A MILÍCIA BOLIVARIANA DO PT

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AgroBrasil - @gricultura Brasileira Online

Ofereci meus ombros. Como escada ele subiu. Abri o caminho para ele passar. Na hora da porrada a cara era a minha. Fui seu irmão seu amigo e companheiro... Um dia encontrou comigo. Me deu um beijo. Virou as costas e partiu. Lembrei de Jesus e as 30 moedas"
Poema do mensaleiro João Paulo Cunha que revela a mágoa em relação ao ex-presidente LULArápio.
"Anos atrás recebi do então governador de Brasília Cristovam Buarque o ‘premio manuel bonfim’, atribuído ao meu livro "Chatô, o rei do Brasil". Já pedi à Marília para localizar a placa de prata. Vou devolver. de golpista não quero nada. Nem prêmio".

Escritor Petralha Fernando Morais

“Que pena que nossos gênios estejam tão obtusos. E tão viciados no aparelhamento. O PT corrompeu mais do que a política, corrompeu a inteligência e o caráter. E aos poucos vão mostrando que a volta da Dilma por mais dois anos, com essa gente, vai embrutecer o País e seguir se apropriando do Estado. Pior que não tem juiz Moro para este tipo de roubo: da inteligência e do caráter. Ele não falou em devolver os dez mil que recebeu do prêmio. Na época eram dez mil dólares. Nem o que ele fazia no governo do Quercia".

Senador Cristovam Buarque

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terça-feira, julho 20, 2021

ABICS: A escalada qualitativa dos cafés solúveis


A escalada qualitativa dos cafés solúveis
 
Indústrias investem em novas plantas fabris e em produtos cada vez mais voltados à qualidade, otimizando características sensoriais ao consumidor; consumo interno cresce

 
O segmento de cafés solúveis vem intensificando trabalhos para elevar a qualidade do produto, visando à ampliação de mercados com a conquista de novos consumidores. No exterior, empresas que surfam a crista da onda em popularidade anunciam novos produtos com o solúvel, como a illycaffè, a Blue Bottle e a Intelligentsia.
 
No Brasil, as fábricas do setor, concentradas na Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), realizam investimento em novas plantas fabris e em produtos cada vez mais voltados à qualidade, otimizando as características sensoriais para o consumidor final.
 
Em processo de conclusão, uma metodologia global para avaliação sensorial do café solúvel vem sendo estruturada pela Abics, com o objetivo de apresentar a diversidade do produto, para evidenciar suas diferenças e permitir que o consumidor encontre o que mais se adeque a seu gosto.
 
Os estudos realizados até agora permitiram um maior conhecimento dos vários atributos dos diversos tipos de solúvel existentes, o que possibilitará a disponibilidade de uma categorização de qualidade, métodos de preparo e nuances. A intenção final é, assim como ocorre com os cafés in natura e torrados e moídos, gerar classificações para o café instantâneo.
 
A cafeóloga, especialista em avaliação sensorial e consultora da Abics, Eliana Relvas, aponta que o segmento de solúvel vem passando por uma revolução no mundo e também no mercado interno. Hoje, muitas empresas voltam suas aquisições para os cafés canéforas especiais e ao arábica, otimizando o processo qualitativo desde os primeiros passos do processo fabril.
 
"Há sinalização positiva de investimentos em qualidade das indústrias associadas à Abics e isso é excelente, pois, com a implantação da nova metodologia de classificação que desenvolvemos, poderemos romper a 'barreira invisível' de que o solúvel é um produto de qualidade inferior e o colocar em um patamar sensorial semelhante ao dos cafés torrados e moídos", destaca Eliana.
 
Aliado a esse fato, ela informa que várias empresas ampliam seus portfólios, inserindo o produto industrial de alta qualidade como uma opção a mais para a degustação da bebida, o que aumenta a sua aplicabilidade e momentos de consumo, uma vez que o café solúvel é base para muitos outros produtos, portanto a sua amplitude sensorial é um fator determinante.
 
