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sexta-feira, dezembro 12, 2014

REINALDO AZEVEDO: Vá embora, Graça! Deixe em paz o patrimônio do povo brasileiro!





Há mais de quatro meses venho cobrando aqui, sistematicamente, a demissão de Graça Foster, presidente da Petrobras. Ainda que nenhuma suspeita houvesse contra ela; ainda que tivesse um passado impoluto como as flores; ainda que fosse um verdadeiro gênio da raça na área administrativa, esta senhora deveria ter caído no começo de agosto, quando ficou evidente que tivera acesso prévio a perguntas que lhe seriam feitas na CPI. Mais do que isso: ficou comprovado que um grupo se reuniu no gabinete da presidência da estatal para combinar a maneira de fraudar a legitimidade da Comissão Parlamentar de Inquérito. Há um vídeo a respeito. É inquestionável. Trata-se de um fato comprovado, não de uma suspeita.

De agosto a esta data, Graça tem visto minguar a sua reputação; de agosto a esta data, o passado de Graça tem sido reescrito por fatos nada abonadores; de agosto a esta data, a técnica com fama de competente e irascível tem-se mostrado apenas mais um quadro do PT na Petrobras, lá instalado não com a missão de moralizar a empresa, mas de salvar a pátria dos companheiros.

Nesta sexta, ficamos sabendo que uma executiva da Petrobras — seu nome: Venina Velosa da Fonseca — denunciou tanto à diretoria anterior da estatal como à atual a existência de um esquema de roubalheira na empresa (leia posts anteriores). E o que fez a diretoria anterior? Nada! E o que fez a atual? Nada também! De quebra, as acusações de Venina atingem, e com bastante verossimilhança, o governador da Bahia, Jaques Wagner, candidato a ser um dos homens fortes do governo Dilma.

A presidente da República não pode assistir, inerme, à desconstituição da Petrobras sem tomar uma medida drástica. É preciso, e com urgência, criar uma espécie de gabinete de crise — composto, também, de técnicos sem vinculações com a estatal — para enfrentar a turbulência.

Se o episódio da CPI não fosse grave o bastante para inviabilizar a permanência de Graça, há o caso, escandaloso por si, da empresa holandesa SMB Offshore. Em fevereiro, VEJA denunciou que a gigante havia pagado propina a intermediários na Petrobras em operações de aluguel de navios. Em março, a presidente da estatal concedeu entrevista negando quaisquer irregularidades; no mês passado, ela as admitiu, afirmando que tinha conhecimento das falcatruas desde meados do ano. Graça só se esqueceu de que a Petrobras é uma empresa de economia mista e de que seus acionistas merecem satisfação. Esse seu comportamento servirá de prova contra a empresa em ações múltiplas nos EUA contra a estatal, que pode assumir proporções bilionárias.

Não! Graça não é a moralizadora de que a Petrobras precisa. Graça é apenas a moralizadora de que o PT precisa. E, a esta altura, está muito claro que os interesses do PT e da Petrobras não se misturam. Ao contrário: a cada dia fica mais claro que o que é bom para a Petrobras é ruim para o PT e que o que é ruim para o PT é bom para a Petrobras.

Vá embora, Graça! Deixe em paz o patrimônio do povo brasileiro.

Gerente da Petrobras alertou Graça sobre desvios — e foi afastada




A gerente de Abastecimento da estatal, Venina Velosa da Fonseca, percebeu em 2008 irregularidades nos contratos; desde então, tentou alertar a empresa, mas foi ignorada


Os diretores da Petrobras tanto da gestão de José Sérgio Gabrielli quanto de Graça Foster foram alertados por uma gerente sobre as irregularidades em contratos firmados pela estatal com prestadoras de serviço, segundo reportagem do jornal Valor Econômico publicada nesta sexta-feira. Venina Velosa da Fonseca era gerente da diretoria de Abastecimento comandada por Paulo Roberto Costa e começou a suspeitar de superfaturamento nos idos de 2008. Desde que começou a fazer alertas e a juntar documentos, foi expatriada para a Ásia e, mais recentemente, afastada do cargo juntamente com os funcionários suspeitos de envolvimento na Operação Lava Jato. Em email a Graça, a gerente relata que chegou a ser ameaçada com uma arma e que suas filhas também corriam perigo.

