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quarta-feira, maio 17, 2017

EMBRAPA: Cientistas desenvolvem alimentos processados de pescado pantaneiro



Carnes defumadas, nuggets, hambúrgueres, patês, quibes e marinados feitos de pescado do Pantanal foram desenvolvidos pela Unidade de pesquisa da Embrapa em Corumbá, Mato Grosso do Sul, em parceria com o Centro de Pesquisas do Pantanal (CPP). Utilizando espécies nativas, o projeto busca agregar valor aos produtos da pesca na região. “Existe uma cadeia, embora incipiente, de produção de pescado aqui. Ela é muito tradicional, porém não há muita regularidade em função das condições ambientais locais. Além disso, a gente observa que o valor pago aos pescadores dentro da cadeia é muito baixo pelo peixe inteiro e eviscerado”, diz Jorge Lara, pesquisador da Embrapa Pantanal. “Uma forma de aumentar a produção e agregar algum valor a ela é processar o produto”.

De acordo com Lara, que lidera as pesquisas na área, alimentos processados de pescado pantaneiro são voltados a consumidores de todas as idades. “As crianças, muitas vezes, rejeitam peixe. Nem todas gostam do cheiro ou do sabor do filé. Processando essa carne em um produto como o empanado, é possível retirar um pouco do odor e sabor característicos e a criança se torna mais interessada”, acredita. “Com esse projeto, buscamos mostrar a viabilidade, a possibilidade de se produzir de maneira sustentável, diversificar a produção, levar proteína de qualidade para crianças e adultos e, ao mesmo tempo, garantir renda além do auxílio recebido pelos pescadores no período de defeso”.


Variação de acordo com a época

Em 2005, o projeto começou a investigar as técnicas, ingredientes e condições adequadas para produzir esses alimentos, levando em consideração as alterações sofridas pelo ambiente pantaneiro e pelos animais em diferentes períodos. O pesquisador explica que as formulações que existem para produtos de pescado na indústria não se aplicam ao Pantanal. Um dos motivos dessa circunstância é a variação da própria matéria prima. “Dependendo da época do ano em que você captura o peixe, o padrão da carne muda. Por essa razão, a formulação usada em julho nem sempre vai servir em dezembro. Começamos a trabalhar com o pintado e o pacu para padronizar quais seriam os melhores produtos, aqueles que teriam mais condições de serem feitos com qualidade”, afirma Jorge Lara.




Equipamentos necessários

Os pesquisadores também estabeleceram a infraestrutura necessária para a produção dos alimentos, o que auxiliará empreendedores interessados. Os equipamentos básicos utilizados para processar os alimentos, de acordo com Lara, são o cutter (processador com mais funções, firmeza e força que o eletrodoméstico convencional) a descarnadeira, usada para fazer carne mecanicamente separada (CMS); e o defumador que pode ser de diferentes tamanhos. “Tendo a estrutura física (um galpão com ajustes elétricos e encanamento para receber o equipamento), calculamos que com 100 mil reais, aproximadamente, é possível adquirir as máquinas. Outras operações industriais, às vezes, custam um ou dois milhões de reais para montar uma empresa produtiva”, afirma Lara.

O pesquisador ressalta que as espécies utilizadas na fabricação dos produtos variam entre as mais tradicionais, como o pacu, pintado e cachara, e algumas diferenciadas, menos conhecidas pelo público em geral: piavuçu, palmito, barbado e jaú. “Esses outros peixes não são tão visados por conta da cultura local. Você quase não os vê no comércio. Os restaurantes da região sempre oferecem pratos como pintado ao urucum ou costela de pacu”, diz. O pesquisador Paulo Teixeira, um dos fundadores do CPP, ressalta que o uso de espécies menos visadas pelo mercado favorece o equilíbrio das populações de peixes nos rios. “O desenvolvimento de produtos a partir de espécies de peixes pouco exploradas contribui para reduzir a sobrepesca em espécies como o pintado e o pacu”.


