A MILÍCIA BOLIVARIANA DO PT

A MILÍCIA BOLIVARIANA DO PT
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Ofereci meus ombros. Como escada ele subiu. Abri o caminho para ele passar. Na hora da porrada a cara era a minha. Fui seu irmão seu amigo e companheiro... Um dia encontrou comigo. Me deu um beijo. Virou as costas e partiu. Lembrei de Jesus e as 30 moedas"
Poema do mensaleiro João Paulo Cunha que revela a mágoa em relação ao ex-presidente LULArápio.
"Anos atrás recebi do então governador de Brasília Cristovam Buarque o ‘premio manuel bonfim’, atribuído ao meu livro "Chatô, o rei do Brasil". Já pedi à Marília para localizar a placa de prata. Vou devolver. de golpista não quero nada. Nem prêmio".

Escritor Petralha Fernando Morais

“Que pena que nossos gênios estejam tão obtusos. E tão viciados no aparelhamento. O PT corrompeu mais do que a política, corrompeu a inteligência e o caráter. E aos poucos vão mostrando que a volta da Dilma por mais dois anos, com essa gente, vai embrutecer o País e seguir se apropriando do Estado. Pior que não tem juiz Moro para este tipo de roubo: da inteligência e do caráter. Ele não falou em devolver os dez mil que recebeu do prêmio. Na época eram dez mil dólares. Nem o que ele fazia no governo do Quercia".

Senador Cristovam Buarque

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terça-feira, julho 08, 2014

Encerra no dia 11 de julho a primeira etapa de inscrições para o SBSS 2014

sbss

Encerra no dia 11 de julho a primeira etapa de inscrições para o SBSS 2014

Últimos dias para inscrições com preços diferenciados

Contagem regressiva para o VII Simpósio Brasil Sul de Suinocultura e VI Pig Fair, que será realizado entre os dias 5 a 7 de agosto em Chapecó,SC. As inscrições com preço diferenciado  encerram nesta sexta feira dia 11 de julho no site www.nucleovet.com.br. A PIG Fair e Lounge Pig Fair já estão 100% comercializado e o evento conta com mais de 50 empresas patrocinadoras e apoio das principais associações de produtores de suínos das regiões Sul e Sudeste.

O SBSS vai reunir mais de mil veterinários, zootecnistas e profissionais para debater os principais desafios do setor. Enfermidade que tem deixado a suinocultura mundial em alerta, o PEDv será tema do painel de abertura. A doença emergente não vem apenas provocando impacto na produtividade, mas também está modificando o comportamento do mercado. 

Parceiros fortesAssociações de criadores de suínos as regiões Sul e Sudeste apoiam o evento, além de 50 empresas patrocinadoras entre elas: Impextraco, Desvet, ICC, Boehringer Ingelheim, Technofeed, Microvet, APC, Safeeds, Kemin, Agroceres Multimix, Hipra, Vansil, Fatec, Soma Agri, IDEXX, Farmabase, Adisseo,Lavizoo, Sanphar, Eurotec, Nutriad, Alliance - NFT, In Vivo, DB Genética Suína, MCassab, Sauvet, Vencofarma, Suiaves, Poli Nutri, Bayer, Grasp, Agrozootec, Vaccinar, Ouro Fino, Salus, CHR Hansen, DSM, Vetanco, Nutrifarma, Agroceres PIC - Genetiporc, Adisseo, Ilender, Big Dutchman, Biometa, YES, AliançaVet, Zoetis, MSD , Ceva, GSI e Zinpro, entre outras que estão em fechamento.

O Jornal O Presente Rural, Revista Feed&Food e site Suino.com também são mídias parceiras na cobertura e divulgação de lançamentos e empresas participantes no SBSS.

O Painel sobre Diarreia Epidêmica Suína vai reunir especialistas em virologia e dinâmica da enfermidade nas palestras "Etiologia do PEDv" com o professor Amauri Alfieri, "PEDv - Origem, formas de disseminação regional e medidas de prevenção e controle" com o Dr. Daniel Linhares e "Risco Brasil, recados finais" com a conceituada especialista Dra. Janice Zanella.

Conforme o presidente do Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas, Rogério Balestrin, o evento é uma oportunidade para os profissionais brasileiros discutirem soluções comuns e reforçar a integração do setor. "Para crescer na produção de carne suína em volume com qualidade precisamos ter nossos profissionais sempre capacitados, atualizados e prontos para superar os desafios," afirma Balestrin.

