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quinta-feira, outubro 27, 2005

Ronaldo Caiado propõe ação conjunta com o Paraguai no combate à aftosa

O Deputado federal e presidente da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, Ronaldo Caiado (PFL/GO), pediu hoje uma audiência com o embaixador do Paraguai no Brasil, Luiz Gonzales Árias, para propor ao País vizinho uma ação conjunta de combate à Febre Aftosa.
De acordo com o parlamentar “é preciso que os dois países adotem políticas conjuntas afim de obter resultados mais efetivos no combate à doença”. Caiado ressaltou que os prejuízos comerciais são sofridos pelos dois países.
Para consolidar a ação, o congressista solicitou ao Embaixador Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores, que participe da iniciativa, discutindo com a Comissão estratégias de defesa agropecuária no Continente Sul-Americano. Caiado acredita que é possível combater os focos e promover a eliminação da doença, que causa muitos prejuízos comerciais, sem colocar em cheque o trabalho de anos do setor agropecuário nacional.

"Presença do Exército na fronteira é fundamental", diz Caiado
Para o presidente da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, Ronaldo Caiado (PFL/GO), a presença do Exército nas barreiras de fronteira e em toda a a zona tampão é fundamental para o controle da febre aftosa no Brasil. Por conta disso, o parlamentar já solicitou ao Vice-presidente José Alencar, que também é ministro da Defesa, o apoio na iniciativa.
Na visita que fez ao Mato Grosso do Sul, na última segunda-feira, a comissão externa da Agricultura, foi acompanhada pelo Tenente Coronel Costa Neves, oficial indicado pelo General Albuquerque, Comandante do Exército.
“É inquestionável que a presença do Exército será fundamental para não permitir que faltem os produtos necessários, até mesmo básicos, como água para a esterilização dos veículos nas barreiras sanitárias”, explicou o parlamentar.

(redação: Guida Gorga)

"Esse governo não reconhece o valor nem a competência do produtor rural" , diz Caiado

O desabafo foi feito, hoje, durante o Seminário Grito do Campo, Alerta à Nação, realizado pela manhã no auditório Petrônio Portela, no Senado Federal. De iniciativa conjunta das Comissões de Agricultura da Câmara e do Senado Federal, o evento marcou pela presença maciça de congressistas em apoio ao setor agropecuário que passa por uma grave crise de renda. Participaram também do evento a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). A apresentação de proposta da Agência Reguladora do Agronegócio foi o ponto alto do evento.
O deputado federal Delfim Netto (PMDB/SP) disse, em seu pronunciamento, que a crise no setor primário de produção afeta todos os demais setores da economia. “o governo sentirá, em breve, um arrependimento total”, disse, ao destacar que a queda da produção agrícola afetará, gravemente, a balança de exportações brasileiras.
Para o deputado Ronaldo Caiado (PFL/GO), presidente da Comissão de Agricultura da Câmara, os prejuízos sofridos pelo setor primário são “imensos”. Dados da CNA mostram que o setor perdeu neste ano mais de R$ 17 bilhões, sem contabilizar as perdas causadas pela aftosa. “O governo não reconhece o valor e a competência do setor rural! O contingenciamento do orçamento do Ministério da Agricultura e o jogo de empurra-empurra entre ministro da Fazenda (Palocci) e ministro da Agricultura (Roberto Rodrigues) provam isso! É impressionante a falta de compreensão por parte do governo, que não adota nem os mínimos procedimentos, como é o caso da defesa sanitária, as mais básicas políticas agrícolas para auxiliar o setor agrícola, que é o que mantém superavitária a balança comercial brasileira”, desabafa o parlamentar.
O presidente da Comissão de Agricultura do Senado Federal, Sérgio Guerra, destacou que “a crise é séria e que a área econômica do governo precisa entender e atender às reivindicações do setor agrícola, antes que o quadro fique ainda mais grave”.
Durante o evento, técnicos e produtores rurais relataram, com números e fatos, a situação, identificada como “dramática” e que pode levar ao gradual desabastecimento do mercado de produtos agrícolas nos próximos anos. “Os produtores não têm recursos próprios para produzir a próxima safra e o governo não tem boa vontade para colaborar colocando os recursos financeiros necessários”, dizem os produtores.
Segundo o deputado federal Xico Graziano (PSDB/SP), “quem anda pelo País e sente o pulso do agricultor brasileiro, percebe que ele se encontra reticente, desconfiado, desanimado” e contesta: “Ao invés de lamentar as crises, consertando seus estragos, mais vale planejar com antecedência seu enfrentamento, amenizando suas conseqüências para os produtores e para a sociedade”.
A criação de uma agência reguladora que possa minimizar conflitos surgidos no âmbito de diversas cadeias produtivas do agronegócio foi a alternativa encontrada pela Comissão de Agricultura da Câmara, na tentativa de reduzir novos prejuízos além dos já contabilizados, explicou Graziano, que apresentou as linhas básicas do futuro órgão.
As principais ações da futura agência, destaca Graziano, passa pelo monitoramento das relações de troca do setor e as tendências de mercado. “o produtor rural não participa da formação de preços dos produtos que produz!”, diz. Também teria o papel de arbitrar conflitos de interesses dentro das cadeias produtivas! “Os cartéis estão aí, achacando o produtor rural”, reitera Caiado.
Por outro lado, a Agência poderia contribuir nesses momentos de crise, como o caso da prorrogação de débitos, definindo parâmetros, e assegurando condições de renda ao produtor e recursos para a continuidade da produção agropecuária.
Xico Graziano destaca que a Agência deverá ser um "mecanismo autônomo diante do jogo de interesses políticos".

