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terça-feira, agosto 29, 2017

EMBRAPA: O bem-estar que dá lucro


Investimentos em cuidados e boas condições oferecidas aos animais trazem retorno ao produtor

Nicoli Dichoff - Investimentos em cuidados e boas condições oferecidas aos animais trazem retorno ao produtor

Entre os temas discutidos no 3º Simpósio Repronutri - Reprodução, Produção e Nutrição de Bovinos: a pesquisa aplicada ao campo, as implicações práticas do bem-estar animal serão o tema da palestra ministrada por Mateus da Costa, professor e pesquisador da UNESP de Jaboticabal (SP). Organizado pelo Grupo Repronutri, Embrapa e parceiros, o evento discute que aspectos combinados da saúde física, mental e emocional dos rebanhos influenciam a qualidade do produto final.
“A proposta é tratar o bem-estar de forma abrangente, com foco em cinco domínios”, afirma o pesquisador. Essa abordagem busca manter a qualidade de aspectos como nutrição, saúde do rebanho, ambiente, comportamento e estados mentais dos animais – ou seja, como eles se sentem em determinadas situações e sob diferentes estímulos. “Isso funciona de forma integrada, um aspecto não independe do outro. Não adianta melhorar o manejo no curral para ter um ambiente melhor se eu não cuidar da nutrição e saúde”.
O modelo dos cinco domínios (Mellor e Reid, 1994) ganhou mais adeptos nos últimos anos, afirma Costa. “A neurociência mostra que os processos neurais relacionados com os nossos estados de depressão, ansiedade e medo são os mesmos nos animais. A prova cabal disso é que a gente desenvolve medicamentos para uso humano fazendo testes em animais. As relações são diretas: se o animal não está bem por qualquer motivo, ele tem um impacto negativo no desempenho e saúde”. Como exemplo, ele menciona que um estado de stress pode diminuir a eficiência produtiva do animal por reduzir a ingestão de alimentos ou causar má absorção dos nutrientes.
Por que cuidar
Para o pesquisador, bem-estar significa a ausência de sofrimento. “A gente normalmente associa isso a ferimentos, mas não analisa de forma integrada. Não mostra, por exemplo, que um animal com uma deficiência nutricional desenvolve, ao mesmo tempo, um estado emocional negativo. Não há só uma deficiência fisiológica, mas também um impacto na sua psicologia. Isso pode influenciar o ambiente em que ele está, seu relacionamento com os humanos e as dificuldades de manejo. O comportamento pode ficar alterado com o aumento de agressividade ou nervosismo e, com isso, criam-se situações de risco”, diz.
Costa afirma, ainda, que os aspectos éticos são fundamentais à discussão e que o tema tem sido cobrado pela sociedade com crescente frequência, com exigências pelo fim da criação de galinhas poedeiras e porcas em gaiolas, por exemplo. “Há rejeição de produtos no mercado quando os maus-tratos são comprovados”. Entre as alternativas utilizadas pelos pecuaristas que compreendem a importância do bem-estar animal estão o fim do uso do marca-fogo e a realização apenas de marcas obrigatórias, como a da vacina contra brucelose. “Quando as pessoas perceberem que existe uma relação direta entre os interesses, os nossos e os dos animais, vai ficar mais fácil fazer com que medidas como essas sejam adotadas”.
O pesquisador completa: “a vantagem é sua, do produtor, com redução de mortalidade, melhor desempenho, menores riscos de contrair doenças, menores custos com veterinários e medicamentos. Temos que olhar para isso. Tratar bem os animais é bom para todos”.
3º Simpósio Repronutri - Reprodução, Produção e Nutrição de Bovinos: a pesquisa aplicada ao campo é uma realização do Grupo Repronutri, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e Uniderp.
Confira a programação e outras informações no portal repronutri.com.br .