Venina, que é geóloga na estatal desde a década de 1990, começou a suspeitar que havia problemas quando percebeu que os gastos com pequenos contratos de prestação de serviços avançaram de 39 milhões para 133 milhões de reais em 2008, sem razão aparente. Em sua apuração interna, a gerente detectou que a estatal estava pagando por serviços de comunicação que sequer estavam sendo prestados. Sua primeira atitude foi informar Paulo Roberto Costa, seu superior direto, e pedir mais rigor na fiscalização dos contratos. Costa, relata Venina, apontou para o retrato de Lula em sua sala e perguntou" você quer derrubar todo mundo?". A gerente então encaminhou as denúncias ao presidente Gabrielli que, após auditoria interna, acabou demitindo o diretor de comunicação, Geovanne de Morais. 

A gerente prosseguiu com suas investigações e apurou o que viria a ser um braço do esquema de desvio de dinheiro e cartel de empreiteiras mostrados hoje pela Lava Jato. Em email a Graça, que ainda era diretora de Gás e Energia, a funcionária aponta irregularidades em contratos bilionários referentes a Abreu e Lima, além de questionar o fato de acordos de tão alto valor serem firmados com dispensa de licitação. Em retorno, obteve o silêncio de Graça.

O desgaste interno fez com que Venina fosse transferida para o escritório da Petrobras em Cingapura, em 2009, onde ela foi afastada da área operacional e direcionada a um curso de especialização. Em 2011, já de volta ao Brasil, voltou a escrever para Graça, a quem confidenciou que sentia vergonha de trabalhar na empresa. "Diretores passam a se intitular e a agir como deuses e a tratar pessoas como animais", escreveu. Em 2012, depois de ficar cinco meses no Rio de Janeiro sem qualquer atribuição, voltou a Cingapura ao escritório da estatal. Foi então que levantou novas suspeitas de superfaturamento de compra de combustível que a Petrobras fazia no país asiático. Venina informou a sede sobre suas descobertas, mas novamente foi ignorada.

De volta ao Brasil em 2014, a gerente fez uma apresentação sobre as irregularidades apuradas na Ásia e sugeriu a criação de uma área de controle interno para conter perdas nos escritórios internacionais, mas nada foi feito. Em 19 de novembro, Venina foi afastada da empresa juntamente com outros funcionários suspeitos de envolvimento na Lava Jato. Ficou sabendo sobre seu afastamento por meio da imprensa. No dia seguinte, escreveu um email à presidente da estatal. "Desde 2008, minha vida se tornou um inferno. (...) Ao lutar contra isso, fui ameaçada e assediada. Até arma na minha cabeça e ameaça às minhas filhas. Levei o assunto às autoridades competentes da empresa, inclusive Jurídico e Auditoria, o que foi em vão. (...) Voltei a me opor ao esquema que parecia existir no projeto Rnest. Novamente fui exposta a todo tipo de assédio. Ao deixar a função, fui expatriada e o diretor hoje preso levantou um brinde, apesar de dizer ser pena não poder me exilar por toda a vida".

Em nota, a Petrobras informou que aprimorou processos de compra e venda de combustível em seus escritórios internacionais e que, em auditoria, não encontrou "nenhuma não conformidade" nas operações entre 2012 e 2014. Sobre Abreu e Lima (Rnest), a empresa afirma que realizou apurações e enviou relatório aos órgãos de controle e autoridades competentes. A empresa não se posicionou sobre a razão do afastamento da funcionária.

