A MILÍCIA BOLIVARIANA DO PT

A MILÍCIA BOLIVARIANA DO PT
AgroBrasil - @gricultura Brasileira Online
Ofereci meus ombros. Como escada ele subiu. Abri o caminho para ele passar. Na hora da porrada a cara era a minha. Fui seu irmão seu amigo e companheiro... Um dia encontrou comigo. Me deu um beijo. Virou as costas e partiu. Lembrei de Jesus e as 30 moedas"
Poema do mensaleiro João Paulo Cunha que revela a mágoa em relação ao ex-presidente LULArápio.
"Anos atrás recebi do então governador de Brasília Cristovam Buarque o ‘premio manuel bonfim’, atribuído ao meu livro "Chatô, o rei do Brasil". Já pedi à Marília para localizar a placa de prata. Vou devolver. de golpista não quero nada. Nem prêmio".

Escritor Petralha Fernando Morais

“Que pena que nossos gênios estejam tão obtusos. E tão viciados no aparelhamento. O PT corrompeu mais do que a política, corrompeu a inteligência e o caráter. E aos poucos vão mostrando que a volta da Dilma por mais dois anos, com essa gente, vai embrutecer o País e seguir se apropriando do Estado. Pior que não tem juiz Moro para este tipo de roubo: da inteligência e do caráter. Ele não falou em devolver os dez mil que recebeu do prêmio. Na época eram dez mil dólares. Nem o que ele fazia no governo do Quercia".

Senador Cristovam Buarque

sábado, fevereiro 27, 2021

Curso Bioarquitetura – Construções Sustentáveis está com inscrições abertas

Curso on line vai fornecer as bases teóricas e práticas das técnicas de bioconstruções.

 

Estão abertas as inscrições para o Curso On Line Bioarquitetura – Construções Sustentáveis, que acontece de 22 a 31 de março de 2021. Durante o curso, voltado para profissionais de várias áreas e público em geral, será apresentada uma visão ampla da Bioarquitetura e suas técnicas de construções ecológicas.

Os objetivos do curso são: fornecer as bases teóricas e práticas das técnicas de bioconstruções; apresentar os mecanismos de interatividade das construções ecológicas, seus reflexos na sociedade e na sustentabilidade de nosso planeta e desenvolver uma consciência da importância das iniciativas de preservação do meio ambiente.

O conteúdo oferecerá aos alunos uma visão macro da evolução da Arquitetura após a era mecanicista de linhas retas e materiais tóxicos. O novo conceito da Bioarquitetura remete ao design de formas tênues e arredondadas, onde as cores predominantes são as cores e tons encontrados na natureza, no solo, na vegetação, nas rochas. Em síntese, os temas abordados proporcionam uma viagem na retomada do homem ao seu “habitat natural”, reaprendendo conceitos, técnicas primitivas de construção e a valorização de aspectos sociais de sustentabilidade e de proteção ao meio ambiente.

A Bioarquitetura busca incorporar a natureza à arquitetura. Representa o elo entre a natureza e o desenho das formas nas construções. Os princípios harmônicos naturais da arquitetura biológica surgem a partir de uma expressão de padrões, simetrias, formas, símbolos e relações universais naturais, onde o homem se integra em perfeita harmonia com seu habitat natural.

Com esses e outros conceitos, o curso apresentará a visão de novas técnicas nas bioconstruções, o design de hoje para casas sustentáveis com materiais orgânicos e naturais, compondo desde suas fundações até os revestimentos e detalhes decorativos, o aperfeiçoamento de técnicas milenares de construção, com tecnologias de nossa era.

O curos será ministrado por Maria Tereza Montes, graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade Bennett – Rio de Janeiro  e analista de sistemas graduada pela PUC – Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Dentre suas áreas de atuação estão: Geobiologia, Bioarquitetura e Sustentabilidade e Equilíbrio de Ambientes.

Mais informações, programação completa e inscrições em: www.fepaf.org.br

Estão abertas as inscrições para o Curso de Operador de Drone Agrícola

Operação de Drones abre novas oportunidades no mercado de trabalho agrícola

 

Estão abertas as inscrições para o Curso de Operador de Drone Agrícola, promovido pela Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais, a ser realizado nos dias 19 e 20 de junho de 2021.

Com o aumento das aplicações possíveis para os drones (tradicionais e mais avançados) e o crescimento da demanda sobre as diversas formas de operação (pilotagem) destes equipamentos, o curso busca preparar profissionais para operarem (pilotarem) estes equipamentos a partir de uma formação rápida e objetiva, com apresentação de conceitos teóricos e práticos, que pretende oferecer uma introdução à temática, permitindo ao final que o participante tenha os conhecimentos mínimos que lhe permita operar estes equipamentos.

O curso oferece uma especialização multidisciplinar em uma área de interesse que atualmente encontra-se em pleno crescimento, projetando para o futuro um “boom” devido às perspectivas de mudanças tecnológicas e o novo mercado de trabalho.

Os conteúdos teóricos e as atividades práticas serão ministradas pelo engenheiro agrônomo Marcelo Scantamburlo Denadai, mestre e doutor em Agronomia pela Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Unesp, câmpus de Botucatu, com MBA em Agronegócio (ESALQ/USP), e atualmente docente da FATEC Botucatu juntamente com Vicente Márcio Cornago Júnior, mestre em Agronomia pela FCA/UNESP, com MBA em Supply Chain e Logística Integrada, especialização em Gestão Empresarial, graduação em Administração de Empresas e também professor da FATEC Botucatu.

