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quarta-feira, agosto 30, 2017

EMBRAPA: Investir em IATF é pensar em gestão rural





 Durante Repronutri, em Campo Grande (MS), pesquisadores apresentam principais ganhos de técnica reprodutiva

Uma ferramenta de manejo que chegou para agregar, assim os pesquisadores Alessandra Nicácio (Embrapa) e José Luiz Moraes Vasconcelos (Unesp-SP) definem a técnica de inseminação artificial em tempo fixo (IATF) e apresentarão o seu uso na estação de monta e os avanços em gado de corte durante a 3ª edição do Simpósio Repronutri - Reprodução, Produção e Nutrição de Bovinos: a pesquisa aplicada ao campo. Organizado pelo Grupo Repronutri, Embrapa e parceiros, o evento acontece nos dias 31 de agosto e 1º de setembro, em Campo Grande (MS).

Os médicos-veterinários explicam que com a adoção e o uso da tecnologia, a estação de monta tende a encurtar-se e tornar-se mais eficiente. “A IATF permite o melhor planejamento dos acasalamentos e, consequentemente, dos partos e demais manejos e atividades que precisam ser realizadas. Quando bem conduzida traz muitos benefícios”, afirma a pesquisadora da Embrapa Alessandra Nicácio. “Atualmente, somente cerca de 10% das vacas emprenham pela técnica. É pouco pelo seu potencial”, observa o professor da Unesp (SP) José Vasconcelos.

Os números explicam-se, pois há propriedades rurais onde o sistema de estação de monta não acontece; há outras que trabalham por longos períodos, cinco ou seis meses de duração, o que não é aconselhado pelos especialistas; e há estabelecimentos que desconhecem os benefícios da ferramenta, por falta de informação ou por considerá-la de alto custo. Entretanto, o investimento tem seu valor e Vasconcelos destaca que o início do retorno econômico acontece, em média, dois anos após o aporte. Para ele, é uma oportunidade que o produtor tem de melhorar a gestão de sua propriedade e a qualidade da carne que produz.

Nos estudos em desenvolvimento, Nicácio e equipe trabalham justamente em análises bioeconômicas do uso da IATF. “A ideia é utilizarmos protocolos de IATF e avaliarmos os impactos sobre índices reprodutivos e produtivos, avaliando taxa de prenhez e peso dos bezerros a desmama, por exemplo. A seguir, faremos uma análise econômica para auxiliar o produtor na tomada de decisão”. As pesquisas são recentes e estão no primeiro ano de experimento em Campo Grande (MS).

Nicácio e Vasconcelos reforçam ainda que além do benefício de a concentração dos acasalamentos e partos, o descarte e a seleção de fêmeas podem ser direcionados e efetivos e, assim, melhora-se a fertilidade do rebanho. “É de fato uma técnica que possibilita à genética expressar todo o seu potencial”.

O 3º Simpósio Repronutri - Reprodução, Produção e Nutrição de Bovinos: a pesquisa aplicada ao campo é uma realização do Grupo Repronutri, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e Uniderp.

Confira a programação e outras informações no portal do evento.
  
Redação e foto: Dalízia Aguiar (MTb 28/03/14/MS)


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EMBRAPA: Balança de passagem à mostra na Expointer



Após o lançamento na Agrishow em Ribeirão Preto (SP), a Balança de Passagem (Balpass), uma parceria Embrapa, Coimma e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), chega para ser apresentada ao público em Esteio (RS) durante a 40ª edição da Expointer. A tecnologia é uma ferramenta de pesar animais, que torna a gestão da propriedade mais eficiente.

Ao desenvolver a tecnologia, os pesquisadores tinham o intuito de criar um dispositivo no qual o produtor acompanhasse a evolução de peso do animal, individualmente e, assim, tivesse um banco de dados com informações valiosas capazes de colaborar na tomada de decisão. "E sim, a balança oferece exatamente o valor exato do 'saldo bancário' do produtor. Assim, ele gerencia o seu negócio, como os gastos com vacinação, maquinário, alimentação, logística e outros itens, da melhor forma possível", confirma o analista de Tecnologia da Informação (TI), Quintino Izidio, que estará na feira em atendimento ao público. 