"Muitas cafeterias consideradas de 'terceira onda' têm inserido sua marca no solúvel, investindo em embalagens modernas, de alto padrão e que permitem que o produto seja levado para viagem e lazer e também para o consumo em casa, através de take out ou delivery, otimizando o tempo da agitada vida, em tempos de pandemia, de quem precisa adequar seu trabalho à rotina diária do lar", revela.
 
CONSUMO INTERNO EM ASCENÇÃO
Como resultado desses esforços, o consumo de café solúvel no Brasil vem em constante crescimento nos últimos anos e o desempenho se repetiu no primeiro semestre de 2021. Segundo dados da Abics, no acumulado de janeiro ao fim de junho, os brasileiros consumiram o equivalente a 478.182 sacas de 60 kg, apresentando alta de 2,2% na comparação com as 468.083 sacas em idêntico intervalo de 2020.
 

 
"Destaca-se, nesse cenário, uma redução de aproximadamente 45% no consumo de café instantâneo importado, o que implica que o avanço no mercado interno se deu, principalmente, com o consumo do produto brasileiro, à medida que otimizamos as ações para a escalada qualitativa dos nossos solúveis", analisa Aguinaldo Lima, diretor de Relações Institucionais da Abics.
 
 
É com base nesse novo perfil de venda e consumo que a Abics intensifica os trabalhos para a conclusão da metodologia de avaliação sensorial, que elevará o padrão de qualidade do café solúvel, com o produto mergulhando em um mar de descobertas, de aromas e sabores, tão complexo quanto ao dos vinhos, caminho já percorrido pelos torrados e moídos de origens e com incríveis descrições sensoriais.
 
"Essa é a certeza que surge com a degustação nas sessões de cupping que realizamos, quando provadores das indústrias cafeeiras, da academia e de entidades do setor se surpreendem com a qualidade apresentada pelos cafés instantâneos, que apresentam notas mais delicadas, pouco amargor, boa acidez, caramelização agradável, bom equilíbrio e after taste agradável, elegante e saboroso", conclui Eliana.
 
Com esse trabalho de otimização da qualidade, as indústrias brasileiras de café solúvel esperam gerar o mesmo efeito positivo e surpreendente nos consumidores finais, trazendo-os para o versátil mundo do produto, que já oferece ampla gama de possibilidades de preparo e, agora, traz a diversidade diretamente em sua forma de consumo mais tradicional, a bebida preparada apenas com água.

Mais informações para a imprensa
Agência P1
Paulo André C. Kawasaki



Livro sobre Tecnologia de Aplicação Aérea atualiza conhecimentos sobre uso de aeronaves e drones de pulverização


AGROEFETIVA

LANÇAMENTO - Livro sobre Tecnologia de Aplicação Aérea atualiza conhecimentos sobre uso de aeronaves e drones de pulverização

Escrita por pesquisadores da empresa AgroEfetiva, a publicação estará à venda a partir do dia 20 de julho

O uso da tecnologia de aplicação aérea por meio de aviões e helicópteros agrícolas, bem como drones de pulverização, tem crescido de maneira significativa durante os últimos anos no Brasil e ajudado a alavancar o crescimento do agronegócio, mesmo em tempos desafiadores. No país, segundo dados do SINDAG - Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola, em 2020 a frota total era de 2352 aeronaves.

Para auxiliar agrônomos, técnicos, pilotos agrícolas e demais pessoas envolvidas com tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas, será lançado o livro "Entendendo a tecnologia de aplicação: aviões, helicópteros e drones de pulverização".  A publicação é assinada pelos pesquisadores Fernando Kassis Carvalho, Rodolfo Glauber Chechetto, Alisson Augusto Barbieri Mota e Ulisses Rocha Antuniassi, todos da empresa AgroEfetiva e impresso com apoio da FEPAF - Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais

A obra, que estará à venda a partir do dia 20 de julho, tem por objetivo trazer uma panorama do segmento e utilização de aplicações aéreas, além da definição dos parâmetros para a sua otimização. A obra conceitua essa tecnologia apresentando uma descrição dos fatores que interferem no processo de pulverização. O texto inclui, ainda, uma análise do mercado aeroagrícola no Brasil e a evolução recente desta tecnologia, com destaque para o potencial de uso dos drones no contexto do tratamento fitossanitário.

