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quinta-feira, agosto 21, 2014

MERVAL PEREIRA: Por baixo dos panos


Ao sentir que há o perigo de o PSB tomar um rumo diametralmente oposto ao traçado por Eduardo Campos em sua campanha, apoiando oficialmente ou em uma aliança branca a reeleição da presidente Dilma, sua família não se furtou a definir uma posição a favor da candidatura da ex-senadora Marina Silva à Presidência da República.


Seu irmão, também membro do diretório nacional do partido, declarou que a vontade de Campos seria que Marina o sucedesse. O filho mais velho, João, postou no Facebook uma mensagem direta: as bandeiras de meu pai precisam ser levadas adiante. 

Quem as representará melhor, Marina, que era sua vice, ou Dilma, que era seu alvo preferencial?

Enquanto a direção nacional do partido, tendo o novo presidente Roberto Amaral à frente, se escudava no luto oficial para adiar a discussão da sucessão, por baixo dos panos as negociações já começaram, especialmente através do ex-presidente Lula, para que o PSB não lance candidato próprio, ou lance um nome de sua base política que não seja Marina, a pretexto de preservar a estrutura partidária.

Na verdade, além do interesse político de recolocar o PSB na base aliada governista, há a preocupação de ala importante da direção nacional da legenda de não perder o controle sobre a máquina partidária. Com a assunção de Marina Silva à condição de candidata oficial do condomínio PSB- Rede, o controle da campanha passará naturalmente para os seus aliados. É Marina, e não qualquer outro político do PSB, que detém hoje uma expectativa de poder altamente avaliada, e por isso os candidatos pelo país afora devem também pressionar a direção nacional para que ela seja a escolhida.

Marina não dará nenhum passo para ser indicada, e terá que ser convidada pela direção nacional dos partidos aliados, na sua maioria já dispostos a apoiá-la. Ela sem dúvida começa a campanha com alto potencial de crescimento, e deverá atrair boa parte dos eleitores que hoje se declaram indecisos, ou dispostos a anular o voto, especialmente os jovens que já começaram nas redes sociais campanha pela sua candidatura.

Os primeiros números de pesquisas eleitorais, como a do Datafolha que deve ser divulgada domingo ou segunda-feira, devem apresentar um índice bastante positivo a favor de Marina, turbinado pela emoção desses momentos. As pesquisas a partir de setembro, com a propaganda eleitoral já em curso, devem mostrar um quadro mais real.

Embora se apresente como uma alternativa ainda mais viável à polarização PT/PSDB, num primeiro momento Marina deve tirar mais votos de Dilma do que de Aécio Neves, mas pode retardar o crescimento dos tucanos. Uma perspectiva radicalmente oposta ao quadro atual, que Eduardo Campos gostava de lançar nas conversas, era a possibilidade de ele ir para o segundo turno contra Aécio Neves, com a presidente Dilma ficando de fora.

Essa hipótese se torna mais possível, embora altamente improvável, com a candidatura de Marina, que acrescenta elementos novos à disputa. A ex-senadora terá, no entanto, mais dificuldades em sua campanha do que teria Eduardo Campos, já que ela não contará, em qualquer hipótese, com um partido unido a apoiá-la.

O PSB entrará em grande disputa interna, e também com a Rede, o que é perigoso para uma campanha majoritária. Além do mais, acordos feitos por Eduardo Campos em vários Estados poderão reagir a uma candidatura Marina. O PMDB do Mato Grosso do Sul, por exemplo, com a candidatura de Nelsinho Trad, de uma família do agronegócio, já anunciou que reverá a aliança.

Em Pernambuco, o PSDB acha que agora tem espaço para polarizar com a presidente Dilma por que Marina não terá um terço dos votos que o Eduardo teria, e um eleitorado de oposição ficará em busca de um candidato. Em São Paulo desaparece a campanha para o PSB, pois Marina foi contra a aliança.

Os apoios estruturais, montados, com candidatos a deputados, ela não terá em São Paulo, onde foi muito bem votada em 2010. Pode repetir a boa votação na capital, mas no interior a falta de estrutura a prejudicará. Em Santa Catarina, o grupo político dos Bornhausen, que lançou Paulo Bornhausen ao Senado, não tem ligações com Marina e tende a apoiar o candidato tucano à Presidência.

