A MILÍCIA BOLIVARIANA DO PT

A MILÍCIA BOLIVARIANA DO PT
AgroBrasil - @gricultura Brasileira Online
Ofereci meus ombros. Como escada ele subiu. Abri o caminho para ele passar. Na hora da porrada a cara era a minha. Fui seu irmão seu amigo e companheiro... Um dia encontrou comigo. Me deu um beijo. Virou as costas e partiu. Lembrei de Jesus e as 30 moedas"
Poema do mensaleiro João Paulo Cunha que revela a mágoa em relação ao ex-presidente LULArápio.
"Anos atrás recebi do então governador de Brasília Cristovam Buarque o ‘premio manuel bonfim’, atribuído ao meu livro "Chatô, o rei do Brasil". Já pedi à Marília para localizar a placa de prata. Vou devolver. de golpista não quero nada. Nem prêmio".

Escritor Petralha Fernando Morais

“Que pena que nossos gênios estejam tão obtusos. E tão viciados no aparelhamento. O PT corrompeu mais do que a política, corrompeu a inteligência e o caráter. E aos poucos vão mostrando que a volta da Dilma por mais dois anos, com essa gente, vai embrutecer o País e seguir se apropriando do Estado. Pior que não tem juiz Moro para este tipo de roubo: da inteligência e do caráter. Ele não falou em devolver os dez mil que recebeu do prêmio. Na época eram dez mil dólares. Nem o que ele fazia no governo do Quercia".

Senador Cristovam Buarque

+ LIDAS NA SEMANA

terça-feira, junho 10, 2014

Pesquisadores chineses desvendam genoma do algodoeiro e consórcio internacional sequencia genoma de 10 variedades de frutas cítricas

ALGODÃO

Cientistas da Academia Chinesa de Ciências Agrárias e do Instituto de Genômica de Pequim (BGI) sequenciaram o DNA de mais um algodão, o Gossipium arboreum. A descoberta foi publicada na edição de maio da revista Nature Genetics. O mapeamento vai contribuir para o melhoramento genético do algodão e de outras plantas da mesma família.



Em 2012, já haviam sequenciado o genoma da espécie Gossipium raimondii. Com as os avanços do estudo mais recente, foi possível comparar os resultados e concluir que, embora o G. arboreum e o G. raimondii tenham se diferenciado geneticamente há cerca de 5 milhões de anos, o processo de codificação de proteínas permaneceu inalterado nas duas espécies.

A pesquisa também revelou também que o gene ACO é um modulador chave. Os cientistas sugerem que a superexpressão dele talvez seja a razão pela qual o G. raimondii produz pouca fibra enquanto a inativação do mesmo gene pode ter beneficiado o G. arboreum no que diz respeito ao desenvolvimento de fibras.

Além de ser uma das culturas mais importantes do mundo, o algodão também é uma planta modelo para diversos estudos.

Fonte: CIB / Nature Genetics, maio de 2014


FRUTAS CÍTRICAS

Pesquisadores brasileiros do Instituto Agronômico (IAC) e da Embrapa, em parceria com cientistas dos Estados Unidos, França, Itália e Espanha, sequenciaram o genoma das dez principais variedades de citros (laranjas, pomelos, tangerinas e toranjas). A pouca diversidade genética das plantas cultivadas as torna vulneráveis a doenças que se espalham rapidamente pelas regiões produtoras, a exemplo do greening (huanglongbing – HLB), enfermidade que causa má formação de frutos e amarelamento das folhas. O trabalho foi publicado na edição de junho da revista científicaNature Biotechnology e significa um avanço da ciência na busca de resistência a pragas que atacam a citricultura.