Mais informações, programação completa e inscrições em www.fepaf.org.br


quarta-feira, fevereiro 10, 2021

Embrapa testa sistema que permite de forma efetiva controlar o carrapato-do-boi sem usar carrapaticidas

Os resultados da pesquisa liderada pelo médico-veterinário Renato Andreotti, pesquisador da Embrapa Gado de Corte, deixaram a equipe bem animada, afinal a luta vem de muito tempo tentando, se não acabar, diminuir o problema da infestação de carrapatos nos bovinos e suas consequências que acarretam grandes prejuízos para a produção nacional numa ordem estimada em US$ 3,24 bilhões/ano. O carrapato-do-boi (Rhipicephalus microplus) causa uma doença conhecida como tristeza parasitaria bovina (TPB) (Babesia bovis, Babesia bigemina e Anaplasma marginale), levando os animais à morte. Se o produtor não adota um controle, o prejuízo é certo, por isso é de suma importância o estudo de controle desse parasito. O pesquisador Andreotti explica que “o nível de infestação do carrapato nos rebanhos varia em função da presença e do grau de raças sensíveis. A infestação acarreta perda de peso pela inapetência, irritabilidade do animal, perda de sangue pela espoliação acentuada levando à anemia, lesões no local da picada evoluindo para miíases e lesões posteriores no couro. A alta infestação promove instabilidade dos agentes infecciosos responsáveis pela Tristeza Parasitaria Bovina (TPB) levando a surto de mortalidade de animais”. A pesquisa liderada pelo cientista, que ele nomeou de Sistema Lone tick, permite o controle da infestação do carrapato nas pastagens deixando as larvas “solitárias” (em inglês lone) por meio do distanciamento entre parasito e hospedeiro. Os testes a campo foram realizados durante um ano com animais da raça Senepol. O pesquisador explica que o rebanho zebuíno (Nelore) compõe a maior parte no Brasil e coloca o país no cenário dos maiores produtores e exportadores de carne bovina no mercado mundial. Segundo ele, nas últimas décadas, novas raças bovinas e seus cruzamentos foram introduzidos gerando animais com maior desempenho produtivo, mas com grandes dificuldades no controle do carrapato. “Ao não controlar de forma adequada o carrapato, o ganho de produtividade oferecido pela genética não aparece no resultado da balança comprometendo o investimento”, esclarece. Novo sistema controla os carrapatos de forma ecologicamente correta Atualmente, o método utilizado para controlar o carrapato no rebanho bovino é o controle estratégico com uso de pesticidas, porém ele se mostra esgotado em função do desenvolvimento de resistência do carrapato a esses produtos. Explica Andreotti, que acrescenta: “O uso dos acaricidas da forma como é feita, na maioria das vezes, sem orientação técnica adequada, leva à contaminação dos animais, dos trabalhadores e do ambiente”. O pesquisador comenta que um dos gargalos para o sucesso do controle estratégico do carrapato com o uso de acaricidas é o surgimento de carrapatos resistentes, resultado da pressão de seleção causada nas populações desses parasitos exercida pelo tratamento, tornando-se um grande desafio para o combate às populações de carrapatos e a inserção de novos métodos de controle. E foi exatamente pensando em novos métodos de controle que o Sistema Lone tick foi estudado apresentando resultados muito positivos. Vários testes foram realizados com animais a campo e infestação de carrapatos. Uma das observações feitas pelo especialista foi de que o Sistema Lone tick corrigiu a carga parasitária no sistema para condições ótimas de controle, que, segundo Andreotti, significa baixa infestação de carrapatos com redução de impacto da ação dos mesmos e manutenção da estabilidade enzoótica para a tristeza parasitária bovina. “Durante um ano de observação e monitoramento dos animais, nenhum deles apresentou sintomas para TPB”, revela. Para o especialista o Sistema Lone tick é um sucesso e explica a razão: “O carrapato-do-boi completa o ciclo de vida no hospedeiro em 21 dias com o ingurgitamento da fêmea e sua queda ao solo com consequente postura de 3000 ovos em média, iniciando a fase não parasitária. As larvas emergem dos ovos e constituem 95% da população de carrapatos no ambiente, sendo a fonte de reinfestação para os animais, não sendo alcançadas diretamente pelos carrapaticidas. A grande maioria das larvas do carrapato-do-boi não sobrevive no ambiente por mais de 82,6 dias. Portanto, o Sistema Lone tick oferece uma forma de controle nesta fase de vida livre do carrapato, com base na rotação de pastagens e permitindo um tempo de 84 dias das larvas sem contato com o hospedeiro, tempo suficiente para a morte das larvas por inanição”. Andreotti expõe também que outro fator extremamente importante, juntamente com a manutenção da baixa população de carrapatos, é a ausência do uso de acaricidas respeitando o ambiente – prática obrigatória no controle estratégico – não gerando contaminação por meio de resíduos e, tampouco pressão de seleção pelas bases químicas desses produtos utilizados no tratamento. Para o pesquisador os resultados mostram que, com base no conhecimento da ecologia e biologia do parasita, é possível controlar de forma ecologicamente correta as populações desta espécie de carrapato, atendendo assim, uma demanda de mercado internacional, que seria a diminuição do uso de produtos químicos e seus efeitos colaterais. A baixa infestação das larvas nas pastagens observada durante os testes levou à baixa manutenção de carrapatos nos bovinos mostrada pela contagem de carrapatos nos animais a cada 28 dias, sendo essa uma situação desejável para a manutenção da estabilidade enzoótica da TPB e mantendo a quantidade de carrapatos abaixo do limiar econômico de no máximo 40 carrapatos/animal. A estabilidade da população de carrapatos traz segurança nas condições sanitárias por reduzir o risco de morte dos animais com a TPB e a espoliação com perda de peso e, com isso ampliando a redução do custo da arroba produzida. Em breve um artigo técnico com detalhes da pesquisa será publicado. Para saber mais sobre controle de carrapatos sugere-se a leitura do Documento 214: “Proposta de controle de carrapatos para o Brasil Central em sistemas de produção de bovinos associados ao manejo nutricional no campo”.