Em Alagoas, Marina se recusava a subir no palanque do senador Benedito de Lira do PP, candidato ao governo apoiado por Campos. Em Mato Grosso, senador Pedro Taques do PDT, que apoiava Campos, já anunciou que mudará para apoiar a candidatura de Aécio Neves.

Com Marina em campo, como se vê, são muitas as alternativas abertas com a saída de cena de Eduardo Campos, e é impossível prever o que acontecerá. Quem disser, a esta altura, que sabe o que vai acontecer, estará errando.

Fonte: Blog do Merval

EDUARDO CAMPOS: Programa eleitoral iria ao ar com uma mensagem totalmente de Oposição ao fisiologismo do governo Dilma Rousseff




POR ALEX RIBEIRO, EM 15.08.2014

Nos últimos dias, antes da sua morte em um acidente de avião, o então candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, estava dividindo seu tempo entre as viagens de campanha pelo País e as gravações para a propaganda eleitoral gratuita de rádio e TV, que terá início no próximo dia 19.

Muito se falou do formato que seria utilizado pelo presidenciável para passar a sua mensagem. Ficou definido que uma conversa com convidados em um espaço tipo arena seria o ideal para passar o que a coligação tinha a dizer.

Num dos vídeos, Eduardo fala sobre os representantes da “velha política”, e cita os senadores José Sarney (PMDB), Renan Calheiros (PMDB) e Fernando Collor (PTB). Enquanto o presidenciável falava, a ex-senadora Marina Silva (PSB) assistia o pronunciamento do companheiro de chapa. O ex-governador lembrou das manifestações de junho de 2013 e disse que era preciso “colocar a sociedade para cumprir o seu papel”.

“Encheram aquela esplanada de estudante, desceu gente desempregada daquela periferia de Brasília, funcionário público, encheram aquela rampa. Em 15 dias, sem que o povo tivesse nenhum ministério, nenhum cargo, só dando pressão, aquele calor, em 15 dias eles votaram mais do que um ano em que Dilma (Rousseff-PT) dando tudo que eles queria”, relatou Campos, num dos trechos do vídeo.

Agora, com a morte de Eduardo, o PSB aguarda a identificação e sepultamento dos corpos dos ocupantes do avião para, só então, discutir quem substituirá o socialista na cabeça de chapa, bem como o nome do vice.

Pela legislação eleitoral, a coligação ainda tem oito dias para tomar essa decisão. No entanto, como o guia eleitoral terá início na próxima terça-feira (19), a decisão deve ser acelerada e anunciada após os funerais. Até para ter tempo de ajustar os programas que irão ao ar já na terça-feira. O PSB vai correr contra o tempo.




QUEM MATOU EDUARDO CAMPOS? No Recife o povo só fala de 'atentado' contra Campos


Capital pernambucana deixa a política de lado em luto a Eduardo Campos

Aliados e adversários do ex-governador fecharam comitês e retiram campanha das ruas

POR CAIO BARBOSA NO O DIA

Recife (PE) - A capital pernambucana respira política. Ainda mais com um candidato a presidência da República. Mas a morte do ex-governador Eduardo Campos tirou o povo das ruas. Aliados e adversários fecharam comitês e retiraram os cavaletes com propaganda política das esquinas em respeito ao filho da terra, morto nesta quarta-feira, num trágico acidente aéreo, em Santos (SP). Mais seis pessoas morreram na queda do avião.


No comitê central da campanha de Campos, no bairro Parnamirim, tudo fechado. E uma imensa faixa preta em sinal de luto. Na porta, apenas o seu Ricardo, camelô que vende café sempre fresquinho aos socialistas do Recife.

"Eduardo era muito respeitado aqui no Recife. Por todos. E os que não gostavam dele, respeitam por causa do avô. Igual ao Velho Arraes não tinha, não. Era o homem que parava Pernambuco, querido na capital e no Sertão. O Estado está de luto em respeito ao neto do Arraes, um homem sem igual", contou Ricardo, de 57 anos.

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Amigo da família e militante do PSB, Artur Cunha disse que a cidade só voltará a falar de política após o enterro de Eduardo Campos. "Ninguém tem cabeça para isso. Não faz sentido fazer campanha num momento como este. Está todo mundo muito chocado com a notícia. Vamos esperar tudo acabar para ver o que fazer", disse Cunha.

