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domingo, abril 19, 2015

Eliane Cantanhêde: Não só guerra de vaidades



Por Eliane Cantanhêde, O Estado de São Paulo



Todas essas crises, variadas e simultâneas, criam o ambiente político e as circunstâncias práticas para a explosão de velhos e inconciliáveis confrontos de poder e de vaidade: o PT em baixa contra o PMDB insaciável; a Polícia Federal em alta contra a Procuradoria-Geral da República no foco.


Há, porém, uma grande diferença nessas crises que pipocam dentro da grande crise. A do PT versus PMDB se reproduz quando a política e o governo que ambos elegeram despenca nas pesquisas de opinião, mas a da PF versus PGR ocorre justamente quando as duas instituições estão no palco, sob holofotes, vivamente aplaudidas.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, tirou os depoimentos políticos da PF e os levou para a PGR, obtendo do Supremo Tribunal Federal a suspensão das investigações da Operação Lava Jato. A pergunta que não quer calar é se isso é (só) parte da velha guerrinha miúda, cotidiana, entre policiais federais e procuradores, ou se é algo mais sério: uma tentativa de passar a mão na cabeça de poderosos, como os presidentes da Câmara e do Senado, dos quais o Planalto depende tão vitalmente.

É assim que, se caminhavam firmemente ao largo da crise política e econômica e batiam de frente na crise ética, a PF e a PGR acabam de ajustar seus passos aos da crise. Estão criando artificialmente mais uma crise, a própria crise, chamando a atenção para a guerra de vaidades e criando suspeições que não deveriam existir.

Por favor, juiz Sérgio Moro, aguente firme, mantenha o alvo, a direção e a determinação. Deixe para lá as questiúnculas e as vaidades alheias, tanto quanto deu de ombros para as pressões políticas e econômicas para priorizar objetivos.

Dizem que "em briga de marido e mulher, não se mete a colher". Pois em briga de policiais e procuradores, neste momento, juízes também não devem meter a colher. A não ser para garantir o êxito do trabalho conjunto de todos eles, com os bons resultados da Lava Jato.

Se Moro deve ficar olimpicamente distante da crise de relação dos parceiros, os três Poderes estão não apenas ao lado dela, mas dentro dela. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, tenta fazer um meio de campo entre Janot e o diretor-geral da PF, Leandro Daiello. Como se já não tivesse problemas suficientes, seus e do seu partido... E o relator no Supremo, Teori Zavascki, está exatamente no meio do tiroteio.

A próxima etapa da disputa de espaço e de egos já está quente: a PF aguarda ansiosamente a resposta do Supremo para seus múltiplos pedidos de diligência da Lava Jato, fundamentais para "seguir o dinheiro" - regra máxima da polícia - e para fazer os cruzamentos mais complexos - entre empresas, diretores, políticos e partidos. A resposta do Supremo, via Zavascki, vai deixar claro se há total independência de investigação ou... se há forças ocultas atuando para que uns investigados sejam menos investigados do que outros. Um passo essencial, portanto.

E num momento em que a recém-reeleita presidente da República tem desesperadores 13% de aprovação popular, o tesoureiro do PT foi parar na cadeia, os juros da casa própria sobem pela segunda vez desde janeiro, a conta de luz vai aumentar de novo, a dengue mata um por dia em São Paulo... Convenhamos, não é hora de PF e PGR se engalfinharem.

A única válvula de escape vem da sensação generalizada na sociedade de que as investigações são sérias e confiáveis e de que os brasileiros têm pelo menos um consolo: se a roubalheira foi gigantesca, está sendo devidamente descoberta e combatida. Se nem isso sobrevive, há pouco em que se agarrar.

Da mesma forma que a economia vive da credibilidade e da confiança, a Polícia Federal, a Procuradoria e a Justiça também. Jogar isso fora por vaidade, por disputa de espaços e, principalmente, por manipulações políticas pode até caber na guerra entre os "aliados" PT e PMDB, não nos parceiros de combate ao crime.

Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira: O “TELE CATCH” POLÍTICO





Em priscas eras, até mesmo os deuses tinham as suas querelas. Nos meios monárquicos, os imperadores, os reis e suas famílias digladiavam – se entre si e com outros potentados.

Isto numa mesma terra, e por vezes reis de uma nação declaravam guerra ao monarca de outras regiões.

Hoje, em nossas plagas assistimos a um pequeno bate – boca entre os nobres de nosso impoluto território. Desarvoram – se por badulaques a nobreza petista e os mafiosos políticos.

Os “Rousseffs” trocam chispas como os “Cunhas”, com os “Renans”, que esgrimam com os “Temers”, e assim por diante.

Quem espera algo de produtivo pelo enfraquecimento ou derrota de qualquer dos oponentes afundará no tédio, pois a súcia, ao final, com pequenas perdas ou ganhos para qualquer dos lados, seguirá em frente e os perdedores da pugna serão os idiotas nacionais.

Testemunhamos a uma insossa peleja pelo exercício do poder, nada que mudará ou influenciará o Brasil do futuro, que prosseguirá como um PAÍS DO FUTURO, visualizado num futuro cada vez mais distante.

Esta é uma pífia querela entre amigos e não irá alterar o real domínio de nosso País, que está subordinado ao Foro de São Paulo.

Embora já alertado que o nosso patrão supremo é o Foro de São Paulo, não visualizamos nenhuma oposição que possa barrar as estratégias daquela operosa entidade criadora de Organizações como a UNASUL, URSAL e congêneres, filhotes do Pacto de Varsóvia e gestores da Cortina de Banana, uma sonhada cópia da falecida Cortina de Ferro.

Portanto, no frigir da fumaceira, fruto das desavenças na alta cúpula da política nacional, afirmamos que chapinhamos em direção ao lulo – petismo – socialista; pelo contrário, talvez pelo seu flagrante declínio, constatamos que na parte burocrática – institucional, o petismo está cada vez mais agressivo.


Infelizmente, por falta de uma oposição com um mínimo de decência e capacidade, podemos afirmar que o lulo – petismo avança incólume, haja vista o seu domínio no STF e nos sindicatos.