"Temos trabalhado há vários anos no desenvolvimento desse material sobre aviões, helicópteros e drones de pulverização. Identificamos a necessidade de um livro atualizado, com embasamento técnico e científico sobre qualidade e segurança em aplicações aéreas e, por isso, decidimos preparar esse material", esclarece o pesquisador Fernando Kassis Carvalho, da AgroEfetiva.

Ao longo dos capítulos o leitor encontrará os princípios básicos, a teoria da cobertura dos alvos, o espectro de gotas, as classes de tamanho de gotas, a seleção de pontas e atomizadores, a taxa de aplicação, as condições meteorológicas, a deriva  e os parâmetros para auxiliar no ajuste correto da faixa efetiva de deposição das aplicações, visando mais qualidade e segurança. Também são apresentadas as estratégias para a otimização da tecnologia de aplicação, incluindo uma discussão sobre a maneira correta de se analisar a relação do espectro de gotas com as características dos alvos nas aplicações.

"Nas aplicações aéreas, a escolha correta das pontas hidráulicas ou dos atomizadores rotativos (espectro de gotas) deve ser compatível com a altura adequada da aplicação, além das condições meteorológicas ideais, para haver uma aplicação com qualidade e segurança. A manutenção do sistema de pulverização também é imprescindível", acrescenta Fernando.

Para Rodolfo Glauber Chechetto, também pesquisador da AgroEfetiva e co-autor do livro, em qualquer aplicação aérea, deve-se, sempre, levar em consideração não apenas a técnica de aplicação (volume de calda e tamanho das gotas), mas também as condições meteorológicas, os riscos de deriva e o entorno das aplicações e as faixas de segurança. "As boas práticas devem ser sempre respeitadas", destaca.

Sobre a AgroEfetiva

É uma empresa de prestação de serviços especializados, atuante no mercado agrícola brasileiro e em outros países da América Latina, atendendo a demanda pelo desenvolvimento de soluções em pesquisa, capacitação e consultoria.

Seus trabalhos se concentram na área de tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas abrangendo aplicações terrestres, aéreas, equipamentos, adjuvantes e formulações, na indústria de máquinas agrícolas (principalmente pulverizadores), no mercado aeroagrícola (aviação agrícola), assim como nos diversos segmentos do agronegócio (agroindústrias, produtores rurais, canais de comercialização e cooperativas).

A AgroEfetiva conta com uma equipe de doutores pós-graduados pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), de Botucatu-SP, sob orientação do Prof. Dr. Ulisses Rocha Antuniassi, do Departamento de Engenharia Rural da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA), da Universidade Estadual Paulista (UNESP), Campus de Botucatu/SP. Seu corpo técnico possui experiência em pesquisas de campo e laboratório, bem como no desenvolvimento de atividades de capacitação, treinamento, eventos e consultorias.

Elaboram pesquisas com alto nível técnico no tema tecnologia de aplicação. É reconhecida internacionalmente por trabalhar com métodos robustos e escrevem materiais técnicos, como livros e artigos. Além disso, são reconhecidos pelos métodos didáticos e inovadores (com interação teórico-prática) utilizados nos treinamentos de capacitação de pessoal na área de tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas, aéreos e terrestres.

 

 



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Escrita por pesquisadores da empresa AgroEfetiva, a publicação estará à venda a partir do dia 20 de julho
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segunda-feira, junho 07, 2021

AGROEFETIVA: Os mitos envolvendo a pulverização eletrostática



AGROEFETIVA

SUGESTÃO DE ARTIGO - Os mitos envolvendo a pulverização eletrostática

Texto é assinado pelos pesquisadores Fernando K. Carvalho, Vitor Romani, Ulisses R. Antuniassi, Rodolfo G. Chechetto e Alisson A. B. Mota