Fonte: Veja.com

Estudo da Merial comprova que vacinação contra a circovirose suína gera homogeneidade de ganho de peso e valorização média de R$ 7 por animal

Não é segredo que na suinocultura industrial detalhes separam a granja do sucesso ou prejuízo. Responsável por grande parte das perdas de produtividade nos suínos, a circovirose (PCV2) é um agente determinante nesta balança, já que, entre outras ameaças, traz consigo a refugagem, que, segundo o gerente técnico da Merial, Marcelo Almeida, contribui para o aumento na variação de peso ao abate, que pode sofrer penalizações da indústria frigorífica.

“A suinocultura brasileira tem passado por um processo intenso de profissionalização nas últimas décadas. Hoje, rebanhos homogêneos, com padronização de ganho de peso, que possibilitem maior controle e certeza de bons preços na venda, são condições determinantes para a atividade. Na contramão dessa lógica encontra-se a circovirose, que ataca ao sistema imunológico e provoca a refugagem, que prejudica o ganho de peso e a uniformidade dos lotes”, explica Almeida.

De acordo com o especialista da Merial, a solução está na prevenção. O uso de vacinas contra o PCV2 testadas em larga escala e comprovadas pelo mercado, como Circovac®, é altamente recomendado. Segundo Marcelo Almeida, estudos de campo conduzidos pela Merial nas principais regiões produtoras suinícolas do mundo comprovam que o uso de Circovac pode gerar ganho de até médio de R$ 7,65 por animal em comparação com rebanhos não vacinados.

“A circovirose suína está entre as principais preocupações sanitárias do suinocultor brasileiro. Esta doença ataca principalmente os órgãos linfoides, reduzindo o desempenho principalmente de animais jovens, podendo levá-los à morte”, esclarece Marcelo Almeida. 

Circovac® conta com elevada carga antigênica, oferecendo diversos benefícios, como a diminuição acentuada da viremia; proteção dos órgãos linfoides - o que conduz à redução do índice de mortalidade; diminuição significativa da refugagem; redução do uso de antibióticos, entre outros benefícios de grande impacto. “Todos esses fatores são diretamente responsáveis por gerar ganhos econômicos aos produtores”, afirma o gerente técnico e médico veterinário da Merial.


Sobre a Merial
Merial é uma empresa líder mundial em saúde animal voltada para a inovação, fornecendo uma gama completa de produtos para melhorar a saúde, o bem-estar e o desempenho de várias espécies de animais. Merial emprega aproximadamente 6.200 pessoas e opera em mais de 150 países ao redor do mundo. Seu faturamento em 2013 foi próximo aos R$ 6,5 bilhões. Merial é uma empresa Sanofi. Para mais informações, consulte www.merial.com.br.




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PETROBRAS: Denúncia de ex-gerente atinge Graça Foster, Gabrielli e Jaques Wagner





POR LEONARDO SOUZA  NA FOLHA



As denúncias feitas pela ex-gerente da Petrobras Venina Velosa da Fonseca, de que houve vários desvios na estatal e que a direção da companhia foi informada sobre as irregularidades, atingem o ex-governador da Bahia Jaques Wagner, cotado para ser ministro no segundo mandato de Dilma Rousseff, e o ex-presidente da petrolífera José Sérgio Gabrielli. O caso foi revelado pela Folha em 2009 e, nesta sexta-feira (12), novas informações foram publicadas pelo jornal "Valor Econômico".

Conforme a Folha publicou na ocasião, Venina denunciou naquele ano que o então gerente de Comunicação da área de Abastecimento, Geovane de Morais, havia autorizado irregularmente gastos milionários sem qualquer comprovação da efetiva prestação de serviços, com fortes indícios de desvio de recursos. Baiano de Paramirim, Morais é ligado ao grupo político petista oriundo do movimento sindical de químicos e petroleiros do Estado, do qual fazem parte Wagner e Rosemberg Pinto, então assessor especial do presidente de Gabrielli, que também é da Bahia.

