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quinta-feira, maio 03, 2007

Campanha pelo milho transgênico chega à Fenamilho Internacional, em Santo Ângelo-RS


Depois de percorrer cidades de vários estados em março e abril, a campanha dos produtores que defendem a adoção do milho transgênico no Brasil retornou ao Rio Grande do Sul. Nos últimos dias, durante a 13º Fenamilho Internacional, em Santo Ângelo, promotores vestidos de "homens-milho" percorreram a feira agrícola, que está sendo realizada no Parque Internacional de Exposições Siegfried Ritter. A iniciativa da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (ABRASEM) tem como objetivo o esclarecimento à população sobre os benefícios do cultivo de sementes de milho geneticamente modificadas.
Na cidade gaúcha, a 450 km de Porto Alegre, os "homens-milho" distribuíram panfletos com o tema "Transgênicos: Vivo da Terra. Sou a favor", chamando a atenção para o fato de que o cultivo do milho transgênico reduz o uso de agrotóxicos nas lavouras permitindo, ao mesmo tempo, mais produtividade e ganhos econômicos, além de benefícios para o meio ambiente. Segundo o presidente da ABRASEM, Iwao Miyamoto, a redução ocorre porque as sementes de milho transgênico possuem características de tolerância à herbicidas (milho HT) ou de resistência a insetos e pragas (milho Bt), ou podem combinar as duas.
Em termos econômicos, Myamoto ressalta os resultados da pesquisa "Impactos Econômicos das Culturas Geneticamente Modificados no Brasil", realizada pela ABRASEM, estimando que, com a liberação do plantio de milho transgênico os agricultores terão uma economia anual de US$ 192 milhões, caso 50% da atual área plantada de milho convencional seja substituída por sementes transgênicas". Além disso, calculamos que o consumo de agrotóxicos será reduzido em 1.739 toneladas por safra.", diz.


Assessoria de Comunicação ABRASEM
Barcelona Soluções Corporativas
Contatos: (11) 3817 7970

DPaschoal apresenta serviços diferenciados durante Agrishow 2007


Até o dia 05 de maio, os visitantes da 14ª edição da Agrishow, realizada em Ribeirão Preto (SP), terão a oportunidade de conhecer a linha de produtos e serviços DPaschoal voltados para o setor agrícola, especialmente sucroalcooleiro. Com a feira, a estimativa é aumentar em até 30% o volume de seus negócios e ampliar o número de clientes, já que a visitação deverá superar a marca de 1.500 pessoas no estande da empresa.
Entre os serviços que a DPaschoal, maior rede de serviços automotivos do Brasil, leva ao evento está o Agricred. Ele é uma linha de crédito própria, na qual o produtor pode efetuar suas compras e pagar em até 18 vezes com tarifas competitivas, proteção financeira, sem entrada e data de pagamento escolhida pelo agricultor e/ou empresário agrícola, a partir do rendimento da sua lavoura.
Outro diferencial da DPaschoal para a Agrishow, deste ano, é o Agrosaf. Através deste serviço oferecido exclusivamente pela empresa, consultores técnicos e especializados visitam pessoalmente o agricultor a fim de analisar as condições atuais do maquinário da fazenda e sugerir melhorias, tanto em produtos como em serviços. Durante esta edição do evento, os interessados poderão agendar a visita técnica e adquirir novos produtos. As entregas ocorrerão em todas as suas lojas espalhadas pelo país.
Além disso, a DPaschoal está com alguns dos seus parceiros no evento. Entre eles: a Alpargatas com sua linha de lonas e coberturas; a DPK, que apresenta peças para o segmento de transportes; a Enertc, que traz baterias para a frota pesada e a Góoc fabricante de calçados e acessórios desenvolvidos a partir de borracha reciclada de pneu.
A DPaschoal também leva para a Agrishow sua linha completa de pneus e acessórios como baterias, rodas, cordas e macacos hidráulicos, para tratores, máquinas, implementos agrícolas e caminhões a preços e condições especiais para o evento.