Impacto socioambiental

De acordo com o último boletim do Sistema de Controle da Pesca de Mato Grosso do Sul (SCPesca/MS), que monitora a atividade no estado há mais de 20 anos, essas duas espécies e o cachara lideraram o ranking das mais procuradas pelos pescadores no estado em 2015, representando juntas mais de 53% do volume total de pescado capturado no ano. O piavuçu representou 10% desse valor; o jaú e o barbado somaram menos de 7% do total. O palmito não alcançou um valor expressivo, sendo classificado junto a outras espécies pouco capturadas. 

Informações como essas se traduzem na diferença entre os preços pagos aos pescadores. Roberto de Moraes, que trabalha com a atividade há mais de 20 anos na região pantaneira, conta que recebe cerca de dez reais pelo quilo do pescado. Mas esse é o valor pago pelos peixes considerados nobres, como o pintado; o quilo do barbado ou jaú pode valer metade desse preço, diz Moraes. “Eu pesco entre 200 kg e 300 kg em um bom mês. Na época do frio, como agora, consigo tirar de 30% a 50% dessa quantidade. Preciso pegar os peixes que valem mais”, explica. 

Ramão Vicente de Arruda, pescador há 40 anos, afirma revender o quilo do pintado por R$ 15, em média. Já o quilo do palmito costuma custar entre oito e dez reais. “De 500 kg de pescado por mês, 100 kg costumam ser de espécies menos procuradas pelos consumidores, como o palmito, o barbado ou o jaú. Os outros 400 kg são, em sua maioria, pacu ou pintado”, afirma. “Acho que o pessoal compra as espécies mais conhecidas por costume. O palmito, por exemplo, é um peixe muito bom. Para mim, tem mais sabor que o próprio pintado, as pessoas só não estão acostumadas a comer. A divulgação do trabalho com os processados tem que ser mais ampla para colocar esses peixes na mesa da população. Seria mais um meio de sobrevivência para a gente”, afirma. 


Transferência de tecnologia

Os pesquisadores adaptaram a produção dos processados de pescado para pequenos grupos ou cooperativas de pescadores, de forma a estimular que eles se apropriem desse trabalho. “Nós temos bagagem suficiente para transferir essas tecnologias para a escala que for necessária, mas estes são produtos voltados para a pesca. A dimensão industrial é muito maior”, diz Jorge Lara. Paulo Teixeira completa: “os pescadores são elos importantes na cadeia produtiva do pescado. Portanto, qualquer produto desenvolvido e comercializado com esse pescado trará novas oportunidades e contribuirá para a renda dessas pessoas”. Com esses objetivos em mente, a Embrapa Pantanal e o campus de Coxim do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) discutem atualmente os termos de uma parceria que deverá levar informações sobre este e outros projetos ligados à pesca e aquicultura aos alunos do Instituto.

“Nosso interesse existe porque o pescado é um alimento muito consumido aqui na região, devido à proximidade do rio, e o trabalho de processamento ainda é muito pequeno. Normalmente, o pescador apenas captura e revende o peixe. Essa iniciativa é algo que o próprio pescador poderia manipular para agregar valor aos produtos”, diz Angela Kwiatkowski, coordenadora do curso de tecnologia em alimentos do IFMS em Coxim. De acordo com Angela, o curso teve início em 2015 e hoje conta com duas turmas e 65 alunos matriculados. “Os estudantes aprendem como trabalhar depois da pesca – como realizar a despesca, quais são as normas de higiene dependendo do corte que se vai fazer na carne, as formas de conservação desse material e também formas de criar novos produtos para que se aproveite tudo o que é extraído do pescado, como os processados. É uma área que está em alta. Nosso país tem que aproveitar as oportunidades”, afirma. 

Sidnei Klein, professor e coordenador do eixo tecnológico de recursos naturais da mesma instituição, ressalta que o consumo de peixe no Brasil está em evolução. “Estamos hoje com cerca de 14 kg consumidos por habitante/ por ano. Em 2006, esse valor não chegava nem à metade disso. Se formos atingir a média de consumo mundial, que está próxima dos 19 kg por habitante/ por ano, vai faltar muito pescado. Estamos importando 15 vezes mais do que exportando. O que podemos concluir disso é que temos mais demanda interna que produção”, diz. Angela completa: “nós enfatizamos a questão do valor nutricional do pescado, que é riquíssimo para a nutrição humana. Algumas espécies têm altos teores de ácidos graxos da família do ômega 3 e 6. É um produto saudável”.

