A MILÍCIA BOLIVARIANA DO PT

A MILÍCIA BOLIVARIANA DO PT
AgroBrasil - @gricultura Brasileira Online
Ofereci meus ombros. Como escada ele subiu. Abri o caminho para ele passar. Na hora da porrada a cara era a minha. Fui seu irmão seu amigo e companheiro... Um dia encontrou comigo. Me deu um beijo. Virou as costas e partiu. Lembrei de Jesus e as 30 moedas"
Poema do mensaleiro João Paulo Cunha que revela a mágoa em relação ao ex-presidente LULArápio.
"Anos atrás recebi do então governador de Brasília Cristovam Buarque o ‘premio manuel bonfim’, atribuído ao meu livro "Chatô, o rei do Brasil". Já pedi à Marília para localizar a placa de prata. Vou devolver. de golpista não quero nada. Nem prêmio".

Escritor Petralha Fernando Morais

“Que pena que nossos gênios estejam tão obtusos. E tão viciados no aparelhamento. O PT corrompeu mais do que a política, corrompeu a inteligência e o caráter. E aos poucos vão mostrando que a volta da Dilma por mais dois anos, com essa gente, vai embrutecer o País e seguir se apropriando do Estado. Pior que não tem juiz Moro para este tipo de roubo: da inteligência e do caráter. Ele não falou em devolver os dez mil que recebeu do prêmio. Na época eram dez mil dólares. Nem o que ele fazia no governo do Quercia".

Senador Cristovam Buarque

+ LIDAS NA SEMANA

quarta-feira, dezembro 17, 2014

Sites pagos pelo governo mentem para limpar a imagem de Lula: Veja o caso do triplex no Guarujá



Veja como mentem os sites CHAPA BRANCA, bancados com dinheiro público para defender os PETRALHAS.



O site BRASIL247 (observe que 2+4+7=13) recebeu do governo R$ 220 mil em 2011, R$ 407 mil em 2012 e R$ 1,087 milhão em 2013.












AGORA VEJA A VERDADE:

Mulher de Lula buscou pessoalmente as chaves do triplex no Guarujá


Embora alegue que ainda não decidiu sequer se manterá o imóvel, Dona Marisa integrou grupo de condôminos que retiraram as chaves com OAS, diz jornal



Marisa Letícia, mulher do ex-presidente Lula, buscou pessoalmente as chaves do triplex na praia de Asturias, no Guarujá. É o que informaram moradores e funcionários do condomínio ao jornal O Globo. A entrega foi feita em 5 de junho pela construtora OAS. Em nota divulgada na sexta-feira passada, o Instituto Lula afirmava que Marisa ainda não havia decidido se manteria o apartamento ou pediria ressarcimento do valor investido no imóvel.

O imóvel foi comprado por meio da Bancoop (a Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo), acusada de irregularidades e de deixar mais de 3 mil associados sem receber seus apartamentos. O condomínio foi construído pela OAS, uma das empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato, que investiga pagamento de propina a partidos políticos por meio de contratos com a Petrobras. Segundo reportagem de O Globo, o apartamento foi entregue em dezembro de 2013, mas as obras de acabamento terminaram apenas na semana retrasada.

“Todos pegamos as chaves no dia 5 de junho, inclusive dona Marisa”, afirmou ao jornal Lenir de Almeida Marques, casada com Heitor Gushiken, primo do ex-ministro de Lula Luiz Gushiken, morto no ano passado.

A construção do edifício de Lula só terminou porque a empreiteira OAS foi contratada por João Vaccari Neto, presidente da Bancoop até 2010 e atual tesoureiro do partido, para concluir o projeto, que estava parado assim como a maior parte das obras financiadas pela cooperativa. Para que o empreendimento fosse concluído, cada morador teve que pagar um adicional de 120.000 reais.

Segundo uma imobiliária local ouvida pelo Globo, o apartamento de 297 metros quadrados, à beira-mar, é avaliado entre 1,5 e 1,8 milhão de reais. Ele conta com um elevador privativo que serve os três andares do apartamento. Na declaração de bens do ex-presidente em 2006, quando disputou a reeleição, ele confirmou ter pago naquele ano 47.695,38 reais à Bancoop pelo imóvel. 

Enquanto o imóvel de Lula está pronto para ser habitado, mais de três mil famílias associadas à Bancoop não tiveram a mesma sorte. A cooperativa dos bancários lançou 57 empreendimentos, sendo que 18 foram descontinuados – do restante, 14 ficaram inacabados. A Bancoop foi fundada em 1996 e tinha o ministro das Relações Institucionais do governo Dilma Rousseff, Ricardo Berzoini, como diretor técnico, e João Vaccari Neto como diretor do conselho fiscal.

Em 2010, reportagem de VEJA revelou que o Ministério Público quebrou o sigilo da Bancoop e descobriu que seus dirigentes lesaram milhares de associados, ao que tudo indica para montar um esquema de desvio de dinheiro que abasteceu a campanha de Lula em 2002. Pessoas ligadas ao PT sacaram ao menos 31 milhões de reais na boca do caixa. Houve, ainda, quebra de sigilo das contas de Vaccari.

Os promotores descobriram que, na gestão do ex-tesoureiro do PT, empresas fantasmas foram criadas para interceptar parte dos 460 milhões de reais captados pela cooperativa ao longo dos anos. Segundo o promotor José Roberto Blat, a cooperativa deu um prejuízo aos 8.000 associados de pelo menos 100 milhões de reais. Quebrada, a cooperativa deixou uma dívida total avaliada em 86 milhões de reais.

Fonte: Veja.com

REINALDO AZEVEDO: Oposição vai à luta. É o caminho! Cada um no seu quadrado





O papel da oposição é opor-se. Cabe ao governo governar. Cada um no seu quadrado, como dizia a molecada até outro dia. Quando um governo quer ser oposição e quando uma oposição quer ser governo, é o eleitor que está sendo traído. Está em curso no Brasil, sim, há muitos anos, um projeto que busca a hegemonia política, segundo as iluminações malignas do teórico comunista Antonio Gramsci, que busca fazer com que um partido tome o lugar da sociedade e se instale como um imperativo categórico, de modo que se torne impossível pensar fora dos parâmetros que ele define.

Muito bem! Esse partido — no caso, o PT — pode ter os delírios que quiser. Cabe a quem se opõe a ele resistir, cumprindo o seu papel, exercendo o mandato que lhe conferiu a sociedade. Sim, meus caros leitores, a oposição também ganha a eleição, também ganha um mandato: passa a ter o privilégio de representar a voz dos descontentes. E só assim a democracia é democracia. Desde, é claro, que todos aceitem jogar as regras do jogo, sem aventuras extralegais.

O PSDB decidiu apresentar ao TSE, nesta quarta, uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral que, a depender do desdobramento, pode resultar no pedido de cassação do próximo mandato da presidente Dilma Rousseff. Tentativa de golpe? Inconformismo com as regras da democracia? Sabotagem? Não! Apenas o exercício da lei. Se ficarem comprovadas irregularidades, que se siga o que está escrito.

Há uma novidade em curso no Brasil, considerados os últimos 12 anos. Os que se opõem ao lulo-petismo também descobriram as ruas. A exemplo dos ditos movimentos sociais, que são apenas franjas do PT e seus satélites, que pareciam ser a única voz do país até outro dia, não são milhões de pessoas, mas apenas alguns milhares os que ocupam o espaço público. Mas vocalizam descontentamentos de verdadeira legiões.

