AgroBrasil - @gricultura Brasileira Online

+ LIDAS NA SEMANA

sexta-feira, maio 19, 2017

EMBRAPA: Dia de campo apresentará dados sobre sistemas silvipastoris em MS



A Embrapa Gado de Corte, em parceria com o Grupo Mutum, realiza no dia 26 de maio, o Dia de Campo Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, na Fazenda Boa Aguada, em Ribas do Rio Pardo (cerca de 150 km de Campo Grande, MS). Na ocasião, serão apresentados dados técnicos sobre implantação e condução de sistemas silvipastoris em Mato Grosso do Sul. Além disso, será inaugurada a Unidade de Referência Tecnológica (URT) em sistemas silvipastoris, que teve a implantação iniciada em dezembro de 2015.  

De acordo com a pesquisadora da Embrapa Gado de Corte e coordenadora do dia de campo, Fabiana Villa Alves, a URT conta com uma área de 48 hectares onde serão realizadas demonstrações de sistemas mais adequados para a região e também servirá de base para pesquisa com dados relativos aos sistemas.

“No local, temos cinco arranjos espaciais com diferentes espécies e clones de eucalipto que são Corymbia citriodora, toreliodora, urocam VM01 e urograndis I144. Existe ainda um tratamento com pastagem solteira. Cada tratamento possui duas repetições, totalizando 12 piquetes”, acrescenta o pesquisador da área de sistemas integrados de produção André Dominghetti Ferreira.

Parceria

O Grupo Mutum é parceiro da Embrapa Gado de Corte há alguns anos e na Fazenda Boa Aguada já é conduzida uma URT Carne Carbono Neutro (CCN), cujo tema foi apresentado durante um dia de campo em 2016, na própria fazenda, no qual os participantes conheceram o conceito CCN que tem como finalidade atestar a carne bovina produzida com alto grau de bem-estar animal, na presença do componente arbóreo, em sistemas de integração do tipo silvipastoril (pecuária-floresta, IPF) ou agrossilvipastoril (lavoura-pecuária-floresta, ILPF) e que, nessas condições, as árvores neutralizam o metano entérico exalado pelos animais, um dos principais gases responsáveis pelo efeito estufa que provoca o aquecimento global.

De acordo com um dos proprietários do Grupo Mutum, Moacir Reis, o sistema silvipastoril foi implantado na fazenda em 2006, sendo pioneiro em Mato Grosso do Sul e a propriedade serviu de exemplo para outros produtores rurais, tendo hoje mais de dois mil hectares de floresta plantada.

Informações

Para participação no dia de campo, estão disponíveis 300 vagas voltadas para comunidade científica, alunos de graduação e pós-graduação, técnicos e extensionistas, proprietários rurais, empresários e microempresários da cadeia produtiva da carne e do setor florestal. Informações podem ser obtidas junto ao Setor de Transferência de Tecnologia da Embrapa Gado de Corte, pelo telefone (67) 3368-2000.



O dia de campo conta com patrocínio e apoio de Tortuga – DSM, Rede de Fomento ILPF (Cooperativa Agroindustrial Cocamar, Dow AgroSciences, John Deere, Parker e Syngenta) e Sindicatos Rurais de Ribas do Rio Pardo e Águas Claras.

Programação
7h30 - 8h30 inscrições e distribuição de grupos
8h30 - 9h30 abertura
9h30 - 10h estação Central - URT ILPF Fazenda Boa Aguada – pesquisadora Fabiana Villa Alves
11h - 13h:
Estação 1 - componente florestal pesquisadores Valdemir Laura e André Dominghetti
Estação 2 - componente forrageiro e solo – pesquisadores Roberto Giolo  e Ademir Zimmer
Estação 3 - componente animal – pesquisador Rodrigo Gomes
Estação 4 - componente financeiro – pesquisadora Mariana Pereira
13h30 Almoço
16h Encerramento

Texto: Kadijah Suleiman, jornalista da Embrapa Gado de Corte (MTb 22.729/RJ)

CNC - Balanço Semanal de 15 a 19/05/2017



BALANÇO SEMANAL — 15 a 19/05/2017

Com safra de 45,6 milhões de sacas apontada pela Conab, CNC acredita que o Brasil permanece reduzindo estoques para honrar exportação e consumo

SAFRA 2017 — Na quinta-feira, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou o resultado de seu segundo levantamento para a safra 2017 de café no Brasil, apontando que serão colhidas 45,563 milhões de sacas de 60 kg. Do volume total, que implica queda de 11,3% ante 2016, 35,427 milhões de sacas se referem à variedade arábica e 10,136 milhões à conilon.

