguns países já comercializam inoculantes com essas bactérias, principalmente a do gênero Azospirillum. No México, em mais de 1 milhão de hectares plantados com cereais, principalmente milho, são aplicados inoculantes a base de Azospirillum, promovendo um ganho de produtividade na ordem de 30%. No Brasil ainda não há oferta do produto e são poucos os resultados de pesquisa com experimentos de campo.
Os pesquisadores da Embrapa Cerrados já isolaram 200 bactérias diazotróficas nas variedades de milho cultivadas no cerrado, principalmente dos gêneros Azospirillum e Herbaspirillum. Os primeiros trabalhos obtiveram resultados promissores e novos experimentos serão conduzidos em 2005.
A equipe do projeto é formada pelos pesquisadores Altair Toledo Machado, Cynthia Torres de Toledo Machado e Iêda de Carvalho Mendes, além de Fábio Bueno. A Embrapa Cerrados é uma unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.



Liliane Castelões
Jornalista- MTb/RJ 16.613
Embrapa Cerrados
BR020, Km 18, Rodovia Brasília/Fortaleza
CEP:73310-970 Planaltina-DF
Telefone: (061) 388-9953

Correio Braziliense denuncia que CNPq banca mordomias de diretores

Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico paga transporte e hospedagem de diretores que se deslocam até suas cidades.
TCU investiga contratação milionária e desvios de finalidade.

Os integrantes da diretoria do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) costumam viajar nos finais de semana para seus estados de origem, com passagens pagas pelo governo federal, para cumprir compromissos particulares ligados às suas atividade acadêmicas. Apenas cinco diretores fizeram 442 viagens entre março do ano passado e outubro deste ano. O presidente do CNPq, Erney Plessmann de Camargo, passou 56 finais de semana em São Paulo, onde é professor do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo.
Os diretores geralmente viajam na sexta-feira e retornam na segunda ou na terça-feira.
Para justificar as passagens e as diárias, as viagens têm sempre uma programação oficial, como reuniões com reitores, palestras, seminários e solenidades.
O vice-presidente, Manuel Domingos Neto, aproveitou 37 finais de semana em Fortaleza, onde permanece ligado à Universidade Federal do Ceará. O diretor de Programas Temáticos e Setoriais, Manoel Barral Neto, fez 23 visitas a Salvador, onde coordena trabalhos acadêmicos. Ele é funcionário da Fundação Oswaldo Cruz.
Mais difícil foi fechar a agenda de compromissos para o chefe de gabinete José Roberto Drugowich, que é ligado à Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto. Ele fez 37 viagens para a sua cidade e mais 16 para Campinas, que fica distante 200 quilômetros de Ribeirão, nos finais de semana. Na sua agenda oficial, constam palestras em Jaboticabal e São Carlos e reuniões em Franca, Piracicaba e Botucatu.
Na soma de todas as viagens, incluindo as que foram feitas durante a semana, os cinco diretores gastaram R$ 508 mil com passagens e R$ 104,7 mil com diárias. Só o presidente Erney Plessmann gastou R$ 157,9 mil com as passagens para 137 viagens. Levou mais R$ 40 mil em diárias, sendo R$ 16,5 mil nas viagens internacionais.

