AgroBrasil - @gricultura Brasileira Online

+ LIDAS NA SEMANA

terça-feira, junho 07, 2005

Produtor rural ficou fora da discussão sobre áreas de proteção ambiental no Paraná e Santa Catarina

De acordo com representantes de várias entidades dos estados do Paraná e Santa Catarina, entre elas suas respectivas Federações de Agricultura e da Indústria, os maiores interessados no processo de desapropriação para fim de preservação ambiental (Portarias 176 e 178 do Ministério do Meio Ambiente), os produtores rurais, além de não terem sido informados sobre a iniciativa do Ministério do Meio Ambiente de criar áreas de proteção ambiental, não foram ouvidos nas diversas audiências públicas programadas pelo órgão para discutir a questão.
Completamente fora das discussões, os produtores manifestaram-se, hoje, [07/06/05] em audiência pública na Câmara dos Deputados, por meio de parlamentares federais e estaduais, representantes de suas organizações estaduais, além de prefeitos dos municípios atingidos e presidentes de associações de produtores.
De acordo com o secretário de biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), João Paulo Ribeiro Capobianco, após a contestação das primeiras portarias (507 e 508/ 2002), o MMA criou um Grupo de Trabalho (GT Araucárias) que contou com a participação de mais de 30 entidades estaduais, federais, públicas e privadas para estudar e apresentar uma nova proposta que se transformou nas portarias 176 e 178.
Para os parlamentares presentes à audiência, a maior falha do Ministério do Meio Ambiente foi não tratar da criação das áreas de forma transparente e clara. “Os produtores rurais estão acuados. Não podemos desrespeitar a propriedade privada e eles precisam ser ouvidos!”, defendeu Roberto Gava, presidente da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal. “A própria Federação de Agricultura de Santa Catarina também foi pega de surpresa e não foi em nenhum momento convidada a participar dessa discussão”, disse o vice-presidente da Entidade, Elory Barbiere.
“O que nos preocupa é a maneira como o governo tem agido! O governo tem deliberado com prepotência sobre o legislativo. As resoluções são baixadas e nós simplesmente somos avisados. Essa visão do Executivo é que me preocupa. Ele não tem contato com o cidadão. Ele quer apenas dar satisfação a algumas ongs (Organizações Não-Governamentais), e ecologistas de grandes cidades”, avalia o Presidente da Comissão de Agricultura, Deputado Ronaldo Caiado.
Os deputados-membros da Comissão de Agricultura da Câmara, Odacir Zonta (PP/SC) e Abelardo Lupion (PFL/PR), sinalizaram que há um consenso entre os produtores e representantes da necessidade da criação de mecanismo de preservação. “No entanto, é preciso reduzir a ansiedade do impacto da notícia”, recomendou Zonta. “Somos favoráveis à preservação. O que falta é comunicação e respeito ao proprietário das terras atingidas”, completou o parlamentar. “A solução para o impasse é o diálogo entre todos os envolvidos”, concluiu o Deputado Michelleto (PMDB/PR).


Informações adicionais sobre a Audiência Pública contactar a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados.
Jornalista Guida Gorga (61) 216-6406 e 9275-6890

quarta-feira, maio 25, 2005

Imposto sobre embalagem de frutas reduz competitividade do produto nacional

Produtores pedem a parlamentares a simplificação da legislação para reduzir entraves à exportação de frutas

A exportação de frutas brasileiras poderá ficar bastante comprometida devido a obstáculos internos e externos, explicaram os representantes da cadeia produtiva da fruticultura, hoje, dia 24 de maio, na Audiência Pública promovida pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados.
Segundo o presidente da Associação Brasileira de Papelão Ondulado, ABPO, Paulo Sérgio Peres, é preciso simplificar a legislação que diz respeito à produção nacional de embalagens de frutas, permitindo que o produto fabricado no Brasil se beneficie de redução de impostos tal como as embalagens importadas. Só a exportação de frutas do Nordeste consome cerca de 25 milhões de caixas ao ano.
“A Associação (ABPO) pode fornecer subsídios aos parlamentares para a implantação de um sistema de exportação “triangular”, no qual as embalagens utilizadas pelos produtores de frutas possam ter seus custos repassados aos importadores, reduzindo assim o preço da fruta, tornando-a mais competitiva no mercado externo”, explicou Peres. De acordo com o representante, o sistema batizado de Drawback Verde Amarelo seria uma alternativa de redução de custos para os exportadores a partir do Drawback (veja comentário no final do release).
Para o presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Papaya, Pedro Burnier, as exportações de frutas geram empregos no Brasil, entretanto, a importação de embalagens com vantagens tributárias, gera empregos em outros países. “A compra de embalagens significa 20% do custo de produção de frutas e a adoção do Drawback Verde-Amarelo poderá significar uma redução nos custos, tornando o nosso produto mais competitivo. Não podemos jogar pela janela a possibilidade de gerar emprego e renda no país”, considerou o representante. “Precisamos exportar frutas e não impostos!”, resumiu Burnier, que também é produtor.