Além disso, o mapeamento genético vai contribuir para analisar como as plantas respondem a estresses ambientais, a exemplo da escassez de água, e para o estudo da evolução desses vegetais. Já é possível afirmar, por exemplo, que todas as variedades pesquisadas se originaram a partir de dois ancestrais de citros do Sudeste Asiático há mais de 5 milhões de anos. Uma dessas espécies selvagens deu origem à toranja, o maior fruto cítrico cultivado atualmente. As tangerinas, por sua vez, são resultado de cruzamentos genéticos de uma outra espécie com a toranja. A laranja doce, variedade mais cultivada no mundo, é um híbrido de tangerina e toranja.

Em todo mundo, os citros são amplamente consumidos frescos ou na forma de suco, representando uma importante fonte de vitamina C e outros nutrientes. A produção global de 2012 foi avaliada em aproximadamente U$9 bilhões de dólares.

Fonte: CIB / Nature Biotecnology, 8 de junho de 2014

BSCA apresentará o Brasil do café especial a estrangeiros durante a Copa do Mundo

Além do futebol: BSCA apresentará o Brasil do café especial a estrangeiros durante a Copa do Mundo da FIFATM

- Profissionais de redes cafeeiras do exterior realizarão negócios e conhecerão processos de produção, armazenamento e logística dos cafés brasileiros

- Ações da Apex-Brasil e da BSCA também envolvem idas aos estádios para assistirem a jogos da Copa do Mundo da FIFATM

Com a aproximação do início da Copa do Mundo da FIFATM, os olhos de milhões de pessoas de todo o planeta se voltam ao Brasil para acompanhar um dos maiores eventos esportivos mundiais. E os empresários brasileiros aproveitarão a oportunidade para apresentar um País que vai além do futebol nesse período.

O Projeto Copa do Mundo, realizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), trará 2.300 compradores, investidores e formadores de opinião de 104 nações ao País para realizar agendas de negócios e acompanhar os jogos do mundial.

Durante a Copa do Mundo da FIFATM, que acontecerá de 12 de junho a 13 de julho de 2014, serão desenvolvidas ações de promoção comercial e atração de investimentos que visam estimular as exportações brasileiras, promover vendas, bem como projetar a imagem comercial do Brasil no mercado internacional.

No setor cafeeiro, a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) trará ao País empresários do exterior para conhecerem os processos de produção, armazenamento, logística e, principalmente, realizar negócios. A diretora-executiva da entidade, Vanusia Nogueira, explica que, embora o jogo seja o principal atrativo do projeto, o foco das ações é realizar negócios e estreitar o relacionamento com os compradores dos cafés especiais do Brasil.

"A intenção é demonstrar o passo a passo do sistema produtivo dos cafés no País, a sustentabilidade envolvida em todos os segmentos da cafeicultura nacional, para entenderem que somos fornecedores confiáveis em quantidade e, principalmente, qualidade. Assim, almejamos ampliar a comercialização com esses empresários e, também, fazer com que levem adiante os conhecimentos adquiridos sobre nossa atividade cafeeira", aponta Vanusia.

O presidente da BSCA, Javier Faus Neto, completa citando que o Projeto Copa é de vital importância para a abertura de novos mercados, bem como para a ampliação e a consolidação da imagem de qualidade que os cafés especiais brasileiros possuem nos tradicionais compradores. "Certamente conseguiremos criar um maior vínculo com esses clientes, solidificar o relacionamento, ilustrar a eles o que explicamos sobre nossa cafeicultura nos eventos internacionais e, consequentemente, aumentarmos as vendas do produto", relata.

AÇÕES E EMPRESAS
Entre as ações do setor cafeeiro no Projeto Copa, coordenadas pela BSCA, constam rodadas de negócios, visitas técnicas a fazendas produtoras, atividades de interação para a promoção do café e das regiões onde é produzido, além de sessões de cupping e debates a respeito de qualidade e volume das safras 2014 e 2015 do Brasil.

