A MILÍCIA BOLIVARIANA DO PT

A MILÍCIA BOLIVARIANA DO PT
AgroBrasil - @gricultura Brasileira Online
Ofereci meus ombros. Como escada ele subiu. Abri o caminho para ele passar. Na hora da porrada a cara era a minha. Fui seu irmão seu amigo e companheiro... Um dia encontrou comigo. Me deu um beijo. Virou as costas e partiu. Lembrei de Jesus e as 30 moedas"
Poema do mensaleiro João Paulo Cunha que revela a mágoa em relação ao ex-presidente LULArápio.
"Anos atrás recebi do então governador de Brasília Cristovam Buarque o ‘premio manuel bonfim’, atribuído ao meu livro "Chatô, o rei do Brasil". Já pedi à Marília para localizar a placa de prata. Vou devolver. de golpista não quero nada. Nem prêmio".

Escritor Petralha Fernando Morais

“Que pena que nossos gênios estejam tão obtusos. E tão viciados no aparelhamento. O PT corrompeu mais do que a política, corrompeu a inteligência e o caráter. E aos poucos vão mostrando que a volta da Dilma por mais dois anos, com essa gente, vai embrutecer o País e seguir se apropriando do Estado. Pior que não tem juiz Moro para este tipo de roubo: da inteligência e do caráter. Ele não falou em devolver os dez mil que recebeu do prêmio. Na época eram dez mil dólares. Nem o que ele fazia no governo do Quercia".

Senador Cristovam Buarque

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terça-feira, março 18, 2014

ELIANE CANTANHÊDE: Engolindo em seco

A presidente Dilma Rousseff, franca favorita de outubro, deveria ser menos impetuosa, tanto ao se autoelogiar por algumas medidas controversas quanto ao testar forças com os seus próprios aliados, sem medir consequências. 

Dilma usou pronunciamento em horário nobre da TV para comemorar a queda dos juros e ainda apontou o dedo contra o sistema financeiro, provocando uma queda de braço com os bancos privados.

E o que aconteceu?
Os juros caíram, caíram, depois subiram, subiram e estão hoje nos mesmos níveis anteriores ao pronunciamento presidencial, que bem poderia ser apagado, senão da memória, dos arquivos.

Dilma também usou pronunciamento na TV para capitalizar a redução nas contas de luz de empresas e de casas particulares. Foi um sucesso mais de público do que propriamente de crítica especializada.

E o que aconteceu?
As contas caíram um pouquinho, mas as concessionárias reagiram, as condições não ajudaram, os reservatórios ficaram baixos e acionaram-se as termelétricas, muito mais caras. E temos aí uma conta salgadíssima para pagar.

Desta vez, Dilma resguardou-se, enquanto uma meia dúzia de engravatados recorria a um contorcionismo verbal para tentar amenizar a crua realidade: vem aí aumento de imposto, depois da eleição, para pagar o resultado da brincadeira.

Dilma também espalhou aos quatro ventos que estava irritada com o PMDB, que até ameaçou intramuros romper com o partido e que iria mostrar sua força "isolando" o líder na Câmara, Eduardo Cunha.

E o que aconteceu?
Horas depois que ela deu posse ontem aos ministros-tampão, o "isolado" Cunha foi recebido no anexo do Planalto pelo vice-presidente Michel Temer e dois ministros, Cardozo e Ideli. O poderoso Mercadante balançou, mas não foi. Seria demais, não é? 

Agora, é só esperar: logo, logo, Cunha estará subindo a rampa do Planalto. Essa ilha é um continente.

MG: Fapemig inaugura sede própria

Casa da Ciência Mineira ganhou impulso no governo de Aécio Neves

Mais um grande obra que foi transformada no governo de Aécio Neves ganha, esta semana, sua sede própria. A nova Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), conhecida como a Casa da Ciência Mineira, tem um moderno projeto de arquitetura, que incorpora o conceito de sustentabilidade, como economia de energia e reaproveitamento de água. Além das instalações administrativas, a obra possui um centro de convenções com capacidade para 1,2 mil pessoas, para sediar congressos científicos, e um auditório para mil pessoas.