Eliana Cezar

EMBRAPA - II Congresso Mundial de ILPF será nos dias 4 e 5 de maio

 


O II Congresso Mundial sobre Sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) que seria realizado no mês de junho do ano passado em Campo Grande, MS, não aconteceu devido a pandemia de coronavirus. A Comissão Organizadora estudou uma nova data e decidiu realizar o evento de forma 100% digital durante dois dias; 4 (terça-feira) e 5 (quarta-feira) de maio. A secretária executiva da Comissão Organizadora, pesquisadora da Embrapa Gado de Corte, Lucimara Chiari, garante que o evento será dinâmico, com palestras mais curtas e sem perda de conteúdo.

No Congresso serão tratados temas como: desafios e oportunidades para ILPF no mundo, soluções e demandas das empresas do agronegócio, cenários e tendências da ILPF, soluções e demandas de produtores, políticas públicas, inovação entre outros. Para apresentar e discutir os temas o Congresso contará com especialistas de vários países como dos EUA, Europa, Austrália e América Latina.

O objetivo do Congresso é propiciar um fórum de discussão, com aprofundamento teórico e aplicações práticas sobre aspectos tecnológicos e de sustentabilidade econômica e ambiental de sistemas agrícolas consorciados que combinem a produção integrada da lavoura, da pecuária e da floresta na mesma área e com uso eficiente de insumos, que são fundamentais para a segurança alimentar no futuro.

“A nossa expectativa é reunir em dois dias cerca de mil pessoas e proporcionar muita troca de conhecimento e experiência, informações atualizadas da pesquisa com a ILPF, apresentar o que tem sido feito, resultados obtidos, experiências vivenciadas por produtores, além de debatermos inovações, sustentabilidade e segurança alimentar”, ressalta Lucimara Chiari.

A pesquisadora informa que o evento será totalmente virtual, auditório, feira de estandes, acesso aos pôsteres lembrando-se da oportunidade de se formar uma rede de relacionamento. “Os sistemas de ILPF representam uma tecnologia de extrema importância no Brasil e no mundo e por esse motivo não desistimos de continuar com as ações para a realização do Congresso mesmo na pandemia”, diz Chiari.

A participação no evento será feita por meio de inscrição. Está garantido o certificado de participação. Para saber mais como validar a participação o interessado deverá entrar na página: https://www.wcclf2021.com.br/inscricao

O II Congresso Mundial de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta é uma realização do Mapa, Embrapa, Rede ILPF, Famasul e Semagro.

Informações gerais sobre o evento podem ser conhecidas no endereço: https://www.wcclf2021.com.br

Eliana Cezar
Jornalista – Embrapa Gado de Corte

DRT 15.410/SSP-SP

quinta-feira, dezembro 10, 2020

BSCA - Café especial: conheça a história de empreendedorismo, capacitação e sucessão no campo do jovem campeão do Cup of Excellence 2020


Conheça a história de empreendedorismo, capacitação e sucessão no campo do jovem campeão do Cup of Excellence 2020
 
Lote de Luiz Ricardo e dos demais campeões do principal concurso de qualidade do mundo serão leiloados amanhã, 10 de dezembro

 
O maior valor pago por uma saca de café no Brasil foi registrado há dois anos, equivalente a R$ 73 mil por cada unidade de 60 kg do produto cultivado na Fazenda Primavera, em Angelândia, região da Chapada de Minas Gerais, que foi o vencedor do Cup of Excellence – Brazil 2018, principal concurso de qualidade para grãos especiais do mundo, realizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Alliance for Coffee Excellence (ACE).
 
A busca pela quebra desse recorde se renova a cada edição anual da competição. Em 2020, os 30 vencedores do concurso serão ofertados na quinta-feira, 10 de dezembro, a partir das 11h, através de plataforma on-line (acesse aqui), e um dos candidatos a comercializar seu café por preços bem superiores ao mercado convencional é o atual e mais jovem campeão do Cup of Excellence no Brasil, Luiz Ricardo Bozzi Pimenta de Sousa, aos 20 anos.
 
Apesar de a cafeicultura vir desde o berço em sua vida, esse café campeão poderia nunca ter surgido, já que o pai, José Luiz Pimenta, desejava outros caminhos a seus filhos, sugerindo que outra profissão poderia ser melhor para Luiz Ricardo e seu irmão Luiz Henrique Bozzi Pimenta de Sousa, quatro anos mais velho.
 
"Nosso pai realmente não queria que a gente permanecesse na propriedade, porque ele não desejava para nós o enfrentamento de todas as dificuldades e desafios quando se trabalha com a cafeicultura, quando se é agricultor. Ele entendia que poderíamos buscar carreira como médico, advogado ou veterinário", conta Luiz Ricardo.
 
