A MILÍCIA BOLIVARIANA DO PT

A MILÍCIA BOLIVARIANA DO PT
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Ofereci meus ombros. Como escada ele subiu. Abri o caminho para ele passar. Na hora da porrada a cara era a minha. Fui seu irmão seu amigo e companheiro... Um dia encontrou comigo. Me deu um beijo. Virou as costas e partiu. Lembrei de Jesus e as 30 moedas"
Poema do mensaleiro João Paulo Cunha que revela a mágoa em relação ao ex-presidente LULArápio.
"Anos atrás recebi do então governador de Brasília Cristovam Buarque o ‘premio manuel bonfim’, atribuído ao meu livro "Chatô, o rei do Brasil". Já pedi à Marília para localizar a placa de prata. Vou devolver. de golpista não quero nada. Nem prêmio".

Escritor Petralha Fernando Morais

“Que pena que nossos gênios estejam tão obtusos. E tão viciados no aparelhamento. O PT corrompeu mais do que a política, corrompeu a inteligência e o caráter. E aos poucos vão mostrando que a volta da Dilma por mais dois anos, com essa gente, vai embrutecer o País e seguir se apropriando do Estado. Pior que não tem juiz Moro para este tipo de roubo: da inteligência e do caráter. Ele não falou em devolver os dez mil que recebeu do prêmio. Na época eram dez mil dólares. Nem o que ele fazia no governo do Quercia".

Senador Cristovam Buarque

+ LIDAS NA SEMANA

quinta-feira, janeiro 29, 2015

RECORDAR É VIVER: No AlertaTotal em 11/02/2012, O Marido da Cunhada Graça

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão

A Maçonaria anda ouriçada. Em vários e-mails, maçons espalham a pergunta: Quem é o marido da Maria das Graças Foster, nova presidenta da Petrobrás? Eles respondem: o Grande Irmão Colin Vaughan Foster é o Grão-Mestre Distrital da Divisão Norte da Grande Loja Unida da Inglaterra, cujo “Grand Master” é o Príncipe Edward George Nicholas Paul Patrick – primo da Rainha Elisabeth.

Quem comanda a Grande Loja Unida da Inglaterra, junto com o príncipe, é Peter Lowndes membro do Royal Institution of Chartered Surveyors (RICS). Ou seja, a Maçonaria Britânica é um dos braços de comando da Oligarquia Financeira Transnacional que controla os principais negócios do mundo globalitário. Como os maçons constatam, o “primeiro-damo” da Petrobrás é gente forte na Maçonaria Universal. É o controlador atuando nos bastidores de uma das mais estratégicas empresas brasileiras!

Nos irônicos comentários dos maçons sobre a posse da Graça Foster, um chama atenção: “Pelo menos o vice-Presidente da República Michel Temer, que é maçom mas nega sempre que lhe é conveniente, terá a chance de dispensar um tratamento especial à nova presidenta da Petrobrás. Temer poderá chamar Graça de “cunhada” – que é como os maçons se dirigem às mulheres de seus irmãos de ordem.

Na foto acima, com as mãos sobre a mesa, o cada vez mais prestigiado Colin Vaughan Foster recebe homenagens e participa de eventos na Maçonaria Tupiniquim, onde muito “irmão” que não sabe onde tem a cabeça teria o maior prazer de tomar um whisky 18 anos, brindando e saudando o retrato da Rainha da Inglaterra, no intervalo das sessões maçônicas do Rito de York. Os maçons deviam propor um brinde ao marido da cunhada Graça. Ele merece!

Afinal, “God save the husband of the New Queen of Petrobrás". Quem sabe o Grande Arquiteto do Universo ajuda a melhorar os resultados da empresa...

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

RECORDAR É VIVER: Reinaldo Azevedo fala sobre o marido de Graça Foster

Reinaldo Azevedo escreveu em 14/11/2010

Meu marido, meu tesouro: Petrobras tem 43 contratos com marido de ministeriável

Por Fernanda Odilla, na Folha. Volto em seguida:


A empresa do marido de Maria das Graças Foster, nome forte para o primeiro escalão do governo Dilma Rousseff, multiplicou os contratos com a Petrobras a partir de 2007, ano em que a engenheira ganhou cargo de direção na estatal. Nos últimos três anos, a C.Foster, de propriedade de Colin Vaughan Foster, assinou 42 contratos, sendo 20 sem licitação, para fornecer componentes eletrônicos para áreas de tecnologia, exploração e produção a diferentes unidades da estatal. Entre 2005 e 2007, apenas um processo de compra (sem licitação) havia sido feito com a empresa do marido de Graça, segundo a Petrobras. A C.Foster, que já vendeu R$ 614 mil em equipamentos para a Petrobras, começou na década de 1980 com foco no setor de óleo e gás, área hoje sob a responsabilidade de Graça Foster.