Sobre a DPaschoal
A DPaschoal possui mais de 200 lojas próprias sendo 15 Truck Centers e 10 Oficinas e Recapagem além de uma rede de aproximadamente 200 credenciados Top Service nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Goiás.

Divulgação:
CDI agência de comunicação
Livia Fernanda / Ivan Ribeiro / Alexandre Rigonato
Tels.: (11) 3817.7932 / 3817.7940

quarta-feira, maio 02, 2007

14a AGRISHOW RIBEIRÃO PRETO - Cana-de-açúcar deve movimentar R$ 160 milhões

A cana-de-açúcar deve representar cerca de 20% dos negócios da 14ª Agrishow Ribeirão Preto, a maior feira de agronegócios da América Latina, que vai até sábado, em Ribeirão Preto (SP). Considerando a expectativa de movimentar cerca de R$ 800 milhões, somente a cana contribuirá com R$ 160 milhões, pelas contas de Sergio Magalhães, presidente do Sistema Agrishow.
“A cana ocupa em torno de 6 milhões de hectares. É algo como 10% do total de área plantada no País. Está em expansão, não há dúvida, mas a Agrishow Ribeirão Preto abrange as principais atividades agropecuárias, como milho, soja, café e laranja, além de pecuária, hortifruticultura e outras culturas para pequenas propriedades”, acrescenta Magalhães.
O crescimento da cana integra-se à melhoria de preços das demais atividades agrícolas. Esse cenário melhora as expectativas da Agrishow. “Não se consegue vender máquinas e equipamentos se a situação é de pessimismo. E, pelo que vimos nos dois primeiros dias da Agrishow, o cenário é otimista. E isso contagia os produtores e os expositores”, analisa Sergio Magalhães.
Cesário Ramalho da Silva, presidente da Sociedade Rural Brasileira, entidade co-realizadora da Agrishow, ressalta que a agropecuária brasileira, que já investe forte em produtividade, precisa intensificar, ainda mais, a gestão das propriedades. “O que se tira da terra é o que se põe na terra. Isso significa que é preciso usar insumos de qualidade para produzir em quantidade e com qualidade.
Ramalho apresenta dados de produtividade do milho para mostrar que o Brasil precisa avançar para atingir os níveis de outros grandes produtores. “Os agricultores norte-americanos produzem 8.3 mil sc de milho por hectare, os argentinos 7.1 mil sc e os brasileiros, 3.6 mil sacos/ha”, informa o presidente da Sociedade Rural Brasileira.
Em dois dias, 42 mil visitantes – A Agrishow Ribeirão Preto recebeu 42 mil visitantes entre segunda e terça-feira. A expectativa dos organizadores é de reunir 140 mil visitantes até o sábado, dia 5 de maio.
Reunião dos secretários de Agricultura – Amanhã, 4ª. feira, dia 2 de maio, às 14 horas, secretários de agricultura de 12 estados reúnem-se na Agrishow Ribeirão Preto. O encontro dá continuidade aos trabalhos realizados em Belo Horizonte, em março, quando os estados apresentaram projetos para as regiões de fronteira no combate à febre aftosa e reivindicaram recursos para a defesa agropecuária. A reunião também será marcada pelas ações de cooperação técnica entre São Paulo e outros estados na área de cana. Durante a reunião também serão tratados os temas nacionais de defesa agropecuária e o contingenciamento de recursos da área.
A Agrishow é realização da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), Abag (Associação Brasileira de Agribusiness), Anda (Associação Nacional para Difusão de Adubos) e SRB (Sociedade Rural Brasileira).


Atendimento à Imprensa:
Texto Assessoria de Comunicações
Altair Albuquerque (11 9935-1705)
Nadia Andrade (11 9969-4899)

