A MILÍCIA BOLIVARIANA DO PT

A MILÍCIA BOLIVARIANA DO PT
AgroBrasil - @gricultura Brasileira Online
Ofereci meus ombros. Como escada ele subiu. Abri o caminho para ele passar. Na hora da porrada a cara era a minha. Fui seu irmão seu amigo e companheiro... Um dia encontrou comigo. Me deu um beijo. Virou as costas e partiu. Lembrei de Jesus e as 30 moedas"
Poema do mensaleiro João Paulo Cunha que revela a mágoa em relação ao ex-presidente LULArápio.
"Anos atrás recebi do então governador de Brasília Cristovam Buarque o ‘premio manuel bonfim’, atribuído ao meu livro "Chatô, o rei do Brasil". Já pedi à Marília para localizar a placa de prata. Vou devolver. de golpista não quero nada. Nem prêmio".

Escritor Petralha Fernando Morais

“Que pena que nossos gênios estejam tão obtusos. E tão viciados no aparelhamento. O PT corrompeu mais do que a política, corrompeu a inteligência e o caráter. E aos poucos vão mostrando que a volta da Dilma por mais dois anos, com essa gente, vai embrutecer o País e seguir se apropriando do Estado. Pior que não tem juiz Moro para este tipo de roubo: da inteligência e do caráter. Ele não falou em devolver os dez mil que recebeu do prêmio. Na época eram dez mil dólares. Nem o que ele fazia no governo do Quercia".

Senador Cristovam Buarque

sexta-feira, abril 13, 2018

Maria Lucia Victor Barbosa: O PT e as sementes do Nazismo





Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Maria Lúcia Victor Barbosa

Nos sistemas totalitários, nazista e comunista, técnicas de manipulação foram levadas à perfeição. No nazismo, Joseph Paul Goebbels, ministro da Propaganda e da Informação de Hitler foi o grande artífice da dominação do psiquismo coletivo. Assim, quando fracassou o boicote de Goebbels às lojas dos judeus porque foi ignorada pelo povo, ele foi às rádios e com sua oratória inflamada proclamou vitória no lugar do fracasso.

O boicote foi apenas o começo da perseguição implacável aos judeus, obsessão de Goebbels, de Hitler e de outros asseclas do Führer que redundou no horror do Holocausto, essa mancha negra incrustada na história da humanidade. Goebbels, justificou o Holocausto persuadindo os alemães que a debacle econômica após o fracasso na segunda guerra mundial era culpa dos judeus.

Seria impossível repetir a experiência do nazismo de forma idêntica. Ela aconteceu a partir de certas circunstâncias, em um dado país, numa determinada época, sob o influxo de uma personalidade carismática sui-generis. Mas, não seria errado dizer que as sementes maléficas do nazismo germinaram sob outras formas.

Vejamos, então, o que vem acontecendo em nosso País com relação ao Partido dos Trabalhadores:

1º) O Partido Nacional Socialista dos trabalhadores da Alemanha, surgido em 1920, era oriundo do Partido dos Trabalhadores da Alemanha fundado em 1904. Entre os fatores que caracterizaram o Nacional-Socialismo cumpre ressaltar a veneração de cunho religioso do Führer.

Lula, apesar de estar anos-luz longe de Hitler. obteve a veneração de seus militantes e adeptos. E, como no nazismo, as atividades do movimento petista se baseiam no líder e os correligionários continuam dependendo dele para suas pretensões eleitorais.

2º) A figura de Adolf Hitler representava o homem comum, de origem humilde, ansioso para compensar seus sentimentos de inferioridade através da militância política.

Qualquer semelhança com Lula nesse aspecto não é mera coincidência.

3º) Hitler e seu partido, além da penetração popular foram encarados pela classe alta como representantes de seus interesses.

Lula ofereceu caridades oficiais aos pobres e enriqueceu como nunca banqueiros, empreiteiros e outros representantes da classe alta.

4º) A pregação nacional-socialista fascinou muitos intelectuais. Tanto é que, em 1926, na Universidade de Göttingen, que chegou a ser o maior centro de pesquisas de matemática do mundo, mais da metade dos alunos era nazista.

A grande chocadeira ideológica do PT foi implantada nas universidades. Desse modo, intelectuais orgânicos do PT obtiveram abundantes convertidos, que se tornaram fanáticos eleitores da seita PT.

