A MILÍCIA BOLIVARIANA DO PT

A MILÍCIA BOLIVARIANA DO PT
AgroBrasil - @gricultura Brasileira Online
Ofereci meus ombros. Como escada ele subiu. Abri o caminho para ele passar. Na hora da porrada a cara era a minha. Fui seu irmão seu amigo e companheiro... Um dia encontrou comigo. Me deu um beijo. Virou as costas e partiu. Lembrei de Jesus e as 30 moedas"
Poema do mensaleiro João Paulo Cunha que revela a mágoa em relação ao ex-presidente LULArápio.
"Anos atrás recebi do então governador de Brasília Cristovam Buarque o ‘premio manuel bonfim’, atribuído ao meu livro "Chatô, o rei do Brasil". Já pedi à Marília para localizar a placa de prata. Vou devolver. de golpista não quero nada. Nem prêmio".

Escritor Petralha Fernando Morais

“Que pena que nossos gênios estejam tão obtusos. E tão viciados no aparelhamento. O PT corrompeu mais do que a política, corrompeu a inteligência e o caráter. E aos poucos vão mostrando que a volta da Dilma por mais dois anos, com essa gente, vai embrutecer o País e seguir se apropriando do Estado. Pior que não tem juiz Moro para este tipo de roubo: da inteligência e do caráter. Ele não falou em devolver os dez mil que recebeu do prêmio. Na época eram dez mil dólares. Nem o que ele fazia no governo do Quercia".

Senador Cristovam Buarque

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quarta-feira, fevereiro 25, 2015

Petistas já estão se achando uma nova milícia bolivariana, aos moldes do mesmo tipo de bando que assombra a Venezuela

Petistas já estão se achando uma nova milícia bolivariana, aos moldes do mesmo tipo de bando que assombra a Venezuela



Francisco Bendl: O grande objetivo do PT já foi alcançado: dividir o Brasil!


Em 1964, a Polícia do Exercito espanca 




Em 2015, quem espanca é o PT 


Por Francisco Bendl na Tribuna da Internet

Mediante plano muito bem arquitetado, com o governo transitando livremente entre a corrupção e desonestidade, o PT mobilizou a militância do partido para atacar nas ruas os descontentes com as administrações petistas, e ontem, na Associação Brasileira de Imprensa, Lula discursou passando a seguinte palavra de ordem: “Quero paz e democracia, mas eles não querem. Mas também sabemos brigar. Sobretudo quando o Stédile colocar o exército dele nas ruas!” 

ENFRENTAMENTO 

Já escrevi várias vezes na Tribuna da Internet a respeito desse enfrentamento entre brasileiros, agora inevitável. Causa-me surpresa que a política brasileira tenha chegado a esse ponto. Jango foi deposto por infinitamente menos razões que os crimes praticados por Lula e Dilma. Da mesma forma, Collor teve de renunciar minutos antes de ser cassado, e em sua gestão ocorreram irregularidades bem menos graves do que a ação do crime organizado que presenciamos agora. 

Se somarmos os motivos da queda de Jango e Collor, as aberrações do PT estão muito além da gravidade daquelas sob responsabilidade dos ex-presidentes afastados, sem que não se verifique um movimento mais vigoroso para aprovar logo o impeachment deste governo composto por bandidos, reles criminosos e estelionatários, que insuflam seus militantes e ameaçam nos levar à guerra civil. 

FOTOS REVELADORAS 

As fotos que ilustram este texto dizem tudo. Uma delas mostra policiais batendo em um manifestante na época da ditadura, e a outra exibe a militância petista agredindo a pontapés um cidadão que exercia seu direito de pedir o impedimento de Dilma Rousseff. Na foto do militar, o título poderia ser “Ditadura”; na outra, apenas “Militância”. Qualquer semelhança entre as duas coisas, decididamente, não é apenas coincidência, mas o mesmo propósito de intimidação e subserviência. 

Preparemo-nos, pois a situação é grave, e tende a se tornar pior, quando o Stédile colocar seu exército nas ruas.

Brazuela




Por Flavio Quintela

A Anistia Internacional deixou claro em seu relatório anual que o governo da Venezuela usou de violência, tortura, assassinato e prisões arbitrárias contra manifestantes no ano de 2014 (veja notícia aqui), algo que todos já sabíamos. Todos, menos Dilma, Lula e outros petistas repugnantes. 


O PT e seus políticos canalhas sempre defenderam a atuação do governo de Maduro, e em nenhum momento condenaram seus atos imorais e absurdos, muito pelo contrário – ao fazerem defesa pública da “democracia venezuelana”, trataram o assassinato de manifestantes como algo banal. 



Esse comportamento petista, essa maneira doente de pensar, pôde ser visto ontem em ação, quando os militantes do partido, que apoiavam Lula em mais uma defesa pública de criminosos (desta vez defendiam os corruptos que destruíram a Petrobrás), agrediram manifestantes contrários ao partido. 


Não podemos esperar até que esses criminosos tenham todas as armas consigo, e comecem a fazer exatamente como na Venezuela e em tantos outros regimes marxistas. Se chegar a esse ponto, não haverá poder de resistência. É mais importante do que nunca, em toda a história brasileira, que o estatuto do desarmamento seja revogado, e os brasileiros de bem possam se armar e se preparar para defender sua liberdade. O PT está “vitaminando” sua militância com gente profissional no ofício de agredir, e é uma questão de tempo até que comecem a usar de força letal contra aqueles que são contrários ao seu partido. 