quarta-feira, outubro 26, 2005

Câmara e Senado se unem para alerta à nação sobre a crise da agricultura

Esta em andamento, no Auditório Petrônio Portela - Senado Federal - o seminário que discute a crise na agricultura brasileira.
O presidente da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, Ronaldo Caiado (PFL/GO), de quem partiu a iniciativa do seminário, juntamente com o senador Sérgio Guerra (PSDB/PE), explicou que o evento serve como alerta a população, mostra uma panorâmica real do atual cenário da agropecuária brasileira.
Caiado fez duras criticas ao governo Lula, falando que o setor chegou ao colapso total. “Nunca tivemos uma crise tão grande. Membros da Comissão foram ao Ministério da Fazenda para tentar prorrogar as dívidas dos produtores rurais, que vencem agora no mês de outubro; e nada. Fomos falar com a ministra da Casa Civil sobre uma medida provisória para produtos agroquímicos, e nada foi feito. Não tem resultados, é crise em cima de crise. A solução para o descaso do governo é a criação da Agência Reguladora do Agronegócio."
Estão participando do seminário, secretários de agricultura de vários estados. Duarte Nogueira, presidente do Fórum dos Secretários Estaduais de Agricultura, esplanou a situação do agronegócio no Brasil, falando que a crise, em certos pontos, já estava anunciada, como é o caso da aftosa, e que o governo federal nada fez para preveni-la.
Pedro Passos, secretário de agricultura do Distrito Federal informou que o DF já tem um plano de contingência, caso o foco de aftosa atinja o estado. “Todo produto de origem animal, ao chegar nas barreiras, está sendo minuciosamente fiscalizado. Mesmo assim o produtor local começa a se preocupar. Por isso é de suma importância alertar a sociedade para os acontecimentos.”
Representantes de entidades ligadas à agricultura estão bastante tensos, principalmente com o início da safra 2005/2006. Luiz Roberto Baggio, vice-presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), ressaltou que a crise pode ficar pior “O plantio começa agora e os produtores rurais não tem nem dinheiro para saldar as dívidas antigas, imagina então para comprar insumos e sementes ?” Para agravar a situação, os produtores de soja já se deparam com um surto de ferrugem asiática - com apenas 25 dias de plantadas, já foram necessárias quatro aplicações de fungicidas. Cada aplicação custa em torno de US$ 50.
O Brasil precisa entender o valor da agricultura para seu povo, afirmou Gilman Rodrigues, da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O que é lei é lei e deve ser cumprida – falando em relação aos repasses feito ao Ministério da Agricultura que não foram destinados a defesa sanitária. Com toda essa crise as exportações já vem sendo afetada, falta ação política para sanar o problema. “Sem agricultura hoje, não teremos o Brasil amanhã”. Ressaltou Gilman.
O senador Sérgio Guerra, que proporcionou o seminário, falou que a solução para tudo isso é priorizar. Dar prioridade para a agricultura e para o campo. Fez uma menção ao falecido Presidente da República, Juselino Kubitschek, que não deu atenção à agricultura, surgindo assim uma das primeiras crises no setor; igualando-o ao atual. “O Presidente está agindo de forma equivocada.” Afirmou o senador, que ainda ressaltou que o governo federal tem sim o dinheiro necessário, o que falta é atitude, principalmente do ministro da agricultura Roberto Rodrigues, que está sempre tirando o corpo fora.
Outros parlamentares, como o deputado Delfim Netto (PMDB/SP), também criticaram o atual governo. “Se o real está valorizado hoje é devido ao excelente resultado da agropecuária brasileira” afirmou. “E isso, não por mérito do governo, mas sim, dos próprios produtores rurais.” Completou.