5º) Hitler seduziu a nação através de intensa propaganda produzida pelos meios de comunicação dominados por Goebbels. Em exaltados discursos o Führer acentuou a esperança, a autoestima, as boas notícias e prometeu ao povo alemão um futuro brilhante, numa linguagem que podia ser compreendida até pelas pessoas mais simples. A aprovação de Hitler chegou a 80% e ele seguiu à risca a ideia do seu grande inspirador, Mussolini, que dizia: “Em política, 97% do apoio popular vem da propaganda governamental e só 3º das realizações efetivas”.

Duda Mendonça e Santana (de codinome Feira), os homens da propaganda petista, seguiram à risca, talvez, instintivamente, as recomendações de Goebbels e de Mussolini.

6º) Hitler foi preso e na prisão outro detendo, o escritor Rudolf Hess, escreveu um livro intitulado, “Minha Luta”, no qual ideias de Hitler se misturaram às suas.

Lula, mesmo antes de ser preso, mandou jornalistas colocar em livro três entrevistas suas.  O título: “A Verdade Vencerá – o povo sabe porque me condenaram”. O título correto deveria ser: “A Mentira Vencerá”. Quanto ao povo, sem dúvida sabe porque o condenaram.

7º) Hitler, uma vez eleito aparelhou o Estado com nazistas. Lula fez isso no seu primeiro mandato auxiliado por José Dirceu.

8º) As milícias de Hitler usavam de todo tipo de violência contra quem não era considerado um deles. As milícias de Lula, os camisas vermelhas, fazem a mesma coisa. Também lideranças petistas ameaçam de morte autoridades e estimulam a truculência de suas hostes.

9º) O Führer dividiu a Alemanha entre nós, os perfeitos, e eles, os inimigos. O PT fez a mesma coisa e foi além. Estimulou o ódio jogando negros contra brancos, homossexuais contra heterossexuais, mulheres (feministas) contra homens. Na verdade, o PT é o partido do ódio, da truculência e da mentira.

10º) Derrotado, mas ainda sonhando até o fim com a vitória, Hitler se refugiou no bunker. Lula, diante da iminência de ser preso foi se homiziar no Sindicato dos Metalúrgicos.

11º) Lula, finalmente foi preso em 07/04/2018, por conta de um de seus inúmeros processos e será julgado em outros mais.  Mas não vai acabar como Hitler. No máximo padecerá de abstinência alcoólica.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga, professora, escritora.

quarta-feira, abril 04, 2018

EMBRAPA: Vídeo aborda questões sobre a Pitiose Equina e formas de tratamento



Cheia no Pantanal pode causar aumento no número de casos da doença na região



Com a chegada do período de cheia no Pantanal os produtores devem ter atenção redobrada com a tropa de equídeos, pois algumas doenças, como a Pitiose Equina, se tornam mais recorrentes. Causada por um fungo que se desenvolve em plantas aquáticas, quando diagnosticada no início pode ser tratada com o imunoterápico Pitium-Vac, desenvolvido pela Embrapa Pantanal em parceria com Universidade Federal de Santa Maria. A "vacina" está disponível para venda no site http://pitiose.com.br/loja-virtual/ .
A pesquisadora da Unidade Pantaneira, Raquel Soares Juliano, explica mais sobre a doença e como tratá-la neste vídeo:







Raquel Brunelli d'Avila
Jornalista - DRT/MS 113
Embrapa Pantanal
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
Corumbá/MS