Pesquisador da Embrapa e médico-veterinário, Pedro Paulo Pires complementa que para a transmissão de dados, do campo ao escritório da propriedade, a rede de internet não é necessária. Ele detalha ainda que a tecnologia é composta por balança, leitor de transponder, módulo de transmissão por rádio frequência e gerador solar de energia. 

A Balpass pode ser instalada na pastagem em local estratégico de acesso ao bebedouro, cochos ou praças de alimentação, onde obrigatoriamente os animais transitem. Para que funcione adequadamente, os bovinos são identificados eletronicamente, por brincos (chips), por exemplo. 

Além de a apresentação da Balpass na Expointer, Izidio mostrará, em palestra no Espaço Pecuária de Precisão, os estudos em andamento da Embrapa Gado de Corte (Campo Grande-MS) na área. Entre eles, ele menciona a previsão de parto e cio, o georreferenciamento do comportamento animal e os sensores de comportamento. 

O analista reforça que hoje a margem de lucro na pecuária está menor e "toda e qualquer economia traz resultados positivos. Por exemplo, em um rebanho de 500 animais, ao redor de 10% não é eficiente em ganho de peso, com a balança de passagem, em pouco tempo você identifica quais animais não estão com o gráfico de ganho de peso e toma a decisão adequada. A precisão chegou para economizar e agilizar a atividade rural". 
  
Redação: Eliana Cezar (MTb 15.410/SP) e Dalízia Aguiar (MTb 28/03/14/MS), jornalistas Embrapa


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EMBRAPA: Suplementação alimentar continuada é alternativa para ganho de peso nos rebanhos



Além da nutrição, manejo e lotação por hectare podem beneficiar condição corporal dos bovinos