Funcionária de carreira da Petrobras, Graça é cotada para um cargo no primeiro escalão do governo dilmista, como a presidência da Petrobras, a Casa Civil, a Secretaria-Geral da Presidência ou outro posto próximo da presidente eleita, de quem ganhou confiança. Foi por indicação de Dilma que Graça ganhou, a partir de 2003, posições de destaque no Ministério de Minas e Energia, Petroquisa e BR Distribuidora e, há três anos, assumiu a diretoria de Gás e Energia da Petrobras. Antes de a C.Foster firmar esses 42 contratos com a Petrobras, a relação de Graça com a empresa do marido, Colin Vaughan Foster, já havia gerado mal-estar. Em 2004, uma denúncia contra a engenheira, relacionada ao suposto favorecimento à empresa do marido, foi encaminhada à Casa Civil.

O então ministro José Dirceu pediu esclarecimentos ao Ministério de Minas e Energia, sob o comando de Dilma. A fonte da denúncia não é identificada nos documentos obtidos pela Folha. Na ocasião, foram listados dois contratos da C. Foster com a estatal: um de 1994, e outro, de 2000. Coube à própria Petrobras elaborar um ofício com explicações sobre duas investigações internas envolvendo Graça no período em que ela era gerente do Cenpes (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Petrobras).
(…)
 

O ofício diz que “não ficou caracterizada a existência de prática de crime ou improbidade administrativa”, mas enfatizava o temperamento difícil da engenheira. “Cumpre agregar que nas declarações prestadas, verificou-se que Maria das Graças era objeto de restrições por grande parte do pessoal de seu setor, dado principalmente, como veio externar a comissão, “o modo com que tratava seus subordinados’”, diz o ofício da Petrobras para a Casa Civil. Aqui

Comento
Que diabo acontece com as mulheres fortes de Dilma? Todas elas têm de ter um marido que atua justamente na área em que a mulher é chefe? O casal, por acaso, tem algum filho chamado “Israel”?  É uma leitura muito particular do “poder feminino”, que, de fato, inverteu o chavão: “Por trás de uma grande mulher, há sempre um homem prestando serviços”.


Mas que se louve o sentido clânico do petismo, né? A gente vê que toda a cadeia familiar gosta de se empregar num mesmo ramo. E sempre lidando com dinheiro público. Trata-se de um refinadíssimo senso de patriotismo.

Por Reinaldo Azevedo

RECORDAR É VIVER: Maria das Graças e seu marido. Ou: A família do petróleo & gás

Em novembro de 2010, reportagem de Fernanda Odilla, da Folha, informava — e não houve contestação — que, desde 2008, a C.Foster, de propriedade de Colin Vaughan Foster, marido de Maria das Graças, futura presidente da Petrobras, havia assiando 42 contratos, sendo 20 sem licitação, para fornecer componentes eletrônicos para áreas de tecnologia, exploração e produção a diferentes unidades da estatal. À época, ela cotada para o Ministério das Minas e Energia.

Huuummm… Talvez a C.Foster seja mesmo a melhor da área. Também entendo o fato de o casal ter interesse comum em petróleo, gás e coisa e tal. É comum os casais partilharem de certos gostos. O que é incomum — e seria em qualquer país democrático do mundo — é a mulher (ou o marido) presidir a principal empresa do Estado que compra serviços fornecidos pelo cônjuge. Collin e Maria das Graças podem ser dois franciscanos, dois Caxias, mais honestos e retos do que as freiras dos pés descalços. E daí? Isso é diferente da, por exemplo, “Rede Bezerra Coelho”?

Na própria base aliada, fosse outro o partido de Maria das Graças, que não o PT, e já haveria um enorme bochicho. Como é com petistas, sabem como é… A regra é a seguinte: os não-petistas, especialmente se oposicionistas, são sempre culpados ainda que não haja nem indícios contra eles. Já os companheiros são sempre inocentes, até mesmo contra as provas.
Eu olho para esse ar, vamos dizer, severo de Maria das Graças e só consigo pensar em sua dedicação aos derivados de petróleo. Gente que sabe fazer cara de brava sempre leva alguma vantagem sobre os de aparência mansa. Mas e daí? Ela terá de arbitrar, sim — ou algum subordinado dependente de suas graças o fará por ela — questões que dirão respeito aos negócios do marido. Se ele já mudou de ramo, não sei. Mas é claro que seria o caso, né?

A Petrobras até chegou a fazer uma investigação interna para saber se havia alguma incompatibilidade entre a atuação do marido de Maria das Graças e a da própria. Não se encontrou nada. No máximo, constatou-se que ela não era muito querida pela equipe porque parece compartilhar com Dilma certo gosto por, como direi?, dar um esculachos nos subordinados. Braveza de chefe, que deixa a equipe triste ou ressentida, é coisa do mundo da fofoca e de publicações de auto-ajuda. Para mim, é o de menos. Acho que Maria das Graças tem de ser, segundo reza o clichê ainda válido, como a mulher de César: não basta ser honesta; tem também de parecer honesta.

Ora, se o marido dela pode, por que os demais maridos e demais mulheres não podem? Não há de ser porque ela tem esse ar de quem só pensa em derivados de petróleo e gás.
Segue reportagem da Folha de novembro de 2010. Volto para encerrar.
 