Alguns duvidam quando afirmamos que o Foro de São Paulo é o dono do Brasil, e entre outros argumentos apontamos para o seu instrumento, o BNDES, cuja política tem vários objetivos para a implantação e expansão do social – comunismo no Brasil e na América Latina.

A preço de banana o BNDES, sob a orientação do Foro, empresta recursos para “cumpanheiros”, em geral ditadores, que sem licitação e com benesses pessoais empregam empresas nacionais previamente cooptadas, que aceitam a realização da obra, porém com a combinação de que brindarão com volumosos recursos, indivíduos e partidos políticos nativos. Neste caso, sob o disfarce de doações para a entidade política ou para propósitos que elevarão a sua influencia no populacho.

Portanto, a briguinha deve ser vista como uma elementar e caquética embromação, pois nada ocorrerá em prejuízo do petismo, nem da canalha política que nos cerca.

Apesar das tênues desavenças entre a falsa e alta cúpula, nossos impostos serão aumentados e incrementados, e o Tesouro Nacional e a própria Nação afundados num mar de miséria e de falta total de dignidade prosseguirão subordinados e submissos aos seus novos heróis.

Assim como os nacionais cidadãos depreendemos que estamos assistindo a algo que nos lembra os antigos espetáculos dotele catch: muita pantomima, muitas caretas, mas nada além de arrufos com vitória de um ou de seu oponente. Em geral, eles se revezam nas vitórias e nas derrotas.

No final, os verdadeiros derrotados somos nós que pagamos as contas e perdemos a nossa dignidade diante da parcialidade da justiça, da impunidade, e da nossa incompetência em escolhermos os nossos representantes políticos.

Brasília, DF, 18 de abril de 2015

Revista Sociedade Militar: O Partido dos Trabalhadores pretende OCUPAR as RUAS e literalmente PARTIR para a GUERRA. Partido faz uma ameaça a “militares golpistas”.