O CNC entende que a estimativa de uma safra menor reflete a bienalidade negativa das lavouras de arábica neste ano e vem ao encontro do cenário que temos apresentado de que os estoques de passagem do País caminham para seus menores níveis históricos, com a mínima podendo ser registrada em 2018.

Faz-se necessário, entretanto, afirmar que os volumes de oferta (produção + estoques) são suficientes para atenderem à demanda de consumo e exportação, com o Brasil mantendo sua fidelidade de principal fornecedor mundial de café.

Em meio a esse cenário, reiteramos a necessidade do produtor estar atento aos movimentos do mercado, fazendo a tomada de recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para, ao longo dos 12 meses da safra, aproveitar as melhores oportunidades de preço e realizar vendas quando as cotações forem satisfatórias para cobrir seus custos e gerar rentabilidade.

CRIANÇA DO CAFÉ NA ESCOLA — Ciente de que o Brasil é o país mais sustentável na produção de café mundial, sendo exemplar na preservação do meio ambiente e na geração de milhões de empregos, fiscalizando e combatendo práticas intoleráveis de trabalho, vimos com muita surpresa e aversão a iniciativa do Museu do Café em realizar uma exposição sobre a perspectiva histórica do trabalho infantil nos séculos XX e XXI.

Diante das discussões sobre a Reforma Trabalhista no Brasil, com o intuito de alcançarmos um cenário de segurança jurídica para empregados e empregadores, sem extrair os benefícios da classe trabalhista, sem onerar de forma desequilibrada os contratantes e, principalmente, sem permitir atividade laboral de crianças, causa repulsa o fato de o anúncio da mostra propagar que a "mão de obra infantil (...) ainda é uma prática muito comum".

A cadeia café, por meio da sinergia entre seus segmentos, combate com veemência a prática de trabalho exploratório de crianças e adolescentes, fato que possibilita que esse cenário praticamente inexista no País atualmente. O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), por exemplo, realiza o programa "Criança do Café na Escola", que contribui com a melhora da qualidade de ensino, colaborando, consequentemente, com a diminuição do êxodo rural e a fixação do homem no campo.

O CNC enaltece o trabalho do Cecafé nesse projeto e entende que o objetivo de inserir escolas de comunidades cafeeiras no mundo digital é essencial por permitir que um grande número de crianças da zona rural tenha as mesmas oportunidades de acesso ao conhecimento das crianças dos grandes centros urbanos.

Nesse projeto, o público atendido envolve jovens e crianças de escolas públicas dos ensinos infantil, fundamental e médio de comunidades cafeeiras e, em alguns casos, os próprios professores. Além disso, algumas dessas escolas também disponibilizam a sala digital para a comunidade do entorno.

MERCADO — Os contratos futuros do café tramitavam dentro de intervalo recente até a quinta-feira no mercado internacional, sem novidades no lado dos fundamentos e com os players atentos ao desenvolvimento da colheita e à aproximação do inverno no Brasil, o maior produtor mundial.

Entretanto, após a divulgação, na noite de quarta-feira, do conteúdo da delação do empresário Joesley Batista, que preside a holding J&F, controladora da JBS, que gerou forte crise política no Brasil, o dólar passou a se fortalecer intensamente sobre o real, estimulando as exportações e pressionando as cotações. Somente ontem, a divisa norte-americana disparou mais de 8% em relação ao real, encerrando o pregão a R$ 3,389. No acumulado da semana, a valorização foi de 8,5%.

