A MILÍCIA BOLIVARIANA DO PT

A MILÍCIA BOLIVARIANA DO PT

#impeachmentjá!

AgroBrasil - @gricultura Brasileira Online
Ofereci meus ombros. Como escada ele subiu. Abri o caminho para ele passar. Na hora da porrada a cara era a minha. Fui seu irmão seu amigo e companheiro... Um dia encontrou comigo. Me deu um beijo. Virou as costas e partiu. Lembrei de Jesus e as 30 moedas"
Poema do mensaleiro João Paulo Cunha que revela a mágoa em relação ao ex-presidente LULArápio.



"Vaiar a Dilma é o melhor programa social já inventado pelo PT: você vaia hoje e amanhã mesmo já vira elite."

Fábio Ostermann, cientista político, no Facebook.


+ LIDAS NA SEMANA

sexta-feira, maio 13, 2016

Rodrigo Constantino: UM COMEÇO “PORRETA”: TEMER FAZ MAIS E MELHOR EM MEIO DIA DO QUE O PT EM 13 ANOS!





Michel Temer teve apenas a metade de um dia no comando do governo até agora. Ainda assim, já fez mais e melhor do que o PT em 13 anos! Duvida? Acha que exagero? Então vejamos.

Para começo de conversa, restabeleceu o português como língua oficial nos pronunciamentos da presidência. Sim, aquilo que Lula e principalmente Dilma falavam era outra língua, algum dialeto qualquer. Dilma, então, não era capaz de dizer uma frase com começo, meio e fim que tivesse lógica, coerência. Temer fala bem. Faz bom uso de nossa língua. Utiliza até mesóclise. Dar-lhe-ei crédito por isso. Já é um salto e tanto de qualidade.

Mas não é apenas a forma; o conteúdo também teve enorme upgrade. Temer fez um discurso com cores republicanas e até liberais, destacando as funções básicas do estado e pregando mais espaço para a iniciativa privada. Fez distinção entre governo e estado, algo que se perdera completamente na era lulopetista. Tem sido assessorado por gente de respeito, como o professor de filosofia Denis Rosenfield.

Outra mudança sutil, mas profunda, pode ser encontrada na nova logomarca do governo. As cores vermelhas desapareceram. Agora temos o azul em destaque, com a mensagem “ordem e progresso”, justamente o que está em falta no Brasil. O diabo está nos detalhes, e esse detalhe é relevante sim. Fora slogans populistas, megalomaníacos e socialistas do PT; agora é hora de pensar na união do país, de forma serena e séria.

Em seguida, apresentou Henrique Meirelles como ministro da Fazenda. Meirelles foi presidente do Bank Boston, candidato pelo PSDB, depois presidente do Banco Central no primeiro mandato de Lula, o único em que a responsabilidade fiscal foi minimamente respeitada. É um bom nome para a economia, e deve levar consigo uma equipe técnica boa, com nomes como Mansueto Almeida na Secretaria do Tesouro, no lugar de Arno Augustin, e Ilan Goldfajn no Banco Central, no lugar de Alexandre Tombini. Mudanças da água (suja) para o vinho.


O discurso fala em privatizar a infraestrutura do país, o que é altamente desejável, e em corte de milhares de cargos não-concursados no governo, novamente algo muito importante. Ou seja, ao que tudo indica, Temer vai mesmo na necessária linha de menos estado, mais mercado. E Meirelles disse que a reforma da Previdência é uma prioridade, o que está totalmente correto.

Seu ministério está longe de ser sensacional, não por não ter mulher, uma denúncia que só feministas bobocas fazem (preferiam quando tínhamos uma “presidenta” incompetente e ligada a uma quadrilha?), e sim porque nomes estranhos fazem parte da lista. Ainda assim, a quantidade de ministério foi significativamente reduzida, um avanço, e o Ministério da Cultura (MinC) incorporado no da Educação, entregue para o DEM. A elite artística chiou, mas o choro é livre. O que preocupa essa turma é a perda de boquinhas, pois a cultura verdadeira é viva na sociedade, não precisa de mecenas estatal. Um golaço de Temer.

Na mesma linha, o novo presidente (interino) decidiu cortar as verbas para a imprensa chapa-branca, para os blogs sujos que faziam propaganda escancarada para o PT. A esgotosfera está com seus dias contados. Temer vai asfixiar as prostitutas do jornalismo financeiramente, para desespero dos vagabundos. Não é à toa que a esquerda radical está em polvorosa. Diz que não reconhece Temer, “esse canalha”, como presidente. Gostam é dos canalhas do PT, que liberam verbas públicas para suas mamatas.

Ou seja, Temer, em meio dia de governo, deu duros golpes na esquerda radical incrustada no estado, gerou a revolta dos “movimentos sociais”, dos “intelectuais” e artistas engajados, e das feministas recalcadas de esquerda. Tudo isso enquanto valorizava a língua portuguesa, com uma mensagem clara e positiva, com postura discreta e institucional. E ainda por cima colocando a educação (e cultura) nas mãos do DEM e a economia nas mãos de gente capaz.




Não dá para negar: os petistas fizeram ao menos uma coisa razoável na vida, ainda que de forma inconsciente. Votaram em Michel Temer para vice-presidente. Trata-se de alguém muito acima dos padrões petistas. Seu começo de gestão foi alvissareiro. Claro que não podemos relaxar. Mas, se continuar assim, Temer vai contar com o apoio do Brasil trabalhador, independente de verbas públicas, aquele que produz riquezas. Em frente.