Além de Mato Grosso do Sul, os processados de pescado pantaneiro deverão ser levados a Mato Grosso nos próximos anos, afirma Jorge Lara. “Estamos ajudando a intermediar, no mercado de Cuiabá, a condição de elevar a produção desses alimentos a uma escala maior para que eles se tornem produtos comerciais. Discutimos a possibilidade de, eventualmente, fazer um contrato com a prefeitura para incluí-los na merenda escolar”. Paulo também fala das parcerias encabeçadas pelo CPP. “Estamos no momento buscando renovar a parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (...). Vemos com grande potencial a continuidade deste trabalho em função dos impactos positivos na socioeconomia, no meio ambiente e até mesmo na saúde da população”. 

Aos pescadores, integrantes de cooperativas e outros interessados em alimentos processados de pescado pantaneiro, Lara recomenda que procurem a Embrapa para mais informações. “Só é possível realizar esse trabalho se houver uma equipe – e isso se aplica lá fora, também. Quem trabalhar em conjunto vai ter toda a chance de fazer com que o projeto dê certo”.

 Os produtos

Os alimentos processados de pescado pantaneiro desenvolvidos pela equipe de pesquisa têm diferenciais, ingredientes e métodos de produção desenvolvidos especificamente para cada um:
 
Carnes defumadas – os filés de peixe que passam pelo defumador adquirem aroma e sabor únicos, segundo Jorge. Ao serem expostos à fumaça produzida pela queima da madeira, também recebem substâncias antimicrobianas, o que aumenta sua conservação. “Observamos que o pacu é um bom peixe para ser defumado. Ele perde muita massa por causa da quantidade de gordura que possui, mas por isso ele também ganha em sabor”, diz.
 

Carnes marinadas – com o intuito de conservar e diferenciar o produto, os pesquisadores também trabalham com misturas para marinar as carnes (que geralmente consistem, neste caso, de líquidos, sal, temperos e outros ingredientes combinados). O tempo em que as carnes ficam nessa mistura varia de acordo com a espécie do peixe. “É como compor uma música: você combina as notas musicais de modo a chegar em um resultado diferente”.
 

Fishburguer – o hambúrguer de peixe é feito a partir da carcaça do animal, depois que os filés foram retirados. Esse material é conhecido como carne mecanicamente separada, ou CMS. “A CMS é a base para todos os produtos processados no mercado – também no caso de suínos e aves. Basicamente, misturamos temperos a uma carne compactada”, afirma Jorge. “O processado é, teoricamente, mais barato que o filé porque possui menos carne e mais aditivos. Mas é um produto vendável, que dá acesso a uma quantidade suficiente de proteína ao consumidor”.
 

Empanados e nuggets – os empanados de peixe também utilizam a CMS na sua composição. “Além da carne, os nuggets têm todo um sistema de cobertura, de liga e de ponto de massa que são muito específicos, característicos. O pacu empanado, então, é o que mais utiliza ingredientes diferentes e o que possui menos sabor característico do peixe. Em compensação, exige uma tecnologia um pouco mais refinada para sua fabricação”.
 

Quibes – com a CMS como base do produto, os quibes aliam o diferencial da carne de peixe aos temperos selecionados para sua formulação. “A gente aprendeu com o nosso antigo chefe geral, José Comastri Filho, alguns segredos culinários sírios, provenientes de sua ascendência. Essa formulação leva hortelã e outras coisas mais”, diz o pesquisador. Os quibes, hambúrgueres e empanados de peixe podem ser congelados para aumentar sua durabilidade.
 

Patês – a pasta que leva carne de peixe na composição precisa chegar ao ponto correto para ter uma textura atrativa, que não seja muito mole ou muito dura. “Esse ponto tem relação direta com a emulsão, que é uma união de gordura com água”, conta Jorge. Realizando testes para chegar à formulação ideal, os pesquisadores encontraram o produto que obteve mais aceitação entre os consumidores até hoje: o patê de pacu defumado. “Para retirar a gordura do pacu e fazer o patê, defumamos a carne antes. O produto deu muito certo”.


