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terça-feira, agosto 26, 2014

BLOG DO CORONEL: Diretor preso da Petrobras pode derrubar Dilma com delação premiada



Dilma cada vez mais cercada pela corrupção na Petrobras. Na foto, José Sérgio Gabrielli, que já tem os seus bens bloqueados pelo TCU recebe um carinhoso autógrafo de Dilma, que é observada por Graça Foster, que está sendo defendida com unhas e dentes pela presidente depois de cometer burla transferindo seus bens para os filhos. Atrás de Dilma, o diretor preso da Petrobras, Paulo Roberto Costa, preso por corrupção bilionária na Petrobras e que, agora, ameaça Dilma com delação premiada. Dilma era a última palavra na compra fraudulenta de Pasadena, pois era a presidente do Conselho de Administração da Petrobras. Ufa!


O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa aceitou fazer na tarde desta sexta-feira (22) uma delação premiada com procuradores que atuam na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, para deixar a prisão. A decisão sobre a delação ocorreu no mesmo dia em que a Justiça autorizou operações de busca e apreensão em 13 empresas no Rio de Janeiro que pertencem a uma filha, um genro e um amigo de Costa. 

Delação premiada ou colaboração com a Justiça é um recurso no qual um réu fornece informações para a Justiça em troca de uma pena menor. No caso de Costa, sua família quer que ele deixe a prisão o mais rapidamente possível. Uma nova advogada, especializada em delação premiada, foi enviada pela família a Curitiba para discutir os termos da delação. Beatriz Catapreta, a defensora escolhida pelos familiares, já cuidou da colaboração dos doleiros Raul Srour e Richard Andrew de Mol van Otterloo. 

O advogado que defendia Costa, Nelio Machado, deixou o caso por discordar da estratégia da família. "A defesa do Paulo Roberto é absolutamente viável. Estão trocando uma defesa certa por uma aventura", disse Machado à Folha.

O ex-diretor da Petrobras foi preso pela segunda vez no dia 11 de junho, após as autoridades da Suíça informarem a Justiça brasileira que ele tinha contas com US$ 23 milhões naquele país. Ele havia sido preso inicialmente em 20 de março sob acusação de ocultar provas, mas foi liberado 59 dias depois por decisão do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal. 

Costa foi diretor da Petrobras entre 2004 e 2012, período em que a estatal começou uma de suas maiores obras, a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, que já consumiu US$ 18,5 bilhões (R$ 42,2 bilhões). Ele é réu em uma dos processos sob acusação de ter superfaturado contratos da refinaria e o valor a mais pago teria retornado a ele como suborno. 

O doleiro Alberto Youssef, preso junto com Costa, é acusado de cuidar da lavagem do dinheiro recebido como suborno. A Folharevelou no dia 10 de agosto que Youssef também queria colaborar com a Justiça por não ver saída jurídica possível para o seu caso. Ele é réu em 12 processos e pode ser condenado a mais de cem anos de prisão. No caso de Youssef, porém, havia resistência dos procuradores porque eles não confiam no doleiro.

Fonte: Blog do Coronel com info da Folha de São Paulo

Senador Romero Jucá (PMDB-RR) muda de lado, diz que Dilma é 'socialista' e pede voto em Aécio


Por Guilherme Balza no UOL, em 15/08/2014



Líder do governo no Senado nas gestões de Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) mudou de lado e já prega abertamente voto em Aécio Neves (PSDB) contra a presidente e, por consequência, contra o presidente do PMDB e candidato a vice-presidente na chapa, Michel Temer.

Na noite da última quarta-feira (13), data da morte de Eduardo Campos, Jucá participou de um evento organizado pelo Corecon-RR (Conselho Regional de Economia de Roraima), em Boa Vista. O áudio do discurso de Jucá foi divulgado pela "Rede Brasil Atual".

No encontro, o senador fez um discurso de mais de 40 minutos recheado de críticas às opções ideológicas e ao modo de condução da economia do governo Dilma. Também prometeu se empenhar para que a vantagem da petista sobre Aécio na região Norte seja reduzida. É a primeira vez que o líder pemedebista declara voto no candidato tucano.