Rodrigo Constantino

quinta-feira, maio 12, 2016

Rodrigo Constantino: Alívio imediato



Por Rodrigo Constantino




O Brasil acorda nesta quinta praticamente livre de Dilma e do PT. Restam, agora, processos burocráticos, mas mesmo com todas as artimanhas do partido, dificilmente seu destino será alterado. Após longos e infindáveis treze anos, a era lulopetista chegará ao fim, para alívio de milhões de brasileiros. O que isso significa?

Em uma resposta sintética: que não seremos a próxima Venezuela. Não é pouca coisa. Flertamos com tal modelo socialista. Mas nossas instituições resistiram. Nossa democracia sai fortalecida. Nossa imprensa permaneceu livre. A despeito de todo o aparelhamento da máquina estatal pelo PT, o fato é que nossa República se mostrou maior.

Essa conquista já é motivo de sobra para celebrar. Representa um grande alívio imediato. O projeto golpista de poder do Partido dos Trabalhadores fracassou. Alguns falavam do processo traumático que é um impeachment, ignorando que bem mais traumático era continuar naquela trajetória, que vinha dilapidando nossas instituições, além de nossa economia.

O que nos remete ao segundo ponto importante: com a saída do PT, o Brasil volta a ter uma chance de pensar no futuro. Éramos um trem descarrilhado, e temos a oportunidade de regressar aos trilhos agora. Não será fácil. O legado deixado pelo governo petista é terrível, uma verdadeira herança maldita. As contas públicas em frangalhos, o desemprego acima de 11 milhões, inflação elevada: um país falido.



Mas temos potenciais, e é possível reverter o quadro assustador. Levará tempo, não será sem sofrimento, mas é viável. Michel Temer precisa ter a exata consciência de seu papel histórico, deixar vaidades de lado, não se importar muito com sua popularidade, para assim fazer aquilo que precisa ser feito: reformas “impopulares” que reduzam o escopo do estado. Tem que cortar na carne.

Ninguém espera um governo maravilhoso, mas só de estancar a sangria já poderá ser uma fase de transição importante, que resgate a fé no amanhã e a credibilidade dos investidores. Para tanto, Temer terá de desafiar o modelo fisiológico puro e simples, que o PT não inventou, mas escancarou de vez. É hora de todos pensarem no Brasil, pois se a galinha dos ovos de ouro morrer, ninguém se beneficia. 

Um dos maiores obstáculos, porém, será o próprio PT na oposição. Não satisfeitos de terem destruído o país, os petistas fazem de tudo para atrapalhar a recuperação. Incendiaram a casa e tentam, agora, obstruir o acesso dos bombeiros aos cômodos em chamas. É atitude de mau perdedor, deselegante, antirrepublicana, de quem tem espírito de porco. Mas já vimos que o PT é capaz de fazer o “diabo” para permanecer no poder.

O desrespeito às instituições tem sido total, os milicianos do partido tem “tocado o terror” por aí, queimando pneus, fechando ruas, invadindo propriedades, intimidando e cuspindo. Mas não vão levar no grito, e podem espernear à vontade: o avanço institucional de nossa Grande Sociedade Aberta continuará. O Brasil tem pressa.

Ficamos reféns das chantagens petistas por tempo demais. Temos muito trabalho pela frente. O povo sofre com a violência, o desemprego, a inflação, a péssima qualidade do ensino público, o sistema de saúde precário, o transporte caótico etc. Essa é a real pauta da população, não aquelas inventadas pelos oportunistas, que tentam jogar uns contra os outros, dividir para conquistar.

Queremos um Brasil unido em torno desses objetivos. Chega da “marcha dos oprimidos”. Chega de populismo. É hora de arregaçar as mangas e iniciar os trabalhos por um país melhor – para todos. 



Rodrigo Constantino, economista e jornalista, é presidente do Conselho do Instituto Liberal.

quarta-feira, maio 11, 2016

"HINO DO IMPEACHMENT" JÁ ESTÁ BOMBANDO NAS REDES SOCIAIS! SHOW! O “Hino do Impeachment” do grupo "Os Reaças", de Luiz Trevisani & Eder Borges. Vale a pena ver porque está muito bom e bem arranjado!










Hino do Impeachment

 do grupo "Os Reaças", de Luiz Trevisani & Eder Borges.





Chegou a hora de por o lixo pra fora!!!

Da presidente ir embora e levar junto o PT.

Chegou a hora ! Não pode ter mais demora!

É o Brasil que implora, pra gente não se render.





OooooOHHH 

Todo mundo já sabe que a Anta sabia!!



OooooOHHH 

O molusco mandava e ela obedecia!



OooooOHHH 



IMPEACHMENT!



Não tem como fugir.

IMPEACHMENT!

Pede pra sair!
IMPEACHMENT!
Pra salvar a Nação!

IMPEACHMENT!
Está na constituição.
IMPEACHMENT!

Já acabou a paciência do povo.
Estamos juntos de novo, pra combater nessa guerra.
Já terminou o tempo do comunismo!
Agora é o patriotismo que vai mandar nessa terra!