Acorda Brasil! Não dá para sermos cordeirinhos! Quando os assassinos armados chegarem à sua porta já será tarde demais para reagir. Chega dessa baboseira sem sentido que é propagada pela mídia e pelo governo, de que a paz se constrói com pessoas vestidas de branco andando pela rua com plaquinhas. A paz sempre se construiu com luta e guerra, pois aqueles que querem extinguir as liberdades não hesitam em matar e ferir para chegar aos seus objetivos. Estejamos prontos para reagir – quem não luta por sua liberdade já morreu por dentro.

Um relato que revela a violência da MILÍCIA PETISTA: "Dialogando" com os Ton Ton MaCUTs



"Dialogando" com os Ton Ton MaCUTs 


Por Marcus Vinicius Motta 


Ontem, 24 de fevereiro de 2015, Lula, o chefe do PT, resolveu convocar um ato em "defesa" da Petrobras, como se não fosse o seu próprio partido que estivesse saqueando e quebrando a empresa e como se no governo não estivesse um poste que ele mesmo ali instalou. 



Mas exigir de Lula senso do ridículo, compromisso com a verdade ou coerência seria o mesmo que exigir que Cristina Kirchner parasse de usar botox. 


Vamos adiante. 


O ato foi realizado na sede da ABI (Associação Brasileira de Imprensa, mas que hoje se tornou a Assessoria e Buffet de Imprensa a serviço do PT), no auditório da entidade. Aqui um parêntese: você também não acha incrível como Lula, o grande líder das massas, só consegue encher auditórios fechados e com frequência controlada? 

Passei na frente do local e lá me deparei com a fauna habitual destes eventos, bonobos da CUT, orangotangos do MST e chimpanzés ladrões de banana do PT. Minto, não quero ofender os primadas. 


Em frente ao local estava toda aquela gente bronzeada que defende os trabalhadores desde que não precise trabalhar, com suas camisetas vermelhas, caras de ódio e berros de mostrar a úvula. Do outro lado da rua um grupo de opositores. A proporção era de uns 15 a 20 opositores para 200 a 300 petistas, separados por um cordão de isolamento da PM. 


Vendo o nervosismo da companheirada logo pensei: é fome. Sabe como é, o preço da mortadela está nas alturas por causa da inflação e todos estavam ali desde cedo por obrigação profissional, então resolvi contribuir com o lanchinho deles e tirei algumas moedas da mochila, oferecendo-as. 


- Toma, pra ajudar no lanche. 


- Viado! Coxinha! Maconheiro! 


Fiquei intrigado e ainda disse: ué, mas não é disso que vocês gostam? E mais xingamentos: 


- Vai se f..., burguesinho de m...! 


Uma senhora ainda me puxou pelo braço: 


- Não joga moeda neles não! 


- Não vou jogar não, senão eles se pisoteiam atrás do dinheiro. - Respondi. 


Pensei ter entendido a razão da revolta, afinal eu oferecia apenas algumas moedas e a companheirada não trabalha com miudezas, além disso, anda difícil até comprar pãozinho com um ou dois reais e a grana das empreiteiras secou. 


Ainda imbuído da missão de aliviar toda aquela raiva, tirei 20 reais da carteira e ofereci: 


- Toma, acho que 20 melhora, né? - E mais xingamentos. 


- Vou te cobrir de porrada, fascista! Gritou um, barba grisalha, barriga de quem não sai do rodízio, camiseta do PT meio curta mostrando o umbigo de bebum de boteco. 


Um outro ainda urrou: 


- Vou te matar, seu filho da p...! 


Alguns tentaram romper o cordão de isolamento da PM para vir em minha direção e uma moça que estava comigo foi chamada de "puta, vadia, maconheira" e mandada "tomar no c..." (pelo visto a única donzela no país que não pode ouvir isso é a senhorita Dilma Rousseff). 


Vendo aquele desespero ainda tentei solucionar a quizumba: 


- Tudo bem, se 20 é pouco, vocês então aceitam cartão de débito ou crédito? 


Nesse momento um deles tirou uma nota de 100 da carteira, brandiu-a no ar como um estandarte e me disse: 


- Eu tenho dinheiro, coxinha, vem aqui você pegar um trocado. 


- Claro, pode passar, é meu mesmo, você só está me devolvendo um pouco do que roubaram. 


Ele rapidamente guardou a nota no bolso de volta e disse pra outros dois ao seu lado: 


- Vamos cercar ele na saída lá na outra rua. - Note que ele disse "vamos", porque eles nunca dizem "vou", de ir sozinho. Risos. 


Nessa hora um PM saiu do cordão, me pegou quase numa gravata e disse: 


- Se você não for embora vou ter que te prender por perturbação da ordem. 


- Mas eu estou na minha, eles é que estão nervosinhos. 


Aí ele meio que me conduziu na boa até uma rua ao lado e disse: 


- Cara, são uns 500 ali (eu não vi isso tudo, mas deixa), é mais fácil tirar você dali do que conter essa gente toda, vai por mim, esse pessoal é bandido, é tudo doente, se forem pra cima não vai ter como conter, vou te escoltar até a outra rua e você vai embora, senão vou ter que te recolher na viatura até acabar isso. 


- Mas o bandido não sou eu. 


- Eu sei, nesse caso só tenho 20 policiais aqui e sei, por experiência, que não dá pra conter essa gente, eles vão quebrar tudo e vão te pegar em bando porque são uns covardes. 


Entendi o drama do cara (e o meu) e aceitei o conselho (não sou burro). Disse que iria embora, pedi desculpas pelo transtorno (deixar a petezada enlouquecida) e desejei a ele um bom trabalho. 