Nicoli Dichoff (Mtb 3252/SC) 
Embrapa Pantanal 
Telefone: +55 (67) 3234-5879

Núcleo de Comunicação Organizacional (NCO)
Embrapa Pantanal
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
Corumbá/ MS

segunda-feira, agosto 28, 2017

Café especial: Léo Moço é o campeão brasileiro de baristas de 2017



Léo Moço é o campeão brasileiro de baristas de 2017

Com o título, profissional do Café do Moço, de Curitiba (PR), será o representante do Brasil no Campeonato Mundial, que ocorrerá em Seul, na Coreia do Sul

Após três dias de disputa e emoção, em um ambiente turístico e com programação cultural voltada aos amantes de cafés especiais e da boa música, Léo Moço, profissional do Café do Moço, de Curitiba (PR), sagrou-se campeão do 16º Campeonato Brasileiro de Baristas e será o representante do Brasil na competição mundial da categoria, que ocorrerá em Seul, na Coreia do Sul, entre 9 e 12 de novembro, durante a feira Café Show 2017.

O segundo lugar ficou com a barista Martha Grill, do Octavio Café, de São Paulo (SP), e a terceira colocação com Thiago Sabino, do IL Barista Cafés Especiais, também da capital paulista. A competição é uma realização da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), como ação do projeto setorial "Brasil. A Nação do Café". A competição mais tradicional destinada aos baristas no País ocorreu de 25 a 27 de agosto, ao longo do festival "São Lourenço Coffee Music", na Estância Hidromineral de São Lourenço, no Sul de Minas Gerais.

Segundo a diretora executiva da BSCA, Vanusia Nogueira, quando a entidade se tornou National Body no Brasil da World Coffee Events (WCE), entidade organizadora de competições entre profissionais do café em todo o mundo, a Associação adquiriu os direitos de realização dos Campeonatos Brasileiros de Barismo, que garantem a participação dos campeões nacionais nas competições mundiais. "É uma satisfação imensa poder trabalhar 'in loco' com nossos baristas, pois são profissionais que contribuem imensamente para a promoção da excelência do café. Todos os competidores tiveram desempenho fantástico. O Léo se destacou e garantiu o título", comenta Vanusia.

A diretora destaca que a intenção da BSCA, ao assumir o compromisso de realizar os campeonatos brasileiros de barismo, foi contribuir para a evolução da profissão no País. "Os baristas são fundamentais para que o café seja cada vez mais valorizado junto aos consumidores finais e a desenvoltura que os participantes demonstraram no campeonato deste ano evidencia exatamente o porquê de sua importância e também que estamos no caminho correto para criarmos uma cultura cada vez mais forte relacionada aos cafés especiais no Brasil", completa.

SOBRE O PROJETO SETORIAL
O "Brasil. A Nação do Café", desenvolvido em parceria pela BSCA e pela Apex-Brasil, tem como foco a promoção comercial dos cafés especiais brasileiros no mercado externo. O objetivo é reforçar a imagem dos produtos nacionais em todo o mundo e posicionar o Brasil como fornecedor de alta qualidade, com utilização de tecnologia de ponta decorrente de pesquisas realizadas no País. O projeto visa, ainda, a expor os processos exclusivos de certificação e rastreabilidade adotados na produção nacional de cafés especiais, evidenciando sua responsabilidade socioambiental e incorporando vantagem competitiva aos produtos brasileiros.

Iniciado em 2008, a vigência do atual projeto se dá entre maio de 2016 ao mesmo mês de 2018 e os mercados-alvo são: (i) EUA, Canadá, Japão, Coreia do Sul, China/Taiwan, Reino Unido, Alemanha e Austrália para os cafés crus especiais; e (ii) EUA, China, Alemanha e Emirados Árabes Unidos para os produtos da indústria de torrefação e moagem. As empresas que ainda não fazem parte do projeto podem obter mais informações diretamente com a BSCA, através dos telefones (35) 3212-4705 / (35) 3212-6302 ou do e-mail exec@bsca.com.br.

Mais informações para a imprensa
BSCA – Assessoria de Comunicação
Paulo A. C. Kawasaki
(61) 98114-6632 / ascom@bsca.com.br
BSCA - Brazil Specialty Coffee Association
Telefones: (35) 3212-4705 / 3212-6302
E-mail: ascom@bsca.com.br




VIII Simpósio Internacional de Tecnologia de Aplicação acontece em setembro


Inscrições estão abertas.



O Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e a Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (Fepaf) organizarão, de 11 a 13 de setembro de 2017, o VIII Sintag – Simpósio Internacional de Tecnologia de Aplicação.

Com um histórico de sete edições nos últimos 20 anos (o primeiro Sintag aconteceu em 1996), o evento fundamentou o desenvolvimento da tecnologia de aplicação no Brasil. O SIntag chega a sua oitava edição num contexto onde é fundamental tornar os avanços obtidos no desenvolvimento da tecnologia em práticas cotidianas no campo.

O evento será realizado em três dias de atividades em Campinas/SP, contando com palestras, painéis tecnológicos, discussões e reuniões técnicas. A programação contempla palestras de especialistas internacionais e nacionais, com debates sobre o panorama mundial da tecnologia de aplicação, em particular da América Latina, Europa e Estados Unidos..

Os temas mais atuais ligados ao mercado da tecnologia de aplicação serão amplamente discutidos. Dentre eles: responsabilidade, segurança, treinamento, legislação, certificação, impacto ambiental, formulações, adjuvantes, deriva, aviação agrícola, tecnologia de informação e pesquisa.

Também serão realizadas sessões de painéis (“posters”) para divulgação de trabalhos científicos e/ou ações na área de tecnologia de aplicação.

Mais informações, programação completa e inscrições em www.sintag.org.br





ASSESSORIA DE IMPRENSA

Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp - câmpus de Botucatu/SP
Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais - Fepaf
Sérgio Santa Rosa - (14) 98149-4384

quinta-feira, agosto 24, 2017

Produção brasileira de brócolis é destaque na América do Sul




Hortaliça movimenta, anualmente, cerca de 1,2 bilhão de reais no varejo e tem grande perspectiva de crescimento com ações de incentivo ao consumo no país

 

A América do Sul é responsável por cerca de 10% de toda a produção de brócolis no mundo. Dentro deste ranking, o Brasil está na posição de liderança, sendo o maior produtor sul-americano de brócolis, com 48% do total de cultivo da hortaliça. Em segundo lugar está o Equador, com 23%; seguido do Peru, com 9%; além da Argentina e do Chile, com 7% e, por fim, os demais países que somam 6% de toda a produção.

No Brasil, a cultura do brócolis movimenta anualmente cerca de 1,2 bilhão de reais no varejo, com uma produção de 290 mil toneladas e um crescimento médio de mercado, em torno de 4% a 5% ao ano. Os dados são da Sakata Seed Sudamerica, líder mundial no segmento de sementes de brócolis, e da Associação Brasileira do Comércio de Sementes e Mudas (ABCSEM).

INCENTIVO AO CONSUMO

Neste contexto de mercado, com números que impressionam, o brócolis é bastante expressivo para o agronegócio brasileiro, cujo potencial de crescimento reside, principalmente, na ampliação do consumo desta hortaliça pela população, por meio de ações de incentivo. Neste sentido, um grande exemplo foi a realização da 5ª Broccoli Consumption Conference – Conferência Internacional de Consumo de Brócolis , evento pioneiro e inédito no Brasil, idealizado pelo Grupo Sakata, multinacional japonesa de sementes de hortaliças e flores, presente no mundo todo. Uma ação totalmente inovadora, voltada para a disseminação da importância do aumento do consumo de brócolis pela população, que reuniu formadores de opinião das áreas de Pesquisa, Saúde, Nutrição, Gastronomia, Varejo e profissionais da Imprensa.

Realizada pela primeira vez fora do território europeu, a 5ª edição do evento, que aconteceu em agosto, no Resort Bourbon, em Atibaia (SP), contou com uma programação bem abrangente de palestras que abordaram dados e tendências de mercado; perspectivas e desafios da comercialização; iniciativas e projetos de estímulo ao consumo; últimas pesquisas que comprovam a ação anticâncer da hortaliça; principais projetos de incentivo ao consumo; qualidades nutricionais; e diferentes formas de preparo, com uma cozinha show no palco. Ao final, após o encerramento das apresentações, os convidados participaram ainda de uma experiência inédita e inovadora: um jantar com um menu completo com o brócolis como protagonista – da entrada à sobremesa, idealizado pelo chef de cozinha do Resort, o argentino Juan Andres Banegas.

