A MILÍCIA BOLIVARIANA DO PT

A MILÍCIA BOLIVARIANA DO PT
AgroBrasil - @gricultura Brasileira Online
Ofereci meus ombros. Como escada ele subiu. Abri o caminho para ele passar. Na hora da porrada a cara era a minha. Fui seu irmão seu amigo e companheiro... Um dia encontrou comigo. Me deu um beijo. Virou as costas e partiu. Lembrei de Jesus e as 30 moedas"
Poema do mensaleiro João Paulo Cunha que revela a mágoa em relação ao ex-presidente LULArápio.
"Anos atrás recebi do então governador de Brasília Cristovam Buarque o ‘premio manuel bonfim’, atribuído ao meu livro "Chatô, o rei do Brasil". Já pedi à Marília para localizar a placa de prata. Vou devolver. de golpista não quero nada. Nem prêmio".

Escritor Petralha Fernando Morais

“Que pena que nossos gênios estejam tão obtusos. E tão viciados no aparelhamento. O PT corrompeu mais do que a política, corrompeu a inteligência e o caráter. E aos poucos vão mostrando que a volta da Dilma por mais dois anos, com essa gente, vai embrutecer o País e seguir se apropriando do Estado. Pior que não tem juiz Moro para este tipo de roubo: da inteligência e do caráter. Ele não falou em devolver os dez mil que recebeu do prêmio. Na época eram dez mil dólares. Nem o que ele fazia no governo do Quercia".

Senador Cristovam Buarque

+ LIDAS NA SEMANA

quarta-feira, abril 15, 2015

Reinaldo Azevedo: O PT, DEFINITIVAMENTE, É HOJE UM CASO DE POLÍCIA, NÃO DE POLÍTICA






O PT, agora, é um partido que tem um de seus principais dirigentes na cadeia. Trata-se do tesoureiro João Vaccari Neto, nada menos do que o homem que cuida das finanças da legenda. É acusado de arrecadar recursos ilegais desde 2004. A ser assim, dedicou-se a ações clandestinas na campanha que reelegeu Lula em 2006, na que elegeu Dilma em 2010 e na que a reelegeu em 2014. Essa mesma agremiação já viu atrás das grades José Genoino, seu ex-presidente; Delúbio Soares, ele também um tesoureiro; e José Dirceu, que era, então, até o mensalão vir à luz, o condestável do governo Lula e do petismo. Ou, se quiserem, numa síntese rápida, o PT deixou de ser um caso de política para se transformar numa caso de polícia.

Impressiona a arrogância dessa turma. Desde que o nome de Vaccari apareceu no depoimento inicial do doleiro Alberto Youssef, revelado pela VEJA em abril, o razoável é que se afastasse do comando. Mas isso não aconteceu. Ao contrário. A cúpula dirigente se fechou em sua defesa. E essa defesa não se limitou ao presidente da legenda, Rui Falcão.

Em fevereiro, em Belo Horizonte, em reunião do Diretório Nacional, Lula se solidarizou com o companheiro. Acusou uma suposta tentativa de criminalizar o partido e, adicionalmente, pôs sob suspeição o resultado do julgamento do mensalão. Afirmou então: “Descobri lamentavelmente no mensalão que o julgamento não é jurídico, é político”. O partido estava na capital mineira para comemorar os seus 35 anos. Vaccari participou da festança. A presidente Dilma Rousseff, santa imprudência!, discursou no evento.

Sim, Vaccari está em prisão preventiva, e isso não significa uma sentença condenatória. Os petistas descobriram a presunção de inocência depois que chegaram ao poder. Quando eram oposição, Lula costumava cortar cabeças sobre o palanque. Isso poderia ser um sinal de que o partido chegou, ainda que tardiamente, a um fundamento das sociedades civilizadas… Sabemos, no entanto, que não é assim. O tesoureiro não estava aboletado em seu cargo em nome de algum princípio do direito. Lá permanecia por arrogância sua e da cúpula; lá permanecia porque o partido insiste em não reconhecer a legitimidade e a legalidade da investigação em curso. Tanto é assim que o líder na Câmara, o inefável Sibá Machado (AC), acusou a existência de uma grande conspiração. Sibá não sabe falar sozinho, por conta própria. Alguém lhe soprou o texto.

E quem participaria dessa conspiração? Suponho que sejam a Justiça, o Ministério Público, a imprensa e a esmagadora maioria dos brasileiros, não é?, que hoje reconhecem na ação dos companheiros o que há de mais deletério na política.

Diga-se sempre: o PT não inventou a corrupção. Ela existe, como já brinquei aqui, desde que o homem decidiu provar do fruto proibido. Sempre houve, Brasil e mundo afora, desvios da norma praticados por pessoas, por partidos, por grupos. E jamais será o caso de condescender com eles. Inaceitável é que se tenha criado um sistema que, em vez de perseguir, para punir, o crime, faz a apologia da transgressão. Asqueroso é que se tenha erigido um modelo de gestão que pretende pôr, num prato da balança, o assalto aos cofres públicos e à institucionalidade e, no outro, a reparação social, real ou suposta, como se a precondição do bem fosse, necessariamente, o mal.