A ex-gerente também alertou a atual presidente da estatal, Graça Foster, e o atual diretor de Abastecimento, José Carlos Cosenza —que substituiu o delator Paulo Roberto Costa—, de acordo com mensagens internas da Petrobras a que o "Valor" teve acesso. Venina prestará depoimento ao MPF (Ministério Público Federal) em Curitiba, no âmbito na Operação Lava Jato, na próxima semana.

A Petrobras divulgou nota nesta sexta-feira em que afirma que todas as informações enviadas pela funcionária foram apuradas. A empresa não confirma se Foster e Cosenza receberam os e-mails publicados pelo jornal. Os alertas são referentes a desvios em três áreas da empresa.

Após as denúncias divulgadas pela Folha, uma auditoria interna realizada na Petrobras constatou as suspeitas de fraudes e desvio de recursos nos pagamentos autorizados por Morais. Duas produtoras de vídeo que trabalharam nas campanhas do ex-governador Jaques Wagner e de duas prefeitas do PT receberam R$ 4 milhões da Petrobras em 2008, sem licitação, em projetos autorizados por Morais.

Como gerente de Comunicação da área de Abastecimento, Morais era subordinado ao ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa, delator e pivô do atual escândalo de corrupção na Petrobras.

Após a constatação das irregularidades realizadas por Morais, ele teve sua demissão por justa causa determinada pela direção da estatal. Logo em seguida, Morais tirou licença médica. A Petrobras levou mais de cinco anos para demiti-lo de fato.

Sob a administração de Morais, estava um orçamento em 2008 de R$ 31 milhões. Sua demissão foi decidida em 3 de abril de 2009, após a sindicância interna ter constatado uma série de irregularidades em sua gestão, incluindo "indícios de pagamentos sem a devida entrega de serviços contratados". Ou seja, desvio de dinheiro. Desde então, a direção da Petrobras, incluindo a atual presidente, Graça Foster, e seu antecessor no cargo, Gabrielli, sabiam dessas suspeitas de desvio na diretoria comandada por Paulo Roberto Costa.

CONTRATOS

A Folha teve acesso em 2009 a todos os contratos de 2008 da área comandada por Morais. Entre os valores recebidos pelas duas produtoras, estava R$ 1,5 milhão para filmagem de festas de São João e Carnaval na Bahia.

A apuração sobre Morais começou por iniciativa de Venina Velosa, sua então superiora hierárquica direta, na função de gerente-executiva da área de Abastecimento.

A direção da estatal criou, em 5 de dezembro de 2008, uma comissão para investigar Morais, tendo indicado Rosemberg Pinto como coordenador da equipe. Em menos de duas semanas, Rosemberg entregou relatório, concluindo que Morais não havia respeitado normas de contratação e de gastos.

Não satisfeita, Venina criou uma nova comissão para investigar a administração de Morais. Da segunda vez, apontou os indícios de desvio de recursos.

Com base no relatório da equipe de Venina, o departamento jurídico da Petrobras concluiu que era o caso de demitir Morais por justa causa. A Folha tentou contato com Morais por diversas vezes, durante meses, não conseguiu localizá-lo.

As produtoras Movimento e M&V tinham ligações com o PT baiano havia muitos anos na ocasião. Ambas tinham o mesmo dono, Vagner Angelim, e endereço em Salvador. O empresário, porém, se recusara a falar sobre a M&V, como se ela não existisse. Angelim trabalhou na vitoriosa campanha de Wagner ao governo da Bahia, em 2006.

Pessoas próximas ao empresário afirmaram que ele é amigo do ex-governador. Na época, a assessoria de Wagner disse que eles tinham apenas uma "relação comercial" do período de campanha.

Em 2004, a Movimento Produções doou R$ 2.500 dos R$ 5.522 arrecadados pela campanha a vereador do funcionário da Petrobras Moisés Rocha (PT), amigo de Morais.