"Fui líder do FHC, líder do Lula e líder no começo do governo da Dilma, mas sou economista. Vou dizer a vocês com muita sinceridade: do jeito que o governo tá tocando a economia não voto no PT, não voto na Dilma", disse. "A gente tinha duas opções de voto: era o Aécio e o Eduardo. Hoje perdemos uma. Não quero influenciar ninguém, mas eu vou falar meu voto. Eu vou votar no Aécio", afirmou.

Jucá afirma que Aécio já supera as intenções de voto de Dilma no Sul e Sudeste, mas perde com folga no Nordeste, Norte e Centro-Oeste. "Onde é que a Dilma tá ganhando? Essa diferença tá onde? No Nordeste, que tá 51% [para Dilma] a 16% [para o Aécio]. Vai ter que diminuir a diferença. E no Centro-Oeste e no Norte, que é 25 pontos a diferença em prol dela. Se depender de mim, Roraima vai diminuir um pouco essa vantagem", afirmou.

O senador disse que "tem conversado com Aécio" e, no caso de vitória tucana, já há tratativas para que sejam ajustadas as legislações de PPP (Parceria Público-Privadas) e de licitação e para que seja resolvido o "problema da legislação de licença ambiental". O parlamentar defendeu também que o Brasil lance um grande programa de concessões em 2015.
Nova mudança de lado

Jucá também foi líder do governo no Senado no governo de Fernando Henrique Cardoso. Em 2003, após a vitória de Lula, o senador trocou o PSDB pelo PMDB e tornou-se vice-líder do governo na Corte. Com o PT no poder, foi líder no Senado entre 2006 e 2012, nas gestões de Lula e Dilma.

"As pessoas me dizem: 'como você conseguiu ser líder dos governos FHC, Lula e Dilma? É porque vocês sempre tá do lado do governo?'. Não. Eu tenho uma vantagem. Me especializei em ouvir as pessoas e buscar soluções. Sou especialista em buscar convergência. Quando tem um bando gente brigando, eu procuro tirar alguma coisa boa de cada um e construir uma solução. Por isso fui líder de todos esses governos", afirmou.

Lula 'capitalista', Dilma 'socialista'
Para Jucá, é preciso diferenciar os governos Lula e Dilma. "Lula fazia, ou faz, um discurso social, às vezes quase socialista, na divisão de renda, nos predicados que buscam igualdade, mas a prática dele é capitalista."

"No governo da Dilma, essa linha deu uma guinada. E por que essa linha deu uma guinada? Porque a Dilma tem um discurso socialista e a prática dela é socialista. Você tem um governo ideológico na forma de comandar a economia. E ideologia, centralização, estatização não combina com o capitalismo. Isso dá certo na Albânia, no Cazaquistão, em alguns lugares onde a visão é outra", criticou.

O senador disse ainda que está "cansado de pegar leis" vindas do governo e "ter que me meter, mudar". "Eu digo a vocês: é pouca gente ali [no Senado] que sabe o que está fazendo. Normalmente as pessoas votam ali sem saber. Quando você chega na Câmara então... É uma loucura!"

Jucá afirmou ainda que o PT reduz a produtividade do empresário porque quer "aumentar direitos sociais". "Estamos discutindo aqui, no mercado nacional, a competitividade do produto brasileiro com o produto chinês, que não tem [pagamento de] INSS, licenciamento ambiental, que não tem nenhum tipo de custo direto."

A reportagem telefonou para Jucá, mas ele não atendeu o celular. A assessoria de imprensa da campanha de Dilma foi procurada, mas informou que não há interesse em comentar as críticas do senador.

UCHO.INFO: O PT simplesmente ignora os mais básicos conceitos de planejamento




Lixa grossa – Impulsionada por sua conhecida desfaçatez, Dilma Vana Rousseff, candidata à reeleição, não se envergonha de tentar justificar os erros de seu desgoverno tomando como base a era FHC, mesmo depois de o PT estar no poder central há quase doze anos. Sem citar nomes, Dilma, a primeira invencionice de Lula, surgiu no programa eleitoral petista para falar de planejamento e execução.

À frente de um governo paralisado que sangra na esteira da incompetência de seus integrantes, Dilma Rousseff ousou dizer que o Brasil “perdeu durante anos a capacidade de planejar e executar”. A perda dessa capacidade dominou a cena nacional desde a chegada de Luiz Inácio da Silva, o apedeuta lobista, ao Palácio do Planalto. Basta conferir as lambanças patrocinadas pelos petistas na última década, sem contar os muitos escândalos de corrupção.