Redação: Juliana Gonzaga

Seminário Alerta à Nação vai mostrar, por meio de fatos reais, as conseqüências da crise de renda no setor agrícola

Também será realizada a mais completa análise macro e microeconômica da agricultura em 2005

Em meio ao conjunto de informações técnicas sobre o setor agrícola em 2005 que será apresentado amanhã, no seminário Alerta à Nação, (Auditório Petrônio Portela – Senado Federal – das 9h às 13h) os congressistas vão apresentar uma vídeo produzido no Mato Grosso do Sul que retrata a história de produtores rurais afetados por diversidades e que provocaram a crise de renda no setor e o desemprego que assola os municípios de base agrícola.
A proposta das Comissões de Agricultura da Câmara e do Senado, com a participação do Fórum Nacional dos Secretário Estaduais de Agricultura, CNA e OCB, será a de mostrar a realidade vivida pelo setor neste ano e as conseqüências econômicas e sociais para o Brasil.
Dados recentes mostram que o agronegócio é o principal setor de sustentação da balança comercial brasileira, entretanto, paulatinamente, vem perdendo renda e recursos. Em 2005, a parte dos recursos a juros controlados liberados pelo governo não ultrapassou a 35% de todo o volume necessário para a produção agropecuária. Além disso, os altos custos de produção e a concorrência externa ao produto nacional, agravaram a perda de receita.

Uma análise macroeconômica e setorial no mesmo encontro
O deputado Federal Delfin Neto e o chefe do departamento Econômico da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil, CNA, apresentarão uma análise macroeconômica da agricultura brasileira, observando, sob os aspectos econômicos, a importância, o crescimento e o futuro do agronegócio no contexto da globalização.
Por seu lado, os setores mais importantes do agronegócio, como grãos (soja, milho, trigo, arroz), pecuária de leite, de corte, algodão e outros, serão analisados por representantes das respectivas cadeias, sob a óptica da produção, mercado, comercialização, resultados, dificuldades e vantagens.
Por fim, ao avaliar as conjuntura de crise, que se repete ciclicamente, os parlamentares Ronaldo Caiado (PFL/GO), senador Sérgio Guerra (PLF/GO) e Xico Graziano (PMDB/SP) apresentarão a proposta da Criação de uma Agência reguladora do Agronegócio. Já é consenso que é preciso buscar alternativas que contribuam para a redução das dificuldades enfrentadas no dia-a-dia da produção agrícola.