sexta-feira, abril 27, 2007

Novo mercado de biocombustíveis é oportunidade para países em desenvolvimento

Potencial de crescimento deste setor é tema da conferência mundial Global Initiative on Commodities realizada de 7 a 11 de maio em Brasília
O Common Fund for Commodities (Fundo Comum de Produtos de Base), organismo internacional estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU), que visa aumentar o crescimento sócio-econômico de produtores de commodities, bem como o da sociedade em geral, discutirá durante a conferência Global Initiative on Commodities o potencial de crescimento dos países em desenvolvimento para a produção de biocombustíveis. O evento, que será realizado de 7 a 11 de maio, no hotel Blue Tree Park, em Brasília, Distrito Federal, em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento brasileiro e será direcionado às comitivas oficiais de 70 países, aos integrantes de movimentos sociais, organizações públicas governamentais ou não, associações, universidades e ao setor privado.
Estudos do Common Fund for Commodities mostram que os crescentes preços do petróleo recentemente tornaram o etanol agrícola uma fonte de energia economicamente viável e criaram uma série de oportunidades, dúvidas e desafios. Entre elas estão preocupações quanto à dependência de combustíveis fósseis, a questão dos estoques de petróleo satisfazerem a demanda energética global e as conseqüências ao meio ambiente dos vários tipos de uso da energia, inclusive seus impactos sobre a mudança climática.
Os agricultores podem beneficiar-se da demanda por culturas como beterraba, cana-de-açúcar e milho que se tornaram vendáveis no mercado não somente como alimento, mas também como produtos energéticos. O fato de estas plantações serem cultivadas em países em desenvolvimento aumenta o potencial de receitas para os agricultores, reduzindo a pobreza e expandindo o desenvolvimento econômico.
Mas os pequenos agricultores — que representam a maioria dos produtores agrícolas nos países em desenvolvimento —, precisam de auxílio técnico e assessoria mercadológica para se beneficiarem da demanda por biocombustíveis. Além disso, os governos enfrentam decisões estratégicas a respeito dos trade-offs envolvidos no uso da agricultura para fins energéticos. Os preços dos alimentos podem se tornar um problema, por exemplo, se boa parte da terra cultivável for destinada à produção de energia — mesmo se os biocombustíveis tiverem um impacto positivo para que os países em desenvolvimento reduzam os crescentes custos de importação do petróleo, a procura pelos produtos por parte da população aumentará e consequentemente, seu valor também.
“Os benefícios ambientais dos biocombustíveis podem ficar limitados se grandes áreas de florestas forem substituídas por plantações de palmeiras, soja ou cana-de-açúcar. Os governos terão de formular políticas cautelosas, além de planejar estrategicamente para que a produção seja economicamente sustentável e ambientalmente correta”, afirma Ali S. Mchumo, embaixador e diretor-geral do CFC, que estará no evento sediado no Brasil.
As opções para as fontes de biocombustíveis também levantam questões intrigantes. A JatrophaNT, por exemplo, pequena árvore de áreas tropicais e subtropicais, é uma cultura de fonte de energia que não compete com culturas alimentícias e possui impactos ambientais potencialmente positivos. Não-comestível — o óleo extraído é tóxico como alimento e ração animal — a JatrophaNT cresce em áreas degradadas e semi-áridas e pode, dessa forma, aumentar a cobertura verde e capturar mais dióxido de carbono da atmosfera, combatendo o aquecimento global. As nozes desta árvore são usadas para produzir óleos vegetais que podem ser transformados em biodiesel.

Confira a programação prévia do evento: http://www.s2.com.br/s2arquivos/380/multimidia/165Multi.pdf


Global Initiative on Commodities
Data: 7 a 11 de maio de 2007
Horário: das 9h às 18h
Onde: Hotel Blue Tree Park Brasília (SHTN, Trecho 01 Lote 1B – Bloco C)
Mais informações: www.common-fund.org