Mas o ingresso do irmão, em 2010, no Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), campus de Venda Nova do Imigrante (ES), terra natal dos Pimenta, mudou completamente o futuro da família.
 
"No Ifes, Luiz Henrique teve contato com o professor Lucas Louzada, que começou a transmitir muitos conhecimentos sobre cafeicultura, provas de degustação, a questão da qualidade e dos cafés especiais. Isso fez com que ele começasse a se apaixonar pelo ramo e despertasse um interesse muito grande pela atividade", conta o irmão.
 
Já Luiz Ricardo fez curso técnico em agropecuária, o que despertou sua paixão por plantas, cultivares e solo. "Na escola, seguimos um princípio agricultura orgânica, sustentabilidade, agroecologia. Isso fez com que eu me apaixonasse pelo setor e quisesse trazer algo diferente e melhor para dentro da propriedade. Foi através desse entusiasmo que começamos o desenvolvimento dos nossos cafés", explica.
 
VISÃO EMPREENDEDORA
O professor do Ifes, Aldemar Polonini Moreli, destaca o papel motivador da academia voltado para que esses estudantes sejam empreendedores e não empregados, o que os fez entender que constituir seu próprio negócio, investir nele, no avanço tecnológico, na lacuna aberta da produção de cafés especiais é um fator preponderante.
 
"Todos esses jovens são filhos de produtores daquele formato antigo. À medida que tiveram oportunidades, enxergaram que conseguiriam, empregando tecnologias, com mão de obra familiar e patrimônio que a família já possui, alavancar o negócio estando no campo. E o desenvolvimento do café na propriedade tornou-se sensível à medida que viram que, se levar tecnologia, obtêm excelentes resultados, porque o fator produção já existe", aponta.
 
Alinhado a esse ingresso dos irmãos, soma-se o histórico cafeeiro do pai e de seus tios, que, em 1998, após um trabalho desenvolvido pela então Cooperativa Pronova, com monitoramento do hoje deputado federal Evair de Melo, entusiasmaram-se com a questão da qualidade e passaram a conseguir melhores preços por seus cafés.
 
"Esse foi um passo importante em nossa história, porque, até então, na região, nossos cafés eram dados como 'simplesmente rio', não existia o conceito de que conseguiríamos fazer cafés estritamente moles, especiais. Eles introduziram o descascador na propriedade, em 2003, fizeram um grande trabalho, mas, infelizmente, não tiveram tanto êxito na questão da qualidade. Chegaram a cafés considerados duros e dependiam muito de como o comércio local classificava o produto; desafios e dificuldades que justifica meu pai ter pensado em outro futuro a nós", recorda Luiz Ricardo.
 
De volta ao presente, a chama dos cafés especiais reacendeu com o desenvolvimento de Luiz Henrique, que se qualificou com os conhecimentos absorvidos no Ifes. "Ele teve acesso a inovações tecnológicas, abriu novos horizontes e voltamos a despertar para a cafeicultura com maior valorização. Como tínhamos conhecimento e passamos a nos deparar com a chegada de novas tecnologias, com o suporte dos professores do Ifes conseguimos um desenvolvimento muito rápido nesse sentido", comenta o irmão.
 
Luiz Henrique revela que passaram a fazer investimentos na qualidade do solo, tratando-o como um canteiro vivo. "Buscamos avançar mais na lavoura, na nutrição, na questão da qualidade do solo", conta. "Investimos desde o plantio, o manejo do solo, porque não é possível produzir um café especial se não tem um cuidado especial com seu solo, com sua planta", completa o irmão.
 
Ambos destacam que também aprimoraram o processo de pós-colheita, fazendo descascamento dos cafés e investindo em infraestrutura para secagem e armazenamento. "Adquirimos conhecimento e confiança no processo que realizamos, desde coisas básicas, que começaram a dar muito resultado", fala Luiz Ricardo.
 
CAPACITAÇÃO
Toda a evolução no processo produtivo também contou com a ajuda da Associação Brasileira de Cafés Especiais, onde Luiz Henrique se formou como Q-Grader, provador de café qualificado, controlado e profissionalmente treinado pelo Coffee Quality Institute (CQI).
 
"O curso de Q-Grader da BSCA foi muito importante porque a gente saiu do achismo. Antes, levávamos a amostra aos corretores e eles davam sua opinião, sem que pudéssemos contestar. A partir do momento que fiz o curso, consegui entender o que a gente estava produzindo, aonde poderíamos chegar, quais mercados a gente poderia buscar, isso teve um impacto muito grande, porque sabendo o que se está produzindo, também se sabe onde investir para otimizar a qualidade, melhorar os processos, ver qual se adapta melhor à nossa região, qual empregar em cada safra e qual o melhor resultado. Todo começo de safra fazemos uma triagem e foi assim que chegamos ao café campeão do Cup of Excellence", explica o mais velho.
 
A história de qualificação dele no café também cruza o caminho da BSCA em outras ocasiões. "Tive a oportunidade de ser juiz do Cup of Excellence por duas vezes. Em uma delas, em 2017, tive o orgulho de fazer parte da equipe de apoio em Venda Nova (do Imigrante), na nossa cidade, e foi assim que vi cafés de elevado padrão e passei a almejar esse know how que muitos produtores têm e lutam para manter na produção de cafés de excelência", recorda.
 
