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quarta-feira, fevereiro 11, 2004

PROIBIDAS AS IMPORTAÇÕES DE FRANGOS DOS ESTADOS UNIDOS, CONFIRMA O MAPA

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento confirmou a suspensão por tempo indeterminado das importações de aves, seus produtos e subprodutos, bem como arroz em casca procedentes dos Estados Unidos. A medida se justifica por causa da ocorrência neste final de semana de um foco do vírus da influenza aviária no Estado de Delaware, informou hoje (10/02) o secretário-executivo do Mapa, Amauri Dimarzio. “Trata-se de um procedimento normal adotado em casos dessa natureza para os países que registram focos de doenças de notificação obrigatória”. Cerca de 60% do material genético (ovos férteis e pintos de um dia) que o Brasil importa nesse segmento são originários dos Estados Unidos.
A partir do mês passado, preocupado com o avanço da gripe do frango, altamente contagiosa, o Brasil decidiu suspender de dez países asiáticos, também por tempo indeterminado, as importações de aves vivas, carnes de aves “in natura”, produtos e subprodutos avícolas não submetidos a tratamentos capazes de tornar inativo o vírus da doença. Está proibida a entrada de produtos da Coréia do Sul, Vietnã, Japão, China, Camboja, Tailândia, Taiwan, Laos, Indonésia e Paquistão. Como medida preventiva, o secretário-executivo divulgou hoje uma série de medidas para evitar a entrada do vírus da influenza aviária no Brasil.


ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL – DIVISÃO DE IMPRENSA
FONES (61) 218-2203/2204/2205 - FAX: 322-2880