Tivemos acesso à pauta de discussões para a próxima reunião do Partido dos Trabalhadores, que ocorrerá em junho próximo. A reação do Partidão, se exitosa, pode acabar de vez com as liberdades e perspectivas de crescimento que nos restam. Vejam aí, discutindo alguns pontos. Ao final disponibilizamos o texto completo, que se chama UM PARTIDO PARA TEMPOS DE GUERRA, da Chapa Virar à Esquerda! Reatar com o Socialismo!.
Em um primeiro momento a liderança petista admite que fracassou em seu projeto de aparelhar o estado no sentido de não mais permitir que instituições privadas e a sociedade organizada implementassem qualquer tipo de oposição eficaz. O PT ao mesmo tempo em que demagogicamente fala em liberdade, no interior do partido faz o possível para retirar da sociedade qualquer possibilidade de reação.
Em vermelho texto do Partido dos Trabalhadores.
não fomos capazes de realizar transformações estruturais, que retirassem do grande capital o controle sobre as alavancas fundamentais da economia e da política brasileira… Controlando estas alavancas, a oposição de direita, o oligopólio da mídia e o grande capital desencadearam uma ofensiva geral que inclui a desmoralização política e ideológica do petismo, o estímulo à sabotagem por parte de setores da base aliada, a pressão para que o governo e setores conservadores, a ameaça permanente de impeachment e a promessa de nos derrotar eleitoralmente em 2016 e 2018.”
Nota-se, pelo documento que recebemos, que o partido pretende se denominar “forças trabalhadoras” e controlar as principais alavancas da economia e da política nacional. O partido também reclama do fato da direita criminalizar  os movimentos sociais.
Para os Partido dos Trabalhadores taxar de criminosas as ações de vandalismo do MST e Sem Teto, verdadeiros exércitos à serviço da esquerda, não passa de uma ação conservadora por parte da direita.
O Partido cada vez mais demonstra que percebe o Brasil por um prisma extremamente equivocado. Para o PT existe sempre dois lados, eles e nós. Para eles existe sempre um lado a ser derrotado, e dessa forma haverá sempre desunião e nunca a unidade de pensamento indispensável para a reconstrução do nosso país.
O comando do Partido de Lula e Dilma pretende, após o meio do ano, implementar cinco medidas principais como ações emergenciais para que o partido não perca as eleições municipais de 2016 e gerais de 2018.
No documento, o partido tece criticas à ação da atual Presidente. Para o PT Dilma estaria dividindo a esquerda e dessa maneira fica bem mais fácil o esquema esquerdista ser destruído pela direita.
O partido também deixa claro no texto, que conta com a ajuda da máquina estatal para derrotar a direita nas próximas eleições.
“A quarta tarefa é alterar a linha do governo. É plenamente possível derrotar a direita se tivermos para isto a ajuda do governo. É possível derrotar momentaneamente a direita, até mesmo sem a ajuda do governo. Mas é impossível impor uma derrota estratégica à direita, se a ação do governo dividir a esquerda e alimentar a direita.”
“Frente a esta situação, o 5º Congresso do PT deve aprovar resoluções que permitam ao Partido, ao conjunto de sua militância, executar cinco tarefas principais.’
Vejam as orientações da diretoria petista
1 – A primeira tarefa é reocupar as ruas. A oposição de direita controla parte importante do Judiciário, do Parlamento e do Executivo, em seus diferentes níveis. Agora está trabalhando intensamente para também controlar as ruas, utilizando para isto sua militância mais conservadora, convocada pelos meios de comunicação, mobilizada com recursos empresariais e orientada pelas técnicas golpistas das chamadas “revoluções coloridas”. Caso a direita ganhe a batalha de ocupação das ruas, não haverá espaço nem tempo para uma contra-ofensiva por parte da esquerda. Assim, a primeira tarefa de cada petista deve ser apoiar, participar, mobilizar e ajudar a organizar as manifestações programadas pelos movimentos e organizações das classes trabalhadoras.
2 – A segunda tarefa é construir uma Frente Democrática e Popular. Há várias iniciativas em curso, algumas delas sem o PT e até mesmo contra o PT. Nosso Partido deve procurar as forças que elegeram Dilma no segundo turno presidencial e que defendem as reformas estruturais, propondo a elas que se constitua uma frente popular em defesa da democracia e das reformas. O programa mínimo desta Frente Democrática e Popular deve incluir a revogação das medidas de ajuste recessivo…
3 – A terceira tarefa é mudar nossa estratégia. Se queremos melhorar a vida do povo, se queremos ampliar a democracia, se queremos afirmar a soberania nacional, se queremos integrar a América Latina, se queremos quebrar a espinha dorsal da corrupção, é preciso realizar reformas estruturais no Brasil, que permitam à classe trabalhadora controlar as principais alavancas da economia e da política nacional.
4 – A quarta tarefa é alterar a linha do governo. É plenamente possível derrotar a direita se tivermos para isto a ajuda do governo. É possível derrotar momentaneamente a direita, até mesmo sem a ajuda do governo. Mas é impossível impor uma derrota estratégica à direita, se a ação do governo dividir a esquerda e alimentar a direita.
5 – A quinta tarefa é mudar o próprio PT. O Partido que temos não está à altura dos tempos em que vivemos. Das direções até as bases, é preciso realizar transformações profundas. Precisamos de um partido para tempos de guerra.
É também neste contexto que deve ser analisada a mobilização de massas do dia 15 de março. Não se trata de descontentamento “republicano e pacífico”, nem da defesa “legítima” do impeachment. A mobilização da direita visa criminalizar não só o PT e o conjunto dos partidos de esquerda, mas também a classe trabalhadora nas suas mais diversas expressões, organizações e movimentos: os sem-terras, os sem-tetos, os sindicatos combativos, os grupos e entidades populares etc. Não pode ser outra a leitura do ódio presente nos atos do dia 15 de março, que abriram espaço até mesmo para manifestações ostensivas da extrema-direita e homenagem a um torturador identificado no relatório final da Comissão Nacional da Verdade.
Por fim o Partido faz uma ameaça a supostos militares da ativa ou da reserva que estariam tramando um GOLPE.
Por isto mesmo, o PT defende tolerância zero com a facção golpista da direita. As articulações golpistas, especialmente as vindas de militares da ativa ou da reserva e de meios de comunicação, devem ser tratadas como determina a Constituição e a legislação nacional.
Ocupar as ruas, construir uma Frente Democrática e Popular, mudar a estratégia do Partido e a linha do governo
1. O Partido dos Trabalhadores está diante da maior crise de sua história. Ou mudamos a política do Partido e a política do governo Dilma; ou corremos o risco de sofrer uma derrota profunda, que afetará não apenas o PT, mas o conjunto da esquerda política e social, brasileira e latinoamericana.
2. A crise do PT decorre, simultaneamente, de nossas realizações e de nossas limitações.
3. Tivemos êxito em ampliar o bem-estar social — por intermédio da geração de empregos e aumento da massa salarial e do poder aquisitivo da população, bem como da adoção exitosa de programas de moradia, saúde e outros — e a soberania nacional, também através de uma política externa “altiva e soberana”. Fortalecemos o Estado, na contramão do Estado Mínimo neoliberal. Ampliamos certos direitos e conquistas democráticas. E são estes avanços que explicam nossas vitórias em quatro eleições presidenciais consecutivas.
4. Mas não fomos capazes de realizar transformações estruturais, que retirassem do grande capital o controle sobre as alavancas fundamentais da economia e da política brasileira.
5. Controlando estas alavancas, a oposição de direita, o oligopólio da mídia e o grande capital desencadearam uma ofensiva geral que inclui a desmoralização política e ideológica do petismo, o estímulo à sabotagem por parte de setores da base aliada, a pressão para que o governo aplique o programa dos que perderam a eleição, a mobilização de massas dos setores conservadores, a ameaça permanente de impeachment e a promessa de nos derrotar eleitoralmente em 2016 e 2018.
17. É neste contexto que deve ser interpretada a mais recente onda de violência policialmilitar contra a juventude pobre e negra das periferias das grandes cidades e contra os movimentos sociais, em especial nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Não se trata de desvio nem de novidade, pois tem sido esta a prática das PMs desde a Ditadura Militar. Mas sinaliza uma ação organizada de setores da direita que apostam no extermínio e no fascismo.
18. É também neste contexto que deve ser analisada a mobilização de massas do dia 15 de março. Não se trata de descontentamento “republicano e pacífico”, nem da defesa “legítima” do impeachment. A mobilização da direita visa criminalizar não só o PT e o conjunto dos partidos de esquerda, mas também a classe trabalhadora nas suas mais diversas expressões, organizações e movimentos: os sem-terras, os sem-tetos, os sindicatos combativos, os grupos e entidades populares etc. Não pode ser outra a leitura do ódio presente nos atos do dia 15 de março, que abriram espaço até mesmo para manifestações ostensivas da extrema-direita e homenagem a um torturador identificado no relatório final da Comissão Nacional da Verdade.
19.O impasse político desgasta a esquerda (que não consegue maioria congressual para implementar mudanças) e fortalece a direita (que sonha em utilizar a maioria congressual não apenas para achacar e sabotar o governo, mas também para fazer o impeachment).
20.O Partido dos Trabalhadores defende que a solução para a crise política passa por mais democracia, não por menos democracia. Por isto reafirmamos nossa defesa da Assembleia Constituinte, da participação popular e da legitimidade dos processos eleitorais. Se a oposição de direita quer nos derrotar, que se organize para disputar as eleições de 2016 e 2018.
21. Por isto mesmo, o PT defende tolerância zero com a facção golpista da direita. As articulações golpistas, especialmente as vindas de militares da ativa ou da reserva e de meios de comunicação, devem ser tratadas como determina a Constituição e a legislação nacional.
22.O Partido dos Trabalhadores deve compreender, também, por quais motivos setores importantes da direita –- inclusive lideranças como Aécio Neves, José Serra, Geraldo Alckmin e Fernando Henrique Cardoso –- flertam abertamente com o discurso e a perspectiva golpista.
23.A influência da extrema-direita decorre de um impasse econômico-social de fundo vivido pelo Brasil há várias décadas. Assim como 1954 e 1964 não foram por acaso, o que está ocorrendo agora também não é por acaso.
24.Toda vez que o Brasil teve governos que adotaram uma política externa soberana, que garantiram progressos na qualidade de vida do povo e certa ampliação nas liberdades democráticas, as classes dominantes reagiram em favor das medidas opostas: dependência externa, restrições às liberdades, desigualdade social.
25.Hoje vivemos mais um destes momentos de definição entre dois caminhos para o Brasil: ou bem regressamos ao desenvolvimento conservador de viés neoliberal, com dependência externa, restrições às liberdades democráticas e aprofundamento da desigualdade social; ou bem avançamos em direção a um desenvolvimento de novo tipo, democrático-popular e articulado ao socialismo.
As características fundamentais do atual período internacional são: a) ainda estamos numa etapa de defensiva estratégia do socialismo; b) e sob uma hegemonia capitalista como nunca antes na história; c) por isto mesmo, o capitalismo vive uma profunda crise; d) que por sua vez aguça uma disputa inter-capitalista que vai adquirindo contornos cada vez mais agressivos; e) o que ajuda a entender a reação defensiva expressa na formação de blocos regionais.

