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segunda-feira, maio 31, 2004

CONTROLE DA SÍNDROME DO ESTRESSE SUÍNO GANHA PREMIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DO ZOOTEC 2004

Um estudo de genes para o desenvolvimento muscular de suínos feito pela aluna da Universidade Federal de Viçosa (MG) Patrícia Tristão Mendonça ganhou o Prêmio Nacional de Iniciação Científica do Zootec 2004, encontro internacional de zootecnistas que acontece no hotel Blue Tree Park, em Brasília, até segunda-feira (31/05). O trabalho da estudante, com o título “O Gene da Síndrome do Estresse Suíno e Características de Qualidade da Carne em Suínos”, isolou o gene que provoca a chamada Síndrome do Estresse em Suínos.
Dependendo da forma como esse gene se manifesta nos animais, ele pode causar um efeito negativo, deixando a carne branca e flácida, comprometendo sua qualidade. Com a descoberta, os produtores poderão saber quais suínos estão em condições ideais de abate, eliminando perdas e aumentando o aproveitamento da criação.
A professora de Suinocultura da Faculdade UPIS, uma das promotoras do encontro, Alessandra Gimenez, disse que a comissão organizadora escolheu o trabalho devido à importância das pesquisas na área de genética molecular. “A pesquisa envolveu não apenas a cadeia produtiva de Suínos, mas dentro da Zootecnia, foi ampla. Os resultados obtidos abrem um novo mercado que demandará profissionais cada vez mais capacitados”.
A Zootec 2004, que compreende o VI Congresso Internacional de Zootecnia e o XIV Congresso Nacional Zootecnia, selecionou 259 trabalhos científicos, sendo que os estados de Minas Gerais e São Paulo foram os que mais contribuíram.

Fonte: MAPA

Zootec 2004 : PESQUISADORES CRIAM ALTERNATIVA PARA COMBATER A BIOPIRATARIA

No Brasil se ouviu falar pela primeira vez do mercado negro de animais silvestres na década de 50, quando as autoridades brasileiras apreenderam mais de mil peles de Beija-Flor e outras 30 mil de catetos, queixadas e capivaras; que seriam comercializadas no exterior. Meio século depois, o mercado negro de animais silvestres, continua ganhando as manchetes policiais no Brasil. A grande novidade é que agora está sendo discutida nos meios acadêmica forma de combater a exploração ilegal, oferecendo alternativas para legalizar a criação, o manejo e o comércio de animais silvestres, numa atividade inédita, que começa a ser conhecida no País como “pecuária alternativa silvestre ou exótica”. Para isso os pesquisadores brasileiros estão atuando em parceria com o IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis.
De acordo com o zootecnista Délcio César Cordeiro Rocha, diretor-presidente da ACRIASE – Associação Paranaense de Criadores de Animais Silvestres e Exóticos, o surgimento dessa nova cadeia produtiva não vai acabar com o mercado negro, mas será um golpe na biopirataria. Ele lembrou que vários países compram ilegalmente esses animais silvestres brasileiros para estudar a parte genética dos mesmos, acabando por patentear direitos científicos de espécies da fauna brasileira. “De cada 10 animais silvestres retirados ilegalmente da natureza, apenas um sobrevive. A exploração comercial de animais da fauna silvestre e exótica no Brasil tem atraído criadores, pois além de ser uma alternativa econômica, esse tipo de atividade, quando bem conduzida, preserva as espécies silvestres da extinção”, explicou Rocha.
Ele citou como exemplo os catetos e queixadas que, na natureza, de cada dez filhotes nascidos, apenas um ou dois chegam à idade adulta. “Enquanto que, quando criados em cativeiros, com um bom manejo zootécnico, oito atingem esse índice”. Mas Délcio Rocha frisa que a idéia não é a de comercializar espécies raras da fauna brasileira, mas somente aquelas autorizadas pelo IBAMA e que hoje têm potencial de produção como: capivara, ema, paca, cotia, cateto, queixada, perdiz, tartarugas e jacarés.
Segundo Rocha, seu intuito maior é fomentar a atividade de pesquisa sobre o assunto no país. Ele frisou que a única Universidade brasileira a oferecer mestrado e doutorado, em Zootecnia, na área de produção de animais silvestres é a Federal de Viçosa, em Minas Gerais. “E o curso de Agronegócios na UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul -, foi o primeiro a desenvolver o estudo da Cadeia Produtiva”, explicou. O pesquisador está participando, em Brasília, do Zootec 2004, VI Congresso Internacional de Zootecnia e o XIV Congresso Nacional de Zootecnia, que acontece no Hotel Blue Tree até a próxima segunda-feira (31).