terça-feira, fevereiro 10, 2004

A mamona que pode gerar emprego e renda

O conhecimento sobre o cultivo da mamona é empírico e a tecnologia empregada, antiquada. A força de trabalho é familiar, com predomínio de cultivares de baixo rendimento. Mecanização e irrigação são alternativas não utilizadas. A produção nacional é insuficiente para atender a demanda de óleo e derivados.
As pesquisas para utilização do óleo de mamona como biodiesel no Brasil estão em pleno desenvolvimento o que ampliará as possibilidades de utilização da mamona como cultivo para o agronegócio brasileiro.
Conceitualmente, o biodiesel é um combustível renovável, biodegradável e ambientalmente correto, sucedâneo ao óleo diesel mineral, constituído de uma mistura de ésteres metílicos ou etílicos de ácidos graxos obtidos da reação de transesterificação de qualquer triglicerideo com um álcool de cadeia curta.
A produção de óleo diesel a partir da mamona pode reduzir a importação de combustível, alem de promover inclusão social através da agricultura familiar. O Brasil importa 16% do diesel que consome, a custos superiores de 1 bilhão de dólares por ano.
O Brasil que já foi o maior produtor mundial de mamona e maior exportador de óleo vegetal oriundo da mamona, quando em 1985 chegou a colher 393.000 toneladas de bagas, posteriormente perdeu esta liderança por uma série de motivos e em 2003 produziu apenas 85 mil toneladas.
Na região nordeste do estado de Roraima encontra-se, aproximadamente, 1,5 milhões de hectares de cerrados aptos para a produção de grãos e culturas industriais como a mamona. As condições climáticas são apropriadas à exploração das culturas, com uma precipitação média anual de 1608 mm e temperatura média anual de 27,0ºC. Programas de melhoramento e de avaliação de cultivares são à base de um processo para implantação e desenvolvimento de uma cultura. Grande parte dos cultivos de mamona no País são realizados com materiais nativos ou não melhorados sendo este, provavelmente, o motivo dos baixos valores de produtividade obtidos.
A produtividade média da mamoneira em kg.ha-1, apresenta faixas variáveis: a nível nacional (600-900); na Bahia (300-600); no Mato Grosso (960-1560) e em São Paulo (1200-1800). Estas produtividades e suas variações são devidas a diferenças dos genótipos, modelos de produção adotados, manejo nutricional e épocas de semeadura.
Em 1999, foram realizados os primeiros estudos por meio de projeto para Roraima pelo pesquisador Alfredo Nascimento Junior e equipe. A planta apresentou bom desenvolvimento e crescimento vegetativo, atingindo em média de 700 a 1.800 kg.ha-1 sendo que alguns materiais produziram até 2.800 kg.ha-1 de bagas. A adubação foi realizada conforme necessidades da cultura. Os tratos culturais constaram de capinas quando necessários. Avaliou-se o rendimento de grãos, porte de planta, deiscência de grãos, incidência de doenças.
Melhores resultados médios foram obtidos em unidades de observação, conduzidas por três anos consecutivos, com um manejo adequado, em solos que possuem boa capacidade de retenção de água, característica dos solos de mata que apresenta maior teor de matéria orgânica, quando comparados com os de savana. O desenvolvimento dos genótipos foi bom, principalmente para os materiais de porte alto, que puderam expressar melhor seu potencial de rendimento. Contudo, em ensaios conduzidos no ano de 2000, com o cultivo em locais com melhores condições para o desenvolvimento da cultura obteve-se até 6.200 kg.ha-1 e em 2001 até 6.705 kg.ha-1, evidenciando o potencial de produtividade desta cultura em Roraima.
O plantio de cultivares comerciais de porte alto, em área de mata, em 2000, apresentou resultados de produtividade média (variação apresentada desde 795 a 2.061 kg.ha-1) superior as obtidas em 1999 e em 2001 para as seis cultivares em teste, dentre elas as cultivares Nordestina e Paraguaçu. Ainda assim, apresentaram bons índices de produtividade para as condições de mata no Estado, sendo superiores a média nacional.
A mamoneira pode ser uma alternativa para aquelas propriedades localizadas em áreas de mata (Mucajaí, Apiaú etc), de derrubada e que necessitam de um cultivo que se adapte melhor as condições características destes locais. Muitas vezes são áreas de difícil acesso, mecanização e para tratos culturais como capinas, irrigação etc., em que o cultivo de espécies de porte arbustivo como a mamoneira, são adaptadas.
A Utilização das variedades Paraguaçu e Nordestina, em area de transição savana/ mata no campo Experimental Serra da Prata em 1999, 2000 e 2001, apresentam um incremento de cerca de 75% na produtividade. Em 2002, cultivadas nos campos experimentais de Monte Cristo e Serra da Prata, resultaram, respectivamente, em produtividades médias de 1.967 kg.ha-1 a 4.150 kg.ha-1 e teores de óleo médios de 48,32 a 48,61% para a cultivar Nordestina e produtividades médias de 1.117 kg.ha-1 a 3.623 kg.ha-1 e teores de óleo médios de 49,64 a 48,20% para a cultivar Paraguaçu. Precisamos ainda reavaliar efeitos ambientais a fim de determinar de maneira mais acurada o trato cultural ótimo para a mamona na região do lavrado de Roraima.
Os trabalhos desenvolvidos pela Embrapa Roraima, no intuito de identificar genótipos de mamona que melhor se adaptem às condições edafoclimáticas de Roraima, que apresentem rendimentos elevados, com características de plantas adequadas a colheita manual e mecânica, e materiais com elevado teor de óleo, permitiram o desenvolvimento de tecnologia para o cultivo da mamona no estado de Roraima. O desafio se constituiu em desenvolver este cultivo, proporcionando novas opções de cultivo para os produtores rurais do Estado. Utilizou-se de materiais oriundos de vários locais do País onde se cultiva esta oleaginosa.
Estas tecnologias estão descritas detalhadamente nas publicações elaboradas dentro do sistema Embrapa de pesquisa (Nascimento Junior, 1999; Smiderle et al., 2001; Smiderle et al., 2002; Smiderle e Nascimento Junior, 2002; Smiderle et al., 2002b; Smiderle et al., 2002c). Especial destaque atribui-se para a indicação das cultivares BRS 149 Nordestina e BRS 188 Paraguaçu para cultivo em área de mata de transição que apresentam bom desempenho produtivo e teor de óleo próximo de 50%. Os trabalhos de pesquisa prosseguem no sentido de obter outras cultivares mais produtivas além de avaliações de materiais de porte anão que permitirão a colheita mecanizada. A mamona é hoje mais uma alternativa potencialmente rentável para produtores rurais em áreas de lavrado, alteradas/ degradadas e floresta.