"A missão deste evento foi compartilhar experiências, discutir ações e disseminar todo o conhecimento adquirido para o incentivo ao consumo de brócolis em todo o território sul-americano, que possui um índice de consumo ainda muito baixo em relação a outros países. Esperamos que, juntos, todos nós abracemos esta causa e que, em um futuro muito próximo, possamos colher os frutos das sementes plantadas nesta conferência", disse Marcello Takagui presidente da Sakata Seed Sudamerica, responsável pela realização do evento no país.

ÍNDICES DE CONSUMO

Atualmente, o consumo médio per capita de brócolis no Brasil é de apenas 1,04 quilos por pessoa ao ano, atrás do Equador, onde a população consome anualmente 1,19 quilos por pessoa. Na liderança do consumo mundial estão os italianos, que consomem 7,24 quilos por pessoa ao ano, seguida dos ingleses, com 5,4 quilos e dos americanos, com 3,80 quilos, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU).

Um panorama que demonstra claramente o potencial enorme de mercado que há para a hortaliça crescer na América do Sul, tanto em volume de produção, quanto, consequentemente, no aumento do consumo de brócolis por pessoa ao ano.

Motivos para isso não faltam. São diversas as propriedades nutricionais e os benefícios diretos para a saúde, proporcionados pelo consumo regular de brócolis. Dentre eles, está o auxílio na prevenção contra o câncer e várias doenças graves, como diabetes e problemas pulmonares, por exemplo, com comprovação científica de vários pesquisadores ao redor do mundo. Além disso, o seu sabor extremamente agradável ao paladar facilita a sua aceitação por crianças e adultos.

Outro diferencial do brócolis é que se trata de uma hortaliça extremamente fácil de preparar, que se adapta ao estilo de vida moderno dos consumidores, que buscam aliar conveniência e saúde para satisfazer suas necessidades nutricionais diárias, com grande versatilidade em preparos gastronômicos também, podendo ser adquirido in natura ou congelado nos supermercados.

LIDERANÇA MUNDIAL DE MERCADO

A Sakata detém atualmente a liderança mundial em sementes de brócolis. Para isso, a empresa investe continuamente em pesquisa e desenvolvimento de novas variedades com alto valor agregado, que permitam ao produtor produzir mais e melhor, oferecendo uma qualidade superior para o consumidor final. O destaque do portfólio da empresa na América do Sul é a variedade Avenger – brócolis tipo cabeça única. Vale ressaltar ainda que a cadeia produtiva do brócolis contribui com o agronegócio e, consequentemente, com a economia do país, gerando empregos e constância na oferta da hortaliça para os consumidores durante o ano todo.

Para mais informações, acesse: www.paixaoporbrocolis.com.br



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sexta-feira, agosto 18, 2017

CNC - Balanço Semanal de 14 a 18/08/2017



BALANÇO SEMANAL — 14 a 18/08/2017

Conselho Diretor do CNC visita experiências do Consórcio Pesquisa Café e se atualiza sobre realizações do Plano Agro+

FOCO EM PESQUISA — O Conselho Diretor do Conselho Nacional do Café realizou reunião ordinária, no dia 11 de agosto, na sede da Embrapa Café, que contou com a participação, entre outros, do Secretário Executivo, Eumar Novacki, e do diretor do Departamento de Café, Cana de Açúcar e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Silvio Farnese, do presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Maurício Antônio Lopes, além do diretor geral e do gerente adjunto técnico da Embrapa Café, Gabriel Bartholo e Antônio Guerra, respectivamente.