Os correligionários de Armando Monteiro Neto (PTB), candidato ao governo do Estado que lidera as pesquisas e é adversário de Eduardo Campos, também retiraram a campanha das ruas. "O chefe mandou retirar tudo. Na política é preciso haver respeito", disse um dos garotos que carregava um cavalete de Armando Monteiro.

Recife amanhece falando em 'atentado' contra Campos

Eduardo Campos, morto no mesmo dia que o avô, o também ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes, já virou lenda no Recife, capital de Pernambuco, cidade onde nasceu e construiu sua vida política. Nas ruas, não se fala em outro assunto. E pouco importa o que dizem os jornais. Para a maioria dos pernambucanos, simpatizantes ou não de Eduardo Campos, a morte não foi acidente, mas atentado.

"Ele sabia que corria esse risco. A família sabia. Tanto que nunca viajava no mesmo avião que o primogênito, João. Assim como ele também evitava viajar no mesmo avião que o avô Arraes. Político que pensa no povo não pode durar muito porque os poderosos não deixam", insinuou Múcio Santana, garçom num restaurante de Boa Viagem, bairro nobre do Recife.

Querido pelos amigos e respeitado pelos adversários, que retiraram a campanha das ruas após o anúncio da morte do ex-governador, Eduardo Campos, para os pernambucanos, fez como o ex-presidente Getúlio Vargas, deixou a vida para entrar para a história.

"Não tem um pernambucano que não desconfie dessa morte. O avião virou uma bola de fogo em pleno ar. Como assim? Era um dos aviões mais modernos do mundo. Tem treta nisso daí, pode crer que tem", apostou Marivaldo Gomes, jornaleiro.

A família de Eduardo Campos ainda não levantou a hipótese de atentado. Ainda muito abalados com a tragédia, segundo amigos, todos creem que tenha sido mesmo uma fatalidade.

O coordenador da campanha de Eduardo Campos no Rio de Janeiro, Rubens Bomtempo, prefeito de Petrópolis, também não acredita que o amigo e companheiro de partido tenha sido vítima de nenhum atentado.

"Prefiro nem acreditar numa coisa dessas. Acho que não dá para descartar nada nesse mundo, mas acho que não foi isso. É natural que os pernambucanos tenham esta impressão, já que Eduardo era um grande líder e virou uma espécie de herói regional. Mas prefiro crer que não", disse Bomtempo, ainda abalado com a tragédia.


GALERIAS:

Fonte: O Dia

quarta-feira, agosto 20, 2014

A HIPOCRISIA DO PT: Na terça-feira, pouco depois de Eduardo Campos (PSB) ter participado do Jornal Nacional, o PT já colocou os pitbulls de Franklin Martins a desqualificar o presidenciável





Na terça-feira, pouco depois de Eduardo Campos (PSB) ter participado do Jornal Nacional, o PT já colocou os pitbulls de Franklin Martins a desqualificar o presidenciável, como é do feitio da camarilha mensaleira. Fez isso por meio do site Muda Mais, " um site de apoio à candidatura à reeleição da presidenta Dilma Rousseff. Construído com a força e a participação da militância". Veja o que eles publicaram:



"Vamos falar em coerência? E em propostas que realmente signifiquem algo para o povo brasileiro? Bom, se formos levar em conta a entrevista concedida pelo candidato Eduardo Campos (PSB) ao Jornal Nacional desta terça feira (12), tá meio difícil...

Com propostas que vão do "mais do mesmo", até o "não estamos entendendo muito o que o senhor quer dizer", Eduardo defendeu o indefensável: promessas e propostas que se chocam com a realidade. Em constante afirmativa de que é "necessário mudar a vida do brasileiro", o candidato parece não estar a par do que acontece em nosso país e a forma como a sociedade se desenvolveu nos governos do PT, com Lula e Dilma Rousseff.

Campos afirma que é preciso melhorar a qualidade de vida. Ele finge não saber que 36 milhões de brasileiros saíram de extrema pobreza, e que a classe média já é maioria no Brasil. E a ascenção contínua: o rendimento real do trabalhador cresceu 3,6% entre janeiro de 2013 e janeiro deste ano, de acordo com o IBGE.

