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quinta-feira, novembro 13, 2014

Ricardo Noblat: Aécio é aprovado no teste do avião



Vôo da GOL decolou com atraso.

12/11/2014 19 por Ricardo Noblat

- Isto é uma pegadinha? – espantou-se a mulher ao olhar para o homem sentado na cadeira do corredor da terceira fila do voo 1488 da GOL, que decolaria ontem, no meio da tarde, do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino a Brasília.

- Pegadinha, como? – perguntou o homem, sorrindo.

- O senhor é a cara de Aécio – observou a mulher.

- Eu sou Aécio – o homem respondeu.

Instalou-se então a confusão, que acabou por atrasar a decolagem. Bem mais da metade dos passageiros que quase lotavam o avião fez questão de cumprimentar o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e de tirar fotos junto com ele.

Outra mulher comentou depois de abraçar Aécio:

- Você está por aqui? Não acredito.

Um homem idoso apertou a mão de Aécio e disse:

- Aécio, é você? Chorei muito quando você perdeu a eleição.

Entre uma foto e outra com o senador, uma jovem tascou:

- Nossa, você é muito bonito. É mais bonito do que na televisão.

A tripulação teve trabalho para conseguir que as pessoas ocupassem seus assentos. Antes que o avião decolasse, por três vezes, e a curtos intervalos, passageiros gritaram o nome de Aécio provocando aplausos.

Na descida do avião em Brasília, o comandante falou aos passageiros por meio do sistema de som:

- A GOL sente-se honrada em transportar o senador Aécio Neves, futuro presidente do Brasil.

Novamente Aécio foi aplaudido. E por último foi aplaudido ao se levantar para desembarcar, olhar para os fundos do avião e dizer:

- Obrigado pelo carinho, pessoal.

BOLIVARIANISMO - O GOLPE DO PT: Rui Falcão fala da “Pátria Grande”, confessando traição à Pátria e violação da soberania nacional


Estamos chegando na fase onde não há mais nada a esconder. É um fato que o PT está dando um golpe de estado há vários anos, com essa palhaçada de “Pátria Grande”.
Não sou eu que estou dizendo, mas o próprio presidente do PT, Rui Falcão, confessa falar em nome dos interesses não do povo brasileiro, mas no de tiranetes como Nicolas Maduro e Cristina Kirchner, que já saquearam seus estados e agora dependem da riqueza brasileira.
De novo, precisamos de uma explicação didática. Quem paga os impostos aqui no Brasil são os brasileiros. Qualquer governo (seja de qual partido for) priorizando os interesses de tiranos de outros países em detrimento dos interesses do povo brasileiro pratica traição à Pátria.
O termo “Pátria Grande” é um cuspe na cara de todo pagador de impostos brasileiro.
Devemos ser bem claros: “Não há Pátria Grande aqui”. Cada país que viva de suas riquezas, sendo a negociação entre países baseada nos interesses… de nossos pagadores de impostos, não do PT.
Claro que podem existir interesses escusos em várias alianças de governos anteriores. Ninguém é santo. Mas uma coisa é termos dúvida de governantes. Outra coisa é termos a certeza de que o governo do PT trai a Pátria.
E enquanto isso, o país já vai sofrendo os efeitos de uma política priorizando os interesses da escória dos líderes latino-americanos.
Fez bem Aécio Neves ao ameaçar ingressar na Justiça contra a mudança de meta de superavit, conforme a Folha.
Disse ele:
Nós vamos discutir, inclusive do ponto de vista judicial, quais as demandas cabíveis porque a presidente da República incorre em crime de responsabilidade se não cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal [...] Se aprovada uma medida como essa, o sinal que estamos dando é de que não há mais lei a ser cumprida. Basta que, no momento em que o governante não cumpre a lei, alterar a lei com sua maioria. Espero que o Congresso se respeite, respeite suas prerrogativas e impeça essa violência.
É claro que se a proposta for aprovada, a credibilidade do Brasil vai para o espaço.
E enquanto isso, o governo continua torrando grana com a “Pátria Grande”…
Enfim, vejam o vídeo com as declarações de Rui Falcão abaixo:

Paula Rosiska: Explicação e Convite para a manifestação de 15 de novembro no MASP





No próximo feriado da Proclamação da República, milhares de brasileiros indignados estarão nas ruas para se manifestar contra uma série de fatores que têm colocado nossa democracia em risco. A pauta, que contém muitos itens – do impeachment da presidente Dilma à exigência do voto impresso, passando pela investigação do Petrolão -, tem sido alvo de críticas, especialmente pelos que apoiam incondicional e ideologicamente o atual governo.