Atividades profissionais
Indicado porta-voz do grupo, Barral afirmou que a atual administração do CNPq reduziu os gastos com passagens de R$ 1,88 milhão em 2002 para R$ 957 mil em 2003. Disse que o órgão passou a ser representado pela sua diretoria em muitas das atividades junto à comunidade científica. Relatou que a diretoria viaja em períodos próximos ao final de semana para ‘‘evitar a descontinuidade de atividades devido a viagens no meio da semana’’. Assegurou que não são pagas diárias nos períodos de final de semana.
Questionado por que visitam justamente os estados onde moram nessas viagens de finais de semana, afirmou que o presidente e os diretores das áreas científicas do CNPq são todos professores titulares em suas universidades. Permanecem responsáveis por laboratórios de pesquisa com orientação acadêmica de alunos e supervisão de projetos científicos, ‘‘o que os leva a deslocamentos às suas instituições de origem’’. Segundo Barral, ‘‘essa situação é considerada desejável, pois os mantém engajados na atividade científica durante a sua permanência à frente do CNPq’’.
Por causa de apenas uma viagem à Argentina, a ex-ministra de Assistência Social, Benedita da Silva, perdeu o cargo. Ela já havia acertado a participação num encontro de evangélicos em Buenos Aires. Para justificar o gasto com passagens, marcou audiências com autoridades argentinas no mesmo período. Como ficou caracterizado que ela viajou para atender a interesses particulares, foi pressionada pelo governo até pedir demissão.
As agendas arrumadas pelos diretores do CNPq nem sempre são precisas. No dia 14 de maio do ano passado, o ministro da Ciência e Tecnologia visitou a Universidade Federal do Ceará. O vice-presidente do CNPq deslocou-se para a capital cearense no sábado anterior, dia 10. Na sua agenda, consta uma ‘‘reunião preparatória com os professores da UFC nos dias 12 e 13’’. Em agosto, ele foi para Fortaleza numa quarta-feira, dia 6, e lá permaneceu até a segundafeira. O compromisso oficial era uma ‘‘reunião na Universidade Federal do Ceará’’.
Barral viajou vários finais de semana para participar de reuniões do Conselho Consultivo da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb). Também viajou a Salvador para participar de reunião do Conselho Curador da Fapesb.

Festival de incorreções
Aposentada por invalidez em julho de 1993, a servidora do CNPq Ivana Lúcia Daher recebeu R$ 166 mil como bolsista do órgão entre abril de 2001 e junho de 2004. O valor mensal da bolsa variou entre R$ 3,1mil e R$ 3,5 mil. Um professor da Universidade de Brasília (UnB) que tem apenas graduação recebeu mais de R$ 2 milhões do CNPq para desenvolver projetos de pesquisa.
As duas denúncias foram apresentadas ao Tribunal de Contas da União (TCU) por um servidor do próprio órgão.
Em decisão de maio do ano passado, o TCU já havia apontado uma irregularidade no CNPq: a concessão de bolsas para a realização de atribuições próprias de seus servidores. Em setembro do ano passado, o tribunal também analisou o uso de bolsas de pesquisa para pagamento de serviços prestados por médicos e enfermeiros. Foi considerada irregular a concessão de bolsas para remunerar serviços prestados à administração pública.
A diretoria do CNPq afirmou que solicitou a avaliação da situação da servidora aposentada Ivana Daher assim que tomou conhecimento do caso. Uma auditoria concluiu pela ‘‘impropriedade da permanência da servidoras’’ como bolsista. Ela foi desligada da firma que mantinha o seu contrato há cerca de um mês.
Sobre o professor que recebeu mais de R$ 2 milhões, o CNPq informou que o caso ocorreu entre 1997 e 2002. Só no ano de 2000 ele recebeu mais de R$ 400 mil. O presidente do órgão determinou a abertura de auditoria e comissão de sindicância. Foram examinados 106 processos, para a verificação do cumprimento do objeto técnico-científico dos convênios.
O procedimento está em curso. ‘‘É precipitada a emissão de juízo de valor antes do término do trabalho’’, diz a direção do CNPq.
Após receber a decisão do TCU que considerou a concessão de bolsa como instrumento inadequado para a contratação das equipes do Programa de Interiorização do Trabalho em Saúde, o CNPq tomou as providências para o encerramento das bolsas, obedecendo ao prazo estipulado pelo tribunal, afirmou a assessoria do órgão de desenvolvimento científico.

Fonte: Correio Braziliense

Reunião técnica sobre silagem de cana-de-açúcar será na Embrapa Pecuária Sudeste

Cana na forma de silagem é recente e objeto de estudos

A Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos-SP) realiza, no dia 23 de novembro (terça-feira), às 8 h, a 1ª Reunião Técnica sobre Silagem de Cana-de-açúcar, dirigida a profissionais e a estudantes de pós-graduação de ciências agrárias. A cana para alimentação de bovinos é muito usada na forma picada com uréia, mas sua utilização em forma de silagem é mais recente e objeto de estudos. O evento vai discutir os problemas e vantagens da ensilagem de cana, apresentando os resultados obtidos por instituições de pesquisa no estudo da fermentação, controle da produção de etanol e valor nutritivo dessa silagem, além dos resultados com o uso de silagem de cana em confinamentos comerciais e aspectos industriais da produção de inoculantes.

