O Brasil, líder mundial na exportação de carnes bovinas, se prepara para mais uma conquista importante. De olho no competitivo Mercado Europeu, um dos mais exigentes do mundo, o Instituto Genesis assina no próximo dia 18/6, às 10h, durante a Feicorte 2004 Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne, um acordo de cooperação histórico com a Orgainvent, empresa européia líder em sistemas de rastreabilidade em toda a cadeia de produção de carnes e outros produtos alimentícios.
O Instituto Genesis, OSCIP com sede em Londrina (PR), é uma entidade que se dedica a potencializar a produção brasileira. Através de seu Departamento de Certificação Animal, é credenciada pelo Governo Federal, através do MAPA Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, como entidade certificadora e atende em todo o Brasil a aproximadamente 10 mil propriedades rurais com um rebanho de perto de 6 milhões de cabeças.
Para o presidente do Instituto Genesis, Henrique Victorelli Neto, ³com a crescente preocupação dos consumidores em relação à segurança alimentar e com a rigidez das normas internacionais para o setor, como a Norma 178 do Parlamento Europeu, que prevê que a partir de 2005 haverá a rastreabilidade de produtos alimentícios importados pela União Européia, inclusive dos insumos usados na sua produção, os grandes fornecedores de carne como o Brasil terão que aprimorar todo seu processo de produção se quiserem não só manter posições já alcançadas, mas avançar e conquistar novos mercados².
A Orgainvent pertence ao mesmo grupo que desenvolveu e coordena as normas internacionais Eurepgap (Good Agricultural Practices (GAP) do Eurep Euro Retailer Group) e seu sistema de rastreabilidade é reconhecido e utilizado em todo o território europeu, por isso a união Genesis/Orgainvent vem sendo considerada como a grande resposta que o mercado pecuário esperava, principalmente com relação à padronização, regularidade e segurança alimentar. Através do acordo de cooperação será desenvolvido um projeto piloto que vai implementar e integrar o sistema de produção com a indústria processadora e o varejo, chegando ao consumidor final. ³O Instituto Genesis estará coordenando este projeto, além de auditar e certificar todas as etapas do processo, que será desenvolvido por profissionais brasileiros, treinados por técnicos da Orgainvent², informa Ignacio Guerrico, managing director da Orgainvent Latin America.
O acordo Instituto Genesis/Orgainvent representa também uma expectativa de melhor remuneração para os criadores brasileiros que se empenham em oferecer um produto diferenciado. O acordo é um passaporte que abre oportunidades para negociações diretas com a indústria, o ³Direct Trade², já tão comum em países europeus. Eliminando os intermediários, a indústria pode repassar mais recursos para os fornecedores/produtores. Além disso, segundo Henrique Victorelli Neto, ³a garantia de melhores ganhos é certa, principalmente porque os produtos serão rastreados e certificados pela Genesis/Orgainvent através de um sistema que contempla a segurança exigida pelo mercado qualitativo em todo o mundo².
(A assinatura será na Feicorte, dia 18/06, às 10h, no Centro de Eventos Imigrantes, no stand 83 do Instituto Genesis/FNP Consultoria)
Informações adicionais:
CONTATOCOM
Jornalista responsável: Miro Negrini (MTb 19890/SP)
E-mail: mironegrini@contatocom.com.br / Cel: 55 [11] 9911-2666
Pabx: 55 [15] 224-1000 / www.contatocom.com.br
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segunda-feira, junho 14, 2004
Milho contaminado mata mais de 80 no Quênia
Políticos do Quênia fizeram um apelo para que o governo declare um desastre nacional depois da morte de mais de 80 pessoas por causa de milho contaminado.
Deputados das regiões de Makueni, Kitui, Mwingi e Machakos, as mais afetadas, disseram que mais gente pode morrer caso todo o milho não seja tirado logo de circulação.
No sábado, 28 sacos de milho envenenado foram apreendidos em uma escola para meninas no leste do país.