Numa democracia, respeitados os parâmetros legais, todo pleito é legítimo, inclusive, sim, o pedido para que Dilma seja alvo de um processo de impeachment. Para tanto, terá de ficar evidenciado que ela sabia das lambanças da Petrobras e nada fez para pôr um fim à bandalheira — ou, pior ainda, que foi beneficiária da sem-vergonhice.

A oposição também vai fazer um relatório paralelo à peça de surrealismo explícito de Marco Maia (PT-RS), o relator da CPMI da Petrobras, e deve incluir a responsabilização de Dilma Rousseff. É evidente que o texto não será aprovado, mas os que elegeram o PSDB como o porta-voz de suas esperanças e de suas aflições terão uma satisfação.

Um partido de oposição deve dizer “não” a tudo aquilo que propõe o governo, mesmo quando as alternativas apresentadas são boas para o povo e para o país? A resposta é negativa. Essa é a oposição de padrão petista, que se opôs ao Plano Real, à Lei de Responsabilidade Fiscal, às privatizações, à necessária reforma da Previdência. Uma oposição qualificada age de outra maneira e analisa o mérito do que está sendo proposto.

Ocorre que, quando o PSDB pede a investigação de ilícitos eleitorais ou quando cobra a responsabilidade da presidente Dilma no descalabro da Petrobras, não está apostando no “quanto pior, melhor”. Ao contrário: está exigindo que o Poder cumpra as leis. E, convenham, sempre que os homens públicos são chamados às suas responsabilidades, melhor. Exigir que tudo venha às claras é apostar no “quanto melhor, melhor”.

Deputado do DEM apresenta pedido de indiciamento de Graça Foster





NA FOLHA EM 17/12/2014


O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) pediu à CPI da Petrobras o indiciamento de Graça Foster, presidente da estatal, e de diretores e ex-integrantes da cúpula da companhia.

O parlamentar apresentou o chamado voto em separado, para contrastar com o relatório do deputado Marco Maia (PT-RS), que não determinou nenhum indiciamento.

O documento assinado por Onyx Lorenzoni acusa de terem cometido ilegalidades o ex-presidente José Sérgio Gabrielli; o atual diretor de Abastecimento, José Carlos Cosenza; os ex-diretores Paulo Roberto Costa, Renato Duque, Nestor Cerveró e Jorge Luiz Zelada.

O deputado oposicionista pede ainda o indiciamento do ex-gerente Pedro Barusco.

Entre os crimes listados no parecer de Lorenzoni há corrupção passiva e ativa, peculato, fraude à licitação e formação de organização criminosa.

A sessão da CPI prevista para ocorrer na manhã desta quarta-feira (17) foi adiada para as 14h30 e deve começar em instantes.

Além do voto em separado de deputado do DEM, outros parlamentares da oposição vão apresentar um relatório paralelo ao de Marco Maia.

Nele, devem propor novas punições, inclusive a agentes públicos como o deputado Luiz Argôlo, do Solidariedade da Bahia; ao ex-deputado André Vargas (PR-sem partido) e ao tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

Os relatórios paralelos da oposição não devem ser votados se a CPI não aprovar o documento oficial, elaborado por Maia.

"No PT, acredita quem quer", editorial do Estadão




O Partido dos Trabalhadores (PT), envolvido nos maiores escândalos de corrupção do Brasil na última década, está preocupado com sua imagem. Conforme dirigentes do partido discutiram em recente reunião da corrente majoritária da legenda "Partido que Muda o Brasil", o PT precisa agir para resgatar a aura "ética" que criou e cultivou nos primeiros anos de sua existência. Mais uma vez, os petistas apostam tudo na propaganda como forma de construção da realidade. No entanto, está cada vez mais claro que a imagem de partido que abriga corruptos não está associada ao PT à toa - e será preciso muito mais do que golpes de marketing para alterar essa percepção.


"É preciso passar o PT a limpo", disse Jorge Coelho, um dos vice-presidentes do partido, durante o encontro. A recomendação é pertinente, mas é difícil de acreditar que haverá qualquer esforço autêntico para que essa limpeza seja realmente realizada. Não se trata de ceticismo, mas de constatação: basta lembrar que os principais dirigentes do partido envolvidos no escândalo do mensalão, por exemplo, foram tratados pela militância e pelos líderes petistas como "presos políticos" e "guerreiros do povo brasileiro".

Agora, com a roubalheira na Petrobrás sendo exposta em detalhes sórdidos, para dar a impressão de que não tolera corrupção, o PT aprovou uma resolução segundo a qual os filiados envolvidos em falcatruas serão expulsos. Tal disposição para lidar com os malfeitores como se deve, dizem os dirigentes petistas, ficou comprovada pela posição adotada pelo partido no processo contra o deputado André Vargas na Câmara. A bancada do PT foi orientada a votar a favor da cassação do ex-petista, denunciado por sua ligação com o doleiro Alberto Youssef, pivô do escândalo da Petrobrás. "Quando o PT pede a cassação do André, dá um exemplo concreto", disse o presidente nacional do partido, Rui Falcão.

A singela narrativa petista, contudo, tem falhas de roteiro. A principal é que Vargas estava havia mais de 20 anos no partido, sendo uma de suas principais lideranças. Por essa razão, é preciso muito esforço para crer que, na cúpula petista, ninguém soubesse de suas traquinagens. O fato é que Vargas perdeu apoio no PT somente quando o escândalo que o envolvia começou a ameaçar os planos eleitorais do partido - e então ele foi pressionado a abandonar a legenda à qual prestou tantos serviços, entre os quais desqualificar os ministros do Supremo Tribunal Federal que condenaram os caciques petistas à prisão no caso do mensalão.

Como o resgate da imagem "ética" do PT não pode ter contradições como essa, o partido decidiu criar uma TV na internet para dar a sua versão dos fatos. O projeto se alinha à tese segundo a qual foi a imprensa que criou o mito da corrupção petista e que é necessário mostrar ao País que, ao contrário do que sugere o noticiário diário, o PT não é conivente com as fraudes e os desvios de dinheiro público. A esse propósito - e fica aqui a sugestão de pauta para a TV petista -, seria interessante conhecer a versão do partido para a manutenção de João Vaccari Neto como seu tesoureiro, a despeito das inúmeras denúncias de seu envolvimento com o escândalo da Petrobrás.

Toda essa mobilização marqueteira tem um único propósito: salvar a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência em 2018. O recurso à nostalgia petista em relação a seu passado imaginário, no qual o partido se apresentava como uma forma de ruptura em relação a "tudo o que está aí", é articulado diretamente pelo ex-presidente. No 5.º Congresso do PT, por exemplo, Lula disse que os que não têm "compromisso ético" devem sair do partido.

Na mesma ocasião, o ex-presidente reconheceu que o PT "comete erros", mas isso é resultado de seu gigantismo, pois, segundo suas palavras, "não existe no mundo nenhuma experiência política mais bem-sucedida do que o PT". Foi esse portento, segundo o ex-presidente, que criou os instrumentos para acabar com a roubalheira no Brasil - até a delação premiada, que está na legislação desde 1990, foi citada por ele como obra petista. É assim, com esse nível de mistificação, que Lula e seus correligionários querem fazer o País acreditar que o PT, ao contrário das evidências, é um campeão da luta contra a corrupção.

BLOG DO CORONEL: Lula e Marisa tentam esconder que já estão com as chaves da luxuosa cobertura triplex construída pela Bancoop. Milhares de "companheiros" brigam na Justiça para receber apartamentos. Há cinco anos!

Os velhos companheiros Lula e Marisa já receberam seu triplex, enquanto os velhos companheiros da Bancoop continuam na rua da amargura. Nada a ver com os velhos tempos...


