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quarta-feira, novembro 17, 2004

Preservação e aproveitamento de espécies nativas do Cerrado

Com o objetivo de contribuir para a preservação e desenvolvimento de consciência ambiental, a Embrapa Cerrados, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, realiza até 19 de novembro o curso sobre propagação, plantio e aproveitamento de espécies nativas do Cerrado.
Na manhã desta quarta-feira (17/11), os participantes – a maioria técnicos, extensionistas e estudantes- tomaram conhecimento do potencial das plantas nativas e de como as comunidades tradicionais podem se beneficiar dos produtos naturais do bioma do Cerrado. "Queremos mostrar o valor que o cerrado tem em pé. Como o pequeno produtor pode aproveitar os produtos que a natureza está dando e são desperdiçados", afirmou o pesquisador da Embrapa Cerrados, José Felipe Ribeiro.
Algumas das atividades desenvolvidas pelo projeto Conservação e Manejo da Biodiversidade do Bioma Cerrado – CMBBC, coordenado pela Embrapa Cerrados e executado em parceria com a Universidade de Brasília e Ibama, foram citadas como exemplos pelo pesquisador. José Felipe Ribeiro explicou que são feitos contatos com comunidades rurais e de assentamento, sendo elaborados planos de ação, executados projetos e desenvolvidos cursos, principalmente de aproveitamento alimentar. Todas as informações sobre esses projetos estão disponíveis no site //cmbbc.cpac.embrapa.br.
A visão comum dos agricultores, de acordo com a pesquisadora Semíramis Pedrosa de Almeida, é de que o Cerrado precisa ser derrubado para dar lugar a plantação de feijão, arroz ou soja. Os produtores chegam a usar o termo "limpar" para explicar o porque fizeram a derrubada de plantas nativas. Para mostrar o quanto as espécies nativas podem agregar valor econômico foi citado o exemplo de um pequeno produtor de Alto Paraíso. Por ano, ele tem uma renda de R$ 2 mil por hectare com a cagaita (produção de geléia), R$ 420,00 com a comercialização de sementes de baru e R$ 1.200,00 com a venda de polpa de araticum.
Um dos participantes do curso, o micro empresário Clóvis José de Alencar testemunhou quanto é grande a riqueza do Cerrado. Há oito anos, ele abriu, em Goiânia, uma pequena fábrica de picolé de frutas, onde produz 46 diferentes sabores. Ele compra as frutas de pequenos produtores e tem atualmente 50 funcionários em sua empresa. "Quem desmata não sabe o que está perdendo. Um pé de araticum, por exemplo, dá 30 frutos. Em Goiânia, uma peça é vendida a R$ 12,00. Eu já paguei R$ 30 mil por hectare de mangaba", declarou.
A programação do curso inclui atualização técnica de propagação sexuada e assexuada, manejo do viveiro e aulas práticas no viveiro de mudas da Embrapa Cerrados. Os instrutores do curso são, além de José Felipe Ribeiro e Semírames Pedrosa de Almeida, os pesquisadores Ailton Vítor Pereira (Embrapa Cerrados) e Elainy B. Carvalho Pereira (Agência Rural de Goiás/Embrapa Cerrados).


Liliane Castelões
Jornalista- MTb/RJ 16.613
Embrapa Cerrados
BR020, Km 18, Rodovia Brasília/Fortaleza
CEP:73310-970 Planaltina-DF
Telefone: (061) 388-9953

CURSO TREINA ESPECIALISTAS EM PREVENÇÃO DA “VACA LOUCA”

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento promove amanhã (18/11), em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), realiza o VI Seminário sobre Encefalopatias Espongiformes Transmissíveis (EETs). As aulas serão dividas entre a teoria no ministério e as práticas no Hospital Universitário (HUB).
O objetivo é divulgar ações de vigilância na prevenção da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), o chamado “mal da vaca louca”, e treinar técnicos para a coleta de material e o diagnóstico de doenças do sistema nervoso, como a raiva. O seminário é voltado para os técnicos e especialistas das instituições credenciadas pelo Ministério da Agricultura para ministrar cursos de diagnóstico de brucelose e tuberculose. As aulas ficarão a cargo de especialistas do ministério e de entidades parceiras.
Embora seja considerado área livre da EEB, já que não registrou nenhum caso da doença até hoje, o Brasil tem mantido uma rigorosa vigilância para prevenir o ingresso da “vaca louca” em território nacional por meio do Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros e outras Encefalopatias