Rocha afirmou à Folha que a doação foi intermediada pelo seu atual chefe de gabinete, Adilton Aguiar, que trabalhou na área de comunicação da Petrobras e conhecia a produtora.

Justiça Eleitoral reprova contas do petista Fernando Pimentel, eleito em Minas





FOLHA DE SÃO PAULO, 12/12/2014


As contas de campanha do governador eleito de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), foram reprovadas nesta quinta-feira (11), por quatro votos a dois, pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Estado. Da decisão, cabe recurso.

O principal motivo para a decisão, segundo parecer do tribunal, foi o fato de o candidato ter extrapolado em R$ 10 milhões seu limite de gastos de campanha. No pedido de registro da candidatura de Pimentel, seu limite havia sido definido em R$ 42 milhões.

Durante a eleição, a campanha do candidato petista fez transferências ao comitê financeiro único do PT no Estado, mas alegou que esses valores não poderiam ser considerados novas despesas.

Parecer do tribunal, porém, afirma que "o candidato não pode, após a eleição, dizer que para o seu caso não devem ser consideradas despesas ou valores repassadas ao comitê, porque o comitê realizou gastos para sua campanha".

"Do ponto de vista legal e técnico, ele realizou doações ao comitê ao repassar recursos. Doação financeira a terceiros é despesa na conta do doador", afirma trecho do documento.

Como pena, o TRE determinou o pagamento de uma multa no valor de cinco vezes o valor extrapolado nos gastos.

A rejeição das contas não impede a diplomação de Pimentel, mas o deixa susceptível a ações judiciais para cassar seu mandato.

MATERIAL PUBLICITÁRIO

O tribunal também apontou como irregularidade na prestação de contas de Pimentel a ausência de registro de despesas referentes à produção de material publicitário feito por "outros candidatos, partidos ou comitês que favoreceram a campanha do governador eleito".

Segundo o TRE, a campanha do candidato afirmou que o material flagrado pela Justiça não era de conhecimento da coligação e que o candidato não tinha ciência de todo o material gráfico utilizando sua imagem produzido por terceiros.

Em nota, o TRE afirma que, "na opinião do relator do processo, juiz Paulo Rogério Abrantes, as falhas apontadas eram de natureza grave e relevante no universo da prestação de contas, comprometendo a sua regularidade e transparência".

A coligação Minas Pra Você (PT/PMDB/PC do B/PROS/PRB), que elegeu Pimentel, afirmou que vai recorrer da decisão ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

"A coligação entende que a arrecadação da campanha limitou-se à previsão inicial de R$ 42 milhões, não havendo dívidas transferidas ao partido, conforme prevê a legislação. Em razão disso, as despesas comprovadamente ficaram limitadas a R$ 41,1 milhões, sendo esta a realidade das contas da campanha", diz a coligação, em nota.

BLOG DO CORONEL: Surgem provas documentais, quando Dilma ainda presidia o Conselho, de que Graça Foster foi informada sobre corrupção na Petrobras. Hoje uma amiga blinda a outra.


Documentos internos da Petrobras obtidos pelo Valor mostram que a diretoria da estatal, inclusive sua presidente, Graça Foster, foram informadas das irregularidades na empresa muito antes da revelação do escândalo pela operação Lava-Jato. A geóloga Venina Velosa da Fonseca (FOTO), que foi gerente-executiva da diretoria de abastecimento, onde ocorreu a maioria dos desvios apontados pelas investigações, afirma que alertou sobre pagamentos de serviços de comunicação que não foram prestados e sobre a escalada de aditivos que elevaram os custos da refinaria Abreu e Lima de US$ 4 bilhões para US$ 18 bilhões.

A funcionária, que foi afastada da Petrobras no mês passado mesmo sem ter sido acusada pelo Ministério Público de participação no esquema de corrupção, diz ter alertado José Carlos Cosenza - que substituiu Paulo Roberto Costa, mentor e delator das irregularidades - a respeito dos desmandos, sem que nenhuma providência tenha sido tomada.