"Nós exigimos ação do governo já que as vidas do nosso povo, principalmente nas regiões mais secas, estão em perigo", disse o deputado Daudi Mwanzia, da cidade de Machakos.
A Ministra da Saúde, Charity Ngilu, disse na semana passada que 80% do milho disponível nas áreas afetadas está contaminado.
A contaminação pelo fungo aflatoxin ocorre quando o milho é estocado em altas temperaturas e em meio à umidade.
Mais de 180 pessoas foram hospitalizadas nas últimas seis semanas por causa de envenenamento pelo fungo.
"Os pacientes tem sintomas de falência do fígado, chegam com olhos amarelados, pernas inchadas, vomitando e com o nariz sangrando", disse o médio Jared Omollo, de um hospital em Makindu, uma das áreas mais afetadas.
"É a primeira vez que lidamos com envenenamento por afloxin nessa escala. É assustador", disse o médico.
Fonte: BBC
Deputados das regiões de Makueni, Kitui, Mwingi e Machakos, as mais afetadas, disseram que mais gente pode morrer caso todo o milho não seja tirado logo de circulação.
No sábado, 28 sacos de milho envenenado foram apreendidos em uma escola para meninas no leste do país.
"Nós exigimos ação do governo já que as vidas do nosso povo, principalmente nas regiões mais secas, estão em perigo", disse o deputado Daudi Mwanzia, da cidade de Machakos.
A Ministra da Saúde, Charity Ngilu, disse na semana passada que 80% do milho disponível nas áreas afetadas está contaminado.
A contaminação pelo fungo aflatoxin ocorre quando o milho é estocado em altas temperaturas e em meio à umidade.
Mais de 180 pessoas foram hospitalizadas nas últimas seis semanas por causa de envenenamento pelo fungo.
"Os pacientes tem sintomas de falência do fígado, chegam com olhos amarelados, pernas inchadas, vomitando e com o nariz sangrando", disse o médio Jared Omollo, de um hospital em Makindu, uma das áreas mais afetadas.
"É a primeira vez que lidamos com envenenamento por afloxin nessa escala. É assustador", disse o médico.
Fonte: BBC
China 'suspende' mais 15 empresas de soja brasileira
O Ministério da Quarentena da China anunciou nesta segunda-feira que suspendeu as importações de mais 15 empresas que comercializam soja brasileira, por suspeitas de contaminação.
Segundo o chefe do setor de promoção comercial da embaixada brasileira em Pequim, Mário Ferreira, o governo chinês não enviou qualquer comunicação oficial sobre a decisão, mas a notícia já está publicada no site oficial do Ministério.
“O órgão costuma informar a embaixada qualquer caso de quarentena, como já ocorreu em três ocasiões anteriores. Mas até agora não recebemos qualquer informação oficial sobre o assunto”, disse Ferreira.
Em relação à notícia de que três carregamentos brasileiros de soja haviam sido bloqueados em diferentes portos chineses na semana passada, Ferreira também informou que nenhuma notificação oficial chegou à embaixada.
“Havia rumores nos últimos dias de que três barcos estavam em quarentena, e que na sexta-feira um deles havia sido liberado. Para nós não chegou qualquer notificação oficial sobre o caso”, completou.
De acordo com a agência de notícias Reuters, entre as 15 empresas que estão proibidas de negociar a soja brasileira para a China estão Bunge Agrobusiness Singapore Ltda., Glencore Importadora e Exportadora S/A e a Sumitomo Corp. do Brasil S/A.
Na última sexta-feira, o Ministério da Agricultura brasileiro lançou uma série de medidas mais rígidas para tentar controlar o nível de produtos tóxicos presentes na soja.
A China é o maior importador de soja e o Brasil, o segundo maior exportador do produto, atrás apenas dos Estados Unidos.