Nessa primeira etapa de vendas, o SBSS já bate o recorde de inscritos. Por isso, universidades, patrocinadores e parceiros devem ficar alerta aos prazos. Profissionais e estudante pagam R$ 290 e R$ 200, respectivamente, até o dia 11 de julho. Entre os dias 12 e 31 de julho o valor passa para R$ 320 e R$ 220. Durante o evento, o investimento será de R$ 370 e R$ 260.

Conhecimento para maximizar a produtividade
Temas relacionados à perda de competitividade da agroindústria brasileira, a restrição ao uso de antibióticos e sanidade animal também serão debatidos nos três dias. 

Na quarta-feira, Celso Cappellaro, gerente de operações da Aurora, aborda a "Logística e seu impacto na suinocultura brasileira", seguido pelo tema "Inseminação Artificial Intrauterina", com o pesquisador e professor da UNOESC, Paulo Bennemann. "Fatores que influenciam a qualidade do sêmen de reprodutores suínos" será apresentado por Daiane Donin, da UFPR Palotina, "Estresse oxidativo em fêmeas suínas hiperprolíficas", pelo PhD e especialista em nutrição animal, Alysson Saraiva, da UFV, e "Antibióticoterapia na suinocultura: você usa de forma correta?", pelo especialista em sanidade animal Dr.Everson Zotti. O segundo dia encerra com a palestra sobre "Aditivos Alternativos e restrição à utilização de antibióticos na suinocultura", com o médico veterinário Dr. Christophe Paulus.

No último dia do evento, o Dr. Geraldo Alberton, da UFPR, fala sobre o "Impacto das perdas econômicas por problemas locomotores nas matrizes" e o médico veterinário Vinícius Espeschit de Morais apresenta o "Custo da reposição de plantel, formas de minimizar as perdas". O médico veterinário PhD em epidemiologia, Eduardo Fano, encerra a programação com "Cadeia de Infecção", e o especialista em sanidade suína Marcelo Almeida com "Complexo Respiratório".

Paralelo às palestras, será realizada a VI PIG FAIR, feira de produtos e serviços para a suinocultura com participação de empresas brasileiras e multinacionais que trazem soluções e tecnologias em equipamentos, diagnóstico, sanidade.

Mais informações no www.nucleovet.com.br

MARCO ANTONIO VILLA: Os desiludidos da República

Há um notório sentimento popular de cansaço, de enfado, de identificação do voto como um ato inútil, que nada muda


A proximidade das eleições permite uma breve reflexão sobre o processo de formação de uma cultura política democrática no Brasil. A República nasceu de um golpe militar. A participação popular nos acontecimentos de 15 de novembro de 1889 foi nula. O novo regime nasceu velho. Acabou interrompendo a possibilidade de um Terceiro Reinado reformista e modernizador, tendo à frente Isabel como rainha e chefe de Estado e com os amplos poderes concedidos pela Constituição de 1824.

A nova ordem foi edificada para impedir o reformismo advogado por Joaquim Nabuco, Visconde de Taunay e André Rebouças, que incluía, inclusive, uma alteração no regime de propriedade da terra. Os republicanos da propaganda — aqueles que entre 1870, data do Manifesto, e 1889, divulgaram a ideia republicana em atos públicos, jornais, panfletos e livros — acabaram excluídos do novo regime. Júlio Ribeiro, Silva Jardim e Lopes Trovão, só para recordar alguns nomes, foram relegados a plano secundário, considerados meros agitadores.

O vazio no poder foi imediatamente preenchido por uma elite política que durante decênios excluiu a participação popular. As sucessões regulares dos presidentes durante a Primeira República (1889-1930) foram marcadas por eleições fraudulentas e pela violência contra aqueles que denunciavam a manipulação do voto.

Os opositores — os desiludidos da República — passaram a questionar o regime. Se apontavam corretamente as falácias do sistema eleitoral, indicavam como meio de superação, como disse um deles, desses “governichos criminosos”, a violência, a tomada pelas armas do Estado. E mais: que qualquer reforma só poderia ter êxito através de um governo ultracentralizador, instrumento indispensável para combater os poderosos, os senhores do baraço e do cutelo, como escreveu Euclides da Cunha.