As condições da fazenda, as pastagens disponíveis e os objetivos da produção pecuária são fatores que devem orientar a opção por suplementar ou não a nutrição bovina, diz o professor e pesquisador Luís Ítavo, da Universidade Federal de MS. Ele é um dos palestrantes do 3º Simpósio Repronutri - Reprodução, Produção e Nutrição de Bovinos: a pesquisa aplicada ao campo, organizado pelo Grupo Repronutri, Embrapa e parceiros, e irá conversar com os participantes sobre o uso da suplementação para o aumento da produtividade do gado de corte e leite.
Segundo Ítavo, a suplementação alimentar animal é oferecida apenas durante os períodos de seca e escassez de pasto em muitas fazendas. O ideal, porém, seria que o suplemento fosse disponibilizado o ano todo (ou durante o maior período possível). "É um ajuste do sistema de produção. A suplementação vem como uma ferramenta para ajudar a atingir alguns objetivos produtivos, que precisam ser bem definidos. É um investimento que o produtor faz para manter o desempenho constante do rebanho", afirma.
Objetivos e métodos
A suplementação bovina pode ser utilizada para que os machos atinjam a idade de abate aos 24 meses, chegando a aproximadamente 480 kg – cerca de 17 arrobas – nesse período, reduzindo em até um ano o tempo levado para o abate (em comparação com animais não suplementados, diz Ítavo). É possível usá-la também para aumentar a precocidade das fêmeas, permitindo que elas cheguem ao peso e tamanho corporal adequados para a reprodução (o que, de acordo com o pesquisador, ficaria em torno de 350 kg ou 12 arrobas) aos dois anos de idade. "Se, ao final da estação de monta, a vaca estiver vazia, a estratégia é mandá-la para o abate, já que o animal vai ter a condição corporal adequada".
Ítavo ressalta que é preciso estudar a produção como um todo para se definir se o objetivo é promover o ganho de peso dos animais ou aumentar sua precocidade. Depois, é necessário avaliar as alternativas para atingi-los, que envolvem não só a suplementação, mas técnicas como o manejo dos animais, disponibilidade de alimento e lotação nas pastagens. Caso a suplementação seja uma opção adequada, o pesquisador sugere o uso de um suplemento proteico energético mineral (como a mistura entre o milho, farelo de soja, amireia e um núcleo mineral) para corrigir o que falta no pasto para os rebanhos e garantir um lote uniforme, bem-acabado.
"Hoje, uma prática comum é o uso de sal com ureia na suplementação, mas o sucesso disso depende muito da quantidade e da qualidade do pasto", afirma. Ele sugere a amireia como alternativa. De acordo com o documento "Utilização da amireia na alimentação de ruminantes", publicado por Ana Karina Dias Salman, pesquisadora da Embrapa Roraima (disponível neste link), a ureia é uma fonte importante de nitrogênio não-proteico, mas possui limitações como a baixa aceitabilidade dos animais e alta solubilidade no rúmen, que a transforma muito rapidamente em amônia. A amireia é o produto resultante da extrusão do amido com a ureia. Acredita-se que esse processo melhore o valor nutritivo da ração, aumentando a disponibilidade de amido.
Entretanto, a quantidade e o tipo de suplementação devem variar de acordo com a disponibilidade alimentar em cada época do ano, diz Ítavo. Os suplementos a serem oferecidos no inverno, por exemplo, levam menos fontes proteicas e mais milho na composição. Para escolher as melhores alternativas, é preciso realizar um diagnóstico da propriedade e planejar a execução das ações. "Todo investimento em suplementação deve voltar em forma de arrobas. A escolha do que usar depende do preço do insumo e do desempenho que o animal vai ter com ele. Mais que o preço da arroba, importa o quanto eu gasto e o quanto o animal vai ganhar com aquele investimento", diz o pesquisador.
"Uma arroba – que tem cerca de 30 kg de peso corporal – custa cerca de R$ 120, atualmente. Ou seja, cada quilo vale aproximadamente R$ 4. Mesmo se eu descontar um gasto de, digamos, R$ 1 para que o animal ganhe um quilo por dia, ainda estou recebendo cerca de R$ 3 em retorno. Ao mesmo tempo, podemos pensar que, em um ano, conseguimos produzir metade do peso de um animal – aproximadamente 10 arrobas em um animal por hectare. Se colocarmos dois animais por hectare, conseguimos menos ganho de peso com a suplementação em cada um: ao invés de ganhar 10 arrobas por ano, eles ganhariam cerca de 7, mas somariam 14 arrobas juntos. É preciso ver o que compensa mais em cada caso".
Os custos com manutenção da propriedade, funcionários e impostos também devem entrar na conta dos investimentos escolhidos para aumentar a produtividade dos rebanhos, diz Ítavo. Com planejamento e tecnologia, o pesquisador afirma que é possível chegar ao ganho de 30 arrobas por animal/por ano. Porém, esse estágio mais avançado exige ações como adubação do pasto e um manejo mais intensivo da propriedade. "Para o produtor começar esse processo, ele pode colocar uma meta de 10, 15 arrobas ganhas por animal/ por hectare e galgar novos aumentos depois", afirma. De acordo com Ítavo, é importante contar com o apoio de técnicos e profissionais que apoiem a tomada de decisão planejada, continuada e personalizada para cada propriedade como forma de otimizar os recursos.
3º Simpósio Repronutri - Reprodução, Produção e Nutrição de Bovinos: a pesquisa aplicada ao campo é uma realização do Grupo Repronutri, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e Uniderp.
Confira a programação e outras informações no portal repronutri.com.br .

Nicoli Dichoff (Mtb 3252/SC)
Embrapa Pantanal
pantanal.imprensa@embrapa.br
Telefone: +55 (67) 3234-5879


Núcleo de Comunicação Organizacional (NCO)
Embrapa Pantanal
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
Corumbá/ MS

Café especial: inscrições no Cup of Excellence – Brazil 2017 vão até setembro



Café especial: inscrições no Cup of Excellence – Brazil 2017 vão até setembro

Categoria "Pulped Naturals" recebe amostras até o dia 6; para a "Naturals", prazo final de recebimento é 12/09

A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) informa que estão abertas as inscrições para o "Cup of Excellence – Brazil 2017", principal concurso de qualidade do País, que é realizado dentro do projeto setorial "Brazil. The Coffee Nation", em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Alliance for Coffee Excellence (ACE).