Por nada, sem motivo, sem causa, o Planalto inventou a patacoada de que já poderia respirar aliviado — afinal, sabem como é, apenas quase meio milhão de pessoas estavam nas ruas do domingo… Depois do suposto alívio, ficamos sabendo que a Controladoria-Geral da União esperou passar as eleições para apurar a denúncia de uma fraude que já chegava com provas. E agora se vê ir para a cadeia o tesoureiro do partido que atuou na arrecadação da campanha eleitoral da presidente; que compartilhou com ela, há pouco mais de dois meses, o ambiente em que o PT comemorava o seu aniversário.

Os petistas acham que o partido está sendo perseguido por uma conspiração de direita. Não! O partido está tendo é de prestar contas por sua história e pelas opções que fez — e é evidente que, dessa missa macabra, a gente não deve conhecer nem a metade.

Eis aí. Desde 2005, os jornais e os veículos de comunicação já tinham confinado a cobertura dos assuntos do petismo na seção de polícia. Afinal, as coisas de que tomamos ciência, convenham, não são matéria da política.


POLÍBIO BRAGA ENTREVISTA PEDRO LAGOMARCINO, ADVOGADO DO RS - OS FUNDAMENTOS PARA O IMPEACHMENT SÃO MAIS DO QUE VISÍVEIS





ENTREVISTA
Pedro Lagomarcino, advogado do RS, autor de pedido de impeachment protocolado na Câmara.


As manifestações de domingo ajudam a encorpar seu pedido de impeachmentm ?
Pra o "impeachment" ocorrer, é fundamental que seja assinada, formalmente, uma petição fundamentada e consistente, que obedeça às normas regimentais da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.


No seu caso, como foi ?
Minha petição foi entregue com mais de 16.900 assinaturas no gabinete do Deputado Eduardo Cunha, atual Presidente da Câmara, e que está disponível on-line (pro bono):
http://www.citizengo.org/pt-pt/signit/13481/view


Eduardo Cunha e a enorme maioria dos deputados rejeita o impeachment de Dilma.
Desejar o "impeachment" é o mesmo que lotar um estádio para torcer para um time de futebol, pois torcer pode embalar o time, mas só quem entra em campo pode marcar o gol e fazer a diferença.


Acrescento que a própria OAB é contra o impeachment.
A posição do Presidente da OAB Nacional, manifestada no programa Fantástico, em contrariedade ao "impeachment", foi lamentável, por uma razão muito óbvia: a continuidade do governo de Dilma Rousseff, com as ações de corrupção, de lavagem de dinheiro, de improbidade e de violação a lei de licitações, engorda o receita de muitos escritórios de advocacia com os acusados ou suspeitos de participação nestes crimes.


É uma acusação séria.
Por que o Presidente da OAB e a própria OAB apoiariam o "impeachment"? Seria retirar o mesmo que retirar "o filé" de faturamento de muitos escritórios.


O presidente da OAB acha que não cabe o impeachment.
Uma coisa é a manifestação de um leigo ao dizer que não cabe o "impeachment". Outra, completamente diferente é um jurista dizer que o "impeachment" é incabível. Este tem o dever, ao se manifestar, de dominar tecnicamente o assunto e saber o que enseja o "impeachment".Foi achismo.
Os fatos relatados deste o mensalão e que vieram à tona com o Petrolão, revelam ora a prática de crimes continuados, ora da prática de crimes permanentes.

MERVAL PEREIRA: Denúncias se aproximam da campanha de Dilma








Os desvios da Petrobras vão se aproximando cada vez mais da campanha da presidente Dilma. Novas denúncias vão surgindo e agora apareceu que o dinheiro desviado entrou como pagamento de uma gráfica que fez a campanha dela.


Tem ainda o caso da CGU, que teria prevaricado ao retardar a abertura de processo contra a CBM holandesa, de acordo com depoimento de um ex-diretor da empresa de que antes das eleições ele teria dado todos os dados à CGU, que só abriu o processo em novembro.


Hoje à tarde o TCU vai decidir se a lei de responsabilidade fiscal foi quebrada ao se fazer as mágicas estatísticas no orçamento. Se ficar decidido que houve quebra da lei, é um crime de responsabilidade que terá de ser investigado pelo Ministério Público. São indícios para a oposição pedir o impeachment. A crise política se aproxima muito perigosamente da presidente Dilma.


É impossível o PT negar a realidade, depois de ter dois tesoureiros presos. A bandeira da terceirização será usada pelo partido e por Lula para tentar recuperar algum prestígio junto aos sindicatos. E Lula fez uma pressão pública muito forte em cima da presidente para que ela vete a lei da terceirização, caso ela seja aprovada. A situação é muito difícil.



ALAN GRIPP: Prisão de Vaccari fará governo sangrar e dá argumento poderoso à oposição




Tesoureiro do PT foi preso em casa na 12ª fase da Lava-Jato

POR ALAN GRIPP* , 15/04/2015 em O Globo


A prisão do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, não poderia vir em pior hora para o partido e para a presidente Dilma Rousseff. Ela ocorre no momento em que ambos acreditavam ter conseguido respirar em razão da menor adesão nos protestos de domingo e da sensação de que a crise política perdera temperatura.