A empresa do marido de Maria das Graças Foster, nome forte para o primeiro escalão do governo Dilma Rousseff, multiplicou os contratos com a Petrobras a partir de 2007, ano em que a engenheira ganhou cargo de direção na estatal. Nos últimos três anos, a C.Foster, de propriedade de Colin Vaughan Foster, assinou 42 contratos, sendo 20 sem licitação, para fornecer componentes eletrônicos para áreas de tecnologia, exploração e produção a diferentes unidades da estatal. Entre 2005 e 2007, apenas um processo de compra (sem licitação) havia sido feito com a empresa do marido de Graça, segundo a Petrobras. A C.Foster, que já vendeu R$ 614 mil em equipamentos para a Petrobras, começou na década de 1980 com foco no setor de óleo e gás, área hoje sob a responsabilidade de Graça Foster.

Funcionária de carreira da Petrobras, Graça é cotada para um cargo no primeiro escalão do governo dilmista, como a presidência da Petrobras, a Casa Civil, a Secretaria-Geral da Presidência ou outro posto próximo da presidente eleita, de quem ganhou confiança. Foi por indicação de Dilma que Graça ganhou, a partir de 2003, posições de destaque no Ministério de Minas e Energia, Petroquisa e BR Distribuidora e, há três anos, assumiu a diretoria de Gás e Energia da Petrobras. Antes de a C.Foster firmar esses 42 contratos com a Petrobras, a relação de Graça com a empresa do marido, Colin Vaughan Foster, já havia gerado mal-estar. Em 2004, uma denúncia contra a engenheira, relacionada ao suposto favorecimento à empresa do marido, foi encaminhada à Casa Civil.

O então ministro José Dirceu pediu esclarecimentos ao Ministério de Minas e Energia, sob o comando de Dilma. A fonte da denúncia não é identificada nos documentos obtidos pela Folha. Na ocasião, foram listados dois contratos da C. Foster com a estatal: um de 1994, e outro, de 2000. Coube à própria Petrobras elaborar um ofício com explicações sobre duas investigações internas envolvendo Graça no período em que ela era gerente do Cenpes (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Petrobras).
(…)


O ofício diz que “não ficou caracterizada a existência de prática de crime ou improbidade administrativa”, mas enfatizava o temperamento difícil da engenheira. “Cumpre agregar que nas declarações prestadas, verificou-se que Maria das Graças era objeto de restrições por grande parte do pessoal de seu setor, dado principalmente, como veio externar a comissão, “o modo com que tratava seus subordinados’”, diz o ofício da Petrobras para a Casa Civil.

Encerro
Não sei o regime de união do casal. Sendo um casamento ou uma união estável, na prática, Maria das Graças terá negócios privados com a empresa pública que ela preside. E por que o PT vai adiante? Porque está convencido de que pode tudo.
 
Por Reinaldo Azevedo

Liberdade de imprensa corre risco, afirma jurista



O presidente da Comissão de Reforma Política da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ives Gandra Martins, disse nesta quinta-feira, 29, ver com grande preocupação o risco que corre hoje à liberdade de imprensa. O jurista disse considerar uma ameaça à democracia a proposta de se analisar o controle da mídia, principalmente em um momento em que o governo federal se encontra fragilizado em meio a denúncias de corrupção e crise econômica. 


"Sempre que os governos pretendem controlar a imprensa, e não o conteúdo, eles começam por controlar as direções. Cada vez que se pretende redemocratizar o que se pretende, na verdade, é criar grupos financiados pelo governo para tornar aqueles canais de oposição em órgãos de governo", disse Martins após participar de um evento da OAB para discutir a reforma política.

Defensor do parlamentarismo, Martins avalia que o Brasil corre riscos de instabilidade institucional. Ele criticou o ministro das Comunicações por conduzir a iniciativa de "democratização" da mídia e também criticou a presidente Dilma Rousseff (PT) pelo decreto em que tentou criar conselhos populares. "O ministro Berzoini quer discutir o controle daqueles que detêm a imprensa, chamando de democratização. Por outro lado ela (Dilma) criou esse decreto, que a Câmara não aprovou, dos conselhos, que são mecanismos para pôr o legislativo de lado, aparelhar, dizendo que representam a sociedade, com grupos eles controlarão e que definirão políticas para os ministérios."

O jurista diz acreditar que o momento atual é promissor para fazer a reforma política necessária para garantir estabilidade à democracia brasileira. Martins avalia que é também o momento em que reformas se fazem mais necessárias para evitar rupturas institucionais. "Infelizmente, se nós não fizermos as reformas adequadas, nós correremos o risco de em uma crise ou, se o governo se fortalecer muito e a oposição enfraquecer, todo o sistema virar uma semi-ditadura. Venezuela seja talvez o caso mais claro disso", comentou.

Martins defendeu temas colocados pela comissão de Reforma Política da OAB em um documento que pretendem levar para o Congresso Nacional. Ele destacou a cláusula de barreira, para limitar o acesso de partidos a recursos do fundo partidário, o sistema de voto distrital misto e o mecanismos de controle sobre financiamento de campanha. Ao contrário do entendimento quase consolidado no Supremo Tribunal Federal (STF), a comissão da OAB é favorável à manutenção do financiamento privado, inclusive empresarial, às campanhas, contanto que com limitações e sob fiscalização. "O financiamento exclusivamente público seria a perpetuação no poder de quem está no poder, porque aqueles que detêm o poder têm uma campanha natural do seu trabalho", argumentou.