Por Oscar José Smiderle
Pesquisador da Embrapa Roraima

UNIVERSIDADE ILLY DO CAFÉ OFERECE CURSO DE GESTÃO DO AGRONEGÓCIO

O mercado internacional do café, aspectos técnicos e de qualidade da lavoura cafeeira e a complexa gestão do business no Brasil: estes temas serão abordados no próximo curso da universidade illy do café (Unilly), Gestão do Agronegócio - Café, a ser realizado nos dias 11 e 12 de março.
O programa contará com a presença de diversos especialistas e empresários do setor cafeeiro, divididos em três blocos. Em cada uma das sessões haverá dois palestrantes e uma mesa redonda ao final, para discussão e esclarecimento de dúvidas. Os temas são os seguintes:

Sessão 1 - Dia 11, das 8:30 às 12:00
- Café Espresso: Cenário internacional e Perspectivas (Anna Belci - Illycaffè)
- O Consumo do café illy no Brasil (Lauro Bastos - ACN)

Sessão 2 - Dia 11 das 13:30 às 17:00
- Nutrição Mineral do Café e Qualidade (Dr. Ondino Cleante Bataglia, Instituto Agronômico de Campinas)
- Irrigação do Café (Uri Goldstein - Netafim Sistemas de Irrigação)

Sessão 3 - Dia 12 das 8:30 às 12:00
- Complexidade gerencial do agronegócio café (Prof. Dr. Décio Zylbersztajn - Programa de Estudos dos Negócios do Sistema Agroindustrial/FEA-USP)
- Mercado internacional do Café (Profa. Dra. Sylvia Saes - Programa de Estudos dos Negócios do Sistema Agroindustrial/FEA-USP)

“É um curso que oferece um bom conjunto de assuntos englobados num curto espaço de tempo, propiciando aos participantes uma visão ampla de diversos aspectos relacionados ao tema”, diz o doutor em agronomia Aldir Alves Teixeira, consultor científico da illycaffè no Brasil que atuará como mediador da segunda sessão.
“Além disso, é uma boa oportunidade para os produtores conhecerem as instalações da Unilly, que geralmente leva os cursos até eles”, completa. A Unilly é a primeira Universidade Corporativa direcionada para o agronegócio cafeeiro no Brasil, e desde 2000 vem capacitando produtores da área.
O evento, aberto à participação do público em geral, será realizado na Sala da Congregação da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, situado à Av. Prof. Luciano Gualberto, 908, Cidade universitária, São Paulo - SP.
A taxa de inscrição é de R$50,00 - sócios do Clube illy do café terão sua inscrição isenta de pagamento, mediante apresentação da carteirinha. A inscrição deve ser realizada antecipadamente, pois as vagas são limitadas, mas o pagamento será somente no dia do evento.

Maiores informações e a ficha de inscrição podem ser obtidas no site www.unilly.com.br, ou pelo tel./fax (11)3731-5311.

ADS Assessoria de Comunicações
Contatos com Rosana De Salvo, Marcio De Meo e Mariana Geraldine
Tel.: 0xx11. 5090-3032/ 5090-3000 Fax.: 0xx11. 5090.3010
Homepage: www.adsbrasil.com.br

BASF ESTIMULA SEGURANÇA DO TRABALHADOR RURAL DURANTE COOPAVEL 2004

A Unidade Agro da BASF, uma das principais fornecedoras de defensivos agrícolas para a agricultura brasileira, está lançando no Show Rural Coopavel 2004, que acontece de 9 a 13 de fevereiro, em Cascavel/PR, a Estação Segurança, que também será montada nas demais feiras em que a BASF estiver presente.
O objetivo dessa iniciativa é divulgar o Programa EPI da BASF e difundir as normas e práticas de segurança no trabalho, como o uso dos equipamentos de proteção, para garantir a saúde do trabalhador rural durante as aplicações dos defensivos.
“Vamos demonstrar no local a evolução tecnológica e da qualidade dos equipamentos de proteção individual, conhecidos como EPI´S, com o apoio de nossos parceiros, fabricantes desses equipamentos, que também estarão presentes na feira para esclarecer dúvidas dos agricultores“, informa Roberto Araújo, gerente de Segurança de Produtos da BASF.
Além da demonstração prática, o agricultor que tiver interesse em adquirir os equipamentos poderá fazê-lo na Estação Segurança da BASF. “O uso dos equipamentos de proteção individual é fundamental para quem trabalha no campo e o compromisso da BASF é incentivar, através de sua rede de distribuição, o uso correto e a comercialização dos melhores equipamentos pelo melhor preço“, reforça Araújo.
Ele ressalta que o Programa EPI da BASF está completando cinco anos e, durante esse período, já foram comercializados mais de 140 mil kits de EPI´s para agricultores de todo o país.