Venina sustenta, por meio de cópias de e-mails e de centenas de documentos protocolados na estatal, que notificou Graça Foster pela primeira vez em mensagem enviada no dia 3 de abril de 2009, quando a atual presidente ocupava a diretoria de gás e energia. Ela voltou a enviar mensagens depois que Graça assumiu o comando da empresa, em fevereiro de 2012. 

Uma das alegações de Venina é que, por causa das denúncias que fez, teria sido destituída da gerência-executiva em outubro de 2009 e transferida para o escritório da estatal em Cingapura em fevereiro de 2010, onde, segundo ela, não exerceu nenhuma função. Ainda de acordo com Venina, em uma ocasião, após ouvir as denúncias de sua gerente, Paulo Roberto Costa teria apontado para o retrato do presidente Lula e indagado se ela queria "derrubar todo o mundo".

Procurada pelo Valor, a Petrobras não respondeu aos pedidos de esclarecimentos até o fechamento desta edição. O Ministério Público vai tomar o depoimento de Venina na próxima semana, em Curitiba. (Valor Econômico)

Observação: Dilma saiu da presidência do Conselho de Administração da Petrobras em março de 2010, um ano depois das primeiras denúncias. Dilma nomeou Graça como presidente da Petrobras em 2012.

Ossami Sakamori: Petrobrás está afundando!




Petrobras afundando !


Não adiante, só notícia ruim para Petrobras e de sobra para nós contribuintes. Nem sei por onde começar a matéria de hoje, de tantas notícias ruins. Vamos começar, então, pela operação socorro de R$ 9 bilhões do Tesouro para tapar o buraco da Companhia.


Foi anunciado ontem de que o Tesouro vai avalizar a capitação de R$ 9 bilhões pela Petrobras para reforçar a caixa da Companhia. O rombo decorre do fornecimento de gás para as usinas térmicas que por sua vez vem sendo subvencionado pela Eletrobras. Grosso modo, o empréstimo decorre da dívida da Eletrobras de R$ 3 bilhões que não consegue honrar. Acrescente a isso a necessidade de fazer caixa para honrar outros passivos da Petrobras. Enfim, a dívida de R$ 9 bilhões da Companhia vai sobrar para nós, contribuintes.


Por outro lado, na operação Lava Jato, houve oferecimento de denúncia de 36 pessoas, entre elas o Paulo Roberto Costa, Alberto Youssef e diretores das empreiteiras envolvidos. Segundo o procurador de justiça do caso, a Operação Lava Jato vai prosseguir, agora, nas demais diretorias da Petrobras. O processo vai ser longo e penoso para Companhia, sobretudo se mantido a Graça Foster na presidência da Companhia. Dima já sinalizou que vai mantê-la no cargo custe o que custar. Como a Petrobras tem controle acionário da União, afinal a conta vai sobrar para nos, contribuintes.


Esse beijo vai sair caro!


Lá de Nova York, a notícia é de que mais 5 escritório de advogacia entraram com ação de reparação de prejuízo na compra de ADRs da Petrobras, no período de maio de 2010 a novembro de 2014. Segundo notícias vindo de lá, a ação vai ser julgado num pacote só. Como já houve julgamento favorável aos prejudicados em ação semelhante de uma companhia americana, o julgamento deve ocorrer nos próximos 2 anos, na minha avaliação.


No front interno, os empregados dos empreiteiros e dos subempreiteiros, das obras dos empreiteiros envolvidos na Operação Lava Jato, estão acionando a Petrobras por ser o contratante principal. Não se sabe exatamente quantos operários estão ou estarão nesse processo de dispensa involuntária. O fato que o prejuízo será arcada pela Petrobras. Claro, a conta vai sobrar para nós, contribuintes.