Os produtores brasileiros de café arábica cultivado por via úmida (cerejas descascados/despolpados) podem encaminhar suas amostras para a categoria "Pulped Naturals" até o dia 6 de setembro. Já os cafés arábicas produzidos pela via natural (colhidos e secos com casca) devem enviar seus lotes para a categoria "Naturals" até o dia 12.

Desde o ano passado, a BSCA unificou o processo de avaliação dos cafés naturais e produzidos por via úmida na mesma edição e criou duas modalidades de vencedores: Cup of Excellence Winners e National Winners. "Essas alterações confirmaram a expectativa que tínhamos. Em 2016, foi possível antecipar a chegada dos cafés naturais ao mercado, que vinham mais tardiamente em função de o leilão ocorrer muito depois, e também permitiu o reconhecimento da qualidade dos cafés especiais que se enquadram em uma escala de pontuação reconhecida mundialmente, mas que, no Brasil, devido à elevação do nível de corte para 86 pontos na escala de zero a 100 do concurso, não participavam do leilão dos vencedores", comenta Vanusia Nogueira, diretora da BSCA.

Os cafés naturais e cerejas descascados que forem avaliados, na fase internacional do concurso, com notas entre 84 e 85,99 pontos serão eleitos "National Winners", possibilitando que tenham uma remuneração condizente com a qualidade que possuem no leilão da modalidade. Já os "Cup of Excellence Winners" serão os cafés campeões do concurso, que serão os que obtiverem notas iguais ou superiores a 86 pontos e serão ofertados no pregão dos vencedores. O regulamento do concurso pode ser acessado no site da BSCA: http://bsca.com.br/assets/CoE2017RegComp.pdf.

SERVIÇO

Mais informações: www.brazilcoffeenation.com.br

SOBRE O PROJETO SETORIAL
O "Brazil. The Coffee Nation", desenvolvido em parceria pela BSCA e pela Apex-Brasil, tem como foco a promoção comercial dos cafés especiais brasileiros no mercado externo. O objetivo é reforçar a imagem dos produtos nacionais em todo o mundo e posicionar o Brasil como fornecedor de alta qualidade, com utilização de tecnologia de ponta decorrente de pesquisas realizadas no País. O projeto visa, ainda, a expor os processos exclusivos de certificação e rastreabilidade adotados na produção nacional de cafés especiais, evidenciando sua responsabilidade socioambiental e incorporando vantagem competitiva aos produtos brasileiros.

Iniciado em 2008, a vigência do atual projeto se dá entre maio de 2016 ao mesmo mês de 2018 e os mercados-alvo são: (i) EUA, Canadá, Japão, Coreia do Sul, China/Taiwan, Reino Unido, Alemanha e Austrália para os cafés crus especiais; e (ii) EUA, China, Alemanha e Emirados Árabes Unidos para os produtos da indústria de torrefação e moagem. As empresas que ainda não fazem parte do projeto podem obter mais informações diretamente com a BSCA, através dos telefones (35) 3212-4705 / (35) 3212-6302 ou do e-mail exec@bsca.com.br.

Mais informações para a imprensa
BSCA – Assessoria de Comunicação
Paulo A. C. Kawasaki
(61) 98114-6632 / ascom@bsca.com.br