Inscrições (R$ 60) e mais informações, pelo telefone (0xx16) 3361-5611.

Jorge Reti - MTb 12693-SP e MS 14130/SJPSP/FENAJ
Assessor de imprensa
Embrapa Pecuária Sudeste
(São Carlos-SP)
(da Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento)
Telefone (0xx16) 3361-5611

CNA PLANEJA SEMANA NACIONAL DO CAVALO – 2005

A primeira edição de evento terminou ontem com entrega de prêmios, jogo de pólo e provas hípicas

A Semana Nacional do Cavalo, comemorada com o objetivo de resgatar junto a população a importância que os eqüinos têm para o desenvolvimento do Brasil, foi encerrada ontem, 13 de novembro, com uma série de atividades em diversos pontos do Distrito Federal. No 1º Regimento de Cavalaria de Guarda (1º RCG), no Setor Militar Complementar, o público conferiu jogo de pólo, demonstrando uma das alternativas de atividades que envolvem o homem e os cavalos dentro do esporte. No Centro Hípico do Parque da Cidade houve provas hípicas, demonstração de adestramento e a cerimônia de premiação dos estudantes da rede pública de ensino fundamental do Distrito Federal vencedores do concurso de redação Prêmio Semana Nacional do Cavalo.
A CNA já começa a preparar as atividades da Semana Nacional do Cavalo – 2005, com a meta de oferecer um número ainda maior de atrações que permitam ao público urbano conhecer as atividades realizadas com eqüinos em todo o País. Para conferir as atividades realizadas na edição 2004 da Semana Nacional do Cavalo, é só acessar o site da CNA (www.cna.org.br), que contém o registro fotográfico do evento.
Ao todo foram sete dias de atividades, com início em sete de novembro, quando foi realizado desfile com mais de 200 cavaleiros e seus cavalos, em uma atração que reuniu público de centenas de pessoas no Centro Hípico do Parque da Cidade. Durante a semana foram oferecidos cursos de formação profissional em atividades vinculadas ao manejo de eqüinos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), no 1º RCG, fornecendo capacitação a novos 60 profissionais. Os cursos oferecidos foram os de casqueamento, ferrageamento, doma e formação de tratadores. De segunda a sábado, no Pátio Brasil Shopping, o público teve a oportunidade de conferir a exposição fotográfica O Homem e o Cavalo, que apresentou mais de 40 imagens sobre as atividades realizadas com eqüinos, desde provas hípicas, treinamento de raças de sela e ações militares, como as do Dragões da Independência, do Exército Brasileiro; e do Regimento de Polícia Montada do DF.
Entre segunda e sexta feira foram realizadas no Parque da Cidade palestras sobre eqüinos para alunos de escolas da rede pública do DF, que também puderam andar a cavalo. Esses estudantes participaram do concurso de redações Prêmio Semana Nacional do Cavalo, e os vencedores receberam ontem os prêmios das mãos do Vice-Presidente da CNA, Renato Simplício Lopes; do Superintendente do Senar-DF, Febiane Lopes Dias; e do Superintendente da CNA, Adriano Varela Galvão. O prêmio foi instituído com o objetivo de incentivar aos alunos o descobrimento das primeiras noções sobre a importância do cavalo na vida do homem.
A Semana Nacional do Cavalo não era festejada desde 1984 e agora foi resgatada em iniciativa da Comissão Nacional do Cavalo da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Câmara Setorial da Eqüideocultura do Conselho do Agronegócio (Consagro), órgão ligado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Os dois grupos são presididos por Pio Guerra Júnior, Vice-Presidente Executivo da CNA. Pio Guerra destaca que o Brasil tem o terceiro maior rebanho eqüino do mundo, com 5,9 milhões de animais, ficando atrás apenas de China e México. Segundo explica Pio Guerra, os cavalos têm ainda hoje extrema importância na economia, como no manejo dos rebanhos bovinos, criados extensivamente nos campos brasileiros.