Na despedida, ele ainda me disse: 


- Fica tranquilo, o que é deles tá guardado e falta menos do que faltava pra acabar essa farra. 


Que as palavras desse PM sejam uma premonição. 


Presidente do PT do Rio incita petistas a irem para a “porrada” contra “burguesinhos de m…” e “fdps”


Quaquá: incitação à violência

Enquanto o PT nacional se esforça para não esquentar a temperatura da briga política, o intrépido Washington Quaquá, presidente do PT do Rio de Janeiro, foi ao Facebook para incitar a violência.

Sem meias palavras, defendeu que os petistas deem “porrada”.



Milícia do PT espanca pessoas que protestavam contra a corrupção na Petrobras






Não tem preço ver os petralhas beberem do próprio veneno. Arrogavam-se donos das ruas. Mas no evento da ABI tiveram que enfrentar protestos de populares que exigem o impeachment da Dilma, conforme mostra esta foto que está no blog do Reinaldo Azevedo. Lá tem mais. Além de fotos Reinaldo Azevedo diz o que deve ser dito. Nenhum jornalão da grande mídia hospeda um blog da estatura do blog do Reinaldo Azevedo. Apenas e só o site da revista Veja.

Um evento que reuniu um grupo de lacaios do PT em torno de Lula para tentar tentar melar a operação Lava Jato, que revelou a maior roubalheira na Petrobras já registrada na história do Brasil, resultou em pancadaria e corre-corre, a mostrar que o povo brasileiro parece estar disposto não apenas a exigir o impeachment mas banir para sempre a presença do PT do cenário político nacional. 

O convescote vermelho teve não só o beneplácito do ditos “intelectuais’, dentre eles esses cineastas brasileiros, se é que realmente haja cineastas fora de Hollywood. Ademais, a maioria dos “cineastas” normalmente é idiota e vive à cata de caraminguás oficiais para financiar coisas como O Filho do Brasil, que conta a história, claro, de Lula. O filme simplesmente desapareceu de cena e ninguém ousa apresentá-lo ao distinto público, mormente na atual conjuntura.
E, para comprovar o que sempre afirmo aqui no blog, velho de guerra que sou no jornalismo com mais de 40 anos em atividade, o evento provavelmente idealizado pelo João Santana, o ministro sem Pasta da Dilma, foi realizado na Associação Brasileira de Imprensa, a jurássica ABI, um ninho de velhos comunsitas. A verdade, sobre a qual não me canso de escrever, é que os jornalistas são áulicos do PT e do Foro de São Paulo, quando não são militantes mesmo a serviço da causa petralha nas redações. Faz sentido, então, que a ABI os acolha. O resultado disso é que praticamente toda a grande mídia continua a desinformar os brasileiros. Esses semoventes não passam de um bando de psicopatas, tanto é que os holofotes estavam digiridos ao psicopata-mór, Lula, vulgo ‘Barba”, alcaguete do Dops, segundo revelou o ex-delegado Romeu Tuma em seu livro.

O PT, que pensava que seria o eterno dono das ruas, prova do próprio veneno. A insatisfação que se registra nas redes sociais pela maioria dos brasileiros extrapolou a internet e se espraiou pelas ruas. Está presente em todos os lugares e já alcança todos os estratos sociais. O evento marcado para o dia 15 de março ganha adeptos em visível profusão, em que pese lastimáveis manobras de setores da oposição tentando abafar a exigência da Nação pelo imediato impeachment da Dilma. 

Não passarão!


POSSÍVEL IMPEACHMENT DA DILMA ESQUENTA O COMÉRCIO DE CAMISETAS ONLINE PARA PROTESTO ARTICULADO PELAS REDES SOCIAIS



A bandeira do impeachment da presidente Dilma está longe de ser consenso entre seus opositores no Congresso, mas já rende dividendos a defensores da causa. Em lojas virtuais e em shoppings de luxo é possível comprar variados tipos de produtos da linha anti-Dilma ou anti-PT.


A versão mais sofisticada entrou na linha de produção do empresário Sergio Luiz Kamalakian Savone. Dono da grife Sergio K, ele comanda lojas em shoppings de São Paulo, como JK Iguatemi, Alphaville e Anália Franco, e nas cidades de Campinas, Brasília e Belo Horizonte. Sua marca vende por R$ 100 uma camisa com a estampa Eu não tenho culpa. Votei no Aécio, referindo-se ao senador tucano, derrotado no 2º turno da disputa presidencial. Savone diz que 3 mil unidades já foram vendidas.

Para ele, o aquecimento das vendas se deve às manifestações pelo impeachment marcadas para o dia 15 de março. "Recebemos várias encomendas de partidos e pessoas ligadas a Aécio, mas não posso revelar nomes", contou. Na campanha de 2014, Savone lançou uma linha de camisetas que fez sucesso entre tucanos, vendida a R$ 10. Sob uma imagem de Aécio estilizada, o slogan dizia Uai, we CAN.

Já o grupo Revoltados Online, um dos que estão na linha de frente da campanha pelo "Fora Dilma" nas redes sociais, montou uma loja virtual com direito a pagamento com cartão pelo sistema Paypal.

Um "combo" com uma camisa preta com o brasão da República e o slogan Impeachment já, dois adesivos e um boné sai por R$ 175. O grupo ainda vende canecas, moletons, chapéus, bonés e camisetas com variados slogans antipetistas estampados, como Fraude nas urnas eletrônicas: impeachment já; 100% anticomunista; e Fé, família e liberdade.

