A MILÍCIA BOLIVARIANA DO PT

A MILÍCIA BOLIVARIANA DO PT
AgroBrasil - @gricultura Brasileira Online
Ofereci meus ombros. Como escada ele subiu. Abri o caminho para ele passar. Na hora da porrada a cara era a minha. Fui seu irmão seu amigo e companheiro... Um dia encontrou comigo. Me deu um beijo. Virou as costas e partiu. Lembrei de Jesus e as 30 moedas"
Poema do mensaleiro João Paulo Cunha que revela a mágoa em relação ao ex-presidente LULArápio.
"Anos atrás recebi do então governador de Brasília Cristovam Buarque o ‘premio manuel bonfim’, atribuído ao meu livro "Chatô, o rei do Brasil". Já pedi à Marília para localizar a placa de prata. Vou devolver. de golpista não quero nada. Nem prêmio".

Escritor Petralha Fernando Morais

“Que pena que nossos gênios estejam tão obtusos. E tão viciados no aparelhamento. O PT corrompeu mais do que a política, corrompeu a inteligência e o caráter. E aos poucos vão mostrando que a volta da Dilma por mais dois anos, com essa gente, vai embrutecer o País e seguir se apropriando do Estado. Pior que não tem juiz Moro para este tipo de roubo: da inteligência e do caráter. Ele não falou em devolver os dez mil que recebeu do prêmio. Na época eram dez mil dólares. Nem o que ele fazia no governo do Quercia".

Senador Cristovam Buarque

+ LIDAS NA SEMANA

sexta-feira, agosto 18, 2017

CNC - Balanço Semanal de 14 a 18/08/2017



BALANÇO SEMANAL — 14 a 18/08/2017

Conselho Diretor do CNC visita experiências do Consórcio Pesquisa Café e se atualiza sobre realizações do Plano Agro+

FOCO EM PESQUISA — O Conselho Diretor do Conselho Nacional do Café realizou reunião ordinária, no dia 11 de agosto, na sede da Embrapa Café, que contou com a participação, entre outros, do Secretário Executivo, Eumar Novacki, e do diretor do Departamento de Café, Cana de Açúcar e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Silvio Farnese, do presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Maurício Antônio Lopes, além do diretor geral e do gerente adjunto técnico da Embrapa Café, Gabriel Bartholo e Antônio Guerra, respectivamente.

A escolha do local da audiência e a presença dos representantes do Governo e da Embrapa se deram para que os conselheiros diretores do CNC recebessem uma atualização dos trabalhos de pesquisa que vêm sendo desenvolvidos pelo Consórcio Pesquisa Café no País. Na sequência, os representantes do Conselho acompanharam os pesquisadores até o Centro de Pesquisa Agropecuária dos Cerrados (CPAC) da Embrapa, onde puderam conhecer os trabalhos realizados.

O presidente executivo do CNC, deputado Silas Brasileiro, destacou o avanço do conilon no Espírito Santo e em Rondônia e enalteceu a importância dos trabalhos de pesquisa para o desenvolvimento do híbrido com a variedade arábica, possibilitando um café mais resistente a adversidades climáticas, o que entende como fundamental para garantirmos o abastecimento mundial de café, como o Brasil tem feito ao longo dos anos. Confira o vídeo.

HOMENAGEM A NOVACKI

Em função da abertura e da pronta disposição do Secretário Executivo do Mapa em atender aos pleitos apresentados pelo setor da produção de café, o CNC prestou uma homenagem a Eumar Novacki. O presidente executivo do Conselho explica que o agraciamento se deu pela transmissão do sentimento de segurança e da certeza de que se pode contar com uma parceria efetiva dentro do Ministério da Agricultura, fato que, aliado à proatividade demonstrada em dar encaminhamentos e soluções às demandas dos produtores, desencadeou o desejo de congratular uma liderança pública que desempenha com eficiência, altruísmo e dedicação a sua função.

PLANO AGRO+O Secretário Executivo do Mapa também nos atualizou sobre os resultados do Plano Agro+, do qual o CNC é uma das 88 entidades que contribuíram para a construção dos objetivos. A iniciativa trouxe, de prontidão, a solução para 69 importantes demandas de diferentes segmentos do setor agrícola brasileiro e, com forte viés de desburocratização, permite a atuação na facilitação do comércio exterior; em transparência e parcerias; e na melhoria do processo regulatório e de normas técnicas.

Há um ano, desde o seu lançamento, o Plano Agro+ promoveu, atendendo às demandas do setor, aproximadamente 750 entregas à sociedade brasileira através da publicação de normas modernas ou da revogação de atos normativos ultrapassados, mudanças de processos administrativos internos, sofisticação de sistemas informatizados, que podem ser conferidos no site do Mapa (http://www.agricultura.gov.br/agro/medidas-agromais).

Também entre as iniciativas do plano, recentemente o Mapa lançou o Programa de Conformidade do Agronegócio Brasileiro, o Agro+ Integridade. Trata-se de um Compliance que busca aprimorar os mecanismos de prevenção, detecção e remediação de fraudes, irregularidades e desvios de conduta no âmbito interno do Ministério e das empresas e entidades que mantém interfaces com a Pasta, cujo objetivo é promover um "pacto" pela integridade do setor agropecuário brasileiro.

O CNC entende que a iniciativa tem se mostrado crucial, com seu foco nos valores éticos das instituições, obtendo a adesão voluntária e massiva de todas entidades protagonistas do agronegócio brasileiro, razão que acreditamos que motivará o Mapa a continuar conclamando todos a se unirem em prol de um setor mais responsável e transparente, fatores fundamentais para a abertura de novos mercados e a ampliação nos países onde o agro brasileiro já está consolidado.