Lucas Louzada, professor do Ifes e responsável pelo direcionamento de Luiz Henrique ao nicho de cafés especiais, celebra o resultado alcançado pelo aluno e seu irmão. "Para nós, é uma alegria imensa ver o que foi aplicado na sala de aula e nos laboratórios refletir na vida destes egressos, jovens que receberam formação acadêmica e estão conseguindo empreender, ousar e realizar coisas grandes com a produção de cafés especiais", comemora.
 
Para ele, o campus de Venda Nova do Imigrante do Ifes se transformou em um grande celeiro de formação de provadores de cafés especiais e capacitador de jovens produtores. "Acredito que o conceito de laboratório 'portas abertas' é o diferencial. Todos são bem-vindos, os produtores são atendidos por nossos alunos, que são treinados e ficam sob supervisão dos professores, caso seja necessária alguma intervenção técnica. Os alunos possuem um ambiente inovador, empreendedor e que possibilita a integração com a comunidade", revela.
 
O professor Moreli também salienta o fato de esses jovens se constituírem exemplos de sucessão familiar bem sucedida. "Através dos treinamentos dados com cursos de cafés especiais, temos conseguido levar para o campo, à unidade produtiva, aquilo que é o maior paradigma da geração de tecnologia. A academia a gera, mas a extensão tem dificuldade em empregar. Porém, através desses treinamentos que desenvolvemos, conseguimos trazer pai e filho e a melhor absorção por parte dos jovens tem alavancado o campo", pontua.
 
O CAFÉ CAMPEÃO
Dotados do conhecimento adquirido, os irmãos, a cada safra, realizam a classificação de seus cafés, sendo especiais ou não. Para o Cup of Excellence, eles contavam com 60 lotes provados, a partir dos quais, selecionaram os 10 principais e afunilaram até chegar aos melhores cinco, que "blendaram" para preparar a amostra inscrita no concurso.
 
"Esse café que 'blendamos' contem notas com alto teor de melaço, leve direcionamento de sabor para capim-limão, cítrico e também notas de mel. Quando agrupamos isso, essas nuances ficaram muito nítidas, o café ficou muito balanceado e não existia adstringência, ficou um café com um potencial muito alto, o que fez com que a gente acreditasse em uma conquista futura com esse lote, preparado especificamente para o Cup of Excellence, que acabou campeão", descreve Luiz Ricardo.
 
EXEMPLO TANGÍVEL
Com a conquista, os jovens irmãos querem servir de exemplo e inspiração a juventude e aos agricultores familiares locais. "A gente espera entusiasmar de forma geral os jovens e os pequenos cafeicultores da nossa região, pois nosso resultado prova que é possível, sim, produzir pouco e com grande qualidade; que é possível, sim, superar os desafios, pois quebramos o tabu de que, em nossa cidade, não conseguiríamos produzir cafés especiais", salienta o irmão mais novo.
 
Luiz Henrique espera que a conquista inspire jovens e agricultores familiares a seguirem o caminho da qualificação. "Café especial é um caminho sem volta, com rentabilidade muito grande. E não é só questão de preço, mas também de qualidade de vida, pois quando se trata o solo com mais carinho, quando há mais respeito com a natureza, nos tornamos seres humanos melhores e passamos a ter melhores produções. Tudo isso foi o que aprendi no Ifes e na BSCA, que foi um divisor de águas para a gente sempre estar motivado a investir mais em qualidade e no bem estar das lavouras e no nosso bem estar, o que é refletido na qualidade final", completa.
 
CONTRIBUIÇÃO COM SEU ENTORNO
O professor Moreli diz que os irmãos e uma turma de jovens qualificados pela instituição possuem uma ímpar vocação para contribuir com as pessoas de seu entorno. "Eles focam o desenvolvimento da comunidade como um todo, irradiam esse espírito à sociedade local e estimulam que se capacitem e avancem na produção de cafés especiais, irradiando aos produtores os caminhos a percorrer e a quem procurar", elogia.


Jovens pesquisadores e produtores de cafés especiais: Luiz Henrique, João Paulo Marcate, Luiz Ricardo, Dério e Philippe Brunelli.
 
IMPORTÂNCIA ACADÊMICA
Com foco em capacitar os produtores da região de Venda Nova do Imigrante, o Ifes iniciou o projeto de criação de seu Laboratório de Análise e Pesquisa em Café (LAPC) em 2014, com o professor Lucas Louzada, que, recém chegado ao campus local, deu sequência à profissão que exercia no setor privado como provador, buscando atender a comunidade e treinar alunos para a prática de análise sensorial e produção de cafés especiais.
 
"Tudo nasceu de forma muito simples, fruto de parcerias para aquisição dos equipamentos para a montagem do Laboratório. Com o passar dos anos, o projeto ganhou força e robustez em relação à comunidade científica, dada a notoriedade junto ao território e ao lastro de produção científica dos pesquisadores que hoje atuam junto ao LAPC", conta o docente.
 
Segundo ele, a parceria com a BSCA foi essencial, uma vez que era necessário formar Q-Graders para executar as análises sensoriais com certificação. Nesses seis anos de parceria com a Associação, foram graduados seis alunos como bolsistas, que hoje atuam no setor privado como empreendedores ou estão concluindo sua formação acadêmica.
 
Além disso, o estreitamento da parceria permitiu que vários dos alunos passassem a integrar concursos da BSCA como equipe de apoio, como o exemplo de Dério Brioschi Júnior, que, em 2017, foi o mais jovem juiz da Fase Internacional do Cup of Excellence. "Essa experiência nos permitiu aproximar muitos produtores da BSCA, dando suporte aos concursos de qualidade e ações de promoção dos cafés especiais no Brasil e no mundo", conta.
 