Efeito sanfona do câmbio reduz lucro do produtor
O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Maçã, Pierre Nicolas Peres, falou aos parlamentares que o esforço feito até agora para abrir mercados internacionais para as frutas nacionais poderá ser perdido por conta do câmbio do dólar. “O preço do dólar hoje só prejudica os produtores de frutas”.
Pierre detalhou também a possibilidade de melhorar as condições de exportação para a Europa, que consome 85% da produção brasileira de maçã, por meio de um acordo bilateral.
“É preciso elaborar um acordo bilateral entre Brasil e França para que a fiscalização sanitária e a classificação das frutas sejam feitas na origem, na própria propriedade, já que a vistoria feita nos portos, onde são abertos os containeres, propicia a contaminação por insetos vivos e outros organismos”.
Francisco Cipriano de Paula Segundo, representando os hortigranjeiros do Vale do São Francisco explicou que os produtores nordestinos enfrentam os mesmos problemas que os do Centro-Sul. “A problemática é a mesma!”, destacou.
“Represento 167 associados do Nordeste que exportam um volume de 167 mil toneladas de frutas por ano e temos problemas fitossanitários e também sofremos com o câmbio!”.
Cipriano destacou que a queda do dólar afeta a comercialização o que pode provocar a “quebradeira total” das empresas exportadoras de frutas do Nordeste. “Nas fazendas não temos como baixar mais os custos e por isso precisamos de apoio firme da Câmara dos Deputados”.
Antes de encerrar seu pronunciamento, Cipriano destacou que o melão brasileiro é taxado em 8% na Europa enquanto que a fruta produzida em outros países da América Latina tem tarifa zero. “Só a redução nesta tarifa vai baixar 50 centavos de dólar em cada caixa exportada. Precisamos negociar a redução desta tarifa na Europa”.

Parlamentares empenhados na busca de soluções
O deputado Betinho Rosado (PFL/RN) disse aos presentes que é necessário que haja uma “proposta mais fundamentada” do que foi apresentada na Audiência Pública. “Se há impedimentos legais, regulamentos ou artigos na Legislação que empeçam a triangulação, isso deverá ser estudado e uma alternativa deverá ser encontrada!”.
“Dentro de 10 dias podemos apresentar em Plenário uma proposta e também agendar uma audiência com os ministros Roberto Rodrigues (Agricultura) e Furlan (Desenvolvimento) para buscar soluções que melhores as exportações de frutas brasileiras”, destacou Rosado.
Já o vice-presidente da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, Luiz Carlos Heinze, explicou aos presentes que as frutas, assim como outros produtos hortifrutigranjeiros já são isentas do PIS/COFINS entretanto ainda é um desafio aos produtores conseguirem esses benefícios. “Infelizmente muitas vezes essas decisões não chegam ao produtor”.
Sobre o aproveitamento dos créditos de PIS/COFINS, o parlamentar informou que as empresas poderão aproveitar, abatendo em impostos a pagar ou solicitar ao governo, trimestralmente, que deverá pagar em espécie (Lei 11.116 de 18 de maio de 05) veja box.

Lei nº 11.116 – 18 de maio de 05
.....

Art. 16. O saldo credor da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins apurado na forma do art. 3º das Leis nºs 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e 10.833, de 29 de dezembro de 2003, e do art. 15 da Lei nº 10.865, de 30 de abril de 2004, acumulado ao final de cada trimestre do ano-calendário em virtude do disposto no art. 17 da Lei nº 11.033, de 21 de dezembro de 2004, poderá ser objeto de:
I - compensação com débitos próprios, vencidos ou vincendos, relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, observada a legislação específica aplicável à matéria; ou
II - pedido de ressarcimento em dinheiro, observada a legislação específica aplicável à matéria.