"As vendas (das camisas) estão ajudando a causa. Aluguel de trio elétrico, por exemplo, é muito caro", afirmou Marcelo Reis, líder do Revoltados. Ele disse ter sido demitido do último emprego por causa de sua militância. "Agora estou por conta disso."

Além da renda com as vendas, duas contas em seu nome foram abertas para receber doações de simpatizantes. Reis não revela quanto fatura, mas o grupo conta com estrutura profissional. Ele alugou um apartamento no mesmo flat onde vive o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em São Paulo, e mantém uma ampla estrutura de comunicação, com direito a produtora de vídeo. "Nossos números serão sigilosos até abrirmos uma associação com CNPJ", disse o ativista.

Se o "Fora Collor" (1992) e o "Fora FHC" (1998) foram bancados por entidades tradicionais de movimentos sociais, como OAB, CUT, UNE e MST, os defensores do "Fora Dilma" se agrupam numa miríade de pequenos grupos criados nas redes sociais.

Por serem organizações privadas, elas não abrem os seus números, mas parte delas tem recursos suficientes para mobilizar carros de som, distribuir materiais gráficos e manter a ação nas redes sociais. Do site Diário do Poder

Reinaldo Azevedo: "Aos brasileiros indignados, uma dica: não cedam à provocação dos reacionários, aproveitadores e bandidos vestidos de vermelho."




Quando petistas resolvem promover um ato “em defesa da Petrobras”, sabendo tudo o que sabemos sobre a roubalheira na estatal, é claro que estão procurando o confronto; é claro que estão provocando o adversário — que, no caso, é o povo brasileiro. O PT, encarnado por Luiz Inácio Lula da Silva, a CUT e a FUP (Federação Única dos Petroleiros) resolveram organizar uma patuscada nesta terça, na sede da Associação Brasileira de Imprensa, no Rio. Os valentes dizem defender a punição dos corruptos — só faltava anunciar o contrário —, mas denunciam uma suposta campanha contra a empresa. O que é, obviamente, mentira.

Pois bem. Muitos brasileiros, vítimas do assalto institucionalizado, decidiram protestar nas proximidades da ABI. E aí aconteceu o que os trogloditas estão querendo há muito tempo. Vestidos com camisetas vermelhas, com a sigla do partido, demonstrando que estão especialmente treinados para o confronto, os brutamontes partiram pra cima dos que protestavam contra a roubalheira na base da porrada.

Atenção! Vocês lerão por aí que houve troca de socos e pontapés. Sim! Mas que fique claro: quem partiu pra cima dos opositores foram os petistas, inconformados com as pessoas que gritavam “Fora PT” e que cobravam o impeachment de Dilma. Mais: os que protestavam contra o partido não passavam de duas dezenas. Os que queriam espancá-los eram mais de 300. E assim era não porque há mais petistas do que antipetistas. É que não se tratava de militantes organizados. Os que repudiavam o petismo eram pessoas comuns, que apenas passavam por ali e viam a companheirada.

Lula é um irresponsável.

Lula é um aproveitador.

Lula é um oportunista.

Lula é um vampiro da institucionalidade.

Lula é um sanguessuga da nacionalidade.

É claro que um ato com essas características jamais poderia ter sido marcado — não a esta altura dos acontecimentos. Todo mundo sabe ser mentira que existam pessoas interessadas em prejudicar ou em vender a Petrobras.

Quem destruiu a empresa foi o PT.

Quem nomeou os ladrões foi o PT.

Quem está no comando da empresa nos últimos 13 anos é o PT.

Escrevi aqui anteontem que o partido não está se dando conta da gravidade dos problemas que se conjugam. Perdeu a leitura da realidade. É impressionante que um ex-presidente da República, líder inconteste do maior partido do país, incentive manifestações que fatalmente terminarão em confronto. E assim é porque o povo está indignado.

Com a baixaria desta terça-feira, o que Lula e seus tontons macoutes estão fazendo é incentivar as manifestações de protesto marcadas para o dia 15 de março. Dilma deveria chamar o seu antecessor e lhe passar uma descompostura. Mas, ora vejam, para tanto, seria necessário que ela fosse, no momento, a chefe política dele. Ocorre que ele a considera nada menos do que sua subordinada.

Lula está com inveja da Venezuela.

Lula está com inveja de Nicolás Maduro.

Lula acha que chegou a hora de rachar algumas cabeças.

Se Dilma não tomar cuidado, o seu mentor (ainda é? ) vai ajudar a apeá-la do Palácio. Aos brasileiros indignados, uma dica: não cedam à provocação dos reacionários, aproveitadores e bandidos vestidos de vermelho.

Ah, sim: Marinela Chaui disse que estaria lá. Estava? Ela, que tanto escreveu sobre democracia, ao ver o povo apanhando dos milicianos petistas, sentiu o quê? Vergonha? Comichão intelectual? Prazer?







Por Reinaldo Azevedo

Sérgio Fausto: ‘Brasil e Argentina, inquietantes semelhanças’



POR SERGIO FAUSTO - Publicado no Estadão


Dilma Rousseff apenas inicia, ao passo que Cristina Kirchner está por terminar seu segundo mandato presidencial. Apesar disso, Brasil e Argentina parecem, ambos, viver o encerramento de um ciclo político de mais longa duração. Em que pesem claras diferenças, há inquietantes semelhanças nos processos políticos experimentados pelos dois países sob o lulo petismo e o peronismo kirchnerista. A maior delas reside em que, a despeito de quase tudo indicar o esgotamento dos respectivos projetos políticos, não se verifica a articulação clara de alternativas à altura das melhores aspirações de renovação das instituições políticas e da cultura democrática nos dois países.