Ainda que não surjam grandes revelações, a prisão de Vaccari contribuirá para o mau humor generalizado em relação ao governo. Como mostrou o Datafolha, o desejo de protestar contra a corrupção foi a principal motivação das pessoas que foram às ruas nas duas manifestações contra Dilma.

O fato também dará munição a uma oposição, que, na véspera da nova fase da Lava-Jato, deu claro sinal de que abandonará a postura passiva e buscará o enfrentamento, atendendo a reivindicação de boa parte do tucanato e, mais recentemente, de grupos que organizam os protestos e não se sentem representados.

Com Aécio Neves à frente, o PSDB voltou a falar em impeachment. Falta-lhe, no entanto, argumentos jurídicos para embasar pedido tão drástico. É cedo para dizer que o encarceramento de Vaccari será esse argumento, mas é, sem dúvida, o que a oposição tem de mais poderoso até agora.
Vaccari não é Pedro Barusco. É improvável que negocie acordo de delação premiada como fez o ex-gerente da Petrobras. O maior impacto de sua prisão é, portanto, simbólico. O constrangimento de ver preso o homem responsável por irrigar campanhas petistas fará o governo sangrar no momento em que acreditava estar curando feridas.

*Alan Gripp é editor de País

Fundação Agrisus: Dia Nacional da Conservação do Solo



O presidente da Fundação Agrisus, única entidade de financiamento privado da área de agronomia no Brasil, Antonio Roque Dechen, escreve para comemorar o Dia Nacional da Conservação do Solo, comemorado em 15 de abril.


O solo nosso de cada dia

Por Antonio Roque Dechen*

A FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), acertadamente, denominou o ano de 2015 como Ano Internacional do Solo. No Brasil, a Lei n° 7.876, de 13 de novembro de 1989, institui o Dia Nacional da Conservação do Solo a ser comemorado, em todo o País, no dia 15 de abril de cada ano.

Um pouco estranho dedicarmos tão pouco tempo e cuidados aos nossos solos que proveem nosso sustento, garantem o nosso pão de cada dia e onde fincamos nossos lares. Nas grandes cidades mal os vemos, revestimos tudo com construções, calçadas e asfalto e reclamamos das enchentes quando as bem-aventuradas águas das chuvas não têm onde se infiltrar e, com sua força, produzem grandes estragos.

Norman Borlaug, Nobel da Paz, o pai da Revolução Verde, em uma de suas visitas ao Brasil, em 2006, ao ser perguntado sobre como via o futuro da produção agrícola no Brasil respondeu que não se tem como competir em produção agrícola com um país com a extensão territorial do Brasil que tem água e sol todos os dias, condições estas indispensáveis para o processo fotossintético e produção de alimentos.

Em levantamento recente, realizado e divulgado pela Agroconsult, pela primeira vez a safra brasileira de grãos superará a marca de 200 milhões de toneladas, e o plantel de gado já supera 200 milhões de cabeças, o que levou André Pessoa, coordenador do Rally da Safra, a fazer a seguinte afirmação: "O Brasil é um dos poucos países do mundo que produz uma tonelada de grãos por habitante e tem também uma cabeça de gado por habitante. Parece pouco, mas em um país em que a população rural é de apenas 15%, e apenas o PIB do agronegócio tem sido positivo nos últimos anos, é uma demonstração de muita tecnologia, trabalho e eficiência".

Hoje, a sustentabilidade da produção agrícola e a adequação ambiental são indissociáveis. Grandes avanços estão ocorrendo na agropecuária brasileira e para continuarmos crescendo e nos firmarmos nas posições de liderança da produção, o Brasil precisa também posicionar-se na liderança da implantação de ações de sustentabilidade. 

A adoção de tecnologia na utilização dos solos sob cerrados possibilitou grande expansão da área agrícola e substancial aumento da produção, bem como de reconhecimento internacional. Em 2006, Alisson Paulinelli, Edson Lobato e Andrew Colin McClung (americano que foi pesquisador do IBEC-Research em Matão, SP) foram contemplados com o Prêmio Mundial da Alimentação (World Food Prize) pelas ações pioneiras em ciência do solo e políticas de implementação na abertura de áreas de cerrados no Brasil para a agricultura e produção de alimentos. Esse prêmio foi criado em 1986 por Norman Borlaug.

Outro fator de crucial importância na sustentabilidade da produção agrícola brasileira foi a adoção e implantação do sistema plantio direto no Brasil, tecnologia que revolucionou a agricultura brasileira, iniciada no Paraná, e que teve como protagonistas Herbert Bartz, Manoel Henrique Pereira e Franke Dijkstra. Hoje, 30 milhões de hectares no Brasil são cultivados no sistema do plantio direto, com contínuo crescimento e consolidado graças ao grande desenvolvimento de pesquisas na área.

Não podemos nos esquecer jamais de que nossa sustentabilidade depende do sol, da água e do solo. Cuidando adequadamente de nossos recursos naturais poderemos continuar dizendo que: "O solo nosso de cada dia é a nossa pátria e que cultivá-lo e conservá-lo garantem a sustentabilidade e nossa vida: até que ele nos acolha".



Antonio Roque Dechen, Professor Titular do Departamento de Ciência do Solo da ESALQ/USP, Presidente da Fundação Agrisus,​ Presidente do Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS) e Membro do Conselho do Agronegócio (COSAG-FIESP).