OooooOHHH 
Todo mundo já sabe que a Anta sabia!!

OooooOHHH 
O molusco mandava e ela obedecia!

OooooOHHH 


IMPEACHMENT!

Não tem como fugir.
IMPEACHMENT!
Pede pra sair!
IMPEACHMENT!
Pra salvar a Nação!

IMPEACHMENT!
Está na constituição.
IMPEACHMENT!

PEDE PRA SAIR!
Pra salvar a Nação!
Está na constituição.





terça-feira, abril 12, 2016

ALUIZIO AMORIM: POLÍCIA MILITAR APREENDE ARMAS BRANCAS EM ACAMPAMENTO DE 'MOVIMENTO SOCIAL' DE "MORTADELAS" DO PT EM BRASÍLIA

As armas brancas de alto poder letal foram apreendidas pela Polícia Militar em Brasília. Estas armas estavam em poder dos ditos "movimentos sociais" do PT acampados no Distrito Federal. Foto: DP
A partir de uma denúncia a Polícia Militar foi até o estacionamento do Teatro Nacional, onde membros de supostos "movimentos sociais" , também conhecidos como "mortadelas", estavam acampados, e encontrou armas brancas de alto potencial lesivo
Os políciais acharam os objetos durante a vistoria nos veículos VW Gol e Renault Duster um punhal de aproximadamente 25cm, um machado de médio porte, um "taco" de madeira e um espargidor de pimenta de uso restrito.
Confirmada a denúncia, os envolvidos foram conduzidos à 5ª Delegacia da Polícia Civil, na região central de Brasília. Do site Diário do Poder

segunda-feira, abril 11, 2016

Café especial: Polônia desponta como principal mercado no leste Europeu



Café especial: Polônia desponta como principal mercado no leste Europeu

Missão nacional expôs os cafés especiais do Brasil na Eurogastro, em Varsóvia, e deve concretizar US$ 500 mil em negócios
 
A Polônia desponta como o principal mercado para cafés especiais no leste da Europa, devido ao tamanho de sua população e por ser a maior economia atual da região. A constatação foi tirada após participação brasileira na EuroGastro, a mais importante feira para o setor de hotelaria, restaurantes e café (HoReCa), realizada de 6 a 8 de abril, na capital Varsóvia. O nicho de cafés especiais do Brasil foi representado por seis empresas, que participaram do evento através de ação do projeto setorial Brazilian Specialty and Sustainable Coffees, desenvolvido por parceria firmada entre Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Conforme levantamento preliminar, os representantes do Brasil deverão realizar aproximadamente meio milhão de dólares em negócios com a participação na feira, sendo que US$ 80 mil já foram concretizados nos três dias da EuroGastro. "A Polônia é um mercado emergente, que vem crescendo muito em consumo. Quem estiver presente por lá agora, certamente permanecerá como fornecedor e viverá um cenário muito parecido com o observado na Austrália e na Coreia do Sul, nações que têm no Brasil seu principal fornecedor de café especial e que adquiriram, em 2015, US$ 16 milhões e US$ 15,7 milhões respectivamente", projeta Vanusia Nogueira, diretora da BSCA e coordenadora do projeto setorial pela Associação.

Os trabalhos dos associados da BSCA na feira focaram apresentações sobre o café especial brasileiro e sessões de degustação, despertando grande interesse. "Torrefadores, baristas e donos de cafeterias esgotaram os ingressos para a participação nas apresentações brasileiras durante toda a EuroGastro, o que evidencia que as ações do projeto Brazilian Specialty and Sustainable Coffees voltados à Polônia gerarão muita agregação de valor às exportações brasileiras de cafés especiais", afirma Vanusia.

A cultura do consumo de café na Polônia ainda incorpora elementos da antiga União Soviética, com o café solúvel predominando no varejo. Por outro lado, é nítido o desenvolvimento que o setor de cafés especiais vem apresentando. "Há lançamento de várias linhas gourmet por parte dos principais torrefadores e proliferação de cafeterias de alto nível nas principais cidades. Esse é um nicho que temos que aproveitar, uma vez que a maioria desses estabelecimentos não faz a própria torrefação, utilizando produto de torrefadores de cafés especiais europeus, e sabemos que o Brasil tem a expertise e a oferta de produto necessárias para ocupar esse espaço", conclui a diretora da BSCA.

SOBRE O PROJETO
O Brazilian Specialty and Sustainable Coffees é desenvolvido em parceria pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), tendo como foco a promoção comercial dos cafés especiais brasileiros no mercado externo. O objetivo é reforçar a imagem dos produtos nacionais em todo o mundo e posicionar o Brasil como fornecedor de alta qualidade, com utilização de tecnologia de ponta decorrente de pesquisas realizadas no País.

O projeto visa, também, a expor os processos exclusivos de certificação e rastreabilidade adotados na produção nacional de cafés especiais, evidenciando sua responsabilidade socioambiental e incorporando vantagem competitiva aos produtos brasileiros. Iniciado em 2009, a vigência do atual projeto vai de abril de 2014 ao mesmo mês de 2016 e os mercados-alvo são Estados Unidos, Japão, Coréia do Sul, Reino Unido e Austrália. As empresas que ainda não fazem parte do projeto podem obter mais informações diretamente com a BSCA, através dos telefones (35) 3212-4705 / (35) 3212-6302 ou do e-mail exec@bsca.com.br.