Fonte: BBC
Segundo o chefe do setor de promoção comercial da embaixada brasileira em Pequim, Mário Ferreira, o governo chinês não enviou qualquer comunicação oficial sobre a decisão, mas a notícia já está publicada no site oficial do Ministério.
“O órgão costuma informar a embaixada qualquer caso de quarentena, como já ocorreu em três ocasiões anteriores. Mas até agora não recebemos qualquer informação oficial sobre o assunto”, disse Ferreira.
Em relação à notícia de que três carregamentos brasileiros de soja haviam sido bloqueados em diferentes portos chineses na semana passada, Ferreira também informou que nenhuma notificação oficial chegou à embaixada.
“Havia rumores nos últimos dias de que três barcos estavam em quarentena, e que na sexta-feira um deles havia sido liberado. Para nós não chegou qualquer notificação oficial sobre o caso”, completou.
De acordo com a agência de notícias Reuters, entre as 15 empresas que estão proibidas de negociar a soja brasileira para a China estão Bunge Agrobusiness Singapore Ltda., Glencore Importadora e Exportadora S/A e a Sumitomo Corp. do Brasil S/A.
Na última sexta-feira, o Ministério da Agricultura brasileiro lançou uma série de medidas mais rígidas para tentar controlar o nível de produtos tóxicos presentes na soja.
A China é o maior importador de soja e o Brasil, o segundo maior exportador do produto, atrás apenas dos Estados Unidos.
Fonte: BBC
Produção integrada de frutas reduz aplicação de agrotóxicos em pomares
A PIF - Produção Integrada de Frutas, uma exigência dos principais mercados importadores, como a União Européia, é um sistema de produção mais evoluído do que o utilizado convencionalmente na fruticultura brasileira. Com ele, os produtores aprendem a aplicar agroquímicos de uma maneira mais racionalizada.
Os indicadores parciais de racionalização do uso de agrotóxicos de 2003, divulgados pelo Profruta - Programa de Desenvolvimento da Fruticultura do Ministério da Agricultura, comprovam isso. Nos pomares de maçã, por exemplo, o uso de herbicidas e acaricidas caiu 67%, de inseticidas, 40%, e de fungicidas, 15%.
Em razão do emprego da produção integrada, os pomares brasileiros de maçã registraram uma redução de 600 toneladas na aplicação do ditiocarbamato, o que representou uma economia de R$ 9 milhões para os produtores do setor.
Segundo o coordenador do programa de apoio à fruticultura do Ministério da Agricultura, José Rozalvo Andrigueto, a produção integrada se baseia em um tripé. “O emprego da produção integrada gera um produto saudável, protege o meio ambiente e aumenta a renda do produtor porque racionaliza os gastos”, analisa Andrigueto.
O uso de agroquímicos não diminuiu apenas na produção integrada de maçã. A PIF também teve impacto positivo nas plantações de manga, onde as aplicações de herbicidas caíram 80%, de fungicidas, 60,7%, e de inseticidas, 43,3%. Nos parreirais do Nordeste, a utilização de herbicidas caiu 60,5%, de inseticidas, 53%, e de fungicidas, 43,3%. Houve ainda uma racionalização do emprego de agrotóxicos nos pomares de mamão, caju, melão e pêssego.
Em entrevista ao programa Nossa Terra, Nossa Gente da Rádio Nacional, José Andrigueto destacou que o programa tem alcançado tanto sucesso que existem propostas para que o Brasil crie sistemas agrícolas integrados para outras espécies de cultivados. O coordenador do programa lembrou que, para o agricultor participar da produção integrada de frutas, deve estar filiado a uma associação ou cooperativa para obter o acompanhamento técnico necessário.
Fonte: Abr
Os indicadores parciais de racionalização do uso de agrotóxicos de 2003, divulgados pelo Profruta - Programa de Desenvolvimento da Fruticultura do Ministério da Agricultura, comprovam isso. Nos pomares de maçã, por exemplo, o uso de herbicidas e acaricidas caiu 67%, de inseticidas, 40%, e de fungicidas, 15%.