Ossami Sakamori: O País inteiro grita "Fora Dilma !"




O resultado abaixo do esperado no movimento das ruas de antes de ontem, domingo, dia 12 de abril, ao contrário do que o Palácio do Planalto quer fazer parecer, a maior perdedora das manifestações foi a própria presidente Dilma. 


O fato de movimento de domingo ser menor do que do dia 15 de março, não enfraquece a força popular dos movimentos de ruas. A população parece ter encontrado convergência nas revindicações. O que mais se viu foi sem dúvida, cartazes com dizeres: "Fora Dilma", "impeachment" e #Fora Dilma e PT".


A situação política da Dilma está cada vez mais fraca, sem o apoio popular e político, quase como clima de fim de feira. Dos partidos de base de apoio da Dilma, restaram somente o próprio PT e os partidos de esquerda como o PC do B para continuar apoiando até debaixo d'água. Ninguém percebeu, mas o PSB, o espólio do Eduardo Campos, está bandeando-se para o lado da Dilma. Os partidos como PMDB, PSDB e DEM estão contra Dilma e estão impondo severas derrotas no Congresso Nacional. 


O Congresso Nacional, aproveitando do vácuo do poder, está impondo a agenda política à presidente Dilma. O recém nomeado Michel Temer, não consegue reunir ao seu redor nem os parlamentares do próprio PMDB, imagine então ser articulador político da presidente Dilma no Congresso Nacional. Com nomeação do Michel Temer, Dilma perdeu de vez o apoio do Congresso Nacional. 


O quadro econômico tende a piorar nos próximos meses, devido aos ajustes fiscais proposto pelo ministro Joaquim Levy. O problema do País, não é somente os ajustes fiscais. Sem dúvida que ela é um ponto fundamental para formulação do plano de desenvolvimento sustentável, mas não é suficiente. O Joaquim Levy funciona como um bom tesoureiro, mas ele não tem envergadura para propor Plano Econômico sustentável para o País.

O Brasil que nós queremos terá que conquistar todos indicadores de desenvolvimento a passos largos, porque há um enorme "gap", um vácuo, um abismo que separa o Brasil dos países desenvolvidos como Estados Unidos da América, Canadá, Inglaterra, Alemanha, Japão e do minúsculo cidade nação, o Singapura. O Brasil precisa crescer no mesmo ritmo da China e Índia se quiser continuar como protagonista do mundo global. 

O Brasil não pode dar o luxo de esperar mais 4 anos para promover mudanças importantes para voltar a ser protagonista do mundo. Que o Congresso Nacional force o impeachment ou a renúncia da Dilma, para que o Brasil encontre a verdadeira vocação de ser um dos líderes do mundo global.

ALUIZIO AMORIM: VEM AÍ UMA BOMBA PARA DETONAR DILMA, LULA E MAIS O PT E SEUS SEQUAZES.




O site O Antagonista acaba de revelar em primeira mão uma notícia que tem tudo para se transformar numa bomba capaz de varrer o PT do poder e conceder, finalmente, a possibilidade de varrer para sempre esse esse ajuntamento de psicopatas da vida política nacional. Leiam: 

O Antagonista informa com exclusividade: o procurador junto ao Tribunal de Contas da União, Júlio Marcelo de Oliveira, requereu ao TCU que tome para si a investigação do escândalo da empresa holandesa SBM, que doou ilegalmente 300 mil dólares à campanha de Dilma Roussef e, segundo o inglês Jonathan David Taylor, ganhou como cala-boca um contrato de 3,5 bilhões de dólares com a Petrobras -- tudo indevidamente escondido pela Controladoria-Geral da União até depois da eleição.

O procurador pede, inclusive, que o TCU mande um emissário a Londres, para ouvir Jonathan David Taylor, ou que faça o ex-executivo da SBM vir ao Brasil.

Veja o trecho final da representação de Júlio Marcelo de Oliveira:

Ao ver do Ministério Público de Contas, a gravidade e a materialidade dos fatos envolvidos nesta investigação recomenda que este processo seja convertido em auditoria e que o próprio TCU investigue a fundo a denúncia de pagamento de propinas pela empresa SBM Off Shore para obtenção de contratos com a Petrobras.

Com efeito, dispondo o TCU das amplas competências que a Constituição Federal lhe outorga, incluída a de processar e julgar danos cometidos contra a Administração Pública, condenando os responsáveis em débito, e a larga dimensão dos eventos de corrupção na maior empresa brasileira, afigura-se de todo recomendável que o próprio TCU assuma o comando desta investigação, em vez de aguardar os eventuais e incertos desdobramentos de investigações conduzidas pela própria Petrobras e pela CGU.

Para tanto, pode o TCU requerer à Petrobras e à CGU o envio de cópia integral de todos os processos de investigação sobre esse tema, para a partir desse ponto, promover suas próprias investigações.

Independentemente da conversão dos autos em auditoria a ser conduzida pelo próprio TCU, entende o Ministério Público ser extremamente útil, ao conhecimento que esta Corte de Contas deve ter sobre o caso, a oitiva do ex-diretor da SBM, Jonathan David Taylor, como medida instrutória, o que desde logo se requer e que certamente muito contribuirá para a elucidação das questões tratadas nos autos.