Bernardo Brandão / Sônia Jacinto
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Zootecnia quer criação de Conselho Federal próprio

A profissão de zootecnista está regulamentada desde 1968, (Lei 5.550/68), sendo que o curso teve início em meados de 1966, pela Pontifícia Universidade Católica de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul. Segundo dados da Associação Brasileira de Zootecnistas (ABZ), o Brasil tem hoje cerca de 12 mil profissionais e 64 instituições de ensino de Zootecnia espalhadas pelo País. Mas os profissionais reclamam a falta de um Conselho Federal próprio, ou um órgão que brigue pelos direitos profissionais da categoria, já que a mesma possui ‘áreas de sombreamento’ com outras profissões como, veterinária e agronomia. Para obterem o registro da profissão, o zootecnista é obrigado a se filiar ao Conselho Federal de Medicina Veterinária. Este Conselho é composto por 16 membros titulares e nenhum zootecnista. Na atual gestão deste Conselho há apenas um zootecnista que é conselheiro suplemente. Estas discussões fizeram parte do segundo dia de palestras do Zootec 2004, que está se realizando em Brasília, no hotel Blue Tree Park. Além da criação de um Conselho Federal próprio, os profissionais reivindicam também a inclusão do zootecnista na redação do PL 1457/2003, que institui o programa de residência para os cursos de Agronomia, Engenharia Florestal e Medicina Veterinária.
“A profissão de zootecnista é a que vai explodir o agronegócio brasileiro. Sabemos que este setor renderá mais de um milhão de vagas na agricultura nos próximos anos”, disse Severino Benone, presidente da Associação Brasileira de Zootecnistas. O professor, Ruy Corrêa Filho, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, coordenador da área de Melhoramento Genético Animal, foi mais duro nas críticas. “O atual Conselho Federal de Medicina Veterinária faz muito pouco por nossa profissão e não briga pelos direitos do profissional”. Já o coordenador do colegiado do curso de Zootecnia da Universidade Estadual de Londrina, no Paraná; João Waine Pinheiro, disse que a falta de isonomia dentro do Conselho que representa os zootecnistas tem levado a uma série de conflitos.
Os zootécnicos se dizem esperançosos na votação do Projeto de Lei 1372, do deputado Max Rosenmann (PMDB/PR), em tramitação no Congresso Nacional, que propõe a criação dos Conselhos Federal e Regional de Zootecnia. Muitas discussões dessa ordem estão movimentando os profissionais que participam do Zootec 2004. Amanhã (segunda-feira, 31), último dia do evento, a Associação Brasileira de Zootecnistas pretende emitir documento com as conclusões finais sobre o assunto e encaminhar o mesmo para os deputados no Congresso Nacional.

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Zootec 2004 : CARNE DE PORCO AGORA É SÍMBOLO DE QUALIDADE