Em razão do emprego da produção integrada, os pomares brasileiros de maçã registraram uma redução de 600 toneladas na aplicação do ditiocarbamato, o que representou uma economia de R$ 9 milhões para os produtores do setor.
Segundo o coordenador do programa de apoio à fruticultura do Ministério da Agricultura, José Rozalvo Andrigueto, a produção integrada se baseia em um tripé. “O emprego da produção integrada gera um produto saudável, protege o meio ambiente e aumenta a renda do produtor porque racionaliza os gastos”, analisa Andrigueto.
O uso de agroquímicos não diminuiu apenas na produção integrada de maçã. A PIF também teve impacto positivo nas plantações de manga, onde as aplicações de herbicidas caíram 80%, de fungicidas, 60,7%, e de inseticidas, 43,3%. Nos parreirais do Nordeste, a utilização de herbicidas caiu 60,5%, de inseticidas, 53%, e de fungicidas, 43,3%. Houve ainda uma racionalização do emprego de agrotóxicos nos pomares de mamão, caju, melão e pêssego.
Em entrevista ao programa Nossa Terra, Nossa Gente da Rádio Nacional, José Andrigueto destacou que o programa tem alcançado tanto sucesso que existem propostas para que o Brasil crie sistemas agrícolas integrados para outras espécies de cultivados. O coordenador do programa lembrou que, para o agricultor participar da produção integrada de frutas, deve estar filiado a uma associação ou cooperativa para obter o acompanhamento técnico necessário.
Fonte: Abr
Estudo comprova valor medicinal e nutricional de mais duas espécies florestais da Amazônia
O valor medicinal e nutricional do piquiá e do amapá-doce, duas espécies florestais da região amazônica, foi comprovado em estudo da Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em parceria com o Departamento para o Desenvolvimento do governo da Grã-Bretanha.
O projeto Dendrogene, desenvolvido pela Embrapa Amazônia Oriental, de Belém (PA), apresentou os resultados de um trabalho inédito que avaliou o óleo de piquiá e o leite do amapá-doce, produtos retirados de árvores com valor madeireiro e utilizados como alimento, além do tratamento de doenças em diversas regiões da Amazônia. O trabalho fez parte da dissertação de mestrado da pesquisadora Sílvia Galuppo.
O estudo foi iniciado em 2002, com o objetivo de testar o efeito medicinal dos dois produtos de acordo com o uso recomendado por uma comunidade tradicional. A pesquisadora esteve durante quatro meses na comunidade Piquiatuba, localizada na Floresta Nacional do Tapajós, na região oeste do Pará, para identificar a forma de exploração e os usos mais comuns dos produtos. O óleo, retirado do fruto, é tradicionalmente usado para aliviar dores musculares e reumatismo. O leite, um tipo de látex extraído do tronco da árvore, é aplicado no tratamento de doenças como asma e bronquite.
Na etapa seguinte, os laboratórios de agroindústria da Embrapa, e de farmácia e de química de alimentos da UFPA - Universidade Federal do Pará fizeram testes químicos, físicos, fitoquímicos e farmacológicos nos produtos. Segundo Sílvia Galuppo, a presença de compostos orgânicos, como esteróides, triterpenóides e outros, caracterizaram o óleo de piquiá e o leite de amapá como produtos fitoterápicos – medicamentos com componentes terapêuticos derivados exclusivamente de plantas.
Os testes fitoquímicos e farmacológicos com ratos comprovaram finalmente a ação antiinflamatória e analgésica do óleo, e ação antiinflamatória do leite. Quanto ao teste nutricional, o leite apresentou inclusive maior quantidade de sais minerais (magnésio, cálcio, etc.) e proteínas do que os leites de soja e de vaca. Para cada 100g, foram encontrados 120mg de cálcio, 70mg de fósforo, 60 mg de magnésio e até 7,13% de proteínas totais, valores bastante próximos ao que é recomendado na alimentação diária.