SUCESSÃO NO CAMPO
A sucessão familiar no campo, em especial na cafeicultura, é um assunto que preocupa em todos os países produtores, que ainda observam certa resistência dos jovens ou mesmo de seus pais para que permaneçam no meio rural. Contudo, exemplos como o dos irmãos Pimenta vêm de encontro a esse cenário e demonstram que, bem orientados, com aplicação de inovações e tecnologias, a tendência é que se desperte o desejo pela continuidade e, ainda, que estimulem outros jovens a investirem no agronegócio e seguirem no campo.
 
"No passado, era comum o jovem sair do campo e ir para a cidade para fugir da lida da roça. Hoje, com o trabalho que instituições como o Ifes e a BSCA desenvolvem, é comum o jovem vir para a cidade, estudar e retornar ao campo para aplicar o conhecimento", comenta Louzada.
 
Ele explica que esse é o diferencial dos Institutos Federais, que usam ciência e tecnologia em prol do progresso e da atuação técnica, ou seja, desenvolvem, validam e aplicam. "Com isso, os jovens que saem de nossa instituição estão preparados para os desafios do cotidiano e, acima de tudo, com o senso de possibilidade de ação técnica, municiados de base para realização de ações inovadoras", relata.
 
Para o professor Moreli, é fundamental o processo de transferência de tecnologia que a academia realiza a partir dos jovens, que assumem um papel preponderante nas propriedades. "É uma oportunidade grande, porque os pais, toda a família, passam a ter um entendimento de negócio a partir de uma visão empreendedora desses jovens. Essa conquista coroa todo um trabalho que nós, servidores, assumimos para cumprir o papel governamental que temos. É o Governo entregando à população, que é afoita por oportunidades como essa", analisa.
 
PESQUISA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO
Hoje, o LAPC do Ifes é reconhecido como Coffee Designer Group, um movimento que congrega 45 doutores, 26 alunos bolsistas e diversas universidades, institutos e empresas do setor privado focados na cooperação em prol da produção de cafés especiais.
 
"Temos como base três pilares fundamentais: ensino, pesquisa e extensão. Nesta lógica, nosso espectro de ensino advém daquilo que produzimos de conhecimento científico através da pesquisa e nossa ação de extensão materializa a prática de ensinar, através do envolvimento que temos com a comunidade. Para o futuro, certamente iremos continuar atuando na formação de jovens alunos, no atendimento à comunidade e na produção de conhecimento científico com qualidade internacional, trabalho que, sem dúvidas, é uma das grandes marcas do Coffee Designer", diz Louzada.
 
Professor Moreli acrescenta que a transferência de conhecimento proporcionada pelos jovens também é vital em todo o processo. "A chegada do resultado de investimentos ao público do campo incentiva e abre oportunidade a outras famílias. Além do pilar constituído por pesquisa, tecnologia e inovação, o fator primordial é estarmos no campo, mostrando que é possível, e só conseguimos fazer isso quando uma entidade como a BSCA nos permite, nos ajuda a realizar", informa.
 
A citação do docente remete ao ano de 2017, quando a BSCA realizou uma série de atividades e o Cup of Excellence em Venda Nova do Imigrante. "À medida que a Associação expandiu a atuação para o Espírito Santo, a um nicho de produtores de pequeno porte, fez os ver que é possível, sim, fazer cafés especiais. Trazer a esses cafeicultores explicações sobre a importância de se investir em sustentabilidade, rastreabilidade, monitoramento e controle do processo produtivo desencadeou um movimento de mudança, pois as informações passaram a ser tangíveis, palpáveis a eles, que aprenderam qual caminho percorrer", revela.
 
Dentro desse contexto, o professor Louzada completa que a produção de café especial com sustentabilidade e qualidade total é outro grande desafio ao futuro, mas que é um conceito que vem sendo trabalhado de forma lenta e gradual nos últimos seis anos e que já rende grandes resultados, como a conquista da família Pimenta, o quarto lugar da família Tozzi e o oitavo lugar da família Braga no Cup of Excellence deste ano.
 
"Esses produtores fazem parte de um programa de rede do Ifes, que trabalha os pilares de ensino, pesquisa e extensão, focando a qualidade total e a sustentabilidade do negócio. Queremos que mais casos como esses se tornem exitosos e vencedores de concursos, expositores em feiras e mostras de qualidade e, acima de tudo, de garantia de renda para a agricultura de base familiar", almeja.
 
COOPERATIVISMO COMO APOIO
Entre os princípios do cooperativismo, constam educação, formação e informação, intercooperação e interesse pela comunidade. E foi embasado neles que o Sicoob Sul Serrano firmou parceria com o Ifes, em 2017, visando investimentos no Cup of Excellence e a promoção dos cafés da região de Venda Nova do Imigrante.
 
O apoio veio após visitas do professor Lucas Louzada, do diretor Geral Aloísio Carnielli e da diretora de Pesquisa do Ifes do campus de Venda Nova do Imigrante, Adriane Moreira, aos polos de excelência do café de Muzambinho e Lavras, em Minas Gerais, e, principalmente, à BSCA, que tiveram como objetivo levar o Cup of Excellence para o Espírito Santo, especificamente para dentro da instituição.
 
"Fomos recebidos pela diretora da BSCA, Vanusia Nogueira, que comentou os desafios, o rigor do evento e a necessidade de financiamento para execução das ações com êxito. Ali nasceu a parceria que perdura até hoje com a Associação, baseada em confiança, sinceridade e muita dedicação ao café brasileiro, além de ter sido a mola propulsora para outra parceria fundamental, a que firmamos com o Sicoob", revela Louzada.
 