Para tanto, sugere o Ministério Público de Contas a ida de auditores do TCU ao Reino Unido para entrevistar o ex-diretor e colher com ele elementos de prova de que disponha ou, alternativamente, o estabelecimento de tratativas para promover a vinda do ex-diretor ao Brasil para sua oitiva pelo TCU.


Brasília-DF, em 14 de abril de 2015.






Por Felipe Moura Brasil http://www.veja.com/felipemourabrasil

A tucanada ouviu o nosso alô.

Aécio Neves (PSDB-MG) anunciou nesta terça-feira no Senado que uma comissão especial suprapartidária irá a Londres ouvir Jonathan David Taylor, o ex-executivo da SBM Offshore que acusa a Controladoria-Geral da União (CGU) de ter abafado até depois das eleições, para favorecer a campanha de Dilma Rousseff, a denúncia de pagamento de US$ 139 milhões em propinas por meio de contratos da Petrobras, como comentei na TVeja de manhã.

Os tucanos não foram os únicos a tomar providências.

Júlio Marcelo de Oliveira, procurador junto ao Tribunal de Contas da União, requereu ao TCU que tome para si a investigação do escândalo da SBM, que doou ilegalmente 300 mil dólares à campanha de Dilma, como denunciou o ex-gerente Pedro Barusco na CPI da Petrobras.

O procurador pede, também, que o TCU mande um emissário a Londres, para ouvir Taylor, ou que o faça vir ao Brasil.

Eu gosto assim. Sem moleza para o PT.



TRANSCRIÇÃO:

“Hoje, um importante jornal de circulação nacional traz na sua primeira página uma gravíssima ou mais uma gravíssima denúncia da utilização do Estado nacional em benefício de um projeto de poder. Trata-se de matéria da Folha de S. Paulo em que o senhor Jonathan David Taylor declara que em 27 de agosto do ano passado, do ano de 2014, entregou à CGU um conjunto de documentos que atestavam o pagamento de 139 milhões de reais em propinas a dirigentes da Petrobras, segundo esse dirigente dessa empresa holandesa conhecida aqui como SBM Offshore. Já havia sido feito essa denúncia junto às autoridades holandesas. Em 27 de agosto todos os documentos foram entregues à CGU e apenas em novembro foi aberta uma investigação por parte desse importante órgão de controle. Abro aspas para Taylor:

‘A única conclusão que posso tirar é que queriam proteger o Partido dos Trabalhadores e a presidente Dilma ao atrasar o anúncio dessas investigações para evitar impacto negativo nas eleições.’

Nós, senhor presidente, a cada semana nos assustamos, se é que ainda temos essa capacidade, com as denúncias sucessivas que chegam. Há poucas semanas, o Tribunal de Contas [da União - TCU] atesta que a centenária empresa de Correio e Telégrafos, como havíamos denunciado, agiu de forma ilegal durante a campanha eleitoral. Quando se fala de recursos públicos, também as denúncias se sucedem a cada dia. Eu quero aqui informar que, nesse instante, por iniciativa do vice-presidente da CPI da Câmara dos deputados que investiga as denúncias de corrupção na Petrobras, Antonio Imbassahy, em colaboração com o líder do meu partido na Câmara Federal, Carlos Sampaio, acabam de aprovar nesse instante um requerimento que cria uma comissão especial de 5 membros, suprapartidária como deve ser, para irem a Londres ouvir o sr. Jonathan David Taylor na condição de representantes e portanto com poderes da Comissão Parlamentar I, já que ele alega por questões de segurança impossibilidade de vir ao Brasil.

Se este fosse, sr. presidente, um fato isolado, único, nesse processo que nos assombra a todos os instantes pós-eleição talvez não tivesse a relevância que a ele precisamos dar. O que nós estamos percebendo é que jamais antes na história desse país ao Estado nacional se colocar de joelhos a serviço de um projeto de poder que hoje é rejeitado por ampla maioria da sociedade brasileira. Nós somos minoria nesta Casa, presidente Renan, mas exerceremos a nossa função, mesmo como minoria, com coragem, com galhardia e com altivez, e faremos com que todas as denúncias que aqui cheguem sejam investigadas e os responsáveis exemplarmente punidos.

Pois se comprovada essa denúncia – e não faço aqui ainda juízo de valor sobre ela – mas os antecedentes pelo menos nos levam a investigá-la, mas terá cometido a CGU crime de prevaricação por ter guardado, omitido da sociedade brasileira, do conhecimento dos brasileiros, denúncias comprobatórias de tamanha gravidade que só veio veio trazer a público no momento em que as urnas se fecharam. Portanto, meus cumprimentos à coragem dos nossos companheiros da CPI e aqui desta tribuna: estaremos sempre prontos para denunciar e cobrar daqueles que de forma indevida e alguns momentos criminosas se utilizaram do dinheiro público para garantir a continuidade de um projeto de poder que absolutamente nada mais tem a oferecer ao Brasil e aos brasileiros.

Muito obrigado, sr. presidente.”