Defensivos de alta tecnologia
Para a Coopavel 2004, a Unidade Agro da BASF montou três estações de plantio com soja, milho e feijão, para que os participantes do evento possam avaliar os resultados positivos obtidos com a aplicação dos defensivos produzidos pela multinacional alemã. A equipe técnica da BASF fornecerá informações detalhadas sobre o seu portifólio de produtos, um dos mais completos do mercado, composto por fungicidas, herbicidas e inseticidas de alta performance. “Os destaques serão o Opera® e o Standak® para a cultura da soja e o Comet® para o feijão“, ressalta David Tassára, gerente de Marketing Brasil da empresa.
Com ação sistêmica, o fungicida Opera® está revolucionando a agricultura com soluções inovadoras, apresentando resultados concretos, permitindo que a soja complete seu ciclo, explorando todo seu potencial produtivo e resultando em alta produtividade e maior rentabilidade ao produtor. Entre as características que garantem a eficácia do produto destacam-se: controle das principais doenças foliares da soja, inclusive a ferrugem, efeito protetor e curativo, fórmula exclusiva, longo período de controle, alta produtividade, maior lucratividade e amplo espectro.
Eficiente e recomendado para uso em tratamento de sementes, o inseticida Standak® combate com alta eficiência as principais pragas de solo que atacam principalmente as lavouras de soja e outras culturas, reduzindo consideravelmente a produtividade e os ganhos dos produtores rurais.
O Comet®, outro fungicida sistêmico da BASF voltado para a cultura do feijão, proporciona ação rápida e prolongada no controle da antracnose, da mancha angular e da ferrugem. O Comet® também protege a planta até o final do ciclo, possibilitando melhor qualidade e maior produtividade.

Atrações especiais para os visitantes
Além das demonstrações técnicas, que sempre contam com um grande número de participantes, a BASF também está inovando na área de comunicação. Em seu estande, será montada uma sala de projeções, para que os visitantes possam assistir, em vários horários, um filme em terceira dimensão, que mostra, de maneira interativa, a ação dos defensivos fabricados pela multinacional alemã. “Queremos ressaltar, utilizando novas tecnologias, a eficácia dos nossos produtos e os benefícios que eles proporcionam para as mais diversas culturas“, explica Tassára.

BASF. A QUÍMICA DA VIDA
A BASF é a empresa líder mundial no segmento químico, oferecendo a seus clientes uma gama de produtos de alta performance, incluindo produtos químicos, plásticos, produtos de performance, produtos para a agricultura, química fina, bem como óleo cru e gás natural. Sua distinta abordagem – conhecida no alemão como "Verbund" – integração total – é a sua força. Ela torna a BASF apta a atingir a liderança de custo e dá vantagem competitiva à companhia. A BASF conduz seus negócios em acordo com os princípios do desenvolvimento sustentável. Em 2002, a BASF alcançou vendas de aproximadamente 32 bilhões de euros (cerca de 34 bilhões de dólares) e conta com mais de 89 mil colaboradores no mundo todo. Na América do Sul registrou vendas totais de 1,7 bilhão de euros*. Desse total, 960.4 milhões de euros representam vendas totais das empresas da BASF do Brasil. As ações da BASF são negociadas nas bolsas de valores de Frankfurt (BAS), Londres (BFA), Nova Iorque (BF), Paris (BA) e Zurique (BAS). Mais informações sobre a BASF estão disponíveis na internet no endereço: www.basf.com.
*Esse resultado inclui os negócios da Wintershall (empresa situada na Argentina, voltada a produção de óleo cru e gás). A empresa é independente da organização regional da BASF e seus números foram incluídos para que a matriz da BASF na Alemanha pudesse consolidar o resultado das empresas do Grupo na região América do Sul.