Alguns ironizam o movimento, sugerindo que os manifestantes não sabem o que querem. Ora, essa aparente falta de foco tem um explicação: muitos acontecimentos preocupantes sucederam nos últimos anos diante dos olhos um povo que, via de regra, só pensa em política quando é obrigado a ir às urnas e, portanto, não se alarmava com o que via. Quem batalha para garantir a sobrevivência não tem vocação para o autoritarismo e, portanto, não faz ideia de que políticos possam almejar mais do que a mordomia vitalícia sustentada pelos que trabalham de fato. Afirmar uma década atrás que havia um plano para dominação socialista na América Latina, do qual todos os seus presidentes faziam parte, e que a “La Patria Grande” seria o objetivo de um presidente brasileiro, soava a teoria da conspiração. Quem alertava sobre o incêndio sob a chuva rala assemelhava-se antes aos profetas de porta de igreja a prever o Apocalipse a alguém com inteligência suficiente para dar ouvidos. Porém agora o quebra-cabeça está montado e as pessoas comuns estão indo às ruas, pela primeira vez, sem a convocação de qualquer liderança, com quase uma década de atraso.

Neste momento tudo vem à tona e haverá, consequentemente, o desejo de correr atrás do prejuízo num único ato. Esse afobamento por si já é prova de que os que estavam no MASP dia 1º de novembro e os que estarão no próximo dia 15 não são militantes partidários ou os manifestantes profissionais, como os que recebem dinheiro e lanche para dar volume a certos protestos. Estavam e estarão lá para gritar o que lhes aflige, para encontrar interlocutores e renovar as esperanças de que podemos mudar o caminho e não ter mais como destino o mesmo lamaçal em que se encontram os mais avançados nesse processo bolivariano: Cuba, Venezuela e Argentina.

A sucessão de fatos ocorridos nesses países nos permitiram enxergar que o tal Golpe Comunista, na forma em que o concebemos, não existe. Não haverá luta armada, assim como não houve na terra de Chávez e Kirchner. Estão tirando nossos direitos e nossas liberdades aos poucos. Com o perdão do exemplo batido, mas é o caso do sapo que pula quando jogado num caldeirão de água fervente, mas morre cozido se for colocado na água morna, se aquecida gradativamente. Não vimos o finado Chávez declarando o golpe. Havia (há) até eleições lá e todas as medidas autoritárias eram (são) aprovadas democraticamente...

A similaridade entre o que tem acontecido lá e o que começamos a observar aqui é deveras preocupante. Não é coincidência, por exemplo, que a imprensa livre seja atacada pelo governo regularmente. A revista Veja, detonada nos palanques petistas, teve sua sede depredada por publicar a transcrição de um depoimento dado à Polícia Federal – ainda que a reportagem afirmasse se tratar somente da fala do doleiro, que, por sua vez, ainda não havia apresentado provas das acusações feitas a Lula e Dilma-. Espantosamente, alguns jornalistas da imprensa chapa-branca comemoraram essa represália à maior revista do país. O sapo realmente não nota a temperatura da água a subir. Há quantos anos se fala em “democratização da mídia”, que tem por objetivo atacar a Abril, a Globo e demais jornais que critiquem o governo? Na Argentina, esse ataque ganhou o nome de Lei de Medios e praticamente destruiu o jornal de oposição à Kirchner. Tudo com o objetivo de favorecer a “liberdade de expressão por impedir a concertação de mercado”.

Voltando à Venezuela, o país recebe militares cubanos desde o ano 2000, com o objetivo de defender o regime chavista a todo custo. A repressão aos protestos lá ocorridos durante este ano foi promovida em boa parte pelos soldados vindos de Cuba, que não tiveram piedade nem de jovens, nem de mulheres. Enquanto o vizinho vive seu momento trágico, descobre-se que vários dos médicos vindos da ilha de Fidel Castro para o famigerado programa Mais Médicos, são, na verdade, militares infiltrados. Além do quadro assustador, cabe lembrar que o Brasil, sob o governo do PT, tem repassado verbas imensas para os amigos bolivarianos. Afinal, por que construir um porto em Cuba? Por que construir outro no Uruguai? Por que repassar quase meio bilhão de reais da Petrobras para a campanha à reeleição de Evo Morales?