Assim, o ideal mudancista tinha no seu interior um desprezo pela democracia. Acentuava a defesa de um novo regime para atender as demandas da maioria, mas com características autoritárias. Alguns até imaginavam que o autoritarismo seria um estágio indispensável para chegar à democracia.

A Revolução de 30 construiu o moderno Estado brasileiro. Enfrentou vários desafios e deu um passo adiante no reformismo nacional. Porém, aprofundou as contradições. Se, de um lado, foram adotados o voto secreto, a Justiça Eleitoral, o voto feminino, conquistas importantes, manteve uma visão de mundo autoritária, como ficou patente desde 1935, com a repressão à rebelião comunista de novembro, e mais ainda após a implantação da ditadura do Estado Novo, dois anos depois.

A vitória dos aliados na Segunda Guerra Mundial deu alguma esperança de, pela primeira vez, caminharmos para o nascimento de uma ordem democrática. A Constituição de 1946 sinalizou este momento. O crescimento econômico, a urbanização, o fabuloso deslocamento populacional do Nordeste para o Sul-Sudeste, a explosão cultural-artística — que vinha desde os anos 1930 — foram fatores importantes para o aprofundamento das ideias liberal-democráticas, mesmo com a permanência do autoritarismo sob novas vestes, como no ideário comunista, tão influente naquele período.

O ano de 1964 foi o ponto culminante deste processo. A democracia foi golpeada à direita e à esquerda. Para uns era o instrumento da subversão, para outros um biombo utilizado pela burguesia para manter sua dominação de classe. Os que permaneceram na defesa do regime democrático ficaram isolados, excluídos deste perverso jogo autoritário. Um desses foi San Tiago Dantas.

Paradoxalmente foi durante o regime militar — especialmente no período ditatorial, entre os anos 1968-1978 — que os valores democráticos ganharam enorme importância. A resistência ao arbítrio foi edificando um conjunto de valores essenciais para termos uma cultura política democrática. E foram estes que conduziram ao fim do regime e à eleição de Tancredo Neves, em janeiro de 1985.

No último quartel de século, contudo, apesar das sucessivas eleições, a cultura democrática pouco avançou, principalmente nos últimos 12 anos. As presidências petistas reforçaram o autoritarismo. A transformação da luta armada em ícone nacional é um bom (e triste) exemplo. Em vez de recordar a luta democrática contra o arbítrio, o governo optou pela santificação daqueles que desejavam substituir a ditadura militar por outra, a do “proletariado”.

O processo eleitoral reforça este quadro de hostilidade à política. A mera realização das eleições — que é importante — não desperta grande interesse. Há um notório sentimento popular de cansaço, de enfado, de identificação do voto como um ato inútil, que nada muda. De que toda eleição é sempre igual, recheada de ataques pessoais e alianças absurdas. Da ausência de discussões programáticas. De promessas que são descumpridas nos primeiros dias de governo. De políticos sabidamente corruptos e que permanecem eternamente como candidatos — e muitos deles eleitos e reeleitos. Da transformação da eleição em comércio muito rendoso, onde não há política no sentido clássico. Além da insuportável propaganda televisiva, com os jingles, a falsa alegria dos eleitores e os candidatos dissertando sobre o que não sabem.

O atual estágio da democracia brasileira desanimaria até o doutor Pangloss. A elite política permanece de costas para o país, ignorando as manifestações de insatisfação. E, como em um movimento circular, as ideias autoritárias estão de volta. Vai se formando mais uma geração de desiludidos com a República. Até quando?

Marco Antonio Villa é historiador

NELSON MOTTA: As elites vermelhas

Como um Felipão atordoado, Lula volta ao velho ‘nós contra eles’, que o derrotou três vezes e o obrigou a fazer a ‘Carta aos brasileiros’ para ganhar a eleição

Lula inventou uma bizarra luta de classes, em que não são os pobres que odeiam os ricos por sua opressão, exploração e privilégios, são os ricos que não suportam que os pobres comam, tenham um teto e, suprema afronta, viajem de avião pagando em dez vezes. E não se contentam em explorá-los e desprezá-los, amam odiá-los, logo eles, que vão consumir os bens e serviços que os ricos produzem para ficarem ainda mais ricos. Isso não é coisa de rico, é de burro, e Lula, rico, de burro não tem nada.