Na Bolsa de Nova York, o vencimento julho do Contrato C foi cotado, na quinta-feira, a US$ 1,2965 por libra-peso, com queda de 530 pontos frente ao fechamento da semana passada. O vencimento julho do contrato futuro do robusta, negociado na ICE Futures Europe, foi cotado a US$ 1.984 por tonelada, acumulando perdas semanais de US$ 10.

Conforme a Somar Meteorologia, a colheita de café arábica, no Brasil, ainda está em seu início, com lentidão devido às chuvas que atrapalharam a entrada de máquinas nos cafezais nas principais regiões do cinturão produtor nos últimos dias, além do fato de a maioria das áreas ainda estar em fase de maturação ou com grãos verdes. Já a cata de conilon vem em ritmo normal, puxada pelos trabalhos em Rondônia.

No mercado interno, em meio às incertezas políticas, há falta generalizada de negócios. Assim, houve pouca oscilação nos preços, com os indicadores calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para as variedades arábica e conilon sendo cotados, ontem, a R$ 458,21/saca e a R$ 409,14/saca, respectivamente, ambos com variações positivas de 0,5% em relação ao fechamento da sexta-feira anterior.

Atenciosamente,
Deputado Silas Brasileiro
Presidente Executivo


quarta-feira, maio 17, 2017

EMBRAPA: Cientistas desenvolvem alimentos processados de pescado pantaneiro



Carnes defumadas, nuggets, hambúrgueres, patês, quibes e marinados feitos de pescado do Pantanal foram desenvolvidos pela Unidade de pesquisa da Embrapa em Corumbá, Mato Grosso do Sul, em parceria com o Centro de Pesquisas do Pantanal (CPP). Utilizando espécies nativas, o projeto busca agregar valor aos produtos da pesca na região. “Existe uma cadeia, embora incipiente, de produção de pescado aqui. Ela é muito tradicional, porém não há muita regularidade em função das condições ambientais locais. Além disso, a gente observa que o valor pago aos pescadores dentro da cadeia é muito baixo pelo peixe inteiro e eviscerado”, diz Jorge Lara, pesquisador da Embrapa Pantanal. “Uma forma de aumentar a produção e agregar algum valor a ela é processar o produto”.

De acordo com Lara, que lidera as pesquisas na área, alimentos processados de pescado pantaneiro são voltados a consumidores de todas as idades. “As crianças, muitas vezes, rejeitam peixe. Nem todas gostam do cheiro ou do sabor do filé. Processando essa carne em um produto como o empanado, é possível retirar um pouco do odor e sabor característicos e a criança se torna mais interessada”, acredita. “Com esse projeto, buscamos mostrar a viabilidade, a possibilidade de se produzir de maneira sustentável, diversificar a produção, levar proteína de qualidade para crianças e adultos e, ao mesmo tempo, garantir renda além do auxílio recebido pelos pescadores no período de defeso”.


Variação de acordo com a época

Em 2005, o projeto começou a investigar as técnicas, ingredientes e condições adequadas para produzir esses alimentos, levando em consideração as alterações sofridas pelo ambiente pantaneiro e pelos animais em diferentes períodos. O pesquisador explica que as formulações que existem para produtos de pescado na indústria não se aplicam ao Pantanal. Um dos motivos dessa circunstância é a variação da própria matéria prima. “Dependendo da época do ano em que você captura o peixe, o padrão da carne muda. Por essa razão, a formulação usada em julho nem sempre vai servir em dezembro. Começamos a trabalhar com o pintado e o pacu para padronizar quais seriam os melhores produtos, aqueles que teriam mais condições de serem feitos com qualidade”, afirma Jorge Lara.




Equipamentos necessários

Os pesquisadores também estabeleceram a infraestrutura necessária para a produção dos alimentos, o que auxiliará empreendedores interessados. Os equipamentos básicos utilizados para processar os alimentos, de acordo com Lara, são o cutter (processador com mais funções, firmeza e força que o eletrodoméstico convencional) a descarnadeira, usada para fazer carne mecanicamente separada (CMS); e o defumador que pode ser de diferentes tamanhos. “Tendo a estrutura física (um galpão com ajustes elétricos e encanamento para receber o equipamento), calculamos que com 100 mil reais, aproximadamente, é possível adquirir as máquinas. Outras operações industriais, às vezes, custam um ou dois milhões de reais para montar uma empresa produtiva”, afirma Lara.