No Brasil, depois de quase vencer as eleições de outubro, o PSDB mostra-se até aqui incapaz de imprimir diretriz consistente à oposição democrática e menos ainda de estabelecer interlocução mais ampla com os atores sociais insatisfeitos com o status quo. Na Argentina, a oposição segue fragmentada e são grandes as chances de vitória, nas eleições de outubro, de um candidato que apenas atenue o pathos confrontacionista e discricionário do kirchnerismo. Não é improvável que no país vizinho ocorra a reconciliação pós-eleitoral da “família peronista”, com Cristina e seus próximos em posição subalterna, mas sem ruptura com as práticas que caracterizaram seu governo e o de seu marido.

Em ambos os países se acumularam problemas econômicos decorrentes de erros de concepção e implementação de políticas públicas. Eles têm magnitudes diferentes porque na Argentina o “experimento desenvolvimentista” teve mais tempo e menores freios para seguir em frente. O Brasil encontra-se estrutural e conjunturalmente em melhor situação, mas não cabe ter ilusões: há pelo menos um ano a deterioração da economia brasileira surpreende pela velocidade e a tendência por ora não foi estancada, muito menos revertida.

Os problemas políticos, se não produzidos, ao menos agravados sob o lulopetismo e o kirchnerismo, são ainda maiores: personalismo da liderança, beirando o culto à personalidade; aparelhamento do Estado para fins partidários;entrelaçamento promíscuo de interesses políticos e empresariais.

Ao início, o kirchnerismo exibiu feições de uma versão moderna e progressista do peronismo. O governo de Néstor Kirchner deu resposta eficaz às expectativas de recomposição da capacidade de governo na esteira da crise brutal que atingiu a Argentina em 2001/2002. No plano econômico, com Roberto Lavagna no Ministério da Fazenda, reestruturou a impagável dívida externa do país e definiu uma política econômica apta a controlar a inflação e retomar o crescimento, aproveitando o vento de cauda soprado pela alta das commodities. No social, lançou programas de transferência de renda para reduzir a pobreza então crescente, ao passo que o mercado de trabalho começava a se beneficiar da retomada economia. No político, buscou alianças fora de seu grupo político e colocou no topo da agenda o acerto de contas judicial com as violações dos direitos humanos durante a ditadura militar.

Em 2006, porém, o kirchnerismo sofreu uma mutação ativando genes presentes em seu DNA peronista, até então atenuados: o “transversalismo político” dos primeiros anos cede lugar à lógica do “nós” contra “eles”; a necessária recomposição da capacidade de governar, esfacelada pela crise, transforma-se em obsessiva procura por concentrar poderes na presidência e exercê-los de forma cada vez mais intrusiva e discricionária; com a saída de Lavagna, a condução da economia e dos negócios do Estado passa a submeter-sea objetivos políticos e eleitorais de curto prazo e a subordinar-se à estratégia de perpetuação do kirchnerismo no poder, sob Néstor ou Cristina. Cresce a manipulação de dados públicos sobre a economia e o Estado é posto a serviço do governo e do grupo político dominante, sob uma ideologia nacional-estatista.

Adeptos veem nessa “mutação” uma resposta necessária a um suposto “cerco conservador” que se armava contra o governo à medida que se revelavam a extensão e a profundidade das mudanças “progressistas” pretendidas pelo kirchnerismo. Além de se apoiar num “erro cronológico” – a “mutação” se dá antes do conflito com os produtores rurais, que a mesma narrativa assinala como o marco inaugural do suposto “cerco conservador” –, o argumento mostra a carga genética potencialmente anti democrática de um certo “progressismo” em voga na América Latina.

Nos limites deste artigo é impossível uma comparação cuidadosa do lulopetismo com o kirchnerismo. Mas ao leitor atento não escaparão semelhanças inquietantes, entre elas o recurso insistente ao argumento do “cerco conservador” e seus derivados, como “o golpe da mídia”, agora desdobrado, lá e cá, no“golpe do Judiciário”, para justificar o que é injustificável sob uma ótica política progressista (sem aspas). Como pode ser progressista uma força política cuja ação solapa as bases institucionais e culturais de vida democrática?

Há diferenças significativas entre as forças que dominaram a política no Brasil e na Argentina nos últimos 12, 13 anos. Em favor do lulo petismo, reconheça-se sua maior racionalidade e capacidade de composição. A diferença principal, porém, não é intrínseca, é extrínseca às duas forças políticas. Ela reside em especial na maior qualidade das instituições brasileiras. Vamos precisar delas agora, mais que nunca, para navegar e superar a crise em que o País se encontra.

Todavia, se nos oferecem as regras para a solução pacífica dos conflitos, as instituições não podem, por si mesmas, suprir a falta de uma liderança política coletiva que defina novos caminhos. Como governo enredado nas mentiras da campanha eleitoral e no escândalo da Petrobrás, cabe fundamentalmente às forças de oposição indicar e construir esses caminhos.

Abertas as inscrições on line para o XVI Simpósio Brasil Sul de Avicultura





As inscrições podem ser feitas no site www.nucleovet.com.br

Apontado como um dos mais importantes fóruns de discussão da avicultura brasileira, o Simpósio Brasil Sul de Avicultura chega a sua 16ª edição com uma programação técnica qualificada, que atende às principais demandas do setor e antecipa cenários da cadeia de produção de proteína animal. Tendências de mercado, desafios sanitários no controle das salmonelas, avicultura de alta performance e logística estão entre os temas debatidos nos dias 7, 8 e 9 de abril, no Centro de Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó. As inscrições tem o custo de R$290,00 para profissionais e R$200,00 para estudantes. Veja a programação completa.