A escolha do local da audiência e a presença dos representantes do Governo e da Embrapa se deram para que os conselheiros diretores do CNC recebessem uma atualização dos trabalhos de pesquisa que vêm sendo desenvolvidos pelo Consórcio Pesquisa Café no País. Na sequência, os representantes do Conselho acompanharam os pesquisadores até o Centro de Pesquisa Agropecuária dos Cerrados (CPAC) da Embrapa, onde puderam conhecer os trabalhos realizados.

O presidente executivo do CNC, deputado Silas Brasileiro, destacou o avanço do conilon no Espírito Santo e em Rondônia e enalteceu a importância dos trabalhos de pesquisa para o desenvolvimento do híbrido com a variedade arábica, possibilitando um café mais resistente a adversidades climáticas, o que entende como fundamental para garantirmos o abastecimento mundial de café, como o Brasil tem feito ao longo dos anos. Confira o vídeo.

HOMENAGEM A NOVACKI

Em função da abertura e da pronta disposição do Secretário Executivo do Mapa em atender aos pleitos apresentados pelo setor da produção de café, o CNC prestou uma homenagem a Eumar Novacki. O presidente executivo do Conselho explica que o agraciamento se deu pela transmissão do sentimento de segurança e da certeza de que se pode contar com uma parceria efetiva dentro do Ministério da Agricultura, fato que, aliado à proatividade demonstrada em dar encaminhamentos e soluções às demandas dos produtores, desencadeou o desejo de congratular uma liderança pública que desempenha com eficiência, altruísmo e dedicação a sua função.

PLANO AGRO+O Secretário Executivo do Mapa também nos atualizou sobre os resultados do Plano Agro+, do qual o CNC é uma das 88 entidades que contribuíram para a construção dos objetivos. A iniciativa trouxe, de prontidão, a solução para 69 importantes demandas de diferentes segmentos do setor agrícola brasileiro e, com forte viés de desburocratização, permite a atuação na facilitação do comércio exterior; em transparência e parcerias; e na melhoria do processo regulatório e de normas técnicas.

Há um ano, desde o seu lançamento, o Plano Agro+ promoveu, atendendo às demandas do setor, aproximadamente 750 entregas à sociedade brasileira através da publicação de normas modernas ou da revogação de atos normativos ultrapassados, mudanças de processos administrativos internos, sofisticação de sistemas informatizados, que podem ser conferidos no site do Mapa (http://www.agricultura.gov.br/agro/medidas-agromais).

Também entre as iniciativas do plano, recentemente o Mapa lançou o Programa de Conformidade do Agronegócio Brasileiro, o Agro+ Integridade. Trata-se de um Compliance que busca aprimorar os mecanismos de prevenção, detecção e remediação de fraudes, irregularidades e desvios de conduta no âmbito interno do Ministério e das empresas e entidades que mantém interfaces com a Pasta, cujo objetivo é promover um "pacto" pela integridade do setor agropecuário brasileiro.

O CNC entende que a iniciativa tem se mostrado crucial, com seu foco nos valores éticos das instituições, obtendo a adesão voluntária e massiva de todas entidades protagonistas do agronegócio brasileiro, razão que acreditamos que motivará o Mapa a continuar conclamando todos a se unirem em prol de um setor mais responsável e transparente, fatores fundamentais para a abertura de novos mercados e a ampliação nos países onde o agro brasileiro já está consolidado.

MERCADO — Os contratos futuros do café despencaram no mercado internacional nesta semana, pressionados pela valorização do dólar. Segundo analistas, nem mesmo o rompimento de importantes médias-móveis atraiu os fundos para realizarem aquisições, pois parecem demonstrar que o custo de carregar posições compradas não faz sentido econômico em meio à possibilidade de oferta elevada em 2018.

Os quatro pregões na Bolsa de Nova York tiveram fechamentos negativos nesta semana, à medida que a ocorrência de chuvas em áreas produtoras no Brasil e avaliações de exportadores de que a safra nacional pode surpreender – fato que o CNC discorda devido à precocidade para se prever algo para 2018 sem mesmo ter iniciado o período de floradas e ao comportamento do clima nesse estágio – levaram investidores a continuar se desfazendo de posições.