Parágrafo único. Relativamente ao saldo credor acumulado a partir de 9 de agosto de 2004 até o último trimestre-calendário anterior ao de publicação desta Lei, a compensação ou pedido de ressarcimento poderá ser efetuado a partir da promulgação desta Lei.

Lei Candir ainda sem efeito para o exportador
Segundo o conselheiro do Instituto Brasileiro de Frutas, IBRAF, e representante da CNA, Américo Tavares, a tributação também é um empecilho para a exportação. “A Lei Candir (Lei Complementar 87/1996), que deveria ajudar os produtores, ainda não é cumprida nos estados que não regulamentaram a forma de utilização dos créditos acumulados. Não há como fazer voltar ao exportador de frutas os impostos já pagos”. Um dos estados que já tem a regulamentação da lei é São Paulo, informou Tavares.

Logística e Infra-estruturas deficitárias e caras
Outro entrave abordado é a ausência de armazéns frigoríficos nos portos secos. “A logística e a falta de infra-estrutura também são obstáculos ao exportador de frutas”, disse o presidente da ABPO.
Outro ponto que Tavares (IBRAF) destacou dentre os problemas enfrentados pelos exportadores de fruta é a cobrança, por parte da Infraero de 0,3 centavos de dólar por quilo de fruta exportado nos aeroportos nacionais. Alguns produtores estão optando pelo transporte marítimo, apesar de mais demorado, por conta do alto custo do transporte aéreo, informaram os participantes.

Entenda o que é Drawback:
Parte superior do formulárioO "drawback" é um regime especial de incentivo à exportação

São duas as modalidades do regime:
Suspensão: na importação de mercadorias a serem utilizada em processo de industrialização de produto a ser exportado, os tributos federais (imposto de Importação e IPI) terão sua exigibilidade suspensa. Há isenção de ICMS, de acordo com o Convênio ICMS 27/90, com alterações dos convênios 77/91 e 94/94;
Isenção: é isenta de tributos federais a importação de mercadorias em qualidade e quantidade equivalentes, destinada à reposição de mercadorias anteriormente importadas, utilizadas na industrialização de produto exportado. É a reposição de estoque com benefício isencional;
As importações realizadas ao amparo do regime de DRAWBACK não estão sujeitas ao exame de similaridade e à obrigatoriedade de transporte em navio de bandeira brasileira. Nas duas modalidades há isenção do AFRMM.
Não será concedido o regime para: I) importação de mercadoria utilizada na industrialização de produto destinado a consumo na Zona Franca de Manaus e Áreas de Livre Comércio: II) exportação ou importação de mercadoria suspensa ou proibida; III) exportação contra pagamento em moeda nacional; IV) exportações conduzidas em moeda-convênio ou outras não conversíveis.

O regime drawback poderá ser concedido para:
Matéria-prima, produto semi-elaborado ou acabado, utilizados no processo de industrialização de produto a exportar ou exportado;
Partes, peças, aparelhos e máquinas, quando complementares de aparelhos, máquinas, veículos ou equipamentos a exportar ou exportados;
Material destinado a embalagem, acondicionamento ou apresentação de produto a exportar ou exportado, desde que seja propiciada, comprovadamente, uma agregação de valor ao produto final e que não se caracterize como embalagem de transporte;
Animais destinados ao abate para posterior exportação;
Matéria-prima e outras mercadorias que, embora não integrante do produto final a exportar ou exportado, sejam consumidas no processo industrial (ex.: alvejamento, purificação, ou operações semelhantes);
Mercadoria utilizada em processo de industrialização de embarcação destinada à venda no mercado interno;
Matéria-prima, produto intermediário e componentes destinados ao processo de industrialização, no país, de máquinas e equipamentos a serem fornecidos no mercado interno, em decorrência de concorrência internacional;
Mercadorias destinadas à reposição de matéria-prima nacional utilizada em processo de industrialização de produto exportado. O regime drawback será concedido à operação que se caracterize como industrialização, a saber: transformação, beneficiamento, montagem, renovação ou recondicionamento, acondicionamento e reacondicionamento.
O regime pode ser concedido a empresas industriais e comerciais. No caso de empresa comercial, a mercadoria deverá ser industrializada sob encomenda em estabelecimento industrial, por conta e ordem da beneficiária do regime, e posteriormente exportada.