Não é de hoje que o ucho.info afirma que o PT simplesmente ignora os mais básicos conceitos de planejamento, o que pode ser conferido facilmente nas ruas das grandes cidades brasileiras, onde intermináveis frotas de carros particulares fazem da chamada mobilidade urbana uma descomunal utopia. Fora isso, essa enxurrada de carros novos que Lula e Dilma despejaram no País, de norte a sul, ajudaram a quebrar a Petrobras, que foi obrigada a saquear os próprios cofres para importar gasolina e abastecer o mercado interno, cada vez mais ávido por combustível fóssil.

A sandice maior que brotou da participação de Dilma no segundo programa eleitoral do PT foi a afirmação “a cada dia isso vai ficando no passado”. Ou seja, a presidente-candidata tentou vender aos incautos brasileiros a ideia de que, junto com a “companheirada” bandoleira, ela e Lula conseguiram deixar para trás a incapacidade do governo de planejar e executar. Há no País um sem fim de obras paralisadas e outras tantas que continuam apenas no papel, mas a candidata petista insiste em posar como Aladim de saia.

Dilma, Lula e a horda de seguidores deveriam deixar de lado esse discurso populista, mentiroso e boquirroto, pois o prazo de validade do PT venceu há muito tempo. O Brasil está literalmente paralisado, enquanto que os estragos produzidos pelo PT exigirão pelo menos cinco décadas de esforços continuados para serem reparados. Esse é o legado do partido que nos últimos onze anos e meio se dedicou intensamente à política quadrilheira.

Fonte: Ucho.info

PAULO CASTELO BRANCO: A MORTE DE EDUARDO E O ENTERRO DO PT




Como tudo na vida, a morte, sendo inevitável, provoca reações emotivas ou mesquinhas que transformam opiniões variadas sobre o morto. Depois do rompimento de Eduardo Campos com o governo, muitos ex-companheiros expressaram a sua frustração ao perder o líder regional que se apresentava como o novo, honesto, diligente, articulador e chefe de família exemplar.

As virtudes do candidato só eram reconhecidos em ambientes restritos e no seu estado natal onde se destacou e foi aprovado pela maioria dos pernambucanos. Quando Eduardo decidiu concorrer à presidência da República, os dirigentes do PT insistiram para que ele esperasse 2018, quando poderia ser apoiado pelo partido. Eduardo tinha pressa e saiu às ruas em busca do voto daqueles cansados da corrupção e descontrole da máquina pública.

Quase todos adversários na disputa reconheciam as qualidades do candidato, no entanto, consolidada a sua escolha pelo PSB para a disputa majoritária, imediatamente, os petistas começaram a acusá-lo de traição; de nada adiantou; Eduardo trabalhava dia e noite e assustava seus antigos aliados.

A campanha mais intensa seria o momento ideal para a divulgação das vantagens de Eduardo que, surpreendentemente, se aliou a Marina Silva com o discurso de mudança, unindo eficiência com sustentabilidade; infelizmente, o imponderável se apresentou, e tudo mudou!

Os planos de derrubada da candidatura socialista foi interrompido, e líderes petistas surgiram na mídia cantando loas ao adversário. Nos dias de luto, as boas referências e o carinho, antes recusado pelos ex-aliados, voltaram com intensidade como se fossem verdadeiros. Os falsos discursos feitos perante à urna funerária se tornarão, na campanha, boca de urna.

A realidade é que a situação da candidatura do governo se complicou. A coligação que apóia a reeleição da presidente perdeu o rumo e precisou recorreu ao seu grande líder para pedir votos, apelando para histórias da carochinha que já não se sustentam perante a maioria dos eleitores. A afirmação de que o segundo governo da era petista foi melhor do que o primeiro não é verdadeira, ao contrário, ao inventar uma candidata sem experiência eleitoral e sem capacidade de articulação política causou o desastre em que se transformou a economia do país e na desilusão que domina o povo brasileiro.

A medíocre administração pública, consequência do aparelhamento da máquina burocrática e da incompetência dos gestores, desvendou o mistério de um país que melhora, mas que está sempre na rabeira das nações em desenvolvimento.