MERCADO — Os contratos futuros do café despencaram no mercado internacional nesta semana, pressionados pela valorização do dólar. Segundo analistas, nem mesmo o rompimento de importantes médias-móveis atraiu os fundos para realizarem aquisições, pois parecem demonstrar que o custo de carregar posições compradas não faz sentido econômico em meio à possibilidade de oferta elevada em 2018.

Os quatro pregões na Bolsa de Nova York tiveram fechamentos negativos nesta semana, à medida que a ocorrência de chuvas em áreas produtoras no Brasil e avaliações de exportadores de que a safra nacional pode surpreender – fato que o CNC discorda devido à precocidade para se prever algo para 2018 sem mesmo ter iniciado o período de floradas e ao comportamento do clima nesse estágio – levaram investidores a continuar se desfazendo de posições.

Na ICE Futures US, o vencimento setembro do Contrato C foi cotado, na quinta-feira, a US$ 1,2845 por libra-peso, com queda de 1.185 pontos em relação ao fechamento da semana passada. Na ICE Futures Europe, o vencimento setembro do contrato futuro do robusta fechou a US$ 2.062 por tonelada, acumulando perdas de US$ 77.

A Climatempo informa que novas áreas de instabilidade se formam a partir de sábado, 19 de agosto, sobre a maior parte do Paraná, provocando precipitações, com o acumulado podendo chegar a 70 milímetros no noroeste e no extremo leste do Estado. O serviço de meteorologia também alerta que permanecem as condições de chuva para oeste, centro-sul e leste de São Paulo, extremo sul de Minas Gerais e sul do Rio de Janeiro, com os volumes variando entre 30mm e 70mm nessas localidades.

O dólar comercial, apesar da preocupação com o cenário político nos Estados Unidos e o atentado terrorista em Barcelona, na Espanha, que levou investidores a buscarem ativos mais seguros, manteve a tendência de alta frente ao real. Ontem, a divisa norte-americana foi cotada a R$ 3,1785, ainda com avanço de 0,1% ante desempenho da sexta-feira anterior. Em relação ao Brasil, os investidores demonstram cautela frente à deterioração fiscal e às incertezas sobre a aprovação da reforma da Previdência no Congresso.

No mercado doméstico, os preços acompanharam o desempenho negativo das bolsas internacionais, desestimulando ainda mais as negociações, que permanecem travadas. Ontem, os indicadores calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para as variedades arábica e robusta situaram-se em R$ 450,61/saca e a R$ 407,15/saca, respectivamente, com variações de -4,9% e -0,4% na comparação com o comportamento da semana antecedente.



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Deputado Silas Brasileiro
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Caju: pesquisador discute possibilidade de recuperação de mercado




O chefe-adjunto de P&D da Embrapa Agroindústria Tropical, Gustavo Saavedra apresenta, nesta terça-feira 22/08, às 7h30min, no Agropacto, um panorama sobre os motivos que levaram o Brasil a perder espaço no mercado de amêndoa de castanha de caju, bem como possibilidades para recuperação do setor. A participação brasileira na exportação mundial caiu de 12% em 1993 para 0,17% em 2013.

Conforme Gustavo Saavedra, hoje os países produtores não conseguem atender toda a demanda mundial por amêndoa e a tendência é a situação se agravar com a abertura e desenvolvimento de novos mercados, como o chinês. Ele acredita em expectativas promissoras para o Brasil, desde que sejam adotados novos modelos de produção, que levem à incorporação de tecnologias pelos cajucultores.

No último congresso mundial da cadeia de castanha de caju - o World Cashew Convention 2017, ocorrido em Cingapura - projetou-se a possibilidade de a cadeia dobrar de tamanho nos próximos dez anos. Alternativas para aproveitar essa janela de oportunidades serão apresentadas pelo pesquisador.





Agropacto

Tema: Cajucultura: uma cadeia com problemas, mas com imensos 

desafios e oportunidades

Data – 22/08 – terça-feira

Hora: 7h30min

Local: auditório da FAEC, avenida Eduardo Girão, 317, Jardim América







Verônica Freire (MTB 01225JP)

Embrapa Agroindústria Tropical (Fortaleza,CE)


terça-feira, agosto 15, 2017

CNC - Balanço Semanal de 07 a 11/08/2017




BALANÇO SEMANAL — 07 a 11/08/2017

Funcafé repassou R$ 1,4 bilhão a agentes financeiros, 28,8% do total contratado na safra 2017

FUNCAFÉ — Nesta semana, o Diário Oficial da União (DOU) publicou a assinatura de novos contratos autorizando a liberação de recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) aos agentes financeiros, elevando a demanda total para R$ 4,865 bilhões, ou 99,5% do total de R$ 4,890 bilhões aprovados para a safra 2017.

Ao longo das últimas semanas, o Conselho Nacional do Café (CNC) veio recordando que a assinatura dos contratos somente credencia os bancos e cooperativas de crédito a operarem com recursos do Fundo, mas, para o encaminhamento do capital aos agentes e a consequente tomada pelos mutuários, fazia-se necessário que os produtores procurassem suas instituições de crédito e apresentassem as demandas.

Na sexta-feira passada, teve início a liberação dos recursos do Funcafé às instituições. Conforme informações disponibilizadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), até hoje, 11 de agosto, 11 agentes financeiros receberam R$ 1,409 bilhão (clique na tabela abaixo para ampliar), o que representa 28,8% do total de R$ 4,890 bilhões aprovados para a temporada cafeeira atual.