Na ICE Futures US, o vencimento setembro do Contrato C foi cotado, na quinta-feira, a US$ 1,2845 por libra-peso, com queda de 1.185 pontos em relação ao fechamento da semana passada. Na ICE Futures Europe, o vencimento setembro do contrato futuro do robusta fechou a US$ 2.062 por tonelada, acumulando perdas de US$ 77.

A Climatempo informa que novas áreas de instabilidade se formam a partir de sábado, 19 de agosto, sobre a maior parte do Paraná, provocando precipitações, com o acumulado podendo chegar a 70 milímetros no noroeste e no extremo leste do Estado. O serviço de meteorologia também alerta que permanecem as condições de chuva para oeste, centro-sul e leste de São Paulo, extremo sul de Minas Gerais e sul do Rio de Janeiro, com os volumes variando entre 30mm e 70mm nessas localidades.

O dólar comercial, apesar da preocupação com o cenário político nos Estados Unidos e o atentado terrorista em Barcelona, na Espanha, que levou investidores a buscarem ativos mais seguros, manteve a tendência de alta frente ao real. Ontem, a divisa norte-americana foi cotada a R$ 3,1785, ainda com avanço de 0,1% ante desempenho da sexta-feira anterior. Em relação ao Brasil, os investidores demonstram cautela frente à deterioração fiscal e às incertezas sobre a aprovação da reforma da Previdência no Congresso.

No mercado doméstico, os preços acompanharam o desempenho negativo das bolsas internacionais, desestimulando ainda mais as negociações, que permanecem travadas. Ontem, os indicadores calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para as variedades arábica e robusta situaram-se em R$ 450,61/saca e a R$ 407,15/saca, respectivamente, com variações de -4,9% e -0,4% na comparação com o comportamento da semana antecedente.



Atenciosamente,
Deputado Silas Brasileiro
Presidente Executivo
CNC - Sede Brasília (DF)
SCN Qd. 01, Bloco C, nº 85, Ed. Brasília Trade Center - Sala 1.101 - CEP: 70711-902
Fone / Fax: (61) 3226-2269 / 3342-2610
E-mail: imprensa@cncafe.com.br

Caju: pesquisador discute possibilidade de recuperação de mercado




O chefe-adjunto de P&D da Embrapa Agroindústria Tropical, Gustavo Saavedra apresenta, nesta terça-feira 22/08, às 7h30min, no Agropacto, um panorama sobre os motivos que levaram o Brasil a perder espaço no mercado de amêndoa de castanha de caju, bem como possibilidades para recuperação do setor. A participação brasileira na exportação mundial caiu de 12% em 1993 para 0,17% em 2013.

Conforme Gustavo Saavedra, hoje os países produtores não conseguem atender toda a demanda mundial por amêndoa e a tendência é a situação se agravar com a abertura e desenvolvimento de novos mercados, como o chinês. Ele acredita em expectativas promissoras para o Brasil, desde que sejam adotados novos modelos de produção, que levem à incorporação de tecnologias pelos cajucultores.

No último congresso mundial da cadeia de castanha de caju - o World Cashew Convention 2017, ocorrido em Cingapura - projetou-se a possibilidade de a cadeia dobrar de tamanho nos próximos dez anos. Alternativas para aproveitar essa janela de oportunidades serão apresentadas pelo pesquisador.





Agropacto

Tema: Cajucultura: uma cadeia com problemas, mas com imensos 

desafios e oportunidades

Data – 22/08 – terça-feira

Hora: 7h30min

Local: auditório da FAEC, avenida Eduardo Girão, 317, Jardim América







Verônica Freire (MTB 01225JP)

Embrapa Agroindústria Tropical (Fortaleza,CE)


terça-feira, agosto 15, 2017

CNC - Balanço Semanal de 07 a 11/08/2017




BALANÇO SEMANAL — 07 a 11/08/2017

Funcafé repassou R$ 1,4 bilhão a agentes financeiros, 28,8% do total contratado na safra 2017

FUNCAFÉ — Nesta semana, o Diário Oficial da União (DOU) publicou a assinatura de novos contratos autorizando a liberação de recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) aos agentes financeiros, elevando a demanda total para R$ 4,865 bilhões, ou 99,5% do total de R$ 4,890 bilhões aprovados para a safra 2017.