Nicoli Dichoff (MTb 3252/SC)
Embrapa Pantanal
nicoli.dichoff@embrapa.br
Telefone: 67 3234-5879

Núcleo de Comunicação Organizacional (NCO)
Embrapa Pantanal
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
Corumbá/ MS

sexta-feira, maio 12, 2017

CNC - Balanço Semanal de 08 a 12/05/2017



BALANÇO SEMANAL — 08 a 12/05/2017

CNC debate preservação do Banco de Germoplasma do IAC com secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim

BANCO ATIVO DE GERMOPLASMA DO IAC
Na terça-feira, 9 de maio, o presidente executivo do CNC, deputado Silas Brasileiro, recebeu o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, deputado Arnaldo Jardim. No encontro, ocorrido em nossa sede de Brasília (DF), demos continuidade aos debates sobre uma matéria que já vem sendo conduzida pelo coordenador do Conselho, Maurício Miarelli: a preservação das variedades de café do Banco Ativo de Germoplasma (BAG) de Cafeeiro do Instituto Agronômico (IAC).

Desde 2015, diante das dificuldades enfrentadas pela instituição, o CNC participou de diversas reuniões com representantes das entidades da cadeia produtiva, do diretor do Centro de Café do IAC, Gerson Giomo, e do staff da Secretaria de Agricultura de São Paulo. Expusemos a importância do BAG do IAC, o maior e mais representativo do Brasil, que possui plantas únicas e raras, as quais precisam ser preservadas para garantir a inovação tecnológica e a competitividade futura da cafeicultura nacional.

Mediante os trabalhos realizados pelo Conselho Nacional do Café e demonstrando ciência sobre a importância do BAG do IAC, o secretário Arnaldo Jardim citou que realizará esforços no sentido de que sejam preservadas as raras e únicas espécies do principal banco de germoplasma do País.

Ainda durante o encontro, o titular da Secretaria de Agricultura paulista nos agraciou com o convite para participação no "Sabor da Colheita 2017", ato simbólico que ocorrerá no dia 24 de maio, no Instituto Biológico, e que marca o início da colheita do café no Estado de São Paulo.
REUNIÕES ITINERANTES

Na semana passada, o CNC realizou uma série de reuniões itinerantes na sede de algumas de nossas cooperativas associadas, com o intuito de debater trabalhos que visem a fortalecer a interação para validar propostas de projetos e identificar desafios e potencialidades regionais para embasar ações de política cafeeira. Os primeiros encaminhamentos tomados se referem ao Fórum Mundial dos Produtores de Café e ao Dia Mundial do Café.

A respeito do evento que ocorrerá de 10 a 12 de julho, em Medellín, na Colômbia, as cooperativas associadas apoiaram a construção participativa de um documento com a posição do Brasil para apresentação no Fórum pelo presidente Silas Brasileiro. Este documento deverá promover a sustentabilidade social e ambiental da cafeicultura brasileira e apresentar críticas à transferência para a produção de todos os custos da sustentabilidade.

O tema do Dia Mundial do Café, em 1º de outubro deste ano, será "Coffee for you and me", com o objetivo de valorizar a característica do produto em unir as pessoas. Desde a criação dessa data pela Organização Internacional do Café (OIC), em 2015, o Brasil esteve ausente das comemorações. Frente a isso, as cooperativas associadas irão avaliar a possibilidade de realizar eventos com o tema sugerido pela OIC e o CNC coordenará a divulgação, bem como reportará ao organismo as atividades comemorativas desenvolvidas no Brasil.

MERCADO — Sem novidades nos fundamentos, os futuros do café apresentaram movimento lateral nesta semana, acumulando queda até o fechamento de ontem. As atenções estão voltadas para as condições climáticas e seu impacto no desenvolvimento da safra brasileira.

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) informou que os produtores de arábica da Zona da Mata e do Sul de Minas Gerais já iniciaram as atividades de colheita, limitadas à copa dos cafezais e em locais onde os grãos já adquiriram maior grau de maturação. Ainda segundo a instituição, a colheita do robusta segue em ritmo normal e a expectativa é de que os maiores volumes desta safra cheguem ao mercado no final mês.