Na avaliação dos cientistas, pesquisadores e professores que estão partcipando do Zootec 2004, VI Congresso Internacional de Zootecnia e o XIV Congresso Nacional de Zootecnia, em Brasília, a alta tecnologia está transformando a suinocultura e trazendo resultados surpreendentes. Para se ter uma idéia das mudanças, eles agora elevam o suíno à categoria de indispensável na melhor qualidade de vida do homem. Hoje, a maioria dos rebanhos no Brasil se desenvolve em locais de total confinamento, longe das doenças e os animais são criados sobre o cimento limpo. A higiene é tamanha que o pêlo cresce branco e a carne do porco adquiriu um tom róseo. Com isso o consumidor tem à sua disposição no supermercado carne de excelente qualidade e com elevada garantia sanitária.
Com o avanço na tecnologia de manejo e produção dos suínos, a indústria farmacêutica foi a primeira a reconhecer os resultados e beneficiar o homem com o melhoramento genético. São extraídos do animal: a heparina (evita a coagulação do sangue); a hemoglobina; o hormônio da tireóide; válvulas cardíacas; fígado para transplantes, insulina (provém do pâncreas produzido no suíno) e outros medicamentos para epilepsia, mal de Parkinson e outras.
A transformação do porco, no Brasil, se deu a partir da década de 70, com a introdução de raças geneticamente melhoradas para a produção de carne magra. Segundo o pesquisador e professor da Universidade Estadual de Maringá, Ivan Moreira, o “porco fez regime e virou suíno moderno sem gordura”, transformando-se numa fonte de carne e não de banha. Muito embora seja a carne de porco a mais consumida no mundo, no Brasil, apesar de barata, ela ocupa a terceira colocação, com consumo de 13,5 kg per capta ano. A bovina ocupa o primeiro lugar, com 37kg per capta ano, e a de frango, a segunda, com 32kg per capta ano. “Cerca de 70% da carne suína é consumida na forma processada (lingüiça, salchicha etc). Nós queremos aumentar o consumo no Brasil. Para se ter uma idéia, no mercado alemão o consumo atinge, em média, 60kg de carne suína por ano, por cada habitante. Sabemos que há muito espaço para crescer no mercado brasileiro”, sinalizou Moreira.
A suinocultura brasileira é uma das mais desenvolvidas do mundo e produz a carne a um dos menores custos. Assim, o Brasil é um dos grandes competidores no mercado mundial. O professor disse ainda que este setor brasileiro exporta para a Rússia, Argentina, Hong Kong, entre outros. “É grande o interesse comercial por nossa carne no exterior, porque ela é barata e de excelente qualidade. Nós estávamos exportando bastante para a Rússia, mas por interferência dos americanos perdemos um pouco desse mercado, porque eles impuseram várias barreiras econômicas disfarçadas em sanitárias”, explicou.
Na suinocultura a grande estrela é a fêmea. Todo o processo produtivo do “porco light”, por exemplo, se dá a partir da fêmea. Nela, a ciência centrou grande número de suas pesquisas, visando o fruto mais importante: os leitões que ela produzirá. Eles geralmente nascem com 1,5 kg. As marrãs (como são chamadas as fêmeas na puberdade), começam a receber alimentação diferenciada do plantel a partir dos 50kg para crescer com boa ossatura e apresentar o cio mais rápido. Em um período compreendido entre 220 a 230 dias, a marrã já atinge a marca dos 140 quilos, e está pronta para iniciar o processo reprodutivo, permanecendo em produção por 2 a 3 anos. Na Suinocultura, cada fêmea produz, em média, 24 suínos por ano, o que representa um total de 2,4 mil quilos de carne no mesmo período. A alimentação básica é o milho e o farelo de soja, o que torna o custo da carne suína altamente dependente do preço destes alimentos.

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Dr. Reginaldo Lopes Minaré, diretor da Pró-Terra, fará palestra sobre o Projeto de Lei de Biossegurança – considerações jurídicas

Coordenador do Comitê Jurídico da Pró-Terra, o Dr. Minaré participará do Seminário Nacional de Biossegurança