raquel.avila@embrapa.br

Fone: +55 (67)  3234-5955
Fax:   +55 (67)  3234-5815


O ANTAGONISTA: Fascistas são as senhoras suas mães, petistas


Quem incitou militares a dar golpe e evitar o impeachment de Dilma Rousseff foi o PT.
Quem tentou calar a imprensa livre e independente foi o PT, através de um “Conselho Federal de Jornalismo”.
Quem perseguiu jornalistas por meio de blogs sujos foi o PT.
Quem aparelhou conselhos para tentar controlar a magistratura independente foi o PT.
Quem roubou dinheiro público para pagar mensalão a parlamentares foi o PT (aperfeiçoando e nacionalizando a tecnologia tucana em Minas Gerais).
Quem criou um falso dossiê para melar a eleição em São Paulo foram os aloprados do PT.
Quem protagonizou o maior escândalo de corrupção da história do mundo foi o PT, com a cumplicidade de PMDB, PP e PSDB, principalmente, os partidos da “elite”.
Quem fraudou a democracia, por meio de campanhas milionárias financiadas com dinheiro de corrupção, foi o PT.
Quem colocou o Brasil na maior recessão da sua história foi o PT.
Quem financiou a ditadura bolivariana na Venezuela foi o PT, o que vem causando uma tragédia humanitária de proporções africanas.
Quem teve o chefão condenado por corrupção e lavagem de dinheiro foi o PT (e agora querem livrar o chefão para também estender o benefício a chefões dos partidos da “elite”).
Fascistas são, portanto, as senhoras suas mães, Gleisi, Lindbergh, Tarso e Pimenta.

quinta-feira, março 29, 2018

CNC - Balanço Semanal de 26 a 30/03/2018


BALANÇO SEMANAL — 26 a 30/03/2018

Trabalho realizado pelo CNC no Comitê Diretor de Planejamento Estratégico gera orçamento recorde do Funcafé para a safra 2018

FUNCAFÉ 2018 — O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, ontem, 28 de março, o volume recorde de R$ 4,960 bilhões para as linhas de crédito do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) na safra 2018. A distribuição do total ficou da seguinte maneira:

i) R$ 1,862 bilhão para a linha de financiamento de Estocagem;
ii) R$ 1,100 bilhão para Custeio;
iii) R$ 1,063 bilhão ao Financiamento para a Aquisição de Café (FAC);
iv) R$ 925,2 milhões para Capital de Giro
        - R$ 425,2 milhões às Cooperativas de Produção
        - R$ 300 milhões às Indústrias de Torrefação
        - R$ 200 milhões às Indústrias de Solúvel
v) R$ 10 milhões para a linha de Recuperação de Cafezais Danificados

O CNC celebra o fato de a instituição ter atendido à sugestão do Comitê Diretor de Planejamento Estratégico (CDPE), apresentada em 8 de fevereiro, quando o Conselho Nacional do Café alinhou o posicionamento do setor privado junto às demais lideranças da cadeia produtiva para que fossem elevados os recursos destinados à linha de Custeio e, consequentemente, o total. Na comparação com o capital disponibilizado pelo Funcafé na safra anterior (R$ 4,890 bilhões), o volume atual aprovado pelo CMN representa um incremento de 1,4%.

O Conselho Monetário Nacional também ajustou a redação dada pela Resolução nº 4.634, de 22/02/2018, explicitando que a vedação à contratação com recursos do Pronamp se aplica apenas às máquinas e equipamentos que podem ser financiadas com recursos do Moderfrota. A íntegra da Resolução 4.646, com todas as informações, está disponível no site do CNC: http://www.cncafe.com.br/site/interna.php?id=34.

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO — Com o apoio da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), através do Movimento SomosCoop, o CNC realizou, esta semana, a segunda e a terceira oficinas regionais do planejamento estratégico para a cafeicultura brasileira, no Sul de Minas Gerais. A iniciativa tem o objetivo de aproximar os pequenos produtores da atuação da entidade e alcançar uma participação mais efetiva do setor cooperativo cafeeiro na formulação, execução e acompanhamento da política nacional e internacional.

O primeiro encontro ocorreu em Varginha, contando com o suporte da associada Minasul, e o segundo em Guaxupé, com apoio da também associada Cooxupé.

Os trabalhos de diagnóstico, visão de futuro e planos de ação para o setor contaram com a contribuição de ampla representatividade da principal região produtora de café no Brasil, envolvendo lideranças e técnicos das cooperativas  Cooxupé, Minasul, Cocatrel, Coccamig, Cocarive, Coopama, Cooperrita, Cooperbom e Capebe;  da BSCA; da ASSUL e do setor de pesquisa, representado pela Fundação Procafé.

Reiteramos que, assim como ocorrido na etapa anterior, com as informações e demandas obtidas, poderemos transformar o Conselho em um centro estratégico de inteligência para a cafeicultura nacional, a partir do qual possamos desenvolver e executar políticas público-privadas para otimizar a sustentabilidade de nosso setor.