O pesquisador ressalta que as espécies utilizadas na fabricação dos produtos variam entre as mais tradicionais, como o pacu, pintado e cachara, e algumas diferenciadas, menos conhecidas pelo público em geral: piavuçu, palmito, barbado e jaú. “Esses outros peixes não são tão visados por conta da cultura local. Você quase não os vê no comércio. Os restaurantes da região sempre oferecem pratos como pintado ao urucum ou costela de pacu”, diz. O pesquisador Paulo Teixeira, um dos fundadores do CPP, ressalta que o uso de espécies menos visadas pelo mercado favorece o equilíbrio das populações de peixes nos rios. “O desenvolvimento de produtos a partir de espécies de peixes pouco exploradas contribui para reduzir a sobrepesca em espécies como o pintado e o pacu”.


Impacto socioambiental

De acordo com o último boletim do Sistema de Controle da Pesca de Mato Grosso do Sul (SCPesca/MS), que monitora a atividade no estado há mais de 20 anos, essas duas espécies e o cachara lideraram o ranking das mais procuradas pelos pescadores no estado em 2015, representando juntas mais de 53% do volume total de pescado capturado no ano. O piavuçu representou 10% desse valor; o jaú e o barbado somaram menos de 7% do total. O palmito não alcançou um valor expressivo, sendo classificado junto a outras espécies pouco capturadas. 

Informações como essas se traduzem na diferença entre os preços pagos aos pescadores. Roberto de Moraes, que trabalha com a atividade há mais de 20 anos na região pantaneira, conta que recebe cerca de dez reais pelo quilo do pescado. Mas esse é o valor pago pelos peixes considerados nobres, como o pintado; o quilo do barbado ou jaú pode valer metade desse preço, diz Moraes. “Eu pesco entre 200 kg e 300 kg em um bom mês. Na época do frio, como agora, consigo tirar de 30% a 50% dessa quantidade. Preciso pegar os peixes que valem mais”, explica. 

Ramão Vicente de Arruda, pescador há 40 anos, afirma revender o quilo do pintado por R$ 15, em média. Já o quilo do palmito costuma custar entre oito e dez reais. “De 500 kg de pescado por mês, 100 kg costumam ser de espécies menos procuradas pelos consumidores, como o palmito, o barbado ou o jaú. Os outros 400 kg são, em sua maioria, pacu ou pintado”, afirma. “Acho que o pessoal compra as espécies mais conhecidas por costume. O palmito, por exemplo, é um peixe muito bom. Para mim, tem mais sabor que o próprio pintado, as pessoas só não estão acostumadas a comer. A divulgação do trabalho com os processados tem que ser mais ampla para colocar esses peixes na mesa da população. Seria mais um meio de sobrevivência para a gente”, afirma. 


Transferência de tecnologia

Os pesquisadores adaptaram a produção dos processados de pescado para pequenos grupos ou cooperativas de pescadores, de forma a estimular que eles se apropriem desse trabalho. “Nós temos bagagem suficiente para transferir essas tecnologias para a escala que for necessária, mas estes são produtos voltados para a pesca. A dimensão industrial é muito maior”, diz Jorge Lara. Paulo Teixeira completa: “os pescadores são elos importantes na cadeia produtiva do pescado. Portanto, qualquer produto desenvolvido e comercializado com esse pescado trará novas oportunidades e contribuirá para a renda dessas pessoas”. Com esses objetivos em mente, a Embrapa Pantanal e o campus de Coxim do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) discutem atualmente os termos de uma parceria que deverá levar informações sobre este e outros projetos ligados à pesca e aquicultura aos alunos do Instituto.