Dona Marisa Letícia Lula da Silva, mulher do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pegou pessoalmente, no último dia 5 de junho, as chaves do apartamento tríplex que o casal comprou no Edifício Solaris, na Praia das Astúrias, no Guarujá, avaliado entre R$ 1,5 milhão e R$ 1,8 milhão. A informação é de moradores do condomínio, que também pegaram as chaves de seus apartamentos naquele dia, distribuídas pela OAS, a construtora que finalizou as obras do empreendimento. O edifício foi construído originalmente pela Cooperativa dos Bancários de São Paulo (Bancoop), que, inadimplente, contratou a OAS para terminar o prédio, com 112 unidades, incluindo a do casal Lula da Silva. Acusada de irregularidades, a Bancoop deixou três mil associados sem receber os apartamentos.


— Todos pegamos as chaves no dia 5 de junho, inclusive dona Marisa — disse ao GLOBO ontem Lenir de Almeida Marques, casada com Heitor Gushiken, primo do ex-ministro Luiz Gushiken, morto em 2013 e que foi também presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo. Lenir é proprietária de um apartamento no segundo andar, no mesmo Edifício Solaris, onde Lula tem o tríplex. Funcionários do empreendimento também confirmam que dona Marisa já está de posse das chaves.


No dia 7 passado, O GLOBO publicou reportagem mostrando que o casal já tinha recebido o imóvel, no qual fazia obras. Ouvido, o Instituto Lula disse que Lula declarara ao TSE, em 2006, ter adquirido cotas do apartamento. Na sexta passada, porém, o instituto divulgou outra nota com uma versão diferente do que dissera uma semana antes. A nova nota dizia apenas que a obra foi entregue pela construtora em 2013, e que dona Marisa teria adquirido o apartamento numa cota da Bancoop, não tendo decidido ainda se manteria o imóvel ou o devolveria com pedido de ressarcimento do valor investido.


Ontem, questionado sobre o fato de que dona Marisa já pegou as chaves, o Instituto Lula se recusou a comentar e informou apenas que continuaria valendo a nota que publicou em seu site na última sexta. “Neste processo, todos os cooperados puderam optar por pedir ressarcimento do valor pago ou comprar um apartamento no empreendimento. À época, Dona Marisa não optou por nenhuma destas alternativas esperando a solução da totalidade dos casos dos cooperados do empreendimento. Como este processo está sendo finalizado, ela agora avalia se optará pelo ressarcimento do montante pago ou pela aquisição de algum apartamento, caso ainda haja unidades disponíveis. Qualquer das opções será exercida nas mesmas condições oferecidas a todos os cooperados”, escreveu o Instituto Lula na sua segunda nota sobre o caso. 


IMÓVEL JÁ TERIA PASSADO POR REFORMAS
Apesar disso, porém, moradores do prédio já tinham dito que o casal vem fazendo obras no local. Ontem, um dos funcionários do condomínio disse, sob anonimato, que o imóvel de Lula não só já teve as chaves entregues como também passou por reformas. — Construíram até um elevador privativo para o apartamento do Lula — disse o funcionário. Lenir e Heitor fizeram questão de dizer que não tiveram privilégio algum pelo parentesco com Gushiken.


A nota em que o Instituto Lula diz que o casal ainda não decidiu se ficará ou não com o imóvel foi recebida com estranheza por Marcos Migliaccio, da Associação das Vítimas da Bancoop: — A nota nos chama atenção porque, com a incorporação da OAS, não foi dada a ninguém a possibilidade de esperar cinco anos pelo término das obras para depois então escolher o que fazer. Não havia possibilidade de se esperar por uma solução da totalidade dos casos, como foi dito na nota, pois a aquisição da unidade era especificada desde o inicio da obra em 2010. Teve caso em que a OAS moveu ação de imissão de posse para desalojar quem era cooperado da Bancoop e já estava morando no prédio inacabado. (O Globo)

EMBRAPA: Alimentos biofortificados são produzidos na Borda Oeste do Pantanal





Cultivares mais nutritivas chegam à lavoura do produtor e terminam na mesa do brasileiro



Toninho, ou Antônio da Rocha, é produtor rural há mais de 30 anos. Dono do sítio Sopé de Morro, localizado no assentamento Tamarineiro 1 – próximo à fronteira com a Bolívia em Corumbá, MS, Toninho trabalha com o programa de merenda escolar do município desde 2011, fornecendo produtos para alguns colégios. Para ter uma produção diferenciada nos próximos anos, o produtor conta que investiu em uma alternativa desenvolvida pela Embrapa: os alimentos biofortificados. “Quero ter um produto melhorado em termos de qualidade nutricional para ter um preço melhor, me estabelecendo dentro do programa e ampliando as escolas que eu posso atender”, diz Toninho.

Os alimentos biofortificados possuem mais nutrientes (entre eles, ferro, zinco e vitamina A) e boas características agronômicas, como produtividade, resistência à seca e a doenças. Eles são criados a partir de cruzamentos convencionais, resultando em alimentos saborosos, macios e coloridos – o que atrai, inclusive, a preferência das crianças. As informações são do site da Rede Biofort (www.biofort.com.br). A rede reúne os projetos de biofortificação coordenados pela Embrapa, que atualmente envolvem mais de 150 profissionais em 11 estados do país com o objetivo de combater a “fome oculta” nas populações carentes – ou seja, a carência de micronutrientes necessários para uma dieta saudável.



Do laboratório ao campo

Para incluir esses alimentos na produção do sítio, o produtor Toninho plantou batata doce, milho e duas variedades de feijão biofortificados, Pontal e Cometa, em um campo de multiplicação de sementes este ano. Os feijões foram enviados pela Embrapa Milho e Sorgo, de Minas Gerais, para o Mato Grosso do Sul. Em Corumbá, José Aníbal Comastri Filho, chefe adjunto de transferência de tecnologia da Embrapa Pantanal, e Frederico Lisita, pesquisador da instituição, acompanharam o plantio, desenvolvimento, colheita e armazenamento das sementes. “Nós analisamos a produtividade, suscetibilidade a doenças, adaptação ao clima”, diz Frederico. “Assim, podemos analisar o desenvolvimento das cultivares em diferentes assentamentos da região”.

Apesar de 2014 ter sido um ano com chuvas irregulares, Toninho conta que os pés de feijão cresceram saudáveis e produtivos. “Esse Pontal, por exemplo, me deu uma qualidade de grão excelente em termos de tamanho e robustez”, diz o produtor. Segundo o pesquisador Frederico, “praticamente, não ocorreram doenças aqui. Isso é muito importante porque mostra que as variedades são resistentes e adaptadas à nossa região”. A ideia deu tão certo que Toninho espera repeti-la no ano que vem. “Vamos guardar todas as sementes que colhemos para plantar de novo em 2015. A partir daí, a gente deve fornecê-las aos produtores interessados nas variedades. Também queremos abastecer a rede pública escolar de Corumbá e Ladário com esses alimentos”, conta o produtor.



Transferência de tecnologia

José Heitor Vasconcellos, analista da Embrapa Milho e Sorgo, ressalta o cenário favorável ao plantio dos biofortificados para pessoas como Toninho. “Como os produtores estão com alimentos de melhor qualidade e as prefeituras têm que comprar 30% do material da merenda da agricultura familiar, isso se torna um poder de barganha grande”, afirma. Para que histórias como essa se repitam, o trabalho da Rede Biofort é desenvolvido há cerca de 10 anos no Brasil. Entre os próximos objetivos da Rede estão o desenvolvimento de novas cultivares, o aumento do número de pessoas beneficiadas por esses alimentos e a continuação da transferência de tecnologia para as diversas regiões brasileiras, além de outros países da América Latina e África.