O evento técnico é voltado aos pesquisadores, estudantes e profissionais, desde o produtor na granja ao técnico na agroindústria. Realizado pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários no segundo maior produtor e exportador do país, o SBSA contará com especialistas e referências do setor para apresentar questões de nutrição, sanidade e manejo, além de debater os principais gargalos e deficiências. Saiba mais sobre o evento.

“O grande desafio de fazer um evento dessa magnitude está na escolha dos temas e palestrantes para compor a grade. A comissão científica é formada por uma equipe multidisciplinar, que tem o papel de absorver as necessidades do segmento produtivo. A velocidade da informação é completamente diferente de 16 anos atrás, quando aconteceu o primeiro simpósio. Hoje, o segmento produtivo e os custos de produção são muito semelhantes nos diferentes cantos do mundo. Deter a informação é importante. Mas saber processar e aplicar o conhecimento de forma correta é ainda mais”, afirma o médico veterinário Rogério Balestrin, que está à frente da entidade desde o início de 2014.

O simpósio também é uma grande vitrine de novas tecnologias e produtos. Com foco nos negócios, o SBSA promove a VII Poultry Fair, uma feira que reúne as principais empresas de nutrição, sanidade e equipamentos. Os lounges e estandes desta edição já estão 100% dos comercializados. Os eventos paralelos promovidos por parceiros reforçam a programação técnica, com a participação de palestrantes internacionais e lançamentos.

As palestras sobre Salmonella são destaque nesta edição, com discussões sobre os pontos críticos no controle das salmonelas e o manejo pré abate, controle da enfermidade em abatedouros, procedimentos atuais e futuros nas granjas avícolas americanas e apresentação das melhores práticas x mundo real. A programação contará ainda com debates sobre as novas tendências em aditivos alimentares para a produção de frangos, fisiologia da digestão e absorção, logística como fator crítico na produção de frangos de corte, manejo de frangos de corte - Visão Europeia, a questão hídrica e futuro da produção agropecuária, manejo da microbiota para manter a qualidade da mucosa intestinal, problemas locomotores causados por stress e infecção bacteriana e experiência no controle de desafio respiratório.

Mais informações no site www.nucleovet.com.br




Cotas de patrocício e pacotes de inscrições
Eliana Panty
Executiva de Vendas XVI SBSA
(48) 99804920

EMBRAPA: Cuidados com os carrapatos no ambiente




Renato Andreotti - pesquisador da Embrapa Gado de Corte
Marcos Valério Garcia - bolsista de pós-doutorado do CNPq


No Brasil, os carrapatos estão amplamente distribuídos em todas as regiões, são obrigatoriamente hematófagos e exercem diversos efeitos prejudiciais no organismo do hospedeiro, que vão desde lesão cutânea, anemia, inoculação de toxinas e, eventualmente, indução à morte. Obviamente, tais efeitos variam conforme a espécie de carrapato e a área geográfica.


Esses ectoparasitas são potencialmente transmissores de agentes patogênicos e têm despertado o interesse na saúde pública por causa da participação na transmissão de doenças aos humanos, tidas como emergenciais e reemergenciais, muitas vezes letais. Os carrapatos, quando infectados por esses agentes, possuem a capacidade de transmissão de uma fase de vida para outra levando seus descendentes a serem reservatórios potenciais de patógenos. 

Neste texto, daremos ênfase a espécies de carrapatos que acometem equinos, que normalmente são parasitados por duas espécies de carrapatos: Dermacentor nitens, que possui preferência de se fixar principalmente nas oelhas, narinas, crina e cauda, e Amblyomma cajennense, conhecido como carrapato-estrela, rodoleiro, micuim vermelhinho, que se distribui por todo o corpo do animal, e está associado a doenças como babesioses em equinos (Babesia. caballi e Theileria equi).


O carrapato A. Cajennense, mesmo preferindo os equinos, parasita outras espécies de animais, inclusive os humanos. Pode sobreviver vários meses na fase de vida livre e necessita de três hospedeiros para realizar seu ciclo de vida. Dessa forma, possui capacidade de disseminar agentes causadores de doenças como a Febre Maculosa Brasileira (FMB), que tem sido uma das zoonoses mais estudadas no Brasil.


A FMB apresenta-se como doença infecciosa aguda, de gravidade variável, determinada por Rickettsia rickettsii e, pelo que se conhece até o momento, transmitida por carrapatos do gênero Ambyomma spp. A ecologia e a distribuição do carrapato vetor determinam os principais aspectos epidemiológicos dessa enfermidade. 


Pelo quadro clínico da Febre Maculosa Brasileira, podemos considerá-la uma doença que acomete vários órgãos do corpo humano, que apresenta uma evolução dos sintomas de forma variável, desde situações com sintomas brandos sem manchas avermelhadas até situações que pode levar à morte. Inicia-se geralmente de forma abrupta, com manifestações inespecíficas tais como febre, mal-estar generalizado, cefaléia, dor muscular e regiões avermelhadas. Os sinais e sintomas clínicos podem variar dependendo do tipo de comprometimento: gastrintestinal com náusea, vômito, dor abdominal, diarréia e, eventualmente, comprometimento hepático com icterícia; manifestações renais causando impacto no sistema de excreção; pulmonar com tosse e edema pulmonar. O exantema é o sinal mais importante da febre maculosa, aparece geralmente entre o terceiro e o quinto dia de doença, podendo estar ausente em 15% a 20% dos pacientes, o que dificulta e retarda o diagnóstico. 