O Dr. Reginaldo Lopes Minaré, coordenador do Comitê Jurídico da Pró-Terra – Associação Brasileira de Tecnologia, Meio Ambiente e Agronegócios (www.proterra.org.br) participará do Seminário Nacional de Biossegurança que será realizado em São Paulo, nos dias 3 e 4 de junho. Em sua palestra, entitulada Considerações Jurídicas sobre o Projeto de Lei de Biossegurança, o Dr. Minaré deverá abordar, entre outras questões, o conflito entre a atual Lei de Biossegurança e a Lei Ambiental, destacando como o projeto da nova lei de biossegurança poderá resolver as contradições existentes hoje.
Outro destaque da palestra será a competência legislativa concorrente em matéria de biossegurança. “Trata-se de uma lei que aborda uma série de matérias relativas à agricultura, saúde e meio ambiente, e há uma regra constitucional estabelecendo competência concorrente entre os integrantes da federação nessas áreas, sendo que à União cabe legislar de forma geral e aos demais integrantes legislar de forma suplementar, atendendo suas peculiaridades”, explica o Dr. Minaré.
As legislações estaduais, portanto, não podem ser contrárias ao que determina a União, a não ser quando demonstrada uma peculiaridade que justifique o tratamento diferenciado. “Hoje a legislação federal e as estaduais formam uma manta de retalhos e não há um amadurecimento sobre o limite de competências e o que caracterizaria uma peculiaridade para fins de biossegurança, o que acaba por provocar situações como as dos Estados do Paraná e do Rio de Janeiro, por exemplo”, afirma o Dr. Minaré.
Mestre em Direito, o Dr. Reginaldo Lopes Minaré atua como professor no Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), responsável pela discipina Introdução ao Estudo do Direito nos cursos de Direito e Relações Internacionais. Já atuou como Assessor Jurídico da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança – CTNBio e integrou o Grupo de Trabalho criado para elaborar o Código de Ética das Manipulações Genéticas – Portaria MCT nº 546, de 2002.
O Seminário Nacional de Bissegurança terá palestra magna do senador Marco Maciel. Participam também, como palestrantes, o Dr. José Fernando Perez (Fapesp); Dra. Luciana Di Ciero (ESALQ); Dra. Mayana Zatz (USP); e o Dr. Edmundo Klotz (ABIA). Entre outras personalidades importantes, estarão presentes o senador Leomar Quintanilha, senador Aloísio Mercadante, Deputado Federal Darcisio Perondi, Dr. Luiz Antonio Pinazza (ABAG), Dr. Márcio de Castro Silva Filho (ESALQ) e Eng. Iwao Miyamoto (ABRASEM).


SEMINÁRIO NACIONAL DE BIOSSEGURANÇA
Data: 3 e 4 de junho
Horários:
- dia 3 – 8h30 a 18h20
- dia 4 – 8h30 a 17 h
- Palestra do Dr. Reginaldo Lopes Minaré: dia 4 de junho, 10h30

Local: Federação do Comércio do Estado de São Paulo - Prédio do SESC - Av. Paulista, 119 (próximo à estação de metrô Paraíso)

Entrevistas
O Dr. Minaré está à disposição para entrevistas sobre o tema.
A íntegra da palestra estará disponível no site da Pró-Terra a partir do dia 5 de junho (www.proterra.org.br).


PRÓ-TERRA
Associação Brasileira de Tecnologia, Meio Ambiente e Agronegócios

Criada em 31 de janeiro de 2004, a Pró-Terra surgiu da reflexão e do esforço de um grupo interdisciplinar de profissionais preocupados com os rumos do agronegócio. Aberta a ambientalistas, cientistas, profissionais e empresas relacionadas ao setor, a associação tem como meta promover e acelerar o desenvolvimento do agronegócio brasileiro — respeitando seus aspectos ambientais, sociais e éticos —, ampliando cada vez mais os benefícios a todos os envolvidos: produtores, comerciantes, consumidores e a comunidade em geral.

A Pró-Terra acredita que todos os tipos de agricultura têm as suas vantagens e desafios, e que o consenso e a boa informação trabalham para a convivência saudável do agronegócio. Por essa razão, promove a criação, a expansão e a aplicação do conhecimento nas várias áreas da agricultura: convencional, orgânica, hidroponia e biotecnologia. Os recursos da Pró-Terra vêm da contribuição dos associados e mantenedores; de doações e legados recebidos de terceiros; e de doações dirigidas para um fim específico por parte interessada. A associação incentiva o maior número possível de parcerias e de programas de estágios.

MAIS INFORMAÇÕES
Printec Comunicação, assessoria de imprensa da Pró-Terra
Tel: 11 – 5182-1806
Jornalistas:
Vanessa Godoy: vanessa.godoy@printeccomunicacao.com.br
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www.proterra.org.br

Dieta rica em soja pode reduzir risco de câncer de útero

Um estudo do Instituto do Cancer de Xangai, na China, com 1,7 mil mulheres apontou que quanto mais soja é ingerida diariamente, menores são os riscos de câncer. A pesquisa foi publicada na revista especializada British Medical Journal.
Regimes com bastante soja já foram recomendados para reduzir risco de câncer de mama. Alguns estudos apontam que a soja pode combater outros tipos de câncer e doenças cardíacas.