Gerson Paulo: UM ORGANISMO INFECTADO PELA SÍNDROME DA “ENCAPOTAÇÃO” !!!






“A essência da propaganda é ganhar as pessoas para uma ideia de forma tão sincera, com tal vitalidade, que, no final, elas sucumbam a essa ideia completamente, de modo a nunca mais escaparem dela” (Joseph Goebbels). 

Nenhum partido até hoje conseguiu, como o PT, a proeza de usar a propaganda desonesta, a manipulação de dados e fatos e a exploração de mentiras para influenciar a língua, o argumento, a informação e a história. “À moda de Goebbels, os petistas repetem mentiras à exaustão, até que elas virem verdade para os menos informados. Tal qual Stalin, recorrem a mentiras para demolir seus adversários” (Maílson da Nóbrega, economista e ex-Ministro da Fazenda no governo de José Sarney – Rev. Veja, Ed. 2.397, ano 47, nº 44, de 29.Out.2014). 

Desde que passamos a prestar atenção no plano político, ante a considerável preocupação com os rumos que o nosso país vai tomando nas mãos dessa turma de “gângsteres palacianos”, assistimos o organismo social brasileiro conviver com certa passividade, devido a sua ignorância, com a intransponível “Síndrome da Imunodeficiência Política Adquirida do PT (SIPDA-PT) pelo Vírus da Imunodeficiência Petista” (uma espécie de HIV-companheiro) que segue solapando, corroendo as entranhas da saúde político-social-econômica de nossa nação. 

Pois é amigos leitores, desde a infeliz chegada dessa organização caborteira ao palácio do planalto, é notório perceber que o organismo social brasileiro foi gravemente infectado por essa moléstia sexo-político-promíscua-transmissível, que por meio da exaustiva propaganda aduladora insistem em nos induzir a sedução de uma “sociedade igualitária”, o que certamente passou a representar um grande “perigo” a saúde da nação brasileira que vai a conta gosta experimento a amarga quebra de toda a sua estrutura social e econômica.

A situação é ainda mais preocupante se se levar em conta os constantes diagnósticos de especialistas que apontam que esta síndrome tem nos conduzido alegre e irresponsavelmente para relações diplomáticas babelescas com nações onde as liberdades individuais são uma quimera. Se não, observemos: visitas oficiais a países de visceral princípio socialista; importação de médicos estrangeiros com o principal objetivo de acostumar nossa população com as belezas folclóricas do socialismo; e gastos financeiros progressivos com doações ultra-secretas em favor de nações mais pobres (todas socialistas), são as preferências desse maldito vírus. 

Este último diagnóstico – doações secretas a países de tendências socialistas – é o âmbito de incidência desta nossa reflexão. Queremos deixar assente que este tipo de doença, além de atingir diretamente a saúde do sistema econômico-imunológico da nação brasileira, faz com que o organismo verde e amarelo não mais possa se defender contra qualquer tipo de infecção ou doença sócio-econômica.

E o que nos parece mais grave, o Brasil vive o pior estágio de sua “Síndrome da Imunodeficiência Política Adquirida do PT (SIPDA-PT)”, transmissão esta que contaminou mortalmente a corrente sanguínea do organismo brasileiro provinda das inúmeras relações promíscua com os países que fazem parte do “Foro de São Paulo”, criado pelos vírus companheiros Fidel-Lula-Chaves. 

Esse HIV-petista, até onde se sabe, ainda não apresenta cura. Até o atual estágio das pesquisas médico-políticas, o que existe, ainda sem sucesso, é o chamado ‘coquetel da resistência’, encabeçado pelo brilhante Senador e líder dos Democratas (DEM-GO), Ronaldo Caiado, segundo o qual nada mais é que um conjunto de remédios, ou seja, de assinaturas necessárias para se tentar conter, ou seja, controlar as diversas manifestações do vírus por meio da instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Segundo o patriótico Senador, “O BNDES deixou de ser um Banco de Desenvolvimento Econômico e Social para se transformar em financiador dos ‘amigos do rei’. Não há transparência quanto aos termos e garantias dos empréstimos e vários indícios de ilicitudes. Um exemplo é o financiamento bilionário ao JBS Friboi, coincidentemente, o maior doador da campanha à reeleição da presidente Dilma”, argumentou o líder. 


Isso é tão verdade, que o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, tentando evitar a CPI do BNDES, esteve no Senado e confirmou, em audiência, que financiamentos concedidos pelo país a Angola e Cuba foram classificados como “secretos” por causa de um acordo bilateral feito entre o Brasil e os dois países ditatoriais. O interessante, e poucas pessoas têm conhecimento disso, é que esses contratos ficam sujeitos a cláusulas do país de destino e não do país financiador (entenderam?).