A pesquisadora explicou que, a partir da descrição farmacológica realizada no seu trabalho, a comunidade já poderá inclusive regularizar a comercialização destes produtos na Anvisa - Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Galuppo enfatiza os cuidados necessários com o manejo das árvores para a obtenção de produtos medicinais, especialmente em relação ao leite do amapá-doce, que é obtido através de cortes no tronco das árvores. A preocupação é que o excesso e a profundidade dos cortes prejudiquem a produção, tornando a árvore fraca e comprometendo sua conservação no local.
Fonte: Ascom Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
O projeto Dendrogene, desenvolvido pela Embrapa Amazônia Oriental, de Belém (PA), apresentou os resultados de um trabalho inédito que avaliou o óleo de piquiá e o leite do amapá-doce, produtos retirados de árvores com valor madeireiro e utilizados como alimento, além do tratamento de doenças em diversas regiões da Amazônia. O trabalho fez parte da dissertação de mestrado da pesquisadora Sílvia Galuppo.
O estudo foi iniciado em 2002, com o objetivo de testar o efeito medicinal dos dois produtos de acordo com o uso recomendado por uma comunidade tradicional. A pesquisadora esteve durante quatro meses na comunidade Piquiatuba, localizada na Floresta Nacional do Tapajós, na região oeste do Pará, para identificar a forma de exploração e os usos mais comuns dos produtos. O óleo, retirado do fruto, é tradicionalmente usado para aliviar dores musculares e reumatismo. O leite, um tipo de látex extraído do tronco da árvore, é aplicado no tratamento de doenças como asma e bronquite.
Na etapa seguinte, os laboratórios de agroindústria da Embrapa, e de farmácia e de química de alimentos da UFPA - Universidade Federal do Pará fizeram testes químicos, físicos, fitoquímicos e farmacológicos nos produtos. Segundo Sílvia Galuppo, a presença de compostos orgânicos, como esteróides, triterpenóides e outros, caracterizaram o óleo de piquiá e o leite de amapá como produtos fitoterápicos – medicamentos com componentes terapêuticos derivados exclusivamente de plantas.
Os testes fitoquímicos e farmacológicos com ratos comprovaram finalmente a ação antiinflamatória e analgésica do óleo, e ação antiinflamatória do leite. Quanto ao teste nutricional, o leite apresentou inclusive maior quantidade de sais minerais (magnésio, cálcio, etc.) e proteínas do que os leites de soja e de vaca. Para cada 100g, foram encontrados 120mg de cálcio, 70mg de fósforo, 60 mg de magnésio e até 7,13% de proteínas totais, valores bastante próximos ao que é recomendado na alimentação diária.
A pesquisadora explicou que, a partir da descrição farmacológica realizada no seu trabalho, a comunidade já poderá inclusive regularizar a comercialização destes produtos na Anvisa - Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Galuppo enfatiza os cuidados necessários com o manejo das árvores para a obtenção de produtos medicinais, especialmente em relação ao leite do amapá-doce, que é obtido através de cortes no tronco das árvores. A preocupação é que o excesso e a profundidade dos cortes prejudiquem a produção, tornando a árvore fraca e comprometendo sua conservação no local.
Fonte: Ascom Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Marina Silva critica Congresso por demora em aprovar lei da biopirataria
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, criticou na última quarta-feira (9) no Rio, durante o lançamento do primeiro banco de DNA de plantas nativas do Brasil, a demora na tramitação no Congresso do projeto de combate à biopirataria. Para Marina, a regulamentação da matéria causa "estranheza em determinados segmentos, acostumados a fazer dos países em desenvolvimento uma espécie de quintal dos seus interesses econômicos".
"O controle da biopirataria exige uma legislação que, infelizmente, está há dez anos tramitando no Congresso Nacional. Espero que aprovemos essa proposta o quanto antes", declarou.