No Brasil, o dólar comercial foi cotado, ontem, a R$ 3,1437, com queda de 1,0% em relação ao fechamento da semana anterior. O movimento do câmbio seguiu a tendência internacional, onde a alta do petróleo pressionou o índice da moeda norte-americana.

Na ICE Futures US, o vencimento julho do Contrato C foi cotado, na quinta-feira, a US$ 1,3425 por libra-peso, com queda de 145 pontos em relação ao fechamento da semana passada. O vencimento julho do contrato futuro do robusta, negociado na ICE Futures Europe, encerrou o pregão de ontem a US$ 1.984 por tonelada, acumulando perdas de US$ 18 na comparação com a última sexta-feira.

A Organização Internacional do Café (OIC) avaliou que a queda das cotações do grão observadas no último mês foi influenciada por movimentos especulativos, já que "fundos de cobertura venderam posições longas acumuladas nos últimos meses".

Em relação ao mercado físico nacional, o Cepea informou que as indústrias de torrefação voltaram a adquirir grãos de robusta e arábica de qualidade intermediária. A demanda está mais aquecida pelo arábica tipo 7 (bebida rio) remanescente da safra 2016/17, devido ao preço e à oferta ainda limitada de robusta. Já as negociações do arábica tipo 6 (bebida dura para melhor) têm sido pontuais, em momentos de valorização do mercado internacional.

Os indicadores calculados pela instituição para as variedades arábica e conilon foram cotados, ontem, a R$ 454,18/saca e a R$ 406,22/saca, respectivamente, com variações de -1,1% e 1,8%, em relação ao fechamento da semana anterior.

Atenciosamente,
Deputado Silas Brasileiro
Presidente Executivo


VII Simpósio de Restauração Ecológica


Prazo para submissão de resumos: 14/06/2017 

Inscrições com desconto: até 30/06/2017



VII SIMPÓSIO DE RESTAURAÇÂO ECOLÓGICA
Data: 8 a 10 de novembro de 2017
Local: Sala de Convenções do Centro de Exposições Imigrantes
São Paulo-SP






Apresentamos o VII Simpósio de Restauração Ecológica, promovido pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente através do Instituto de Botânica de São Paulo, no período de 06 a 10 de novembro de 2017, nas dependências do Instituto de Botânica e no São Paulo Expo, São Paulo - SP.

Tendo como tema central "Tecnologia e Avanços", o objetivo principal deste VII Simpósio é promover uma discussão sobre as principais tendências quanto ao uso de novas ferramentas disponibilizadas para elaboração de projetos de áreas degradadas. Será discutida a evolução das pesquisas científicas que possam estar subsidiando as políticas públicas. Estes "avanços e tecnologias" serão apresentados e discutidos em mesas-redondas, palestras, cursos, estande de apresentações de trabalhos científicos e em atividades relacionadas à disponibilização de serviços e produtos voltados à restauração ecológica.

A edição anterior do simpósio, em 2015, reuniu aproximadamente 1000 participantes, entre universidades, institutos de pesquisa, órgãos oficiais, licenciadores, consultores ambientais, grandes empresas, instituições financeiras, Ministério Público, ONGs, alunos de graduação e pós-graduação, órgãos de assistência técnica, etc.

Por se tratar de um evento tradicional dirigido à comunidade atuante no campo de restauração ecológica, considera-se que este número foi extremamente satisfatório, confirmando a existência de uma clara demanda por fórum de discussão e debate permanente nesta área.

A expectativa da organização é que o VII Simpósio de Restauração Ecológica supere os eventos anteriores em número de participantes, na qualidade dos debates e, principalmente, nos seus desdobramentos para promover avanços em Restauração Ecológica e nas políticas públicas para o setor.

O VII Simpósio de Restauração deverá reunir mais de 1000 participantes entre representantes dos setores públicos e privados relacionados com o tema geral do evento.