Exatamente isto, esses contratos estão sujeitos a um tratado ou a uma disposição soberana do “país beneficiado” por uma exportação, afirmou Coutinho, com a cara mais deslavada do mundo, durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Lembrando aos amigos leitores que o BNDES é o Banco de Desenvolvimento do governo federal e seu capital é constituído com “dinheiro de impostos” cobrados dos cidadãos brasileiros.

Reparem então a excrescência: nós, titulares legítimos dos vultosos valores “emprestados” a países historicamente caloteiros, financiamos contratos que contenham informações “estratégicas” acobertados por “sigilo comercial”, ou seja, o povo brasileiro é obrigado a abrir mão de sua saúde, segurança, infraestrutura e educação de qualidade para financiar tais serviços em países alienígenas. Para causar mais dor ao organismo brasileiro, só em 2012 o BNDES desembolsou US$ 875 milhões para Cuba e Angola. Deu prá entender ou será necessário desenhar? 

O desfile de maracutaias e tapeações é a marca registrada do governo Dilma, especialmente nesses momentos críticos que atravessamos, com a economia bem fragilizada por conta do dinheiro desviado para as duas tiranias cuja estimação se aproxima dos 7 bilhões de dólares necessários para eliminar até 2024 as carências que acossam o porto de Santos, o maior da América Latina, responsável por 1/4 da balança comercial brasileira.

A profundidade, por exemplo, precisa passar de 13 para 17 metros (Mariel, em Cuba, já nasceu com 18 metros). Os 12 quilômetros de cais são cada vez mais acanhados para um movimento anual que em 2013 atingiu 114 milhões de toneladas. Enquanto filas monstruosas congestionam as imediações do porto de Santos, Mariel já conta com 12 quilômetros de ferrovias e 70 quilômetros de estradas pavimentadas com pista dupla construída à custa das misérias da sociedade brasileira que paga uma pesada carga tributária para “se fuder”.

A babá do “Brasil Maravilha” que Lula pariu, fez a farra com dinheiro público para vencer as eleições, nos encheu de estádios de futebol que não param de sangrar cofres públicos até os dias de hoje; nos presenteou com inúmeras obras superfaturadas e inacabadas; quanto as obras classificadas como necessárias, como o tão propalado trem-bala, segue enfurnado na cabeça dos farsantes e os milagres de mobilidade urbana não desceram do palanque. Os metrôs subterrâneos, de superfície ou elevados, os trens metropolitanos com ar condicionado, o mundaréu de aeroportos, as rodovias de matar gringo de inveja ─ nada disso passou de engambelação. A única obra de grande porte inaugurada pela presidente de um país cuja infraestrutura implora por socorros urgentes fica em Cuba. 

Só os mal-intencionados ou ignorantes úteis para acreditarem que este segundo mandato será diferente do primeiro, ou seja, que ele sofrerá uma metamorfose redentora nos próximos quatro anos, se é que chegará lá. Aliás, para reforçar a gravidade dos diagnósticos do HIV-companheiro de que somos omissos portadores, o ministro de Minas e Energia desse governo loroteiro, Eduardo Braga, anunciou que o governo brasileiro, em plena crise econômica e energética, irá gastar R$ 60 milhões para reformar uma usina térmica que será doada à Bolívia (PQP!). O pedido de doação da usina, instalada no rio Madeira, em Rondônia, foi feito pelo presidente boliviano, Evo Morales, há quase quatro anos e, de acordo com o Itamaraty, faz parte de um acordo fechado há cerca de sete anos, ainda no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (vão todos prá PQP!). 

Em resumo, é um erro pensar que Deus criou essas doenças para o povo brasileiro. Deus não é cruel e inclemente a ponto de mandar esses males companheiros, um após outro, toda vez que se encontra a cura de uma enfermidade grave. Na verdade, quem criou todas essas doenças fomos nós brasileiros quando acreditamos e alimentamos todas as encapotações oriundas de um vírus mortal-deformado conhecido por Duende-Exu-Lulalarápio-de-Nove-Dedos. 

É como disse Padre Antônio Vieira: 

“MUITO TEMPO HÁ QUE A MENTIRA SE TEM POSTO EM PÉS DE VERDADE, FICANDO A VERDADE SEM PÉS E COM DOBRADAS FORÇAS A MENTIRA”.

QUE DEUS SALVE O BRASIL DESSAS MALIGNAS ENFERMIDADES !!!

Gerson Paulo. Revista Sociedade Militar.

MONICA TORRES: BLINDAGEM X IDEOLOGIA








Foram-se os tempos da conturba “ideologia’ no Brasil. Os tolos de esquerda festiva e esquerda caviar bem o aproveitaram. Era status citar um ou outro desses mitológicos fabricantes de sangue Marx, Staling, Lenin, Gramsci, Kruschev e etc. As gerações entenderam a inutilidade e o mal que essas ideologia espalhavam e sobretudo na fase adulta de suas vidas, deixavam subitamente de ser idiotas.


De tempos em tempos a síndrome da idiotice se repete, e como uma pústula resistente, volta a sangrar e espalhar suas células ruins pelo organismo vulnerável do país. “Aparelhamento” era uma palavra morta depois de 64. Mas os resíduos do ódio, infelizmente desprezados pelas forças vencedoras da época, a ressuscitaram.


É claro que uma nação com Sídrome de Genovese, não se move. Uma república sonolenta com muitas fronteiras a vigiar tende a se acomodar na sua eterna madorra. E se ela for atrasada na educação, há de se distrair com a programação das grandes mídias, sem sobra de erro.


O problema é que o aparelhamento não é de ideologia coisa alguma. Não são estudantes nem estudiosos de filosofias, história política, etc, os líderes do aparelhamento. Mesmo porque esses não subsistiriam por aqui, na hora em que a nação tirasse os olhos da novela das 8. O Aparelhamento é de cunho criminoso. Classifica-se como “bandidagem” mesmo. Nascida do partidão sob a égide de uma organização bem montada. Às vezes me pergunto se eles não passaram a perna até no Foro de São Paulo...