Operações Especiais:
Drawback intermediário: pode ser concedido nas modalidades de suspensão e isenção.Caracteriza-se pela importação de mercadoria, por empresa denominada fabricante-intermediário, destinada a processo de industrialização de produto intermediário a ser fornecido à empresa industrial-exportadora, para emprego na industrialização de produto final destinado à exportação.
Drawback genérico será concedido apenas na modalidade suspensão, admite a discriminação genérica da mercadoria a importar e o seu respectivo valor, dispensada a classificação na NCM, a quantidade e o preço unitário.
Drawback solidário: concedido exclusivamente na modalidade suspensão, permite a participação solidária de duas ou mais empresas industriais vinculadas a um único contrato de exportação.

Modalidade "Suspensão"
O pleito de concessão do regime será processado no módulo específico do SISCOMEX (Sistema Integrado de Comércio Exterior). Os interessados na fruição do regime deverão prestar as informações relativas às operações no próprio módulo. O DECEX poderá solicitar a apresentação de documentos adicionais que sejam necessários para análise do pedido. O registro informatizado da operação concedida é equivalente ao Ato Concessório do Drawback.
O regime poderá ser concedido e comprovado, a critério da Secretaria de Comércio Exterior, com base unicamente na análise dos fluxos financeiros das importações e exportações, bem assim, da compatibilidade entre as mercadorias a serem importadas e aquelas a exportar.
O prazo de validade do Ato Concessório é determinado pela data-limite estabelecida para a efetivação das exportações vinculadas e será compatibilizado ao ciclo produtivo do produto a exportar, com o objetivo de permitir a exportação no menor prazo possível.
O prazo de validade poderá ser prorrogado, desde que o pleito seja devidamente justificado, observado o limite de 2 (dois) anos para a permanência da mercadoria importada, com suspensão dos impostos.
Para comprovação das exportações será utilizado o Relatório Unificado de Drawback, identificando os documentos eletrônicos registrados no SISCOMEX, relativos às operações de importação e de exportação.

Modalidade "Isenção":
Somente poderão ser utilizadas as Declarações de Importação registradas até 2 (dois) anos antes da data de apresentação do Pedido de Drawback.
A empresa deverá indicar a classificação na NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul), a descrição, a quantidade e o valor da mercadoria a ser importada e do produto exportado, em moeda de livre conversibilidade, dispensada a referência a preços unitários. O valor do produto exportado corresponderá ao valor líquido da exportação, assim entendido, o preço total no local de embarque, deduzidas as parcelas relativas a fornecimentos do fabricante-intermediário, comissão de agente, descontos e eventuais deduções. A concessão do regime dar-se-á com a emissão de Ato Concessório de Drawback.Para habilitação no regime drawback - modalidade isenção - as empresas utilizarão o Relatório Unificado de Drawback, identificando os documentos eletrônicos registrados no SISCOMEX, relativos às operações de importação e de exportação.

Fonte: http://www.columbia.com.br/

terça-feira, maio 24, 2005

Entraves na exportação de frutas frescas são discutidos na Câmara dos Deputados

Parlamentares da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados reúnem-se, hoje dia 24 de maio, a partir das 15 horas para discutir os entraves no processo de exportação de frutas frescas. (Audiência Pública a ser realizada no Plenário 11 – anexo II)
A produção e exportação de frutas frescas têm sido uma das atividades predominantes do pólo fruticultor Mossoró-Assu/RN. Exportando mais de 60 milhões de dólares por ano, o Rio Grande do Norte só é ultrapassado pelo Estado da Bahia, que exporta mais de 70 milhões de dólares anualmente. O setor gera na área de sua atuação cerca de 28 mil empregos diretos e 82 mil indiretos.
Essa atividade, no entanto, encontra enormes dificuldades no processo de exportação pelos obstáculos na utilização do “draw brack”, dado a inexistência de estrutura alfandegária na área.
Uma possibilidade concreta para facilitar os caminhos da exportação é a realização do “draw brack verde–amarelo”. Nessa modalidade, as embalagens produzidas no Brasil destinadas ao acondicionamento de frutas para exportação teriam o mesmo tratamento tributário das embalagens produzidas no exterior e trazidas ao Brasil para embalar as nossas frutas destinadas ao comércio exterior.