O pesquisador Frederico Lisita fala da importância da iniciativa para os pequenos produtores do Mato Grosso do Sul. “A gente deseja ampliar essa parceria e trazer mais variedades para oferecer opções de plantio aos agricultores locais”, conta. José Heitor completa: “a quantidade de pessoas que têm alimentação com deficiência no mundo é muito grande. A ausência dos micronutrientes provoca anemia, baixa resistência do organismo, problemas de visão. A nossa ideia é levar esses alimentos para ajudar o produtor, as famílias e escolas que não têm condições de ter uma alimentação saudável. Estamos introduzindo esses produtos na mesa do brasileiro para fazer com que esses problemas sejam minimizados”, finaliza Heitor.





Texto e imagens: Nicoli Dichoff - Mtb 3252/SC
Núcleo de Comunicação Organizacional (NCO)
Embrapa Pantanal/ Corumbá - MS 
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa
Telefones: +55 (67) 3234-5957/ +55 (67) 

BLOG DO CORONEL: PSDB no TSE contra diplomação de Dilma.






Do Painel da Folha, sob o título parcial "Tapetão natalino", como se não houvesse motivos para que o partido conteste a diplomação de Dilma e como se a lei não desse esta prerrogativa ao PSDB:


O PSDB decidiu apresentar hoje ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral para pedir a cassação do próximo mandato de Dilma Rousseff por abuso de poder político na campanha. Um dos exemplos citados para justificar a representação será a suspeita de que os Correios favoreceram a entrega de material gráfico da candidatura petista. A ação precisa ser apresentada antes da diplomação da petista, que está marcada para amanhã. 



3 em 1
A nova ofensiva tucana no TSE inclui ainda representação por irregularidades no financiamento de campanha e Ação de Impugnação de Mandato Eletivo. 


Destinatário
Esse tipo de ação é de competência do corregedor-geral eleitoral, o ministro João Otávio de Noronha, conhecido por ter boas relações com o PSDB. 


Preventivo
O PSDB, que vem dizendo que não incentivará movimentos pelo impeachment de Dilma, quer ter com essas ações uma carta na manga para, caso se comprove ligação das contas da campanha com o escândalo da Petrobras, pedir a cassação. 


Outro front
Também hoje, no relatório alternativo na CPI da Petrobras, os tucanos pedirão a responsabilização civil de todos os membros do conselho da estatal que aprovaram a compra da refinaria de Pasadena, ente eles Dilma.


Aécio obtém vitória contra o PT em projeto que transforma Bolsa Família em programa de Estado




O presidente nacional do PSDB e senador Aécio Neves obteve mais uma vitória contra o PT no projeto que transforma o Bolsa Família em programa de Estado. Nesta terça-feira (16), o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB), acatou pedido do senador mineiro e anulou os efeitos da votação de quatro requerimentos apresentados por parlamentares petistas para atrasar a tramitação do projeto.

De autoria de Aécio, o PLS 448 torna o programa Bolsa Família um benefício garantido aos brasileiros pela Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS). O projeto tramita desde 2013 e sempre contou com a oposição do PT.

A decisão de Renan anulou os efeitos dos requerimentos 592, 593, 594 e 595 de 2014. Os dispositivos atrelavam o PLS 448 a outro projeto e o colocava para ser apreciado por mais duas comissões, a de Direitos Humanos e Legislação Participativa e a de Assuntos Econômicos.

Segundo o presidente do Senado, a votação dos requerimentos, realizada no dia 20 de novembro deste ano, ocorreu sem o acordo da liderança do PSDB para que a matéria fosse apreciada. “Com referência a questão de ordem levantada pelo senador Aécio Neves, e deferida por esta presidência, torna sem efeito a votação dos requerimentos 592, 593, 594, 595, de 2014, ocorrida na sessão do dia 20 de novembro passado, à respeito dos projetos de lei do Senado nº 448 e nº 458 de 2013, em virtude de ausência de acordo da liderança do PSDB para que aquela a matéria fosse apreciada”, anunciou Renan Calheiros.

Para Aécio, a decisão do presidente do Senado faz valer o Regimento Interno da Casa. “Agradeço e cumprimento vossa excelência por cumprir o regimento desta casa. Esperamos discutir esta matéria com a presença dos parlamentares no horário previsto no regimento. É uma demonstração de Justiça e de respeito à lei maior que rege as nossas relações”, afirmou Aécio Neves.

Fonte: PSDB

Fernando Rodrigues: Petrobras, BB e Caixa lideram gastos de publicidade para mídia alternativa





Fernando Rodrigues 17/12/2014



De 2010 a 2013, as três estatais gastaram R$ 17 milhões com publicações de audiência limitada

As 3 empresas estatais do governo federal que lideram os gastos publicitários da administração indireta também são responsáveis por um volume respeitável de publicidade digital em veículos de audiência limitada na internet.

Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal gastaram, de 2010 a 2013, a soma de R$ 17 milhões publicando anúncios em meios de comunicação como “Opera Mundi" , “Dinheiro Vivo”, “Conversa Afiada” e “Carta Maior”.

Em abril de 2013, o governo publicou um artigo no site “Observatório da Imprensa” no qual a Secom argumentava que praticava o que chama de “mídia técnica”: cada veículo receberia verbas de publicidade de acordo com a proporção de sua audiência.

Agora, com as informações fornecidas por força da Justiça, fica claro que os critérios não são lineares e a chamada “mídia técnica” não é uma praxe em todos os setores da administração pública federal.

Empresas como Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal usam critérios obscuros para comprar espaços publicitários.

Tome-se o caso do site “Conversa Afiada”, do jornalista Paulo Henrique Amorim. Sua audiência foi de 236 mil visitantes únicos em dezembro de 2013, ano em que recebeu R$ 618,2 mil em verbas do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.

Para ter a audiência de 1 leitor por mês no site de Paulo Henrique Amorim, os dois bancos estatais juntos gastam R$ 2,60 por ano (valor de 2013).

Como comparação, tome-se o portal Terra, cuja audiência foi de 24,9 milhões de visitantes únicos em 2013, ano em que recebeu R$ 5,5 milhões de verbas publicitárias federais. Para ter 1 leitor por mês, em média, as estatais federais tiveram de pagar apenas R$ 0,22 por ano. No caso do UOL, que é o portal líder na internet brasileira, o custo para ter 1 leitor por mês cai para R$ 0,21 por ano.

Dito de outra forma, as estatais gastam cerca de 1.100% a mais para atingir um leitor no site Conversa Afiada do que em portais como o UOL ou Terra –de acordo com dados de dezembro de 2013.

Com algumas variações, essa relação se repete em outros veículos digitais de audiência limitada.

Os sites do jornalista Luis Nassif (Agência Dinheiro Vivo e Jornal GGN, entre outros endereços) recebem verbas federais de publicidade desde o ano 2000. Foram R$ 3,952 milhões até 2013, segundo dados fornecidos pela Secom.

Em dezembro de 2013, os sites Advivo e Dinheiro Vivo não tiveram audiência representativa e não aparecem na ferramenta de monitoramento da Nielsen, empresa que faz esse tipo de acompanhamento. O Jornal GGN, que também hospeda Luis Nassif, registrou 279 mil visitantes únicos no último mês de 2013. Os sites onde atua o jornalista tiveram verbas publicitárias federais naquele ano de R$ 806,3 mil. Isso significa que as estatais juntas gastaram R$ 2,9 por ano para cada leitor mensal que visitou os sites de Nassif em 2013.