O povo brasileiro é escravo dos demais presidentes latino-americanos. Estamos financiando governos ruins, autoritários e incompetentes. Governos que estão empobrecendo seus países e tratando à paulada quem ouse falar o contrário. E já vislumbramos esse cenário perigoso tomando conta do Brasil.

É possível entender a indignação e o desespero de quem está utilizando seu tempo de descanso para gritar isso nas ruas, debaixo de sol forte ou de chuva. A gasolina aumentou, mas a Petrobrás pôde enviar meio bilhão para uma campanha política de um amigo do PT. Aumento de combustível traz consigo o aumento de todos os demais produtos, evidentemente. Pagamos impostos em comida, medicamentos e água. Não temos um único serviço público à altura das quantias que nos tomam à força, não temos segurança, enfrentamos filas em hospitais, nossas estradas são assassinas, e sabemos que a vida de um brasileiro nada vale, pois 60 mil assassinatos por ano não geram mais comoção.

Enquanto pagávamos a conta de toda essa obscenidade calados, estava tudo bem. Agora que passamos a falar contra isso, tentam nos calar. Se não pela imposição, fazem-no por meio de ofensas, deboche e cinismo. Ora chamando os manifestantes de fascistas, ora afirmando quepertencem à elite insatisfeitíssima com a ascensão da classe C – alguém crê que um pobre cursando uma universidade federal atrapalha em qualquer coisa a vida do colega playboy? Ou que os passageiros da primeira classe entram em depressão porque os da classe econômica estão na aeronave? – ou ainda destacando o fato de que senhoras compareceram à primeira passeata utilizando guarda-chuvas para se protegerem do sol forte. Sim, proteger-se do sol, para os jornalistas isentões, parece mais grave do que portar coquetéis Molotov na mochila e vandalizar a cidade utilizando máscaras. A esses últimos chamam ativistas. Já os que mostram a cara ao participar de manifestações pacíficas, sem ocorrências policiais e quebra-quebra, são ridicularizados.

Esclarecidos os pontos principais da manifestação, passemos ao ato do próximo sábado. Alguns temem ser confundidos com os que pedem intervenção militar e separatismo. Lamentavelmente, haverá grupos com essa pauta na multidão. E sim, por mais que ergamos faixas imensas pedindo liberdade de imprensa e democracia, haverá pessoas da própria imprensa a fotografar aquela minoria com seus cartazes estúpidos e tomando o todo pela ínfima parte no momento de narrar o fato. A Internet ajudará a desmentir isso, como desmentiu os “cerca de mil” manifestantes contados pela Folha com este vídeo:https://www.youtube.com/watch?v=7DwDC5X-APg

Outra crítica frequente é o desentendimento entre os líderes da manifestação. Mas em se tratando de um movimento que surgiu espontaneamente, fica difícil até mesmo atribuir-lhe uma liderança. O que parece desprestigiar o ato, antes o legitima como movimento verdadeiramente popular. Haverá sim um caminhão de som que será seguido até o Ibirapuera. Nele, os que subirão para discursar apresentarão uma pluralidade de visões políticas, porém, retirado o manto das divergências, restará o mesmo conteúdo: amor pelo Brasil, o respeito à democracia e a luta pela liberdade.

Aquele que suportar ser ridicularizado pelos esquerdistas das redações depois de longa caminhada ao sol, ou debaixo de chuva como da última vez, por gritar contra o Foro de São Paulo e a favor do Brasil, será bem-vindo. Partiremos do MASP às 14h.

“A liberdade nunca está a mais do que uma geração de sua extinção. Não a transmitimos aos nossos filhos pelo sangue. Devemos lutar por ela, protegê-la, e entregá-la a eles para que façam o mesmo”. (Ronald Reagan)

Paula Rosiska é brasileira. No Twitter, @PaulaRosiska

Luiz Antonio P. Valle: O aparelhamento do Estado caminha para a hegemonia sonhada pelo PT





Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Luiz Antonio P. Valle


“O grande jogo mundial foi feito para se jogar”. Com esta frase iniciei um artigo intitulado “Limitações de visão estratégica” publicado aqui em 06 de março de 2014. E com esta frase: “Jogando ou não o jogo continua”, conclui o artigo. Nada mudou. Se os “estrategistas” brasileiros entenderam ou não o recado, não alterou os passos do jogo. A julgar pelas sucessivas derrotas que sofreram, não entenderam nada.