Autores do requerimento:
Deputados Betinho Rosado, Nélio Dias e Iberê Ferreira.

Convidados:
Sr. Antônio de Salvo – presidente da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA
Sr. Pedro Burnier – presidente da Associação Brasileira dos exportadores de Papaya – BRAPEX.
Sr. José Gualberto de Fretias Almeida – Presidente da Associação dos Produtores e Exportadores de Hortigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco – VALEEXPORT.
Sr. Paulo Sérgio Peres – Presidente da Associação Brasileira de Papelão Ondulado – ABPO.
Sr. Pierre Nicolas Peres – Presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Maçã – ABPM.
Sr. Moacir Saraiva Fernandes – Presidente do Instituto Brasileiro de Frutas – IBRAF;
Sr. Francisco Cipriano de Paula Segundo – Presidente do Comitê Executivo de Fitossanidade do Rio Grande do Norte.

Cooperativistas discutem situação das cooperativas agropecuárias na Câmara dos Deputados

Cooperativistas de todo o Brasil vão avaliar a situação das cooperativas agropecuárias diante da crise da agropecuária nacional. A reunião está marcada para hoje, 24 de maio, às 17h, na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados (Anexo II, sala T36 - Esplanada dos Ministérios - Brasília).

Presidentes das organizações estaduais do cooperativismo (OCE´s), representantes da Organização das Cooperativas Brasileiras, OCB, e parlamentares que fazem parte da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados estarão presentes.

Informações: (61) 216-6406.

BELGO BEKAERT PARTICIPA DA SUPERAGRO MINAS COM LANÇAMENTOS E CONSAGRADA LINHA DE AGROPECUÁRIA

Empresa líder em venda de arames na América Latina participa com linha de cercamentos e novidades para agropecuária em dois estandes, com 350 m²

A Belgo Bekaert, empresa do Grupo Belgo/Arcelor e líder na produção de arames na América Latina, com sede em Contagem, escolheu a SuperAgro Minas 2005, de 30 de maio a 5 de junho, para o lançamento de três novos produtos da sua linha de gradis e telas para cercamentos urbano e rural – Gradil Belgofor, Gradil Rodofor e Gradil Gradifor e para o lançamento, em Minas Gerais, do Balancim Belgo Fixo, acessório para manter constantes os espaçamentos entre os fios das cercas de arame farpado ou liso.
O Balancim Belgo Fixo comporá o rol de produtos para agropecuária que a Belgo Bekaert mostra no Parque da Gameleira, em um estande aberto, de 250m2. Com uma linha de mais de 100 itens para agro, a empresa mostra ainda aos visitantes os campeões de venda - arames farpado Motto e o ovalado Z700 e telas campestres para caprinos e ovinos, entre outros produtos consagrados.
Já as novidades da linha de cercamento serão apresentadas no Pavilhão de Exposições. O estande da empresa, com 100 m², vai simular uma loja Belgo Cercas, nome que recebem os distribuidores exclusivos dos produtos para cercamento, hoje em número de 24 franquiados em todo o Brasil, sendo três em Belo Horizonte.
Segundo Rodrigo Carrara, gerente de Publicidade e Propaganda da empresa, a Belgo Bekaert vê na SuperAgro “uma excelente oportunidade de estar próxima do consumidor e divulgar os produtos da rede tanto no segmento de telas e gradis como de produtos para agropecuária”.