Do montante recebido pelas instituições, R$ 701,1 milhões foram destinados para a linha de Estocagem; R$ 309,1 milhões ao Financiamento para Aquisição de Café (FAC); R$ 179,2 milhões para Custeio; e R$ 219,7 milhões para as linhas de Capital de Giro, sendo R$ 122,5 milhões para Cooperativas de Produção, R$ 62,25 milhões para Indústrias de Torrefação e R$ 35 milhões para o setor de Solúvel.

"CAFÉ PARA ATLETAS" — Na terça-feira, 8 de agosto, o presidente executivo do CNC, deputado Silas Brasileiro, coordenou as negociações do presidente da associada Cooxupé, Carlos Paulino, junto ao Governo Federal, no Mapa e na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para tratar dos procedimentos para registro e avaliação de segurança e eficácia de um novo produto, à base de café, que a Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé está desenvolvendo.

A Cooxupé vem elaborando um farináceo com base no fruto, que pretende utilizar como matéria prima para alimentos funcionais cujo consumo é voltado a atletas. O CNC deu andamento aos trâmites na esfera governamental e os próximos passos são focados na inscrição do produto e nas posteriores análises da Anvisa. Entendemos que essa é uma iniciativa de vanguarda e que potencializa o café como um todo, permitindo a busca por novos nichos de mercado e, consequentemente, renda aos cooperados.

PROMOÇÃO DA SUSTENTABILIDADE — Na quinta-feira, 10 de agosto, o presidente Silas Brasileiro recebeu Vanusia Nogueira, diretora executiva da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) – entidade membro do CNC, para dar sequência aos debates relacionados à promoção mundial da sustentabilidade da cafeicultura brasileira através do Programa Acesso a Mercados (PAM-AGRO), desenvolvido em parceria por Apex-Brasil e Ministério da Agricultura e que conta com a participação do Ministério das Relações Exteriores e da Camex.

Ambos se reuniram com o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, para alinhar o posicionamento das entidades – assim como já ocorrido junto à Sociedade Rural Brasileira na última semana de julho (confira em http://www.cncafe.com.br/site/interna.php?id=13523) – frente à possibilidade de adesão da cafeicultura ao segmento "Imagem" do PAM-AGRO.

O presidente do CNC vê como positiva a sinergia que emerge das entidades e crê que se pode chegar a um consenso sobre a adesão ao Programa, possibilitando que seja possível trabalhar a melhoria da imagem internacional do café brasileiro, que é vital para a manutenção dos mercados estratégicos e para a abertura ou ampliação da participação nacional em novos e emergentes países consumidores de café.

ESPECIALIZAÇÃO EM CAFEICULTURA
A associada Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Varginha (Minasul) oferecerá um curso de especialização em cafeicultura a seus cooperados. Denominado "Academia do Campo", o curso abrangerá conhecimento técnico, comercial e gestão da atividade cafeeira e tem como público-alvo cafeicultores e seus filhos e pessoas interessadas na cultura. A especialização terá a duração de 10 meses (uma vez por mês) e dispõe de 100 vagas. A previsão de início é setembro de 2017 e os interessados podem se inscrever ou obter mais informações através do e-mail viviane.bartelega@minasul.com.br.

O Conselho Nacional do Café enaltece a iniciativa de sua cooperada Minasul e entende que capacitações são sempre necessárias para que saibamos lidar com os novos desafios e a competitividade que surgem no complexo ambiente do agronegócio. Nesse sentido, a Academia do Campo certamente capacitará os cooperados para que façam boas administrações nas propriedades e se atualizem na obtenção de conhecimentos técnicos e específicos, desenvolvendo-se como empreendedores de fato.

COOPAMA EM ALFENAS — Com 73 anos de história e atuação junto aos produtores rurais do Sul de Minas Gerais e órgãos do segmento, a Cooperativa Agrária de Machado (Coopama), associada ao CNC, inaugurou, ontem, 10 de agosto, sua nova filial, a Unidade Alfenas, cidade universitária selecionada principalmente por ter na agropecuária, em especial café e cereais, suas principais atividades econômicas.

A Coopama Alfenas oferecerá aos cooperados e produtores rurais da região defensivos e implementos agrícolas, peças para máquinas, fertilizantes, medicamentos veterinários, rações, sais minerais, além de telefonia, planos de internet, plano de saúde, assistência técnica e nutricional e convênio para assistência veterinária, sempre objetivando aproximar cooperativa e cooperado.

O CNC parabeniza a entidade por sua expansão e por, a cada dia, aproximar-se mais de seus sócios e clientes, desempenhando, de fato, o ideal do cooperativismo. Somos cientes que a Unidade Alfenas também permitirá que novos cooperados se beneficiem das facilidades da Feira de Negócios Coopama (FENEC), que conta com a presença das principais empresas do agronegócio do Brasil e oferece condições diferenciadas aos cooperados para a aquisição de insumos, fertilizantes, maquinários, entre outros, visando à melhor gestão de suas lavouras e propriedades.

MERCADO — Após o movimento de realização de lucros ocorrido na quinta-feira, os contratos futuros do café encerraram a semana em território negativo nos mercados internacionais. Para analistas, as cotações aguardam novidades para se direcionarem.