“Nosso interesse existe porque o pescado é um alimento muito consumido aqui na região, devido à proximidade do rio, e o trabalho de processamento ainda é muito pequeno. Normalmente, o pescador apenas captura e revende o peixe. Essa iniciativa é algo que o próprio pescador poderia manipular para agregar valor aos produtos”, diz Angela Kwiatkowski, coordenadora do curso de tecnologia em alimentos do IFMS em Coxim. De acordo com Angela, o curso teve início em 2015 e hoje conta com duas turmas e 65 alunos matriculados. “Os estudantes aprendem como trabalhar depois da pesca – como realizar a despesca, quais são as normas de higiene dependendo do corte que se vai fazer na carne, as formas de conservação desse material e também formas de criar novos produtos para que se aproveite tudo o que é extraído do pescado, como os processados. É uma área que está em alta. Nosso país tem que aproveitar as oportunidades”, afirma. 

Sidnei Klein, professor e coordenador do eixo tecnológico de recursos naturais da mesma instituição, ressalta que o consumo de peixe no Brasil está em evolução. “Estamos hoje com cerca de 14 kg consumidos por habitante/ por ano. Em 2006, esse valor não chegava nem à metade disso. Se formos atingir a média de consumo mundial, que está próxima dos 19 kg por habitante/ por ano, vai faltar muito pescado. Estamos importando 15 vezes mais do que exportando. O que podemos concluir disso é que temos mais demanda interna que produção”, diz. Angela completa: “nós enfatizamos a questão do valor nutricional do pescado, que é riquíssimo para a nutrição humana. Algumas espécies têm altos teores de ácidos graxos da família do ômega 3 e 6. É um produto saudável”.

Além de Mato Grosso do Sul, os processados de pescado pantaneiro deverão ser levados a Mato Grosso nos próximos anos, afirma Jorge Lara. “Estamos ajudando a intermediar, no mercado de Cuiabá, a condição de elevar a produção desses alimentos a uma escala maior para que eles se tornem produtos comerciais. Discutimos a possibilidade de, eventualmente, fazer um contrato com a prefeitura para incluí-los na merenda escolar”. Paulo também fala das parcerias encabeçadas pelo CPP. “Estamos no momento buscando renovar a parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (...). Vemos com grande potencial a continuidade deste trabalho em função dos impactos positivos na socioeconomia, no meio ambiente e até mesmo na saúde da população”. 

Aos pescadores, integrantes de cooperativas e outros interessados em alimentos processados de pescado pantaneiro, Lara recomenda que procurem a Embrapa para mais informações. “Só é possível realizar esse trabalho se houver uma equipe – e isso se aplica lá fora, também. Quem trabalhar em conjunto vai ter toda a chance de fazer com que o projeto dê certo”.

 Os produtos

Os alimentos processados de pescado pantaneiro desenvolvidos pela equipe de pesquisa têm diferenciais, ingredientes e métodos de produção desenvolvidos especificamente para cada um:
 
Carnes defumadas – os filés de peixe que passam pelo defumador adquirem aroma e sabor únicos, segundo Jorge. Ao serem expostos à fumaça produzida pela queima da madeira, também recebem substâncias antimicrobianas, o que aumenta sua conservação. “Observamos que o pacu é um bom peixe para ser defumado. Ele perde muita massa por causa da quantidade de gordura que possui, mas por isso ele também ganha em sabor”, diz.
 

Carnes marinadas – com o intuito de conservar e diferenciar o produto, os pesquisadores também trabalham com misturas para marinar as carnes (que geralmente consistem, neste caso, de líquidos, sal, temperos e outros ingredientes combinados). O tempo em que as carnes ficam nessa mistura varia de acordo com a espécie do peixe. “É como compor uma música: você combina as notas musicais de modo a chegar em um resultado diferente”.
 

Fishburguer – o hambúrguer de peixe é feito a partir da carcaça do animal, depois que os filés foram retirados. Esse material é conhecido como carne mecanicamente separada, ou CMS. “A CMS é a base para todos os produtos processados no mercado – também no caso de suínos e aves. Basicamente, misturamos temperos a uma carne compactada”, afirma Jorge. “O processado é, teoricamente, mais barato que o filé porque possui menos carne e mais aditivos. Mas é um produto vendável, que dá acesso a uma quantidade suficiente de proteína ao consumidor”.
 