Trabalham hoje, na Fapemig cerca de 190 funcionários. Mas o número deve aumentar com a mudança para a nova sede. Novos colaboradores deverão fazer parte da equipe da Fundação, aumentando seu número para 260 funcionários.



Maquete da nova sede da Fapemig, em Belo Horizonte


Criada em 1986, a Fapemig não havia conquistado recursos necessários para desenvolver pesquisas e projetos científicos e tecnológicos que a fizessem ganhar visibilidade nacional e internacionalmente.

Quando Aécio Neves assumiu o governo de Minas Gerais esta realidade mudou. Ele entregou a Fapemig aos cuidados do competente professor Mario Neto Borges, ex-reitor da Universidade Federal de São João del Rei, dando-lhe a missão de promover a inovação e a tecnologia da instituição, para que essas fossem as bases do desenvolvimento sustentável de Minas Gerais.

Prof. Mario Neto: "Como estadista e governante com visão de futuro, Aécio Neves, em sua gestão, revitalizou a Fapemig, transformando-a em uma agência de ciência, tecnologia e inovação, permitindo alavancar o desenvolvimento social, cultural e econômico do Estado de Minas Gerais.”

Aécio também fez mais. Pela primeira vez na história a Fundação recebeu o repasse integral de seu orçamento, o equivalente a R$284 milhões, em 2010. Essa medida significou um aumento de dez vezes no orçamento da Fapemig, possibilitando que seus projetos em pesquisa e tecnologia ganhassem notoriedade e, também, parcerias e apoio com outros 12 países. 



 Em nove anos, R$ 60 milhões foram investidos em projetos de pesquisa, no reaparelhamento de laboratórios e na capacitação de professores mineiros – Foto: Divulgação/Unimontes

 
São muitos os motivos para se comemorar. A Fapemig é a real comprovação de que o investimento em ciência e pesquisa é a melhor herança que um país pode deixar para seu povo.

Fonte: AécioBrasil

 

 

 

 

 

 

Ruralistas defendem marco temporal para demarcação de terras indígenas

Parlamentares propõem que a data da promulgação da Constituição Federal (05/10/1988) seja a base para definir a ocupação e a propriedade das terras




    


Ruralistas reforçam a tese de marco temporal para a demarcação de terras indígenas. Eles participaram de audiência pública da comissão especial da Câmara que analisa a polêmica Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215/00, submete ao Congresso Nacional a decisão final sobre a criação de áreas indígenas e de conservação ambiental.

O encontro ocorreu na última sexta-feira (14) em Chapecó, Santa Catarina, por iniciativa do deputado Valdir Colatto (PMDB-SC). Segundo ele, houve consenso em relação a dois pontos: usar a data de promulgação da Constituição de 1988 como base para se definir a ocupação e a propriedade das terras; e, ao mesmo tempo, efetivar uma nova política pública de valorização dos índios. "A proposta é simples. Garante-se o direito de propriedade: 5 de outubro de 1988, se os indígenas estavam lá, (a terra) é deles; se não, é do agricultor. A partir daí, as terras indígenas vão sendo trabalhadas para que os indígenas possam ser agricultores, ter desenvolvimento, ter cidadania e ter condições de tocar sua vida com mais independência".

Conflitos fundiários em SC
Colatto apresentou um breve quadro dos conflitos fundiários envolvendo agricultores e indígenas em seu estado. "Santa Catarina tem algumas áreas conflituosas. São 26 áreas, com cerca 40 mil hectares, o que para Santa Catarina é bastante, já que tem muito agricultor e pouca terra. Os casos estão judicializados".

Ainda segundo Colatto, as áreas indígenas ocupam 13% do território brasileiro e a Funai pretende criar mais 611 reservas, o que deixará 25% das terras brasileiras nas mãos dos índios. Em Santa Catarina, 26 áreas estão em processo de estudo e ocupação.