Mesmo com a recuperação dos preços nas últimas semanas, os níveis alcançados ainda são inferiores aos observados em 2016, quando a maioria dos produtores aproveitou para travar vendas para a safra 2017, colhida atualmente. Dessa forma, a expectativa é que o mercado se aqueça a partir de setembro, quando terá fim esse período de entrega.

Na Bolsa de Nova York, o vencimento setembro do Contrato C caiu 165 pontos na semana, encerrando o pregão de ontem a US$ 1,3850 por libra-peso. Na ICE Futures Europe, o vencimento setembro do contrato futuro do robusta recuou US$ 51, finalizando a sessão de quinta-feira a US$ 2.090 por tonelada.

O dólar comercial também influenciou, em menor escala, os preços da commodity, à medida que renovou suas máximas frente ao real depois das novas ameaças feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra a Coreia do Norte.

O cenário de incertezas em relação à meta fiscal no Brasil e o recuo do petróleo foram outros fatores que auxiliaram no avanço do moeda norte-americana. Ontem, a divisa foi cotada a R$ 3,1756 — maior nível desde 17 de julho —, com ganho de 1,6%.

No Brasil, uma frente fria na costa da Região Sudeste reduzirá as temperaturas nas áreas produtoras e deve causar chuvas e rajadas de vento no Paraná e no oeste de São Paulo durante o domingo. Nos dias seguintes, as precipitações alcançarão o sul de Minas Gerais, com o período mais úmido devendo se estender sobre as Regiões Sul e Sudeste do Brasil até a próxima sexta-feira.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o recuo dos preços internacionais na quinta-feira fez com que os participantes, já em clima de receio, afastassem-se de vez das negociações no País.

Os indicadores calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para as variedades arábica e conilon foram cotados, ontem, a R$ 471,79/saca e a R$ 410,20/saca, respectivamente, com variações de 0,8% e de -1,5% em relação ao fechamento da sexta-feira passada.
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quarta-feira, agosto 09, 2017

EMBRAPA: Doenças de equídeos: o que fazer?


Embrapa discute características e tratamento para algumas das principais enfermidades
Nicoli Dichoff - Embrapa discute características e tratamento para algumas das principais enfermidades

No Pantanal do Brasil, a equideocultura é tão importante quanto a criação de bovinos – nas grandes propriedades pecuárias do bioma, muitas vezes só é possível transitar e fazer o manejo do gado com o apoio das tropas de cavalos. Por isso, a pesquisadora Márcia Furlan, da Embrapa Pantanal, conversou com produtores, estudantes, técnicos e representantes do setor produtivo de MT sobre as principais doenças que podem prejudicar os animais e as formas de combater essas enfermidades.
As palestras foram realizadas durante uma visita da chefia e da equipe da unidade de pesquisa ao estado organizada com o apoio da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Estado de Mato Grosso (SENAR/MT). “Buscamos levar informações importantes e práticas ao produtor, abordando tratamentos e possíveis soluções que podem ser usadas no dia a dia da fazenda”, afirma Furlan.
Conheça algumas das doenças abordadas pela equipe da Embrapa Pantanal:

Cara inchada
De acordo com a pesquisadora, a osteodistrofia fibrosa – mais conhecida como cara inchada – é causada por uma deficiência de cálcio ou consumo excessivo de fósforo. “Ela pode ocorrer pela não ingestão da substância, pelo desequilíbrio da proporção cálcio-fósforo no organismo do animal ou, ainda, pela ingestão de quelantes (substâncias que se ligam a outras e ajudam a eliminá-las do organismo) ”. Os animais enfermos têm sua densidade óssea diminuída, o que pode levar a distúrbios locomotores, perda dos dentes, dificuldade de alimentação e debilidade.
Para Furlan, o principal fator que influencia o surgimento da doença é a alimentação inadequada dos equídeos e o tipo de pasto disponibilizado a eles. Ela recomenda evitar que os animais se alimentem exclusivamente de pastagens como a Brachiaria ou espécies como Kazungula, Colonião e Transvala, ricas em oxalato (uma substância que se liga ao cálcio e impede sua absorção). “Algumas gramíneas têm fósforo. Para manter o equilíbrio entre essa substância e o cálcio, o organismo tira cálcio dos ossos e o libera na corrente sanguínea, causando a doença”.
Trabalhar com suplementação mineral e não fornecer alimentos ricos em fósforo – como milho e farelo de trigo – podem ajudar no combate da osteodistrofia fibrosa. Saiba mais na publicação da Embrapa “Cara inchada" em cavalos no Pantanal - como resolver o problema?”:

Pitiose equina
A pitiose, conhecida também como “ferida da moda”, é causada por um fungo que se desenvolve em plantas aquáticas de regiões com clima tropical, subtropical ou temperado. Animais que pastejam em áreas alagadas, como beira de lagoas e baías, podem desenvolver feridas expostas na pele e tecidos subcutâneos. Ambientes quentes e úmidos como o Pantanal favorecem o desenvolvimento do fungo. “A pitiose é crônica, um problema de endemia baixa, mas que está sempre ocorrendo e gerando dúvidas”, diz a pesquisadora.
Como alternativa para o tratamento, a Embrapa Pantanal desenvolveu, em parceria com a Universidade Federal de Santa Maria, o imunoterápico Pitium-Vac. Ele diminui e cicatriza as feridas provocadas pelo fungo em 85% dos animais com pitiose clínica, segundo levantamentos das instituições. Em um estudo realizado pela Embrapa na sub-região da Nhecolândia (MS), 19 animais infectados receberam aplicações do imunoterápico. 63% daqueles que tinham lesões recentes foram curados; dos que tinham lesões antigas, esse valor chegou a 83%.
O Pitium-Vac pode ser adquirido no endereço http://pitiose.com.br/loja-virtual/pitium-vac/ .
Outras informações sobre a pitiose equina podem ser lidas através do link http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/325279 .