Fonte: MAPA

Ministério reforça vistoria sobre comércio de sementes geneticamente modificadas

O Ministério da Agricultura começa nesta quarta-feira (17) uma operação de fiscalização efetiva do comércio de sementes e mudas nas divisas entre Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Vinte dos 80 engenheiros agrônomos da Delegacia Federal da Agricultura no Paraná vão participar da ação, que tem como principal objetivo identificar e coibir o comércio ilegal de semente de soja transgênica.
O delegado Valmir Kovalewski conta que os procedimentos para aumentar o rigor da fiscalização foram acertados na semana passada, durante encontro promovido pelo ministério em Foz do Iguaçu (PR), que reuniu 110 fiscais federais e estaduais dos três estados do Sul.
Nas próximas duas semanas – final do plantio da safra 2004/2005 –, os fiscais se concentrarão no comércio e transporte de sementes. A partir de dezembro de 2004, a ação será direcionada às propriedades, explica o delegado federal.
O comércio de semente de soja transgênica está proibido no país. A Medida Provisória 223, publicada pelo governo federal em 15 de outubro deste ano, liberou o plantio, mas somente para os produtores que têm sementes estocadas. A proibição, no entanto, não impediu a compra de sementes clandestinas.
De outubro de 2003 a novembro de 2004, a delegacia autuou 16 produtores de soja no Paraná por plantio e comércio irregular de organismo geneticamente modificado. O número de infrações representa apenas 3% do total de amostras analisadas pela equipe de fiscalização, de acordo com balanço do Ministério de Agricultura referente à última safra.
Segundo Kovalewski, a delegacia coletou nesse período 78 amostras de folhas de soja em propriedades paranaenses. Nenhuma delas apresentou resultado positivo de transgenia. Os fiscais federais analisaram também 1.137 amostras de grãos retiradas do comércio, das quais apenas 26 tinham presença de organismo geneticamente modificado – um dos menores índices em todo o país.
Os produtores argumentam porém que o baixo índice detectado pelo ministério no Paraná não serve de diagnóstico para que o estado seja declarado área livre de transgênicos, como reivindica o governador Roberto Requião. O conjunto de propriedades e amostras fiscalizadas pela delegacia nos últimos 12 meses representa menos de 1% dos 110 mil produtores paranaenses.

Fonte: Gazeta do Povo/PR

terça-feira, novembro 16, 2004

UBERLÂNDIA RECEBE A PRIMEIRA LOJA DA REDE "BELGO CERCAS" DO INTERIOR DE MINAS

Telas Triângulo é a nova distribuidora autorizada da linha de cercamento urbano da Belgo Bekaert

Uberlândia vai sediar o primeiro "Belgo Cercas", distribuidor autorizado de cercamento urbano da Belgo Bekaert, no interior de Minas Gerais. A Telas Triângulo (R. Nivaldo Gurreiro Nunes, 631 - Distrito Industrial - Fone 34 - 3213-2347), que atua há 20 anos no mercado de Uberlândia, foi a escolhida pela empresa líder no mercado de arames no Brasil e América Latina para ser sua representante no Triângulo Mineiro. Além de comercializar produtos, o Belgo Cercas Telas Triângulo também oferece ao consumidor final os serviços de mão-de-obra especializada para a montagem de telas e gradis, acompanhamento do projeto por engenheiros, assistência técnica e fabricação exclusiva de portões personalizados.
O Belgo Cercas Telas Triângulo, que será inaugurado oficialmente em 25 de novembro, é a quinta de uma série de "grifes de cercas" da Rede de Distribuição Belgo Cercas, que serão inauguradas no Brasil até o final de 2004 e em 2005. A rede é identificada com uma logomarca própria, na qual o nome da empresa parceira aparece em destaque associado ao nome Belgo Cercas e à marca da Belgo Bekaert. As lojas têm uma identidade visual própria, para que os Belgo Cercas sejam imediatamente reconhecidos pelos consumidores.