Com o país vivendo uma era de prosperidade desde o Plano Real, os três governos petistas não só tiraram milhões da miséria e alçaram milhões da pobreza à classe média, como criaram uma nova classe de ricos, ocupando milhares de cargos no governo, nas estatais, nos estados e nas prefeituras. É o pleno emprego, partidário.

Apenas com os altos salários e vantagens, sem falar nas infinitas possibilidades de intermediações, roubos e achaques, são legiões de novos ricos que formam uma “elite vermelha” — que ama os pobres, mas adora o luxo porque ninguém é de ferro, e não xinga presidentes, a não ser Sarney, Collor e FH. Nos anos 60, havia a “esquerda festiva”, mas hoje a esquerda é profissional. É o povo no poder… rsrs.

Pior do que ser pobre, que pode ficar rico, é ser burro, que não vira inteligente, ou fanático, para acreditar nisso. Mesmo rico e inteligente, Lula não está percebendo que velhos truques não estão mais funcionando — e está difícil criar novos bordões e bravatas. Essa de odiar os pobres não colou, porque os ricos agora “é nóis”. Como um Felipão atordoado, Lula volta ao velho “nós contra eles”, que o derrotou três vezes e o obrigou a fazer a “Carta aos brasileiros” para ganhar a eleição.

Doze anos de governos de um partido, até de bons governos, de qualquer partido, produzem profundo e inevitável desgaste e provocam desejos de mudança no eleitorado que progrediu nesse tempo, que está mais informado e exigente, e quer mais e melhor. Mas quando um governo é mal avaliado, com crescimento baixo e inflação alta, vítima de seus próprios erros...

É o eles contra eles.


EDITORIAL O GLOBO: A exclusão de teses petistas do programa de Dilma

Pode-se considerar apenas uma formalidade a exigência, a candidatos ao Executivo, do registro do programa de governo na Justiça Eleitoral. Argumenta-se que, como ninguém deixa de prometer substanciais avanços na vida do eleitor, esses documentos não passariam de peça de propaganda. Mas não é assim.

O candidato, queira-se ou não, será cobrado a partir do que ele promete. Mesmo que nenhum aspirante a um cargo eletivo vá traçar cenários nebulosos para a população, propostas concretas de ações de governo serão monitoradas na gestão do presidente, governador ou prefeito.

Os programas de governo são avaliados pelo conteúdo, mas também pela omissões. No caso do programa para o segundo mandato de Dilma Rousseff, destaca-se a falta de duas ações pelas quais se batem correntes majoritárias do PT: a chamada “regulação da mídia” e o financiamento público integral de campanhas eleitorais.

A candidata à reeleição teve a sensatez de contornar os temas. Afinal, como se trata de uma candidatura lastreada numa ampla aliança partidária, não podem constar do programa de governo propostas que dividam as legendas aliadas.

E a “regulação da mídia” e o financiamento público de campanha são temas rejeitados pelo principal aliado de Dilma, o PMDB, do qual sai o companheiro de chapa da presidente, o vice Michel Temer, mantido no posto.

Os peemedebistas, por se declararem contra qualquer tipo de censura, não poderiam mesmo aceitar a “regulação”, pois, como ficou evidente na Argentina, em nome da desconcentração empresarial, objetiva-se reduzir a independência dos veículos da imprensa profissional, lastreada no acesso à publicidade privada, razão direta da circulação e audiência.

Grupos de comunicação menores são mais vulneráveis a pressões dos poderosos de ocasião e suas verbas oficiais de propaganda.

O financiamento público integral de campanhas, outro objetivo petista, é defendido para viabilizar o sistema eleitoral por lista fechada, em que as cúpulas partidárias, já bastante influentes, tomarão de vez o controle das legendas, por terem o poder de manipular a formação das listas. Cassa-se, portanto, o direito do eleitor de escolher em quem votar.

Mas se Dilma fez expurgos sensatos no programa, manteve a inexequível ideia de um plebiscito para viabilizar a reforma política, provavelmente porque agrada à obsessão petista de uma assembleia constituinte exclusiva com o mesmo objetivo. Já diagnosticada como inconstitucional por juristas e ministros do Supremo.

Assim como insiste em manter o decreto 8.243, o da democracia direta, das comissões a serem aparelhadas por frações do PT. Espera-se que o Congresso derrube a heresia depois da Copa.