No caso do Opera Mundi, dirigido pelo jornalista Breno Altman, a relação custo-benefício indica que o valor médio de um leitor por mês é de R$ 2,11 ao ano.

O Carta Maior, “publicação eletrônica multimídia” que defende uma “mídia democrática no Brasil”, teve uma audiência de 100 mil visitantes únicos em dezembro de 2013. Como recebeu R$ 512 mil de empresas estatais federais naquele ano, entrega um leitor mensal ao custo de R$ 5,13.

Eis, a seguir, alguns anúncios captados em 8.dez.2014 em sites alternativos e de pouca audiência relativa. Todos têm em comum o forte apoio de empresas estatais federais, que competem no mercado para ter clientes e serem rentáveis. Neste mês de dezembro de 2014, muitos publicaram propaganda dos personagens “poupançudos da Caixa”:



Marco Villa: Reforma política, um engodo.




Artigo de Marco Villa em dezembro 15, 2014 

Entrevista ao jornal Opção de Goiânia:

Quanto mais mexer, menor a chance de ser votada no Congresso


Historiador Marco Antônio Villa afirma que financiamento público de campanha é para “enganar trouxa”, porque o PT tem formas próprias de se financiar, como o petrolão 


Historiador Marco Antonio Villa: “Denúncias de corrupção na Petrobrás vão se avolumando,
e a presidente Dilma joga o tema de reforma política no ar para desviar a atenção”

Cezar Santos

Há mais de uma década a reforma política está em tramitação na Câ­ma­ra dos Deputados. Dezenas de propostas sobre pontos específicos, como voto proporcional, majoritário, lista fechada, lista aberta, fidelidade partidária e coligações são discutidos. Entre os pontos mais polêmicos, está o financiamento público de campanha.

A expectativa é que o segundo mandato de Dilma Rousseff seja marcado pelo “desenroscar” dessa pauta, que ela disse ser uma de suas prioridades. “A primeira e mais importante deve ser a reforma política. Meu compromisso, como ficou claro durante toda a campanha, é deflagrar esta reforma, que é a responsabilidade constitucional do Congresso, e que deve mobilizar a sociedade por meio de um plebiscito”, afirmou em seu discurso de vitória da reeleição.

Mas há quem não acredite na realização desse compromisso, principalmente, pelas dificuldades políticas devido ao clima negativo da corrupção que virou verdadeira epidemia no governo federal. O historiador Marco Antonio Villa, um dos mais ácidos críticos dos governos petistas, afirma que, apesar da importância da reforma política, dificilmente o Congresso vai tratar desse tema em 2015. Isso porque, entre outras coisas, o petrolão chegando ao Su­premo Tribunal Federal (STF), esse tema tão complexo não entraria na agenda do Congresso. “Vai ser um salve-se quem puder quando o petrolão chegar lá (risos) no Congresso.”

Segundo o historiador — que integra a bancada de comentaristas do melhor telejornal da TV aberta brasileira, o Jornal da Cultura —, a discussão sobre reforma política nesse momento, quando o País passar por uma grave crise política, só serve para distrair a atenção, desviar o interesse daqueles que acompanham a cena política brasileira. Para ele, trata-se de mais uma jogada casuística da presidente Dilma, já que as denúncias de corrupção na Petrobrás vão se avolumando, e ela joga o tema de reforma política no ar, e aí se começa a falar em constituinte exclusiva para tratar de determinados pontos da Constituição, etc.

Marco Antonio Villa também duvida do resultado de uma reforma política que fosse realizada nas atuais circunstâncias. Segundo ele, quanto mais propostas sejam apresentadas, mais difícil será o debate efetivo e a consequente votação. “O fundamental é mexer o mínimo possível. Quanto mais extenso for o alcance da reforma política, menor a possibilidade de ela ser votada. Quanto mais propostas sejam apresentadas, mais o jogo fica embaralhado, o que torna menor a oportunidade de qualquer tipo de reforma.”

Villa lembra que 2015 será um ano de estagnação econômica, em que deveremos crescer no máximo 0,5%, variando de ze­ro a meio. Ele afirma que com a crise advinda do petrolão e seus desdobramentos, é difícil caminhar num projeto de reforma política, que atinge diretamente os partidos e diversos interesses corporativos e de negócios patrocinados por bancadas e por parlamentares. “Isso (votação) dificilmente ocorrerá.”
Cláusula de barreira

Mesmo cético com o desenlace da reforma política, o historiador Marco Antonio Villa não se furta a comentar o tema. Ele diz, por exemplo, que a cláusula de barreira seria uma verdadeira revolução. Os partidos teriam de ter um mínimo de votos em todo o País, dividido por número “x” de Estados, talvez em um terço das unidades da Federação, etc. “Se, por exemplo, o quociente mínimo nacional fosse 3%, puxa vida, diminuiria o excesso de siglas. No ano que vem, teremos 28 partidos representados no Congresso, o que é muito. Com a cláusula de barreira, se derrubaria seis ou sete partidos. Isso seria uma revolução.”

A depuração partidária, diz Villa, por um lado daria recursos do fundo partidário só a quem tem representação no Congresso, o que acaba com os partidos de aluguel que proliferam no País, a cada dois anos, a cada eleição. Por outro lado, começaria a dar unidade política e ideológica aos partidos, que com o passar das eleições passariam a ter cara, ideias. Isso é essencial para a democracia, diz.

E no caso daquele candidato que recebe votos suficientes, mas o partido não alcança a cláusula de barreira? Nesse caso, o candidato ingressaria numa federação. Ou seja, haveria uma federação no Congresso, de deputados eleitos por partidos que não conseguiram o quórum mínimo, de forma que eles não perderiam o mandato, respeitando a vontade do eleitor. E haveria um processo de transição por algumas eleições, até a fixação definitiva da cláusula de barreira.

Marco Antonio Villa lembra que, por incrível que pareça, a cláusula de barreira chegou a passar no Congresso e foi derrubada no Supremo Tribunal Federal (STF), porque era necessário um quórum constitucional no Con­gresso, para uma proposta de emen­da constitucional (PEC), porque havia alterações na Cons­tituição que tinham de ser discutidas. “O Supremo acabou agindo corretamente, porque o processo aprovado pelo Congresso Nacional foi defeituoso.”
Outras medidas, como mudança de voto, voto distrital, distritão, distrital misto ou proporcional, dificilmente serão adotadas no Brasil, acredita Villa. Também o voto facultativo, que tem sido muito discutido atualmente, dificilmente passará. “A verdade é que entre umas e outras, essas medidas não serão aprovadas.”


“PT fez atalho no financiamento de campanha e criou o petrolão para si”




Mendonça Neto e o tesoureiro do PT, Vaccari Neto: elos na corrente de corrupção montada na Petrobrás?

O historiador Marco Antonio Villa tece duras críticas à proposta do financiamento exclusivamente público de campanha, medida que está em julgamento no Supremo, e que tem sido vendida como se fosse uma panaceia, um remédio capaz de resolver todos os problemas do nosso sistema político-eleitoral. “É outro grave equívoco, porque o PT já tem uma maneira própria de financiamento, que é o petrolão. Isso ficou provado. En­quanto estava todo mundo discutindo formas de financiamento de campanha, o PT fez um atalho e criou o petrolão.”

Segundo o acadêmico, o desvio de dinheiro em contratos firmados pela Petrobrás com empresas se revelou uma forma de financiamento exclusiva para o PT, com um restinho de migalhas para o PMDB e o PP. “Mas o grosso do roubo vai mesmo para o PT, isso já foi confessado pelos delatores do esquema de roubalheira na Petrobrás. O senhor Mendonça Neto já disse que entregava ao Vaccari Neto, tesoureiro do PT, que mandava os representantes Tigrão, Melancia e Eucalipto para receber (as propinas). Veja que chegamos ao pon­to de Tigrão, Melancia e Eucali­pto se transformarem em referência para o País. A república petista enxovalhou nosso País.”