Países ocidentais
O estudo chinês avaliou 832 mulheres de Xangai, entre 30 e 69 anos, que tiveram câncer detectado entre 1997 e 2001, e 846 mulheres saudáveis da mesma faixa etária.
Os pesquisadores analisaram a relação entre o consumo de soja e o desenvolvimento do câncer durante cinco anos.
A incidência de câncer de colo de útero em países asiáticos é entre 20% e 66% menor do que nos países ocidentais. Especialistas acreditam que um dos motivos é que a dieta dos asiáticos é muito mais rica em soja.
“Fatores alimentares podem ter um papel importante nesta variação internacional”, afirma o professor Xiao Ou Shu, um dos pesquisadores que assina o estudo.
Ele reconhece, no entanto, que algumas hipóteses da pesquisa ainda precisam de mais investigação. Ainda não está claro, por exemplo, se mulheres obesas se beneficiam mais de dietas ricas em soja.

Obesidade
O pesquisador britânico Tim Key, da Unidade de Pesquisa em Câncer da Universidade de Oxford, diz que a pequisa chinesa se soma a outros estudos que sugerem a soja como forma de reduzir risco de câncer de colo de útero.
“Em geral, as informações parecem razoavelmente consistentes sobre a redução de riscos para esse tipo de câncer”, diz Key.
“Já para o câncer de mama, as evidências sobre a redução do risco com alimentação baseada em soja são bem menos consistentes.”
O pesquisador britânico diz que não recomendaria mulheres a comerem mais soja. “Não há evidência de que faça mal, mas as avaliações sobre benefícios à saúde ainda não são claras.”
Segundo ele, o maior fator de risco para o câncer de colo de útero é a obesidade.

Fonte: BBC

MAPA CRIA GRUPO PARA DEFINIR MEDIDAS ADICIONAIS DE CONTROLE DA SOJA

Até a próxima segunda-feira (31/05), o Mistério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) deve elaborar uma instrução normativa estabelecendo medidas adicionais para reforçar o controle da qualidade e da fitossanidade da soja. “Criamos um grupo de trabalho para preparar a proposta”, anunciou hoje (28/05) o ministro interino da Agricultura, Amauri Dimarzio. Pouco antes, ele presidiu uma reunião entre os representantes do Mapa e da cadeia produtiva da soja para debater o impasse surgido a partir da decisão da China de embargar navios carregados com a oleaginosa brasileira, a pretexto de que conteriam sementes tratadas com agroquímicos misturadas aos grãos.
“Não queremos que casos como esse voltem a se repetir, porque causam grandes prejuízos ao país”, afirmou Dimarzio. Esclareceu, porém, que essa situação ocorreu apenas no Rio Grande do Sul. “Até o momento, não detectamos nenhuma mistura de sementes tratadas com fungicidas aos grãos em carregamentos de soja dos demais estados.” Segundo ele, o grupo criado para discutir a instrução normativa tem técnicos do Mapa, da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), da Associação Brasileira das Indústrias de Óleo Vegetais (Abiove), entre outros. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também participará do trabalho.
Dimarzio destacou que até agora o Mapa não recebeu nenhum comunicado oficial da China indicando quais os percentuais de sementes tratadas com agroquímicos encontrados em cargas de soja procedentes do Brasil. Independentemente disso, acrescentou, o governo pretende analisar o assunto em toda sua extensão. “Também queremos saber quais os limites tolerados pelos nossos principais concorrentes no mercado internacional.” O ministro interino ressaltou ainda que outros importadores de soja brasileira, como os países europeus, nunca impuseram regras semelhantes às usadas pelos chineses.
Na próxima terça-feira, Dimarzio vai ao porto de Rio Grande, acompanhado por técnicos do Mapa. “Vou visitar empresas e armazéns. Temos que entender todo problema antes de tomar uma decisão”, adiantou o ministro interino, enfatizando que os delegados federais de Agricultura dos principais estados produtores de soja participaram da reunião no Mapa.
Para o presidente da Anec, Sérgio Mendes, os níveis de tolerância de mistura de sementes aos grãos de soja devem ser definidos entre os compradores e os vendedores. De acordo com ele, o contrato fornecido pela Anec aos seus associados para as negociações de soja prevê tolerância de 0,2% ppm (parte por milhão), o mesmo fixado pela Anvisa. “O contrato existe há 40 anos e jamais houve problema dessa ordem.” A Anec defende que esse índice seja estabelecido, no caso do carboxim (um tipo de fungicida), em 0,08% ppm.

Fonte: MAPA

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