Sim, levaram muito a sério a teoria do jeitinho e do oportunismo (essa é cria brasileira e patenteada pelo partidão) e criaram seus vermes dentro dessa doutrina. Aproveitaram-se dos idiotas remanescentes da “ideologia inútil”, para cultivar nas sombras, as células de estruturas da bandidagem.


Agora, que a bandidagem cresceu, a esquerda ideológica inútil começa a dar sinais de decepção com a cúpula podre e treme diante da crescente verde/amarela nas ruas. Eles armam manifestos, congressos, estratégias de mudança... e tudo só vem endossar o sucesso do movimento. Estão em queda vertiginosa.


Mais um pouco e caem feito fruta podre que são.


Monica Torres

Jorge Serrão: Tese petista "Partido para tempos de guerra" tenta convencer militância a combater os militares e a mídia



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net


Enquanto a cúpula do PT se apavora com a "Lava Jato" e escala um Tesoureiro de emergência (torcendo que não seja mais um a acabar preso), vale a pena analisar, com todo cuidado, um documento repleto de pérolas do pensamento político nazicomunopetralha. Trata-se do livreto de 165 páginas: "Caderno de Teses para o 5º Congresso Nacional do PT". O evento será realizado entre 11 e 13 de junho, em Salvador, na Bahia. O título da primeira "tese" da publicação chama atenção: "Um Partido para Tempos de Guerra". Nas 37 páginas iniciais do material, o discurso é ofensivo e autocrítico: "O Partido que temos não está à altura dos tempos em que vivemos. Das direções até as bases, é preciso realizar transformações profundas. Precisamos de um partido para tempos de guerra".


Seria um grito de "Golpe"? Logo no começo, o documento sintetiza os objetivos nesta "guerra": "Ocupar as ruas, construir uma Frente Democrática e Popular, mudar a estratégia do Partido e a linha do governo". Os ideólogos petistas fazem uma constatação clara e ululante: "O Partido dos Trabalhadores está diante da maior crise de sua história. Ou mudamos a política do Partido e a política do governo Dilma; ou corremos o risco de sofrer uma derrota profunda, que afetará não apenas o PT, mas o conjunto da esquerda política e social, brasileira e latinoamericana. A crise do PT decorre, simultaneamente, de nossas realizações e de nossas limitações".
Também fala na constituição de "uma frente popular em defesa da democracia e das reformas: "O programa mínimo desta Frente Democrática e Popular deve incluir a revogação das medidas de ajuste recessivo; o combate à corrupção; a reforma tributária com destaque para o imposto sobre grandes fortunas; a defesa da Petrobrás e da industrialização nacional; a ampliação das políticas públicas universais como saúde e educação; a reforma política e a democratização da mídia. A Frente Democrática e Popular é essencial para derrotar o golpismo e libertar o governo da chantagem peemedebista. Mas o objetivo principal da Frente Democrática e Popular é lutar por transformações estruturais, sendo para isto necessário construir instrumentos de articulação política e de comunicação de massas que nos permitam enfrentar e vencer o oligopólio da mídia".

Outro ponto focal da tese petista é uma mudança radical na estratégia do partido: "Se queremos melhorar a vida do povo, se queremos ampliar a democracia, se queremos afirmar a soberania nacional, se queremos integrar a América Latina, se queremos quebrar a espinha dorsal da corrupção, é preciso realizar reformas estruturais no Brasil, que permitam à classe trabalhadora controlar as principais alavancas da economia e da política nacional. Para isto, precisamos de uma aliança estratégica com as forças democrático-populares, com a esquerda política e social. Precisamos, também, combinar luta institucional, luta social e luta cultural. Recuperar o apoio ativo da maioria da classe trabalhadora, 4 ganhar para nosso lado parte dos setores médios que hoje estão na oposição, dividir e neutralizar a burguesia, isolando e derrotando o grande capital transnacional financeiro. Isso implica abandonar a conciliação de classe com nossos inimigos".

O texto do documento apela explicitamente para a militância e, implicitamente, para a "meliância" (aquele "exército de Stédile", convocado pelo grande líder $talinácio). Os ideólogos recomendam a imediata reocupação das ruas: "A oposição de direita controla parte importante do Judiciário, do Parlamento e do Executivo, em seus diferentes níveis. Agora está trabalhando intensamente para também controlar as ruas, utilizando para isto sua militância mais conservadora, convocada pelos meios de comunicação, mobilizada com recursos empresariais e orientada pelas técnicas golpistas das chamadas “revoluções coloridas”. Caso a direita ganhe a batalha de ocupação das ruas, não haverá espaço nem tempo para uma contraofensiva por parte da esquerda. Assim, a primeira tarefa de cada petista deve ser apoiar, participar, mobilizar e ajudar a organizar as manifestações programadas pelos movimentos e organizações das classes trabalhadoras".

O documento petista propõe, como quarta tarefa urgente, mudar o governo Dilma Rousseff - o que parece ser uma das missões quase impossíveis. Nem a "oposição" seria tão dura quanto a intelectualidade orgânica nazicomunopetralha, sempre apontando um "inimigo" a ser vencido e eliminado: "É plenamente possível derrotar a direita se tivermos para isto a ajuda do governo. É possível derrotar momentaneamente a direita, até mesmo sem a ajuda do governo. Mas é impossível impor uma derrota estratégica à direita, se a ação do governo dividir a esquerda e alimentar a direita. Por isto, o 5º Congresso do PT deve dizer ao governo: que os ricos paguem a conta do ajuste, que as forças democrático-populares ocupem o lugar que lhes cabe no ministério, que a presidenta assuma protagonismo na luta contra a direita, contra o “PIG” e contra a especulação financeira".

A "tese" nazicomunopetralha insiste em focar no "inimigo", inclusive tentando descredenciar as livres manifestações de milhões de brasileiros nas ruas: "Não se trata de descontentamento “republicano e pacífico”, nem da defesa “legítima” do impeachment. A mobilização da direita visa criminalizar não só o PT e o conjunto dos partidos de esquerda, mas também a classe trabalhadora nas suas mais diversas expressões, organizações e movimentos: os sem-terras, os sem-tetos, os sindicatos combativos, os grupos e entidades populares etc. Não pode ser outra a leitura do ódio presente nos atos do dia 15 de março, que abriram espaço até mesmo para manifestações ostensivas da extrema-direita e homenagem a um torturador identificado no relatório final da Comissão Nacional da Verdade".