LANÇAMENTOS DA SUPEAGRO
Inaugurada em outubro de 2003, a Rede Belgo Cercas, que será representada no evento pelos distribuidores de Belo Horizonte – Extremoz, Telas União e CBD-BH -, foi criada com o objetivo de oferecer ao consumidor final uma solução completa em cercamentos, desde o projeto arquitetônico, a venda do produto, a instalação, a assistência técnica e a manutenção.
Em todo o Brasil, a Rede conta com 24 distribuidores, sendo 11 lojas em São Paulo, cinco em Minas Gerais, duas no Paraná, Rio Grande do Sul e Bahia, uma em Goiás e uma no Rio de Janeiro. A expectativa é chegar a 40 distribuidores nos próximos três anos.
“Os novos produtos a serem lançados na SuperAgro buscam atender as constantes demandas do mercado e ampliar o leque de telas e gradis oferecidos para cercamentos urbanos, industriais e rurais”, explica Rodrigo Carrara.
Confeccionados com arame bezinal, uma liga de zinco e alumínio que proporciona elevada resistência à corrosão, os Gradis Belgofor e Gradilfor pertencem à mesma família do Nylofor, carro-chefe da linha de cercamento, oferecendo leveza, transparência e beleza. Já o Gradil Rodofor é um produto único, desenvolvido pela Belgo Bekaert para ser utilizado na separação de pistas de rodagem. O painel é confeccionado a partir de arame benzinal com malha antiofuscante de difícil transposição, e fixação em barreiras de concreto do tipo “New Jersey” ou similar.
Compõem, ainda, a linha de cercamentos, o Gradil Nylofor - painéis modulares revestidos de poliéster -; Tela Fortinet; Tela Practica, Tela Belgo Plastic; Telas Belgo Brilho e Belgo Cor; Tela Hobby e a Cerca Móvel – Gradil Modular, galvanizado, de reutilização constante.

BALANCIM BELGO FIXO
Conhecido também como trama, espaçador ou distanciador, o balancim Belgo Fixo é um acessório desenvolvido pela Belgo Bekaert para manter constantes os espaçamentos entre os fios das cercas de arame farpado e liso. Além de evitar fugas e ferimentos nos animais e trazer maior durabilidade à cerca, o Belgo Fixo reduz 25% dos custos com mão-de-obra e material nas cercas de arame farpado e 30% nas de arame liso.
São características do Belgo Fixo a versatilidade (para atender à diversidade de cercas utilizadas no Brasil, o produto se adapta a todos os tipos de arames farpados e lisos); maior vida útil sobre os distanciadores de madeira (galvanização pesada com três vezes mais zinco que os arames comuns); aderência aos fios da cerca muito superior aos balancins tradicionais; carga de ruptura (resistência mecânica) superior a 700 kg; facilidade de transporte e armazenagem pelo peso mais leve; facilidade de instalação (dispensa o uso de ferramentas); facilidade de troca de fios danificados na cerca (o balancim é retirado e depois recolocado); e o fato de o produto poder ser reutilizado em outra cerca com o mesmo espaçamento entre fios.

Informações à imprensa: Regina Perillo Comunicação - (31) 3481-4888

segunda-feira, maio 23, 2005

Cavalo Árabe conquista o público do Jaguariúna Rodeo Festival

As apresentações do Cavalo Árabe, durante os intervalos das montarias e provas do Jaguariúna Rodeo Festival, despertaram vibração e encantamento pela mais nobre raça de cavalos do mundo. O evento ocorreu de 12 a 15 e de 20 a 22 de maio, no Red Eventos, em Jaguariúna, interior do estado de São Paulo, e atraiu cerca de 300 mil pessoas aos local.
Apesar de não ser uma raça de rodeio, a organização da festa convidou a Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Árabe (ABCCA) para organizar as apresentações da raça por considerar um atrativo a mais para oferecer ao grande público.
Com cavalos árabes em liberdade e traje típico, a platéia vibrou a cada apresentação. A intenção dos organizadores do evento foi proporcionar atrações diferenciadas. "Nosso público é muito eclético e, portanto, temos que agradar a todos. Inovamos nas atrações musicais e também com as belas apresentações do Cavalo Árabe", diz Ted Lee, diretor artístico da festa.
"Queremos difundir a raça, razão pela qual aceitamos o convite dos organizadores. Conseguimos mostrar para um público leigo a beleza do árabe e, com isso, proporcionar conhecimento a quem não teria acesso aos nossos animais", diz Cury. O evento também uma interessante vitrine para negócios. "Tivemos alguns investidores que se interessaram por um dos animais apresentados", comemora.
Além dos shows, a ABCCA montou, em parceria com a Faculdade de Jaguariúna, um estande com 56 m², sob uma carreta, que funcionou como ponto de encontro dos interessados na raça. Uma equipe de TV também foi levada ao evento para registrar tudo.
"Foi uma experiência ótima. Tivemos um grande espaço em um evento que atraiu milhares de pessoas. Estivemos, durante a festa, no foco de um dos acontecimentos populares que acontecem no meio rural", completa o presidente da ABCCA.