Fonte: Estadão

RECORDAR É VIVER: Como o Partido Totalitário esteve envolvido em um dos primeiros atos de TERRORISMO BIOLÓGICO no Brasil


A REVISTA VEJA, em sua Edição 1961, de 21 de junho de 2006, revelou uma intrigante estória de como PETITAS FANÁTICOS disseminaram a praga VASSOURA-DE-BRUXA com o objetivo de acabar com as lavouras de cacau no sul da Bahia. Apesar de parecer uma estória fantástica, pesquisas científicas (feitas na UNICAMP - Campinas - e na UESC - Ilhéus - com o genoma do fungo e análises filogenéticas) comprovaram toda a parte biológica dessa inacreditável história.

O artigo foi escrito pelo jornalista Policarpo Junior.





Terrorismo biológico



Petistas são acusados de disseminar a praga que destruiu a lavoura de cacau no sul da Bahia


Anderson Schneider

Franco Timóteo, que confessa o crime: o plano era minar a influência política dos barões do cacau

No dia 22 de maio de 1989, durante uma inspeção de rotina, um grupo de técnicos descobriu o primeiro foco de uma infecção devastadora conhecida como vassoura-de-bruxa numa plantação de cacau no sul da Bahia. A praga é mortal para os cacaueiros. Os técnicos, porém, se tranqüilizaram com a suposição de que se tratava apenas de um foco isolado. Engano. Em menos de três anos, de forma espantosamente veloz e estranhamente linear, a vassoura-de-bruxa destruiu as lavouras de cacau na região – e fez surgir um punhado de explicações para o fenômeno, inclusive a de que o Brasil poderia ter sido vítima de uma sabotagem agrícola por parte de países produtores de cacau da África, como Costa do Marfim e Gana. Reforçando, então, as suspeitas de sabotagem, técnicos encontraram ramos infectados com vassoura-de-bruxa amarrados em pés de cacau – algo que só poderia acontecer pela mão do homem, e nunca por ação da própria natureza. A Polícia Federal investigou a hipótese de sabotagem, mas, pouco depois, encerrou o trabalho sem chegar a uma conclusão. Agora, dezessete anos depois, surge a primeira testemunha ocular do caso. Ele conta que houve, sim, sabotagem, só que realizada por brasileiros.

Em quatro entrevistas a VEJA, o técnico em administração Luiz Henrique Franco Timóteo, baiano, 54 anos, contou detalhes de como ele próprio, então ardoroso militante esquerdista do PDT, se juntou a outros cinco militantes do PT para conceber e executar a sabotagem. O grupo, que já atuava em greves e protestos organizados na década de 80 em Itabuna, a principal cidade da região cacaueira da Bahia, pretendia aplicar um golpe mortal nos barões do cacau, cujo vasto poder econômico se desdobrava numa incontrastável influência política na região. O grupo entendeu que a melhor forma de minar o domínio político da elite local seria por meio de um ataque à base de seu poder econômico – as fazendas de cacau. "O imperialismo dos coronéis era muito grande. Só se candidatava a vereador e prefeito quem eles queriam", diz Franco Timóteo. A idéia, diz ele, partiu de Geraldo Simões, figura de proa no PT em Itabuna que trabalhava como técnico da Ceplac, órgão do Ministério da Agricultura que cuida do cacau. Os outros quatro membros do grupo – Everaldo Anunciação, Wellington Duarte, Eliezer Correia e Jonas Nascimento – tinham perfil idêntico: eram todos membros do PT e todos trabalhavam na Ceplac. 

Roberto Setton

O fazendeiro Ozéas Gomes, que viu seu negócio murchar com a praga: "Fiquei com muita raiva"

Franco Timóteo conta que, bem ao estilo festivo da esquerda, a primeira reunião em que o assunto foi discutido aconteceu num bar em Itabuna – o Caçuá, que não existe mais. Jonas Nascimento explicou que a idéia era atingir o poder econômico dos barões do cacau. Geraldo Simões sugeriu que a vassoura-de-bruxa fosse trazida do Norte do país, onde a praga era – e ainda é – endêmica. Franco Timóteo, que já morara no Pará em 1976, foi escolhido para transportar os ramos infectados. "Então eu disse: 'Olha, eu conheço, sei como pegar a praga, mas tem um controle grande nas divisas dos estados'." Era fim de 1987, início de 1988. Apesar do risco de ser descoberto no caminho, Franco Timóteo foi escalado para fazer uma primeira viagem até Porto Velho, em Rondônia. Foi de ônibus, a partir de Ilhéus. "Em Rondônia, qualquer fazenda tem vassoura-de-bruxa. Nessa primeira viagem, peguei uns quarenta, cinqüenta ramos. Coloquei num saco plástico e botei no bagageiro do ônibus. Se alguém pegasse, eu abandonava tudo." Nos quatro anos seguintes, repetiria a viagem sete ou oito vezes, com intervalos de quatro a seis meses entre uma e outra. "Mas nas outras viagens trouxe os ramos infectados num saco de arroz umedecido. Era melhor. Nunca me pegaram."