UBERLÂNDIA É DESTAQUE REGIONAL
Roberto Milhomem, Gerente Geral de Desenvolvimento de Negócios da Belgo Bekaert, explica que Uberlândia foi escolhida por possuir um forte setor agroindustrial e por estar localizada em uma área estratégica, próxima a grandes centros, o que proporciona à cidade uma atuação de destaque em todo o Triângulo Mineiro, Sul de Goiás e Noroeste de São Paulo. Portal do Cerrado brasileiro, Uberlândia possui um movimentado distrito industrial e grandes empresas dos setores atacadista e distribuidor, que cresceram apoiados em uma bem planejada estrutura logística, de transportes e telecomunicações.
Mesmo estando localizada em uma das regiões mais ricas do Sudeste, o Belgo Cercas Telas Triângulo tem planos de conquistar outros mercados e condições de atender a todo o Brasil, afirma Sinomar José Tavares, diretor da empresa, que recentemente concluiu duas obras do Carrefour, em Manaus, no Amazonas, e na Marginal Pinheiros, em São Paulo. Outra obra de destaque fora de Minas Gerais é a da Gol Linhas Aéreas, em Joinville, Santa Catarina.
"Desde que começamos a trabalhar com a linha de telas e gradis da Belgo Bekaert, há quatro anos, época em que os primeiros produtos começaram a ser comercializados no Brasil, temos tido grande aceitação por nossos clientes", conta Tavares. Ele acredita que o sucesso se deve à alta qualidade dos produtos, que além de duráveis, têm design exclusivo.
O diretor da Belgo Cercas Telas Triângulo destaca, entre as vantagens de fazer parte da rede, a associação direta com o nome Belgo Bekaert; a qualidade dos produtos, que passam confiança para o cliente; a boa logística de distribuição; e a exclusividade na venda de uma linha de produtos inovadores.

REDE "BELGO CERCAS" VAI SE EXPANDIR PARA TODO O BRASIL
Ainda em novembro, após a inauguração do Belgo Cercas de Uberlândia, serão inaugurados oito Belgo Cercas em São Paulo, três na capital e os outros em Alphaville, ABC, Caraguatatuba, Piracicaba e Araçatuba.
Para Roberto Milhomem, a Rede Belgo Cercas inaugura um novo conceito em atendimento e distribuição dos produtos da linha de cercamentos. "O objetivo é conquistar, por meio desses distribuidores autorizados, a fidelidade do consumidor final com uma série de produtos e serviços diferenciados, agregando valor à marca Belgo Bekaert", afirma o Gerente Geral de Desenvolvimento de Negócios da Belgo Bekaert.
Para dar uma dimensão desse mercado, estudos realizados pela empresa mostram que no Brasil 70% dos cercamentos urbanos (residências, prédios, fábricas, indústrias) ainda são feitos por muro. Outros 20% usam materiais como grades artesanais, bloquetes de cimento e madeira; e somente 10% utilizam telas soldadas e alambrados, conforme conta Milhomem.
Para abastecer um mercado carente de novidades, a Belgo Bekaert está apostando principalmente nas linhas de gradis Nylofor 3D e telas Fortinet, produtos de tecnologia exclusiva da empresa, e está sempre lançando novidades: só no ano passado, a empresa investiu cerca de US$ 1 milhão para colocar no mercado quatro novos produtos – Cerca Móvel, Belgo Cor (arame colorido), e telas Practica e Hobby.