Fernando K. Carvalho1, Vitor Romani2, Ulisses R. Antuniassi3, Rodolfo G. Chechetto1; Alisson A. B. Mota1

1Engenheiro Agrônomo, Pesquisador, AgroEfetiva, Botucatu/SP. fernando@agroefetiva.com.br

2Engenheiro Agrônomo, Botucatu/SP

3Engenheiro Agrônomo, Professor Titular, FCA/UNESP, Botucatu/SP, Brasil. ulisses.antuniassi@unesp.br

A pulverização eletrostática é uma "velha conhecida" da agricultura. O início dessa história se deu na década de 1960. De lá para cá são mais de 60 anos, mas ainda ouvimos muitas perguntas sobre o funcionamento da técnica e sua eficácia. Um dos pesquisadores mais conhecidos da área de tecnologia de aplicação, o Dr. Graham Matthews, da Universidade de Oxford, UK, trabalhou com aplicação eletrostática no Brasil em 1987, na cultura do algodão, fazendo demonstrações com um equipamento chamado Eletrodin (muito conhecido na época), que havia sido desenvolvido poucos anos antes nos Estados Unidos. Aliás, naquela época o bicudo do algodoeiro ainda era uma novidade no Brasil.

Voltando à questão da transferência de carga elétrica às gotas da pulverização (pulverização eletrostática), as dúvidas que ainda existem se devem provavelmente pelas particularidades de utilização da tecnologia. Não se pode generalizar e achar que toda pulverização eletrostática é igual. Ou que todo equipamento de pulverização eletrostática é igual. Afinal, nem todos os sistemas são iguais (aliás, isso faz toda a diferença). Por exemplo, há aqueles que unem a transferência de carga com assistência de ar (e há particularidades entre os sistemas também), a voltagem pode mudar, bem como a velocidade e uniformidade de distribuição do ar, dentre outras características. Portanto, é importante saber utilizar e conhecer cada sistema e suas particularidades.

Também deve-se entender sobre o índice de área foliar da cultura, as características da copa (ou dossel da cultura), o volume e a velocidade do ar, entre outros fatores. Além do potencial de aumentar a deposição, quando usados da maneira correta, o carregamento eletrostático mais a assistência de ar pode reduzir também o potencial de deriva comparado a uma aplicação convencional equivalente.

Em uma pesquisa feita pela AgroEfetiva em 2019, utilizando um pulverizador Uniport 3030 Eletrovortex, da Jacto, que une assistência de ar mais transferência de carga elétrica às gotas da pulverização, foram obtidos resultados positivos na deposição de calda com fungicidas na cultura do algodão. O trabalho foi feito em Campo Novo do Parecis, MT, utilizando a taxa de aplicação de 60 L/ha. Foi utilizada a ponta ATR 80-2,0 (Jacto), a 5,7 bar de pressão produzindo gotas muito finas (MF), com a máquina se deslocando a 22 km h-1. A integração das tecnologias (assistência de ar + transferência de carga) aumentou a deposição em todos os extratos da cultura (superior, médio e inferior) comparado ao sistema deligado (sem carregamento ou ar

O maior ganho em deposição, comparando a utilização da assistência de ar mais transferência de carga com uma aplicação convencional, foi no terço médio, local que possui a maior área foliar nas plantas de algodão. Esse ganho foi equivalente a 116% de aumento, seguido do terço superior e inferior, com 18,7% e 22,2%, respectivamente.

Para o bom uso da ferramenta e uma correta compreensão sobre sua real utilidade e eficácia, é importante haver um bom serviço de assistência técnica por parte dos fabricantes e técnicos e, evidentemente, nunca se deve "generalizar" a pulverização eletrostática. Cada projeto de máquina possui suas particularidades. As dúvidas existentes podem ser causadas por esses motivos. Por isso, a pesquisa e a difusão do conhecimento são tão importantes.

O artigo completo (com a descrição da pesquisa) sobre esse tema pode ser visto em:

https://www.agroefetiva.com.br/revista-plantio-direto-assistencia-de-ar-em-conjunto-com-a-transferencia-de-carga-eletrica-na-deposicao-de-fungicidas-na-cultura-do-algodao.