— SomosCoop: o movimento levanta a bandeira do cooperativismo no Brasil, despertando a consciência das pessoas para a sua importância e gerando orgulho naqueles que abraçam a causa cooperativista. Mais informações: http://somos.coop.br/.

PLATAFORMA GLOBAL DO CAFÉ — Na segunda-feira, 26 de março, participamos da reunião do Conselho Consultivo Nacional (CCN) do Programa Brasil da Plataforma Global do Café (GCP, em inglês). Conforme solicitado pelo CNC, um dos pontos discutidos foi a segurança dos dados de sustentabilidade da cafeicultura brasileira, que estão sendo coletados em campo via aplicativo desenvolvido pelo Programa Brasil.

Para atender a nossa demanda de garantia de sigilo das informações das unidades produtoras de café, foi contratada uma empresa especializada para proteger a base de dados do Brasil com elevado nível de segurança certificada contra invasões e demais vulnerabilidades.

Outro ponto importante foi a priorização das ações do Programa Brasil em 2018, com destaque para a instalação dos Sistemas Internos de Gestão nas Cooperativas de Café.

O CNC avalia positivamente essa iniciativa, pois um SIG bem estruturado abre espaço para a construção de uma via complementar aos sistemas de certificação e verificação, com foco no conceito da melhoria contínua. Assim, as cooperativas se capacitarão ainda mais para negociar café com garantia de sustentabilidade diretamente com torrefadoras e demais clientes internacionais.

Por fim, debateu-se a necessidade de institucionalizar o CCN, de forma a habilitá-lo para receber recursos de fontes externas e domésticas para financiamento dos projetos de sustentabilidade. O CNC apoiou a realização de um estudo para apontar os caminhos para essa formalização do Programa Brasil, pois avalia que este é um passo fundamental para viabilizar o compartilhamento dos custos da sustentabilidade ao longo da cadeia produtiva do café.

MERCADO — Nesta semana mais curta em função do feriado da Sexta-feira Santa, o mercado internacional do café permaneceu sem novidades no lado fundamental e os preços futuros apresentaram ganhos moderados, à medida que os agentes aguardam o início da safra brasileira.

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os trabalhos de cata começaram em algumas lavouras de conilon no Estado de Rondônia, mas o volume ainda é pequeno e o percentual de grãos verdes é elevado.

No Espírito Santo, principal produtor de robusta do Brasil, a colheita deve começar nas próximas semanas. Já as lavouras de arábica deverão ter os primeiros trabalhos de cata iniciados por volta do fim de abril ao começo de maio.

Os indicadores dos cafés arábica e conilon calculados pelo Cepea acompanharam o cenário internacional e registraram leves ganhos em relação à sexta-feira passada, cotados, respectivamente, a R$ 428,96/saca (+1,1%) e a R$ 305,79/saca (+1,0%).

De acordo com a Somar Meteorologia, a massa de ar seco passa a perder intensidade no Sudeste, mas ainda mantém o tempo firme na metade oeste de Minas Gerais e no norte paulista. Para as demais áreas da Região, persistem as chuvas, que devem se concentrar, no fim de semana, em São Paulo, com possibilidade de temporais.

Puxado por uma revisão para cima mais forte do que a prevista no Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos no quarto trimestre de 2017, o dólar se fortaleceu no exterior. No mercado brasileiro, a moeda também subiu à medida que investidores estrangeiros se retiraram em busca de proteção. A divisa encerrou a sessão de ontem a R$ 3,3310, com alta de 0,4% ante a semana passada.



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Deputado Silas Brasileiro
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quarta-feira, março 28, 2018

EMBRAPA: Pantanal espera enchente rigorosa para 2018

Frequente na região, cheia exige a retirada de bovinos das fazendas



Nicoli Dichoff - Frequente na região, cheia exige a retirada de bovinos das fazendas

