AgroBrasil - @gricultura Brasileira Online

+ LIDAS NA SEMANA

quinta-feira, novembro 27, 2014

Corpo técnico do TRE pede desaprovação de contas de Pimentel e aplica multa de R$ 50 milhões





Por Ezequiel Fagundes - Hoje em Dia


O órgão técnico do Tribunal Regional Eletoral (TRE) de Minas Gerais opinou pela desaprovação das contas de campanha do governador eleito, Fernando Pimentel (PT). Uma multa de R$ 50 milhões, referente a cinco vezes o valor gasto a mais na campanha, também foi aplicada pelos técnicos. Agora, o parecer dos técnicos segue para apreciação do procurador regional eleitoral e, posteriormente, para o juiz relator Paulo Regério Abrantes, que decidirá se acata ou não o pedido. A consequência da desaprovação pode ser a cassação do registro ou a não diplomação.

Conforme o Hoje em Dia mostrou em 14 de novembro, o corpo técnico da Corte Eleitoral havia encontrado 19 irregularidades na prestação de contas do petista, que foi eleito no primeiro turno em disputa com o tucano Pimenta da Veiga. Na oportunidade, o tribunal deu prazo para campanha regularizar a contabilidade, o que não aconteceu. Entre as irregularidades apontadas no novo relatório do TRE, divulgado hoje, existem duas “falhas de natureza grave” e outras três impropriedades não sanadas. Segundo a primeira falha grave, o candidato extrapolou em R$10.171.169,64 seu limite de gastos. Já a outra falha grave diz respeito a propaganda e publicidade.

Inicialmente, a campanha foi estimada em R$ 42 milhões, mas acabou saindo por R$ 52 milhões. A defesa do petista alega que os gastos de campanha do Comitê Financeiro Único do PT-MG foram também realizados na campanha do candidato. "Que a campanha foi empreendida tanto na prestação do candidato, quanto na do comitê. Aponta que a transferência da conta do candidato para a conta do comitê não gerou nenhuma despesa nova, razão pela qual não pode ser considerada no limite de gasto do candidato", diz parte do documento relativo à defesa de Pimentel.

Em análise, os técnicos consideraram que partidos podem realizar despesas para as campanhas e são responsáveis pelos seus gastos; ou os candidatos podem fazê-lo, também sob sua responsabilidade. Assim, o partido pode gastar e doar para o candidato, mas não pode gastar pelo candidato sem repassar tais recursos a este beneficiário. Cada qual faz gastos sob sua responsabilidade. 

“No entendimento da Unidade Técnica o limite de gastos para o cargo governador pelo PT foi estabelecido, segundo a legislação em vigor, como sendo de R$42.000.000,00 (quarenta e dois milhões de reais). O candidato contrariou o limite imposto e extrapolou o valor à revelia do que lhe foi atribuído, não tomando as devidas providências ou as cautelas necessárias para se manter dentro do limite de gasto estabelecido pelo seu partido e pela legislação”, diz o relatório dos técnicos.

De acordo com a segunda falha grave apontada, o candidato alega que as propagandas e publicidades flagradas pelo Sistema de Controle Concomitante de Financiamento de Campanha – SICOF - desta Justiça Eleitoral não eram de conhecimento do candidato. A defesa do petista alegou que não há como presumir que o candidato majoritário tenha ciência de todo o material gráfico e publicitário que utilizava sua imagem e que era produzido por terceiros. “O próprio candidato lançou várias destas em sua prestação de contas. A responsabilidade do candidato neste caso não pode ser minimizada, haja vista que o controle da imagem e demais itens ofertados através do seu site na internet deveriam ter sido gerenciados”, aponta o relatório.

A campanha petista conseguiu sanar 15 irregularidades. A assessoria do PT foi procurada e informou que está levantando as informações para se manifestar sobre o assunto.

quarta-feira, novembro 26, 2014

STF: Arquivado pedido do PT para instauração de inquérito sobre vazamento de informações pela revista Veja







O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento do pedido (PET 5220) formulado pelo Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) a fim de que fosse instaurado inquérito policial para apurar o vazamento pela Revista Veja de informações sigilosas dos depoimentos, em delação premiada, do réu Alberto Yousseff, preso na Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

A legenda solicitava a concessão imediata de acesso ao conteúdo do depoimento em que Yousseff “narra a prática de supostos crimes – ou o conhecimento destes – pela Presidente da República, candidata à reeleição pelo partido peticionante, mesmo que isso importe em omitir ou tarjar nomes e qualificação de terceiras pessoas”. Também pedia para que fosse ouvido o jornalista autor da reportagem que cita supostos trechos do depoimento prestado Yousseff à Polícia Federal e ao Ministério Público.