As empresas nacionais envolvidas na Copa do Mundo da FIFATM são Camocim, SMC Comercial e Exportadora, Ally Brazilian Coffee, Companhia Monte Alegre, Bourbon Specialty Coffees, Andrade Bros e ABEX Exportação e Comércio de Café. Entre as estrangeiras, participarão como convidadas as norte-americanas Metropolis Coffee, F. Gavina & Sons, Greenfolia, Wolthers Duque, Sustainable Harvest e Café Imports; as inglesas Mercanta The Coffee Hunters e Has Bean Coffee; as japonesas Camel Coffee e Wataru & Co.; as suíças Cofi Roasters e Ecom; as sul-coreanas Eland e BP Commerce; a alemã CTS Coffee Trading Steal; a francesa Da Rosa Comptoir; e a chinesa Milan Gold Coffee.


BSCA – Assessoria de Comunicação
Paulo André Colucci Kawasaki


MERVAL PEREIRA: Dilma desconstrói a democracia representativa com um decreto eleitoreiro


DESCONSTRUINDO A REPRESENTAÇÃO

Diante da realidade eleitoral que lhe é adversa neste momento, com uma tendência de queda detectada pelas pesquisas, a presidente Dilma cedeu aos radicais do PT para tentar animar os militantes do partido: aceitou discutir uma regulação econômica da atividade, uma das facetas do controle social da mídia, e assinou na surdina um decreto instituindo conselhos populares nos diversos níveis de atuação do governo, passando por cima do Congresso, sobretudo na representação da população nas decisões de governo.

Numa democracia representativa como a que (ainda) temos, esse papel caberia aos parlamentares eleitos pelo voto direto do cidadão, e não a movimentos “institucionais” e mesmo “não institucionalizados”, como previsto no decreto presidencial que está sendo contestado no Congresso. 

Em troca de não colocar em votação um decreto legislativo que anularia o decreto presidencial, o presidente da Câmara Henrique Alves está pedindo que o governo cancele o decreto e submeta a proposta ao Congresso através de um projeto de lei.

Esta parece ser a única maneira viável de aprovar a criação desses conselhos, que ficariam, porém, circunscritos a certas instâncias definidas pelo Congresso, o que retiraria de sua criação o aspecto de “democracia direta” que é o centro da proposta do governo.

Para o filósofo Roberto Romano, o aspecto institucional mais desastroso é justamente o predomínio do Executivo sobre os demais poderes. “Pela enésima vez a Presidência tenta legislar atropelando o Congresso e as instâncias jurídicas apropriadas”, ressalta Romano.

Diante da leniência do Congresso, que troca seu poder por favores pessoais aos congressistas, “já temos uma ditadura do Executivo, se bolivariana, o futuro próximo (muito ligado à eleição ou reeleição do cargo presidencial) dirá”.

Roberto Romano ressalta que “uma coisa é a participação popular, como audiências públicas obrigatórias e outros instrumentos, algo bem diferente é a tese, contida no decreto, segundo a qual mesmo movimentos "não institucionais" podem ter influência direta nas decisões de ordem pública.

“Com o decreto, o que se faz é gerar um Estado na periferia do Estado. Só que ninguém, naqueles movimentos,assumirá responsabilidade oficial pelos erros e possíveis acertos das decisões perante a população como um todo”.

O cientista político Bolivar Lamounier chama também a atenção para a questão da responsabilização das decisões e da necessidade de dar explicações aos cidadãos, características da democracia representativa. 

Parafraseando Sobral Pinto, ele diz que o decreto dos conselhos “tem catinga de fascismo” na sua “flagrante inconstitucionalidade”, pela "indigência intelectual que exala" e por sua "mal disfarçada sonoridade ideológica populo-esquerdóide-fascistóide", calculada para agradar a um certo público interno do PT e a setores externos que não digerem a democracia “burguesa”.

Ele ressalta que no regime democrático, “a participação não é induzida - não se confunde com a arregimentação promovida por regimes populistas, autoritários e totalitários-, mas é sempre bem-vinda”.

O problema, diz Bolivar, é que os setores que demandam a inclusão raramente oferecem ideias úteis sobre como efetivá-la. “Martelam as teclas populo-esquerdóides da “sociedade civil”, dos “movimentos sociais”, dos “plebiscitos”, do “aprofundamento da democracia” etc, mas sempre ferindo acordes bem conhecidos”.