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: Pulverizador (Uniport 3030 Eletrovortex, Jacto) que une assistência de ar mais transferência de carga elétrica.
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Imagem de pesquisadores na cultura do algodão
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Visão interna de um pulverizador na cultura do algodão
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EMBRAPA: Ninho artificial substitui ninho queimado e é adotado por antigos inquilinos, o casal de Tuiuiús da BR-262

Foto: Walfrido Tomás

aWalfrido Tomás - O casal de tuiuiús voltou a encantar quem passa pelo local

O casal de tuiuiús voltou a encantar quem passa pelo local

Um dos cartões postais do Pantanal, localizado às margens da BR-262, no município de Corumbá, Mato Grosso do Sul, pode se tornar um monumento vivo ao ser adotado pelo casal de tuiuiús que anualmente se reproduzia no ninho original, que foi totalmente destruído pelas queimadas ocorridas em 2020. O casal de tuiuiús voltou a encantar quem passa pelo local, e têm sido visto já trazendo material para o novo ninho, como galhos e fibras vegetais mais finas. O ninho artificial foi construído para oferecer uma alternativa ao casal dessas aves símbolo do Pantanal, já que o ninho era um referencial turístico muito apreciado, que era tombado por lei do municipal. O fogo destruiu, além do ninho original, a estrutura de galhos que davam suporte a ele na piúva (nome pantaneiro do ipê) que ainda se mantém ao lado.

O ninho artificial vinha sendo monitorado desde a sua construção, em 23 de outubro de 2020. Em janeiro de 2021, os tuiuiús foram vistos nas proximidades do ninho artificial e até pousados na árvore do antigo ninho. Já em 16 de maio deste ano, houve o primeiro registro do casal pousado no ninho artificial. Além disso, Walfrido Tomás, pesquisador da Embrapa Pantanal  idealizador do projeto do ninho artificial, registrou o fato dos tuiuiús estarem trazendo material para o ninho, numa clara indicação que estão preparando o local para procriação. Isso confirma a adoção do novo ninho pelo casal, confirmando a esperança dos pesquisadores.

Construção do novo ninho

Walfrido conta que, durante o trabalho de levantamento de animais mortos pelas queimadas, realizado no ano passado, ele observou diversas vezes tuiuiús pousados em árvores próximas ao ninho que foi queimado cerca de um mês antes, e então teve a ideia de instalar uma estrutura alternativa para a um novo ninho. "Assim os tuiuiús poderiam retornar, pois essas aves são fiéis ao local de nidificação", detalhou Walfrido.

A proposta foi apresentada à Fundação de Meio Ambiente do Pantanal, que prontamente adotou a ideia, e estabeleceu uma parceria com a Energisa para a instalação de uma estrutura próxima  ao local do ninho original. O Instituto Arara Azul foi também convidado a assinar o projeto, já que tem experiência com ninhos artificiais para araras azuis, na forma de caixas-ninho. Segundo o pesquisador, essa é a primeira experiência de ninho artificial com espécie: "Me inspirei nos ninhos artificiais de cegonhas, comuns na Europa, já que o tuiuiú pertence à mesma família destas aves, sendo tecnicamente uma cegonha".

O ninho construído possui estrutura que consiste de um poste de concreto de 12 metros, com uma plataforma hexagonal de metal de 2m de diâmetro no topo, em formato de taça, de forma a comportar o volumoso material que os tuiuiús utilizam na construção de ninhos. "A estrutura foi adaptada e melhorada pelos técnicos da Energisa, utilizando material disponível, que são utilizados na construção de torres de redes de energia.  Sobre a plataforma, depositamos galhos e material fino para representar um ninho, na esperança de que o local fosse reconhecido pelos tuiuiús e utilizados como base para construção do novo ninho", explica Walfrido.