Contamos com a sua presença!
Dr. Luiz Mauro Barbosa
Diretor Geral do Instituto de Botânica
Atividades Pré Simpósio

6/11 a  8/11/2017 - Minicursos
Saiba mais e faça sua inscrição on-line através do site www.infobibos.com/rad
Contamos com sua presença
Contato:

Secretaria Executiva
Infobibos - Organização de Eventos


Elaine Abramides - eabramides@terra.com.br
(19) 9 8190-7711
(14) 9 9757-7711- Plantão e WhatsApp


Skype: Infobibos


Infobibos & Agroblue






quinta-feira, maio 11, 2017

MAMÃE FALEI expõe os MORTADELAS, LIXOS HUMANOS, que foram levados para aplaudir LULA em Curitiba

Deputado Afonso Hamm trata da Operação Carne Fraca com ministro da Agricultura




Nesta manhã, a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural recebeu o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, para discutir as consequências econômicas e sociais da Operação Carne Fraca no setor agropecuário.

O deputado Afonso Hamm, que foi o autor do requerimento de convite para reunião, destacou a forma transparente com que o processo foi conduzido pelo governo federal e reforçou que a manifestação do ministro é importante para esclarecer a população brasileira sobre as medidas tomadas. “A seriedade com que o assunto foi tratado transmitiu segurança com relação à qualidade da carne distribuída tanto no mercado interno quanto para a exportação”, afirmou.

Outro assunto sublinhado pelo parlamentar diz respeito aos reflexos da operação na pecuária do país. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a queda no preço da arroba e do quilo do boi gira em torno de 7% em comparação ao valor comercializado antes da deflagração da Carne Fraca. Ele concluiu pedindo o fortalecimento das ações do Ministério para recuperar os preços no mercado interno e retomar as exportações.

Durante a reunião, Hamm ainda comentou sobre os projetos de fomento que estão sendo desenvolvidos pelo setor da ovinocaprinocultura no Estado, em parceria com o Ministério da Agricultura, e reforçou o pedido para a retenção de matriz e as novas faixas de créditos sejam contempladas no Plano Safra 2017.

Maggi ressaltou as providências que foram tomadas pela vigilância sanitária e afirmou que o trabalho de reconquistar a confiança dos mercados é desafiador e deve ser feito com clareza e pró-atividade.

A operação, deflagrada pela Polícia Federal em março, apura o envolvimento de fiscais do Ministério da Agricultura em um esquema criminoso envolvendo licenças e fiscalização de frigoríficos.

www.afonsohamm.com.br - facebook.com/depafonsohamm
Jornalista responsável – Gilkiane Cargnelutti MTB 15.929

quarta-feira, maio 10, 2017

Resposta espetacular ao monstro corruPTo José Dirceu, dada por Adriana Lisboa, médica em Santa Catarina



Muda, Zé!


Resposta espetacular a José Dirceu dada por Adriana Lisboa, médica em Santa Catarina, em texto veiculado no blog Ataque Aberto, do também médico Milton Pires:


Zé Dirceu quer se mudar, porque sua filha Maria Antônia está traumatizada com os gritos de "ladrão" e "volta pra cadeia", que ecoam em frente ao prédio em que reside.


É Zé. Deixe-me dizer uma coisa. Se essa menina tiver sorte, você vai voltar pra cadeia e não será criada por alguém como você. Um dia ela terá consciência crítica. E será muito pior. Terá que conviver com a vergonha eterna de ser apontada como filha de ladrão, filha de um escroque. Filha de um cara que ajudou (e muito) a arruinar o país.


Sabe Zé, tenho muitas crianças aqui, com a idade da Maria Antônia, cujos pais perderam o emprego, por sua causa. Por causa das políticas desastrosas que você ajudou a implementar, por causa da roubalheira que você tanto se beneficiou.


Os cobertores que aquecem a sua Maria Antônia (que devem ser muitos e luxuosos), faltam na outra Maria Antônia daqui. E aqui faz muito frio.


Aliás, falta também a comida decente e honesta, que se foi com o emprego dos pais. Falta uma boa escola, que se foi com o seu enriquecimento ilícito e nababesco.


Por isso Zé, tenho pena da sua Maria Antônia. Mas tenho mais pena da outra Maria Antônia. Espero sinceramente que a justiça faça o seu papel. Para que eu não precise nunca mais sentir pena das Marias, Pedros, Paulos, Andrés, Sílvias e de todas as outras crianças brasileiras, cujo futuro você tentou destruir.