A vontade de manter o poder a qualquer preço, diferentemente da propaganda, tem preço e está sendo, agora, cobrado. Os programas políticos que começam a ser apresentados no rádio e televisão não serão suficientes para modificar o que todos já sabem: as milhares de obras prometidas e anunciadas, como quase prontas, estão paralisadas por falta de recursos, ou por decisões do Poder Judiciário e do Tribunal de Contas da União.

Na campanha, o governo cata canteiros de obras para mostrar o andamento; logo a seguir, a oposição mostra as mesmas obras inacabadas. É fato que num país das dimensões do Brasil é difícil não apontar o certo e o errado, mas o que interessa é que o cidadão não está satisfeito com o governo, além de estar submetido a um verdadeiro toque de recolher pela insegurança que nos assola. Os números do desemprego oscila mensalmente e, em comparação com o ano anterior, apresenta tendência de baixa.

Os escândalos de corrupção que estão destruindo a Petrobrás, a nossa mais importante empresa, são estarrecedores com o envolvimento de dirigentes e doleiros em operações ilegais de transferência de dinheiro e imóveis.

Por outro lado, na base, são descobertos políticos com mandato, acusados de ligação com organizações criminosas e participação em atos de violência entre torcidas de futebol. É este descontrole moral que, mais uma vez, está enterrando o Partido dos Trabalhadores, que tem, depois de tanta gente presa, renascido como fênix, até quando não se sabe.

Fonte: Diário do Poder

RODRIGO CONSTANTINO: Dentadura para eleitor ver, ou, o que seria dos populistas sem a miséria?




Dona Nalvinha: para ela, Dilma é uma “mãe”. Fonte: Folha


Grigori Potemkin foi um oficial russo que construiu falsas fachadas para impressionar Catarina II durante uma visita a Crimeia. Os soviéticos e demais comunistas usaram a mesma estratégia para encantar os progressistas ocidentais, loucos de vontade de enxergar apenas coisas maravilhosas para alimentar sua utopia.


Dilma também gosta de casas de fachada para inflar seu programa Minha Casa, Minha Vida. Mas isso é pouco: a presidente cede até mesmo dentaduras de fachada para um sorriso mais bonito – ainda que artificial – de seus eleitores pobres:

Uma moradora do sertão da Bahia recebeu dentes novos um dia antes de gravar imagens com a presidente Dilma Rousseff, nesta quinta-feira (21), para a propaganda de sua campanha à reeleição.

A trabalhadora rural Marinalva Gomes Filha, 46, da zona rural de Paulo Afonso e beneficiária do programa Água para Todos, disse à Folha que a prótese, com dois dentes da frente, fora dada por Dilma.

“Tudo que tenho aqui foi Dilma que me deu”, disse Marinalva, conhecida como dona Nalvinha. Ela afirmou que a prótese dentária também estava entre os benefícios.

[...]

Além da prótese dentária, dona Nalvinha também teve um fogão à lenha ampliado na semana da chegada da presidente. Um muro foi construído ao lado do fogão, para protegê-lo contra o vento.

A construção do fogão, assim como duas cisternas instaladas em sua casa, fazem parte de um convênio firmado pelo governo federal e pelo governo petista da Bahia com a ONG Agendha. Dona Nalvinha é a única moradora do povoado de Batatinha que já ganhou fogão à lenha.

Os vizinhos Denise Lima da Silva, 23, e Arvaldo Gomes Filho, 40, disseram que receberam promessas da ONG, mas ainda não têm os fogões.

A visita à comunidade, que constava da agenda oficial da presidente, também teve a participação de Lula. Emocionada, dona Nalvinha afirmou que, para ela, Dilma é uma “mãe” e Lula, um “pai”. Serviu carne de bode aos dois.

Pois é. Em outros tempos, em outra ocasião e feito por outra gente, isso certamente seria chamado de exploração da miséria. Tal prática abjeta é típica dos coronéis nordestinos, que outrora o PT adorava atacar e que hoje são seus mais fieis aliados. Nelson Rodrigues gostava de dizer que a “festiva” precisava da miséria desesperadamente, pois era seu ganha-pão. O que seria dessa gente sem a pobreza para explorar?

Uma moradora é a “escolhida”, ganha fogão novo, até dentes novos!, e tudo para inglês ver, ou melhor, para eleitor ver. Um engodo, um embuste, uma empulhação completa. Os demais vizinhos ficam a ver navios, enquanto Dona Nalvinha chama Dilma de “mãe”.