A Embrapa Pantanal recomenda, em laudo técnico entregue esta semana ao Sindicato Rural de Corumbá, a retirada total dos rebanhos bovinos de fazendas do baixo Pantanal, nas sub-regiões do Abobral (Miranda, Negro, Aquidauana), Nabileque (incluindo o Jacadigo) e Paraguai (entre as morrarias do Amolar e Urucum), em função da cheia deste ano. Nas propriedades de outras regiões do bioma, a recomendação é que até metade dos rebanhos seja deslocada para áreas mais altas.
A conclusão veio de análises realizadas por meio de uma comissão nomeada pelo chefe-geral da Embrapa Pantanal, Jorge Lara, constituída pelos pesquisadores Carlos Padovani, Urbano Gomes, Ivan Bergier e coordenada pelo também pesquisador José Aníbal Comastri. "Nós buscamos mostrar o fluxo e a dinâmica das águas acumuladas das chuvas, como elas escoam no Pantanal, que regiões estão inundadas", explica Lara.
No bioma, algumas propriedades são afetadas apenas pelas enchentes que sofrem a influência das chuvas; outras sofrem também os efeitos das cheias influenciadas pelo nível dos rios. De acordo com as informações do documento emitido pela instituição, a inundação deste ano atingiu uma área total de cerca de 40 mil kmaté o mês de fevereiro. As áreas do médio e baixo Pantanal são as mais sujeitas aos impactos das grandes enchentes.
As águas das chuvas de verão registradas entre os meses de outubro e março regulam a dinâmica hidrológica no bioma. Por isso, quando essas chuvas são volumosas, espera-se um alagamento relativo maior e mais duradouro, cita a publicação elaborada pela unidade de pesquisa. Dessa forma, a régua de Ladário no Rio Paraguai deve atingir de 4,81 a 5,78 metros em 2018, com estimativa de área de inundação entre 71 e 90 mil km² em toda a planície pantaneira.
"Vai afetar justamente uma região onde algumas propriedades praticam cria e outras a engorda de animais", esclarece Comastri. "É um solo extremamente argiloso que, na época das águas, fica como se fosse uma esponja, uma cola. Neste período, os bezerros mais novos ficam vulneráveis e podem morrer se o rebanho não for retirado com antecedência". A enchente deve, ainda, apresentar um hidroperíodo (época em que a água cobre o solo) longo, de 170 dias em média. A inundação de 2018 pode ser classificada como rigorosa - porém, o documento ressalta que as cheias entre 5 e 5,5 metros representam a categoria mais comum ou frequente de cheias do Pantanal, considerando dados registrados de 1900 até hoje.
Impactos na pecuária
Segundo o presidente do Sindicato Rural de Corumbá, Luciano Leite, os efeitos da inundação deste ano devem ser sentidos nas propriedades rurais até 2019 por sua influência no score corporal das vacas de cria. "Esses animais, por serem retirados dessas áreas mais baixas, vão diminuir seu score corporal. Consequentemente, vão diminuir a produção de bezerros de maio de 2019 (da próxima estação de parição) ".
O laudo técnico descreve que existem mais de 2 milhões e 300 mil cabeças de gado na região do baixo Pantanal. Com a falta de logística adequada para a movimentação dos rebanhos, o custo total do deslocamento dos animais por meio de comitivas até os pontos de embarque deve ficar em torno de R$ 5 milhões. As recomendações finais da publicação incluem planejar o arrendamento de pastagens ou a venda dos animais para minimizar os prejuízos, priorizar a saída de vacas com cria ao pé e oferecer suporte de transporte aos bezerros com tratores ou carretas.
"Esse laudo técnico da Embrapa Pantanal serve para a gente como uma forma de embasar o pedido de estado de emergência no município de Corumbá e a prorrogação de vacinação (do rebanho), que começa no dia primeiro de maio na região do Mato Grosso do Sul", afirma Luciano. Para o presidente do Sindicato, a falta de logística para levar as vacinas até as propriedades e as dificuldades de se trabalhar com os animais nos mangueiros durante esse período impedem o cumprimento do calendário de vacinação na região do Pantanal. "Nessa época, de primeiro de maio a 15 de junho, vamos passar pelo pico da inundação nas nossas regiões".
De acordo com o presidente do Sindicato, o documento elaborado pela Embrapa Pantanal deverá ser encaminhado à Prefeitura Municipal de Corumbá, ao Governo Estadual de MS e à Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul para oferecer embasamento técnico para as tomadas de decisão relacionadas ao calendário de vacinação na região pantaneira. O laudo também deverá embasar uma solicitação dos produtores do Pantanal sobre mudanças no programa de retenção de novilhas do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO) junto ao Conselho Deliberativo do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Condel/Sudeco), responsável pelo fundo na planície pantaneira.