Anemia infecciosa equina – AIE
Causada por um vírus semelhante ao da AIDS, a anemia infecciosa equina é transmitida pelo contato com o sangue infectado e não tem cura. “Sua solução é, na verdade, uma prevenção. Não há como ´resolver´ a AIE. Só podemos impedir que o animal seja contaminado”, diz Furlan. A doença prejudica fortemente o desempenho físico dos equídeos, fazendo com que eles suportem menos trabalho no campo e fiquem suscetíveis a ataques cardíacos ou outras falhas que possam levar à morte prematura.
A pesquisadora ressalta que a mutuca, uma mosca que se alimenta do sangue dos animais, tem um papel muito pequeno na transmissão da enfermidade. O maior fator que contribui para disseminar a doença é o manejo inadequado feito pelo ser humano. “Por isso, é muito importante impedir que os equídeos entrem em contato com o sangue uns dos outros. Enfatizamos o uso da agulha e seringa descartáveis, assim como o descarte correto desse material. Também recomendamos o uso de esporas grossas e rombas (que não ferem e acumulam sangue como as finas ou pontudas) e evitar o compartilhamento de tralhas. Se isso for necessário, é preciso lavá-las com água, sabão e secá-las no sol quente após o uso”, diz.
Saiba mais sobre a AIE no link abaixo:

Nicoli Dichoff (Mtb 3252/SC)
Embrapa Pantanal
pantanal.imprensa@embrapa.br
Telefone: +55 (67) 3234-5879

Núcleo de Comunicação Organizacional (NCO)
Embrapa Pantanal
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
Corumbá/ MS

7º Simpósio Internacional de Nutrição e Saúde de Peixes em Botucatu

Inscrições abertas. Envio de resumos até 28 de agosto

Estão abertas as inscrições para a sétima edição do Simpósio Internacional de Nutrição e Saúde de Peixes que acontece de 25 a 27 de outubro, no Auditório Paulo Rodolfo Leopoldo, na Fazenda Experimental Lageado, em Botucatu/SP.

Voltado para alunos de graduação e pós-graduação, docentes, pesquisadores e profissionais vinculados ao setor produtivo, o evento tem palestrantes internacionais como os pesquisadores Delbert M. Gatlin III, da Texas A&M University/EUA; Viviane Verlhac , da DSM Nutritional Products/ Suiça e Helena Peres, do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental do Porto/ Portugal.

Também participam como palestrantes, vários pesquisadores de renome no cenário brasileiro, vinculados a instituições como Universidade Federal de Santa Maria/ RS, Universidade Federal de Santa Catarina/ SC Instituto de Química da Unicamp/SP.

A organização do evento é da AquaNutri, grupo cadastrado no CNPq que reúne pesquisadores com ampla experiência na área de nutrição de peixes; Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Unesp, câmpus de Botucatu e Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (Fepaf).

O período para envio de resumos vai até 28 de agosto. São permitidos dois resumos por participante.

Mais informações, programação completa e inscrições em http://fmvz.unesp.br/peixe/



FACULDADE DE MEDICINA VETERINÁRIA E ZOOTECNIA - UNESP - CÂMPUS DE BOTUCATU/SP
Assessoria de Imprensa 

terça-feira, agosto 08, 2017

DEFESANET: PT e grupos Irregulares enviam militantes para a Venezuela

A presidente do Partido dos Trabalhadores no Foro de São Paulo, 17 Julho 2017. Foto - @Gleisi

Grupos de brasileiros ligados ao PT, movimentos irregulares (MST e MTST), e a partidos de esquerda são financiados para irem à Venezuela

O Partido dos Trabalhadores (PT), organizações sindicais de extrema esquerda e movimentos sociais como o MST e MTST, entre outros, estão financiando militantes para seguirem até a Venezuela. A intenção é apoiar e dar suporte, inclusive no reforço das milícias, ao governo de Maduro contra as manifestações pela deposição do presidente. As informações são dos serviços de inteligência do Brasil. (Nota - DefesaNet sempre adotou a terminologia de que estes movimentos são Irregulares, definição de “Guerra Irregular – não convencional” do Prof von der Heydte)

Essas caravanas estão seguindo de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Estados do Nordeste onde estão os principais redutos petistas. A organização do movimento em solidariedade e apoio à revolução bolivariana na Venezuela tem entre seus articuladores o próprio ex-presidente do Brasil e presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula, que tem mantido contatos diários com o presidente Maduro.

O pronunciamento da presidente do PT, a senadora Gleisi Hoffmann em favor do governo bolivariano na Venezuela e denominando de golpe da direita reacionária as manifestações de rua, que já levaram a mais de 120 mortes nos últimos meses. O pronunciamento foi um chamado geral para que a militância seguisse para a Venezuela.

"Apoio e solidariedade ao governo do PSUV [Partido Socialista Unido da Venezuela], seus aliados e ao presidente Maduro frente à violenta ofensiva da direita", disse a senadora do Brasil na abertura do 23º encontro do Foro de São Paulo. O encontro foi usado para uma ampla articulação para apoiar o governo Maduro e preparar uma ofensiva, inclusive em diversos países, pela revolução socialista. A Bolívia foi o primeiro país a se movimentar neste sentido.