Dudu usa o discurso do medo contra a inflação e de que o país precisa voltar a crescer. Mas gente, ow... não cai nessa não! A inflação de julho apresentou a menor variação desde 2010. O-n-d-e que ela está descontrolada? 

Apesar do terror que a oposição toca em relação ao aumento da gasolina e da conta de energia, nós já explicamos como tudo funciona e de que maneira vai rolar daqui pra frente. Diferentemente do que fez o governo de São Paulo, com o abastecimento de água, Dilma já assegurou que o desconto de 20% nos serviços será mantido. Já o preço do combustível não passa pela aprovação da presidência, pois como vocês sabem e a gente já explicou por aqui, uma lei foi estabelecida no Governo FHC, onde os agentes econômicos - produtores, importadores, distribuidores e postos de combustíveis - definem os valores finais para o consumidor.

Questionado sobre a "sede de poder" pelos apresentadores William Bonner e Patrícia Poeta, Eduardo gaguejou. Afinal, como manter o discurso quando houve um apoio incondicional e entusiástico a Lula e Dilma até 2012 e de repente se vira "o bonde da oposição"? E, a cereja do bolo: “Como o eleitor pode se convencer da coesão de sua chapa se os dois candidatos têm opiniões tão controversas?”

Não, Dudu, Dilma não vai entregar o Brasil pior do que recebeu. Muito pelo contrário, e os fatos estão aí para comprovar isso. A proposta é avançar cada vez mais, remando para o futuro. De ideias copiadas e falta de coesão, bastam outros candidatos.

http://www.mudamais.com/divulgue-verdade/campos-no-jornal-nacional-sabedenadadudu "


Hoje o Painel da Folha informa: 
Borracha O site Muda Mais, da campanha de Dilma, apagou texto que atacava a participação de Campos no "JN". O Blog da Dilma, mantido por militantes petistas, não seguiu o exemplo.

Quando você clica no link acima, aparece a frase: " você não está autorizado a acessar está página". O site e o facebook, que desqualificavam Eduardo Campos, aparecem hoje, cinicamente vestidos de luto. Eles não têm vergonha, decoro ou qualquer sentimento humano. O cinismo ali impera.



A HIPOCRISIA DO PT: Veja as barbaridades que o PT fala do Eduardo Campos na página oficial do Partido Totalitarista no Facebook



A BALADA DE EDUARDO CAMPOS


Por um momento, desses que enchem os incautos de certezas, o governador Eduardo Campos, de Pernambuco, achou que era, enfim, o escolhido.

Beneficiário singular da boa vontade dos governos do PT, de quem se colocou, desde o governo Lula, como aliado preferencial, Campos transformou sua perspectiva de poder em desespero eleitoral, no fim do ano passado. 

Estimulado pelos cães de guarda da mídia, decidiu que era hora de se apresentar como candidato a presidente da República – sem projeto, sem conteúdo e, agora se sabe, sem compostura política.

O velho Miguel Arraes, avô de Eduardo Campos, faz bem em já não estar entre nós, porque, ainda estivesse, morreria de desgosto. 

E não se trata sequer da questão ideológica, já que a travessia da esquerda para a direita é uma espécie de doença infantil entre certa categoria de políticos brasileiros, um sarampo do oportunismo nacional. Não é isso. 

Ao descartar a aliança com o PT e vender a alma à oposição em troca de uma probabilidade distante – a de ser presidente da República –, Campos rifou não apenas sua credibilidade política, mas se mostrou, antes de tudo, um tolo. 

Acreditou na mesma mídia que, até então, o tratava como um playboy mimado pelo “lulo-petismo”, essa expressão também infantilóide criada sob encomenda nas redações da imprensa brasileira.

Em meio ao entusiasmo, Campos foi levado a colocar dentro de seu ninho pernambucano o ovo da serpente chamado Marina Silva, este fenômeno da política nacional que, curiosamente, despreza a política fazendo o que de pior se faz em política: praticando o adesismo puro e simples. 

Vaidosa e certa, como Campos, de que é a escolhida, Marina virou uma pedra no sapato do governador de Pernambuco, do PSB e da triste mídia reacionária que em torno da dupla pensou em montar uma cidadela. 