Arquivamento

Relator do pedido, o ministro Teori Zavascki ressaltou que, em relação ao requerimento de acesso a documentos resultantes de delação premiada, o conteúdo solicitado está resguardado pelo sigilo previsto no artigo 7º da Lei 12.850/2013 (Lei de Organização Criminosa). “Não é demais recordar, nessa linha, que o conteúdo dos depoimentos colhidos na chamada colaboração premiada não é propriamente meio de prova, até porque descabe condenação lastreada exclusivamente na delação de corréu”, afirmou o ministro, ao citar o HC 94.034/STF.

De acordo com o relator, a Lei 12.850/2013 (artigo 4º parágrafo 16) é expressa no sentido de que nenhuma sentença condenatória será proferida com fundamento apenas nas declarações de agente colaborador. O ministro também acrescentou que no presente procedimento a participação judicial é posterior à tomada das declarações, “o que ipso facto [pelo mesmo fato] as desqualificaria como meio de prova, o que igualmente desqualifica eventual interesse da parte, e muito mais de terceiro, no requerimento deduzido”.

O ministro Teori Zavascki lembrou que cabe ao procurador-geral da República oferecer inquérito, com exclusividade, para apuração de fatos delituosos envolvendo detentores de prerrogativa de foro no STF. “A atuação do titular da ação penal, nas investigações perante o Supremo Tribunal Federal, ganha contornos especiais, tanto que é irrecusável a promoção de arquivamento de inquérito apresentada pelo procurador-geral da República, em especial quando ausentes elementos à formação da sua opinio delicti [opinião a respeito de delito]”, ressaltou.

No caso, conforme o relator, o próprio chefe do Ministério Público assinalou que não há notícia de que o suposto autor do referido vazamento de informações seja detentor de prerrogativa de foro no âmbito do Supremo, “o que, por si só, impede a instauração de inquérito perante esta Corte”. Por essas razões, o ministro Teori Zavascki acolheu manifestação do Ministério Público e indeferiu o requerimento solicitado pelo Diretório Nacional do PT, arquivando os autos.

EC/CR

Leia mais:


Lauro Jardim: Cubanos em fuga




Yoan e Frank: de Cuba para os Estados Unidos, via Brasil

Dois médicos cubanos trazidos pelo Mais Médicos fugiram para Miami. Lotados em Montes Claros, no interior de Minas Gerais, Yoan Jimenez Gonzalez e Frank Alberto Mesa Cabrera abandonaram o trabalho e embarcaram para os EUA, tornando-se, na prática, exilados da ditadura cubana.

Os dois já tornaram pública a nova condição.

No Facebook, Jimenez elogiou a passagem pelo Brasil:

- Para mí fue genial vivir en Brasil… la gente buena de ‘más’… besos.

Não foram os primeiros. Em junho, a médica Yaumara Perez Garriga havia feito o mesmo caminho.

Dois senadores falam em impeachment na mesma semana.




Na medida em que a sociedade expressa nas ruas sua rejeição ao PT e contra Dilma Roussef, mais políticos se sentem fortalecidos para uma oposição mais corajosa. Dois senadores falam em impeachment na mesma semana.

BRASÍLIA - O senador Mário Couto (PSDB-PA) avisou nesta terça que apresentará pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff à Câmara dos Deputados. Segundo Couto Dilma não pode terminar o governo. Couto disse que não faz o pedido em nome do PSDB.

"Apresento hoje, novamente, o pedido de impeachment da presidenta Dilma, pela segunda vez. Agora, com fundamentos que não podem ser rejeitados pelo Presidente da Câmara! E, se ele rejeitar, vou entrar no Supremo Tribunal Federal. Não o faço em nome do meu partido, faço em meu nome pessoal",

"O doleiro [Alberto Yousseff] confessou que a Dilma tinha conhecimento da corrupção na Petrobras. O diretor [Paulo Roberto Costa] avisou a chefe da Casa Civil [então, Dilma Rousseff], conforme documentos publicados na revista Veja. Ele alertou a presidenta, ele alertou a chefe da Casa Civil, ele que foi para lá exatamente para coordenar a corrupção. E a presidenta não tomou nenhuma providência, deixou a corrupção continuar no seio da Petrobras".