O documento prossegue com um espetáculo de arrogância política, agora identificando claramente seus "inimigos" - militares da ativa e da reserva, junto com os meios de comunicação: "O Partido dos Trabalhadores defende que a solução para a crise política passa por mais democracia, não por menos democracia. Por isto reafirmamos nossa defesa da Assembleia Constituinte, da participação popular e da legitimidade dos processos eleitorais. Se a oposição de direita quer nos derrotar, que se organize para disputar as eleições de 2016 e 2018. Por isto mesmo, o PT defende tolerância zero com a facção golpista da direita. As articulações golpistas, especialmente as vindas de militares da ativa ou da reserva e de meios de comunicação, devem ser tratadas como determina a Constituição e a legislação nacional".


Do ponto de vista tático imediato da "guerra", o receituário nazicomunopetralha define duas ações básicas: é necessário relançar a campanha pela reforma política e pela mídia democrática, contribuindo para que o governo possa tomar 8 medidas avançadas nestas áreas e para sustentar a batalha que travaremos a respeito no Congresso Nacional. O PT precisa exercer mais do que um papel de figurante na luta pela democratização da mídia: deve engajar e orientar seus quadros e militantes a ajudar na construção das mobilizações que os movimentos sociais a duras penas têm construído no país nos últimos anos. (...) A militância do PT deve ser convocada a participar ativamente da luta pela reforma política, apoiando as iniciativas do movimento social e do partido, particularmente a mobilização da campanha do Plebiscito da Constituinte e a coleta de assinaturas da campanha do PT".


"Para consolidar toda essa ação de guerra, o PT foca em outra necessidade que eles já têm em andamento há muito tempo, através do financiamento milionário, com dinheiro público, de uma "mídia de aluguel": "Faz-se necessário, também, implementar uma política de comunicação do campo democrático e popular, iniciando pela construção de uma agência de notícias, articulada a mídias digitais (inclusive rádio e TV web), com ação permanente nas redes sociais, que sirva de retaguarda e de instrumento do campo democrático-popular na batalha de ideias, tomando como exemplos o papel cumprido pelo Muda Mais na campanha eleitoral de 2014 e as diversas experiências semelhantes existentes nas mídias partidárias, sindicais e sociais de esquerda. Esta agência de notícias deve estar articulada à produção de um jornal diário de massas, criando uma rede com o conjunto das publicações do campo democrático-popular e integrando esta ação de comunicação política com o amplo movimento cultural que está em curso neste país e que foi tão importante no segundo turno. A política de comunicação de que necessitamos se integra à política de cultura e de educação, com o objetivo de criar uma cultura de massas orientada por valores democrático-populares e socialistas, combatendo a crescente ofensiva conservadora no terreno das ideias".


Os petistas deixam claro em sua tese que, "para fazer reformas estruturais, necessitamos de força política e social, já que tais reformas de caráter democrático-popular contrariarão os interesses das classes dominantes no plano nacional e internacional". Os petistas também constatam uma fragilidade estrutural deles: "Por outro lado, chegamos ao governo, mas não conquistamos o poder. E aqueles setores políticos e sociais que detêm o poder estão cada vez mais ameaçando nossa continuidade no governo, como fica claro ao compararmos os resultados das eleições presidenciais desde 2002 até 2014".


Assim, para "seguir adiante", depois de muito discurso maniqueísta de convencimento da militância, os ideólogos petistas defendem: "Uma estratégia que reconheça que só é possível continuar melhorando a vida do povo se fizermos reformas estruturais. Que construa as condições políticas para fazer reformas estruturais. Que recoloque o socialismo como objetivo estratégico. Que constate que o grande capital é nosso inimigo estratégico. Que não acredite nos partidos de centro-direita como aliados. Que seja baseada na articulação entre luta social, luta institucional, luta cultural e organização partidária. Que retome a necessidade do partido dirigente e da organização do campo democrático-popular".


Em resumo, os ideólogos petistas desenham seu próprio drama existencial do momento, sinalizando com uma necessidade urgentíssima: "Convencer a nós mesmos, ao PT, de que precisamos sair da situação atual, em que buscamos melhorar as condições de vida do povo nos marcos do capitalismo, para uma nova situação, em que melhoraremos as condições de vida do povo através de reformas estruturais democrático-populares e de medidas de tipo socialista. Só retomaremos a condição de partido hegemônico no governo, se nos dispusermos a conquistar/construir as condições para sermos partido hegemônico no poder de Estado".


Esta fase mais radical das "teses" petistas tem como autores: Bruno Elias, Jandyra Uehara, Adriano Oliveira, Rosana Ramos, Valter Pomar e Iole Ilíada, em nome da Direção Nacional da tendência "Articulação de Esquerda". As demais "teses", na mesma linha de defesa do "socialismo", defendem exatamente a pregação anti-liberal sempre adotada no Brasil por ideólogos de direita ou de esquerda: "um Estado forte e indutor do desenvolvimento".


Desenhando e resumindo a ópera para quem ainda não entendeu ou não quis compreender: Se o PT for tirado do poder, via impeachment ou intervenção constitucional, seus militantes e meliantes estão prontos para partir para a guerra, na base da porrada real e objetiva. Quem pensa que Dilma possa renunciar, por algum motivo, pode tirar o cavalinho da chuva. O PT quer retomar a hegemonia e conquistar o poder de fato. Está escrito, para quem quiser e tiver saco de ler 165 páginas da cartilha nazicomunopetalha.