Simplesmente porque considera que a presidente “não pode ser assim tão jejuna em história e teoria política”, Bolivar está convencido de que Dilma “sabe, com certeza, que seus “conselhos populares” outra coisa não são que a velha mistificação corporativista, sindicalista e fascistóide; a ideia de que a “verdadeira” consciência cívica se plasma no convívio com a companheirada; o corolário é o de que o voto, essa “velharia liberal”, é individualista, fragmentador, atomístico etc”.

Tudo faz crer, diz ele, que se trata de um pré-pagamento “que a Dra. Dilma se dispôs a fazer aos setores mais arredios do PT para mantê-los dentro do barco eleitoral, ainda mais com o “Volta Lula” ciscando por aí”.


ELEITOREIRA, NÃO INCONSTITUCIONAL

A decretação pela presidente Dilma Rousseff de uma Política Nacional de Participação Social (PNPS), criando "conselhos populares" sem uma prévia discussão com a sociedade civil e o Congresso, indica uma “democracia eleitoreira”, que restringe a noção de participação somente para os períodos eleitorais, na opinião do constitucionalista e ex-deputado federal Marcelo Cerqueira, e aponta para uma tentativa do PT de organizar os movimentos sociais sobre os quais está perdendo o controle, de acordo com o sociólogo Bernardo Sorj, professor do Instituto de Ciências Avançadas da USP.

No entanto, como afirma Marcelo Cerqueira, a PNPS, “embora feita por decreto, mais uma desagradável contribuição à anomia congressual, não é inconstitucional”.

Para Sorj, se a intenção do governo tivesse sido a de promover uma maior abertura dos órgãos do executivo para com a sociedade civil, “nada a criticar ou comentar”. Mas se o próprio decreto fala de consulta com a sociedade civil, “o óbvio teria sido que ele fosse inicialmente discutido com a mesma”. 

Teria sido suficiente uma diretiva interna instando a um diálogo com os diferentes setores da sociedade civil, que dependendo do órgão do governo podem ser sindicatos, organizações profissionais, ONGs, movimentos sociais, etc. “O problema com a PNPS é sua vontade de definir e subsumir a sociedade civil dentro de um órgão de governo”.

Como a própria PNPS reconhece, ressalta Sorj, a sociedade civil é autônoma, “livre para se organizar, se reinventa constantemente e não pode ser formatada”. Ele cita como exemplo as manifestações, uma das principais formas de expressão da sociedade civil, que não são citadas no decreto, que inclui a Internet, espaço virtual.

Na verdade o decreto não é sobre a sociedade civil, comenta Sorj, e nisto ele vê seu principal problema e fonte de confusão. “O que ele de fato sistematiza e regula são instâncias organizadas pelo governo que seriam os veículos legítimos de comunicação com ele”.

“A participação social numa sociedade democrática sempre será mais ampla e desbordará as instâncias formais que o governo possa estabelecer. Esta tendência estatizante se reflete na linguagem do decreto que confunde várias vezes participação social com as instâncias definidas pelo decreto”, comenta Bernardo Sorj.

A sociedade civil é fundamental para a democracia. O papel da sociedade civil é criticar, denunciar e promover novos direitos, e não comentar políticas de governo: “Renovar a própria política, não pode nem deve ser enlatado numa instância formal decretada pelo governo”, protesta Bernardo Sorj. 

Mas a legitimidade da sociedade civil é de ordem moral, lembra ele, e nisto Sorj vê sua fragilidade e potencial manipulação pelo governo: “ ela pode ter “representantes”, mas não pode ser “representada”. Afinal, se decreto do governo define a sociedade civil como sendo formada por “cidadãos”, então seus representantes são os membros do Congresso e governantes”.

Na opinião do sociólogo Bernard Sorj, o decreto em si mesmo é uma expressão de vontade do governo de manter o controle sobre uma sociedade civil que lhe está fugindo das mãos.