Não é a mamãe! Não é a mamãe! É apenas uma representante do populismo lulopetista em busca dos votos dos idiotas úteis à custa dos pobres e ignorantes. Não dá para rir disso. Nem mesmo com dentaduras novas…

PS: A ONG em questão tem a liderança de Valda Aroucha, que não esconde para quem trabalha de verdade em seu blog:




É realmente um espanto essa relação umbilical entre governo e ONGs, não é mesmo? As ONGs ignoram a letra N na sigla, e mais parecem organizações governamentais, a serviço de um partido, mas com dinheiro público, ou seja, nosso!





Sertaneja diz que ganhou prótese antes de gravar com Dilma para TV 


Por JOÃO PEDRO PITOMBO na Folha.com em 22/08/2014


Uma moradora do sertão da Bahia recebeu dentes novos um dia antes de gravar imagens com a presidente Dilma Rousseff, nesta quinta-feira (21), para a propaganda de sua campanha à reeleição.

A trabalhadora rural Marinalva Gomes Filha, 46, da zona rural de Paulo Afonso e beneficiária do programa Água para Todos, disse à Folha que a prótese, com dois dentes da frente, fora dada por Dilma.

"Tudo que tenho aqui foi Dilma que me deu", disse Marinalva, conhecida como dona Nalvinha. Ela afirmou que a prótese dentária também estava entre os benefícios.

No fim da tarde, após a gravação com Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e depois de a Folha questionar a campanha do PT a respeito, ela mudou a versão.

Disse que tinha sido chamada por um dentista que atende num centro odontológico da prefeitura. Segundo ela, o dentista afirmou que ela iria pôr os dentes "para receber a presidente Dilma".

Além da prótese dentária, dona Nalvinha também teve um fogão à lenha ampliado na semana da chegada da presidente. Um muro foi construído ao lado do fogão, para protegê-lo contra o vento.

A construção do fogão, assim como duas cisternas instaladas em sua casa, fazem parte de um convênio firmado pelo governo federal e pelo governo petista da Bahia com a ONG Aghenda. Dona Nalvinha é a única moradora do povoado de Batatinha que já ganhou fogão à lenha.

Os vizinhos Denise Lima da Silva, 23, e Arvaldo Gomes Filho, 40, disseram que receberam promessas da ONG, mas ainda não têm os fogões.

A visita à comunidade, que constava da agenda oficial da presidente, também teve a participação de Lula. Emocionada, dona Nalvinha afirmou que, para ela, Dilma é uma "mãe" e Lula, um "pai". Serviu carne de bode aos dois.

O secretário de Saúde de Paulo Afonso, Alexei Vinícius, disse não ter informações sobre a prótese dentária de Nalvinha. Mas afirmou que a unidade de saúde local "certamente seguiu o fluxo normal de atendimentos".

Fundadora da ONG Agendha, Valda Aroucha disse que a instalação dos "fogões ecológicos" é feita por etapas e contemplará outras famílias.

A assessoria da campanha da presidente negou ter solicitado a prótese e o fogão para a gravação do programa eleitoral. O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), que acompanhou Dilma e Lula em Paulo Afonso, disse que "todo mundo bota roupa bonita para receber a presidenta".

DORA KRAMER: No Jornal Nacional Dilma falou o máximo possível para evitar perguntas embaraçosas, ou seja, rolou o lero!




Dora Kramer: 

"Atropelo. Foi clara a tática empregada pela presidente Dilma Rousseff na 
entrevista do Jornal Nacional: falar o máximo possível a fim de proporcionar a 
abordagem do mínimo de temas na extensa e óbvia pauta de assuntos 
embaraçosos.

Não houve tempo, por exemplo, para os entrevistadores falarem sobre a crise na 
Petrobrás nem para perguntarem a origem dos R$ 156 mil que a presidente 
declarou guardar em casa.

Dilma recusou-se a comentar a posição do PT diante das condenações no processo 
do mensalão, alegando que como presidente não poderia emitir opiniões que 
pudessem colocá-la em "confronto" com o Supremo Tribunal Federal.

Primeiro, a pergunta era sobre o partido e, depois, o julgamento é página virada.

Portanto, a presidente na realidade quis evitar conflito de um lado com o PT e, de 
outro, com o eleitorado."



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