Mais informações
CL-A Comunicações: Fone- (11) 3082-3977, fax – (11) 3082-4066, com Paulo Damião (r.27) paulo@cl-a.com / Érica Smith (r.28) erica@cl-a.com

Fundação Banco do Brasil lança Franquia Social de minifábricas de castanha de caju

O Modelo Agroindustrial Múltiplo de Processamento de Castanha de Caju, desenvolvido pela Embrapa Agroindústria Tropical (Fortaleza/CE), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, foi escolhido pela Fundação Banco do Brasil para iniciar o Projeto Franquia Social. O projeto será lançado durante a Expo Fome Zero, que acontece de 10 a 12 de fevereiro, em São Paulo (SP).
A Franquia Social vai funcionar a partir de tecnologias ou pacotes tecnológicos já desenvolvidos e validados pelas empresas parceiras da Fundação Banco do Brasil. Cada uma dessas franquias terá manuais explicativos de todas as etapas que envolvem o negócio, com o objetivo de garantir que a tecnologia será replicada com a mesma eficiência e a mesma eficácia do modelo original.
Segundo o chefe-adjunto de Comunicação e Negócios da Embrapa Agroindústria Tropical, Francisco Fábio de Assis Paiva, os manuais para a implantação da franquia de minifábricas estarão disponíveis em todas as agências do Banco do Brasil, que terá uma linha de crédito específica para o custeio e o investimento inicial. “O primeiro contato do cliente interessado em adquirir a franquia será com o Banco do Brasil, que vai oferecer todos os manuais orientadores”, explica Fábio Paiva. Em seguida, a Embrapa vai atuar para implantar e prestar consultoria ao franqueado, orientando na compra dos equipamentos, na capacitação da mão-de-obra, na instalação e no gerenciamento do negócio, a partir de um contrato de parceria. Para tanto, a equipe de pesquisadores da Embrapa terá o apoio de 20 bolsistas da Fundação Banco do Brasil, com formação na área de processamento, em vários Estados, principalmente no Nordeste.
Fábio Paiva enfatiza que os manuais da Franquia Social foram elaborados de forma modular, para atender tanto o pequeno produtor, quanto uma associação ou cooperativa. “Os manuais são operativos e flexíveis, dando ao futuro franqueado a oportunidade de dimensionar a sua produção e orientar o tipo de mercado que quer atingir”.
A Franquia Social do Banco do Brasil também vai atuar na reaplicação da tecnologia alternativa da borracha, na Amazônia; na coleta seletiva de lixo, em Minas Gerais e no programa de educação com crianças no Rio Grande do Sul, dentre outras.

Modelo
A Embrapa Agroindústria Tropical começou, em 1994, a articular diversos agentes produtivos da cadeia produtiva do caju para ajudar no processo de concepção e implantação das primeiras minifábricas de beneficiamento de castanha de caju, dentro de um conceito moderno de agronegócio. Em parceria com a COPAN (Companhia de Produtos Alimentícios do Nordeste, do grupo J. Macêdo) e a empresa F. A. Chagas foi desenvolvida uma linha de equipamentos de baixo custo para o processamento da castanha de caju, apresentando índices que alcançam até 85% de amêndoas inteiras, contra 55% do índice alcançado no corte mecanizado das indústrias tradicionais.
A tecnologia e o processo desenvolvidos pela Embrapa e parceiros proporcionam alternativas de agregação de valor para os pequenos produtores. Antes, eles exerciam o papel de fornecedores de castanha in natura para as grandes indústrias. Com a introdução das minifábricas, as pequenas comunidades podem beneficiar suas próprias castanhas e ainda adquirir matéria-prima de pomares vizinhos.
Vários fatores convergem para o sucesso das minifábricas de castanha. Os equipamentos garantem alta produtividade e qualidade da amêndoa produzida e a Embrapa capacita técnicos para monitorar o funcionamento das minifábricas, concorrendo para que as associações comunitárias e cooperativas rurais possam gerar seus próprios recursos e disputar lugar no mercado. Desde o início do desenvolvimento do Modelo, a Embrapa Agroindústria Tropical participou diretamente da implantação de cerca de 80 minifábricas nos Estados do Ceará, Piauí, Maranhão, Pará, Amazonas, Tocantins, Rio Grande do Norte e Bahia.