Mensagem do líder do MST João Pedro Stedile, em apoio à Assembleia Constituinte realizada no dia 30 Julho,  publicado na página do movimento, em 28 Julho no Facebook 


O governo de Maduro montou diversas milícias armadas, extremamente violentas (chamados de “Colectivos”), que tem promovido um toque de recolher em Caracas e outros grandes centros do país. Um levante de militares contra o governo foi contido com extrema violência no último final de semana (Ver Comunicado da Fuerza Armada Nacional Bolivariana Link).

Maduro determinou que seus seguidores, os quais estão armados com equipamentos leves, de uso exclusivamente militar, adquiridos numa mega negociação com a Rússia ainda no governo Chaves, e mais recentemente com a China, promovam o fechamento de jornais, rádios e programas de televisão de cunho jornalístico.

As comunicações telefônicas estão sendo vigiadas e na capital há o movimento de recolha de aparelhos de telefones celulares. As milícias, que já contam com a presença de brasileiros de esquerda, promovem verdadeiros ‘arrastões’ na cidade e invadem lojas confiscando os aparelhos. O objetivo é isolar totalmente o país. A internet está sendo cortada, outra tática é restringir ao mínimo a banda tornando difícil o acesso e comunicação, seu uso monitorado pelos milicianos e integrantes do governo.

Portugal tem tentado retirar seus cidadãos que vivem na Venezuela de forma emergencial. Os cidadãos com moedas estrangeiras estão sendo presos e os valores confiscados. As ‘mulas’ que estão levando venezuelanos para outros países estão cobrando em dólares. As polícias foram unificadas sob um só comando e o serviço militar é obrigatório, para todos os adolescentes a partir de 17 anos, sem distinção de sexo. Os padres e pastores estão sendo expulsos do país, assim como os líderes de atividades assistenciais existentes.

Os números do Tribunal de Contas da União (TCU), apontam que 99% dos empréstimos ficaram com cinco grandes empreiteiras brasileiras, todas envolvidas na Lava-Jato, sendo que a Odebrecht ficou com 82% do total. Os países que mais receberam investimentos foram Angola (R$ 14 bilhões), Venezuela (R$ 11 bilhões) entre 2006 e 2014, feitos pelos governos petistas, e sem previsão de pagamento. O dinheiro, em grande parte, envolvia as empresas que são alvos da operação Lava-Jato.

Os empréstimos feitos para outros países são motivo de polêmica desde o início, quando a oposição passou a acusar os petistas de usar recursos brasileiros para contratar trabalhadores estrangeiros, financiar ditadores, dar dinheiro a financiadores de campanha entre outras críticas.

Lula, o homem forte da Venezuela, Diosdado Cabello e Joesley Batista. Ligações que merecem uma investigação. Visita de Diosdado Cabello ao Brasil, em 2015.

Um fato não investigado foram as negociações do grupo JBS com exportações de carnes para a Venezuela. Em 2015, o homem forte do regime bolivariano, Diosdado Cabello, esteve no Brasil sendo recebido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o próprio Joesley Batista, que organizou um recepção em sua residência.

O governo brasileiro também estuda fechar ou restringir a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), em Foz do Iguaçú. Oficialmente criada, em 2010, para a integração de natureza educativa e cultural, capaz de aproximar os povos da América Latina e do Caribe no governo. Localizada no território internacional da Binacional de Itaipu tem escapado ao controle do governo brasileiro e tem sido usada para a formação de ativistas latino-americanos.

Referência

1 A Guerra Irregular Moderna – Prof Friedrich August Von der Heydte BIBLIEx - 1990

EMBRAPA: Assinatura de contrato dá novo rumo às pesquisas em tuberculose bovina



A Embrapa e a empresa norte-americana Ellie LLC assinaram um contrato que visa o aperfeiçoamento tecnológico e a exploração comercial do kit (Elisa)¸ sigla em inglês para ensaio de imunoadsorção enzimática, para detecção da tuberculose bovina. As duas instituições trabalham juntas, cada uma dentro de sua expertise, desde 2015, na padronização do teste Elisa para disponibilização no mercado.



A empresa de pesquisa brasileira detém a tecnologia de um teste sorológico Elisa baseado em um antígeno quimérico para imunodiagnóstico da tuberculose causada por Mycobacterium bovis, obtido após tentativas iniciadas em 2009, como relatou o imunologista da Embrapa Gado de Corte (Campo Grande, MS) Flábio Ribeiro de Araújo. A Ellie, por sua vez, possui capacidade técnica e infraestrutura adequadas para absorver o conhecimento gerado pelos pesquisadores brasileiros e comercializar os testes, além de produzi-los.



O contrato está elaborado em duas etapas. A primeira relacionada aos processos de aperfeiçoamento, testes industriais e a campo; e a segunda, à produção, propriamente dita, e comercialização do produto, dentro de um plano de negócios.



“Os resultados preliminares da avaliação do teste mostraram-se bastante promissores para o diagnóstico sorológico da tuberculose bovina”, afirma Araújo. O kit em desenvolvimento fornece informações adicionais aos métodos tradicionais de detecção da doença e, segundo o médico-veterinário, em estágios avançados da doença a ferramenta complementará o teste intradérmico, autorizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).



A tuberculose é uma enfermidade de evolução crônica causada pela bactéria M. bovis e acomete bovinos, caprinos, ovinos, suínos, animais silvestres e também humanos, o que a caracteriza como uma zoonose. Um dos maiores problemas no meio rural é a permanência de animais infectados no rebanho transmitindo a doença aos sadios. O novo kit fornecerá informações adicionais, aumentando a cobertura do diagnóstico.