A audiência pública em Chapecó contou com representantes de cooperativas e sindicatos de agricultores, do Ministério Público, da Justiça Federal e da Frente Parlamentar do Agronegócio. Collato contou que índios da região, que são mais integrados aos costumes da sociedade sulista, também participaram da audiência pública.

Já a Frente Parlamentar em Defesa dos Povos Indígenas é contrária à PEC 215/00 por entender que a baixa representação de índios e a força da bancada ruralista no Congresso vão, na prática, impedir a criação de novas terras indígenas no País.


Íntegra da proposta:


(José Carlos Oliveira/ Agência Câmara)

Reinaldo Azevedo ALERTA que PT prepara seu exército para a guerra virtual

PT já prepara seu retiro espiritual para treinar as milícias que vão patrulhar a Internet. E o rapaz do “Dilma Bolada”

Entre os dias 18 e 20 de abril, informa a Folha, o PT vai fazer o seu próprio “campus party”. Vai reunir a sua turma numa espécie de retiro espiritual, em São José dos Campos, para treinar a tigrada para a campanha eleitoral na Internet. Uma das estrelas do evento é, adivinhem quem…, Franklin Martins! Imaginem se vai sair coisa boa de lá. Franklin é o grande organizador da rede de blogs e sites financiados por dinheiro público — aqueles que chamam a si mesmos, cheios de razão e orgulho, de “blogs sujos”.

O vice-presidente do PT nacional, Alberto Cantalice, expõe a boa intenção: “Queremos combater as mentiras”. Que se entenda: para o petismo, mentiras são as notícias de que eles não gostam e as opiniões das quais discordam. Na ponta oposta, as notícias de que eles gostam e as opíniões com as quais concordam compõem, obviamente, a verdade.

Hoje, com a rede suja, a militância a soldo e os inocentes úteis, já é muito difícil participar de algum debate na rede sem que apareça “um deles” para torrar a sua paciência. Imaginem quando eles estiverem atuando como grupo organizado, com pelo menos três pessoas, obedecendo a um comando. Isso, pra mim, lembra o Artigo 288 do Código Penal, entendem?

Ah, sim: o PT convidou aquele rapaz que criou o perfil “Dilma Bolada” no Twitter. Ele topa participar, mas cobra R$ 20 mil: “Eu é que não vou sair da minha casa, viajar e falar para centenas de pessoas de graça”. É isso aí, Jefferson! Essas coisas de marquetagem rendem fortunas. Chegou a hora de colher os louros. Você também tem o direito de compensar o ridículo com uma mudança objetiva na qualidade de vida.

Por Reinaldo Azevedo

RODRIGO CONSTANTINO: Aviso importante sobre declaração de imposto de renda

Prezados,

Está chegando aquele momento preferido de todos os brasileiros: declarar o Imposto de Renda! É a nossa compra da cidadania, e como excelentes contribuintes, colaboramos voluntariamente com quase 40% do que ganhamos para manter este ótimo governo com sua impecável prestação de serviços. Apenas um “neoliberal” poderia reclamar de nossos tributos.

Mas neste ano há um motivo extra para celebrar esta data: um grande camarada, inegável humanista, também vai se beneficiar com vossos tributos. E ele envia, diretamente e em primeira mão por este blog, sua mensagem de gratidão e incentivo:


Brasil, um país de tolos!

Rodrigo Constantino

SBPC: Helena Nader se assusta com a aberração do troca-troca de ministros na pasta de Ciência, Tecnologia e Inovação

A aberração do troca-troca
Artigo de  Helena B. Nader
 
Como cientistas, enxergamos de maneira trágica o uso do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação como parte de arranjos políticos

Foi com grande desapontamento que recebemos a notícia da substituição do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marco Antonio Raupp, matemático que há mais de dois anos, desde sua nomeação, em janeiro de 2012, vem prestando excelentes serviços ao desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação ao nosso país.