SOBRE A APEX-BRASIL
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. A Agência realiza ações diversificadas de promoção comercial, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, e visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira.

Além da sede em Brasília, a Apex-Brasil possui nove Escritórios de Negócios em importantes mercados globais, para auxiliar no processo de internacionalização das empresas brasileiras, prospectar oportunidades de negócios e incrementar a participação nacional nos principais mercados globais, além de servir de referência para a atração de investimentos estrangeiros. Os Escritórios de Negócios estão localizados em Pequim - China, Miami e São Francisco - EUA, Bogotá - Colômbia, Dubai - Emirados Árabes Unidos, Havana - Cuba, Bruxelas - Bélgica, Moscou - Rússia, e Luanda - Angola.

SOBRE A BSCA
A BSCA é uma sociedade civil sem fins lucrativos que congrega pessoas físicas e jurídicas no mercado interno e externo de cafés especiais, buscando difundir e estimular o aprimoramento técnico na produção, comercialização e industrialização desses produtos, além de promover a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento ambiental sustentável, através de programas, projetos e parcerias com entidades públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras.

Tem por finalidade, através de pesquisas e difusão de técnicas de controle de qualidade, a promoção de produtos e a elevação dos padrões de excelência dos cafés brasileiros. É a única instituição nacional a certificar lotes e a monitorar selos de controle de qualidade de cafés especiais, com rastreabilidade total através de numeração individual, que pode ser consultada pelo consumidor através do site (www.bsca.com.br).

Mais informações para a imprensa
BSCA – Assessoria de Imprensa
Paulo André Colucci Kawasaki
(61) 8114-6632 / ascom@bsca.com.br

Ator Malvino Salvador convoca a população para campanha nacional de emergência contra o PT

Ary Fontoura, Herói do Povo Brasileiro manda um recado para a presidANTA Dilma DoChefe










Ary Fontoura é um dos maiores nomes da televisão, do teatro e do cinema no Brasil. Nunca foi do tipo que se acovarda. Também não é de meias palavras.

Nestes tempos em que tantos artistas se ajoelham no milho para fazer um ato de contrição ao PT — seja para não ficar mal na rodinha, seja por causa dos capilés das leis de “incentivo” à cultura —, Fontoura deu uma prova de coragem no “Domingão do Faustão” deste domingo.

E que se note: tanto mais seu ato deve ser reconhecido porque poderia fazer como uma larga parcela, que prefere se esconder no isentismo dos que não se prezam.

Referindo-se à atual situação do Brasil, deixando claro que fazia a defesa da democracia, disse o ator — e foi aplaudido de pé — a partir de 1min11s:

“Fala-se muito que impeachment foi um golpe, sobretudo a presidente do Brasil. Gostaria de mandar um recado pra ela: ‘A senhora está empregando a palavra errada. Golpe, golpe, golpe, quem deu foi a senhora! (aplausos) A senhora deu um golpe, e um golpe baixo, quando prometeu uma infinidade coisas para seus eleitores e não cumpriu. Foi isso o que aconteceu!”

É isso aí! É bom saber que nem toda a classe artística está de joelhos ou escondida debaixo da cama. Há quem saiba distinguir o estado de direito da gritaria de um “grupelho”, que, como lembrou Fontoura, não é dono do Brasil.

sábado, março 26, 2016

MERVAL PEREIRA: Farsa em curso




POR MERVAL PEREIRA



Se é verdade que a história se repete como farsa, estamos vivendo no Brasil uma repetição de fatos acontecidos na Itália nos anos 1990, na época da Operação Mãos Limpas, que o juiz Sérgio Moro, estudioso do assunto, considera “uma das mais impressionantes cruzadas judiciárias contra a corrupção política e administrativa”.

Com apoio popular grande durante os primeiros anos, a Operação acabou atingida por diversas denúncias que, mesmo não tendo sido comprovadas, corroeram a confiança popular. A reação do sistema político teve seu auge com a eleição de Silvio Berlusconi como primeiro-ministro em 1994. Aqui, os governistas fazem o paralelo entre Berlusconi e o vice Michel Temer do PMDB, na tentativa de convencer que a melhor solução é deixar tudo como está.

Os juízes Di Pietro – que mais tarde entraria na política - e Davigo foram convidados para serem seus ministros, mas recusaram diante da evidência de que o que Berlusconi queria mesmo era desmobilizar a Operação Mãos Limpas.

Tomou corpo, então, uma campanha de difamação contra as principais figuras da Operação Mãos Limpas, em especial o Juiz Di Pietro, e acusações de abuso de poder nas investigações.

O mesmo vem acontecendo com o Juiz Sérgio Moro, os Procuradores do Ministério Público Federal e membros da Polícia Federal que fazem parte da Força-Tarefa, desde Lula atribuindo o desemprego recorde à ação anticorrupção, até a tentativa de torcer os fatos, transformando bandidos em mocinhos.

A farsa se completa com os boatos de que Lula estaria preparando um plano B de asilo no exterior caso venha mesmo a ser condenado. O mesmo aconteceu com Bettino Craxi, do Partido Socialista Italiano, condenado à revelia, que acabou se asilando na Tunísia, onde morreu, para não ir para a cadeia.