Outras linhas de pesquisa - O veterinário Flábio Araújo trabalha ao lado de outros pesquisadores brasileiros e do Reino Unido na identificação de características do genoma de M. bovis em isolados do Estado do Rio Grande do Sul e de Mato Grosso do Sul, que possibilitem verificar se há semelhanças entre as mesmas em regiões próximas e as possibilidades de correlações ao trânsito de animais. Eles também estudam a participação de animais silvestres na transmissão da tuberculose bovina.



Nesse trabalho, o atual coordenador do portfólio de sanidade animal da Embrapa tem o reforço da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Universidade de Glasgow (Escócia), Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro-RS), Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi-RS) e Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro-MS). O projeto já dispõe de um banco de amostras cujos genomas estão em sequenciamento. A expectativa é dar apoio ao Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal do Ministério.





Parte da equipe ainda analisou genomas de M. bovis do Brasil, Argentina e Estados Unidos, e comparou os dados com isolados de diferentes partes do mundo, buscando estabelecer relações filogenéticas entre isolados em escala global. Nessa iniciativa há a parceria da USP, UFMS, Mapa, Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (Argentina), Instituto Biológico de São Paulo, Agricultural Research Service (ARS/USDA/EUA) e Biocomplexity Institute of Virginia Tech (Estados Unidos).

Redação e foto: Dalízia Aguiar (MTb 28/03/14/MS), jornalista Embrapa

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EMBRAPA: Técnicas em pecuária de cria aprimoram a produção do novilho precoce



Foto: Ériklis Nogueira





Inseminação artificial e estratégias de suplementação diferenciada em bezerros elevaram a prenhez e produziram animais de alto potencial na região do Pantanal em Mato Grosso do Sul. Com o uso dessas técnicas, nasceram bezerros que foram desmamados precocemente, aos 110 dias, e registraram 250 kg aos oito meses de idade, diz o pesquisador Ériklis Nogueira da Embrapa Pantanal. Em condições semelhantes, mas sem essas técnicas, um bezerro cruzado costuma ter cerca de 50 quilos a menos.

Os animais foram obtidos por meio de estratégias produtivas e reprodutivas elaboradas por meio do projeto + Cria, coordenado pela unidade pantaneira de pesquisa da Embrapa dentro do arranjo + Precoce, liderado pela Embrapa Gado de Corte. Os estudos investigam alternativas para aprimorar a produção do novilho precoce desde os primeiros estágios.

“Os objetivos principais do + Cria são aumentar o número de bezerros e sua qualidade”, informa Nogueira. Para isso, a equipe considerou estratégias reprodutivas e de manejo nutricional e sanitário como a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IAFT), Transferência de Embriões em Tempo Fixo (TETF), escolha de genética e estratégias de suplementação dos bezerros. Na IATF, os cios das fêmeas são programados e sincronizados para aumentar a eficiência reprodutiva e, na TETF, o embrião é produzido em laboratório e transferido para as receptoras. “Hoje, estamos conseguindo apresentar alternativas reais de aumento de produção e de qualidade dos animais”, afirma o especialista.

IATF + Cio

Até o momento, cerca de 5.000 vacas foram avaliadas no Pantanal e Planalto de MS; mais de 2.500 foram inseminadas por meio do projeto e os bezerros já nasceram, diz Nogueira. Com o apoio de técnicas como a IATF + Cio, que usa bastões marcadores para determinar o grau do cio das fêmeas e aumentar as chances de prenhez na inseminação, as taxas de prenhez subiram em torno de 20%, de acordo com o pesquisador, afirmando que a técnica é simples, aplicada no momento da inseminação. “Nós observamos que, na IATF, as vacas que apresentam cio têm mais chances de chegar à prenhez. Para identificá-las, fazemos uma avaliação com a tinta dos bastões”, conta.

Nogueira descreve o processo dizendo que ele começa com a aplicação da tinta logo acima do início do rabo dos animais, na região sacrocaudal, após a retirada do implante (um dispositivo intravaginal de liberação de progesterona usado na IATF). Cerca de dois dias depois, no momento da inseminação, os animais são avaliados: as vacas de cio fraco mantêm a marcação de tinta bastante visível em função do pequeno volume de montas. Baixa remoção de tinta é um indicativo de cio médio. Nas vacas de cio forte, a tinta desaparece devido ao maior volume de montas. Essas três situações são classificadas com os scores 1, 2 e 3, respectivamente.

“Geralmente, as vacas com score 1 e 2 recebem uma aplicação do hormônio GnRH – um hormônio liberador de gonadotrofinas, que estimulam o funcionamento dos ovários das vacas.” Para Nogueira, o IATF + Cio é uma forma prática de aumentar as taxas de prenhez, já que não exige grandes alterações no manejo dos animais. “A fase de cria é o primeiro passo, importantíssimo, para definir as etapas da produção eficiente. É muito mais fácil atingir as metas de produção do novilho precoce com uma boa matéria-prima, um bezerro de qualidade com bom material genético”, diz.

Progesterona em blocos

Outra alternativa para melhorar as taxas de prenhez ou a precocidade das fêmeas, fazendo com que ovulem mais cedo, é o uso de progesterona oral fornecida no suplemento dos animais, conta o pesquisador. “Esses hormônios têm um efeito reprodutivo e devem ser fornecidos por meio de ração ou sal mineral. Associamos a progesterona com uma forma de suplementação em blocos, que tem melhor estabilidade, menores perdas com chuvas e menor necessidade de fornecimento – o que é uma vantagem para propriedades de pecuária extensiva, como as do Pantanal.”