Sobre o Common Fund for Commodities
O objetivo do Common Fund for Commodities (Fundo Comum de Produtos de Base), um organismo internacional estabelecido no contexto da ONU, visa aumentar o desenvolvimento sócio-econômico de produtores de commodities, bem como o da sociedade em geral. Alinhado com as exigências do mercado mundial, o fundo financia o desenvolvimento de projetos de commodities a partir de seus próprios recursos, contribuições voluntárias, subscrições em valor de países membros interessados nos benefícios. Por meio de cooperação com outras Instituições de desenvolvimento, o setor privado e a sociedade civil, o CFC se esforça para alcançar impactos positivos e comensuráveis para a redução da pobreza global por meio de projetos de desenvolvimento das commodities.
Mais de 70% da população mundial depende de uma forma ou de outra do cultivo de commodities para sobrevivência. A mensagem central é que políticas de crescimento econômico estão inevitavelmente entrelaçadas com o problema das commodities.
O fundo opera sob abordagem inovadora no foco da commodity, ao contrário do formato tradicional centrado em determinados países. Isto envolve dedicação aos problemas mundiais relacionados a commodities especificas nos países em desenvolvimento, especialmente nos menos desenvolvidos. 50% dos projetos estão localizados na África, sendo os restantes 25% na Ásia e 25% na América Latina e Caribe. O CFC conta com 106 países membros e tem sua sede em Amsterdã, Holanda.
Para mais informações, acesse: www.s2.com.br ou www.common-fund.org


Jornalistas Responsáveis:
S2 Comunicação Integrada
PABX: (11) 3457-0200 / Fax: (11) 3457-0222
Veronica Cassavia - veronicac@s2.com.br
Telefone: (11) 3457-0226 | (11) 8429-2122
Carolina Souza – csouza@s2.com.br
Telefone: (11) 3457-0231
Claudia M. Fuji – claudiam@s2.com.br
Telefone: (11) 3457-0207
Priscila Rocha - prirocha@s2.com.br

Tecnologia Netafim aumenta produtividade em cana-de-açúcar

Sistema intensivo de produção da cultura também reduz custos e aumenta vida do canavial
Aumentar a produtividade em 50% na mesma área plantada, plantar ou replantar o canavial em qualquer época do ano e reduzir o prazo de obtenção de receita em até um ano por ocasião da reforma do canavial são resultados da implantação do sistema de cultivo intensivo da cana-de-açúcar com o uso de fertirrigação por gotejamento subterrâneo. A tecnologia, desenvolvida pela Netafim, é amplamente aplicada na cultura em outros países e está mudando o foco do cultivo da cana no Brasil, com benefícios para o bolso do agricultor e para o meio ambiente.
Os dados falam por si: a produtividade do cultivo extensivo de cerca de 50/85 toneladas por hectare, com 5-6 cortes, salta para 120 a 150 toneladas por hectare, com 8-10 cortes, dependendo da região. “O sistema permite o plantio em qualquer época e a reforma no mesmo ano-safra”, ressalta o gerente nacional da divisão de cana-de-açúcar da Netafim Brasil, Flávio Aguiar. O sistema também aumenta a quantidade de açúcar por hectare e amplia a vida do canavial. Segundo Aguiar, “há muitos casos que, inclusive, confirmam longevidades superiores a 9 cortes, com tendência a seguir até 12 ou mais cortes”. Para ele, “o Brasil pode facilmente ser o maior supridor mundial de etanol, com alta competitividade, pela transformação do conceito de exploração agrícola de cana-de-açúcar, com a extração de 12 mil litros por hectare contra os atuais 6.8 mil litros”, observa Aguiar.
A distribuição de água, fertilizantes e agroquímicos se dá por meio de tubos gotejadores, reduzindo custos de produção e com menor impacto ambiental devido à menor utilização de água e energia elétrica. O sistema está dimensionado para se submeter ao tráfego de máquinas, equipamentos agrícolas, caminhões ou pelas queimadas que antecedem à colheita manual. A amortização (recuperação) do investimento, considerando-se a matéria-prima cana, acontece, em média, de 3-5 colheitas para os produtores e de 1-3 safras para as usinas e destilarias. A Netafim Brasil pesquisa a implantação do sistema no País há dez anos, em parceria com institutos de pesquisa e em mais de 20 usinas.