O constitucionalista Marcelo Cerqueira, ex-deputado federal, por sua vez, lembra que a Constituição de 1988 incorporou o princípio da participação popular direta na administração pública e ampliou a cidadania política, estabelecendo vários mecanismos de reforços às iniciativas populares. “Dessa forma, a gestão pública passaria a contar com a participação daqueles que não detém obrigações legais para com o Estado”.

A sociedade civil, em conjunto com o Poder Público, traçaria as metas a serem atingidas, uma vez que os cidadãos, lembra Cerqueira, mais bem conhecem as reais necessidades locais e poderiam, quem sabe, intervir em favor de seus interesses, nas decisões relacionadas à escolha e gestão de políticas públicas. “Já são feitos, aqui e acolá, orçamentos participativos”.

Marcelo Cerqueira admite que não falta razão à crítica da participação “decretada” vinculada ao período eleitoral, “principalmente em época de campanha, que funciona como “moeda de troca”, em favor do voto”. O desconhecimento das determinações constitucionais “restringe a noção de participação somente para os períodos eleitorais, denunciando a democracia estritamente eleitoreira”.


Artigos de Merval Pereira publicados no O Globo em 09-10/06/2014


PETRALHAS: Dilma quer prorrogar o MAIS MÉDICOS ESCRAVOS até 2019


EDITORIAL DO ESTADÃO EM 09/06/2014

A prorrogação do Mais Médicos

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, entusiasmado com o que considera as "fantásticas avaliações" do Mais Médicos, certamente não percebeu que a possível prorrogação do programa, por ele anunciada em Genebra, vem demonstrar não o seu êxito, mas a falta de planejamento que o marcou desde o começo, como afirmam as entidades representativas dos médicos. E isso serve para deixar claro mais uma vez que o tratamento dado ao programa pelo governo é muito mais político do que técnico.

Ao implantar o programa no ano passado, o governo o apresentou como resposta a uma situação de emergência - a falta de médicos em regiões afastadas do interior e nas periferias de grandes cidades - e, por isso, limitou sua duração a três anos. Agora, "muito provavelmente", sua duração será estendida por mais três anos, até 2019. Não será uma prorrogação pura e simples - promete -, mas baseada em estudos sobre cada região do País. Assim, cada uma das cidades atendidas será avaliada antes que a decisão definitiva seja tomada.

A justificativa apresentada pelo ministro Chioro é de que o País precisa de mais tempo para formar os médicos necessários para atuar nas regiões hoje atendidas pelos 11,5 mil profissionais estrangeiros, quase todos cubanos. Completam o quadro de 14,1 mil médicos do programa 2,6 mil brasileiros, dos quais 1,4 mil formados aqui e 1,2 mil que estudaram, estavam e trabalhavam no exterior. A necessidade de substituir os estrangeiros por nacionais - tendo em vista o caráter emergencial e provisório do trabalho dos cubanos - levou o governo a tomar medidas especiais na área do ensino médico.

A principal delas é a prometida abertura de 11,4 mil vagas nos cursos de Medicina até 2017. Mas, como a formação de um médico pode levar de seis a nove anos, estava claro desde o início que, mesmo que todas aquelas vagas fossem efetivamente criadas, não haveria médicos brasileiros em número suficiente no prazo fixado para a duração do programa. As outras medidas tomadas para eliminar o déficit desses profissionais também não ajudam muito a resolver o problema.

Nem a possibilidade de fazer residência médica em outros locais além das grandes cidades. Nem a alteração do currículo para que 30% dos cursos estejam voltados para a formação em atendimento básico, pois é de profissionais com este perfil que as regiões carentes atendidas pelo programa precisam, segundo o governo. As razões apresentadas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Associação Médica Brasileira (AMB) para criticar a provável prorrogação do programa parecem bem mais sólidas do que as apresentadas por Chioro. Para o presidente da AMB, Florentino Cardoso, que bate forte no governo, a prorrogação expõe a falta de planejamento. "Mais uma vez", diz ele, "fica comprovado que não existe nenhuma política de recursos humanos. O Brasil continua improvisando em muita coisa. O governo está enganando a população, dizendo que vai resolver o problema da saúde." A seu ver, o que o setor precisa é de "recursos e uma gestão qualificada e acabar com a corrupção".