Avaliar os acontecimentos ocorridos no Brasil nas últimas décadas sem conectá-los à agenda mundial prejudica substancialmente a capacidade do analista de encaixar as peças do quebra-cabeça, ligando causa e efeito. Ver a parte acreditando que é o todo, e não percebendo a correlação entre forças endógenas e exógenas, empobrece a análise e compromete a conclusão. Fazê-lo de forma superficial, sem conhecimento de causa, também não ajuda muito.


A África e América Latina são repositórios de matérias primas e riquezas essenciais e estratégicas. O mundo conhecido vem se polarizando em dois grupos, aparentemente opostos, tendo de um lado os EUA, a Europa Ocidental (com exceção a vacilante Alemanha e algumas nações do extremo norte) e Israel; e do outro lado a Rússia, China e agregados (Índia, alguns países árabes e outros periféricos).


Para dar uma pálida ideia da situação seriam necessárias milhares de linhas e o entendimento de alguns sofisticados conceitos. Como não há espaço para tal, farei uma breve exposição, mesmo sabendo que corro o elevado risco de não ser compreendido.


Os recentes acontecimentos na Ucrânia (incluindo aí os dois voos da Malaysia Airlines), Siria, Iraque, Irã e em outras regiões reforçam o antagonismo entre leste e oeste, que se diga, não começou agora. Em 2005 Chi Haotian, Ministro da Defesa e vice-presidente da Comissão Militar Central da China, num discurso secreto já advertia que em 10 anos a China deveria estar pronta para um conflito militar com os EUA e seus aliados como única forma de garantir “espaço vital” para seu povo. Outro general de nome Mi Zhenyu já havia dito: "Por um período relativamente longo, será absolutamente necessário que acalentemos silenciosamente nosso sentimento de vingança... Devemos ocultar nossas capacidades e esperar pela melhor oportunidade". Por outro lado a Rússia, após alguns eventos que exteriormente podem ser representados pelo que aconteceu na Ucrânia, despertou para o fato de que o Ocidente não respeitará seus interesses estratégicos, exceto se contido pela força.


A vitória que acalentam passa por vencer na economia levando os EUA a ruína, conquistar posições estratégicas e realizar um ataque inesperado e devastador, que a principio não seja identificada a origem (deverá ser precedido de medidas de bloqueio cibernético, ataques de sabotagem atribuída a terroristas – ataques de falsa bandeira - e uso de armas biológicas).


Hoje a Rússia, e depois a China, já são os maiores compradores de ouro físico do planeta. O Banco Central russo acrescentou aos estoques mais 570 toneladas de ouro na última década, mais de um quarto da vice-campeã em compras, a China, de acordo com dados do FMI compilados pela Bloomberg. Para se ter uma idéia do quanto é isso o peso do ouro acrescentado aos cofres russos é quase o triplo do peso da Estátua da Liberdade. “Quanto mais ouro um país tem, mais soberania ele terá se houver um cataclismo com o dólar, com o euro, a libra ou qualquer outra moeda de reserva” declarou Evgeny Fedorov, um parlamentar do Partido Para Rússia Unida, de Vladimir Putin.


Em maio deste ano, a Gazprom (Rússia) e a CNPC (China), duas gigantes do ramo de energia, assinaram um contrato, válido por 30 anos, de fornecimento de gás russo à China no valor total de US$ 400 bilhões de dólares. Os primeiros pagamentos segundo este contrato serão realizados em yuans. Deste modo, pela primeira vez na história, um negócio internacional no campo da energia foi realizado sem a participação do dólar. Como a China possui boa parte de suas reservas em dólar, sua estratégia para se livrar deles deve ser mais cautelosa, para não chamar atenção e não transformar em pó suas reservas. Todos sabem que se o dólar, como moeda de troca internacional, ficar em desuso os EUA, e boa parte de seus aliados, irão a bancarrota.


A conquista de posições geográficas estratégicas inclui vários movimentos já em andamento. Recentemente houve uma reunião da comissão intergovernamental russo-nicaraguense, precisamente em 09/09/14 em Moscou, para iniciar a construção de um canal na Nicarágua ligando o Atlântico ao Pacifico a um custo de US$ 40 bilhões, com potencial de carga maior que o canal do Panamá. A China financia a obra através da empresa HK Nicaragua Canal Development Investment. Com este canal em funcionamento a Rússia e China passam a ter sob seu controle um ponto estratégico bem abaixo dos EUA de onde podem abarcar com uma só frota a costa leste e oeste dos EUA. Cabe também citar aqui um acordo militar estratégico assinados em 03/2011 entre a China e o Paquistão.