José Gobbo Ferreira: As teses do PT







Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por José Gobbo Ferreira


Para nossa alegria, o Partido dos Trabalhadores deu à luz sua versão dos Cadernos do Cárcere de Antonio Gramsci: são os “Cadernos de Teses para o 5º Congresso Nacional do PT”. É um calhamaço que poderia ter sido assinado por Hitler, Göbbels, Mussolini ou, naturalmente, Stalin. A primeira parte do documento, que discutiremos brevemente, tem o sugestivo título de “Um Partido para Tempos de Guerra”.


Os recentes sucessos dos Movimentos Sociais Liberais - MSL e da Operação Lava-Jato alertaram o partido que ele caminha para o abismo. Conforme nós dos MSL já acusamos (e o Deputado José Carlos Aleluia operacionalizou), a queda do PT arrastará consigo o foro de São Paulo - fSP e livrará nosso país da mais grave ameaça que pairava sobre nossas cabeças. Como o Brasil é a maior fonte de recursos desse grupo criminoso, sua destruição aqui se refletirá certamente por toda a América Latina.


Aquele bando de apátridas criou antolhos de realidade virtual que lhes permite achar progresso onde houve retrocesso, verdade onde existe a calúnia, conseguir defender ao mesmo tempo o fSP e a Soberania Nacional e ainda ver um Brasil que só existe no software por eles desenvolvido.


Em nenhum momento admitem que o caos econômico-social em que se debate o País foi obra deles mesmos. Malgrado exaustivos alertas e continuadas recomendações, o governo do PT conduziu sistematicamente o país à falência, por incompetência, por submissão ao fSP e pela paranoia da permanência no poder a qualquer custo, gastando para isso o suado dinheiro cuja guarda o povo brasileiro lhes tinha confiado. “Faremos o diabo para vencer essas eleições”. E fizeram. Mas o diabo não é um parceiro confiável. Depois de divertir-se com o espetáculo deprimente do mês de outubro, ele tinha outras tarefas mais fáceis para cumprir e foi-se embora.


Agora, se esforçam para colocar em terceiros a conta dos descalabros, que lhes cabe integralmente. Os bodes expiatórios são os de sempre: as zelites, a direita, a burguesia, o grande capital transnacional financeiro, a crise (que só existe para o Brasil) etc.


As manifestações alegres, pacíficas, democráticas e abrangentes do 15/03 e do 12/04 são descritas como manifestações de ódio contra as classes trabalhadoras.


Nesse documento, elegeram seus inimigos materiais: os militares da ativa e da reserva, juntamente com os meios de comunicação e defendem tolerância zero com aquilo que chamam de “facção golpista da direita”: “As articulações golpistas, especialmente as vindas de militares da ativa ou da reserva e de meios de comunicação, devem ser tratadas como determina a Constituição e a legislação nacional". E deixam implícito que os vandalismos das chamadas organizações sociais, invadindo, saqueando, queimando, destruindo, bloqueando estradas e ruas e semeando a baderna e a insegurança devem ser considerados como manifestações justas, legais e democráticas, com o direito de receber um tratamento paternalista e cooperativo das autoridades.


O PT reconhece que está perdendo espaço na vida política nacional. Reconhece as derrotas ideológicas que os MSL vem lhe impondo e reage, deixando bem clara sua intenção de intervir cada vez mais sobre a formação de nossos estudantes, adequando as políticas de cultura e de educação com o objetivo de mudar o senso comum de nossa população transmitindo-lhe ideias socialistas como forma de transição rumo ao comunismo.


Prega a utilização com ênfase crescente do dinheiro público para pagar mecanismos de propaganda tais como os denunciados no relatório interno em que o então ministro da Comunicação Social Thomas Traumann recomendava a retomada do pagamento da rede suja do partido na internet (“Os robôs foram desligados”).


Deseja impor o controle da mídia e sua versão de reforma política, insistindo ainda na convocação de um plebiscito que possa decidir sobre a convocação de uma Assembleia Constituinte, recurso padrão de ditadores bolivarianos.


Convoca a uma autocrítica “...que recoloque o socialismo como objetivo estratégico. Que constate que o grande capital é nosso inimigo estratégico. Que não acredite nos partidos de centro-direita como aliados. Que seja baseada na articulação entre luta social, luta institucional, luta cultural e organização partidária. Que retome a necessidade do partido dirigente e da organização do campo democrático-popular". E que lute pela (já desgastada ideia) das “reformas de base”.


O desespero levou os petistas a abandonar a dissimulação característica da esquerda. Deixaram bem claro sua intenção de ir à guerra e identificaram muito bem seus alvos prioritários. Sun Tzu agradece.


Os MSL devem perceber que a hora é grave e não comporta vaidades pessoais ou egos inflados. É imperioso que se unam, coesos em torno do objetivo principal que é a construção de um novo Brasil, onde partidos criminosos, submetidos a organizações que contam entre seus membros grupos terroristas e narcotraficantes, não tenham mais espaço, nem para difundir suas ideias alienígenas nem para roubar desbragadamente em todos os sítios onde houver algo a ser subtraído.


Os militares devem ouvir os tambores de guerra soando ao longe e devem se preparar para o combate. Mais do que nunca, a união entre o pessoal da Ativa e o da Reserva deve prevalecer sobre qualquer outro argumento. Insisto que cada um deles tem sua missão específica. A Ativa, presa a seus compromissos e deveres constitucionais, não pode se dar à futilidade de tomar posições públicas ou revelar as táticas que tem preparadas para a eventualidade do combate. A Reserva deve confiar em que os Chefes passaram toda uma existência se preparando para o exercício do Alto Comando, que estarão prontos para a atitude adequada no momento adequado e que devem oferecer-lhes todo o apoio e suporte que estiver ao alcance dela.


A mídia constitui os olhos e os ouvidos da Nação. É a fiadora dos direitos republicanos. A ela cabe estar alerta para denunciar toda infração às normas legais e morais que constituem o repositório das tradições e do senso comum de um povo. Atacar essas regras é premissa básica do Gramscismo a que o ideário do PT desgraçadamente nos submete. A luta dela nesse instante é a da defesa da liberdade e de sua própria sobrevivência.


Eles que venham, por aqui não passarão!



José Gobbo Ferreira é Coronel na reserva do EB.

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