Empanados e nuggets – os empanados de peixe também utilizam a CMS na sua composição. “Além da carne, os nuggets têm todo um sistema de cobertura, de liga e de ponto de massa que são muito específicos, característicos. O pacu empanado, então, é o que mais utiliza ingredientes diferentes e o que possui menos sabor característico do peixe. Em compensação, exige uma tecnologia um pouco mais refinada para sua fabricação”.
 

Quibes – com a CMS como base do produto, os quibes aliam o diferencial da carne de peixe aos temperos selecionados para sua formulação. “A gente aprendeu com o nosso antigo chefe geral, José Comastri Filho, alguns segredos culinários sírios, provenientes de sua ascendência. Essa formulação leva hortelã e outras coisas mais”, diz o pesquisador. Os quibes, hambúrgueres e empanados de peixe podem ser congelados para aumentar sua durabilidade.
 

Patês – a pasta que leva carne de peixe na composição precisa chegar ao ponto correto para ter uma textura atrativa, que não seja muito mole ou muito dura. “Esse ponto tem relação direta com a emulsão, que é uma união de gordura com água”, conta Jorge. Realizando testes para chegar à formulação ideal, os pesquisadores encontraram o produto que obteve mais aceitação entre os consumidores até hoje: o patê de pacu defumado. “Para retirar a gordura do pacu e fazer o patê, defumamos a carne antes. O produto deu muito certo”.


Nicoli Dichoff (MTb 3252/SC)
Embrapa Pantanal
nicoli.dichoff@embrapa.br
Telefone: 67 3234-5879

Núcleo de Comunicação Organizacional (NCO)
Embrapa Pantanal
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
Corumbá/ MS

sexta-feira, maio 12, 2017

CNC - Balanço Semanal de 08 a 12/05/2017



BALANÇO SEMANAL — 08 a 12/05/2017

CNC debate preservação do Banco de Germoplasma do IAC com secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim

BANCO ATIVO DE GERMOPLASMA DO IAC
Na terça-feira, 9 de maio, o presidente executivo do CNC, deputado Silas Brasileiro, recebeu o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, deputado Arnaldo Jardim. No encontro, ocorrido em nossa sede de Brasília (DF), demos continuidade aos debates sobre uma matéria que já vem sendo conduzida pelo coordenador do Conselho, Maurício Miarelli: a preservação das variedades de café do Banco Ativo de Germoplasma (BAG) de Cafeeiro do Instituto Agronômico (IAC).

Desde 2015, diante das dificuldades enfrentadas pela instituição, o CNC participou de diversas reuniões com representantes das entidades da cadeia produtiva, do diretor do Centro de Café do IAC, Gerson Giomo, e do staff da Secretaria de Agricultura de São Paulo. Expusemos a importância do BAG do IAC, o maior e mais representativo do Brasil, que possui plantas únicas e raras, as quais precisam ser preservadas para garantir a inovação tecnológica e a competitividade futura da cafeicultura nacional.

Mediante os trabalhos realizados pelo Conselho Nacional do Café e demonstrando ciência sobre a importância do BAG do IAC, o secretário Arnaldo Jardim citou que realizará esforços no sentido de que sejam preservadas as raras e únicas espécies do principal banco de germoplasma do País.

Ainda durante o encontro, o titular da Secretaria de Agricultura paulista nos agraciou com o convite para participação no "Sabor da Colheita 2017", ato simbólico que ocorrerá no dia 24 de maio, no Instituto Biológico, e que marca o início da colheita do café no Estado de São Paulo.
REUNIÕES ITINERANTES

Na semana passada, o CNC realizou uma série de reuniões itinerantes na sede de algumas de nossas cooperativas associadas, com o intuito de debater trabalhos que visem a fortalecer a interação para validar propostas de projetos e identificar desafios e potencialidades regionais para embasar ações de política cafeeira. Os primeiros encaminhamentos tomados se referem ao Fórum Mundial dos Produtores de Café e ao Dia Mundial do Café.