Raupp assumiu a pasta com apoio integral da comunidade científica brasileira que nele reconheceu um legítimo representante, capaz de elevar e certamente lutar pelo tratamento da ciência e tecnologia como uma das políticas de Estado prioritárias na esfera pública nacional. E foi o que fez ao longo de sua gestão no ministério, sempre ouvindo e interagindo com as mais diversas sociedades, organizações, instituições e empresas que integram o cenário da ciência, tecnologia e inovação no Brasil.

Para a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), da qual foi presidente entre 2007 e 2011, e para a Academia Brasileira de Ciências (ABC), foi um interlocutor inestimável em vários momentos, como nas longas discussões sobre a implantação de um Código Nacional de Ciência e Tecnologia no país, entre tantas outras frentes em prol de melhorias nas nossas áreas de atuação.

Tem lutado pela implantação de uma cultura favorável à inovação tecnológica advinda de parcerias entre setores públicos e privados, por acreditar que é esse o melhor caminho para a transformação do conhecimento científico e tecnológico em desenvolvimento socioeconômico.

Somos testemunhas dos esforços de Marco Antonio Raupp e sua equipe no ministério para adequar os sucessivos cortes nos orçamentos da pasta ao atendimento do projeto maior para o país, que representam os programas de ciência, tecnologia e inovação.

Não é o perfil do novo ministro a assumir o MCTI, Clelio Campolina Diniz, engenheiro, cientista econômico e até então reitor da Universidade Federal de Minas Gerais, que nos preocupa, pois certamente é um profissional que representa a comunidade acadêmica e que preenche os requisitos para assumir a pasta.

O que nos assusta é a mínima falta de consideração com a continuidade de um trabalho tão complexo como são os programas governamentais de ciência, tecnologia e inovação, que, até se acomodarem a uma nova gestão, já terão consumido boa parte dos apenas nove meses que restam da atual administração federal. É tempo insuficiente para inteirar-se de todos os programas, instituições, demandas e projetos de lei em andamento e toda a complexidade de decisões e ações que o sistema requer. Mas isso parece não ser levado em conta.

Não é novidade para nós assistir à aberração para um país que se quer desenvolvido do troca-troca de ministros na pasta de Ciência, Tecnologia e Inovação. Desde que foi criado o ministério, em março de 1985, como compromisso do programa de governo de Tancredo Neves e assumido pelo presidente José Sarney, a pasta foi utilizada como instrumento de barganha política em vários momentos. Somente no governo Sarney, entre outubro de 1987 a março de 1989, foram cinco trocas de titulares, e no governo de Fernando Collor, três titulares revezaram-se na pasta, entre março de 1990 e outubro de 1992.

Como cientistas, enxergamos de maneira trágica a utilização do MCTI como parte de arranjos políticos. O risco de descontinuidade das ações que vêm sendo empreendidas pela pasta, o prejuízo do tempo e dos recursos que serão perdidos devido à proximidade das eleições e a incerteza quanto aos rumos que o governo pretende dar aos programas de ciência, tecnologia e inovação são motivos suficientemente alarmantes para ficarmos preocupados e atentos. 

HELENA B. NADER, 66, professora titular da Escola Paulista de Medicina da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), é presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)

Lavoura-Pecuária-Floresta: Embrapa lança livro sobre sistemas de produção na sede da ONU



A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lançou na sexta-feira, 14, o livro “Integrated-Crop-Livestock-Forestry Systems: a Brazilian experience for sustainable farming”, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. A edição em inglês, ampliada, foi baseada na segunda edição do livro ‘Sistemas de integração Lavoura-Pecuária-Floresta – a produção sustentável’, produzido por pesquisadores da Embrapa e parceiros de pesquisa.

O lançamento do livro ocorreu durante a abertura da mostra “Mato Grosso do Sul visto pelo mundo”, em exibição até 27 de março na cidade norte-americana. A mostra visa promover o Estado - conhecido pela tradição agropecuária e potencialidades artísticas, turísticas e econômicas - para o restante do mundo.