O presidente do Conselho de Administração da cooperativa de crédito, Cleto Venturim, explica que o investimento da instituição teve dois objetivos claros: dar celeridade às ações de ajuda na formação técnica/acadêmica dos alunos do Instituto e promover o café conilon do Espírito Santo, tendo em vista o espectro do cenário global de cafés e por saber que o conilon é um produto genuíno do Estado.
 
"Nós, do Sicoob, temos feito investimentos de ordem de fomento para ações de ensino, pesquisa e extensão no Ifes, dando oportunidade para formação técnica, para que os jovens egressos possam ter uma visão empreendedora no território, com uma base bem estruturada, no sentido de preparo para atuarem junto à agricultura, integrando, assim, boas práticas de mercado, ética, empreendedorismo e inovação", explica.
 
Venturim diz que, nos últimos três anos, a parceria se tornou validada via convênio de cooperação interinstitucional, o que permitiu a preparação de ações visando formação de novos profissionais, capacitação de agricultores, desenvolvimento e transferência de tecnologia. "Estamos focando nossos esforços e recursos para formação técnica de qualidade e com alta capacidade empreendedora no território capixaba", conclui.
 
OLHAR PARA O FUTURO
Ensino, pesquisa e extensão fazem parte do DNA dos professores do Ifes, que olham para o futuro tendo como foco o desenvolvimento do território, algo que consideram primordial para a sustentabilidade das ações institucionais.
 
"O grande desafio é dar oportunidade para mais alunos, produtores e também integrar outras áreas na temática da qualidade. Trabalhar com promoção de novos mercados, ações empreendedoras e segurança alimentar será sempre um desafio para a agricultura moderna. No caso do café, acredito que o futuro está em reduzir o gap entre consumidor e xícara, proporcionando meios de consumo de cafés especiais de forma simplificada, com foco no terroir brasileiro e na diversidade sensorial que nossos cafés possuem", conclui o professor Louzada.
 
E O QUE ESPERAM OS JOVENS CAMPEÕES?
Os irmãos esperam, após a conquista, continuar alcançando a excelência na produção de cafés especiais. "Isso é algo estimulante, importante e que valoriza muito o ser, valoriza muito o nosso saber, como pessoas, e, principalmente, por sermos jovens, é uma ajuda para lidarmos com uma visão diferente da vida, de forma empreendedora, valorizando o nosso trabalho, porque conseguimos fazer cafés excelentes, cafés campeões", conta Luiz Ricardo.
 
Luiz Henrique completa que o título do Cup of Excellence traz uma grande responsabilidade, pois os estimula a trabalhar dando continuidade à excelência na produção, no manejo, na formação dos lotes. "Em cada questão que trabalhamos em nossas lavouras, agora, temos esse bom peso de sermos campeões de algo grandioso, o que faz com que tenhamos uma responsabilidade sadia para seguirmos como exemplos a outros jovens e agricultores familiares", finaliza.
 
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sexta-feira, julho 10, 2020

Campeonatos de Barismo voltarão quando for retomada a segurança sanitária


Campeonatos de Barismo voltarão quando for retomada a segurança sanitária

Campeões Brasileiros de 2020 representarão o país nas competições mundiais de 2021

Em meio ao cenário de incertezas e da impossibilidade de prever como e quando ocorrerá a retomada de todos os setores diante dos reflexos da pandemia do novo coronavírus, causador da Covid-19, a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) informa que, até que seja retomado um cenário de segurança sanitária no país, estão suspensos os Campeonatos de Barismo, competições que integram as atividades do projeto setorial "Brazil. The Coffee Nation", desenvolvido em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

A diretora da BSCA, Vanusia Nogueira, explica que o segmento dos cafés especiais tem um convívio de muita pessoalidade, o que estreita os laços e faz com que todos se preocupem entre si. "Temos como prioridade a saúde e a segurança dos competidores, por isso, de maneira conjunta, suspendemos a realização dos Campeonatos Brasileiros de Barismo de 2021 em todas as categorias, definindo que os baristas campeões de 2020 serão os competidores do país nos Campeonatos Mundiais do ano que vem", explica.

A entidade informa que, com exceção à competição nacional de torra, todos os demais campeões brasileiros de 2020 já são conhecidos. Boram Julio Um é o vencedor do Campeonato de Baristas; Tiago Gonçalves da Rocha, do "Latte Art"; Julia Fortini Souza, do "Brewers Cup"; Emerson do Nascimento Bezerra, do "Coffee in Good Spirits"; e Phelippe Nascimento, da competição de Cup Tasters.

"A definição do campeão brasileiro de torra ocorrerá tão logo o cenário sanitário indique segurança a todos os envolvidos para a realização da competição. No momento, voltamos nossas orações às pessoas impactadas pelo novo coronavírus, direta ou indiretamente, e nossos pensamentos seguem direcionados especialmente àqueles que estão doentes, a quem estendemos nosso desejo de uma rápida e completa recuperação. Externamos, ainda, nossos agradecimentos a toda comunidade cafeeira, que, simbolicamente unida, enfrenta esse momento tão difícil e delicado que vivemos", completa Vanusia.