Como até os tubarões de Boa Viagem sabem que o objetivo de Marina é se viabilizar como cabeça da chapa presidencial pretendia pelo PSB, é bem capaz que o governador esteja pensando com frequência na enrascada em que se meteu.

Eduardo Campos é o resultado de uma série de medidas que incluem a disposição de Lula em levar para Pernambuco a Refinaria Abreu e Lima, em parceria com a Venezuela, depois de uma luta de mais de 50 anos. Sem falar nas obras da transposição do Rio São Francisco e a Transnordestina. Ou do Estaleiro Atlântico Sul, fonte de empregos e prestígio que Campos usou tão bem em suas estratégias eleitorais

Pernambuco recebeu 30 bilhões de reais do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, do qual a presidenta Dilma Rousseff foi a principal idealizadora e gestora.

O estado também ganhou sete escolas técnicas federais, além de cinco campi da Universidade Federal Rural construídos para melhorar a vida do estudante do interior.

Eduardo Campos cresceu, politicamente, graças à expansão de programas como Projovem, Samu, Bolsa Família, Luz para Todos, Enem, ProUni e Sisu. Sem falar no Pronasci, que contribuiu para a diminuição da criminalidade no estado, por muito tempo um dos mais violentos do País.

Campos poderia ser grato a tudo isso e, mais à frente, com maturidade e honestidade política, tornar-se o sucessor de um projeto político voltado para o coletivo, e não para o próprio umbigo.

Arrisca-se, agora, a ser lembrado por ter mantido entre seus quadros um secretário de Segurança Pública, Wilson Damázio, que defendeu estupradores com o argumento de que as meninas pobres do Recife, obrigadas a fazer sexo oral com marginais da Polícia Militar, assim agiam por não resistirem ao charme da farda.

“Quem conhece Damázio, sabe que ele não tem esses valores”, lamentou Eduardo Campos. 

Quem achava que conhecia o governador do PSB, ao que tudo indica, ainda vai ter muito o que lamentar.




UCHO.INFO expõe a HIPOCRISIA e MEDIOCRIDADE de Dilma perante a morte do grande Eduardo Campos



Dilma age como carpideira oportunista ao falar sobre a trágica morte de Eduardo Campos

Lixa grossa – Quando tragédias acontecem no meio político, sempre há os que por conveniência mudam o semblante e derramam lágrimas mentirosas. É o caso da presidente Dilma Vana Rousseff, candidata à reeleição, que na tarde desta quarta-feira, em pronunciamento no Palácio do Planalto, falou sobre a trágica morte de Eduardo Campos, até então seu adversário na corrida presidencial.

Sem se recordar dos golpes sujos e baixos deflagrados pelo seu próprio governo contra Eduardo Campos, a presidente da República, em determinado trecho do pronunciamento, abusou da insensatez e disparou: “Sem sombra de dúvidas é uma perda. Para além das nossas divergências, nós mantivemos sempre uma forte relação de respeito mútuo”.

O exercício da política exige de seus agentes que a desfaçatez esteja sempre a postos, porque sem esse ingrediente a farsa não tem como seguir adiante. Se não estiver sofrendo de amnésia, Dilma certamente continua um poço de ousadia desmedida. Os brasileiros de bem que acompanham a política nacional ainda se recordam da reação do Palácio do Planalto e do PT por ocasião da decisão de Eduardo Campos de se opor à Medida Provisória dos Portos, situação que se repetiu quando ele decidiu deixar o governo Dilma e embarcar em seu projeto de disputar a Presidência da República.

Sob a sombra da ameaça político-eleitoral, Lula e Dilma arquitetaram uma operação imunda contra o então governador de Pernambuco, que teve de enfrentar “arapongagem” no porto de Suape, além das seguidas acusações acerca da sua administração. EM suma, da parte de Dilma jamais houve a anunciada “relação de respeito mútuo”.


Voltando no tempo
Para que os leitores consigam avaliar a extensão da desfaçatez de Dilma Rousseff, em 4 de abril de 2013 o líder do PPS na Câmara dos Deputados, Rubens Bueno (PR), e o deputado federal Almeida Lima (PPS-SE) protocolaram, na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, requerimento (REQ-229/2013) pedindo a convocação da então ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, do chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência, general José Elito Carvalho Siqueira, e do diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Wilson Roberto Trezza, para que explicassem os motivos que levaram o governo do PT a montar um esquema de monitoramento, com a infiltração de “arapongas” no Porto de Suape, em Pernambuco, para vigiar movimentações sindicais e políticas.