A publicação técnica, editada pela Embrapa Gado de Corte (Campo Grande, MS) com apoio da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) e de um projeto financiado pela União Europeia, é embasada em vários trabalhos anteriores apoiados pela rede de fomento aos sistemas de iLPF no Brasil.

De acordo com um dos editores técnicos do livro, o pesquisador Davi José Bungenstab, a ideia da publicação é repassar os conhecimentos técnicos, já sedimentados por inúmeros trabalhos de pesquisa científica, em uma linguagem adequada para produtores, empreendedores e outros interessados no assunto. “Como foi percebido em vários eventos no exterior, bem como em muitas visitas de delegações estrangeiras à Embrapa, existe também uma grande demanda internacional sobre o assunto. Então, decidiu-se produzir a edição em inglês, ampliada e adequada para o público internacional”, diz.

O conteúdo aborda os conceitos básicos de inovação e o papel dos sistemas de integração, assim como sua importância para a recuperação de pastagens no Brasil, até o papel do empreendedorismo e a importância do uso de geotecnologias e ferramentas de planejamento para sua implantação. Exemplos e imagens de sistemas já em andamento ajudam a demonstrar que a integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF) pode ser adotada em diversas situações e formatos, trazendo benefícios para o produtor.

Exposição

A abertura da exposição e o lançamento do livro foram precedidos por uma sessão solene em uma das salas de plenárias da ONU. O governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, ressaltou a importância da Embrapa para o fortalecimento da agricultura brasileira, promovendo o desenvolvimento sustentável.

Durante a solenidade, Davi José Bungenstab palestrou para embaixadores, funcionários consulados e outros convidados. O evento contou ainda com a presença de autoridades como o representante permanente do Brasil na ONU, Antonio Patriota, e a cônsul-geral do Brasil em Nova York, Ana Lucy Gentil Cabral Petersen.

O pesquisador apontou que o Brasil tem sido pioneiro em algumas tecnologias agrícolas importantes no mundo, como o sistema de plantio direto, que permite duas colheitas por ano, em muitas partes do país. “Também a tecnologia de iLPF está bem consolidada para uso na maioria de áreas de cultivo comercial, especialmente no Cerrado, as savanas brasileiras, enquanto isso outros países estão também buscando alternativas mais sustentáveis de produção”, enfatiza o pesquisador.

Segundo ele, os sistemas de integração Lavoura-Pecuária–Floresta são também singulares no modo de operar. “Eles têm tempo de rotação rápida dos componentes e fornecem uma capacidade de retorno seguro, enquanto os agricultores investem na melhoria dos solos, especialmente para recuperar pastagens. Eles permitem, ainda, a diversificação das receitas, contribuindo assim para estabilizar as finanças do agricultor”, acrescenta Davi.

“Os sistemas integrados brasileiros ainda estão em desenvolvimento em diversos aspectos, no entanto, eles podem ser considerados maduros o suficiente para serem apresentados e testados como uma alternativa para a agricultura sustentável. Essa é a razão pela qual o livro foi publicado em Inglês, para apresentar uma alternativa brasileira que pode ser útil em muitas outras circunstâncias ao redor do mundo”, conclui o pesquisador.


Kadijah Suleiman
Jornalista, MTb RJ 22729JP
Núcleo de Comunicação Organizacional (NCO)
Embrapa Gado de Corte
 

MCTI: Novo ministro destaca missão de criar programa ousado para a ciência


Dar continuidade aos programas existentes, criar um projeto que combine crescimento econômico, justiça social e sustentabilidade ambiental e promover um salto de qualidade na produção científica e tecnológica. Essas são as metas do novo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina, que recebeu o cargo, nesta segunda-feira (17), do antecessor Marco Antonio Raupp em cerimônia no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), em Brasília.  