Desde setembro de 2016, a BSCA é a Competition Body no Brasil da World Coffee Events (WCE), entidade organizadora dos Campeonatos Mundiais de Barismo e detentora dos direitos da competição em todo o mundo. Esse status confere à Associação o direito de realizar as etapas classificatórias das competições mundiais, as quais conduzem os campeões brasileiros para a fase final dos certames internacionais nas suas sete modalidades: (i) Barista; (ii) Latte Art; (iii) Brewers Cup; (iv) Coffee in Good Spirits; (v) Cup Tasters; (vi) Roasting (torrefação); e (vii) Cezve Ibrik (café turco - não realizada no Brasil).

BRAZIL. THE COFFEE NATION
Os Campeonatos Brasileiros de Barismo são ações integrantes do projeto setorial "Brazil. The Coffee Nation", desenvolvido pela BSCA e pela Apex-Brasil com foco na promoção comercial dos cafés especiais brasileiros no mercado externo. O objetivo é reforçar a imagem dos produtos nacionais em todo o mundo e posicionar o Brasil como fornecedor de alta qualidade, com utilização de tecnologia de ponta decorrente de pesquisas realizadas no país.

O projeto visa, ainda, a expor os processos exclusivos de certificação e rastreabilidade adotados na produção nacional de cafés especiais, evidenciando sua responsabilidade socioambiental e incorporando vantagem competitiva aos produtos brasileiros. As empresas que ainda não fazem parte do projeto podem obter mais informações diretamente com a BSCA, através do telefone (35) 3212-4705 ou do e-mail exec@bsca.com.br.

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sexta-feira, junho 19, 2020

Mantiqueira de Minas é reconhecida como Denominação de Origem

Mantiqueira de Minas é reconhecida como Denominação de Origem

D.O. determina que cafés produzidos na região possuem características específicas vinculadas a fatores naturais e humanos


 
Membros da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) têm motivo para celebrar desde o dia 9 de junho. Mais de 20 associados da Mantiqueira de Minas agora podem se intitular como representantes da Denominação de Origem Mantiqueira de Minas, evolução de status de Indicação Geográfica (IG) concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) para o café verde em grão e ao café industrializado torrado em grão ou moído da região.

As IGs são importantes ferramentas de valorização de produtos tradicionais vinculados a determinadas origens produtoras e, entre suas funções, está a de promover e proteger uma região. Assim, a obtenção de Denominação de Origem pela Mantiqueira de Minas indica que os cafés produzidos na região possuem características específicas vinculadas à geografia local, levando-se em conta fatores naturais, como clima, solo, vegetação e altitude, e humanos, com a tradição e a história dos produtores.

Segundo a diretora da BSCA, Vanusia Nogueira, essa conquista reforça que a Denominação de Origem Mantiqueira de Minas produz cafés excepcionais e que os cafeicultores da região sempre voltaram sua atenção ao cultivo desses grãos diferenciados. "Tudo começou no final do século XX, quando os produtores investiram na produção por via úmida, os cerejas descascados e despolpados, o que, logo nos primeiros anos do século XXI, fez com que conquistassem, pela primeira vez, o título do Cup of Excellence, o principal concurso de qualidade do mundo", recorda.

Ela comenta que a obtenção da Denominação de Origem é fundamental para a cafeicultura da Mantiqueira de Minas em termos de qualidade e no aspecto social. "A D.O. é fantástica para o reconhecimento da qualidade e do diferencial dos cafés produzidos na região e pela geração dos milhares de empregos, pois é uma atividade de montanha, onde o trabalho é 100% manual, com uma responsabilidade social enorme", analisa.

Localizada no lado de Minas Gerais da Serra da Mantiqueira, no sul do Estado, a região possui tradição secular na produção de cafés de qualidade, sendo uma das mais premiadas do Brasil. Seus cafés são raros e surpreendentes, refletindo a combinação de um terroir único e do saber fazer local que busca continuamente a excelência.

A Denominação de Origem Mantiqueira de Minas compreende 25 municípios, dedicando 56 mil hectares ao cultivo de café, divididos entre 8,2 mil produtores, dos quais 82% são da agricultura familiar. A região se destaca por possuir características únicas de topografia e pelo zeloso trabalho realizado pelos cafeicultores, sempre em busca dos frutos mais maduros e uniformes, que correspondem a uma produção de aproximadamente 1,2 milhão de sacas ao ano.

Em tempos em que os consumidores cada vez mais buscam conhecer a procedência e a história dos produtos e produtores, a Denominação de Origem Mantiqueira de Minas vem para promover e disseminar a cultura, o jeito de ser e o entusiasmo dos cafeicultores locais.

"A D.O. é um verdadeiro passaporte para a beleza natural das montanhas e fazendas centenárias da região, apresentando aos consumidores os detalhes dos processos produtivos desses cafés diferenciados, cultivados sob o respeito ambiental e social. É uma ferramenta que permite que o consumidor tenha uma experiência prazerosa de conexão com a origem, estimula a produção regional e fomenta o turismo ao local", conclui Vanusia.

A Denominação de Origem Mantiqueira de Minas é a evolução da IG de Indicação de Procedência que a região detinha até o dia 9 de junho. Os cafés cultivados no local estão acima de 1.040 metros de altitude e possuem características especiais, como acidez cítrica e elevada, corpo denso e sedoso e finalização longa e prazerosa. Dos 25 municípios que compõem a origem, a BSCA possui associados em 10: Baependi, Cambuquira, Campanha, Carmo de Minas, Dom Viçoso, Heliodora, Pedralva, Santa Rita do Sapucaí, São Lourenço e Soledade de Minas.

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