Marco Antonio Villa se refere ao executivo Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, da empresa Toyo Setal (envolvida no escândalo da Petrobrás), que firmou acordo de delação premiada e disse em depoimento à Justiça que parte da propina recolhida pelo suposto esquema criminoso na estatal foi repassada para o caixa do PT, por meio de doações oficiais, entre 2008 e 2011. Segundo Mendonça, os repasses começaram após uma reunião entre o empresário e o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, na sede do partido em São Paulo. Em acordo, teria sido estabelecido o valor de R$ 4 milhões em doações no período de três anos. Tigrão, Melancia e Eucalipto seriam intermediários nesse esquema.

“Portanto, financiamento público de campanha é uma falácia, é para enganar trouxas. É uma jogada, porque o PT tem outros meios de financiamento, como sindicatos. Eles arrumam mecanismos… a lei para o PT não serve para nada, ele ignora a lei. O PT tem um projeto criminoso de poder, usando a expressão do ministro do Supremo Celso Mello dita no julgamento do mensalão, e não está nem aí para a lei, para a Constituição, pouco se importa com isso”, afirma Villa.

Segundo o historiador, o que o PT quer é se manter ad aeternum no poder. Ele observa que o partido está, infelizmente, obtendo êxito até agora. Ele diz que vai chegar um momento em que “a casa cai, é sempre assim”. Villa diz que muitos acham que na história as coisas duram para sempre. Exemplifica com Hitler, na Alemanha, que imaginou o Reich de mil anos, mas só durou 12. “No Brasil, em 1940, quando do Estado Novo de Getúlio Vargas, imaginou-se que não ia acabar nunca, mas acabou cinco anos depois. Agora também, com o PT, logo vai haver uma virada e aí, depois, vai se ver o mal que isso fez ao País, o mal que significou a corrupção, a República carcomida.”

Felipe Moura Brasil: Software do governo contra crimes de ódio na internet é arma de propaganda e censura. Imprensa vai ajudar?

Veja este subtítulo de um blog do Estadão:




O anúncio do software do governo que supostamente vai mapear a ocorrência de crimes de ódio na internet já sai na imprensa com uma propaganda governista em destaque, em favor da ofensora inicial Maria do Rosário (PT-RS) e obviamente contra Jair Bolsonaro (PP-RJ), que reagiu a ela. (Veja post anterior.)

De acordo com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH), um rapaz postou foto em uma rede social “ameaçando a deputada Maria do Rosário de estupro”. Que rapaz? Qual é o nome dele? Foto de quê? Em qual rede? Cadê o print? Não tem!


‘Já está na hora de tirar esses crimes da rede’, diz Ideli Salvatti. Ela vai começar pelos MAVs do PT?

Ou seja: basta a ministra da SDH, Ideli Salvatti, vitimizar uma petista com um suposto crime associado à fala de um adversário político que os jornalistas da Agência Brasil aceitam o exemplo sem cobrar as devidas provas. Ideli saiu do Ministério da Pesca para pescar adversários do PT navegando nas redes. A imprensa inteira vai cair no jogo?

“Mais dois casos”, segundo a matéria, “tratam de um site nazista e outro que prega a violência contra mulheres.” Nazista é como os militantes virtuais do PT (os “MAVs”) chamam os críticos do partido. Violência contra mulheres foi um dos alvos da campanha da presidente Dilma Rousseff à presidência. Tudo isso é propaganda para mostrar como o governo é bonzinho (e só quer controlar a internet para o nosso bem, é claro).

Ou você acha que a SDH citaria crimes de ódio contra Jair Bolsonaro, Aécio Neves, Olavo de Carvalho (que Jandira Feghali chamou de “fascista”) e colunistas da VEJA? Na dúvida, ofereço para análise alguns prints dos xingamentos e ameaças que recebo diariamente.

Ideli ainda vai “documentar, avaliar os três casos” e “dar os encaminhamentos cabíveis, no sentido de tirar do ar, encaminhar para inquérito da Polícia Federal ou para providências do Ministério Público Federal” - não duvido que sem exibi-los à imprensa -, mas eu mostro os meus!

Pois é. Chega de ódio. Vou aguardar sentadinho Ideli encaminhar esses meus casos à Polícia Federal, quem sabe junto aos e-mails que avisavam Dilma e Graça Foster do Petrolão.


ALUIZIO AMORIM: 'ORÇAMENTO IMPOSITIVO', OU O JOGO DE INTERESSES DO PT, REFLETE A DEGENERAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS EM DIREÇÃO A UMA DITADURA BOLIVARIANA.




Com um impasse em torno da PEC do Orçamento Impositivo e da Medida Provisória 656, que tem como seu principal fiador o líder do PMDB, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o Congresso Nacional adiou novamente a sessão que iria votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2015. A análise da matéria, inicialmente prevista para as 19h desta terça-feira e posteriormente remarcada para as 22h, foi adiada para a manhã desta quarta-feira. E a sessão promete ser mais uma vez demorada: antes de deliberar sobre as propostas orçamentárias para o próximo ano, os congressistas terão de analisar os vetos presidenciais que passam a trancar a pauta a partir desta quarta. Conforme dita a Constituição, se não aprovarem a LDO, os parlamentares não poderão entrar em recesso. Do site de Veja

Deputado Ronaldo Caiado, Senador eleito, desponta como liderança oposicionista no Congresso.

CAIADO: A VIDA VALE MAIS QUE UM 'ORÇAMENTO IMPOSITIVO'
Em tramitação há mais de um ano no Congresso Nacional, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que institui o chamado Orçamento Impositivo teve a conclusão de sua votação novamente adiada na noite desta terça-feira – e, às vésperas do recesso parlamentar, a proposta segue com prazo indefinido para sair do papel. Os deputados chegaram a aprovar a matéria em primeiro turno, mas um impasse inviabilizou a votação da segunda e última etapa para que a PEC fosse promulgada. 

Principal bandeira do presidente da Câmara, o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), a medida determina que as emendas parlamentares, recurso que deputados e senadores recebem para obras localizadas em suas bases eleitorais, passem a ter a liberação obrigatória. Atualmente, a execução das emendas se dá a conta-gotas e funciona como uma arma para o governo barganhar a aprovação de matérias de interesse no Congresso Nacional. 

Além de ter uma atuação mais autônoma, a briga dos parlamentares para garantir o pagamento obrigatório desses recursos ocorre porque normalmente suas emendas são os alvos preferenciais de cortes do governo em momentos de ajuste fiscal. Nesse cenário, o governo "empenha" a emenda – ou seja, se compromete a liberar os recursos, mas depois bloqueia o pagamento em situações de aperto de caixa.

“Essa aprovação serviria para acabar com esse balcão de negócios onde cada votação importante tem uma fornada de liberação de emendas. Esse é o primeiro passo para a libertação do Legislativo”, afirmou o deputado Marcus Pestana (PSDB-MG). 

O impasse – A proposta foi aprovada em dois turnos pela Câmara em agosto do ano passado, mas teve de voltar à Casa após sofrer mudanças no Senado. A pedido do Planalto e como uma forma de aliviar o impacto da medida sobre as contas públicas, os senadores incluíram no projeto a obrigatoriedade de que 50% das emendas sejam aplicadas obrigatoriamente na saúde pública. O Senado também fixou que o governo deverá aplicar até 15% da Receita Corrente Líquida para a saúde de forma escalonada – parlamentares de oposição defendiam que esse valor fosse de 18%. 