Campolina defendeu a necessidade de criação de um plano ousado para a ciência brasileira e contou que essa foi a orientação da presidenta da República, Dilma Rousseff, ao convidá-lo. “Um plano com prioridades claras, porta pública de projetos, com critérios objetivos de seleção permitirão superar a pulverização atual do investimento em pesquisa e desenvolvimento [P&D] e estimular toda uma nova geração de pesquisadores cientistas e empresas inovadoras”, detalhou.

Ele convidou a comunidade científica, o sistema acadêmico-universitário, instituições de pesquisa, secretarias estaduais de ciência e tecnologia, fundações de amparo à pesquisa (FAPs) e o sistema empresarial a contribuírem para o aperfeiçoamento e para a implementação da política de ciência e tecnologia.

“É preciso formular um grande programa para ciência brasileira, ter visão de futuro e andar rápido. E esse programa só terá legitimidade e viabilidade se for construído de forma conjunta com as instituições de ciência e tecnologia e a comunidade científica”, observou. “O Brasil tem pressa e capacidade para definir e priorizar os domínios tecnológicos e áreas científicas críticas para a transformação da estrutura produtiva brasileira.”
 
Formação - Para o ministro, um plano de investimento deve criar para as próximas décadas uma geração de cientistas que coloque o país mais próximo da fronteira do conhecimento. A ideia é que as prioridades, meios e caminhos estratégicos para a construção do arrojado programa sejam discutidas no âmbito do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT).

Ele apontou a formação de recursos humanos qualificados, em ciência básica e aplicada e em tecnologia como questão crítica para um país que pretende melhorar a qualidade de vida da sua população. “É prioridade absoluta, uma ênfase, uma política de capacitação e recursos humanos. O Brasil já tem um programa de pós-graduação muito avançado, mas essas coisas precisam ser complementadas principalmente pela educação básica e por essa interface com o sistema produtivo, com as empresas, pois são elas que na prática materializam a inovação”, enfatizou.

Segundo o novo titular do MCTI, que é economista e foi reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), é preciso traduzir o avanço científico verificado, nos últimos anos, em geração de riqueza e na capacidade de competitividade de que o país necessita. Se há consenso sobre o papel da ciência para a inovação, ao lado do sistema acadêmico-universitário e de pesquisa, o grande desafio está relacionado com a forma de organização, institucionalização desses processos, disse Campolina.
 
Internalizar e internacionalizar - Para o ministro, outro desafio é incentivar a internalização da pesquisa e da inovação do capital estrangeiro no Brasil, para que a pesquisa seja feita no país. “Todos os países desenvolvidos fizeram isso. Ampliaram a internacionalização do esforço de pesquisa. Os Estados Unidos se industrializaram com empresa europeia fazendo pesquisa lá, o que a China está condicionando as empresas a fazer”, explicou.

Com o objetivo de viabilizar a internalização da pesquisa, Clelio Campolina defendeu a criação de um ambiente cooperativo, de estímulo e de condicionantes para facilitar o processo. “O Brasil é uma fronteira do desenvolvimento mundial e nós estamos diante de um quadro reestruturação da ordem global. Temos que mostrar que o Brasil é um país viável que tem potencialidades, e o capital estrangeiro, à medida que se convencer disso, internalizará a pesquisa”, sustentou. 

“O caminho não é fácil. É preciso ter consciência política e social dessas dificuldades e agir de forma objetiva e permanente para aproveitar as oportunidades surgidas, o que só se faz com muita determinação e trabalho”, ressaltou.

Para o novo titular do MCTI, há uma nova revolução tecnológica em curso. Ele analisou que o desenvolvimento econômico, as novas tecnologias e os processos de inovação estão hoje totalmente articulados com o desenvolvimento científico, mas falta prevalência dos objetivos sociais e humanos.
Participaram do evento na capital federal os ministros Mauro Borges, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, e Henrique Paim, da Educação, além de dirigentes de instituições de pesquisa e de entidades ligadas à área científica e tecnológica, parlamentares e dirigentes e servidores do MCTI. 

Texto: Denise Coelho – Ascom do MCTI
Foto: Augusto Coelho 
 – Ascom do MCTI

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