Walfrido defende que o ninho artificial não tem o papel de salvar a população de tuiuiús do Pantanal, já que não representa nada em uma população que já teve mais de 20 mil ninhos ativos na planície pantaneira nos anos 1990. Para o pesquisador, o fato de ser um ninho artificial utilizado pela ave-símbolo do Pantanal, num local bastante visível às margens de uma movimentada rodovia, ele representa uma constante lembrança de que ações humanas equivocadas podem causar impactos profundos na fauna pantaneira e, por extensão, em toda a biodiversidade na região. "Assim, este verdadeiro monumento vivo deve cumprir um papel relevante na conscientização da população sobre os cuidados a serem tomados nessa relação entre homem e natureza", completa o pesquisador.

A ave

Os tuiuiús se reproduzem após o período das cheias, quando o nível da água está baixando e os peixes e pequenos invertebrados – base da alimentação dessas aves - ficam mais disponíveis nas baías e alagados, servindo de alimento para a espécie. Segundo os pesquisadores da Embrapa, geralmente os ninhos têm ovos ou filhotes entre julho e novembro e as cheias determinam a quantidade de ninhos ativos no Pantanal a cada ano.

Uma vez construídos os ninhos, os tuiuiús permanecem fiéis ao local de reprodução, o qual usam por muitos anos, sempre fazendo reparos e melhorias com a adição de galhos, capim e fibras de plantas aquáticas. Esses ninhos podem ter mais de 2m de diâmetro, e são sempre colocados em grandes árvores com galhos abertos, para facilitar que as aves cheguem ao ninho com suas asas abertas, as quais podem ter 3m de uma ponta a outra.

Ninho tombado pelo Patrimônio Histórico Natural

O ipê é uma das árvores símbolo do Pantanal, onde é mais conhecido como piúva. É uma das árvores mais altas da região e, pela sua copa aberta, é adequada para pousos e decolagens do tuiuiú, o que explica a alta frequência de ninhos nesta espécie.  A piúva onde o ninho da BR-262 estava construído fica a uns 15 m do asfalto, e era uma referência turística nos períodos de reprodução. Assim, a prefeitura de Corumbá criou, em 2011, o decreto municipal 964/2011 que tombou o ninho de tuiuiú como patrimônio. Sua perda em função dos incêndios catastróficos que atingiram 30% do Bioma Pantanal causou comoção, e o ninho artificial ora monitorado resgata essa referência para a região

Raquel Brunelli d´Avila (DRT 113/MS)
Embrapa Pantanal

Pirataria de flores: mais uma modalidade de comércio ilegal no país

Pirataria de flores: mais uma modalidade de comércio ilegal no país

Flores falsificadas, multiplicadas de maneira ilegal, são comercializadas em floriculturas e atacados, oferecendo riscos de contaminação e baixa qualidade
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Você sabe se a flor que adquiriu recentemente é original? Há um golpe no mercado que tem crescido no Brasil, que consiste na multiplicação e venda ilegal de mudas de flores falsificadas. Variedades desenvolvidas por empresas idôneas são reproduzidas ilegalmente, sem a utilização das matrizes originais e desconsiderando as medidas fitossanitárias exigidas pelos órgãos de fiscalização do país, comercializadas como se fossem originais.
 
"Este é um problema grave, que vem acontecendo exponencialmente no território nacional, e que precisa ser de conhecimento público, uma vez que se trata de um crime de pirataria, com punição prevista em lei", alerta Marcelo Pacotte, Diretor Executivo da Associação Brasileira do Comércio de Sementes e Mudas (ABCSEM).d4645489-dd25-f408-ca60-e8701ba2626b.png
 
Ele destaca ainda que as mudas piratas carregam consigo problemas significativos em termos de segurança, durabilidade das plantas e de facilidade de manejo para mantê-las floridas e saudáveis. "Os riscos e prejuízos ao se adquirir uma muda falsificada são muitos, não compensando o seu ônus", afirma Pacotte.
 