EMBRAPA: Simpósio Repronutri





Simpósio Repronutri ocorre no final do mês



Divulgação - As inscrições para o Simpósio ainda estão abertas

O 3º Simpósio Repronutri - Reprodução, Produção e Nutrição de Bovinos: a pesquisa aplicada ao campo será realizado de 31 de agosto a 1º de setembro no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande/ MS, e as inscrições ainda estão abertas. Até o dia 30 de agosto, elas podem ser feitas pelo site www.repronutri.com.br, que tem mais informações e a programação completa do evento.
O Grupo Repronutri é formado por  representantes de instituições de pesquisa como a Embrapa Pantanal, universidades e produtores rurais para discutir os sistemas de produção pecuária e aliar o campo à ciência, de modo a despertar uma visão crítica e construtiva sobre os modelos vigentes e sobre o futuro da pesquisa aplicada com base na vivência dos participantes, contribuindo para o desenvolvimento da pecuária nacional.
Segundo Juliana Corrêa, pesquisadora da Embrapa Pantanal e uma das coordenadoras do evento, o Simpósio tem como objetivo trazer informações para produtores e técnicos sobre o que há de novo em pesquisas nas áreas de reprodução, produção, nutrição e genética animal no país. "O evento já se consolidou com o público (produtor, profissional do campo, pesquisadores/professores e alunos) e com os patrocinadores. Cada edição sai maior e melhor que a anterior. Prova disso é o aumento na capacidade de inscritos, que saiu de 350 para 1200 e o número de patrocinadores, de 15 para 21. Grandes empresas nos apoiando e investindo na pesquisa voltada para o setor pecuário. Isso demostra que estamos no caminho certo".
Juliana explica que, durante o Simpósio, o Grupo Repronutri abre espaço não apenas para a apresentação de tecnologias em pesquisas, mas também para os profissionais vinculados a propriedades rurais e empresas mostrarem dados e avanços locais. "Além de buscar uma interação entre pesquisa, público de produtores e técnicos de empresas, abrimos espaço para debates que enriquecem o evento com trocas de experiências", conta. 
Entre as apresentações previstas no simpósio, que reúne grande diversidade de assuntos, estão a da pesquisadora da Embrapa Gado de Corte, Alessandra Corallo Nicacio, que vai tratar sobre o uso da IATF para encurtar a estação de monta; bem como do professor da UFMS Luis Carlos Itavo, que falará sobre suplementação para aumento de produtividade em gado de corte e leite; uma apresentação sobre o cenário atual e perspectivas da pecuária no MS e Brasil, por Eduardo Riedel, secretário de gestão do MS; o tema "A essência da produção de carne de alta qualidade", abordado por Antônio Ricardo Sechis, da Beef Passion; e o Sistema Leitíssimo, objeto da palestra ministrada por Juliano Alves de Almeida.
O 3º Simpósio Repronutri - Reprodução, Produção e Nutrição de Bovinos: a pesquisa aplicada ao campo é uma realização do Grupo Repronutri, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e Uniderp. 

Confira a programação completa:

Dia 31/08, quinta-feira
  • 08h - 09h - Entrega de material e Abertura 
  • 09h10 - "Cenário atual e perspectivas da pecuária no MS e Brasil", por Eduardo Riedel - SEGOV-MS
  • 10h - "Transferência Intrafolicular de Oócitos Imaturos (TIFOI) e novos avanços em Biotecnologia da Reprodução", por Margot Nunes Alves Dode – Embrapa CENARGEN/Brasília – DF
  • 11h - Espaço Colaboradores
  • 11h20 -  Almoço
  • 13h30 - "Uso de IATF para encurtar a estação de monta", por Alessandra Corallo Nicacio – Embrapa CNPGC/Campo Grande – MS
  • 14h20 - "Avanços da IATF em gado de corte", por José Luiz Moraes Vasconcelos – Unesp/Botucatu – SP
  • 15h10 - Visitação aos stands
  • 15h30 - Ressinc 14 e uso da ultrassonografia doppler em programas reprodutivos, por Guilherme Pugliesi – USP/Pirassununga – SP
  • 16h20 - Dados locais de campo: "Sistema de produção da Fazenda Seriema", por Rodrigo Zacharias – Miranda/MS
  • Produção de leite a pasto – "Sistema Leitíssimo", por Juliano Alves de Almeida – Fazenda Leite Verde - Jaborandi/BA
  • 17h20 - Mesa redonda
Dia 01/09, sexta-feira
  • 08h - "Diagnóstico de propriedades e fatores de riscos sanitários", por Heitor Romero Marques Junior - UCDB/Campo Grande – MS
  • 08h50 - "Bem-Estar Animal: implicações práticas na produção e reprodução de bovinos", por Matheus Paranhos da Costa – UNESP/Jaboticabal – SP
  • 09h40 -  Visitação aos stands
  • 10h - "Suplementação para aumento de produtividade em gado de corte e leite", por Luis Carlos Itavo – UFMS/Campo Grande – MS
  • 10h50 -  Mesa redonda
  • 11h20 -  Almoço
  • 13h30 - "Ferramentas de melhoramento genético aplicadas à bovinocultura moderna", por Fernando Flores Cardoso – EMBRAPA CPPSUL/Bagé – RS
  • 14h20 - "Tópicos especiais sobre qualidade de carne bovina", por Pedro Eduardo de Felício – UNICAMP/Campinas – SP
  • 15h10 - Visitação aos Stands
  • 15h40 - Dados locais de campo: "A essência da produção de carne de alta qualidade", por Antônio Ricardo Sechis - Beef Passion
  • Dados de abates e produção da Associação do Novilho Precoce do Mato Grosso do Sul, por Klauss Machareth - Novilho Precoce - MS
  • 16h40 - Espaço Colaboradores
  • 17h30 - Mesa redonda
  • 18h – Encerramento