Em nota igualmente dura, o CFM toca em outros aspectos importantes do problema da saúde: "Em lugar de soluções desse tipo, o Estado deveria propor respostas efetivas para melhorar a assistência prestada pelo Sistema Único de Saúde (SUS)". E, "em vez de priorizar programas midiáticos", deveria cuidar de questões como o aumento de recursos orçamentários para o setor. De fato, o ponto principal da saúde pública no Brasil é o fortalecimento do SUS, que começa pela correção - há tanto tempo prometida e nunca feita - de sua tabela de procedimentos, cuja defasagem acarreta prejuízos que ameaçam levar à falência os hospitais filantrópicos a ele conveniados, com destaque para as Santas Casas. Eles são responsáveis por 45% dos atendimentos do SUS.

Para o governo pouco importa a força desses argumentos, porque seu principal interesse, no caso do Mais Médicos, está no efeito político e eleitoral do programa, como ficou evidente desde que ele foi lançado.

Reinaldo Azevedo expõe a podridão do IPEA na Venezuela

Em sensacional artigo o articulista Reinaldo Azevedo revelou a face oculta do IPEA na Venezuela. Essa face tem um nome: Pedro Silva Barros.


Como diriam na linguagem popular: É PODRE! A primeira coisa que podemos observar é que ele é obcecado por Chaves, pelo bolivarianismo e pela Venezuela.

(Mogi Mirim-SP, 1980). Técnico de Planejamento e Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), desde 2009, e Titular da Missão do IPEA em Caracas, Venezuela, desde seu início em 7 setembro de 2010. Professor do Departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), desde 2006 - licenciado desde agosto de 2010. Doutor em Integração da América Latina (PROLAM/USP), mestre em Economia (PUC-SP), bacharel em Ciências Econômicas (USP) e bacharel em Direito (USP). Membro do Núcleo de Análise da Conjuntura Internacional (NACI-PUCSP) e do Núcleo de Estudos e Pesquisas de Política Internacional, Estudos Internacionais e Políticas Comparadas (NESPI-USP). Foi, por quatro mandatos, representante discente titular junto ao Conselho Universitário da Universidade de São Paulo (2000-2001 e 2003-2004, pela graduação, e 2008-2009 e 2009-2010, pela pós-graduação). Trabalha, principalmente, com temas relacionados à segurança energética e à integração regional e coordena estudos conjuntos e projetos de cooperação técnica com os governos da Venezuela, Suriname, Guiana, República Dominicana e Cuba. Contatos: pedro.barros@ipea.gov.br ou psbarros@pucsp.br (Texto informado pelo autor)


2007 - 2012
Doutorado em Integração da América Latina (Conceito CAPES 4).
Universidade de São Paulo, USP, Brasil.
Título: Desenvolvimento, Integração e Cooperação entre o Norte do Brasil e o Sul da Venezuela: políticas públicas para a integração Amazônia-Orinoco, Ano de obtenção: 2013.
Orientador: Maria Cristina Cacciamali.
Co-orientador: Carlos Eduardo Ferreira de Carvalho.
Palavras-chave: Amazônia; Orinoco; Integracao Sul-Americana; Cooperação Internacional; Planejamento Regional; Venezuela.
Grande área: Ciências Humanas / Área: Ciência Política / Subárea: Relações Internacionais.
Setores de atividade: Administração pública, defesa e seguridade social; Organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais.
2005 - 2006
Mestrado em Economia (Conceito CAPES 4).
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, PUC/SP, Brasil.
Título: Governo Chávez e Desenvolvimento: a política econômica em processo,Ano de Obtenção: 2007.
Orientador: Rosa Maria Marques.
Bolsista do(a): Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.
Palavras-chave: Hugo Chávez; Venezuela; Desenvolvimento Endógeno; Capitalismo Rentístico; Socialismo do Século XXI.
Grande área: Ciências Sociais Aplicadas / Área: Economia / Subárea: Economia Política.
2004 - 2007
Graduação em Direito.
Universidade de São Paulo, USP, Brasil.
Título: Constituição da República Bolivariana da Venezuela e Desenvolvimento.
Orientador: Gilberto Bercovici.