Mais informações:
Elizabeth Sanchez - e.sanchez@qualittacomunicacao.com.br
Diego Bonel - dbonel@qualittacomunicacao.com.br
Tel 11 50410955 / 55331106

quinta-feira, maio 19, 2005

CRISE DE RENDA NO SETOR RURAL DERRUBA PIB DA AGROPECUÁRIA

Os números do Produto Interno Bruto (PIB) da atividade agropecuária registrados em 2004 são prova de que o setor está passando por um momento de crise. Segundo estudo da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (CEPEA/USP), o PIB do setor agropecuário caiu 0,61% nos dois primeiros meses deste ano, na comparação com o resultado consolidado do final de dezembro de 2004. Apenas em fevereiro, a queda do PIB da agropecuária foi de 0,58%. “As perdas se concentraram na safra de grãos”, explica o chefe do Departamento Econômico (Decon) da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Getúlio Pernambuco. Exceções foram segmentos como os de café, cana-de-açúcar e laranja, os quais apresentaram recuperação de preços.
“Os dados mostram que a agropecuária brasileira está enfrentando o segundo ano consecutivo de perdas, de queda na renda.”, diz Pernambuco. Os dados acumulados do primeiro bimestre permitem projetar que o PIB da atividade primária da agropecuária deverá encerrar o ano na marca de R$ 154,91 bilhões, 3,7% a menos que os R$ 160,65 bilhões do ano passado. Em 2003, o PIB da agropecuária foi de R$ 162,06 bilhões. “No atual momento, o produtor rural é o principal prejudicado, pois já está enfrentando dificuldades para honrar seus compromissos. Mas em um segundo momento, a sociedade começa a sentir os reflexos dessa crise, com a queda na contratação de mão-de-obra. E se nada for feito, o impacto será a redução do plantio na próxima safra, levando à queda da oferta de alimentos e aumento dos preços dos produtos da cesta básica.”, alerta Pernambuco.
Isoladamente, a pecuária deverá apresentar PIB de R$ 65,28 bilhões em 2005, crescimento de modesto 0,09% na comparação com os R$ 65,22 bilhões do ano passado. A agricultura, por sua vez, tem PIB projetado em R$ 89,63 bilhões, uma queda de 6% frente os R$ 95,43 bilhões do ano passado. O conjunto do agronegócio (que envolve não apenas a produção primária, “dentro da porteira”, mas também os segmentos de insumos, indústria e distribuição) deverá apresentar PIB de R$ 545,08 bilhões em 2005, em crescimento de 2,07% na comparação com os R$ 533,98 bilhões do ano passado. Segundo Pernambuco, em breve os demais segmentos do agronegócio sentirão os impactos da crise no setor primário. “Haverá retração da compra de insumos, fertilizantes, agroquímicos e maquinário agrícola”, diz o chefe do Decon. Pernambuco destaca que a sobrevalorização cambial contribui na geração de resultados negativos para o campo. “Cerca de 20% da produção da agropecuária é exportada, e com o dólar desvalorizado, o resultado final é renda menor para o produtor”, analisa.
Dados do faturamento dos 25 principais produtos da agropecuária nacional, medido por meio do conceito do Valor Bruto da Produção (VBP), são mais uma prova da crise no setor rural. De janeiro a março, faturamento bruto do setor caiu 13,6%, na comparação com igual período de 2004. Isso permite estimar que o VBP da produção agropecuária brasileira será de R$ 169,9 bilhões este ano, frente R$ 196,6 bilhões, no ano passado. A queda no faturamento deve-se, principalmente, à fatores como queda da produção e redução dos preços médios reais.
No caso da soja, o VBP é estimado em R$ 24,99 bilhões para 2005, 38,1% a menos que os R$ 40,3 bilhões do ano passado, resultado da queda dos preços médios. A produção do grão ficou estagnada em torno de 50 milhões de toneladas, nas últimas duas safras. Houve recuperação do VBP em situações pontuais, como no café, produto cujo faturamento bruto é estimado em R$ 10 bilhões para 2005, 16% a mais que os R$ 8,7 bilhões do ano passado.


Departamento de Comunicação da CNA
Fone (61) 424-1419
www.cna.org.br

+ LIDAS NOS ÚLTIMOS 30 DIAS

Arquivo do blog