O aspecto mais importante e vital deste novo acordo estratégico é que o Paquistão concedeu permissão para que as forças militares chinesas comecem o “uso imediato” da estrada/rodovia que atravessa a cordilheira do Karakoram, o que permitirá as forças militares terrestres da China um acesso total por terra ao Oriente Médio, o que lhes dará condições de confrontar às forças do Ocidente em contato direto, muito próximo das portas da Europa, via Estreito de Dardanelos pela Turquia.


Todos têm lido sobre os vários ataques cibernéticos que a China tem empreendido em relação às instalações estratégicas ocidentais. Entende-se hoje que o ataque cibernético precede o ataque com armas nucleares ou convencionais. A capacidade militar chinesa é complementada e aprimorada pela excelência da tecnologia russa nestas áreas, seja no campo nuclear, químico, biológico, espacial, psíquico ou escalar. O resultado é uma combinação de forças e recursos que não podem ser ignorados. Se somarmos a isso o ódio que parte do mundo alimenta em relação aos EUA, em particular alguns países árabes, teremos um cenário explosivo.


Neste trabalho de projetar cenários nos defrontamos com as surpreendentes previsões, sobre vários países, da página Deagel.com, que é uma página respeitada por oferecer dados da aviação civil e militar, armamento e exércitos, mísseis e munição, tecnologia militar e aeroespacial e outros dados estratégicos e econômicos. Queremos crer que foi um exercício robusto de imaginação, mas que deve ser citado para reflexão, uma vez que o cenário traçado é bastante específico e repleto de dados minuciosos.


Se for uma brincadeira desta prestigiada página alguém se deu muito trabalho. Para cada país, a Deagel.com realiza uma previsão estimada de seu nível de população, sua renda per capita e seu Produto Interno Bruto previsto para o ano de 2025. Para melhor entendimento vamos a alguns exemplos destas previsões, focando apenas nos quesitos população e PIB:


a) Nestas previsões os EUA teriam em 2025 uma população de 69 milhões e um PIB de US$ 921 bilhões (contra uma população em 2013 de 316 milhões e um PIB de US$ 17 trilhões). Israel teria em 2025 uma população de 4,4 milhões e um PIB de US$ 64 bilhões (contra uma população em 2013 de 7,7 milhões e um PIB de US$ 273 bilhões). O Reino Unido não teria melhor sorte, pois teria em 2025 uma população de 32 milhões e um PIB de US$ 542 bilhões (contra uma população em 2013 de 63 milhões e um PIB de US$ 2,5 trilhões).


b) Nestas previsões a China teria em 2025 uma população de 1,4 bilhões e um PIB de US$ 15 trilhões (contra uma população em 2013 de 1,4 bilhões – portanto será mantida - e um PIB de US$ 8,9 trilhões). A Rússia teria em 2025 uma população de 135 milhões e um PIB de US$ 3,3 trilhões (contra uma população em 2013 de 143 milhões e um PIB de US$ 2,1 trilhões – o que mostra uma pequena diminuição da população) e a Índia teria em 2025 uma população de 1,4 bilhões e um PIB de US$ 4,3 trilhões (contra uma população em 2013 de 1,2 bilhões e um PIB de US$ 1,8 trilhões).


c) A América Latina e a África praticamente não são afetadas.
Aparentemente estas previsões levam em consideração uma vitória do eixo Rússia e China, uma vez que vemos uma queda brutal de população e PIB nos EUA e seus aliados (a exceção da Alemanha) e uma elevação da população e PIB da Rússia, China e seus pretensos aliados em 2025. Estas projeções não conferem integralmente com as nossas, mas nos surpreende que um site sediado nos EUA, e que conta com tão boa reputação, tenha publicado estes números. Um estrategista chinês resumiu a questão que os confronta com o Ocidente de forma alegórica, bem ao estilo deles dizendo: “numa montanha não pode haver dois ursos”.




E o Brasil? Ora, a América Latina seria fundamental num conflito destas dimensões, não só por sua localização, mas também para fornecimento de suprimentos e apoio. Para tanto foi traçada uma inteligente e paciente estratégia para a tomada desta região, para torná-la visceralmente antagônica aos EUA. Não comentarei sobre o Foro de São Paulo e nem sobre Gramsci, pois muito já foi escrito, e menos ainda sobre o papel de Cuba, pois é um peão, ainda que com certo relevo. O fato está aí, posto as vistas de todos.


Inicialmente alguns setores ingleses e estadunidenses entenderam que o apoio a Lula seria interessante porque, desde que ele cumprisse os acordos assumidos (o que fez em grande medida), nada de grave aconteceria aos interesses anglo-saxões. Ainda que a resultante fosse uma guerra civil que fragmentasse o Brasil em três ou quatro pedaços, não seria ruim para eles.