De acordo com reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo”, à época, o setor de inteligência do Palácio do Planalto tinha como alvo, além de sindicalistas, as ações do governador pernambucano Eduardo Campos (PSB) em defesa do porto. Na ocasião, Campos já se apresentava ao eleitorado nacional como possível candidato à Presidência da República.

“Depois de a presidente Dilma declarar que em eleição pode se fazer o diabo, temos que tomar todo o cuidado com o uso do aparato de inteligência do Estado. É óbvio que o governo precisa saber o que está acontecendo no país, mas é necessário debater quais os limites para isso. Temos que estar seguros de que essa movimentação em Pernambuco não tem como pano de fundo interesses ligados às eleições de 2014. Por isso é necessário que os ministros e o chefe da Abin venham à Câmara o mais rápido possível para explicar toda essa situação”, ponderou, à época, o líder do PPS.

Na reportagem, o “Estado de S. Paulo” afirmou que o setor de inteligência do governo do PT apurou que trabalhadores que se uniram a Eduardo Campos contra a Medida Provisória dos Portos podem decretar greve geral. O governador pernambucano lidera o movimento opositor à MP, que retira a autonomia dos estados de licitar novos terminais portuários de carga. No mesmo dia, o Palácio do Planalto divulgou nota negando o conteúdo da matéria jornalística.

Óleo de peroba
De boa samaritana Dilma Rousseff nada tem, Aliás, sua presença na inauguração do Templo de Salomão, em São Paulo, principal reduto de fé dos evangélicos da Igreja Universal do Reino de Deus, foi uma aberração, se considerado o discurso pretérito da candidata petista a favor do aborto, que gerou confusão na eleição de 2010 e na sequência contou com o “pano quente” de Gabriel Chalita, que amenizou a revolta dos católicos.

A presidente pode até querer enganar a parcela incauta da opinião pública com o um semblante entristecido de encomenda, mas no íntimo está a esfregar as mãos porque o adversário que poderia levar a disputa ao segundo turno saiu de cena por um trágico capítulo do destino.

À candidata petista e ao próprio PT interessa essa comoção que toma conta do País, mas não será uma carpideira oportunista a pegar carona na dor de uma família que chora a perda de um pai, de um marido, de um irmão e de um filho.


Confira abaixo a íntegra do pronunciamento da presidente Dilma Rousseff acerca da morte de Eduardo Campos


“Boa tarde a todos vocês. Em nome do governo brasileiro e do povo brasileiro eu gostaria de dar os mais profundos pêsames à família do Eduardo Campos, à sua mãe, Ana Arraes; à dona Renata, como ele carinhosamente chamava a sua esposa; e aos seus filhos; e a toda a família, que era uma grande família. Eu quero dizer que hoje o Brasil está de luto e sentido com uma morte que tirou a vida de um jovem político promissor e esse fato entristeceu todos os brasileiros e brasileiras.

O Eduardo Campos, neto de um grande político, um grande democrata, um lutador que foi uma referência para minha geração, Miguel Arraes, que há 9 anos atrás faleceu, Eduardo Campos, neto dessa liderança, seguiu seus passos e por duas vezes foi governador de Pernambuco. Eu convivi com ele, como ministra do presidente Lula, mas também nas campanhas 2006 e 2010, e também no meu governo. Fui recebida em sua família e convivi com eles, de forma muito calorosa.

O Brasil perde uma jovem liderança, com um futuro extremamente promissor pela frente. Um homem que poderia galgar os mais altos postos do País. Sem sombra de dúvidas é uma perda. Para além das nossas divergências, nós mantivemos sempre uma forte relação de respeito mútuo. A última vez que eu o vi, no funeral do Ariano Suassuna, a quem eu tive o privilégio de conhecer e desfrutar do seu brilhantismo e do seu talento, porque fui apresentada a Ariano pela dona Renata, eu queria dizer que mantivemos ali, mais de uma vez, a reiterada relação afetuosa que construímos ao longo da vida. Espero que o exemplo do Eduardo Campos sirva para mantê-lo vivo na memória e nos corações dos brasileiros e das brasileiras.