Em vez de aprovarem reformas que evitariam a corrupção, na Itália houve uma reação do sistema político, dos próprios investigados, pessoas poderosas e influentes, e foram aprovadas leis para garantir a impunidade. Por isso os Procuradores da Operação Lava-Jato propuseram as "10 medidas contra a corrupção", que pretendem apresentar como projeto de iniciativa popular ao Congresso ainda no primeiro semestre deste ano.

O Procurador Delton Dallagnol, coordenador do Ministério Público em Curitiba, anunciou esta semana que já conseguiram 2 milhões de assinaturas no projeto. Na Itália de Berlusconi, o conselho de ministros aprovou um decreto-lei impedindo prisão cautelar para a maioria dos crimes de corrupção, a partir do que grande parte dos presos foi solta.

O decreto, que ficou conhecido como “salva ladrões”, causou tanta indignação popular que acabou sendo revogado poucos meses depois de editado, mas provocou retrocesso nas investigações. Aqui, o PT já está tentando aprovar uma série de medidas que esvaziam o combate à corrupção.

O deputado petista Wadih Damous apresentou propostas que restabelecem um ambiente jurídico confortável para os corruptos. Uma delas define que só será aceita a delação premiada de quem estiver em liberdade. O texto determina a preservação da identidade das pessoas mencionadas na delação e estabelece pena de até quatro anos de prisão para quem vazar delação.

Em outra proposta, Damous quer acabar com uma jurisprudência recente do Supremo Tribunal Federal que permite a prisão de condenado em segunda instância, restabelecendo o princípio de que até o trânsito em julgado o réu pode recorrer em liberdade.

A divulgação de uma suposta lista de doações da Odebrecht, com o nome de políticos que nem mesmo concorreram às eleições, colocou no mesmo saco todos os gatos, e o Congresso hoje debate-se entre o processo de impeachment da presidente Dilma e a desmoralização de sua atuação.

Provavelmente a melhor saída institucional, como defende Marina Silva, e anteriormente o presidente do PSDB Aécio Neves, por sinal dois dos favoritos segundo as pesquisas eleitorais, seria a convocação de uma eleição presidencial como previsto caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anule a eleição de 2014 por abuso do poder econômico.

Melhor ainda se houvesse uma maneira de convocar eleições gerais também para o Congresso, junto com as eleições municipais de 2016. Como não existe previsão constitucional para tal, o impeachment deve ser a saída imediata para a crise, mas não se deve descartar a hipótese de que a crise política se agrave tanto que seja preciso chegar-se a um acordo de renovação geral de mandatos para que seja possível reconstruir o país destruído. 




ELIANE CANTANHEDE: Não vai ter golpe



Por Eliane Cantanhêde

Só o desespero explica que, abatida, com olheiras, Dilma Rousseff reúna juristas no Planalto para fazer um discurso indescritível “em defesa da legalidade, da Constituição, do Estado de Direito” e termine ecoando os movimentos pró-PT: “Não vai ter golpe!”. Soou como grito de guerra contra o Congresso e a Justiça.


Há, definitivamente, algo de muito errado quando o, ou a, presidente usa os salões do Planalto para eventos carregados de dramaticidade em que, num dia, negue que vá renunciar; no outro, dê posse ao antecessor para livrá-lo da Justiça; num terceiro, diga, em tom de ameaça, que “não vai ter golpe”. Que presidente é essa? Que governo é esse?


A situação está fora de controle, com Dilma repetindo pela milésima vez que foi vítima da ditadura, o governo perdendo todas no Supremo, Lula correndo atrás de um PMDB inalcançável, a economia derretendo e o impeachment correndo solto na Câmara.


Enquanto isso, o vice Michel Temer nega, mas está obviamente articulando um governo de transição. Do ponto de vista do governo, uma traição. Para a oposição, uma articulação legítima. E, sob o ângulo prático, uma necessidade. E se, por acaso, quem sabe, talvez, o impeachment passe? Nesse caso, Temer vai tentar o que Lula poderia ter tentado um ano atrás, antes que as condições políticas e econômicas se deteriorassem de vez e que a Lava Jato o pegasse de jeito: um grande pacto político. O vice só terá alguma chance se fechar o apoio integral do PMDB, atrair o PSDB, conseguir a maioria dos partidos e – por causa de tudo isso ou, ao contrário, apesar de tudo isso – formar um “ministério surpreendente”, como acenou o tucano José Serra em entrevista ao Estado.


Dilma fala, ninguém ouve mais. Reúne governadores, não repercute. Anuncia medidas, nada acontece. Sem capacidade de reação, tenta a resistência em reuniões fechadas e com discursos amedrontadores e amedrontados. O governo está parado, o país está parado. E Lula, imobilizado. Perdeu o “timing” para tentar salvar o governo.


Aconteça o que acontecer, a prioridade zero do Brasil será mostrar que há governo, recuperação, forças políticas responsáveis e forças econômicas dispostas a investir no fim da crise. Com o impeachment, porém, isso não vai depender só de articulações de cúpula entre PMDB, PSDB, oposição. Vai depender também das massas, do próprio PT e de como o mundo perceber o processo.