Na avaliação do DEM, os 15% da receita líquida seriam insuficientes para suprimir as necessidades com a saúde – e, se incluídos na Constituição, dificultariam a aprovação de programas como o Saúde Mais 10, que defende o repasse de 10% das receitas brutas e injetaria mais recursos no setor. O partido apresentou uma sugestão para alterar o projeto e excluir a previsão do limite de 15% da receita líquida – mas o adendo foi rejeitado. “Esse texto mata a saúde da população brasileira, acaba de fechar as Santas Casas, os hospitais filantrópicos, e aumenta a lista pessoas que vão morrer por falta de UTIs. Está sendo feita uma moeda de troca entre a emenda que será dada aos parlamentares e a vida da população brasileira. Vocês acham justo que a vida seja trocada por um orçamento impositivo?”, questionou o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO). 

Contrário à proposta, Caiado não avalizou a votação dos dois turnos da PEC nesta terça-feira – conforme o regimento, são necessários cinco dias entre as votações. No entanto, quando há acordo em plenário, os dois turnos podem ser votados em sequência. Diante do impasse, o texto não foi votado. “Se não conseguimos neste ano, no próximo será muito mais difícil. Sabe-se lá quando vai ser”, afirmou o presidente Henrique Alves. “Imagine a minha frustração”, continuou. Do site da revista Veja

MEU COMENTÁRIO: 

Reparem que na verdade esse debate aparentemente administrativo e burocrático esconde um fato evidentemente político, ou seja, a crescente supremacia do Executivo. Falta pouco para que o Congresso Nacional seja reduzido a uma Assembléia bolivariana a exemplo do que existe na Venezuela. Faltaria apenas a tal "lei habilitante" criada pelo chavismo que dá ao Executivo, quando acionada, a faculdade de governar por decreto.

Insisto: a questão política continua passando ao largo do parlamento e, sobretudo da Oposição, que trata o PT como um partido normal, quando na verdade é uma organização revolucionária que executa dia após dia o projeto comunista do Foro de São Paulo.


A execução dessas duas diretrizes do Foro de São Paulo via Unasul, como podem notar, constitui um passo decisivo para esfarelar o que resta de democracia no Continente. O Brasil é a cereja do bolo. Tanto é que o Foro de São Paulo esperou apenas a conclusão da eleição presidencial brasileira para inaugurar a sede da Unasul que, evidentemente, contou com generoso aporte de dinheiro público do Brasil, isto é, dinheiro dos cidadãos brasileiros! Será que isso passou pelo crivo do Congresso Nacional?

Vejam que estas indagações que estou formulando constituem pauta jornalística obrigatória de primeira ordem, mas nada disso é divulgado. O tal "controle social da mídia" que o PT planeja implantar no Brasil há muito tempo já vem sendo executado pelos próprios jornalistas. É mais uma jabuticaba. A maioria dos jornalistas defende a censura à imprensa e cumpre missão do Foro de São Paulo dentro das redações.

Não gaste seu dinheiro comprando coisas como Folha de S. Paulo, Estadão, O Globo. E não esqueçam de jogar seus televisores no lixo.

FERNANDO GABEIRA: Trambiques e ilusões




Por Fernando Gabeira, O GLOBO - 14/12

Passei em Brasília a trabalho. Não tive tempo de observar a atmosfera. Pedi ajuda a um amigo que vive na corte, desde o governo Figueiredo. Qual é o clima? O amigo pediu desculpas pela brevidade da resposta. Para definir o clima, a única expressão que tinha era esta: bunda na parede. De fato, muitos estão saindo de cena, governadores renunciando antes do tempo, viagens ao exterior programadas para deixar passar a onda.

Mas a onda do Petrolão é gigantesca. Dois fatos da semana contribuem para aumentá-la. Um deles: a aparição da planilha do doleiro Alberto Youssef. Nela, figuram 170 projetos, uma grande parte deles fora da Petrobras. Concessões de aeroportos e as obras do porto cubano de Mariel eram mencionadas na planilha. Ao lado do nome do projeto em Cuba, uma quantia: R$ 3,6 milhões. Se houver fôlego para investigar tantas frentes, ficará demonstrada a tese de Paulo Roberto Costa de que a corrupção não se limita à Petrobras mas se propagou por quase tudo no Brasil.

Uma outra frente importante: o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) detectou um movimento de R$23,7 bilhões nas contas de Youssef e das empresas que usaram seus serviços. É uma cifra astronômica que, embora não possa ser considerada a soma do estrago que causaram, é digna de entrar no rol dos maiores movimentos atípicos da História. As transações de Youssef começaram a ser monitoradas porque eram muito altas e ele tinha passado um período na cadeia. Vários relatórios sobre as transações das empresas da Lava-Jato foram produzidos. Continuam a ser produzidos e beiram uma dezena de textos. Não ficou claro para mim como esses relatórios não foram o estopim das prisões. Aquilo era algo mais do que um movimento atípico: era suspeito. Meu amigo de Brasília conhece como eu a grande força do “deixa disso”, dos caros advogados, da teia de amizades que amarra as pessoas nesse universo. E sabe como elas espalham suas teses: sempre foi assim, todos fazem, é a nossa história. Mas as possibilidades de uma grande renovação nos costumes políticos brasileiros estão dadas pela própria dimensão do escândalo. Leio sempre tentativas de avaliar os custos desse processo de punição. O Brasil pode parar se as empresas envolvidas forem consideradas inidôneas?

Na Itália, a operação Mãos Limpas acabou abrindo o caminho para a ascensão do Berlusconi. Será que isso pode acontecer aqui? O país não pode ser refém de um grupo de empresas. Nem, necessariamente, vai produzir um Berlusconi. Para dizer a verdade, Berlusconi já se foi. Não creio que, retrospectivamente, a Itália se arrependa da operação Mãos Limpas. No momento, há um grande silêncio no bloco do poder. O próprio Lula fez apenas um comentário. Achava estranhos os vazamentos. Mas o que se passou no seu governo, não comentou até hoje.

O que dizem os jornais é que seu tríplex em Guarujá ficou pronto. O prédio foi completado pela OAS. A cooperativa liderada por João Vaccari Neto é que vendeu os apartamentos. Lula e mais alguns receberam: três mil compradores, no entanto, foram lesados. Lula perdeu a timidez em se mostrar rico, desfrutando do luxo da elite que estigmatiza. Cheguei a essa conclusão ainda na campanha política, com sua passagem pelo Copacabana Palace. Sua comitiva reservou nove quartos. O dele era a cobertura. Ele deixou o hotel às pressas porque sua presença no Copa foi noticiada. Antes de sair ainda teve um pequeno desencontro com a própria elite que o vaiou ao passar pela pérgula. E não o vaiou por sua política social, mas sim porque exigia um pouco mais de coerência. Nesse sentido, Lula desmente a tese do meu amigo de que estão todos com a bunda na parede. O PT tem experiência em crises. Essa é uma crise de muitas cabeças: até as contas de campanha de 2014 estão sendo questionadas por técnicos do TSE.

A confiança nascida de confusões passadas subestima as dimensões novas do problema. No Petrolão, há delatores premiados com documentos para exibir. Como o escândalo envolveu também relações externas, Suíça, Holanda e Estados Unidos abriram investigações. Na Suíça vai ser possível seguir a trajetória do dinheiro. Na Holanda, estão todos os dados do suborno da SBM na venda de plataformas. O osso americano será duro de roer porque os acionistas abriram um processo contra a Petrobras, em Nova York, com potencial devastador.