Couto quer que o Congresso faça as investigações com base nessas denúncias.

Outro senador, Aloysio Nunes, essa semana disse que Dilma cometeu crime de responsabilidade, e que isso “abre caminho para impeachment”.

“No rigor da lei há motivos para processo de impeachment de qualquer forma”.

ALUIZIO AMORIM: EXCLUSIVO: BRASIL SOFRE GOLPE DE ESTADO COMUNISTA EM CÂMERA LENTA. FOI ASSIM NA VENEZUELA E EM VÁRIOS PAÍSES LATINO-AMERICANOS.






O vídeo acima mostra episódios de contestação de parlamentares oposicionistas ao golpe executado pelo PMDB no Congresso, já que esse partido preside ambas as Casas, a Câmara e o Senado. O objetivo da trama é rasgar a LDO, adaptando-a aos interesses de Lula, Dilma e seus sequazes, leia-se: Foro de São Paulo. É disto que vou falar neste artigo. Prestem a atenção, particularmente os senadores e deputados da Oposição.

Constata-se nesse vídeo que os parlamentares oposicionistas, como líder Ronaldo Caiado, empenham-se em desconstruir e denunciar a armação comanda por Renan Calheiros, que na condição de presidente do Senado preside o Congresso. Renan, do alto de seu impassível cinismo pisoteou o Regimento Interno, a lei do Congresso que rege a condução dos trabalhos parlamentares.

Nesta minha rápida análise não vou me ocupar do que ocorreu nos debates em torno da votação da LDO. Os jornalistas que cobrem o Congresso já o fizeram e está em diversos jornais e sites noticiosos. Recomendo que leiam o resumo dos acontecimento no site da revista Veja que é o único que ainda oferece um adequado nível de confiabilidade. Esqueçam portanto Folha de S. Paulo, Estadão, Rede Globo e congêneres.

O que eu quero chamar atenção dos leitores e inclusive dos próprios parlamentares da oposição é justamente aquilo que não será apontado por nenhum analista político da grande mídia e também por nenhum senador ou deputado da oposição, ainda que se louve o trabalho de lideranças como o deputado e senador eleito Ronaldo Caiado.

Refiro-me ao fato de que o fulcro dos debates gira em torno da ilegalidade do ato praticado pelo governo da Dilma. Circunscreve-se apenas ao fato - que reconheço sem nenhuma dúvida ser de alta gravidade - de que o governo do PT com o apoio do PMDB está rasgando a Lei de Diretrizes Orçamentárias, promovendo uma maquiagem e atira no lixo a responsabilidade fiscal, facultando ao governo fazer uso do dinheiro público da maneira que lhe der na telha. Em outras palavras, o PT está jogando no lixo da reponsabilidade fiscal que lá atrás, quando estava na oposição, já havia votado contra.

O que de fato está ocorrendo e que não entrou no debate até agora sobre a maquiagem desse dispositivo legal fundamental para controlar o gasto público, vincula-se aos objetivos do famigerado Foro de São Paulo, a organização comunista bolivariana fundada por Lula e Fidel Castro em 1990 e que tem por objetivo transformar todos os países latino-americanos em repúblicas comunistas bolivarianas.

Como já me referi em outras oportunidades, a investida do movimento comunista internacional no século XXI difere completamente do velho comunismo que desabou com o esfacelamento da União Soviética e a queda do Muro de Berlim. Aliás, esses dois eventos são os marcos fundamentais do início de uma nova estratégia do comunismo. Em linhas gerais, os comunistas do século XXI não estão mais fazendo guerra de guerrilhas nas selvas e nem assaltando bancos. Eles utilizam as próprias instituições democráticas para destruir a democracia. Dentre essas instituições estão o processo eleitoral, o Legislativo e o Judiciário.

O erro fatal da oposição é tratar o PT como um partido democrático, quando na verdade o PT é um movimento comunista e não um partido político normal. Acabar com a lei de responsabilidade fiscal é mais um passo dado de acordo com o projeto de dominação total do Foro de São Paulo. Ou alguém é capaz de imaginar que aquilo que agora está acontecendo não estava planejado? É claro que estava! 