Muito além da cana-de-açúcar
A Netafim, empresa israelense de irrigação, é pioneira na criação e desenvolvimento da tecnologia de irrigação localizada, e também líder no setor. A solução oriunda dessa tecnologia, em especial por meio do gotejamento, é largamente usada na agricultura brasileira, em grandes culturas, como cana, café e citrus. A visão da empresa no País também está focada em culturas, como frutas temperadas e tropicais, tomaticultura, seringueira e até florestas irrigadas. Além disso, possui tecnologia inovadora e única voltada para agricultura familiar.
A sede da Netafim Brasil fica em Ribeirão Preto (SP), onde instalou sua fábrica há seis anos, sendo que comercializa sistemas de irrigação no País desde 1994. Com certificação ISO 9001:2000, a Netafim Brasil executa projetos com diferentes graus de complexidade contemplando as áreas de projeto hidráulico, comercial, marketing, logística, montagem, assistência técnica e agronômica, sendo referência no mercado brasileiro de irrigação.
A Netafim possui três centros de produção em Israel e fábricas como nos Estados Unidos, Austrália, África do Sul, China, Índia, e Brasil. Em seus 40 anos de existência, vem mantendo o compromisso com a atualização tecnológica aliada à preservação ambiental.

ARTCOM ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO
jornalista responsável: Marlene Simarelli
Campinas (SP) - (19)3237-2099

A biotecnologia, a sustentabilidade e a biodiversidade brasileira

Elibio Rech *

A biodiversidade do Brasil abriga hoje entre 15% e 20% das espécies vegetais, animais e microrganismos do mundo. Apesar do crescente interesse internacional pela megabiodiversidade brasileira, sabemos que ela por si só não é garantia de crescimento econômico, tampouco de desenvolvimento sustentável. Mas espera-se que o País, além de importante exportador de matéria-prima, se converta no protagonista de uma nova economia mundial, baseado no uso sustentado da biodiversidade e dos seus recursos derivados, agregando valor para os diferentes setores produtivos.
Diferentes produtos utilizados pela sociedade possuem suas fontes na biodiversidade nacional. São alimentos, fibras, itens farmacêuticos e químicos, óleos naturais e essenciais, entre outros. Estima-se que o valor da biodiversidade esteja em torno de alguns trilhões de dólares. Entretanto, a realidade das cifras pode ser drasticamente reduzida, uma vez que temos pouco conhecimento sobre as espécies do nosso próprio ecossistema. Uma percentagem muito baixa das espécies nativas foi pesquisada geneticamente. E sabemos que a geração de produtos de alto valor agregado a partir da biodiversidade está diretamente relacionada ao uso intensivo do conhecimento e do alto nível tecnológico.
Este fato indica que a utilização de biotecnologia constitui uma opção viável e uma ferramenta fundamental para o uso sustentável e agregação de valor. O uso da biotecnologia implica na coleta de alguns poucos organismos ou parte deles, como fonte de matéria-prima para a prospeção e produção de novas biomoléculas, sendo assim uma estratégia adicional e efetiva de conservação da diversidade genética do meio ambiente.
Como funciona: uma vez prospectados e isolados os novos genes e/ou biomoléculas, são desenvolvidos plantas, animais, bactérias ou fungos geneticamente modificados, utilizados como bioreatores na produção de novos bioprodutos em larga escala e futura comercialização, após o cumprimento das etapas de segurança ambiental e alimentar requeridas pelos orgãos de regulamentação. A Embrapa, por exemplo, em parceria com o Instituto Butantan e Universidade de Brasília, está desenvolvendo um projeto que envolve a produção de novos biomateriais isolados das teias de aranhas da biodiversidade brasileira. Teias de aranhas são constituídas de proteínas, secretadas através de células especializadas. São altamente flexíveis e de extraordinária resistência e dureza comparadas com fibras sintéticas e materiais de alto desempenho, como o aço. Genes associados à produção das proteínas das teias foram clonados, inseridos em bactérias transgênicas e as assim teias de aranhas foram produzidas em laboratório.
Os resultados demonstraram que a biodiversidade das teias de aranhas encontradas no Brasil deverá permitir a prospecção e o desenvolvimento de novos biopolímeros com características de alto interesse econômico e estratégico, como fibras para suturas em microcirurgia e utilizações que requerem alto nível de absorção de energia e alongamento. No momento, as proteínas das teias estão sendo produzidas também nas folhas e sementes de plantas, assim como no leite de animais geneticamente modificados, de forma a avaliar qual o sistema transgênico será mais eficiente para a produção em larga escala e com custo mais reduzido dos biopolímeros.
Portanto, está claro que existe uma base científica e infraestrutura sólida e crescente no Brasil, nas diferentes áreas do conhecimento científico e tecnológico. O que fundamenta as possibilidades de desenvolvimento de produtos da biotecnologia com base na megabiodiversidade nacional. Entretanto, temos urgência de um arcabouço político e jurídico mais ágil, capaz de entender a imperativa necessidade da introdução de novas tecnologias nos sistemas produtivos, que constituem opções viáveis de avanço econômico com significativos benefícios sociais.