Ao mesmo tempo em que nos fixamos no Petrolão lá fora, o preço do óleo caiu quase 40%. Isso tende a enfraquecer a produção americana não convencional com o xisto. E, secundariamente, projetos como o brasileiro da exploração do pré-sal. Com o Petrolão, a empresa perdeu credibilidade. A queda dos preços tende a reduzir sua competitividade no pré-sal. O governo vendeu o pré-sal como o grande passaporte para o futuro. O passaporte pode estar vencido. Como vencido está esse tempo de mentiras, trambiques e ilusões.

RICARDO NOBLAT: Por uma cabeça!



O GLOBO - 15/12

O que o PT tem a dizer sobre a roubalheira na Petrobras? Afinal, ele sempre disse que a Petrobras seria privatizada se o PSDB, um dia, conseguisse voltar ao poder. Pois a empresa foi corrompida pelo PT, desmoralizada pelo PT e empurrada buraco abaixo pelo PT. Hoje, o PT é uma camiseta puída com cheiro de suor, uma estrela guardada no fundo de uma gaveta, uma bandeira vermelha coberta de vergonha.

NA PETROBRAS, É FATO, o roubo existe desde meados do governo José Sarney. Passou pelos governos Fernando Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique. Mas foi no governo Luiz Inácio Lula da Silva que alcançou escala gigantesca, segundo investigação da Polícia Federal. Surpreso com a herança maldita, caberia ao governo Dilma livrar-se dela. Certo? Errado.

VOCÊ É INGÊNUO o bastante a ponto de acreditar que Dilma ignorasse o que se passava com a Petrobras? Dilma foi ministra das Minas e Energia. A Petrobras era subordinada a ela. Foi chefe da Casa Civil da Presidência da República, o segundo posto mais importante do governo. Acumulou o cargo com a presidência do Conselho Administrativo da Petrobras.

NADA SE FEZ ou se faz na Petrobras sem a aprovação do Conselho. Da compra de uma refinaria, como a de Pasadena, por exemplo, a aditivos a contratos bilionários. A Petrobras é a empresa campeã no Brasil em contratos firmados sem licitação. Comprada de um grupo belga, Pasadena representou um prejuízo enorme para a Petrobras. Para os belgas, foi o "negócio do século".

UMA VEZ ELEITA para suceder a Lula, Dilma nomeou para o Ministério das Minas e Energia um nome indicado por Sarney - o do senador Edison Lobão. E para a presidência da Petrobras uma de suas amigas de fé, irmãs, camaradas, Graça Foster. Lobão foi ministro de faz de conta - quem mandava no ministério era Dilma. Quanto a Graça... Mandou na Petrobras consultando Dilma para tudo.

EM DEPOIMENTO à CPI da Petrobras em junho último, Graça afirmou que jamais ouvira falar antes de corrupção na empresa. "Só com a suspeita, nós ficamos muito envergonhados", disse, e em seguida choramingou. Comovente! Mas pura lorota como se sabe hoje. Graça ouvira falar de corrupção, sim. E, no mínimo, três vezes. Vamos a elas.

POUCO ANTES de comparecer à CPI, Graça fora informada pelo Ministério Público holandês sobre propinas pagas pela empresa holandesa SBM na venda à Petrobras de um navio-plataforma. A SBM ainda recebeu US$ 25 milhões extras pela antecipação da entrega do navio. Lula queria inaugurá-lo às vésperas da possível eleição de Dilma a presidente em 2010. E assim foi.

NO FINAL DE 2009, em e-mail enviado a Graça, Venina Fonseca, então gerente da Petrobras, alertou-a sobre o aumento de gastos com a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. De US$ 4 bilhões, o negócio passara a custar US$ 18 bilhões. Em outro email, de 2011, Venina confessou a Graça que o "imenso orgulho" que tinha de trabalhar na Petrobras dera lugar à "vergonha". Ofereceu-se para lhe contar o que sabia. Não obteve resposta.

DEMITIR OU não demitir Graça? Eis a questão que tira o sono de Dilma desde que o Procurador Geral da República cobrou a demissão da diretoria da Petrobras. Graça serve de escudo a Dilma contra o mar de lama que se acumula ao pé da rampa do Palácio do Planalto. Lula entregou a cabeça de José Dirceu e salvou a sua, ameaçada pelo escândalo do mensalão. Dilma acabará entregando a de Graça. Resta ver se será o suficiente.

Pela continuidade da Polícia Militar - EDITORIAL CORREIO BRAZILIENSE




CORREIO BRAZILIENSE - 16/12

Indignadas com a sucessão de escândalos de corrupção na Petrobras, descobertos pela Polícia Federal na Operação Lava-Jato, as pessoas de bem correm o risco de não perceberem a gravidade de uma armação que atenta contra uma das maiores carências do cidadão brasileiro: a segurança pública.

Trata-se de um movimento patrocinado por parlamentares ligados ao atual comando do país e por ativistas de ideologias antidemocráticas que não medem consequências para implantar seus projetos de poder. Querem acabar com as polícias militares.

Especialistas em desconstruir reputações, essas pessoas desenvolveram um discurso sedutor, de aparência politicamente correta, para desmoralizar as PMs, supervalorizando deslizes localizados que, infelizmente, ocorrem em qualquer atividade humana.

E quando não ocorrem, é fácil produzi-los. Basta provocar o confronto, reagindo às ações destinadas a expulsar marginais de áreas habitadas por cidadãos honestos, cumprir decisão judicial de desocupação de propriedades públicas ou privadas e controlar manifestações que se tornam violentas.

A estratégia é passar para a população a ideia de que o policial militar é o bandido - não o traficante, o estuprador, o latrocida ou os políticos curruptos.

Mas ao cidadão atento não escapa a evidência de que se trata de uma tentativa sórdida de remover uma barreira incômoda aos que pretendem aumentar a concentração de poder em Brasília, atropelar as leis, desmoralizar a Justiça e, assim, quebrar a ordem institucional.

Tradição no Brasil desde os tempos coloniais, as forças policiais militares tiveram a sua missão, assim como a das polícias civis, confirmada pela Constituição "Cidadã" de 1988. As PMs são treinadas e armadas para fazer o policiamento ostensivo e executar ações que exigem o braço forte do Estado em defesa do cidadão.

As polícias civis cumprem indispensável papel de investigação e levantamento de provas e evidências que vão fundamentar as denúncias do Ministério Público à Justiça. Devem, portanto, dispor de aparato técnico e científico que aumente a eficiência de suas ações de inteligência.

Essa origem constitucional tem blindado as PMs dos ataques, às vezes sorrateiros, dos interessados em extingui-las, ou desarmá-las (o que daria no mesmo). Mas eles não desistem. Sempre que surge uma oportunidade, retomam o discurso e os projetos no Congresso. As manifestações de rua de 2013, por exemplo, foram amplamente usadas por esse lobby contra as PMs, como se os black blocs fossem os mocinhos e os policiais os bandidos.

Se forem desarmadas, é de se imaginar os militares da Rotam do Distrito Federal, em operações contra o tráfico (que já movimenta anualmente R$ 700 milhões, ou 0,5% do PIB local) nos arredores mais violentos de Brasília, oferecendo rosas em troca de armas e drogas ilegais. Ou o pessoal da PM mineira dialogando com os marginais que infernizam as famílias de quase todos os 853 municípios do estado, para que façam a gentileza de deixar o rendoso negócio do crack.

Com nossas fronteiras abertas ao contrabando de armas sofisticadas, descontinuar ou desarmar as PMs será deixar o cidadão vulnerável aos bandidos e as cidades entregues aos vândalos.

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