Franco Timóteo conta que, quando voltava para Itabuna, entregava o material ao pessoal encarregado de distribuir a praga pelas plantações. A primeira fazenda escolhida para a operação criminosa chamava-se Conjunto Santana, ficava em Uruçuca e pertencia a Francisco Lima Filho, então presidente local da União Democrática Ruralista (UDR) e partidário da candidatura presidencial de Ronaldo Caiado. Membro de uma tradicional família cacaueira, Chico Lima, como é conhecido, tinha o perfil ideal para os sabotadores: era grande produtor e adversário político. "Chico Lima era questão de honra para nós", diz Franco Timóteo. Foi justamente na fazenda de Chico Lima que foi encontrado o primeiro foco de vassoura-de-bruxa, em 22 de maio de 1989 – e a imagem dos técnicos, no exato momento em que detectam a praga, ficou registrada numa fita de vídeo à qual VEJA teve acesso. Como medida profilática os técnicos decidiram incinerar todos os pés de cacau da fazenda. Chico Lima ficou arruinado. Hoje, arrenda as terras que lhe restam e vive dos lucros de uma distribuidora de bebidas. Informado por VEJA da confissão de Franco Timóteo, ele lembrou que sempre se falou de sabotagem – mas de estrangeiros – e mostrou-se chocado. "Isso é um crime muito grande, rapaz. Os responsáveis têm de pagar", disse.

Os ataques às fazendas, todas situadas ao longo da BR-101, aconteciam sempre nos fins de semana, quando diminui o número de funcionários. O grupo tinha o cuidado de usar um carro com logotipo da Ceplac para criar um álibi: se eles fossem descobertos por alguém, diriam que estavam fazendo um trabalho de campo. "A gente chegava, entrava, amarrava o ramo infectado no pé de cacau e ia embora. O vento se encarregava do resto", conta Franco Timóteo. Para dar mais verossimilhança a uma suposta disseminação natural da vassoura-de-bruxa, o grupo tentou infectar pés de cacau numa lavoura mantida pela própria Ceplac. Não deu certo, devido à presença de um vigia, e o grupo acabou esquecendo, no atropelo da fuga, um saco com ramos infectados sobre a mesa do escritório da Ceplac. A operação criminosa, por eles apelidada de "Cruzeiro do Sul", desenrolou-se por menos de quatro anos – de 1989 a 1992. "No início de 1992, parou. Geraldo Simões disse que a praga estava se propagando de forma assustadora. Não precisava mais." 

Haroldo Abrantes/Ag. A Tarde

Geraldo Simões: ascensão política depois da sabotagem

Beto Barata/AE
Everaldo Anunciação: cargo no governo federal

Os sabotadores nunca foram pegos, mas deixaram muitas pistas. "Encontramos provas de que houve sabotagem em várias fazendas", conta Carlos Viana, que trabalhava como diretor da Ceplac quando a praga começou a se disseminar. Ele se lembra do saco plástico esquecido sobre a mesa do escritório da Ceplac numa das lavouras – e isso o levou, inclusive, a acionar a Polícia Federal para investigar a hipótese de sabotagem. "Uma coisa eu posso garantir: os focos não foram acidentais", diz Viana, que deixou o órgão e tem hoje uma indústria de óleo vegetal. Um relatório técnico e oficial, elaborado pela Ceplac logo no início das investigações, chegou a considerar a hipótese de que produtores do Norte do país teriam levado a vassoura-de-bruxa para as plantações da Bahia – mas movidos por "curiosidade ou ignorância". O relatório afirma que a chegada à Bahia da Crinipellis perniciosa, nome científico do fungo causador da vassoura-de-bruxa, "não pode ser atribuída a agentes naturais de disseminação". VEJA consultou Lucília Marcelino, pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, em Brasília, para saber se a história contada por Franco Timóteo seria viável. "Sob o ponto de vista técnico, sim", diz ela.

A sabotagem produziu um desastre econômico. Derrubou a produção nacional para menos da metade, desempregou cerca de 200.000 trabalhadores e fez com que o Brasil, então o segundo maior produtor mundial de cacau, virasse importador da fruta. Um estudo da Universidade Estadual de Campinas, elaborado em 2002, estima que a devastação do cacau na Bahia provocou, nos últimos quinze anos, um prejuízo que pode chegar à astronômica cifra de 10 bilhões de dólares. Mas, na mesquinharia política dos sabotadores, o plano foi um sucesso. Em 1992, no primeiro pleito depois da devastação, Geraldo Simões elegeu-se prefeito de Itabuna pelo PT – e presenteou os quatro companheiros de sabotagem com cargos em sua gestão. Everaldo Anunciação foi nomeado secretário da Agricultura – cargo que deixaria dois anos depois, sendo substituído por Jonas Nascimento, o outro petista sabotador. Wellington Duarte, também membro do grupo da sabotagem, ficou como chefe-de-gabinete do prefeito. E Eliezer Correia ganhou o cargo de secretário de Administração e Finanças. Como não pertencia ao PT, Franco Timóteo não ganhou cargo algum na prefeitura. Em 1994, com o recrudescimento de suspeitas de que a vassoura-de-bruxa fora uma sabotagem, ele resolveu deixar Itabuna e mudar-se para Rondônia. O prefeito lhe deu um cheque de 250.000 cruzeiros reais (o equivalente a 800 reais hoje) para ajudar nas despesas da viagem – paga, para variar, com dinheiro público. A operação consta da contabilidade da prefeitura, em que está registrada sob o número 2 467, e informa que o beneficiário era mesmo Franco Timóteo, mas, providencialmente, não há processo descrevendo o motivo do pagamento. "É estranho. Se havia algum processo, sumiu", diz o atual prefeito, Fernando Gomes, do PFL. 