Ao ser aprovada essa degola da LDO, que parece ser favas contadas nesta altura dos acontecimentos, o Foro de São Paulo dá um passo praticamente definitivo para enterrar a democracia e a liberdade. O Executivo passa a se sobrepor ao Legislativo que se tornará uma instituição decorativa e simplesmente homologatória dos atos do governo, como já acontece atualmente na Venezuela. Lá, inclusive, o Senado foi simplesmente fechado. O sistema legislativo passou a ser unicameral, com uma Assembléia Nacional de deputados, sob o estrito controle do chavismo. Neste estágio do avanço comunista bolivariano a oposição é apenas mantida para conferir um verniz de suposta “legalidade democrática”. E, quando por ventura, o caldo engrossa, a ditadura bolivariana manda às favas qualquer pudor político encarcerando e torturando dissidentes e até mesmo o principal líder oposicionista, como no caso da Venezuela, onde permanece preso, entre outros políticos, o coordenador do partido Vontade Popular, o economista e professor Leopoldo Lopez.

Este é o esquema do Foro de São Paulo, ou seja, o que se conceitua como “socialismo do século XXI”, onde aparentemente permanecem em funcionamento as instituições democráticas, porém totalmente aparelhadas pelo partido. Isto já está acontecendo em toda a América Latina, com destaque para Venezuela, Equador, Bolívia, El Salvador, Nicarágua e Argentina e o Brasil. Escapam, por enquanto, o Paraguai, o Chile e a Colômbia, embora também esses países vivam sob constante ameaça e assédio do Foro de S. Paulo e até mesmo dos terroristas comunistas das FARC, como e o caso da Colômbia..

Verão que o vídeo acima, ao que parece editado pelo próprio Partido Democratas - DEM, encerra com a seguinte pergunta: “Como é que se pode conseguir o impeachment da presidente, se o Congresso que vai aprová-lo é cúmplice dela?”

Com se viu até aqui dá para ter uma ideia de quanto o debate político que se trava no Congresso, como também ocorreu na campanha eleitoral, está divorciado de uma terrível realidade, já que se perde em debates técnicos, burocráticos, legais e administrativos, fato que emascula a discussão essencial, de extrema gravidade e que está na esfera política e ideológica, ou seja, as instituições democráticas do Brasil estão sendo golpeadas em câmera lenta. Há 12 anos, ou seja, desde que o PT ascendeu ao poder!

Por todas essas razões é que faz sentido os apelos que circulam principalmente pelas redes sociais no Brasil defendendo uma intervenção militar constitucional de modo a impedir que a democracia e a liberdade dos brasileiros sejam golpedas. Se os próprios parlamentares oposicionistas admitem o aparelhamento completo do Poder Legislativo pelos cupinchas de Lula, expresso agora de maneira escancarada e cínica, que alternativa restará à sociedade brasileira?


Roberto Rachewsky: Como criar um sistema corrupto e como eliminá-lo







No mundo inteiro, proliferam empresas estatais criadas através de medidas coercitivas que, não apenas tolhem a liberdade dos que querem empreender ou consumir, como confiscam recursos da população para que tais iniciativas sejam implementadas. Por trás de toda intenção baseada na coerção, há agendas arquitetadas e colocadas em prática, sem racionalidade e moralidade adequadas.


Como criar um sistema corrupto:

1. Crie leis que impeçam a iniciativa privada de empreender livremente.

2. Crie empresas estatais para fazer aquilo que a iniciativa privada foi proibida de fazer.

3. Determine que as empresas estatais contratem os serviços ou produtos na iniciativa privada, pois elas próprias não têm capacidade empresarial nem gerencial para fazê-lo.

4. Crie agências reguladoras para controlar a iniciativa privada, criando dificuldades para a livre iniciativa.

5. Comece a exigir da iniciativa privada, cada vez mais, que atenda normas e procedimentos ainda mais burocráticos e de difícil solução técnica.

6. Ofereça relaxamento de exigências, privilégios e outras facilidades à iniciativa privada em troca de propina para o partido político que está no poder e para ganho pessoal de quem decide.

7. Crie arranjos entre as empresas líderes da iniciativa privada para que não haja denúncias. Assim, todos estarão envolvidos e comprometidos com o sistema.