Teresa Barroso (DRT 812CE JP) 09/02/2003
Contatos: (85) 299-1907 / 9953-8290

AveSui 2004 inova com seminário conjuntural

Um dos destaques da AveSui 2004 - Feira da Indústria Latino-Americana de Aves e Suínos – a ser realizada nos dias 26, 27 e 28 de maio de 2004, deve agradar simultaneamente os produtores de aves e suínos. Trata-se do novo formato dos Seminários de Aves e de Suínos, evento paralelo à feira de negócios, que este ano terá um dia conjuntural, unindo os dois setores num só espaço para o debate de temas comuns. O Seminário Conjuntural será realizado no dia 26 de maio e nos dias seguintes serão apresentados os temários específicos para avicultura e suinocultura em auditórios distintos.
A idéia da inovação surgiu durante a edição 2003 da AveSui. Depois de as programações dos dois seminários estarem prontas, notou-se que alguns temários eram praticamente iguais para os dois setores, sendo desenvolvidos em salas separadas. “Isso ocorreu porque a base de produção é bastante semelhante, ou seja, disponibilidade de grãos, política de apoio às exportações, defesa sanitária animal, apoio institucional e temas relacionados com a tributação”, explica Dr. Ariel Antonio Mendes, professor Titular da Unesp de Botucatu (SP), Vice-Presidente Técnico Científico da União Brasileira de Avicultura (UBA) e um dos Coordenadores do III Seminário Internacional AveSui de Aves.
Além dos temas comuns, outro incentivo à união dos setores é que boa parte das integrações e cooperativas que produzem frango também produzem suínos. “Por isso, em 2004, resolvemos concentrar a parte conjuntural em um mesmo dia, dentro de uma programação conjunta”, define Mendes.
O formato diferenciado do Seminário AveSui de Aves e Suínos em 2004 deve agradar aos participantes, pois os temas foram escolhidos de forma a abranger todo o público dos dois setores. Além disso, os seminaristas farão inscrição única, podendo participar de todas as palestras do evento. “No formato antigo, o público teria que optar por uma ou outra palestra e ficaria com a sensação de que estaria perdendo algo, o que não acontecerá agora. A partir do segundo dia, a programação será específica para cada segmento, o que permitirá que os assuntos técnicos sejam discutidos a fundo pelos especialistas convidados”, esclarece o coordenador.

Temas do Conjuntural
Entre os temas a serem abordados no dia conjuntural, destacam-se os relacionados às Perspectivas do Agronegócio para o Ano de 2004 - que será debatido pelo Ministro Roberto Rodrigues; O Mercado Futuro do Milho e da Soja na Produção de Aves e Suínos – por João Pedro Cuthi Dias, da BMF; Barreiras da Europa para Importação de Produtos de Suínos e Aves – palestra de Elísio Contini, do Labex-Europa, da Embrapa; e Temas e Propostas em Discussão na Câmara Setorial de Aves, Suínos, Milho e Sorgo – discorrido por Urbano Ribeiral.
Os pontos fortes do III Seminário Internacional AveSui de Aves e Suínos deverão ser os temas discutidos por representantes do governo, universidades e setor de produção, que entre outros assuntos debaterão sobre a qualidade da carne de aves, suínos e de ovos, e as soluções que se referem à tão abordada questão da defesa sanitária, para o mercado interno e para a exportação.
Além disso, explica Mendes, questões relacionadas com a utilização de aditivos em rações de suínos e aves e bem-estar animal certamente despertarão o interesse do público presente nos diversos painéis. “Como se nota, fica difícil destacar uma questão pontual apenas, pois devido à complexidade dos assuntos os temas têm de ser abordados em mais de uma palestra e por diversos palestrantes, a fim de termos uma visão global dos mesmos na cadeia de produção”, completa.

Sobre a AveSui
A AveSui – Feira da Indústria Latino-Americana de Aves e Suínos – trará, além de oportunidades de negócios para os setores produtivos da carne de frango, do ovo e da carne suína, alternativas para agregar valores à toda a cadeia destes setores, através do III Seminário Internacional AveSui de Aves e Suínos.
O compromisso da avicultura e da suinocultura latino-americana já está marcado. Dias 26, 27 e 28 de maio, no Centro de Convenções CentroSul, em Florianópolis (SC), a AveSui 2004, espera receber cerca de 17 mil visitantes, superando o número de 2003.
Participam da AveSui as empresas envolvidas nos segmentos de: Nutrição, Genética, Equipamentos, Saúde Animal, Serviços Técnicos, Processamento de Carne, Embalagens, Softwares entre outros.

Sobre a Gessulli
A AveSui conta com a garantia de público e excelência organizacional da Gessulli Agribusiness, empresa com 16 anos de know-how em realização e promoção de feiras de negócios e 95 anos de tradição editando as revistas Avicultura Industrial e Suinocultura Industrial e o jornal AgriMídia, voltado ao marketing e negócios do agribusiness.