TELAS E GRADIS SEGUEM OS NOVOS RUMOS DA ARQUITETURA
As telas e gradis Belgo Bekaert vão ao encontro da arquitetura moderna, que valoriza os elementos vazados como uma forma de integração com o ambiente, agradando a arquitetos, paisagistas, decoradores e construtoras, afirma a arquiteta Flávia Lopes de Castro, da área de Cercamentos da Belgo Bekaert.
Segundo ela, como a necessidade de segurança chegou ao interior, o mercado de cercamento é muito promissor nas cidades de médio porte, e tem como único concorrente o muro. A arquiteta explica que, sob esse aspecto, as cercas vazadas são consideradas hoje muito mais seguras que os muros, pois oferecem visibilidade ao imóvel, tanto interna quanto externamente, e evidenciam qualquer acontecimento estranho.
"Além das utilizações em espaços urbanos, no interior as telas e gradis também podem ser usadas para cercar sedes de fazendas e sítios, já que se integram muito bem à natureza, trazendo mais beleza e segurança a essas propriedades", observa a profissional. Muro não é sinônimo de segurança, ao contrário. Flávia Castro acredita que "quanto maior for o sentido de coletividade e mais as pessoas participarem do espaço público, menor é o risco de violência".
O despertar para as novas influências da arquitetura não é privilégio restrito às residências e espaços públicos. Para a arquiteta, há uma forte tendência da valorização das plantas industriais, com projetos bem elaborados, inclusive de paisagismo, voltados para o funcionalismo, o bem-estar e a qualidade de vida dos funcionários, o que geralmente resulta em aumento da produtividade. Segundo Flávia Castro, esse investimento também é reflexo do cuidado das empresas em se mostrarem transparentes e abertas, acabando por gerar ganhos para toda a comunidade. Regina Perillo Comunicação – 31-3481-4888 - Jornalistas Débora Farid – 31-9647-0839 e Regina Perillo – 31-9128-5616

A LINHA DE CERCAMENTO URBANO DA BELGO BEKAERT:

NYLOFOR 3D - Na linha de gradis, os painéis Nylofor 3D são a grande novidade do mercado para cercamento, principalmente de grandes áreas industriais, condomínios, shoppings, hotéis, universidades, praças e parques ecológicos. O painel Nylofor 3D recebe este nome porque, além de ser recoberto por uma camada de nylon, possui curvaturas em "V" para enrijecimento mecânico, saindo do plano normal dos outros painéis.

FORTINET - Exclusividade da Belgo Bekaert, a Fortinet é uma tela soldada galvanizada revestida com PVC especialmente aditivado para resistir às intempéries. Na cor verde, é uma alternativa bonita e durável para cercamentos em condomínios, clubes, residências, parques e áreas industriais.

SUPERTELA - A Supertela é a tela para alambrados da Belgo Bekaert. Vem acompanhada de atilhos, fios de arame galvanizado utilizados na fixação da tela no poste. A novidade exclusiva. Produzida com uma camada de zinco três vezes mais espessa que a das telas comuns, a Supertela tem em condomínios, clubes, residências, parques, áreas industriais e obras de serralheria seus grandes mercados.

CERCA MÓVEL - Desenvolvida com exclusividade pela Belgo Bekaert para substituir os tapumes em cercamentos provisórios, a cerca móvel é um gradil modular simplificado de reutilização constante, montado sobre bases de concreto livres do solo, móvel, mas estável o suficiente para garantir a segurança da área cercada. Produto extremamente prático, pela facilidade de montagem e desmontagem, busca atingir o mercados das construtoras, locadoras de equipamentos para obras e setor público, eventos e shows, indústrias e fábricas.

HOBBY - Tela fácil de manipular, com várias aplicações no cotidiano de uma casa, como fechamento de pequenos canis, viveiros, canteiros, cerca de piscina, entre outras utilidades. Em seu primeiro mês no mercado, as vendas já mostram que a novidade vai ser um sucesso.

ARAMES E TELAS BELGO COR - Arame galvanizado colorido, novidade e tecnologia exclusiva da Belgo Bekaert. A pintura proporciona qualidade, maior durabilidade ao produto e harmonia com o ambiente. A princípio fabricado na cor verde, a Belgo Bekaert poderá oferecer outras cores sobre encomenda.

TELA PRACTICA - Tem como diferencial a malha climpada, formada por fios horizontais munidos de curvatura que facilitam o esticamento no momento da montagem. O resultado é um alambrado bonito e com melhor acabamento.