Anderson Schneider

Francisco Lima, ex-presidente da UDR, foi a primeira vítima: de barão a vendedor de cerveja

Nos últimos anos, Franco Timóteo tem sido assaltado pelo remorso do crime que cometeu. Um dos atingidos era seu parente. Silvano Franco Pinheiro, seu primo, tinha uma empresa de exportação de semente de cacau que chegou a faturar 30 milhões de dólares por ano. "Perdi tudo", conta Pinheiro, que, há seis anos, ouviu a confissão de Franco Timóteo. "Falei para ele sumir da cidade porque seria morto", conta o primo. Para expiar sua culpa, Franco Timóteo também fez sua confissão para outro fazendeiro, Ozéas Gomes, que chegou a produzir 80.000 arrobas de cacau e empregar 1.400 funcionários – e hoje mantém ainda um padrão confortável de vida, mas emprega apenas 100 funcionários, A produção caiu para 15.000 arrobas. "Quando ouvi a história, fiquei com muita raiva. Mas, depois, ele explicou que não tinha idéia da dimensão do que fazia..." No fim do ano passado, Franco Timóteo confessou-se ao senador César Borges, do PFL baiano e plantador de cacau. "A história dele tem muitos pontos de veracidade diante do que a gente sempre suspeitou ter acontecido", diz o senador. O governador Paulo Souto, cujos familiares perderam tudo devido à vassoura-de-bruxa, também ouviu uma confissão de Franco Timóteo. O senador e o governador, porém, decidiram ficar em silêncio, segundo eles para evitar a acusação de exploração política.

Os acusados desmentem categoricamente qualquer envolvimento na sabotagem e dizem até que nem sequer conhecem Franco Timóteo. "Nunca vi esse louco", diz Geraldo Simões, que, no governo Lula, ganhou a presidência da Companhia das Docas da Bahia, da qual se afastou agora para concorrer a deputado federal pelo PT. "Essa história toda é fantasiosa", diz Eliezer Correia, que continua cuidando de cacau e hoje é chefe de planejamento da Ceplac, em Itabuna. "É um absurdo", diz Wellington Duarte, que, no atual governo, foi promovido a um dos chefões da Ceplac em Brasília. Everaldo Anunciação, que foi nomeado para o cargo de vice-diretor da Ceplac, diz que não liga o nome à pessoa. Jonas Nascimento – demitido a bem do serviço público na década de 90, voltou numa função comissionada, em 2003, no Centro de Extensão da Ceplac em Itabuna – é o único que admite conhecer Franco Timóteo, mas nega a história. Talvez seja o único a contar um pedaço da verdade. Ouvido por VEJA, o publicitário Ithamar Reis Duarte, ex-secretário de Meio Ambiente na gestão do petista Geraldo Simões, conta que essa turma toda – Franco Timóteo e os petistas – é de velhos conhecidos. "Era um grupo que se reunia sempre para planejar ações", diz ele, que participou de alguns encontros. "Fazíamos reuniões até no meu escritório. Se alguém negar isso, estará mentindo."

Leia a matéria completa na Edição Virtual da Revista Veja

UCHO HADDAD: Presidente do Parlamento venezuelano é acusado nos EUA de narcotráfico




Gol de placa – Como antecipou o UCHO.INFO durante a derradeira internação hospitalar do finado tiranete Hugo Chávez, âncora do falido socialismo do século XXI, a Venezuela transformara-se em uma terra sem lei, onde políticos do alto escalão envolvem-se em práticas criminosas das mais variadas, inclusive o tráfico internacional de drogas.

Na ocasião, este site afirmou que a queda de braços entre Nicolás Maduro, sucessor de Chávez, e Diosdado Cabello Rondon, presidente da Assembleia Nacional Venezuelana, para ocupar o Palácio de Miraflores acabaria muito mal. Isso porque à época autoridades norte-americanas, do Drug Enforcement Administration (DEA), departamento de combate ao trafico de drogas, estiveram em Caracas para apurar dados sobre o envolvimento de Cabello com o narcotráfico.

Agora, uma denúncia que tramita na Justiça dos Estados Unidos acusa Disodado Cabello, que também oficial do Exército venezuelano, de ser narcotraficante. O responsável pela denúncia, que veio à tona na última terça-feira (27), é Leamsy Salazar, ex-guarda-costas do presidente do Parlamento da Venezuela e que desertou para os EUA.

De acordo com os primeiros depoimentos de Salazar, os aviões da estatal petroleira PDVSA são usados para transportar cocaína e o comércio ilícito é orquestrado pelo filho de Hugo Chávez com apoio logístico de Cuba. Cabello atuaria no mercado internacional de drogas com a cobertura das Forças Armadas venezuelanas e tendo como base o “Cartel de los Soles” (Cartel dos Sóis).