Camila Vita - Jornalista
Gessulli Agribusiness
Praça Sergipe, 154 - Porto Feliz - SP
Tel: (15) 262-3133
Fax: (15) 262-3919

Tecnologias de São Carlos são apresentadas no Show Rural Coopavel 2004, no Paraná

Diversas tecnologias, práticas agropecuárias e manejos desenvolvidos ou aperfeiçoados pela Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos-SP) serão apresentados durante esta semana, no Show Rural Coopavel 2004, que acontece em Cascavel-PR, até sexta-feira (dia 13). As tecnologias são exibidas em demonstrações de campo - como a variedade de cana-de-açúcar mais adequada à alimentação de bovinos - ou sob forma de folhetos, cartazes, publicações ou vídeos. Dois agrônomos da Embrapa Pecuária Sudeste - o extensionista Eli Schiffler e o pesquisador Luciano de Almeida Corrêa - estarão presentes em Cascavel, para dar mais esclarecimentos aos interessados. Os principais tópicos são os seguintes:

Variedades de cana-de-açúcar mais adequadas à alimentação de bovinos
O Instituto Agronômico (da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo) e a Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos-SP) apresentam, no campo do Show Rural Coopavel 2004, uma das variedades de cana-de-açúcar mais adequada à alimentação de bovinos, variedades essas recentemente selecionadas pelo Instituto Agronômico e pela Embrapa Pecuária Sudeste. A cana é usada como alternativa de alimentação no período da seca, época em que as pastagens apresentam pequena produção. Mas para maior produtividade e eficiência alimentar dos bovinos, não se pode utilizar qualquer cana. A variedade indicada para a pecuária tem um índice de conversão alimentar 18% superior ao da variedade de cana mais cultivada no Brasil.

Produção de leite é viável em propriedades familiares
A Embrapa Pecuária Sudeste exibe, no estande do Show Rural Coopavel 2004, uma maquete sobre o Projeto "Viabilidade da Produção Leiteira em Propriedades Familiares". Trata-se de um projeto em parceria com cerca de 80 pequenos produtores de leite no Estado de São Paulo. Outros produtores já passaram por todas as etapas do projeto - que tem duração de três anos - e hoje trabalham independentes. Este projeto demonstrou a viabilidade - técnica e econômica - da pequena propriedade, ou propriedade familiar, para a produção de leite. A Embrapa Pecuária Sudeste repassa tecnologias, manejos e procedimentos gerenciais e contábeis.
As propriedades - que funcionam também como Unidades Demonstrativas - possuem de 3,5 ha a 50 ha. São pequenos pecuaristas que estavam a ponto de abandonar a atividade e hoje estão numa situação confortável, tendo conseguido significativo aumento de produção e de renda, evitando o êxodo para a cidade. Na propriedade, desde que tecnificado e com bom gerenciamento, esse produtor consegue agora viver melhor do que como frentista em posto de gasolina, pedreiro ou motorista de ônibus, atividades praticadas por muitos ex-pequenos produtores, após terem vendido sua terra.
O problema do produtor sem tecnificação não é só falta de renda, mas, principalmente, de informação, de conhecer alternativas, que na maior parte dos casos são coisas simples e de baixo custo.
A Embrapa não dá recursos financeiros ao produtor e nem ele recorre a bancos. O aumento de renda vem da sua própria atividade, ao adotar tecnologias, manejos e bom gerenciamento. Os produtores se comprometem a seguir as recomendações técnicas e a dar à Embrapa todas as informações sobre as contas, ficando a propriedade aberta para monitoramento e vistorias.

Tecnologias diversas
Outras tecnologias, processos e manejos desenvolvidos ou aperfeiçoados pela Embrapa Pecuária Sudeste também podem ser apreciados, em publicações e em vídeo. Destacam-se vários aspectos da produção intensiva de carne e de leite a pasto, como o pastejo rotacionado, adubação de pastagens, cuidados ambientais na atividade pecuária, manejo de pastagens, cruzamentos entre algumas raças, produção de leite em propriedades familiares, escolha de sementes adequadas, nutrição, alimentação para a época da seca (silagem de capim, silagem de milho, cana + uréia, silagem de cana, aveia, alfafa, irrigação de pastagens), entre outros.

Jorge Reti - MTb 12693-SP e MS 14130/SJPSP/FENAJ
Assessor de imprensa
Embrapa Pecuária Sudeste
São Carlos-SP
Fone (0xx16) 261-5611

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