Pelo contrário, acabar-se-ia de vez com a possibilidade de surgir uma grande nação na região para rivalizar com a do norte, além do completo controle das riquezas da parte norte do atual país. Então, deixou-se o PT agir como se fosse o protagonista da cena, quando na verdade era uma marionete. No momento esta estratégia está sendo reavaliada, notadamente pela pressão de setores estadunidenses mais aguerridos como a inteligência naval.


Tal se dá também face serem aparentemente mínimas as chances de se tirar o PT do governo, através da via democrática. O resultado desta eleição mostrou isso, por vários motivos. Mesmo que estourem dez escândalos e que se prove que houve fraude eleitoral, a massa da população não se mobilizará, mas os movimentos sociais militarizados se mexerão, dentro de uma estratégia pré-definida. Provavelmente Lula será candidato em 2018 (apenas o agravamento de sua doença ou a morte o impediria) e não se vê na pseudo-oposição ninguém com verve para confrontá-lo.


Cada dia haverá mais pobres, e sempre haverá a quem culpar pela pobreza deles. O aparelhamento do Estado caminha para a hegemonia sonhada pelo PT. O Executivo e o legislativo são apêndices do partido e o Judiciário segue o mesmo rumo (em 2018 dez dos onze ministros serão petistas). Os movimentos sociais serão cada dia mais partidários e a mídia estará completamente controlada e dependente das verbas governamentais.


As FFAA vêm sendo alvejadas e estão sangrando fortemente sem reação. Confundiram conceitos, não foram capazes de identificar o momento certo de atuar e como fazê-lo, não aceitaram conselhos e iludiram-se avaliando mal sua força. Existiram à época várias opções de atuação discreta e robusta que poderiam ter posto em ação para deter os acontecimentos desfavoráveis em seu inicio. Não o fizeram.


A área de inteligência deixou a desejar, como exponho nos artigos que escrevi e foram publicados aqui entre os dias 13 e 16 de outubro de 2013, ainda que se reconheça que a ela não cabia a decisão final. Hoje o que se ouve são desculpas mal elaboradas.


Existe uma máxima que diz que a árvore se conhece pelos seus frutos. Os frutos estão aí. Não reconhecer isso é demonstração de grave miopia. Usaram com as FFAA a estratégia de cozinhar o sapo, aumentando a temperatura devagar até que ele não percebesse sua morte se aproximando. A continuar chegarão a um ponto de onde não há volta, se é que não chegaram ainda.


O PT divulgou manifesto após as eleições colocando entre suas prioridades a desmilitarização das policias militares e sua subordinação a esfera federal, bem como a revogação da Lei da Anistia. A perda de ascendência sobre mais de 400 mil homens em armas, que é hoje o efetivo da PM, e a defenestração dos oficiais que ainda tenham laços com os antigos ideais do Exercito de Caxias serão a pá de cal que faltava. Uma nova casta de oficiais mais alinhados ao establishment chegará ao comando, ainda que se repita à exaustão que as FFAA não foram contaminadas ideologicamente.


No passado errou-se enormemente ao deixar a educação e a mídia ser dominada pelas forças de esquerda. Esqueceu-se que é necessário conquistar “corações e mentes” para se governar. Dominando a mente o fuzil é desnecessário. Hoje existem milhares de agentes estrangeiros em atuação no Brasil e seu futuro não está, inexoravelmente, na mão dos brasileiros.


Dentre os estrategistas globais as cartas da guerra civil, e fragmentação do país, estão sobre a mesa (será que a NSA e a DARPA não tem tecnologia suficiente, caso quisessem ter interferido na totalização dos votos na eleição presidencial?). O Brasil é uma carta no baralho do jogo global. Sem força de dissuasão nuclear, sem força militar determinante, sem capacidade de autodeterminação, é um “anão”, como um diplomata israelense num momento de irresponsável sinceridade falou.


A manterem-se como estão, os pensadores estratégicos patriotas brasileiros, serão varridos pelo tsunami, uma vez que a solução não está na superfície pela qual circulam com ar de sábios, mas sim no subterrâneo profundo onde suas mentes ainda não penetram.


Passar a ser protagonista deixando de ser expectador anêmico é o desafio. As antigas alianças hoje funcionam de modo diferente.

Luiz Antonio Peixoto Valle é Administrador de Empresas.

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