De acordo com Nogueira, o produto consiste em um bloco de sal proteinado composto por milho, farelo de soja, sal mineral e outras substâncias misturadas com a progesterona de forma homogênea. O estudo avaliou o fornecimento desses blocos a cerca de 1.500 vacas em propriedades localizadas em três cidades de Mato Grosso do Sul. A estimativa é que cada um desses blocos possa ser consumido por até 30 animais.

Os produtos podem ser fornecidos por seis dias aos animais após a inseminação artificial ou depois da transferência de embriões para aumentar as chances de prenhez. O pesquisador afirma que, nesse caso, foi possível registrar um aumento de até 8% nas taxas de prenhez. Ele diz que também é possível usar os blocos para antecipar o cio de novilhas virgens: fornecendo os produtos por 13 dias, a quantidade de novilhas prenhas no início da estação de monta passou de 57% para até 75%. A porcentagem de cio foi de 23% para até 59% em dez dias.

Opções para beneficiar a reprodução

Além do IATF + Cio e do uso da progesterona em blocos, os pesquisadores envolvidos com o projeto + Cria investigam atualmente outras técnicas para aumentar a eficiência reprodutiva dos rebanhos: a otimização da relação touro-vaca pós IATF, aumentando o número de vacas cobertas pelos touros, a aplicação de vacinas contra doenças reprodutivas (visando a diminuir também a perda de bezerros) e a avaliação de sêmen, buscando identificar parâmetros relacionados à fertilidade – dessa forma, é possível que o produtor tenha uma estimativa do resultado que irá obter se usar determinadas partidas de sêmen.

Há também protocolos nutricionais, que envolvem a desmama precoce e a suplementação dos bezerros com níveis diferenciados, de forma a melhorar seu peso. Ainda de acordo com Nogueira, os animais produzidos por meio do + Cria são destinados a outro projeto dentro do mesmo arranjo, o + Engorda. Na iniciativa, a intenção é melhorar o acabamento, o tempo de terminação dos animais e produzir, assim, o novilho precoce.



+ Precoce

O pesquisador Rodrigo Gomes, da Embrapa Gado de Corte, coordena o arranjo + Precoce, que engloba todos esses projetos. Executado desde 2014 pelos pesquisadores das duas unidades, a iniciativa tem como instituições parceiras a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Federal do Ceará (UFC) e Universidade Estadual de Londrina (UEL), a Associação Brasileira de Produtores Orgânicos (ABPO) e a Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores de Novilho Precoce (ASPNP).

A iniciativa busca alinhar-se aos problemas enfrentados pela cadeia do novilho precoce e para isso atua com quatro grandes estudos: a produção de bezerros de qualidade por meio de sistemas melhorados de cria e otimização de biotécnicas reprodutivas; a melhoria da eficiência da recria e engorda e do acabamento de carcaça com o uso de genética superior; a transferência de tecnologia efetiva para todos os segmentos da cadeia produtiva; e o suporte a iniciativas públicas e privadas de valorização ao novilho precoce, como o Programa Precoce MS.

Para Gomes, “tanto as parcerias quanto as frentes de pesquisa colaboram na obtenção de resultados de maior relevância e que realmente impactarão na cadeia produtiva da carne bovina, seja no bioma Pantanal, seja no Cerrado. São ações passíveis de aprimorar a eficiência produtiva, a qualidade da carcaça e a sustentabilidade”. Ele ressalta ainda que o arranjo estimula a adesão e a adequação, por parte dos produtores, a programas de bonificação pela produção do novilho precoce. Alguns exemplos são os protocolos de produção sustentável e orgânica disponíveis às propriedades pantaneiras e o Programa “Precoce MS”, com incentivos fiscais aos pecuaristas que atendam a determinadas exigências, como métodos produtivos.

No próximo ano, a equipe pretende disponibilizar uma plataforma web que reunirá as informações de vários sistemas de produção do novilho precoce, permitindo ao usuário simular qual será o retorno econômico desses sistemas em sua própria realidade. Gomes explica que a preocupação em facilitar a adoção de tais sistemas – melhorados pelos produtores – inclui análises de aspectos relacionados à área financeira “para que produtores e técnicos tenham segurança e clareza quanto ao impacto econômico. A Plataforma terá alguns sistemas melhorados já para consulta e atualizações anuais a partir de novos sistemas de produção.”



Precoce MS
O programa estadual “Precoce MS” é um caso positivo de incentivo ao alinhamento entre produção e tecnologias para a obtenção de melhores resultados em eficiência, qualidade e sustentabilidade. Após sua recente reformulação, feita com a participação de pesquisadores do arranjo + Precoce, por exemplo, há bonificação para animais produzidos a partir de sistemas com integração lavoura-pecuária (ILP), confinamento e semiconfinamento. “São tecnologias que levam à diminuição na emissão de gases de efeito estufa (GEE), alinhando-se à sustentabilidade. Além disso, pela melhoria nas condições nutricionais, há melhoras no acabamento de carcaça e isso ajuda a produção de uma carne com melhor qualidade e, consequentemente, maiores bonificações”, explica o zooctenista. Saiba como o programa funciona:






Nicoli Dichoff (MTb 3252/SC) 
Embrapa Pantanal 
Telefone: (67) 3234-5879


Dalízia Aguiar (MTb 28/03/14/MS) 
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Nicoli Dichoff, jornalista
Supervisora do Núcleo de Comunicação Organizacional (NCO)
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