Daí porque há, na entrevista de Serra, um detalhe de alta relevância. Ao enumerar as condições para o apoio a um eventual governo Temer, o tucano diz que ele deve ficar fora em 2018, longe das eleições municipais e, além de reunir um ministério com os melhores nomes das prateleiras nacionais, deve também dar garantias de que não haverá “retaliação”. A conclusão é óbvia: foi um recado ao PT. Indica que petistas, pemedebistas, tucanos, aliados e adversários do Planalto conversam sobre o “day after”, de forma que um governo de transição não dispare um caça às bruxas, não saia expurgando petistas, não tripudie quem sair perdendo. Que fique claro: conversas nesse nível só são possíveis se parcela relevante do petismo já está jogando a toalha.


Há, porém, empecilhos para acordo. O ambiente político está contaminado, as massas petistas são belicosas e ninguém mais fala em nome de ninguém (aliás, foi o que Temer disse em nota depois da fala de Serra). Além disso, a Lava Jato está a mil por hora e não há acordo de cúpula que vá produzir um cavalo de pau. Os políticos podem acertar o que quiserem, mas vai ser um Deus-nos-acuda.


PS – Evo Morales (Bolívia) tenta convocar a Unasul para defender “a democracia” no Brasil. Logo, só pode ser para defender a Justiça, o próprio Supremo, o Ministério Público, a Polícia Federal, a Receita Federal e a mídia. Bem vindo!

sexta-feira, março 25, 2016

REINALDO AZEVEDO: Lula, o golpista, admite que está na Presidência e comanda luta contra PF, contra MP e contra a imprensa livre




Por Reinaldo Azevedo


Luiz Inácio Lula da Silva, tudo indica, não vai mesmo conseguir ser ministro no curto tempo que resta a Dilma. Se já estivesse no cargo, teria cometido crime de responsabilidade nesta quarta, conforme define a Lei 1.079. Por quê? Por incitar entes da sociedade a atuar contra o livre exercício da Justiça.

Ele discursou num evento organizado por sindicatos — abaixo, segue o vídeo. E se disse “enojado” com o tratamento que recebe da imprensa e de membros da Operação Lava Jato. Incitou claramente os presentes a atuar contra a força-tarefa, acusando-a de ser uma das responsáveis pela crise que o país atravessa. Chega a ser nojento.

Instruiu claramente os sindicalistas a pressionar policiais e procuradores: “Já ouvi falar que são R$ 200 milhões em prejuízos. Da mesma forma que vocês falam com a Dilma, vocês têm que procurar a força-tarefa e perguntar se eles têm consciência do que estão fazendo com o país”.

Entenderam? Os homens de Lula, os seus patriotas, só fizeram bem ao Brasil. Quem o prejudica, segundo o grande pensador, é a operação de combate à corrupção. Eis o líder que Dilma luta para pôr no ministério, consolidando o golpe que ela já sofreu.



Presidente “de facto”
Não pensem que ele se faz de rogado, não. A partir 1h27min do vídeo, ele diz o seguinte

“Então, quando a companheira Dilma me convidou para ir para o governo — eu tenho noção política das coisas; eu não sou um analfabeto político como alguns pensam… Eu tenho noção que um ex-presidente conviver com o atual presidente não é uma coisa fácil, eu tenho noção disso. Mas a companheira Dilma já tinha me chamado em agosto do ano passado, e eu não quis. Eu disse: ‘Presidenta, eu não vou aceitar porque não cabe (sic) dois presidente (sic) dentro do mesmo espaço geográfico, dentro da mesma sala. Não vai dar legal. E não aceitei”.

Como se vê, há aí a clara confissão de que, com ele no governo, formal ou informalmente, haveria, na melhor das hipóteses, dois presidentes. Na pior, haveria a situação vivida hoje, há um só: Lula.

É concebível que um presidente da República, “de facto”, como passou a tratar a imprensa internacional, incite sindicalistas contra a Justiça e o Ministério Público?

E ele não parou por aí: Lula hoje é o principal estimulador das ameaças e agressões que jornalistas passaram a sofrer nas ruas. Se as entidades que representam a categoria tivessem um mínimo de vergonha na cara, fariam uma moção de repúdio ao discurso. Ocorre que elas não servem a seus associados, mas são esbirros de um partido.



Disse Lula:
“(com ironia) Gente, os meios de comunicação que me adoram, eu conversava com eles… Eu conversava”.

Aí Lula faz uma pausa, e a plateia grita:

“O povo não é bobo; abaixo a Rede Globo”.

Ele continua:

“Eu tratava com muito respeito, que eles não têm comigo (…) E eu quero dizer que, neste momento, eu estou enojado com o comportamento de determinados setores de comunicação, que transformam, em divulgação de coisa pública, falas particulares minhas no telefone. É um desrespeito à ética e à pessoa humana. Mas não tem problema. Eu não farei o jogo rasteiro que eles fazem comigo. Não farei. (…) Eu tenho muita paciência (…) Esse ato de solidariedade aqui não é para mim. É para o povo brasileiro, que merece respeito daqueles que não querem que a Dilma governe. É um ato de solidariedade a milhões e milhões de trabalhadores que gostariam de ligar a televisão e ver os repórteres falando alguma coisa útil neste país. Este ato é um ato de solidariedade a milhões e milhões de pessoas que estão cansadas, enojadas, de ver tanta besteira na televisão, de ver tanta denúncia, e muitas delas sem provas”.