8. Cobre o máximo de propina que der, pelo maior tempo possível. Não importa o atraso da entrega nem o custo final do negócio.

9. Se a falcatrua vier a público, tenha um laranja para levar a culpa.

Como acabar com ele:

1. Desestatização de toda e qualquer empresa estatal existente.

2. Liberação do mercado a qualquer um que queira ofertar produtos e serviços ao público consumidor, seja de que área for, inclusive arbitragem e segurança preventiva.

3. Cadeia para todo mundo e confisco de todos os bens amealhados a partir do comprovado envolvimento na fraude.

4. Perda de mandato eletivo, ou possibilidade de contratação em qualquer órgão governamental, dos envolvidos. Para sempre.

5. Limitar a atuação do governo à polícia, forças armadas e justiça.

6. Eliminar toda legislação que viola os direitos individuais.

Mãos à obra!

Roberto Rachewsky é empresário da área de comércio exterior. Fundador do Instituto Estudos Empresariais (IEE), do qual foi vice-presidente (1984-85) e presidente (1986-87). Também fundou o Instituto Liberal do Rio Grande do Sul, do qual foi vice-presidente na década de 1980. Atualmente, é conselheiro do IEE

Jorge Serrão: Em busca da Elite Moral Perdida



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão



A História da Civilização é clara. Toda Nação só evolui por vontade e liderança de uma Elite Moral. Os melhores entre os mais capacitados indicam soluções e resolvem o problema no mundo real. A maioria do povo segue os bons. Ou copia os ruins e medíocres, se parecer conveniente. Tudo depende de quem exerce a hegemonia.


O Brasil não sai da vanguarda do atraso, na eterna promessa de "País do Futuro", porque nos falta o protagonismo desta Elite Moral - que aponte caminhos, com liberdade, democracia e patriotismo. Nossas Zelites, que só fazem merda, se mostram cada vez mais perdidas. Precisamos de exemplos bons e corretos que perdurem historicamente.


Em busca dessa Elite Moral Perdida, que precisamos achar depressa, sinto a obrigação de comentar três manifestações essenciais no Facebook de um dos mais consagrados apresentadores da televisão brasileira - e muito mal aproveitado pelo Jornalismo da rede em que trabalha - Marcos Hummell. A primeira: O esforço diário de milhões de pessoas para destruir o país está tendo sucesso. Parabéns, você conseguiram. A segunda: Ler as notícias todos os dias só com Isordil. Sim, mas só os que se importam com o Brasil. A terceira: Hoje, o número de acusados de corrupção é imenso. E ninguém assume uma atitude decente. Estão todos acima do bem e do mal. A palavra vergonha, envergonhada, vai se retirando lentamente do vocabulário.


O leitor Régis Fusaro também manda uma provocação pensativa no e-mail corporativo do Alerta Total, a partir de uma constatação em artigo do brilhante Historiador Carlos I. S. Azambuja. O Kamarada Azamba escreveu: " Mas, conquistar os meios legais para isso – meios legais de informação, organização, comunicação, reunião, etc., – é praticamente impossível". O Fusaro pergunta, pedindo que responda ou comente, se achar prudente: "E qual seria a Solução? Contar com a evolução de todo o povo mais carente de educação (digamos os 30 e pouco % de eleitores que reelegeram a Presidente - se já foram perdidos mais de 500 anos? Ou uma solução mais radical que começasse punindo duramente, em 24 horas, os envolvidos nas mais diversas fraudes ocorridas no país?


Antes de responder, volto ao facebook. Está na página do grande mestre de Jornalismo João Baptista de Abreu, uma análise altamente simbólica sobre estes perigosos tempos de Lava Jato: " A foto de capa do Globo desta terça-feira expressa uma espécie de inversão estética de valores. O papagaio de pirata está em primeiro plano; a celebridade em segundo. A foto, de Paulo Lisboa (Brazil Photo Press) mostra um agente da Polícia Federal com jeito de Rambo olhando fixamente para a câmara. Atrás um homem idoso, último suspeito de envolvimento no escândalo da Petrobrás a se entregar, permanece de cabeça baixa. Foto difícil de legendar porque o personagem que deve ser citado está atrás do protagonista anônimo. Caçador e caça trocam de lugar. A ênfase está no caçador, que exibe garboso seu troféu. A investigação policial é indispensável para esclarecer os desmandos e punir os criminosos das altas rodas, mas o espetáculo deve ser encenado em outro espaço, sob pena de se destacar mais a encenação do que o drama".