Sem dúvida é um momento de pesar, sem dúvida é um momento de tristeza. Um momento que nós devemos, também, acatar com o reconhecimento que nós, seres humanos, somos afetados pela fragilidade da vida, mas também pela força e pelo exemplo das pessoas.

Queria estender minhas condolências a todos os assessores que acompanhavam Eduardo Campos na viagem e queria estender às suas famílias; à família do Alexandre, do Carlos Augusto, do Marcelo e do Pedro, as condolências e o meu pesar. Quero também estender às famílias das vítimas que, por acaso, tenham sofrido as consequências daquele desastre. Quero também me dirigir às famílias dos pilotos Geraldo da Cunha e Marcos Martins.

O governo federal está decretando um luto de três dias e, ao mesmo tempo, eu suspendi hoje a minha agenda e irei fazer o mesmo durante três dias, a partir de hoje, com a agenda de campanha. Acredito que o Brasil vai agora prantear este grande brasileiro que morreu no dia de hoje. Muito obrigado a todos.

Deve estar chegando por agora, eu acredito, no Recife, porque ela se transportou para lá ao saber – ela não sabia – do acontecido e quando eu tentei ligar para ela o avião já tinha partido. Eu tentarei também falar com a Renata, com quem eu tive uma relação pessoal e agradeço sempre a forma muito calorosa com que ela me recebeu todas as vezes que eu estive no Recife, na casa dela.

Sem sombra de dúvidas, assim que souber a data eu comparecerei ao velório. Eu liguei para o governador de Pernambuco colocando todas as condições materiais do governo federal à disposição da família Campos.

Obrigada, gente.”

Quem matou Eduardo Campos?



Depois de notícia trágica do acidente aéreo que levou a vida do candidato Eduardo Campos, PSB/PE, ontem, na cidade de Santos, reforça-me a ideia de que estou vivendo no Brasil que não mais me pertence. Como diz ditado popular, eu estou vivendo no mundo da lua.

A experiência da vida, 70, bem vivido, tem me mostrado que o Brasil transfigurou. O Brasil não é mais dos anos 60, cheio de esperança. O Brasil não é mais país com certa tranquilidade em investimentos como nos tempos do regime militar, embora em regime de exceção. Nos 20 anos de regime militar, o Brasil desaprendeu a viver a verdadeira democracia. Não, não vivemos a democracia plena.

O Brasil pós regime militar, já tivemos governo de "fantasia" do José Sarney. O Brasil teve o presidente Collor, cassado por corrupção. O governo Lula conquistou o governo com discurso de probidade e competência. O que se viu foi uma sucessão de ladroagem aos cofres públicos, alguns dos companheiros cumprindo pena em Penitenciária da Papuda.

O governo corrupto do Lula e com continuidade no governo Dilma, é suspeito de muitas outras falcatruas entre elas o empréstimo do BNDES para empresa do estelionatário Eike Batista em R$ 10,6 bilhões. A própria presidente Dilma autorizou a compra super-faturada da refinaria de Pasadena que custou aos cofres da Petrobras, nada menos que R$ 1,9 bilhão, conforme TCU e MPF.

Nos hostes do PT ocorreram mortes até hoje não justificadas e não desvendadas dos petistas Celso Daniel e do Toninho do PT. Há suspeita muito forte de que as personagens foram mortas por saberem demais sobre as falcatruas das ladroagens dos donos do PT. 

Ontem, foi a morte do Eduardo Campos, candidato à presidência que somado ao Aécio Neves, levaria à vitória da oposição ao Palácio do Planalto. No meu pensamento, que não me deixa quieto, é de não foi o "trágico acidente" que matou o Eduardo Campos, nem tão pouco foi o "avião" que matou o Eduardo Campos. Isto foi um perfeito esquema de sabotagem que levou a vida do Eduardo Campos. É o que penso.

Para saber quem matou o Eduardo Campos, é só analisar quem será o maior beneficiário da morte. Isto tudo pode ser produto do "diabo" que campeia a campanha presidencial. O Brasil pertence a uma quadrilha de bandidos que se aninharam em três poderes da República. 

Vítima do poder por poder!

Eduardo Campos foi morto por atrapalhar o projeto de poder por poder. 

Ossami Sakamori

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