Raquel Brunelli d´Avila (MTB/MS 113)
Embrapa Pantanal
pantanal.imprensa@embrapa.br 


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terça-feira, agosto 29, 2017

EMBRAPA: O bem-estar que dá lucro


Investimentos em cuidados e boas condições oferecidas aos animais trazem retorno ao produtor

Nicoli Dichoff - Investimentos em cuidados e boas condições oferecidas aos animais trazem retorno ao produtor

Entre os temas discutidos no 3º Simpósio Repronutri - Reprodução, Produção e Nutrição de Bovinos: a pesquisa aplicada ao campo, as implicações práticas do bem-estar animal serão o tema da palestra ministrada por Mateus da Costa, professor e pesquisador da UNESP de Jaboticabal (SP). Organizado pelo Grupo Repronutri, Embrapa e parceiros, o evento discute que aspectos combinados da saúde física, mental e emocional dos rebanhos influenciam a qualidade do produto final.
“A proposta é tratar o bem-estar de forma abrangente, com foco em cinco domínios”, afirma o pesquisador. Essa abordagem busca manter a qualidade de aspectos como nutrição, saúde do rebanho, ambiente, comportamento e estados mentais dos animais – ou seja, como eles se sentem em determinadas situações e sob diferentes estímulos. “Isso funciona de forma integrada, um aspecto não independe do outro. Não adianta melhorar o manejo no curral para ter um ambiente melhor se eu não cuidar da nutrição e saúde”.
O modelo dos cinco domínios (Mellor e Reid, 1994) ganhou mais adeptos nos últimos anos, afirma Costa. “A neurociência mostra que os processos neurais relacionados com os nossos estados de depressão, ansiedade e medo são os mesmos nos animais. A prova cabal disso é que a gente desenvolve medicamentos para uso humano fazendo testes em animais. As relações são diretas: se o animal não está bem por qualquer motivo, ele tem um impacto negativo no desempenho e saúde”. Como exemplo, ele menciona que um estado de stress pode diminuir a eficiência produtiva do animal por reduzir a ingestão de alimentos ou causar má absorção dos nutrientes.
Por que cuidar
Para o pesquisador, bem-estar significa a ausência de sofrimento. “A gente normalmente associa isso a ferimentos, mas não analisa de forma integrada. Não mostra, por exemplo, que um animal com uma deficiência nutricional desenvolve, ao mesmo tempo, um estado emocional negativo. Não há só uma deficiência fisiológica, mas também um impacto na sua psicologia. Isso pode influenciar o ambiente em que ele está, seu relacionamento com os humanos e as dificuldades de manejo. O comportamento pode ficar alterado com o aumento de agressividade ou nervosismo e, com isso, criam-se situações de risco”, diz.
Costa afirma, ainda, que os aspectos éticos são fundamentais à discussão e que o tema tem sido cobrado pela sociedade com crescente frequência, com exigências pelo fim da criação de galinhas poedeiras e porcas em gaiolas, por exemplo. “Há rejeição de produtos no mercado quando os maus-tratos são comprovados”. Entre as alternativas utilizadas pelos pecuaristas que compreendem a importância do bem-estar animal estão o fim do uso do marca-fogo e a realização apenas de marcas obrigatórias, como a da vacina contra brucelose. “Quando as pessoas perceberem que existe uma relação direta entre os interesses, os nossos e os dos animais, vai ficar mais fácil fazer com que medidas como essas sejam adotadas”.
O pesquisador completa: “a vantagem é sua, do produtor, com redução de mortalidade, melhor desempenho, menores riscos de contrair doenças, menores custos com veterinários e medicamentos. Temos que olhar para isso. Tratar bem os animais é bom para todos”.
3º Simpósio Repronutri - Reprodução, Produção e Nutrição de Bovinos: a pesquisa aplicada ao campo é uma realização do Grupo Repronutri, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e Uniderp.
Confira a programação e outras informações no portal repronutri.com.br .