Acompanhe a programação completa:

09h00 - Abertura
Deputado Federal Ronaldo Caiado, presidente da Comissão da Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados; Senador Sérgio Guerra, presidente da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado Federal; Duarte Nogueira, presidente do Fórum Nacional dos Secretários Estaduais de Agricultura.
Estarão presentes os presidentes da Câmara dos Deputados, deputado Aldo Rebelo e do Senado Federal, Senador Renan Calheiros.
Apresentação do Vídeo Crise na Agricultura (11')
9h40 às 11h30 – Palestras técnicas
A crise na Agricultura e seus reflexos em setores específicos:
Pecuária de Leite – Dr. Rodrigo Alvim (CNA)
Pecuária de Corte – Dr. Antenor Nogueira (CNA)
Soja e Milho na Região Sul -
Trigo na Região Sul – Jefrey Kleine Albers (Paraná)
Arroz na Região Sul -
Algodão – João Luiz Pessa (Abrapa)
Soja e milho no Centro-Oeste – Fernando Pimentel
11h00 às 11h30 - Palestra macroeconômica
Uma visão macroeconômica da crise na Agricultura.
Deputado Federal Delfin Neto e Getúlio Pernambuco, chefe do Depto Ecônomico da CNA.
11h30 às 12h00 - As dimensões da crise nas principais regiões produtoras
Depoimentos de lideranças regionais
12h00 às 12h30 - Apresentação da Proposta de Agência Reguladora do Agronegócio
Deputado Federal Xico Graziano
Debatedores: Deputado Federal Odacir Zonta, presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo e Deputado Federal Dilceu Sperafico, presidente da Frente Parlamentar da Agricultura.
12h30 às 13h - Debates e conclusões.

terça-feira, outubro 25, 2005

Prova da Copa Metropolis de Equitação Será Observatório para Mundial de 2006, na Europa

Evento contará com nova prova: Liga de Velocidade, que premiará o vencedor com uma moto 0 km.

A Copa Metropolis de Equitação, que acontecerá nos dias 4, 5 e 6 de novembro, das 9 às 17 horas terá uma grande competição promovida pela Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Puro Sangue Lusitano (ABPSL) e pela Associação Brasileira de Equitação de Trabalho (ABET). Trata-se da 4ª e penúltima Etapa do Campeonato Brasileiro de Equitação de Trabalho, que será utilizada como observatório para as seletivas do Mundial de 2006, que deverá ocorrer, em Cascais, Lisboa - Portugal, em Setembro do próximo ano, de acordo com a direção da ABET, entidade recém criada para impulsionar a modalidade no Brasil.
Os organizadores realizarão, ainda, uma prova especial de Equitação de Trabalho. Denominada "Liga de Velocidade" a prova terá percurso diferenciado e menor número de obstáculos e chega como mais uma opção de disputa para os competidores. O prêmio para o vencedor será uma moto 0 Km. Aberta a todas as categorias, com exceção da Mirim, esse tipo de prova é um excelente tira-teima entre os conjuntos que estiverem participando da etapa. Vence a prova quem cumprir em menor tempo o percurso, já descontadas as faltas.
De acordo com Raul Antônio de Maura Silva, gerente Geral da ABPSL, a prova reunirá grandes competidores da modalidade, como Adilson Correia Leite, Samira Uemura, Luciano Pereira - atual capeão Mundial - Luiz Carlos Oliveira, Benedito Macedo, entre outros. “São nomes que, entre outros, despontam no cenário Nacional”, frisa.
Além da prova de Equitação de Trabalho, modalidade em que o conjunto - cavalo/cavaleiro - simula todas as atividades realizadas numa fazenda, a Copa Metropolis de Equitação contará com a 10ª e última etapa do Campeonato Metropolitano de Equitação Fundamental, da FPH. A competição reunirá mais de 200 cavaleiros e amazonas de todo Estado, que disputarão as séries, 0,40 m, 0,60 m, 0,80 m, 0,90 m, 1,00 m e 1,10 m.
De acordo com o Publisher da Metrópolis, César Foffa, a publicação pretende investir em eventos esportivos como equitação e tênis, por avaliar que estas duas modalidades reúnem um público que também é o leitor da revista. “Quando lançamos a Revista Metrópolis nossa meta sempre foi atingir um publico Premium, em Alphaville e região", avalia.
Para José Carlos Macedo, presidente da Hípica Manège Alphaville, a parceria abre uma nova fase. “Nos consolidamos como Escola de Equitação e organizadores de torneios hípicos. A parceria com a Revista Metrópolis abre uma nova fase de realização de eventos corporativos, voltados para o grande público da região”, acrescenta.
A Copa Metropolis de Equitação é uma parceria entre a Revista Metropolis e a Hípica Manège Alphaville. Os organizadores esperam reunir mais de três mil pessoas nos três dias de realização do evento. O torneio será aberto ao público em geral, com entrada gratuita. O evento tem patrocinio da Goodyear Produtos de Engenharia; Gazar; AON Affinity; Roucas do Vouga; Coudelaria Ilha Verde; Co-patrocínio da Coudelaria Alegria dos Pinhais; Hara LS Itirapina; Rações Guabi; Prefeitura Municipal de Santana de Parnaíba; e apoio da da TV Alphaville; da ABPSL (Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Puro Sangue Lusitano; FPH (Federação Paulista de Hipismo); ABET (Associação BRasileira de Equitação do Trabalho).