Como esperado, as denúncias causaram polêmicas na Venezuela, onde as opiniões se dividiram de forma súbita. Há os que apostam ser a denúncia uma forma de atender ao interesse dos EUA de enfraquecer o governo de Nicolás Maduro, ao mesmo tempo em que turbina a oposição direitista. Discurso obtuso dos adeptos ferrenhos do bolivarianismo mambembe. No contraponto estão os que garantem que o caso confirma a tensa rivalidade que há muito existe entre Maduro e Cabello, que afirmou não acreditar no “chavismo sem Chávez”.

Entre as muitas ilegalidades cometidas em território venezuelano, sob a tese criminosa de que por lá tudo pode, desde que os fora de lei sejam alinhados ao governo, não está apenas o tráfico internacional de drogas, mas o contrabando de diversos produtos, começando por minérios. Na lista dos produtos mais exportados ilegalmente a partir dos portos venezuelanos consta o nióbio, minério raro e cobiçado no mercado internacional e que só existe no Brasil. Como, de acordo com a sabedoria popular, o bom entendedor se satisfaz com meia palavra, o UCHO.INFO se abstém de maiores explicações e detalhes. Até porque, muitas vezes o óbvio e a redundância são sinais de burrice.

Fonte: Ucho.Info

Rodrigo Constantino: Dilma escolhe o lado do crime



Há um ano entrava em vigor a Lei Anticorrupção, que adequava o Brasil aos parâmetros internacionais, intensificando as punições às empresas que praticam atos ilícitos. Desde então, as empresas também seriam punidas com mais rigor, não só os executivos envolvidos em esquemas corruptos.

À época, alguns liberais, desconfiados sempre do excesso de poder do estado em um país cujo custo da legalidade pode ser proibitivo, alertavam que tal medida poderia ser usada para pressionar os empresários, reféns dos políticos. Sabemos que muitas vezes o governo cria dificuldades legais para vender facilidades ilegais depois. No Brasil, o suborno pode ser uma questão de sobrevivência legal, em meio a tantas regras e leis absurdas.

Não é esse o caso das grandes empreiteiras, naturalmente. Se não é verdade a tese de que a Petrobras é uma vítima nessa história, cujos diretores teriam sido “corrompidos” pelas empresas, tampouco é verdade que essas grandes empreiteiras sejam inocentes, pagando bilhões em propinas apenas porque não há como se fazer diferente. Ali não há inocentes, como escreveu Dora Kramer hoje.

Políticos e empresários aliaram fome e vontade de comer. Vislumbraram a oportunidade de montarem um gigantesco esquema de desvio da maior empresa do país, uma estatal sob o comando de políticos ou apaniguados. Ninguém foi “passivo” nesse abjeto relacionamento, típico do “capitalismo de estado”.

Logo, os receios de alguns liberais não se aplicam ao caso do “petrolão”. A Lei Anticorrupção existe justamente para casos assim. Era o momento de o Brasil mostrar que não tolera a impunidade, que está caminhando rumo aos modelos dos países mais desenvolvidos, que punem com rigor as empresas envolvidas em esquemas de corrupção deste tipo. A pessoa jurídica, não apenas a física, paga o preço por suas falcatruas com recursos públicos.

Mas eis que a tese da Petrobras como vítima inocente não colou, e o “clube das empreiteiras” reagiu, afirmando que foi a própria Petrobras que montou o esquema e exigiu o pagamento de propinas para fazer negócios – bilionários – com a estatal. Diante da nova tese – bem mais crível – o governo percebeu que a chapa iria esquentar para o seu lado. Não seria possível mexer com tantos tubarões impunemente, ainda mais com tubarões que financiaram a campanha do PT.

Ciente do novo quadro, o governo já ensaia uma aproximação diplomática. A própria presidente Dilma, em seu primeiro discurso depois de semanas em constrangedor silêncio, disse que os indivíduos devem pagar pelos crimes, não as empresas. O argumento, pasmem!, leva em conta o impacto da aplicação da lei na economia. Criou-se o conceito de “grande demais para punir” em nosso país, sob o aval da Chefe de Estado.

Como se não bastasse a própria Presidente da República ignorar as leis e proteger empresas corruptas abertamente, seu ministro da Justiça veio atrás e fez o mesmo, também com a desculpa de que a economia sofreria muito. José Cardozo acha que as leis podem ser ignoradas se for para não afetar o crescimento econômico. O ministro da Justiça!

Em artigo publicado no Estadão, o jurista Modesto Carvalhosa chama a atenção para o absurdo da coisa, mostrando que temos uma Lei Anticorrupção “virgem” e uma presidente que, não obstante discurso contrário, age de forma conivente. Diz ele:



O jurista vai direto ao ponto ao acusar a presidente de crime de responsabilidade, e ainda explica que seu argumento pragmático econômico é ignorante, pois o Brasil precisa respeitar os acordos jurídicos internacionais, o que poderá levar a uma multa e uma punição ainda maiores para essas empresas. Se o governo brasileiro quer bancar o “bonzinho” e o cúmplice dessas empreiteiras e da Petrobras, o governo americano certamente agirá de outra forma.

O editorial do Estadão também mencionou o caso, concluindo que a presidente Dilma escolheu seu lado, e não foi o da lei:



É complicado ter uma presidente que se coloca do lado do crime, não da lei. Quem quer que analise seu histórico, verá que não se trata de uma novidade. Dilma foi terrorista no passado, participou de grupos armados que roubavam e matavam. Se naquela época havia a desculpa de combate ao regime militar, qual a desculpa de hoje? Combater a crise econômica causada por seu próprio governo incompetente?