Não aguentei e comentei no Face do João a resposta que começo a ensaiar ao Régis Fusaro: "O falso moralismo é a contravenção da moral jornalística. Mais uma vez, diante do quadro geral de impunidade, a mídia celebra a repressão simbólica como solução. Reprimir é atacar o efeito e não a causa. Tal postura é mais uma comprovação de nosso atraso democrático. Não temos, no Brasil, Segurança do Direito. Celebra-se a barbarie e o autoritarismo, sem privilegiar o respeito à Lei e aos Direitos fundamentais. Pior ainda: não aprimoramos o aparato legal (que funciona muito mal), não evoluímos na questão processual (causa da lentidão e impunidade) e não fazemos Justiça de verdade. O jornalismo de justiçamento, falso moralista, nos leva a lugar algum - a não ser ao de sempre: ditaduras, disfarçadas ou explícitas".


Antes de responder completamente ao Régis Fusaro, cito outro caboclo provocador que baixa neste Alerta Total. Agora se dizendo muito feliz e esperançoso com a declaração da pop celebridade Anitta - que afirma se relacionar com gordinhos ("Não escolho pela estética; escolho pelo carisma") e porque a gata informou que incentiva seus fãs mirins a estudar -, o fantástico especialista em generalidades Carlos Maurício Mantiqueira advertiu sobre o risco do "magnicídio" (manifestação radical que não se restringe à recente ferocidade racial negra nos EUA, que o Mantiqueira nem podia prever, pois escreveu seu artigo domingo à noite, bem antes da reativa violência estourar por lá nos States).


Assim escreveu o sábio amigo Mantiqueira sobre o Magnicídio: "Penso que o estopim do magnicídio é a falência no cumprimento da lei. Desesperado com um executivo truculento, um legislativo subserviente e um judiciário em decomposição, o indivíduo busca reparo moral pelos agravos sofridos. Não se importa com o que vai lhe acontecer no momento seguinte. Elimina o canalha símbolo de sua exasperação". Só faltou o Mestre das Serranias deixar claro que o Magnicídio é um aperto radical e violento do famoso botão "Phodda-se!". Estamos muito próximos disto no Brasil da constante apologia ao crime e exaltação dos anti-valores bandidos? Responda quem puder...


Vale a pena remar contra a maré? O ilustre conselheiro de Napoleão Bonaparte, o diplomata e ex-primeiro-ministro francês Charles Maurice de Talleyrand-Périgord (1754-1838) advertia que não valia tal esforço... Aliás, contam os biógrafos que, no início da Revolução Francesa (1789 a 1799), o pragmático Talleyrand tomou três decisões – algumas delas que valem para toda a vida e para qualquer situação: 1) Não remar contra a maré; 2) Não abandonar seu País, salvo corresse grande perigo pessoal. 3) Salvar o que pudesse ser salvo.


Os conselhos do Talleyrand são justos e perfeitos para nossos loucos tempos de Lava Jato, nos quais até a Dilma Rousseff admite que "não ficará pedra sobre pedra"... Não precisamos de soluções mágicas. Necessitamos de objetividade, racionalidade, criatividade e, sobretudo, honestidade de propósitos. O Brasil precisa se reinventar, urgentemente, pois merece ser salvo. O probleminha gigantesco é que não queremos que isto aconteça... Vide o resultado recente da eleição presidencial. A maioria (com ou sem fraude eleitoreira) optou pela ingovernabilidade. Agora, aguenta...


Repito o que aqui se escreveu em 9 de novembro passado: "Nem nas tragédias estamos aprendendo nada. Aqueles 7 a 1 que tomamos da Alemanha não serviu de lição para mudarmos nosso modelo - não apenas do futebol -, mas cultural, civilizatório e educacional. Os alemães continuam investindo em seus centros de formação esportiva que vão muito além da atividade fim. Seu foco não é apenas formar atletas de qualidade, mas sim cidadãos com instrução qualificada em todas as áreas básicas do conhecimento. Por isso, ainda vamos tomar muitas goleadas deles (e de outros povos) em várias áreas".