Projetos de desenvolvimento




2010 - Atual
Planejamento Territorial para o Desenvolvimento Integral da Faixa Petrolífera do Orinoco e do Estado de Sucre - Venezuela
Situação: Em andamento; Natureza: Desenvolvimento.
Integrantes: Pedro Silva Barros - Coordenador / Corival Alves Carmo - Integrante / Regina Conrado Melo - Integrante / Numa Mazat - Integrante / Luciano Wexell Severo - Integrante / Raphael Padula - Integrante / Ricardo Carlos Gaspar - Integrante / Pedro Hamilton Elia - Integrante / Fernando Cesar Ferreira - Integrante / Carlos Schmidt - Integrante / Wagner de Melo Romão - Integrante.
Financiador(es): Petróleos de Venezuela S. A. - Outra.

VEJAM OS ARTIGOS DESTE SENHOR:

1.
BARROS, P. S. ; CALIXTRE, A. B. . La Integración Sudamericana bajo la Perspectiva Brasileña: del Mercosur a la Unasur. Revista Línea Sur, v. 1, p. 172-187, 2013.

2.
BARROS, P. S. . A Evolução Recente dos Meios de Comunicação na Venezuela. Jornal dos Economistas, v. 6, p. 12, 2013.

3.
WEGNER, R. ; BARROS, P. S. . Regionalismo Sul-Americano com Base no Investimento em Infraestrutura: análise da integração na Ilha das Guaianas. Cadernos do Desenvolvimento, v. 1, p. 1, 2013.

4.
BARROS, P. S. ; SCHUTTE, Giorgio ; PINTO, L. F. S. . Além da Autossuficiência: o Brasil como protagonista no setor energético.. Texto para Discussão (IPEA. Brasília), v. 1725, p. 1-91, 2012.

5.
BARROS, P. S. ; PINTO, L. F. S. . A Presença dos Países do Brics na Venezuela. Boletim de Economia e Política Internacional, v. 9, p. 101-115, 2012.

6.
BARROS, P. S. ; PADULA, R. ; SEVERO, L. W. . A Integração Brasil - Venezuela e o Eixo Amazônia - Orinoco.. Boletim de Economia e Política Internacional, v. 7, p. 33-41, 2011.

7.
BARROS, P. S. . Vezezuela - A missão do Ipea no exterior. Desafios do Desenvolvimento, v. 66, p. 54, 2011.

8.
CALIXTRE, A. B. ; BARROS, P. S. . Desafíos de la Neva Arquitectura Financiera Regiona en América del Sur. Revista Voces en el Fenix, v. 11, p. 12-17, 2011.

9.
BARROS, P. S. ; SCHUTTE, Giorgio . Geopolítica do Etanol. Boletim de Economia e Política Internacional, v. 1, p. 33-43, 2010.

10.
BARROS, P. S. . O Êxito Boliviano durante a Crise Mundial de 2008-2009. Boletim de Economia e Política Internacional, v. 2, p. 29-36, 2010.

11.
BARROS, P. S. ; MOURA, Philipe . O Programa Nuclear Brasileiro. Boletim de Economia e Política Internacional, v. 3, p. 71-78, 2010.

12.
CALIXTRE, André ; BARROS, P. S. . O Banco do Sul e o Brasil na Agenda da Nova Arquitetura Financeira Regional. Boletim de Economia e Política Internacional, v. 3, p. 19-26, 2010.