É assustador viver num país em que a própria presidente rasga as leis que sanciona, de acordo com as conveniências do momento e de seu partido. Se os próprios governantes são cúmplices, estão mancomunados com as grandes empreiteiras e lutam contra a aplicação das leis do país, então quem vai defender o Estado de Direito? Só mesmo um impeachment pode salvar o Brasil…

Ronaldo Caiado: Dilma fez uso da máquina pública para fins eleitorais!

A presidente Dilma adora ser recordista. Recordista do baixo crescimento, recordista do pior rendimento na Bolsa, recordista na suspensão de direitos trabalhistas e agora Dilma Rousseff superou todos mais uma vez: se tornou a única presidente a conseguir apresentar déficit primário desde 1997, início da série histórica. O governo central apresentou um déficit de R$ 17 bilhões em 2014, isso é quase R$ 100 bilhões de diferença para o superávit registrado em 2013. Mas como o governo conseguiu aumentar tanto seus gastos em apenas um ano, justamente em ano eleitoral? Seria coincidência? Não! Uso da máquina pública para fins eleitorais!


As contas da presidente Dilma Rousseff fecharam 2014 com um déficit primário de 17,242 bilhões de reais
VEJA.ABRIL.COM.BR

Ossami Sakamori: Dilma mente sobre situação do Brasil






Estou envergonhado da nossa presidente da República. Assisti ontem, o pronunciamento dela dirigido para os 39 ministros do seu gabinete, transmitido ao vivo pelos canais de televisão. Primeiro porque ela fez discurso lendo o texto colocado no teleprompter. Deu para ver que o texto é do marqueteiro João Santana. Sei que é texto do marqueteiro porque ela só falou mentira. Foi até cômico ela dar delay na sua fala quando o teleprompter dava delay. 


Como sempre, Dilma culpa o governo do FHC, pelos erros de há 13 anos atrás. Só ela que é a bacana da vez. Torna-se ridículo analisando o conteúdo do discurso. Ela só não diz porque em 12 anos não consertou os erros do FHC, se é que ela o critica. Dilma deve ter tido amnésia após eleições do ano passado. Esqueceu tudo que prometera na campanha eleitoral do ano passado e anuncia medidas completamente diversas dos discursos pronunciados.


Dilma é arrogante! Não admite que errou na política econômica no seu primeiro mandato. Além de tudo, esquece de que hoje, pratica tudo aquilo que acusou o opositor Aécio Neves de querer praticar, em matéria de política econômica. Para não errar novamente contratou o banqueiro e tucano Joaquim Levy para comandar o Ministério da Fazenda para implementar política econômica totalmente inverso daquilo que pregou.


Dilma volta a dizer que os culpados são os países como os EEUU e a China. No passado a culpada era a Angela Merkel da Alemanha. Disse ela que os EEUU estão crescendo pouco, por isso a crise mundial de commodities. Disse que a China teve menor crescimento dos últimos 24 anos. Falou a Dilma como se os americanos e chineses fossem os culpados do nosso baixo crescimento. 


A acusação da Dilma em relação aos EEUU e aos chineses sobre o baixo crescimento, chega a ser ridículo. Os EEUU devem terminar o ano de 2014 com o crescimento do PIB acima de 2,5%. Culpou os chineses de crescerem pouco. Creio que a Dilma não sabe quanto cresceu a China. A China cresceu em 2014, nada menos que 7,4%. E o Brasil cresceu quanto? Não fechou a conta do PIB de 2014, mas o País deve crescer entre 0,12% e 0,13%. 


Outro ponto que fez destaque foi em relação à corrupção. Ela prega tolerância zero. Diz ela que vai mudar até as leis para colocar os malfeitores na cadeia. Disse ela que será implacável com a corrupção. Uai, não entendi essa. Dilma não foi chefe da gangue que praticou a maior rapinagem na Petrobras? Ela foi ministra de Minas e Energia, chefe da Casa Civil e presidente do Conselho de Administração da Petrobras, durante o período do governo Lula. Assim mesmo, a Dilma se porta como se nada tivesse a ver com a maior ladroagem da história do País.


Foi a Dilma quem nomeou a Graça Foster para presidência da Petrobras em 2011 e faz questão de mantê-la no cargo para o período que inicia agora. Não entendi nada sobre a tolerância zero na corrupção, se ela própria é chefe da facção criminosa que praticou e pratica ladroagem na Petrobras. Com certeza, Dilma será indiciada no caso Pasadena nos EEUU.


Se Dilma quer mesmo praticar a tolerância zero contra a ladroagem na Petrobras e outros órgãos como a Eletrobras, deveria pegar deixar o cargo de presidente da República. Se a presidente Dilma não tomar atitude de renúncia o povo se encarregará de pressionar o Congresso Nacional para votar o seu impeachment. 


Dilma, mente vergonhosamente! Dilma não merece o meu respeito e nem o respeito do povo brasileiro como pessoa humana. Nós a obedecemos, apenas e tão somente, naquilo que a Carta Magna manda obedecer.



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