O programa da candidata, enfim, subordina-se, em certa medida, à realidade, mas não garante a um possível segundo governo Dilma relacionamento tranquilo com o Congresso. Nem com a Justiça.

MERVAL PEREIRA: Alhos com bugalhos

O sucesso da Copa do Mundo está subindo à cabeça da presidente Dilma, que agora mistura alhos com bugalhos para dizer que, da mesma maneira que “os pessimistas” erraram ao prever problemas que não aconteceram no campeonato de futebol, também errarão ao serem pessimistas em relação ao crescimento da economia brasileira neste ano eleitoral.

A fala sinaliza, sobretudo, uma perigosa ausência de autocrítica, e um abuso de poder ao utilizar a Copa do Mundo como indicativo de sucesso de seu governo, o que absolutamente não acontece. A única realização genuinamente original e vitoriosa de uma instituição pública nacional foi a atuação da Polícia Civil do Rio, juntamente com a Polícia Federal, no desmantelamento da quadrilha que atuava já há quatro Copas na venda ilegal de bilhetes para os jogos do campeonato do mundo.

Mesmo o clima de segurança que vivemos, tão elogiado pelos jornalistas estrangeiros, é absolutamente atípico, conseqüência do uso do Exército e das polícias num esquema de prontidão absolutamente impossível de ser mantido no dia a dia do país.

Até o trânsito, criticado pelos estrangeiros, está mil vezes melhor do que o usual em todas as capitais do país pela decretação de feriados nos dias de jogos. Estamos vivendo uma espécie de conto de fadas que se desvanecerá assim que a Copa do Mundo acabar, e tivermos de voltar ao nosso dia a dia de insegurança e imobilidade urbana nos grandes centros.

A Ilha da Fantasia em que se transformou o país da Copa mostra apenas o país que poderia ser e não é, com as pessoas andando alegres pelas ruas, sem receio de assaltos. Os estereótipos foram reforçados por esses dias, e até os indígenas tiveram seu lugar no folclore nacional realçado. Mas a presidente Dilma não aceita que o atraso nas obras previstas pelo PAC da mobilidade urbana tenha prejudicado a realização da Copa, e tem razão nessa visão estreita que só pensa nos benefícios eleitorais que pode tirar.

Viadutos que caem ou que simplesmente não serão construídos, transportes urbanos deficitários, aeroportos com puxadinhos para dar conta do movimento, nada disso prejudica a realização dos jogos. Mesmo os estádios superfaturados e inaugurados em cima do laço, muitos sem nem mesmo uma vistoria, não impediram que os jogos da Copa do Mundo fossem fascinantes, mesmo que a grama de alguns deles tenha sido criticada, ao contrário do que disse o ex-presidente Lula, que atribuiu a desclassificação da seleção da Inglaterra à excelência de nossos gramados.

Mas não houve nenhuma demonstração da capacidade de realização deste governo que tenha sido diferente do da África do Sul, por exemplo, o que demonstra que de uma maneira ou de outra as Copas do Mundo sempre se realizam.

As obras atrasadas, na verdade, são as mais importantes para as cidades envolvidas na organização de uma Copa do Mundo, e interessam aos seus habitantes, não à Fifa, que sairá do país com os bolsos cheios e sem compromisso nenhum com nosso desenvolvimento. E nem era para ter.

Nós que aqui vivemos e que temos que conviver com a gestão indigente de nossos governos é que teríamos que exigir mais responsabilidade pelas promessas não cumpridas e menos regozijo por fatos que nada têm a ver com os governantes. Como as belas praias e o povo caloroso destacados nos depoimentos dos jornalistas estrangeiros.

O comentário da presidente Dilma, além do mais, faz pensar que a direção equivocada de nossa economia não será revertida caso ela consiga se reeleger. Apesar de a economia ter crescido apenas 0,2% no primeiro trimestre do ano, a presidente disse confiar na "força da economia brasileira".

Pela sexta semana seguida a projeção para a alta do PIB em 2014 foi rebaixada pela média dos economistas que participam da pesquisa Focus, sendo fixada agora a 1,07 por cento. O governo fechará assim seu quatriênio com uma média de crescimento do PIB abaixo de 2%, o que caracteriza o terceiro pior comportamento da economia na nossa história republicana, o que, convenhamos, não é um marco fácil de ser batido.

Fonte: O Globo

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