A respeito do evento que ocorrerá de 10 a 12 de julho, em Medellín, na Colômbia, as cooperativas associadas apoiaram a construção participativa de um documento com a posição do Brasil para apresentação no Fórum pelo presidente Silas Brasileiro. Este documento deverá promover a sustentabilidade social e ambiental da cafeicultura brasileira e apresentar críticas à transferência para a produção de todos os custos da sustentabilidade.

O tema do Dia Mundial do Café, em 1º de outubro deste ano, será "Coffee for you and me", com o objetivo de valorizar a característica do produto em unir as pessoas. Desde a criação dessa data pela Organização Internacional do Café (OIC), em 2015, o Brasil esteve ausente das comemorações. Frente a isso, as cooperativas associadas irão avaliar a possibilidade de realizar eventos com o tema sugerido pela OIC e o CNC coordenará a divulgação, bem como reportará ao organismo as atividades comemorativas desenvolvidas no Brasil.

MERCADO — Sem novidades nos fundamentos, os futuros do café apresentaram movimento lateral nesta semana, acumulando queda até o fechamento de ontem. As atenções estão voltadas para as condições climáticas e seu impacto no desenvolvimento da safra brasileira.

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) informou que os produtores de arábica da Zona da Mata e do Sul de Minas Gerais já iniciaram as atividades de colheita, limitadas à copa dos cafezais e em locais onde os grãos já adquiriram maior grau de maturação. Ainda segundo a instituição, a colheita do robusta segue em ritmo normal e a expectativa é de que os maiores volumes desta safra cheguem ao mercado no final mês.

No Brasil, o dólar comercial foi cotado, ontem, a R$ 3,1437, com queda de 1,0% em relação ao fechamento da semana anterior. O movimento do câmbio seguiu a tendência internacional, onde a alta do petróleo pressionou o índice da moeda norte-americana.

Na ICE Futures US, o vencimento julho do Contrato C foi cotado, na quinta-feira, a US$ 1,3425 por libra-peso, com queda de 145 pontos em relação ao fechamento da semana passada. O vencimento julho do contrato futuro do robusta, negociado na ICE Futures Europe, encerrou o pregão de ontem a US$ 1.984 por tonelada, acumulando perdas de US$ 18 na comparação com a última sexta-feira.

A Organização Internacional do Café (OIC) avaliou que a queda das cotações do grão observadas no último mês foi influenciada por movimentos especulativos, já que "fundos de cobertura venderam posições longas acumuladas nos últimos meses".

Em relação ao mercado físico nacional, o Cepea informou que as indústrias de torrefação voltaram a adquirir grãos de robusta e arábica de qualidade intermediária. A demanda está mais aquecida pelo arábica tipo 7 (bebida rio) remanescente da safra 2016/17, devido ao preço e à oferta ainda limitada de robusta. Já as negociações do arábica tipo 6 (bebida dura para melhor) têm sido pontuais, em momentos de valorização do mercado internacional.

Os indicadores calculados pela instituição para as variedades arábica e conilon foram cotados, ontem, a R$ 454,18/saca e a R$ 406,22/saca, respectivamente, com variações de -1,1% e 1,8%, em relação ao fechamento da semana anterior.

Atenciosamente,
Deputado Silas Brasileiro
Presidente Executivo


VII Simpósio de Restauração Ecológica


Prazo para submissão de resumos: 14/06/2017 

Inscrições com desconto: até 30/06/2017



VII SIMPÓSIO DE RESTAURAÇÂO ECOLÓGICA
Data: 8 a 10 de novembro de 2017
Local: Sala de Convenções do Centro de Exposições Imigrantes
São Paulo-SP






Apresentamos o VII Simpósio de Restauração Ecológica, promovido pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente através do Instituto de Botânica de São Paulo, no período de 06 a 10 de novembro de 2017, nas dependências do Instituto de Botânica e no São Paulo Expo, São Paulo - SP.