GEN BDA PAULO CHAGAS: NÃO IMPORTA A COR DO GATO, DESDE QUE ELE COMA O RATO



Publicado por Gen. Paulo Chagas


CAROS AMIGOS

SE, NAS PRÓXIMAS MANIFESTAÇÕES, COMO AS DO ÚLTIMO DIA 12 DE ABRIL, NÃO ESTIVERMOS UNIDOS, ATENTOS ÀS OPORTUNIDADES E AGINDO PELA FINALIDADE, ESTAREMOS DESPREZANDO A VANTAGEM QUE O PRINCÍPIO DA MASSA NOS TEM PROPORCIONADO E ACABAREMOS POR DIVIDIR-NOS, PERDEREMOS O FOCO, SEREMOS BATIDOS POR PARTES E SOTERRADOS PELO APARELHAMENTO, PELA DEMAGOGIA, PELAS CIRCUNSTÂNCIAS E PELAS NOSSAS PRÓPRIAS CONTRADIÇÕES.

A MANOBRA, VISANDO A RECUPERAÇÃO FÍSICA E MORAL DO BRASIL, CONSIDERANDO A MAGNITUDE DAS DIFICULDADES E A COMPLEXIDADE DOS PROBLEMAS A SEREM RESOLVIDOS, TEM QUE SER PLANEJADA E EXECUTADA POR FASES, ISTO É, AS FRENTES DE COMBATE E OS OBJETIVOS PRINCIPAIS A SEREM CONQUISTADOS DEVEM SER SELECIONADOS NO ESPAÇO E NO TEMPO, INDEPENDENTE DAS METAS INTERMEDIÁRIAS QUE VISAM A FORTALECER A NOSSA AÇÃO E ENFRAQUECER AS RESISTÊNCIAS DO INIMIGO.

DESTA FORMA, O NOSSO “O1” (OBJETIVO NR 1) DEVE SER:

TIRAR O PT DO PODER DENTRO DA NORMA CONSTITUCIONAL E, ASSIM, RECUPERAR A CREDIBILIDADE DO PAÍS PERANTE NÓS MESMOS E DIANTE DO MUNDO.

SEJA QUAL FOR O SUBSTITUTO DO PT E DA SRA DILMA ROUSSEFF, EM MEIO ÀS POUCAS OPÇÕES QUE SE APRESENTAM NESTE MOMENTO, TEREMOS QUE, SEM PERDA DE TEMPO E DE IMPULSÃO, RETOMAR O MOVIMENTO EM DIREÇÃO A OUTRAS CONQUISTAS QUE CONTRIBUAM PARA A VITÓRIA DEFINITIVA DO PENSAMENTO LIBERAL E DA DEMOCRACIA, COMO ENTENDEMOS QUE DEVE SER.

A SELEÇÃO DE NOVAS FRENTES, A REFORMULAÇÃO DA MANOBRA E A RECOMPOSIÇÃO DOS MEIOS SE TORNAM NECESSÁRIAS PARA CADA FASE DAS OPERAÇÕES E DA “GUERRA” QUE, PELA ORGANIZAÇÃO, PELO DISPOSITIVO E PELA MOTIVAÇÃO DO INIMIGO, SERÁ ÁRDUA E PROLONGADA!

ESTA NÃO É, EFETIVAMENTE, UMA GUERRA A SER VENCIDA “NO GRITO”, MUITO MENOS COM VAIDADES, ARROGÂNCIA OU DESPREZO PELO APOIO MÚTUO, PELA COORDENAÇÃO E PELO CONTROLE NECESSÁRIOS À MANUTENÇÃO DO FOCO E, PRINCIPALMENTE, DA UNIDADE DE PROPÓSITOS.

SE O NOSSO MOVIMENTO SE FORTALECE NO PRINCÍPIO DA MASSA, É, POR OUTRO LADO, CARENTE E VULNERÁVEL NO PRINCÍPIO DA UNIDADE DE COMANDO!

FALTA-NOS FOCO NO OBJETIVO E HUMILDADE PARA ADMITIR QUE “NÃO IMPORTA A COR DO GATO, DESDE QUE ELE COMA O RATO”, OU SEJA, NO MOMENTO ATUAL, NÃO NOS DEVE INTERESSAR O “COMO”, DE QUE FORMA, OS TIRAREMOS DO PODER, MAS, APENAS, QUE TEMOS QUE FAZÊ-LO, DENTRO DA LEI!

NÃO IMPORTA SE SERÁ POR MEIO DO IMPEACHMENT, DA RENÚNCIA, DA DEPOSIÇÃO JUDICIAL, PELO EXTREMO DA “INTERVENÇÃO MILITAR”, OU POR QUALQUER OUTRO MEIO LEGAL. CADA UM DELES TEM CIRCUNSTÂNCIAS, CONTESTAÇÕES E VULNERABILIDADES PRÓPRIAS E A EVOLUÇÃO DOS ACONTECIMENTOS INDICARÁ QUAL DEVERÁ PREVALECER NO MOMENTO DECISIVO E TODOS TEMOS QUE ESTAR PRONTOS A CONTRIBUIR PARA QUE SEJA EXECUTADO O QUE A CONJUNTURA INDICAR COMO OPORTUNO.