Lula está cansado da investigação. Lula está cansado da imprensa. Lula está cansado da oposição. Lula está cansado de tudo aquilo que não lhe permite e a seu partido governar como tiranos
O vídeo vai abaixo. Lula investiu também no arranca-rabo de classes e na guerra entre regiões do país, afirmando que os ricos o discriminam porque tem cara de nordestino, cabeça de nordestino e orelha de nordestino. Lula transformou os nordestinos num fenótipo.
Ao falar do custo da mão de obra no Brasil, fez uma confusão deliberada entre esse conceito e o valor do salário, como a sugerir que o empresariado brasileiro acha que os trabalhadores ganham demais.

Eis aí. Ele está no poder. Ele está, agora de forma confessa, na Presidência da República. Comanda a luta contra a Polícia Federal, contra o Ministério Público e contra a imprensa.

E seus partidários gritam: “Não vai ter golpe”.
Não vai mesmo. Eles vão cair.

PS: A propósito, o que faziam ali os ditos “trabalhadores” numa quarta-feira? Ah, é verdade! Eles não trabalham.
Para os de estômago forte, o vídeo:




Fonte: Veja.com

HERMES RODRIGUES NERY: Carta aberta aos bispos do Brasil


ESCRITO POR HERMES RODRIGUES NERY 


Faltou coragem, firmeza, e fidelidade ao Magistério ao nãonão denunciarem o projeto de poder totalitário do Foro de São Paulo (que Lula fundou e implantou com Fidel Castro.


Em meio à grave crise política, econômica, institucional e, acima de tudo profundamente moral, nós católicos recorremos a cada membro do episcopado brasileiro, para que em cada Diocese haja uma posição clara e firme em relação aos graves danos que o Partido dos Trabalhadores (PT) causou à Igreja Católica e à nação brasileira nestas últimas décadas, especialmente nos últimos treze anos à frente do governo. Um partido que chegou aonde chegou com a conivência, a cumplicidade, a omissão (e até o favorecimento) de muitos bispos, seduzidos pela retórica do populismo e pela demagogia.

Desde o início, era preciso ter havido coragem para denunciar o PT como um partido revolucionário, de ideário socialista, aliado de governos comunistas e ditatoriais (especialmente Cuba), que emergiu com a bandeira da ética para chegar ao poder e depois dilapidar o estado brasileiro, aparelhando as instituições e implementando a agenda anti-vida e anti-família das fundações internacionais, a agenda abortista, etc. E tudo isso com a complacência do clero progressista da CNBB, e através de ONGs e pastorais atuando no seio da igreja, dos teólogos da libertação, e de toda sorte de infiltrados.

Faltou coragem a muitos bispos do Brasil, firmeza, e fidelidade ao Magistério: ao não alertarem os fiéis do risco de excomunhão
— e do risco à própria salvação — aos que apoiavam o PT (Catecismo, n. 2246); ao não denunciarem o projeto de poder totalitário do Foro de São Paulo (que Lula fundou e implantou com Fidel Castro); e, ainda, ao não rejeitarem o projeto utópico da Pátria Grande socialista sendo construído pela UNASUL com a simpatia e apoio de vários bispos.

Hoje, os fatos expostos pela Operação Lava Jato estão escancarando ao mundo a verdadeira face do PT, seu modus operandi que em tudo contraria os princípios e valores cristãos e as diretrizes da Doutrina Social da Igreja. Por isso, urge que os bispos do Brasil, ainda em tempo, façam o mea culpa por terem permitido ao PT chegar aonde chegou, com as consequências calamitosas no campo político e econômico, mas sobretudo no campo moral e cultural.

Que sigam o exemplo de um Papa, S. João Paulo II, que teve a humildade de pedir perdão e rever posturas quando necessário. E que nesta Páscoa possamos à luz do Evangelho, “Caminho, Verdade e Vida”, ressuscitar como povo católico, verdadeiramente sal e luz para o Brasil, coração do Continente de Esperança.


Hermes Rodrigues Nery é coordenador do Movimento Legislação e Vida.

segunda-feira, março 07, 2016

JOSÉ PADILHA: Lula, Freud e o futuro da esquerda



POR JOSÉ PADILHA 06/03/2016 em O Globo

‘Se um paciente inteligente rejeita uma sugestão de forma irracional, então a sua lógica imperfeita é evidência da existência de um forte motivo para a sua rejeição.” Sigmund Freud.

Não resta a menor dúvida, para qualquer pessoa minimamente razoável, de que o Partido dos Trabalhadores e seus principais dirigentes — entre eles José Dirceu, Antônio Palocci, João Vaccari e Luiz Inácio Lula da Silva — estruturaram uma organização criminosa com o apoio de outras facções da política brasileira (facção se aplica melhor à nossa realidade do que partido) com o objetivo precípuo de se perpetuar no poder. Para tal, desviaram recursos de empresas estatais, de bancos públicos e de fundos de pensão, se associaram a grupos de empreiteiros mafiosos, utilizaram laranjas, marqueteiros e doleiros em larga escala, fraudaram o processo eleitoral com recursos provenientes de corrupção e fizeram políticas públicas totalmente irresponsáveis, levando o Brasil à bancarrota. Não resta dúvida também, como disse o capitão Nascimento em Tropa de Elite, que “quem rouba para o sistema também rouba para família”. Isto está claro e transparente — como a luz que incide na cobertura 164 A do único edifício pronto no condomínio Solaris.