Departamento de Comunicação da CNA
Fone (61) 424-1419
www.cna.org.br

Governo já autuou 83 produtores de soja transgênica irregular

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento fiscalizou, entre outubro de 2003 e novembro deste ano, 4.707 produtores, armazenadores, beneficiadores de sementes e transportadores de soja em 13 estados. Os fiscais federais recolheram, em diversas etapas, 6.674 amostras de soja em 748 municípios para verificar a presença de transgenia. As amostras coletadas equivalem à fiscalização de 1,450 milhão de toneladas de soja numa área de 115,9 mil hectares.
Segundo a Coordenação-Geral de Proteção de Cultivares da Secretaria de Apoio Rural e Cooperativismo, responsável pela fiscalização no ministério, das 5.594 amostras de soja analisadas nos laboratórios oficiais até novembro, 257 deram resultado positivo para transgenia. Em 115 dos casos positivos, as amostras foram obtidas em estabelecimentos que não tinham assinado o Termo de Compromisso, Responsabilidade e Ajustamento de Conduta (TCRAC).
Foram emitidos 83 autos de infração e aplicadas multas que variam entre R$ 16 mil a R$ 1,7 milhão. No Rio Grande do Sul, foram lavrados 30 autos de infração. Os estados do Paraná (16), Goiás (15), Mato Grosso do Sul (6), Mato Grosso (5), Maranhão (4), Pará (3), Piauí (2) e Minas Gerais e Santa Catarina (um em cada também tiveram casos de infração). Apesar do alto número de amostras analisadas, Mato Grosso (5%) e Paraná (3%) tiveram baixo índice de resultados positivos no total coletado. Rio Grande do Sul (72%) e Goiás (12%) apresentaram os maiores percentuais positivos.
Os produtores assinaram 83.594 termos de compromisso. Foram fiscalizados 762 estabelecimentos produtores de soja transgênica – 44% deles tinham o Termo assinado. Os estados que tiveram o maior número de declarações de plantio da soja transgênica foram Rio Grande do Sul (81.602), Paraná (591), Santa Catarina (557), Maranhão (182), Goiás (141), Minas Gerais (139), Mato Grosso do Sul (136), São Paulo (105), Bahia (51), Piauí (50), Tocantins (28) e Mato Grosso (12).


Fonte: Abr / Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Ministério interdita sementeiras de soja no Sul

A Delegacia Federal de Agricultura do Rio Grande do Sul (DFA-RS) interditou ontem 27 empresas que produzem e comercializam sementes de soja devido a suspeitas de vender ilegalmente grãos geneticamente modificados.
"Esses estabelecimentos só poderão voltar a comercializar o produto após concluirmos a análise de todos os documentos para verificar se houve ou não alguma irregularidade", informou o delegado federal de Agricultura no RS, Francisco Signor. "A partir da próxima semana, vamos intensificar a fiscalização nas sementeiras e revendedoras de sementes de soja em todo o Estado."
Segundo o Minstério da Agricultura, a delegacia concluiu recentemente 54 processos administrativos com resultados positivos para a soja transgênica. O produto foi apreendido com agricultores que não assinaram o Termo de Compromisso, Responsabilidade e Ajustamento de Conduta (TCRAC) em 2003.
De acordo com Signor, esses produtores serão notificados e multados em R$ 16.100, de acordo com a Lei 10.814, que autorizou o plantio e comercialização de soja transgênica na safra passada. "Também vamos enviar os processos ao Ministério Público."
"A fiscalização nas empresas de produção e comercialização de sementes é amparada pelas leis 10.814 e 10.711 (Lei de Sementes)", esclareceu o delegado federal Signor. "Enquanto não for concluída a análise dos documentos, esses estabelecimentos estão proibidos de vender sementes de soja."
A partir de janeiro de 2005, a DFA-RS vai retomar a fiscalização nas lavouras de soja no Estado. "Os produtores têm prazo até 31 de dezembro para assinar o Termo de Compromisso, Responsabilidade e Ajuste de Conduta, por isso, a fiscalização só começará em janeiro", explicou Signor.

Fonte: Terra

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