Todas as espécies de riquétsias do grupo da febre maculosa conhecidas até o momento mantêm seu ciclo de vida na natureza entre o carrapato vetor e algumas espécies de mamíferos silvestres, chamados de hospedeiros amplificadores. Desta forma, o efeito amplificador que alguns hospedeiros silvestres desempenham deve existir para assegurar a manutenção da bactéria na natureza. 


No Brasil, existem casos registrados de febre maculosa em vários estados, em especial na região Sudeste. Na região Centro-Oeste, embora existam as condições ideais para circurculação do agente, somente em Mato Grosso do Sul foram identificadas bactérias do grupo da Febre Maculosa Brasileira infectando carrapatos das espécies A. Calcaratum e A. nodosum. Em ambos os casos identificou-se Rickettsia parkeri-like, que é patogênica para seres humanos e determina sinais clínicos mais moderados.


Medidas de controle


O controle do carrapato somente nos equinos não resolve o problema, pois outras espécies podem manter a população desta espécie. As larvas e as ninfas aparecem nos meses mais frios. Neste período, uma série de tratamentos carrapaticidas, com base nas especificações do fabricante, a intervalos semanais deve ser realizada nos animais (equinos e bovinos, conforme o caso) com o direcionamento para a espécie de carrapato A. cajennense. Deve-se avaliar as pastagens, com relação à infestação, até considerar-se com baixa infestação. Os animais devem retornar ao mesmo pasto infestado para se reinfestarem, reduzindo a população de carrapatos nas pastagens e promovendo o tratamento carrapaticida para desinfestar os animais novamente. Nos meses mais quentes ocorre a predominância dos adultos, quando o controle pode ser realizado por catação manual ou rasqueamento nos equinos e realizando a queima ou tratamento com carrapaticida dos carrapatos retirados. 


É importante separar bovinos de equinos e os mesmos de capivaras ou outros animais silvestres quando possível. Cães e cavalos podem com maior facilidade levar adultos para as instalações e, neste caso, deve ser realizada a pulverização das instalações semanalmente para o seu controle. Os cães devem ser tratados com orientação específica para a espécie. Deve-se roçar os pastos bem próximo ao solo, para que o sol possa aumentar a temperatura e diminuir a humidade no ambiente do carrapato reduzindo o seu tempo de vida, além de controlar o carrapato nos animais que forem introduzidos na propriedade.


Cuidados pessoais


Para evitar possibilidade de contaminação pela FMB alguns cuidados devem ser tomados visando reduzir a possibilidade de picada e fixação dos carrapatos nos humanos:


1 - Uso de roupas claras, camisa de manga comprida e botas de cano longo com a proteção de fita adesiva entre a calça e a bota. 
2 - Vistoriar o corpo e retirar os carrapatos imediatamente após terminar a atividade de campo. 
3 - Matar os carrapatos com fogo, água fervente ou álcool e não esmagar entre as unhas para não correr o risco de contaminação. Para retirar os carrapatos da roupa pode ser usada fita adesiva e, em seguida, ferver as roupas antes de lavar. 
Se dias após o contato com carrapatos aparecerem sintomas como gripe forte (febre, desânimo, dores no corpo), falta de apetite e/ou manchas na pele, deve-se procurar um médico imediatamente e informar sobre o contato com carrapato. É importante lembrar que as larvas e ninfas são os principais responsáveis pela transmissão da FMB.



Informações: Kadijah Suleiman
Jornalista, MTb RJ 22729JP
Núcleo de Comunicação Organizacional (NCO)
Embrapa Gado de Corte
Campo Grande/MS
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
Telefone: +55 (67) 3368-2203

Embrapa lança nova forrageira e mangueiro digital na Dinapec




A Embrapa Gado de Corte lançará a cultivar de Panicum maximum híbrida BRS Tamani e o mangueiro digital na edição 2015 da Dinâmica Agropecuária (Dinapec). O evento acontece de 11 a 13 de março, na vitrine tecnológica da Empresa, em Campo Grande (MS). Catorze Unidades da Embrapa estarão presentes, além de parceiros, apresentando tecnologias, palestras e oficinas.


A BRS Tamani tem porte baixo, com muitas folhas e perfilhos, que proporcionam boa cobertura de solo e alto valor nutritivo. “É um capim de fácil manejo, indicado para solos de média a alta fertilidade, sendo importante opção para sistemas de produção no bioma Cerrados”, diz a pesquisadora da Embrapa Gado de Corte, Liana Jank, líder da equipe responsável pelo trabalho de desenvolvimento da nova cultivar. 


Outra vantagem observada no ensaio de pastejo, realizado no Cerrado do Distrito Federal, foi o bom estabelecimento quando implantada, além de elevada persistência nos períodos seco e chuvoso. “Lembrando que apresenta baixa tolerância ao encharcamento do solo e, portanto, não é indicada para áreas sujeitas a alagamentos temporários”, acrescenta a pesquisadora. 


O desempenho da BRS Tamani demonstra elevada capacidade produtiva, com a vantagem de oferecer forragem de melhor valor nutritivo quando comparada à cultivar Massai. 