O projeto, de autoria da ministra, estabelece que toda a pesquisa feita por estrangeiros no Brasil deverá ser acompanhada por cientistas brasileiros e desenvolvida no país.
A ministra disse não haver hoje meios de punir o tráfico de espécies nativas brasileiras, muitas delas patenteadas com fins comerciais no exterior. "Como o que há hoje é uma medida provisória, e não se podem estabelecer penalidades por MP, a única coisa que podemos fazer é sanção administrativa."
Silva participou da inauguração do banco de DNA do Jardim Botânico, projeto para extrair DNA de plantas ameaçadas de extinção, sobretudo na mata atlântica.
Fonte: Folha Online
"O controle da biopirataria exige uma legislação que, infelizmente, está há dez anos tramitando no Congresso Nacional. Espero que aprovemos essa proposta o quanto antes", declarou.
O projeto, de autoria da ministra, estabelece que toda a pesquisa feita por estrangeiros no Brasil deverá ser acompanhada por cientistas brasileiros e desenvolvida no país.
A ministra disse não haver hoje meios de punir o tráfico de espécies nativas brasileiras, muitas delas patenteadas com fins comerciais no exterior. "Como o que há hoje é uma medida provisória, e não se podem estabelecer penalidades por MP, a única coisa que podemos fazer é sanção administrativa."
Silva participou da inauguração do banco de DNA do Jardim Botânico, projeto para extrair DNA de plantas ameaçadas de extinção, sobretudo na mata atlântica.
Fonte: Folha Online
Encontro sobre gestão ambiental da agricultura orgânica acontece em Ibiúna/SP
A Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), unidade de pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, inculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, realiza mais um encontro sobre gestão ambiental da agricultura orgânica, em Ibiuna (SP), em 24 de junho de 2004, no Auditório Municipal Monteiro.
Práticas agrícolas alternativas contribuem para a emergência de atividades alternativas não-agrícolas, em substituição aos tradicionais usos agrícolas da terra, acentuando a importância do desenvolvimento em harmonia com o meio ambiente. Entre elas, destaca-se a agricultura orgânica como fonte de renda para os pequenos produtores familiares, devido à crescente demanda por alimentos mais nutritivos e saudáveis.
Essa atividade desenvolvida em bases sustentáveis pode favorecer a agregação de valor e a inserção diferenciada no mercado. O sistema APOIA-NovoRural, desenvolvido por pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente, permite avaliar e documentar estes modelos diferenciados de produção e configuram-se como ferramentas importantes nesse processo evolutivo de um mercado ético e solidário.
O sistema é composto de 62 indicadores quantitativos que integram as dimensões de ecologia da paisagem, qualidade dos compartimentos ambientais, valores socioculturais e econômicos e gestão e administração, proporcionando uma medida objetiva da contribuição da atividade agropecuária para o desenvolvimento local sustentável. O sistema permite a interação entre pesquisadores, produtores/responsáveis e gestores sociais dos municípios, e serve para a omunicação e armazenamento das informações sobre impactos ambientais.
O método foi aplicado em 20 estabelecimentos rurais com atividades de agricultura orgânica em Ibiúna e região. Os participantes irão fornecer e discutir, de forma interativa, os resultados da pesquisa em avaliação de impacto ambiental da agricultura orgânica como instrumento para gestão ambiental e fomento da atividade e propor estratégias de políticas públicas para o desenvolvimento sustentável da agricultura orgânica na região, explica o coordenador do evento, Pedro José Valarini.
Serão apresentadas palestras sobre a avaliação de impacto e gestão ambiental de atividades do Novo Rural, gestão participativa e o desempenho ambiental da agricultura orgânica, contribuição das formas de organização familiar no fortalecimento da agricultura orgânica, experiências alternativas de comercialização de produtos orgânicos, manejo de agroecossistemas e qualidade da água.