A última notícia ruim de hoje, é que o preço internacional do petróleo continuam caindo. Ontem, o óleo pesado, WTI, fechou a US$ 63 o barril. Lembrando que o custo de exploração do nosso pré-sal varia entre US$ 45 a US$ 70, segundo institutos independentes. A projeção dos analistas é que o preço deve cair ao nível de óleo leve Brent a US$ 60 e WTI a US$ 55, para os próximos 2 anos. Diante do fato novo, os investimentos no pré-sal ficarão postergados e o royalties do óleo pré-sal para educação e saúde ficarão cada vez mais como miragem do Lula e Dilma. 


Literalmente, a Petrobras está afundando!


Paulo Chagas: Relatório da Calúnia






Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Chagas


Mais uma vez assisti a encenação das lágrimas da terrorista que nos governa.

Será que derramou alguma delas pelos inocentes que morreram vitimados pelos atos criminosos dos que com ela ombreavam e que, propositadamente, deixaram de ser lembrados no relatório que lhe trouxe tanta saudade e emoção?

Reporto-me a seu passado de ativista, idealizadora e partícipe de atos de guerrilha urbana, do qual tem tanto orgulho, e fico a imaginá-la aos gritos de exultação a cada sucesso de seus atentados.

Mais uma vez a vi mentir ao dizer que lutou pela democracia. Quanta hipocrisia!

Há muito venho falando e escrevendo sobre a comissão nacional da verdade, ou da “calúnia”, como lhe ficaria mais justa a denominação. Todas as vezes em que me referi ao relatório que estava a produzir o fiz com a convicção de que se tratava de algo inútil e falso, porquanto, desde sua criação, a comissão pautou seu trabalho pela linha da ilegalidade e do sectarismo.

Hoje, recebi da própria CNV a comprovação do que disse e escrevi. Trata-se, de fato, de um agrupamento de pessoas selecionadas entre as mais comprometidas com os interesses ideológicos da facção criminosa que ocupa o poder da república. Esta, por sua vez, comprometida com a desonestidade, com a corrupção, com o desvio de recursos públicos e, dentre tantas outras adjetivações da canalhice, visceralmente amancebada com a mentira e radicalmente avessa à democracia!

Mesmo sem ler o extenso e inócuo relatório, encontro a prova da sua falsidade na lista de autoridades militares ditas como envolvidas em graves violações dos direitos humanos, porque nela consta, entre outros cujo passado ilibado conheço, o nome do meu pai, Gen Div Floriano Aguilar Chagas, já falecido.

A calúnia, o desrespeito e a covardia embutidos neste fato merecem e terão muito mais do que o meu veemente repúdio.

As pessoas que conheceram meu pai e que sabem e compartilham da admiração que meus irmãos, eu e nossas famílias dedicamos a ele, à sua memória e à sua obra - como cidadão, soldado, pai e amigo - podem avaliar o tamanho da revolta que se apossa de nós todos.

Nós e os amigos do meu pai não permitiremos que suas cinzas sejam usadas impunemente na tentativa de desviar a atenção da sociedade para o lado oposto da realidade e da verdade.

Nada mais oportuno para o governo corrupto da terrorista Dilma Rousseff do que a cortina de fumaça que inutilmente quer produzir para comover a sociedade e tentar encobrir os crimes que tem cometido contra o patrimônio nacional, protagonizando os momentos mais obscuros e vergonhosos jamais vividos pela Nação.

Meu pai foi, em março de 1964, contra-revolucionário de primeiro momento. Tenho muito orgulho de conhecer o desassombro com que, de imediato, ele e seus camaradas do Comando da 2ª Divisão de Cavalaria aderiram ao movimento salvacionista. Tenho muito orgulho do seu desempenho como Adido Militar junto à Embaixada do Brasil em Buenos Aires, onde conquistou admiradores para toda a vida, dizendo, com sinceridade e convicção, que em sua carreira andarilha de Soldado de Cavalaria acostumara-se a percorrer fronteiras e a cruzá-las para encontrar os amigos, irmãos sul americanos.