A CARÊNCIA DE LÍDERES QUE UNIFIQUEM E CONTROLEM OS DIVERSOS PENSAMENTOS NOS IMPÕE, COMO CONDIÇÃO PARA A VITÓRIA, UM MÍNIMO DE COORDENAÇÃO E UM MÁXIMO DE RESPEITO A TODAS AS PROPOSTAS QUE ESTEJAM COLIMANDO O NOSSO “O1”!

DESQUALIFICAR, A QUALQUER TEMPO, PARTICULARMENTE DURANTE AS DEMONSTRAÇÕES DE RUA, AS DIFERENTES CORRENTES DE PENSAMENTO, IMPOR ARGUMENTOS PELO VOLUME DOS CARROS DE SOM OU, PIOR, TENTAR BOICOTAR A LIBERDADE DE EXPRESSÃO DOS GRUPOS ORGANIZADOS É TUDO O QUE O INIMIGO QUER QUE FAÇAMOS NESTE MOMENTO!

ASSIM, TORNA-SE NECESSÁRIO UM MÍNIMO DE COORDENAÇÃO, CONTROLE E RESPEITO MÚTUO ENTRE AS LIDERANÇAS DOS GRUPOS, DE FORMA A QUE CADA CORRENTE DE PENSAMENTO POSSA FAZER, PROPOSITIVAMENTE, A DEFESA DO QUE JULGA SER O MELHOR E O MAIS EFETIVO PARA A CONQUISTA DE “O1”, SEM QUE HAJA, POR QUALQUER MOTIVO, DESQUALIFICAÇÃO DAS OUTRAS OU DANO AO PRINCÍPIO DA MASSA, PONTO FORTE DESTA FASE DA MANOBRA.

GEN BDA PAULO CHAGAS

= NENHUMA DITADURA SERVE PARA O BRASIL =

MERVAL PEREIRA: Juiz que tem lado não pode ir para o STF



Do Blog do MERVAL PEREIRA


Ministro do STF não pode ter "um lado" político. O juiz Fachin é um militante do PT e não deveria ter sido indicado. Ele aparece em um vídeo na campanha de 2010 da presidente Dilma como porta-voz do manifesto de juristas "que têm lado". Indo para o Supremo, vai ter de abrir mão desse lado. Fachin precisa esclarecer publicamente qual é a diferença dele hoje e daquele porta-voz dos juízes que tem um lado.


A sabatina do Senado para aprovar um ministro do Supremo deveria ser mais séria do que sempre foi. Tecnicamente, Fachin tem todas as condições de ir para o Supremo, mas o seu lado militante é muito forte. É tão grave, que até o presidente Lula desistiu de convidá-lo para o STF na substituição do Eros Grau depois de ver o quanto ele era entusiasta do MST.



Eis o substituto de Joaquim Barbosa, apoiado por Álvaro Dias e Beto Richa.


Não surpreende que Dilma tente aparelhar o Supremo Tribunal Federal e que, para isso, ao que tudo indica, tenha cedido mais um pedaço do país para Renan Calheiros, presidente do Senado, onde o indicado é sabatinado e aprovado pela maioria. O que revolta é que este senhor, Luiz Edson Fachin, tem o apoio de dois tucanos: o senador Álvaro Dias e o governador Beto Richa, os dois do Paraná, como o próprio indicado. Dão as mãos para Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo, padrinhos do novo ministro, paranaenses também. Como diz o ditado, quem com porcos se mistura farelo come.






Por Felipe Moura Brasil http://www.veja.com/felipemourabrasil

Assista ao vídeo em que Luiz Edson Fachin, indicado por Dilma Rousseff para o STF, faz um discurso de apoio à petista na campanha de 2010, em nome de juristas que “tomaram lado”.

O mais tragicômico é que ele exalta “um governo que sempre escolheu para chefe do Ministério Público Federal o primeiro da lista tríplice elaborada pela categoria e não alguém de seu convívio ou conivência”.

Pois é. O governo do PT prefere escolher para ministro da Corte Suprema do país “alguém de seu convívio ou conivência”: um entusiasta assumido do projeto petista de poder que possa melar o trabalho do chefe do MPF se eventualmente ele comprometer os políticos do partido.

Se o Senado permitir, o STF tomará ainda mais o lado do PT.



“Tenho em minhas mãos o manifesto de centenas de juristas brasileiros que tomaram lado.”

(Manifesto:)

“Apoiamos Dilma para prosseguirmos juntos na construção de um país capaz de um crescimento econômico que signifique desenvolvimento para todos, que preserve os bens naturais. Um país socialmente justo que continue acelerando a inclusão social e que consolide, soberano, sua nova posição no cenário internacional. Um país que priorize a educação, a cultura, a sustentabilidade e a erradicação da miséria. Um país que preserve sua dignidade reconquistada. O governo que queremos é o governo que preservou as instituições democráticas e jamais transigiu com o autoritarismo. Um governo que não tentou, casuisticamente, alterar a Constituição para buscar um novo mandato. Um governo que sempre escolheu para chefe do Ministério Público Federal o primeiro da lista tríplice elaborada pela categoria e não alguém de seu convívio ou conivência. Um governo que reestruturou a Polícia Federal, a Defensoria Pública, que apoiou a criação do importante Conselho Nacional de Justiça e a ampliação da democratização das instituições judiciais. Nestes últimos anos, a liberdade de manifestação de ideias fluiu no país. Não houve um ato sequer do governo que limitasse a expressão do pensamento em sua plenitude, e essas são as liberdades que devem ser mantidas. Muito mais que uma candidatura, o que está em jogo é o que foi conquistado. Por isso tudo, declaramos em conjunto o apoio a Dilma Rousseff. É hora de unir nossas forças no segundo turno para garantir as conquistas e continuarmos na direção de uma sociedade justa, soberana e solidária.”