Ao longo das últimas semanas, o Conselho Nacional do Café (CNC) veio recordando que a assinatura dos contratos somente credencia os bancos e cooperativas de crédito a operarem com recursos do Fundo, mas, para o encaminhamento do capital aos agentes e a consequente tomada pelos mutuários, fazia-se necessário que os produtores procurassem suas instituições de crédito e apresentassem as demandas.

Na sexta-feira passada, teve início a liberação dos recursos do Funcafé às instituições. Conforme informações disponibilizadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), até hoje, 11 de agosto, 11 agentes financeiros receberam R$ 1,409 bilhão (clique na tabela abaixo para ampliar), o que representa 28,8% do total de R$ 4,890 bilhões aprovados para a temporada cafeeira atual.

Do montante recebido pelas instituições, R$ 701,1 milhões foram destinados para a linha de Estocagem; R$ 309,1 milhões ao Financiamento para Aquisição de Café (FAC); R$ 179,2 milhões para Custeio; e R$ 219,7 milhões para as linhas de Capital de Giro, sendo R$ 122,5 milhões para Cooperativas de Produção, R$ 62,25 milhões para Indústrias de Torrefação e R$ 35 milhões para o setor de Solúvel.

"CAFÉ PARA ATLETAS" — Na terça-feira, 8 de agosto, o presidente executivo do CNC, deputado Silas Brasileiro, coordenou as negociações do presidente da associada Cooxupé, Carlos Paulino, junto ao Governo Federal, no Mapa e na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para tratar dos procedimentos para registro e avaliação de segurança e eficácia de um novo produto, à base de café, que a Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé está desenvolvendo.

A Cooxupé vem elaborando um farináceo com base no fruto, que pretende utilizar como matéria prima para alimentos funcionais cujo consumo é voltado a atletas. O CNC deu andamento aos trâmites na esfera governamental e os próximos passos são focados na inscrição do produto e nas posteriores análises da Anvisa. Entendemos que essa é uma iniciativa de vanguarda e que potencializa o café como um todo, permitindo a busca por novos nichos de mercado e, consequentemente, renda aos cooperados.

PROMOÇÃO DA SUSTENTABILIDADE — Na quinta-feira, 10 de agosto, o presidente Silas Brasileiro recebeu Vanusia Nogueira, diretora executiva da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) – entidade membro do CNC, para dar sequência aos debates relacionados à promoção mundial da sustentabilidade da cafeicultura brasileira através do Programa Acesso a Mercados (PAM-AGRO), desenvolvido em parceria por Apex-Brasil e Ministério da Agricultura e que conta com a participação do Ministério das Relações Exteriores e da Camex.

Ambos se reuniram com o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, para alinhar o posicionamento das entidades – assim como já ocorrido junto à Sociedade Rural Brasileira na última semana de julho (confira em http://www.cncafe.com.br/site/interna.php?id=13523) – frente à possibilidade de adesão da cafeicultura ao segmento "Imagem" do PAM-AGRO.

O presidente do CNC vê como positiva a sinergia que emerge das entidades e crê que se pode chegar a um consenso sobre a adesão ao Programa, possibilitando que seja possível trabalhar a melhoria da imagem internacional do café brasileiro, que é vital para a manutenção dos mercados estratégicos e para a abertura ou ampliação da participação nacional em novos e emergentes países consumidores de café.

ESPECIALIZAÇÃO EM CAFEICULTURA
A associada Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Varginha (Minasul) oferecerá um curso de especialização em cafeicultura a seus cooperados. Denominado "Academia do Campo", o curso abrangerá conhecimento técnico, comercial e gestão da atividade cafeeira e tem como público-alvo cafeicultores e seus filhos e pessoas interessadas na cultura. A especialização terá a duração de 10 meses (uma vez por mês) e dispõe de 100 vagas. A previsão de início é setembro de 2017 e os interessados podem se inscrever ou obter mais informações através do e-mail viviane.bartelega@minasul.com.br.