Logo após acontece a mesa-redonda Contribuições para o desenvolvimento sustentável da agricultura orgânica em Ibiúna e região e os resultados da aplicação do método APOIA-NovoRural serão apresentados aos produtores. São parceiros nesse evento a Secretaria Municipal da Agricultura e Meio Ambiente de Ibiúna, a Cooperativa Agrícola de Ibiúna São Paulo, a Casa da Agricultura de Ibiúna, a Coordenadora de Assistência Técnica Integral e APTA São Roque.
O encontro tem o apoio do Sindicato dos Trabalhadores e Empregados Rurais e Sindicato Rural Patronal de Ibiúna, SP. Há necessidade de confirmação de presença, antecipada, através do e-mail: sac@cnpma.embrapa.br, ou pelo fone (19) 3867-8711 com Sra. Edislene. As inscrições são gratuitas. As vagas são limitadas a 100 participantes.
Fonte: Embrapa Meio Ambiente
Práticas agrícolas alternativas contribuem para a emergência de atividades alternativas não-agrícolas, em substituição aos tradicionais usos agrícolas da terra, acentuando a importância do desenvolvimento em harmonia com o meio ambiente. Entre elas, destaca-se a agricultura orgânica como fonte de renda para os pequenos produtores familiares, devido à crescente demanda por alimentos mais nutritivos e saudáveis.
Essa atividade desenvolvida em bases sustentáveis pode favorecer a agregação de valor e a inserção diferenciada no mercado. O sistema APOIA-NovoRural, desenvolvido por pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente, permite avaliar e documentar estes modelos diferenciados de produção e configuram-se como ferramentas importantes nesse processo evolutivo de um mercado ético e solidário.
O sistema é composto de 62 indicadores quantitativos que integram as dimensões de ecologia da paisagem, qualidade dos compartimentos ambientais, valores socioculturais e econômicos e gestão e administração, proporcionando uma medida objetiva da contribuição da atividade agropecuária para o desenvolvimento local sustentável. O sistema permite a interação entre pesquisadores, produtores/responsáveis e gestores sociais dos municípios, e serve para a omunicação e armazenamento das informações sobre impactos ambientais.
O método foi aplicado em 20 estabelecimentos rurais com atividades de agricultura orgânica em Ibiúna e região. Os participantes irão fornecer e discutir, de forma interativa, os resultados da pesquisa em avaliação de impacto ambiental da agricultura orgânica como instrumento para gestão ambiental e fomento da atividade e propor estratégias de políticas públicas para o desenvolvimento sustentável da agricultura orgânica na região, explica o coordenador do evento, Pedro José Valarini.
Serão apresentadas palestras sobre a avaliação de impacto e gestão ambiental de atividades do Novo Rural, gestão participativa e o desempenho ambiental da agricultura orgânica, contribuição das formas de organização familiar no fortalecimento da agricultura orgânica, experiências alternativas de comercialização de produtos orgânicos, manejo de agroecossistemas e qualidade da água.
Logo após acontece a mesa-redonda Contribuições para o desenvolvimento sustentável da agricultura orgânica em Ibiúna e região e os resultados da aplicação do método APOIA-NovoRural serão apresentados aos produtores. São parceiros nesse evento a Secretaria Municipal da Agricultura e Meio Ambiente de Ibiúna, a Cooperativa Agrícola de Ibiúna São Paulo, a Casa da Agricultura de Ibiúna, a Coordenadora de Assistência Técnica Integral e APTA São Roque.
O encontro tem o apoio do Sindicato dos Trabalhadores e Empregados Rurais e Sindicato Rural Patronal de Ibiúna, SP. Há necessidade de confirmação de presença, antecipada, através do e-mail: sac@cnpma.embrapa.br, ou pelo fone (19) 3867-8711 com Sra. Edislene. As inscrições são gratuitas. As vagas são limitadas a 100 participantes.
Fonte: Embrapa Meio Ambiente
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