Fonte: Alerta Total

segunda-feira, maio 08, 2017

Editorial do Estadão: A noção petista de democracia





Para os petistas, o Brasil vive hoje em pleno estado de exceção. Não há dúvida, segundo a versão petista dos fatos, de que Dilma Rousseff foi vítima de um “golpe” que a tirou da Presidência da República. Também não há dúvida, para essa turma, de que o grande líder petista, Lula da Silva, é um perseguido político e corre o risco de ser condenado à prisão pelo “crime” de ter governado “para os pobres”. Não faltam nem os que consideram o governo do presidente Michel Temer uma “ditadura”.
Enquanto isso, esses mesmos petistas são capazes de defender a ditadura – sem aspas – de Nicolás Maduro na Venezuela. A embaixada venezuelana no Brasil divulgou recentemente uma série de vídeos em seu canal no YouTube nos quais três deputados do PT manifestam apoio a Maduro no momento em que este reprime violentamente manifestações de oposição ao regime bolivariano – mais de 20 pessoas já foram mortas.
Um dos deputados é Paulo Pimenta (RS), que, em sua página no Facebook, já se referiu ao governo Temer como “ditadura”. No vídeo, o parlamentar diz: “Estamos juntos com o povo da Venezuela. A luta pela sua soberania, pelo direito de escolher e construir o seu futuro… Resistam contra o avanço da direita fascista! Vamos às ruas em defesa do projeto da revolução bolivariana! Contem conosco, estamos juntos nessa luta”.
Outro que aparece para prestar “a mais alta solidariedade ao povo da Venezuela e ao governo popular da Venezuela de Maduro” é o deputado petista João Daniel (SE). Segundo ele, “há um terrorismo na América Latina, financiado pelo imperialismo, para derrubar os governos populares”. Foi o que aconteceu também no Brasil, de acordo com o parlamentar. Por esse motivo, acrescentou, “a luta em defesa do governo da Venezuela pertence a todo o povo latino-americano”.
Por fim, o líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini – que no dia do impeachment de Dilma Rousseff, há um ano, pediu a mobilização dos brasileiros contra a tentativa de “implantar uma ditadura civil” no País –, gravou mensagem em que diz que o “governo popular” de Maduro é vítima de “uma estratégia de desestabilização”. Segundo Zarattini, o desabastecimento, a inflação e a profunda crise social que afetam a Venezuela, causando até mesmo fome, são provocados pelas “forças reacionárias”, cujo objetivo seria “instalar o caos para que, a partir disso, o povo clame por uma solução de força”. Por esse motivo, disse o deputado, “o povo venezuelano está certo em lutar fortemente para defender o que é seu e o seu governo”.
Nem se deve perder tempo tentando argumentar contra tão rematados despautérios, inspirados no despudor de Lula da Silva, que um dia declarou que a Venezuela chavista tem “excesso de democracia”. Mas é particularmente grave que detentores de mandato parlamentar no Brasil, que se dizem defensores da democracia, venham a público manifestar solidariedade ao governo de um país vizinho que está claramente violando os mais básicos direitos dos cidadãos.
Depois de ter arruinado economicamente a Venezuela, Nicolás Maduro hoje nada faz a não ser estimular um confronto civil no seu país. Não contente em reprimir protestos e prender centenas de opositores, anunciou que pretende armar milhares de milicianos para “defender a soberania nacional” contra o “imperialismo” – que, como sempre, está por trás de tudo. Aproxima-se rapidamente de um ponto do qual dificilmente se retorna sem um banho de sangue, razão pela qual qualquer apoio a Maduro, hoje, é irresponsável.
Nos tempos da diplomacia lulopetista, ditadores como Maduro eram tratados como queridos companheiros, pela simples razão de que se opunham aos Estados Unidos. Essa atitude típica de grêmio estudantil felizmente foi abandonada no Brasil e na Argentina, deixando Maduro mais isolado do que nunca, salvo apenas pelo apoio dos que, como os solidários deputados petistas, consideram que democracia e direitos humanos são conceitos válidos somente para quem é da patota.

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