13.
BARROS, P. S. ; PINTO, L. F. S. . O Brasil do Pré-Sal e a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). Boletim de Economia e Política Internacional, v. 4, p. 7-16, 2010.

14.
BARROS, P. S. ; HITNER, V. . A Economia Política do Peru: da ruptura interrompida aos dilemas contemporâneos. Oikos (Rio de Janeiro), v. 9, p. 143-164, 2010.

15.
BARROS, P. S. ; HITNER, V. . Da CAN ao Mercosul: uma análise da nova política externa venezuelana. Revista da Sociedade Brasileira de Economia Política, v. 20, p. 25-44, 2007.

16.
BARROS, P. S. . Chávez e Petróleo: uma análise da nova política econômica venezuelana. Cadernos PROLAM/USP, v. 2, p. 209-237, 2006.

Consulta ao Portal da Transparência revela que seu salário, ao contrário dos demais servidores públicos, é mantido sobre sigilo, porque será?

 


No último dia seis de agosto, em ato em que os presidentes Lula e Chávez firmaram 27 acordos de cooperação, foi instituída Missão do Ipea em Caracas.

Essa missão tem, de início, cinco tarefas:
1)    Pesquisar o planejamento territorial em duas importantes fronteiras de exploração de hidrocarbonetos (faixa do Orinoco – com reservas de petróleo bastante superiores ao nosso pré-sal) e golfo de Paria (importante reserva de gás próxima à Trinidad e Tobago). Nessas regiões atuam mais de 30 transnacionais petrolíferas associadas à Pdvsa e migrarão, até 2013, cerca de 150 mil pessoas;
2)    Promover cooperação para formação técnica em planejamento e políticas públicas, organizando cursos e promovendo intercâmbio;
3)    Auxiliar na criação de um instituto de pesquisas em economia produtiva
4)    Assessorar na elaboração de estudo sobre o balanço energético venezuelano
5)    Estudar as potencialidades da integração do norte do Brasil com o sul da Venezuela (eixo Amazonas-Orinoco) no que se refere ao comércio, à integração produtiva e à infraestrutura

Sobre a primeira, está no sítio do Ipea uma chamada pública (http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=2868&Itemid=5)   para convidar dez pesquisadores dispostos a estudar as regiões no que se refere à 1) matriz institucional, 2) sistemas de monitoramento e avaliação, 3)macroeconomia e financiamento, 4) fortalecimento da estrutura produtiva, 5) infraestrutura, 6) desenvolvimento regional, urbano e ambiental, 7) desenvolvimento social.

O programa de pesquisa, de três meses a partir da segunda quinzena de setembro, prevê 20 dias de investigação de campo na Venezuela e reuniões no Brasil para preparar um relatório de pesquisa conjunto relativo aos sete temas. Este relatório deve apresentar uma avaliação geral do planejamento territorial da Faixa Petrolífera do Orinoco e da Área Gasífera de Sucre e propor ações de cooperação para os próximos anos.

A remuneração mensal varia de US$ 2.000 (pesquisador júnior – graduado) a US$ 5.500 (doutor com mais de 10 anos de experiência ou especialista com mais de quinze anos de experiência) e há ajuda de custo para transporte e hospedagem na Venezuela.

A data final para submissão de candidaturas é 3 de setembro.

Solicito a gentileza de divulgar a Chamada Pública, particularmente para pesquisadores que tenham experiência em Venezuela.
.
Cordialmente,
Pedro Silva Barros
Titular da Missão do Ipea na Venezuela

 
CONHEÇA UM POUCO MAIS DESTE SENHOR QUE CONSIDERA A VENEZUELA UM MODELO PARA O BRASIL E QUE É REMUNERADO PELOS IMPOSTOS PAGOS POR TODOS OS BRASILEIROS!
ADVERTÊNCIA: TOME UM PLASIL ANTES DE ASSISTIR OS VÍDEOS!



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