Para alertar toda a cadeia produtiva e de comercialização, a ABCSEM está promovendo ações para o combate à pirataria no mercado de flores, em especial relacionadas à variedade SunPatiens®, uma flor que passou a ser recentemente o principal alvo de falsificadores, cujo registro pertence à empresa de sementes Sakata.  b0adc8ed-c565-bf63-a4aa-29efd6581095.png
 
De acordo com Carlos Amano, Coordenador de Flores da Sakata, companhia que detém a patente da SunPatiens®, dentre as principais ações que estão sendo realizadas para conter a pirataria da flor, estão materiais que tratam dos riscos que a prática oferece para produtores e consumidores, com divulgação tanto nos meios online (mídias sociais e website), quanto offline (por meio de flyers e faixas em locais estratégicos, como nas Centrais de Abastecimento e no Mercado de Flores Ceaflor). "Uma das ações mais importantes foi a criação de um selo de originalidade que é fixado em todo vaso de SunPatiens® original. O selo possui uma marca d'água, que só é vista com luz especial, o que facilita a identificação em caso de suspeita de pirataria", explica o profissional.
 
582de6e2-7d37-3b9a-9f68-68fa0a4e09c2.jpegVale ressaltar que dentre os principais riscos ao se adquirir mudas falsificadas estão contaminação e proliferação de fungos, bactérias e vírus, pois as mudas falsificadas servem como transporte destes micro-organismos ao jardim; plantas menos duráveis, que não possuem resistência ao sol pleno; grande porcentagem de flores defeituosas e menor quantidade de flores por planta; além de desuniformidade no florescimento e crescimento das plantas, causando sua mortalidade.
 
A produção e a aquisição de material pirata é crime, sendo necessário que o comprador fique sempre atento e exija do ponto de venda a planta original, para ter mais segurança, durabilidade e beleza em sua casa e/ou jardim.
 
Saiba mais sobre a SunPatiens® na página do Facebook (SunPatiens Brasil), Instagram (@sunpatiens_br) ou no website www.sunpatiens.com.br
 
INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA

MyPress & Co.

Jornalistas Responsáveis:
Isabella Monteiro
Daniela Mattiaso

 








Fundação Agrisus - Abertura do 2º Edital para Solicitação de Financiamento

A Fundação Agrisus informa que, de 07 de junho a 02 de julho de 2021, estará com inscrições abertas para recebimento das solicitações de financiamento voltadas às modalidades de bolsa de graduação, pesquisa agronômica, eventos técnicos e demonstrações a campo. 

O cronograma de prazos estabelecidos para o processo segue abaixo:

Inscrições: de 07 de Junho a 02 de Julho


Avaliações: de 05 de Julho a 31 de julho


Devolução sobre as solicitações: de 01 a 15 de Agosto


Prazo para utilização dos recursos aprovados: a partir de 01 de Setembro

 

Informamos que apenas serão analisadas as solicitações de apoio a eventos técnicos e demonstrações a campo a serem realizados entre 01 de Setembro/21 a 28 de Fevereiro/22.

 

As solicitações deverão ser encaminhadas para o email: agrisus@fealq.com.br

 

 

Atenciosamente,

 

 

Diretoria Executiva

CNC encaminha demandas da cafeicultura à Ministra Tereza Cristina


Balanço Semanal

- Junho 2021 -

 

DEMANDAS CAFEICULTURA

 

O presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Silas Brasileiro, reuniu-se com a Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, na última sexta-feira (28), para tratar de assuntos de interesse da cafeicultura brasileira e apresentar a nova governança da entidade.

Saiba mais

 

LIBERAÇÕES FUNCAFÉ

 

Os repasses do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) aos agentes financeiros na safra 2020 subiram para R$ 4,32 bilhões até o último dia 27 de maio, montante que corresponde a 78,7% do total de R$ 5,49 bilhões contratados. A informação é do CNC, que apurou os números junto ao Mapa.

Saiba mais

INDICAÇÃO OIC

 

 

Na última quarta-feira (02), o CNC recebeu o documento da Representação Permanente do Brasil junto às Organizações Internacionais em Londres referente ao processo de eleição do próximo Diretor-Executivo da OIC. O governo brasileiro indicou Vanusia Nogueira para o cargo.  

Saiba mais

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