De que forma teria ele, como querem fazer crer os comissários, “atentado contra os direitos humanos” enquanto praticava com maestria e elegância a diplomacia militar?

Meu pai foi um homem de sucesso porque, sendo justo e rigoroso com todos e intransigente consigo mesmo, não fez inimigos nem teve desafetos, só amigos fieis e admiradores sinceros.

Um velho poema hebraico, cuja essência é a essência do caráter do soldado, diz: “Três verdades há no mundo; a verdade e a verdade e o fulgor da verdade.”

Eles responderão pela calúnia!


Paulo Chagas é General de Brigada, na reserva.

UCHO HADDAD: PT prepara marcha para 1º de janeiro, como se Dilma fosse unanimidade e competente




Óleo de peroba – Responsável pelo período mais corrupto da história nacional, o Partido dos Trabalhadores consegue abusar da desfaçatez ao fingir que nada acontece no Brasil e que nessa terra de ninguém os “companheiros” são a derradeira salvação do planeta. À frente de um governo incompetente, paralisado e corrupto, o PT está convocando a militância para um evento batizado de “Marcha da Esperança”.

Arrogantes e aparentemente dissimulados, até porque esse comportamento interessa aos malandros com mandato, os petistas pretendem sair em marcha, da Catedral de Brasília, para comemorar a vitória de Dilma Rousseff, rotulada como “a presidenta de todos os brasileiros”. Que o PT quer “vender” a ideia de que o governo de Dilma é uma ode ao perfeccionismo e à retidão todos sabem, mas é preciso lembrar aos quadrilheiros que pelo menos 80 milhões de eleitores não votaram na petista.

A tese de que Dilma é a presidente de todos os brasileiros até seria válida se o Brasil não vivesse uma grave crise institucional, emoldurada por seguidos e bilionários escândalos de corrupção. Ademais, a obsessão do PT pela ideia de “esquerdizar” o Brasil a qualquer preço vem acirrando os ânimos, o que invalida qualquer ação do partido para camuflar a realidade. Fora isso, a crise econômica que se agrava a cada dia é mais um fator para desconstruir o bizarro plano do partido de mostrar ao resto do planeta que Dilma é uma espécie de “queridinha do Brasil”.

A estratégia de exibir uma suposta tranquilidade institucional é fracassada por antecipação, pois o planeta está de olho nos muitos desmandos que diariamente descem a rampa do Palácio do Planalto. De corrupção a descumprimento de meta fiscal, de tirania camuflada a corrosão do salário do trabalhador, a cena brasileira é deprimente e deplorável, mas a “companheirada” mais uma vez aposta no faz de conta, como se não existisse na extensa população verde-loura uma parcela pensante.

Espetáculo de marketing criado para varrer a realidade para debaixo da alcatifa palaciana, a “Marcha da Esperança” é absolutamente legal, uma vez que a Constituição Federal mostra-se clara ao afirmar que “é livre a manifestação do pensamento, desde que vedado o anonimato”. A tão falada liberdade de expressão deve ser respeitada no seu todo, desde que aqueles que se manifestam não queiram atropelar a democracia e o sacro direito do cidadão ao contraditório.

O PT, ao longo dos últimos doze anos, exibiu ao País sua incontestável vocação para a delinquência política, por isso busca em ações como a tal marcha uma forma de desfazer o embuste que cresce a cada dia, tanto em extensão quanto em criminalidade. A ousadia da turba esquerdista revela-se ainda maior no slogan criado para a marcha: “De pé e com fé”. Após colocar o Congresso de cócoras, o que só foi possível na esteira da corrupção, e fez o brasileiro perder a esperança, o PT crê que frases malandras e mentirosas esculpidas por marqueteiros conseguirão mudar a dura e triste realidade do País.

Fonte: Ucho.info

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