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segunda-feira, agosto 28, 2017

Café especial: Léo Moço é o campeão brasileiro de baristas de 2017



Léo Moço é o campeão brasileiro de baristas de 2017

Com o título, profissional do Café do Moço, de Curitiba (PR), será o representante do Brasil no Campeonato Mundial, que ocorrerá em Seul, na Coreia do Sul

Após três dias de disputa e emoção, em um ambiente turístico e com programação cultural voltada aos amantes de cafés especiais e da boa música, Léo Moço, profissional do Café do Moço, de Curitiba (PR), sagrou-se campeão do 16º Campeonato Brasileiro de Baristas e será o representante do Brasil na competição mundial da categoria, que ocorrerá em Seul, na Coreia do Sul, entre 9 e 12 de novembro, durante a feira Café Show 2017.

O segundo lugar ficou com a barista Martha Grill, do Octavio Café, de São Paulo (SP), e a terceira colocação com Thiago Sabino, do IL Barista Cafés Especiais, também da capital paulista. A competição é uma realização da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), como ação do projeto setorial "Brasil. A Nação do Café". A competição mais tradicional destinada aos baristas no País ocorreu de 25 a 27 de agosto, ao longo do festival "São Lourenço Coffee Music", na Estância Hidromineral de São Lourenço, no Sul de Minas Gerais.

Segundo a diretora executiva da BSCA, Vanusia Nogueira, quando a entidade se tornou National Body no Brasil da World Coffee Events (WCE), entidade organizadora de competições entre profissionais do café em todo o mundo, a Associação adquiriu os direitos de realização dos Campeonatos Brasileiros de Barismo, que garantem a participação dos campeões nacionais nas competições mundiais. "É uma satisfação imensa poder trabalhar 'in loco' com nossos baristas, pois são profissionais que contribuem imensamente para a promoção da excelência do café. Todos os competidores tiveram desempenho fantástico. O Léo se destacou e garantiu o título", comenta Vanusia.

A diretora destaca que a intenção da BSCA, ao assumir o compromisso de realizar os campeonatos brasileiros de barismo, foi contribuir para a evolução da profissão no País. "Os baristas são fundamentais para que o café seja cada vez mais valorizado junto aos consumidores finais e a desenvoltura que os participantes demonstraram no campeonato deste ano evidencia exatamente o porquê de sua importância e também que estamos no caminho correto para criarmos uma cultura cada vez mais forte relacionada aos cafés especiais no Brasil", completa.

SOBRE O PROJETO SETORIAL
O "Brasil. A Nação do Café", desenvolvido em parceria pela BSCA e pela Apex-Brasil, tem como foco a promoção comercial dos cafés especiais brasileiros no mercado externo. O objetivo é reforçar a imagem dos produtos nacionais em todo o mundo e posicionar o Brasil como fornecedor de alta qualidade, com utilização de tecnologia de ponta decorrente de pesquisas realizadas no País. O projeto visa, ainda, a expor os processos exclusivos de certificação e rastreabilidade adotados na produção nacional de cafés especiais, evidenciando sua responsabilidade socioambiental e incorporando vantagem competitiva aos produtos brasileiros.

Iniciado em 2008, a vigência do atual projeto se dá entre maio de 2016 ao mesmo mês de 2018 e os mercados-alvo são: (i) EUA, Canadá, Japão, Coreia do Sul, China/Taiwan, Reino Unido, Alemanha e Austrália para os cafés crus especiais; e (ii) EUA, China, Alemanha e Emirados Árabes Unidos para os produtos da indústria de torrefação e moagem. As empresas que ainda não fazem parte do projeto podem obter mais informações diretamente com a BSCA, através dos telefones (35) 3212-4705 / (35) 3212-6302 ou do e-mail exec@bsca.com.br.

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