Lava-Jato: prisão de Vaccari abre caminho para o PT perder registro de partido político, afirma Caiado




Petrolão: Polícia Federal deflagra nova etapa da Lava-Jato e prende Vaccari Neto, tesoureiro do PT


Forma geométrica – A Polícia Federal deflagrou nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (15) a décima segunda etapa da Operação Lava-Jato e prendeu, em São Paulo, o tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, João Vaccari Neto.

Acusado de envolvimento no Petrolão, o maior escândalo de corrupção da história da humanidade, com prejuízos de mais de R$ 88 bilhões à Petrobras, Vaccari nega as acusações feitas por delatores da Lava-Jato, em especial por Pedro Barusco, ex-gerente da estatal.

Barusco, que decidiu colaborar com as investigações, disse que parte da propina arrecadada a partir de contratos superfaturados ficava com ele, enquanto o restante era destinado ao PT e entregue a Vaccari Neto. O dinheiro sujo e de origem criminosa era entregue ao tesoureiro petista em hotéis, mas uma parte da propina era paga por empreiteiras por meio de doações supostamente legais.

No último dia 9, João Vaccari Neto foi ouvido na CPI da Petrobras, onde chegou com um habeas corpus debaixo do braço. A benesse jurídica foi concedida pelo ministro Teori Zavascki, relator dos processos decorrentes da Lava-Jato, e permitiu ao tesoureiro não apenas se livrar do compromisso de dizer a verdade, mas desafiar os integrantes da comissão que o inquiriam.

Durante o depoimento, que poderia ter sido marcado pelo silêncio, Vaccari afirmou que conheceu Renato Duque, ex-diretor da diretoria de Serviços da Petrobras e preso pela PF. Duque foi indicado ao cargo pelo PT, em especial pelo deputado cassado e mensaleiro condenado José Dirceu de Oliveria e Silva, que também tornou-se alvo da Lava-Jato. O petista disse que conheceu ex-diretor da petroleira em um evento social no Rio de Janeiro. “É um relacionamento amistoso e social. Uma pessoa com que eu gosto de conversar, discutir política”, disse Vaccari ao explicar sua relação com Duque

Na CPI, Vaccari Neto também confirmou que foi a um dos escritórios do doleiro Alberto Youssef, um dos principais delatores da Lava-Jato, que desde março de 2014 permanece preso na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba. O responsável pelas finanças do PT disse que foi convidado para ir ao encontro do doleiro. “Youssef mandou um recado para que fosse ao escritório. Não marcou data. Compareci, ele não estava e fui embora”.

Na última segunda-feira (13), durante entrevista na rede mundial de computadores, o editor do UCHO.INFO afirmou que em breve João Vaccari Neto, que foi denunciado na Lava-Jato e responde a processo na Justiça Federal, seria preso por determinação do juiz Sérgio Fernando Moro. Ou seja, a partir de agora Vaccari terá a oportunidade de contemplar o raiar do astro-rei de forma geometricamente distinta.

Sol quadrado – Líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado (GO) comentou a prisão do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, na décima segunda fase da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal. Acusado de articular o desvio de recursos públicos para abastecer o caixa 2 do partido, o tesoureiro nega as acusações. A prisão do responsável pelas finanças petistas, na manhã desta quarta-feira (15), é a segunda de um tesoureiro do PT em menos de cinco anos.

“O PT não tem credencias de partido político, e sim de lavanderia. O partido é reincidente ao ter o tesoureiro Vaccari, sucessor de Delúbio Soares, flagrado e preso por arrecadar dinheiro desviado de empresas públicas para alimentar suas campanhas e encher os bolsos de seus dirigentes”, comentou o democrata.

Para Caiado, a reincidência de irregularidades no alto escalão da legenda é suficiente para colocar em suspeição a legitimidade do grupo partidário e da reeleição da presidente Dilma Rousseff, que continua evitando falar sobre o Petrolão, o maior escândalo de corrupção da história.

“Diante desse cenário, tudo caminha para que o PT perca o registro de partido político. E, comprovado que a presidente Dilma foi beneficiada por esse esquema em suas campanhas, será mais que suficiente para ela perder o mandato por corrupção”, afirmou o parlamentar.


Delação premiada

Na opinião de Ronaldo Caiado, a única oportunidade de João Vaccari Neto se livrar de uma punição máxima entre os envolvidos na Operação Lava-Jato seria em um acordo de delação premiada, na qual poderia ajudar a Polícia Federal a chegar aos verdadeiros chefes e mentores do Petrolão.

“Vaccari tem a chance de falar a verdade e não arcar sozinho com as consequências. Pode denunciar os verdadeiros chefes desse esquema”, sugeriu.

Fonte: Ucho.Info

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