No entanto, ainda há quem tente negar a realidade revelada no processo do mensalão e nas provas e testemunhos das operações Lava-Jato e Zelotes. O que nos leva de volta a Sigmund Freud: por qual motivo há tanta relutância por parte da esquerda em encarar a realidade que lhes foi exposta ao longo dos últimos anos? A explicação é dupla. No caso da militância profissional, da UNE, da CUT e do MST, se aplica a máxima de Upton Sinclair, famoso escritor americano: “É difícil fazer com que alguém entenda algo quando o seu salário depende do não entendimento deste algo.”

Mas o que dizer dos intelectuais e artistas que não recebem salários por sua “militância”? No caso deles, não se trata de grana, mas de uma questão psicoanalítica. Investiram as suas vidas e reputações em posições pró Lula e pró PT. Agora, não suportam reconhecer o erro que cometeram por uma questão de autoimagem. Freud e sua filha Anna chamaram este fenômeno de negação. Trata-se de uma defesa contra realidades externas que ameaçam o ego. Saber lidar com a negação me parece ser a questão básica para a sobrevivência da esquerda brasileira hoje. Se os pensadores de esquerda não tiverem a grandeza de reconhecer o erro que cometeram com Lula e com o PT, se comprarem a tentativa de Lula e do PT de incendiar o país para criar um ambiente irracional posto na vigência da razão não há saída, a esquerda brasileira vai afundar com eles. Lula e o PT se tornarão os arautos da destruição do pensamento marxista no Brasil.



segunda-feira, janeiro 25, 2016

ASSIM CAMINHA A CIÊNCIA NA ERA DOS PETRALHAS: Com prédio do CNPq abandonado, governo gasta R$ 1,8 mi por mês em aluguel de sede nova



Com prédio do CNPq abandonado, governo gasta R$ 1,8 mi por mês em aluguel de sede nova

Enquanto isso, governo gastou R$ 1 milhão em cinco anos para manter edifício antigo. Órgão se mudou para área nobre de Brasília, enquanto o imóvel que pertence à autarquia está se deteriorando.
Sede antiga do CNPq está abandonada (Crédito: Rodrigo Serpa/CBN)
Sede antiga do CNPq está abandonada na W3 Norte
Crédito: Rodrigo Serpa/CBN
por Rodrigo Serpa
Em um período em que o ajuste fiscal aparece na pauta do Executivo como fator de urgência, o excesso de gastos é observado em um dos ministérios do governo Dilma. Neste mês, faz cinco anos que o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o CNPq, em Brasília, gasta - por mês – R$ 1,8 milhão com aluguel, enquanto tem um prédio de sua propriedade abandonado em uma área nobre da capital federal.
O contrato de locação da nova sede, fechado sem licitação em 2011, já foi prorrogado e tem validade até 2021. O valor do gasto é suficiente para bancar 1,2 mil bolsas de pesquisa para estudantes de mestrado.
A nova sede, alugada, fica no Lago Sul, área nobre de Brasília, e conta com auditório e restaurante. Sob o argumento de que a gestão era descentralizada em três prédios diferentes, gestores do CNPq cederam o imóvel próprio ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, ainda em 2011. Ele está desativado até hoje - e com a mudança, o gasto do órgão com aluguel subiu quase cinco vezes.
Para o especialista em contas públicas Gil Castelo Branco, trata-se de um clássico episódio de má-gestão dos recursos públicos.
"A União precisa, efetivamente, valorizar mais o seu patrimônio. Esses imóveis poderiam ser vendidos, rendendo recursos num momento tão difícil como o que a economia brasileira passa. A área do patrimônio sofre, há muitos anos, um enorme descaso”, afirma Gil.
No prédio, o cenário é de abandono. Vidros estão quebrados, a fachada está descaracterizada, há lixo acumulado e mato alto ao redor. Na parte interna, móveis foram esquecidos em praticamente todos os andares.
Segundo informações do Ministério da Ciência e Tecnologia, é pago algo em torno de R$ 600 por dia em gastos como água, luz e segurança em um prédio vazio.
O corretor de imóveis Luís Cláudio Nasser, com quase 50 anos de atuação em Brasília, afirma que se o imóvel estivesse alugado, renderia, no mínimo, R$ 400 mil por mês aos cofres públicos:
"Para o tipo de prédio como o do CNPq, a locação seria em torno de R$ 45 o metro quadrado, por causa da necessidade de alguma adequação, como faxina, limpeza e pintura. Ou seja, renderia algo superior a R$ 400 mil por mês.”
A ocupação imediata do prédio dependeria de uma reforma em toda a parte elétrica e hidráulica, desgastada pela ação do tempo e pela falta de manutenção.
O Ministério da Ciência e Tecnologia informou à CBN que, além de não contar com recursos para obras, está em fase final o processo para devolver o prédio ao CNPq, para que o órgão se responsabilize pela gestão do local.
No ano passado, a crise econômica bateu à porta também da ciência brasileira, e programas de incentivo à pesquisa sofreram cortes. O Ministério da Ciência e Tecnologia teve 25% do seu orçamento reduzido.

Prédio alugado pelo CNPq em Brasília




Fonte: CBN

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