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RESPOSTA DO CNPQ AO JORNAL CORREIO BRAZILIENSE

Brasília, 16 de novembro de 2004

Senhor editor,

Com respeito à matéria "CNPq banca viagens para casa", publicada nesse jornal em sua edição de 14 de novembro último, quero apresentar os seguintes esclarecimentos:
Inicialmente, informo que os números referentes às viagens da Presidência e Diretoria do CNPq são públicos. Esclareço também que são objeto de divulgação sistemática, via intranet, a todos os servidores do CNPq. Estes dados são produzidos, em todos os detalhes, pela própria diretoria do CNPq em prol da transparência administrativa.
Porém, a apresentação desses dados na matéria publicada por este jornal leva a uma grosseira deturpação da realidade, transformando em "mordomia" tarefas inerentes aos cargos. Reafirmo que o presidente do CNPq e os membros de sua diretoria não viajam nos finais de semana para cumprir compromissos particulares. Viajam para cumprir atividades de interesse do CNPq junto a instituições de seus Estados. Ao compactar esses compromissos nas segundas ou sextas-feiras, objetivam não fragmentar suas presenças no CNPq durante a semana. Ressalto ainda enfaticamente que os membros da Diretoria Executiva não recebem diárias para as viagens acima explicitadas.
Os diretores das áreas técnicas, bem como o seu presidente, são pesquisadores titulares em universidades de seus Estados, coordenam projetos, orientam alunos de pós-graduação e é natural que mantenham, na medida do possível, contatos com suas instituições de origem. Ao contrário do que a matéria insinua, é tradição no CNPq que os diretores mantenham vínculo com suas bases de pesquisa. Além disso, a presidência do CNPq recebe em média 900 convites por ano para participar em eventos nas várias unidades da Federação, o que ilustra a elevada demanda pela presença do CNPq nos Estados.
Quanto à contratação de ex-servidora com bolsa do CNPq (fato que não ocorreu nesta gestão), e sua posterior contratação por firma terceirizada, a Diretoria determinou o seu desligamento assim que tomou conhecimento da situação.
Sobre a questão do professor que recebeu financiamento a projetos de pesquisa em valor superior a R$ 2 milhões em gestões anteriores entre 1997 e 2002, o CNPq informa que processo de sindicância foi aberto logo que o caso foi denunciado, e evoluiu para processo administrativo, ora em conclusão.

Atenciosamente,

DÁCIO RENAULT
Assessor de Comunicação Social

RÚSSIA SUSPENDE PARCIALMENTE EMBARGO ÀS CARNES BRASILEIRAS

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento recebeu hoje (16/11) um comunicado oficial do Serviço Federal de Inspeção Veterinária e Fitossanitária da Rússia informando sobre a suspensão parcial do embargo aos produtos de origem animal exportados pelo país.
A medida vale apenas para Santa Catarina, único estado reconhecido internacionalmente pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como livre de febre aftosa “sem vacinação” – as demais 14 unidades da federação têm o status internacional de livre “com vacinação”. As vendas à Rússia estavam paralisadas desde setembro, quando foi descoberto um foco de febre aftosa em Careiro da Várzea (AM), uma ilha localizada a 26 km de Manaus.
Em Piracicaba (SP), onde participa do 1º Seminário Nacional sobre Biocombustíveis, o ministro Roberto Rodrigues afirmou que a decisão russa foi “alvissareira” e que poderá ser estendida aos outros estados reconhecidos livres com vacinação até a visita ao país do presidente russo, Vladimir Putin, na próxima semana. “Pelo fato de Santa Catarina ser o único Estado livre de aftosa sem vacinação, entendo que a decisão do governo russo foi um gesto de boa vontade. Há a expectativa de evoluirmos para a abertura do mercado russo aos demais estados brasileiros livre da aftosa com vacinação até a chegada do presidente Putin”, disse. O ministro lembrou que Santa Catarina é o maior exportador de suínos e um dos maiores exportadores de frangos do país.

Informação
Rodrigues informou ainda que uma missão russa já está no Brasil para avaliar a situação sanitária do rebanho brasileiro após a constatação do foco de febre aftosa no Amazonas. Os técnicos russos devem reunir-se hoje com o secretário de Defesa Agropecuária, Maçao Tadano.
O comunicado, assinado pelo vice-diretor Evgueni Nepoklonov do serviço russo, solicita ainda ao Ministério da Agricultura informações adicionais sobre as alterações na situação da febre aftosa no Brasil, assim como medidas de prevenção e luta contra a doença tomadas pelo país.