HÍPICA MANÈGE ALPHAVILLE
Estrada do Lula Chaves, 443 – Alphaville – Santana de Parnaíba (a cinco minutos do Residencial 12)


Mais informações:
Cláudio Ferreira - 9803-6434
F2 Press - Comunicação Integrada
(11) 6826-7109

segunda-feira, outubro 24, 2005

“A não liberação das indenizações aos pecuaristas será um desserviço ao país”, diz Caiado

“Estamos convencidos de que os pecuaristas do Mato Grosso do Sul não só vacinaram o gado que foi abatido, como também demonstraram grande preocupação e cuidado com seus rebanhos”, falou há pouco, o presidente da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, deputado Ronaldo Caiado (PFL/GO), depois de visitar as fazendas onde surgiram os primeiros focos de febre aftosa, no Mato Grosso do Sul. O parlamentar destacou também que os pecuaristas foram muito claros hoje pela manhã e destacaram que utilizam, na melhoria genética de seu rebanho, a técnica de transferência de embriões. “Eles jamais incorreriam num erro tão primário (referindo-se a não vacinação), que afetaria diretamente a sobrevivência da propriedade já que eles trabalham apenas com a pecuária de corte”.
A partir da visita ao Estado, os parlamentares deverão elaborar relatório sobre as condições encontradas e as prioridades que deverão ser adotadas. A principal, de acordo com os parlamentares, é a liberação das indenizações aos produtores que perderam seus animais. “Caso o governo federal não libere, imediatamente, recursos para o pagamentos das indenizações, isso poderá gerar uma grande desconfiança nos outros produtores, que, vendo a perda de seus vizinhos, poderão sonegar informações a respeito de focos em suas propriedades”, preocupa-se Caiado.
“A não liberação será um desserviço para o país”, alega Caiado. De acordo com o parlamentar, é preciso sensibilizar o governo federal, principalmente os ministros Antônio Palocci (Fazenda) e Paulo Bernardo (Planejamento) sobre a gravidade do problema da aftosa. “Se eles não liberarem urgentemente os recursos será uma prova concreta da insensibilidade do governo quanto ao clamor do setor”.
Os congressistas insistem ainda na liberação dos recursos do convênio entre o Ministério da Agricultura e o governo do Mato Grosso do Sul, na ordem de R$ 3,5 milhões, que ainda não chegou ao estado.
Caiado ainda comentou sobre o desalento que abate o munípio de Eldorado (MS). “As pessoas estão desesperançadas. A gente passa pelas ruas e elas estão nas portas, sem ter o que fazer!”.
O município tem 12 mil habitantes e vive praticamente da produção primária (agricultura e pecuária). Os agricultores da região foram, indiretamente, afetados pela crise da febre aftosa porque não podem escoar sua produção para outras regiões, já que qualquer tipo de produto está proibido de sair do município.
Outro ponto importante que os parlamentares deverão reivindicar será a presença do Exército nas barreiras sanitárias nos estados afetados e nas fronteiras.
Em visita, os parlamentares (Zonta, Lupion, Moka, João Grandão), realizaram reuniões com os prefeitos de Eldorado, Mundo Novo, Iguatemi, Japorã Itaquirai. Também estiveram presentes, vereadores dos municípios atingidos, presidentes de sindicatos de produtores e de trabalhadores rurais.
A comitiva chegará a Brasília às 19 horas e deverá falar à imprensa na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados.