Nicoli Dichoff (Mtb 3252/SC) 
Embrapa Pantanal 

Núcleo de Comunicação Organizacional (NCO)

Embrapa Pantanal
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)

Corumbá/ MS

sexta-feira, março 23, 2018

CNC - Balanço Semanal de 19 a 23/03/2018


BALANÇO SEMANAL — 19 a 23/03/2018

CNC iniciou, em Patrocínio (MG), as oficinas regionais para o planejamento estratégico da cafeicultura brasileira

 
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO — Na quarta-feira, 21 de março, o CNC realizou a primeira oficina regional do planejamento estratégico para a cafeicultura brasileira, no Centro de Excelência do Café do Cerrado Mineiro. A anfitriã dessa etapa foi a Federação dos Cafeicultores do Cerrado, que levou ao encontro oito cooperativas e sete associações afiliadas.

Segundo o presidente executivo do Conselho Nacional do Café, a principal expectativa sobre este planejamento estratégico é alcançar uma participação mais efetiva do setor cooperativo cafeeiro, representado pelo CNC, na formulação, execução e acompanhamento da política nacional e internacional, principalmente trazendo os pequenos produtores para mais próximos da atuação da entidade.

Com a efetiva participação de todos e um melhor direcionamento das ações conforme as orientações de nossa base, entendemos que será possível ter a oportunidade de transformar o Conselho em um centro de inteligência estratégica para a cafeicultura nacional e desenvolver as melhores políticas públicas e privadas no sentido de aprimorar a sustentabilidade em seu tripé ambiental, social e econômico.

Para o presidente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Francisco Sérgio de Assis, a atividade atende ao anseio da base produtora. "Somos o maior país produtor de café do mundo, a cafeicultura distribui riqueza onde está instalada e precisamos valorizar isso. Nós, cafeicultores, buscamos ações que possam garantir a sustentabilidade da cafeicultura e tenho a certeza que esse planejamento do CNC, que contará com a participação efetiva das entidades brasileiras ligadas ao café, trará maior visibilidade a nossa política cafeeira".

É importante salientar, ainda, que a iniciativa tem apoio total da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), através do projeto SomosCoop, uma vez que nossa "entidade mãe" acredita que essa ação fortalecerá a organização setorial das cooperativas cafeeiras, permitindo que a atividade avance em inteligência estratégica no País.

Para saber mais sobre o Movimento SomosCoop, que levanta a bandeira do cooperativismo no Brasil, despertando a consciência das pessoas para a sua importância e gerando orgulho naqueles que abraçam a causa cooperativista, basta acessar o site do projeto: http://somos.coop.br/.

LICENCIAMENTO AMBIENTAL — Em continuidade às ações desenvolvidas no âmbito do Instituto Pensar Agro, o Conselho Nacional do Café encaminhou, na quinta-feira, 22 de março, uma carta a todos os deputados e senadores manifestando seu posicionamento em relação ao debate sobre a construção de marco legal para o licenciamento ambiental no país.

Entendemos que é urgente a necessidade de readequação e racionalização do licenciamento ambiental para conferir maior eficiência, previsibilidade, agilidade e isenção técnica nas análises, eliminando o excesso de burocracia e a sobreposição de competências institucionais.

Destacamos, também, que precisamos de regras claras, com conceitos e critérios objetivos, que tornem o licenciamento mais rápido e simplificado para todo e qualquer empreendimento ou atividade, em consonância com o disposto na Lei Complementar 140 de 2011, especialmente quanto aos critérios de porte e localização e que assegura o equilíbrio federativo entre União, Estados, municípios e Distrito Federal para o licenciamento ambiental.

Diante deste contexto, solicitamos a todos os parlamentares apoio irrestrito ao texto substitutivo ao PL 3.729/2004, que é de autoria do deputado Mauro Pereira, na Comissão de Finanças e Tributação na Câmara Federal, pois ele melhor atende aos anseios da comunidade brasileira para o aprimoramento do processo de licenciamento ambiental.