A cultivar é resultado de cruzamento feito na Embrapa Gado de Corte em 1992. Os trabalhos de seleção foram realizados em parceria com a Embrapa Acre, Embrapa Cerrados, Embrapa Gado de Leite, Embrapa Pecuária Sul, Embrapa Rondônia, e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. “A forrageira foi registrada no ano passado junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento”, informa Liana.


Ela explica que, avaliada em parcelas sob cortes manuais, a BRS Tamani alcançou a produção anual de 15 toneladas/hectare de matéria seca de folhas em Campo Grande. “Em experimento em rede conduzido em sete locais, a cultivar destacou-se pela maior porcentagem de folhas que as cultivares Tanzânia-1 e Massai e pela qualidade da forragem, tendo apresentado 9% mais proteína bruta que a Tanzânia, durante o ano, e 3% maior digestibilidade no período de chuvas”, destaca. 


Com previsão de chegar ao mercado a partir de agosto deste ano, a BRS Tamani foi desenvolvida em parceria com a Unipasto e é resultado de um trabalho conjunto, sob a coordenação da Embrapa Gado de Corte, com as Unidades Embrapa Acre, Embrapa Cerrados, Gado de Leite, Embrapa Pecuária Sul e Embrapa Rondônia.


Mangueiro digital


Outra novidade que será apresentada na Dinapec 2015 é o novo mangueiro digital, ou seja, um mangueiro antiestresse, desenvolvido em parceria com a Tramasul, para o manejo dos bovinos de acordo com o Programa Boas Práticas Agropecuárias (BPA) – Bovino de Corte, da Embrapa. A estrutura também servirá como laboratório para o desenvolvimento de projetos pelos alunos do curso de mestrado profissional em Pecuária de Precisão da Faculdade de Computação da UFMS, em parceria com a Embrapa. 


Segundo o chefe de Transferência de Tecnologia, Pedro Paulo Pires, no mangueiro digital serão geradas informações sobre os bovinos a partir de ferramentas eletrônicas desenvolvidas pela Embrapa Gado de Corte e por parceiros. Alguns exemplos são a balança de passagem e o e-apart, uma estrutura composta de eletrônica, mecânica e software responsável pelo aparte automático de animais, por meio de filtros inteligentes desenvolvidos por softwares associados ao uso do chip eletrônico, que identifica os animais por rádio frequência, de modo rápido, inquestionável e seguro para o manejo. 



Texto: Kadijah Suleiman
Jornalista, MTb RJ 22729JP
Núcleo de Comunicação Organizacional (NCO)
Embrapa Gado de Corte
Campo Grande/MS
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
Telefone: +55 (67) 3368-2203

“ Saúde única" é tema de evento internacional na FMVZ/Unesp


Inscrições estão abertas

De 24 a 26 de março, a Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp, câmpus de Botucatu, promove o “One Health Summer School” , evento que reúne pesquisadores e professores representantes de cinco países, de três continentes, que abordarão em suas palestras, temas como vigilância sanitária, fatores ambientais , sociais, produção de vacinas e a globalização no impacto das enfermidades humanas e animais .

Gratuito e totalmente apresentado em inglês, o evento busca difundir entre professores, alunos e pesquisadores, o conceito de “One Health”, ou “saúde única” que permite o desenvolvimento de projetos integrados envolvendo os fatores ambientais, sociais e etiológicos nas várias áreas do saber. “A presença de médicos, veterinários, biólogos e agrônomos demonstra a pluralidade de atuação das várias áreas e o impacto no contexto “One Health””, comenta a professora Jane Megid, coordenadora do evento, que tem apoio das áreas de Medicina Veterinária Preventiva e Clínica Veterinária da FMVZ. “O conteúdo a ser ministrado permitirá a alunos , pesquisadores e professores um olhar diferenciado e abrangente quanto as possíveis interações e colaborações entre as várias áreas do conhecimento".

A participação no evento está aberta a interessados de todas as áreas do conhecimento. O curso também será oferecido como disciplina para alunos de pós-graduação da FMZV e da Faculdade de Medicina da Unesp.

A realização do “One Health Summer School” faz parte de um projeto de colaboração internacional iniciado em 2013 com a vinda para a FMVZ dos professores Baljit Singh e Gerdts Volker, da University of Saskatchewan, do Canadá, que ministraram uma disciplina no curso de pós-graduação em Medicina Veterinária, intitulada "One Health: Vaccines, Infectious Diseases and Inflammation".

A partir desse contato, teve início a integração de pesquisas, docentes e alunos da FMVZ com um programa canadense voltado para o treinamento e a colaboração em estudos sobre os temas doenças infecciosas, segurança alimentar e políticas públicas, no qual também estão previstos cursos de verão realizados anualmente em diferentes países parceiros.

O projeto canadense tem apoio da Fapesp, o que confere a seus bolsistas recursos financeiros para desenvolvimento de pesquisas e realização de doutorado sanduiche na University of Saskatchewan. “A cooperação acadêmica na realização desses eventos e o intercâmbio de professores e pesquisadores proporcionará oportunidades internacionais de estudos para os alunos de graduação e pós graduação e permitirá que eles participem de programas de bolsas, tais como o programa Emerging Leaders in the Americas (ELAP), além do desenvolvimento de projetos de pesquisa em conjunto”, conclui a professora Jane.

Mais informações, programação e inscrições para o “One Health Summer School” na FMVZ em http://www.inscricoes.fmb.unesp.br/index.asp



FACULDADE DE MEDICINA VETERINÁRIA E ZOOTECNIA - UNESP - CÂMPUS DE BOTUCATU/SP
Assessoria de Imprensa 

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