terça-feira, outubro 18, 2005

Comissão de Agricultura define proposta de emendas para a Lei Orçamentária Anual e prioriza defesa sanitária

Foram definidas, agora há pouco, pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, as cinco emendas a que tem direito na Lei Orçamentária Anual, LOA. Os valores específicos para cada uma das emendas deverão ser definidos amanhã, durante a reunião ordinária da Comissão.
A prioridade será dada ao setor de defesa sanitária, no qual deverão ser investidos recursos na prevenção, controle e erradicação das doenças da bovideocultura (1). Para o presidente da Comissão, deputado Ronaldo Caiado (PFL/GO), pela importância estratégica do setor pecuário para o Brasil, o governo federal deveria adotar uma política mais eficaz no combate a essas doenças. “Esperamos que o governo definitivamente, invista os recursos definidos no orçamento, para a defesa sanitária animal e vegetal, e não fique jogando a reponsabilidade, que é sua de defender as fronteiras, nos ombros dos produtores rurais”, comentou, referindo-se ao surto de febre aftosa descoberto recentemente no estado do Mato Grosso do Sul.
Para o deputado sulmatogrossense, Waldemir Moka, (PMDB/MS), é comum acontecer a compra de gado paraguaio por produtores brasileiros, sem nenhum tipo de fiscalização na fronteira. “Nos assentamentos de reforma agrária, por exemplo, a responsabilidade de fiscalização sanitária é do estado, do IAGRO. Os recursos para a área de defesa sanitária animal são estratégicos para que os pecuaristas brasileiros não tenham mais prejuízos com a entrada de doenças”.
A área de pesquisa e desenvolvimento em sistemas inovadores de produção para o Agronegócio e recursos para a Embrapa (2) serão priorizados. O deputado Betinho Rosado (PFL/RN) falou da importância de parte dos recursos ser aplicada em parcerias com institutos estaduais de pesquisa e universidades nas regiões onde não há unidades da Embrapa. O objetivo é atender parcela importante de produtores rurais, principalmente no Nordeste, que não tem acesso à tecnologia desenvolvida pela institutição.
O apoio a projetos de desenvolvimento do setor agropecuário (3) deverá destinar recursos também para a fruticultura. Segundo o deputado federal Afonso Hamm (PP/RS), trabalham na fruticultura nacional mais de seis milhões de pessoas e o setor já se sobressai nas exportações.
Outra rubrica importante defendida pelos parlamentares da base do governo, deputados João Grandão (PT/MS) e Assis do Couto (PT/PR), é o fomento à assistência técnica e extensão rural para agricultores familiares e também trabalhadores rurais (4). Estes últimos ainda não haviam sido contemplados com recursos do Legislativo. Outro item do orçamento é a mecanização agrícola, por meio de aquisição de patrulha mecanizada (5).

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