O Conselho Nacional do Café enaltece a iniciativa de sua cooperada Minasul e entende que capacitações são sempre necessárias para que saibamos lidar com os novos desafios e a competitividade que surgem no complexo ambiente do agronegócio. Nesse sentido, a Academia do Campo certamente capacitará os cooperados para que façam boas administrações nas propriedades e se atualizem na obtenção de conhecimentos técnicos e específicos, desenvolvendo-se como empreendedores de fato.

COOPAMA EM ALFENAS — Com 73 anos de história e atuação junto aos produtores rurais do Sul de Minas Gerais e órgãos do segmento, a Cooperativa Agrária de Machado (Coopama), associada ao CNC, inaugurou, ontem, 10 de agosto, sua nova filial, a Unidade Alfenas, cidade universitária selecionada principalmente por ter na agropecuária, em especial café e cereais, suas principais atividades econômicas.

A Coopama Alfenas oferecerá aos cooperados e produtores rurais da região defensivos e implementos agrícolas, peças para máquinas, fertilizantes, medicamentos veterinários, rações, sais minerais, além de telefonia, planos de internet, plano de saúde, assistência técnica e nutricional e convênio para assistência veterinária, sempre objetivando aproximar cooperativa e cooperado.

O CNC parabeniza a entidade por sua expansão e por, a cada dia, aproximar-se mais de seus sócios e clientes, desempenhando, de fato, o ideal do cooperativismo. Somos cientes que a Unidade Alfenas também permitirá que novos cooperados se beneficiem das facilidades da Feira de Negócios Coopama (FENEC), que conta com a presença das principais empresas do agronegócio do Brasil e oferece condições diferenciadas aos cooperados para a aquisição de insumos, fertilizantes, maquinários, entre outros, visando à melhor gestão de suas lavouras e propriedades.

MERCADO — Após o movimento de realização de lucros ocorrido na quinta-feira, os contratos futuros do café encerraram a semana em território negativo nos mercados internacionais. Para analistas, as cotações aguardam novidades para se direcionarem.

Mesmo com a recuperação dos preços nas últimas semanas, os níveis alcançados ainda são inferiores aos observados em 2016, quando a maioria dos produtores aproveitou para travar vendas para a safra 2017, colhida atualmente. Dessa forma, a expectativa é que o mercado se aqueça a partir de setembro, quando terá fim esse período de entrega.

Na Bolsa de Nova York, o vencimento setembro do Contrato C caiu 165 pontos na semana, encerrando o pregão de ontem a US$ 1,3850 por libra-peso. Na ICE Futures Europe, o vencimento setembro do contrato futuro do robusta recuou US$ 51, finalizando a sessão de quinta-feira a US$ 2.090 por tonelada.

O dólar comercial também influenciou, em menor escala, os preços da commodity, à medida que renovou suas máximas frente ao real depois das novas ameaças feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra a Coreia do Norte.

O cenário de incertezas em relação à meta fiscal no Brasil e o recuo do petróleo foram outros fatores que auxiliaram no avanço do moeda norte-americana. Ontem, a divisa foi cotada a R$ 3,1756 — maior nível desde 17 de julho —, com ganho de 1,6%.

No Brasil, uma frente fria na costa da Região Sudeste reduzirá as temperaturas nas áreas produtoras e deve causar chuvas e rajadas de vento no Paraná e no oeste de São Paulo durante o domingo. Nos dias seguintes, as precipitações alcançarão o sul de Minas Gerais, com o período mais úmido devendo se estender sobre as Regiões Sul e Sudeste do Brasil até a próxima sexta-feira.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o recuo dos preços internacionais na quinta-feira fez com que os participantes, já em clima de receio, afastassem-se de vez das negociações no País.

Os indicadores calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para as variedades arábica e conilon foram cotados, ontem, a R$ 471,79/saca e a R$ 410,20/saca, respectivamente, com variações de 0,8% e de -1,5% em relação ao fechamento da sexta-feira passada.
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Deputado Silas Brasileiro
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