Tendo como tema central "Tecnologia e Avanços", o objetivo principal deste VII Simpósio é promover uma discussão sobre as principais tendências quanto ao uso de novas ferramentas disponibilizadas para elaboração de projetos de áreas degradadas. Será discutida a evolução das pesquisas científicas que possam estar subsidiando as políticas públicas. Estes "avanços e tecnologias" serão apresentados e discutidos em mesas-redondas, palestras, cursos, estande de apresentações de trabalhos científicos e em atividades relacionadas à disponibilização de serviços e produtos voltados à restauração ecológica.

A edição anterior do simpósio, em 2015, reuniu aproximadamente 1000 participantes, entre universidades, institutos de pesquisa, órgãos oficiais, licenciadores, consultores ambientais, grandes empresas, instituições financeiras, Ministério Público, ONGs, alunos de graduação e pós-graduação, órgãos de assistência técnica, etc.

Por se tratar de um evento tradicional dirigido à comunidade atuante no campo de restauração ecológica, considera-se que este número foi extremamente satisfatório, confirmando a existência de uma clara demanda por fórum de discussão e debate permanente nesta área.

A expectativa da organização é que o VII Simpósio de Restauração Ecológica supere os eventos anteriores em número de participantes, na qualidade dos debates e, principalmente, nos seus desdobramentos para promover avanços em Restauração Ecológica e nas políticas públicas para o setor.

O VII Simpósio de Restauração deverá reunir mais de 1000 participantes entre representantes dos setores públicos e privados relacionados com o tema geral do evento.

Contamos com a sua presença!
Dr. Luiz Mauro Barbosa
Diretor Geral do Instituto de Botânica
Atividades Pré Simpósio

6/11 a  8/11/2017 - Minicursos
Saiba mais e faça sua inscrição on-line através do site www.infobibos.com/rad
Contamos com sua presença
Contato:

Secretaria Executiva
Infobibos - Organização de Eventos


Elaine Abramides - eabramides@terra.com.br
(19) 9 8190-7711
(14) 9 9757-7711- Plantão e WhatsApp


Skype: Infobibos


Infobibos & Agroblue






quinta-feira, maio 11, 2017

MAMÃE FALEI expõe os MORTADELAS, LIXOS HUMANOS, que foram levados para aplaudir LULA em Curitiba

Deputado Afonso Hamm trata da Operação Carne Fraca com ministro da Agricultura




Nesta manhã, a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural recebeu o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, para discutir as consequências econômicas e sociais da Operação Carne Fraca no setor agropecuário.

O deputado Afonso Hamm, que foi o autor do requerimento de convite para reunião, destacou a forma transparente com que o processo foi conduzido pelo governo federal e reforçou que a manifestação do ministro é importante para esclarecer a população brasileira sobre as medidas tomadas. “A seriedade com que o assunto foi tratado transmitiu segurança com relação à qualidade da carne distribuída tanto no mercado interno quanto para a exportação”, afirmou.

Outro assunto sublinhado pelo parlamentar diz respeito aos reflexos da operação na pecuária do país. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a queda no preço da arroba e do quilo do boi gira em torno de 7% em comparação ao valor comercializado antes da deflagração da Carne Fraca. Ele concluiu pedindo o fortalecimento das ações do Ministério para recuperar os preços no mercado interno e retomar as exportações.

Durante a reunião, Hamm ainda comentou sobre os projetos de fomento que estão sendo desenvolvidos pelo setor da ovinocaprinocultura no Estado, em parceria com o Ministério da Agricultura, e reforçou o pedido para a retenção de matriz e as novas faixas de créditos sejam contempladas no Plano Safra 2017.

Maggi ressaltou as providências que foram tomadas pela vigilância sanitária e afirmou que o trabalho de reconquistar a confiança dos mercados é desafiador e deve ser feito com clareza e pró-atividade.

A operação, deflagrada pela Polícia Federal em março, apura o envolvimento de fiscais do Ministério da Agricultura em um esquema criminoso envolvendo licenças e fiscalização de frigoríficos.

www.afonsohamm.com.br - facebook.com/depafonsohamm
Jornalista responsável – Gilkiane Cargnelutti MTB 15.929

+ LIDAS NOS ÚLTIMOS 30 DIAS

Arquivo do blog