Ainda no replay de mim mesmo, aqui na proa do PTitanic - conforme um irônico leitor me sacaneia todo dia nos comentários: "O tempo ruge e urge contra nós. O prazo para o Brasil mudar para melhor se esgota a cada ano que passa. Em 2040, chegaremos ao deadline. Seremos uma nação com mais velhos do que jovens. Isto significa que nossa vontade e capacidade de mudança tendem a ser menores. Um país jovem tem, em tese, mais disposição para aceitar mudanças. Uma nação mais envelhecida pode até fazer isto. Mas a tendência natural é agir mais lentamente. Precisamos de definições concretas e práticas, não de discursos vazios a cada eleição".



Nossas elites não assumem seu papel moral. Agem apenas como dirigentes do caos. Não definimos um projeto de Nação. Ficamos reféns de um modelo estatal capimunista - nem capitalista e nem socialista. Nossa União funciona como o império de uma federação de araque. O erro conceitual é tão gritante que já se fala, escancaradamente, em separatismo, sem antes falar na implantação do federalismo de verdade, para jogar no lixo o milagre que nossos antepassados conseguiram de unir um lugar tão grande, com tantas diferenças culturais, climáticas, sociais, econômicas e etc...


Que Brasil queremos? Não definimos corretamente... Sem isto, não se pode cuidar da prioridade máxima, que é a implantação de um sistema educacional que tenha custos racionais e consiga formar o brasileiro integral, capaz de ler, escrever, traduzir, interpretar, dominar a matemática, pensar logicamente e raciocinar de modo empreendedor, a fim de produzir riquezas como fruto do trabalho - e não da especulação ou do ganho socialmente fácil das esmolas oficiais.


A responsabilidade pelo erro se perpetuar e pelo certo ter dificuldade de vigorar é da omissão da elite moral que o Brasil deveria ter para indicar os rumos da Nação. Nossa elite moral parece tirar férias permanentes em Miami, Las Vegas, Punta del Este ou na paradisíaca PQP. Até os militares, categoria com a formação educacional mais sólida do País, claramente, não têm mais vontade política de indicar rumos. Em sua maioria, transformaram-se em meros funcionários públicos fardados - fadados ao marasmo e sob risco de virar uma mera "guarda nacional".


O ideal positivista-tenentista, que por quase um século direcionou os rumos da Nação, parece envergonhado pelo massacre ideológico pós-1964. A culpa é dos próprios Generais que falharam em seu projeto de poder. Sem trocadilho infame, foram generalistas demais. Atacaram o inimigo errado, e acabaram engolidos pelos agentes ideológicos do verdadeiro inimigo da soberania do Brasil. Azar deles e, maior ainda, infortúnio nosso. Seguimos sendo a velha e rica colônia de exploração mantida artificialmente na miséria com a promessa de ordem e progresso no futuro que nunca chega...


Os resultados judiciais da Operação Lava Jato, graças à transação penal, são um inegável avanço. No entanto, o Brasil precisa ir ao infinito e além... Quando a corrupção é sistêmica, é necessário mudar o sistema - e não apenas prender uns corruptos que serão substituídos por outros. Eis o risco que corremos, além do rigor seletivo do "justiçamento" virar "usos e costumes" em um País ignorante, corrupto e injusto.


O Brasil certamente tem pessoas com potencial para ser Elite Moral. Os bons precisam se juntar, pensar soluções corretas e agir depressa. Os netosdaputa já fazem isto naturalmente, por sobrevivência e pragmatismo. Deles a maioria começa a ficar de saco cheio. No entanto, a reação contra a governança do crime organizado não acontece de forma eficaz. A inação é mais fácil e cômoda. Este ciclo de sacanagem e esperteza precisa ser rompido para se implantar um inédito ciclo de honestidade, correção, transparência e responsabilidade de cada um, sem falsos moralismos, caças às bruxas e medidas autoritárias de força.


Não adianta remar contra a maré. Ou se muda a direção e sentido da correnteza... Ou se constrói um motor com tecnologia e potência para avançar socialmente. Só o exemplo do trabalho vence a vagabundagem. Vamos encarar o desafio com sabedoria, fé, esperança e, sobretudo, amor?



Jorge Serrão é torcedor fanático do Clube de Regatas do Flamengo.

+ LIDAS NOS ÚLTIMOS 30 DIAS

Arquivo do blog