* Elibio Rech é pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e membro do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB)

Sobre o CIB
O Conselho de Informações Sobre Biotecnologia (CIB) é uma organização não-governamental, cujo objetivo básico é divulgar informações técnico-científicas sobre biotecnologia e seus benefícios, aumentando a familiaridade de todos os setores da sociedade com o tema. Para estabelecer-se como fonte segura de informações para jornalistas, pesquisadores, empresas e instituições interessadas em biotecnologia, o CIB dispõe de um grupo de conselheiros formado por mais de 70 especialistas – cientistas e profissionais liberais, em sua maioria – ligados a instituições que estudam as diferentes áreas dessa ciência. Visite o site www.cib.org.br.


Contatos:

Augusto Moraes
(11) 3017-5316
(11) 9425-3552

Guilherme Sierra
(11) 3017-5300 r.243
(11) 9157-6650

quarta-feira, abril 25, 2007

Solenidade hoje à noite celebra os 34 anos da Embrapa

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, comemora seus 34 anos em solenidade que acontece nesta quarta-feira (25), a partir das 19h30, na sede da empresa em Brasília. O evento contará com as presenças do Presidente da República em exercício, José Alencar, do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, do diretor-presidente da Embrapa, Silvio Crestana, entre outras autoridades.
Durante a cerimônia será entregue o Prêmio Frederico de Menezes Veiga 2007. O prêmio, cujo tema deste ano é “O Brasil e a Agricultura Tropical: Liderança Mundial Movida a Conhecimento”, visa valorizar as grandes contribuições com que as equipes de pesquisa brindam a sociedade. Os nomes escolhidos pela comissão julgadora da 29ª edição da premiação foram Cacilda Borges do Valle, da Embrapa Gado de Corte (Campo Grande - MS), e Luiz Carlos Fazuoli, do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas (SP).
Serão feitas duas homenagens especiais durante a entrega do Prêmio Frederico de Menezes Veiga: ao engenheiro agrônomo Antônio Ernesto de Salvo, presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), por sua contribuição para a pesquisa; e a José Reis (homenagem póstuma), que completaria 100 anos em 2007, por seu trabalho como cientista e divulgador científico.

Novas tecnologias
Serão lançadas no evento 14 novas tecnologias, desenvolvidas pelos centros de pesquisa da Embrapa, entre cultivares de trigo, milho e soja, sementes, inoculantes, sistemas de produção, frutas, farinha, metodologias para meio ambiente e para transporte e coleta, que serão apresentadas em uma exposição.
Haverá ainda a assinatura de um termo de cooperação entre a Embrapa e a Fundação Nacional do Índio – Funai, visando a conservação e o uso sustentável da agrobiodiversidade nas comunidades indígenas brasileiras.
Na solenidade de aniversário, a Embrapa lembra ainda outra data importante para a agropecuária brasileira: os dez anos de vigência da Lei de Proteção de Cultivares (Lei nº 9.456/97). Os impactos decorrentes da instituição do marco legal são positivos para a pesquisa agropecuária e para o agronegócio brasileiro.
Após o encerramento, está programada visita à exposição "10 anos de Balanço Social".


Serviço
Evento: Solenidade comemorativa do 34º aniversário da Embrapa
Data: 25 de abril de 2007
Horário: 19h30
Local: Sede da Embrapa - Parque Estação Biológica - PqEB s/n, W3 Norte (Final) - Brasília/DF
Telefones: (61) 3448-4039 e 3448-4015


Luciana Azevêdo (DRT/DF 2520)
Assessoria de Comunicação Social – Embrapa

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