Fonte: MAPA

Bactérias fixadoras de nitrogênio beneficiam cultura de milho

Os agricultores podem se beneficiar duplamente da associação de bactérias diazotróficas na cultura de milho. Ao mesmo tempo que são fixadoras de nitrogênio, essas bactérias são produtoras de hormônios de crescimento, os quais podem tornar as plantas mais eficientes na busca de nutrientes. Apostando nessas potencialidades, a Embrapa Cerrados (Planaltina – DF) investe nas pesquisas de seleção e inoculação dessas bactérias em algumas variedades de milho.
Dentre os nutrientes minerais essenciais às plantas, o nitrogênio é o exigido em maior quantidade e de grande deficiência nos solos brasileiros. Para compensar a ausência de nitrogênio, os agricultores utilizam fertilizantes nitrogenados. A aplicação desses fertilizantes, de acordo com o pesquisador Fábio Bueno dos Reis Júnior, pode aumentar em até 40% os custos de produção na cultura de milho.
Quando se produz o fertilizante nitrogenado, utiliza-se petróleo para obtenção das altas temperaturas e pressão, necessárias para a quebra da tripla ligação que une os dois átomos de nitrogênio atmosférico. O mesmo é feito pelas bactérias, as quais também quebram a tripla ligação, através da ação de uma enzima conhecida como nitrogenase, transformando o nitrogênio atmosférico em amônia, que é assimilável pelas plantas.
Se a associação entre essas bactérias e as plantas for eficiente, o nitrogênio fixado pode suprir quase todas as necessidades do vegetal, dispensando o uso de fertilizantes nitrogenados, com vantagens econômicas e ecológicas. "No milho não vai chegar a autosuficiência como na soja. Devemos ter por volta de 30% de economia", calcula Fábio Bueno.
Para os pequenos agricultores, que não utilizam os fertilizantes nitrogenados, o benefício da fixação biológica de nitrogênio será com o aumento da produtividade. Baseado em dados da literatura, a estimativa do pesquisador da Embrapa Cerrados é de que o ganho de produtividade seja entre 30% a 40%.

Pesquisa
Há um ano a Embrapa Cerrados desenvolve atividades de pesquisa com a finalidade de identificar, em variedades de milho, algumas bactérias diazotróficas eficientes na fixação de nitrogênio e na produção de hormônios de crescimento. Estes estudos são financiados pela Embrapa, através do projeto "Rede de Desenvolvimento de Cultivares e Recursos Genéticos de Milho tolerantes aos estresses, com qualidade de grãos e adaptados às diferentes regiões do país", liderado pela Embrapa Milho e Sorgo e pelo Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Tecnológica (CNPq).
As etapas da pesquisa são compostas da avaliação de variedades de milho para eficiência no uso de nutrientes, principalmente nitrogênio e fósforo; isolamento de bactérias associadas as variedades selecionadas, especialmente dos gêneros Azospirillum e Herbaspirillum; caracterização e seleção dos isolados em laboratório; e testes, em casa de vegetação, para verificar o efeito da inoculação dessas bactérias. Após estas etapas, serão realizados os experimentos no campo.
Além dos campos experimentais da Embrapa, as avaliações das variedades de milho também são feitas em pequenas propriedades rurais, junto aos agricultores. Uma das preocupações dos pesquisadores é de isolar bactérias eficientes que quando forem inoculadas sejam competitivas para ganharem das que já estão no solo.
Alguns países já comercializam inoculantes com essas bactérias, principalmente a do gênero Azospirillum. No México, em mais de 1 milhão de hectares plantados com cereais, principalmente milho, são aplicados inoculantes a base de Azospirillum, promovendo um ganho de produtividade na ordem de 30%. No Brasil ainda não há oferta do produto e são poucos os resultados de pesquisa com experimentos de campo.
Os pesquisadores da Embrapa Cerrados já isolaram 200 bactérias diazotróficas nas variedades de milho cultivadas no cerrado, principalmente dos gêneros Azospirillum e Herbaspirillum. Os primeiros trabalhos obtiveram resultados promissores e novos experimentos serão conduzidos em 2005.
A equipe do projeto é formada pelos pesquisadores Altair Toledo Machado, Cynthia Torres de Toledo Machado e Iêda de Carvalho Mendes, além de Fábio Bueno. A Embrapa Cerrados é uma unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.



Liliane Castelões
Jornalista- MTb/RJ 16.613
Embrapa Cerrados
BR020, Km 18, Rodovia Brasília/Fortaleza
CEP:73310-970 Planaltina-DF
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