CONSELHO DIRETOR

Ainda na quinta-feira, 22, foi realizada a Assembleia Geral Ordinária (AGO) da nossa associada Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas (Cocapec), com a participação de aproximadamente 400 cooperados.

Após aprovação por unanimidade da prestação de contas do exercício de 2017, foi enaltecida a gestão iniciada em 2014, composta pelo coordenador do CNC, Maurício Miarelli (presidente), Carlos Sato (vice-presidente) e Alberto Rocchetti Netto (diretor secretário), que teve como foco principal o atendimento ao cooperado e obteve aprovação de 71% dos associados, conforme pesquisa de satisfação realizada.

Para o ciclo 2018-2022, a direção da Cocapec ficará a cargo de Carlos Sato, diretor presidente; Alberto Rocchetti Netto, diretor vice-presidente; e Saulo de Carvalho Faleiros, diretor secretário. Miarelli deverá assumir, em abril, a presidência do Conselho de Administração da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão da Alta Mogiana (Sicoob Credicocapec).

Ao tempo em que desejamos pleno êxito a ambos à frente de suas tarefas nas respectivas cooperativas e enaltecemos o trabalho desempenhado até então, colocando-nos à disposição para contribuir sempre que necessário, informamos que Carlos Sato será o representante da Cocapec no Conselho Diretor do CNC juntamente com Maurício Miarelli, que segue como coordenador do Conselho.

FEIRA DO CERRADO

Também na quarta-feira, o presidente executivo do CNC prestigiou o primeiro dia da Feira do Cerrado, em Coromandel (MG), realizada pela nossa associada Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Guaxupé (Cooxupé). Trata-se de uma oportunidade ímpar para que os produtores se atualizem sobre as principais novidades técnicas e mercadológicas, além de poder realizar bons negócios através das ferramentas disponíveis, entre as quais o barter, que possibilita o pagamento por meio de sacas de café.

Na oportunidade, Silas Brasileiro expôs que o CNC iniciou um processo de discussão e diagnóstico para reavaliar a atuação da entidade no âmbito da cafeicultura, visando à sua modernização e ao fortalecimento da relação com os pequenos produtores. Entre outras ações, a reestruturação permitirá que seja alcançado um maior número de cafeicultores para alinhar a conduta de trabalho, de forma que os resultados alcançados estejam dentro dos anseios e, principalmente, da realidade da maior parte dos agricultores do Brasil.

MERCADO — O mercado internacional de café viveu nova semana sem oscilações significativas, consolidando-se nos patamares recentes. Em meio à baixa volatilidade, os futuros devem registrar movimentação mais intensa somente diante do surgimento de algum fator fundamental novo.

Na Bolsa de Nova York, o vencimento maio/2018 do contrato "C" do café arábica avançou 95 pontos no acumulado semanal, encerrando a sessão de quinta-feira a US$ 1,19 por libra-peso. Na ICE Futures Europe, o vencimento maio do café robusta foi cotado, ontem, a US$ 1.742 por tonelada, aferindo leves perdas de US$ 3.

O dólar operou em terreno positivo no agregado da semana, exercendo certa pressão sobre as commodities. No Brasil, a moeda norte-americana avançou com o mercado local ampliando a busca de proteção e com saídas de recursos estrangeiros, que foram motivados pela sinalização do Copom para um novo corte da taxa Selic em maio. Além disso, operadores também apostam em uma nova redução nos juros básicos do País em junho.

Em relação ao clima, a Somar Meteorologia informa que uma frente fria segue avançando lentamente pela costa da Região Sudeste e mantém a expectativa de fortes chuvas na área, em especial no trecho entre Rio de Janeiro, Espírito Santo e parte de Minas Gerais. No Estado capixaba, as precipitações devem gerar um acumulado em torno de 50 mm nos próximos cinco dias, enquanto a faixa da Mogiana paulista ao Sul mineiro registrará redução dos volumes de chuva, que deverá ocorrer de maneira mais isolada nos próximos dias.

No mercado doméstico, os preços também pouco oscilaram e os negócios seguem travados, com os agentes retraídos. Os indicadores dos cafés arábica e robusta calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) permaneceram praticamente estáveis em relação à semana passada, cotados, respectivamente, a R$ 429,91/saca (+0,66%) e a R$ 304,42/saca (+0,02%).



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Deputado Silas Brasileiro
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