Os 31 produtores rurais autorizados pelo governo federal a cultivar soja transgênica no Paraná e identificados pela Seab - Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento começam a escoar a safra. Na semana passada, três carretas descarregaram no Porto de São Francisco do Sul a safra de cinco produtores da região de Pato Branco (Sudoeste do estado). Eles são os primeiros no Paraná a escoar a safra transgênica. Agricultores de mais cinco regiões do estado, que também possuem o termo de produção de transgênicos, devem colher e transportar a produção até o fim do mês.
A soja transgênica colhida na Região de Pato Branco seguiu em caminhões lacrados pela Seab. As carretas foram fiscalizadas nas barreiras montadas pela secretaria na divisa do Paraná com Santa Catarina. Um único itinerário foi usado: a soja transgênica deixou o Sudoeste do estado por Palmas e seguiu por União da Vitória, Curitiba e Joinville até chegar em São Francisco do Sul, onde foi descarregada no porto.
Dos 575 agricultores que possuem o aval do Ministério da Agricultura para cultivar a soja transgênica, apenas 31 foram identificados pela Seab. Segundo o chefe da divisão da defesa sanitária vegetal da secretaria, Carlos Alberto Salvador, o governo do estado solicitou os nomes dos produtores ao Ministério da Agricultura, mas não obteve a lista. A Seab chegou aos produtores por intermédio de denúncias anônimas.
Dos produtores identificados, nove estão na Região de Pato Branco. Adair Baú, em Coronel Vivida, colheu sua lavoura na semana passada e entregou a produção a Coamo Agroindustrial Cooperativa. Mesmo não revelando qual foi a sua produção, o agricultor afirmou ter aprovado a experiência. Segundo ele, a lavoura resistiu melhor a estiagem e representou um custo menor que a soja convencional. “Se for liberado o plantio de transgênico no Paraná na próxima safra, vou plantar novamente”, disse.
Um produtor de Rio Bonito do Sul e outro de Umuarama colheram a safra transgênica no fim de semana e o escoamento depende da fiscalização da Seab. Em Francisco Beltrão, um pequeno agricultor está prestes a perder a produção por causa de dificuldade para colheita. Os outros dois produtores da região devem colher a safra nos próximos 20 dias. Em Ponta Grossa, foram identificados seis produtores, que juntos somam uma área de 29 hectares. Dentro de 15 dias, a lavoura deve ser colhida.
Fonte: Gazeta do Povo
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quarta-feira, abril 14, 2004
TRANSGÊNICOS : Monsanto tá nem aí
A Monsanto anunciará no dia 19 de abril, em bom português, que não está nem aí para a quebra da safra de soja gaúcha. E vai cobrar dos pequenos agricultores os royalties pela utilização ilegal das sementes transgênicas.
Fonte: www.claudiohumberto.com.br
Fonte: www.claudiohumberto.com.br
Inscrições para a 2ª Expoventre começam no dia 19
Os criadores de ventres das raças de bovinos corte, leite, ovinos e eqüinos já podem marcar em suas agendas a Expoventre de Outono, que acontece entre os dias 14 até 16 de maio. O palco para a exposição mais uma vez será o Parque de Exposições "Visconde de Ribeiro Magalhães". A exposição, promovida pela Associação/Sindicato Rural de Bagé e núcleos e associações de raças especializadas, será dotada de remates, julgamentos e shows. A novidade fica para a realização da Classificatória ao Freio de Ouro, organizada pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC). As inscrições são gratuitas e podem ser efetuadas a partir do dia 19 de abril, nos núcleos, associações ou na Rural de Bagé.
A Expoventre tem um cunho comercial de ventres. É uma feira baseada nos moldes da Expofeira de Bagé, diferenciando-se pela concentração na venda de ventres. Para esse evento, serão aceitas inscrições de animais registrados, bem como de ventres de cruzamento industrial.
De acordo com o presidente da Rural, Paulo Ricardo de Souza Dias, a entidade está promovendo mais uma Expoventre porque acredita na vocação da região que é a Pecuária. Ele destaca que a Rural tem como filosofia oferecer nova oportunidade de negócios para gado, voltado desta vez especificamente a ventres. "É uma ótima oportunidade para comprar e vender. Os vendedores trazem animais com custos de produção de verão, podendo trazer ventres ou prenhes, nesse caso agregando valor ao produto. Aos compradores é uma excelente oportunidade de adquirirem ventres de genética superior, contando inclusive com financiamentos bancários", observa Dias.
O sucesso comercial da primeira edição, segundo Dias, estimula ainda mais a entidade a promover diversificação de atividades na Expoventre. Além dos remates coordenados pelos núcleos e raças especializadas serão realizados leilões especializados, como o da Ana Paula Agropastoril, São José e Recreio e o Remate Campeiro.
Márcia Godinho Marinho - Assessora de Imprensa - (53) 99599914
A Expoventre tem um cunho comercial de ventres. É uma feira baseada nos moldes da Expofeira de Bagé, diferenciando-se pela concentração na venda de ventres. Para esse evento, serão aceitas inscrições de animais registrados, bem como de ventres de cruzamento industrial.
De acordo com o presidente da Rural, Paulo Ricardo de Souza Dias, a entidade está promovendo mais uma Expoventre porque acredita na vocação da região que é a Pecuária. Ele destaca que a Rural tem como filosofia oferecer nova oportunidade de negócios para gado, voltado desta vez especificamente a ventres. "É uma ótima oportunidade para comprar e vender. Os vendedores trazem animais com custos de produção de verão, podendo trazer ventres ou prenhes, nesse caso agregando valor ao produto. Aos compradores é uma excelente oportunidade de adquirirem ventres de genética superior, contando inclusive com financiamentos bancários", observa Dias.
O sucesso comercial da primeira edição, segundo Dias, estimula ainda mais a entidade a promover diversificação de atividades na Expoventre. Além dos remates coordenados pelos núcleos e raças especializadas serão realizados leilões especializados, como o da Ana Paula Agropastoril, São José e Recreio e o Remate Campeiro.
Márcia Godinho Marinho - Assessora de Imprensa - (53) 99599914
terça-feira, abril 13, 2004
TRANSGÊNICOS : Ministério da Agricultura fiscaliza irregularidades na rotulagem dos transgênicos
O delegado federal do Ministério da Agricultura no Rio grande do Sul, Francisco Signor, disse que o significativo número de irregularidades encontradas na fiscalização da rotulagem dos produtos transgênicos no estado, são injustificadas. Segundo ele, toda a cadeia produtiva foi devidamente informada sobre os procedimentos com a soja transgênica. Signor ressaltou que basta fazer constar na nota fiscal que o produto é geneticamente modificado, o que é feito sem nenhum custo adicional.
De acordo com o delegado as equipes de fiscalização do ministério estão encontrando irregularidades no campo, nas unidades armazenadoras e nas indústrias. Ele destacou que se for comprovada a presença de transgenia nas amostras coletadas, será aplicada multa. O valor inicial da punição é de R$ 16,1 mil, mais acréscimo de R$ 1,6 mil por tonelada do produto.
“Estamos detectando, principalmente, a ausência de dizeres, no corpo dos documentos fiscais, de que a soja que transita ou está armazenada, é geneticamente modificada. Este é o maior índice de irregularidade encontrada até agora”, explicou Signor. O trabalho de fiscalização das 20 equipes, que iniciou nesta segunda-feira (12) em várias regiões gaúchas, vai durar 30 dias.
Fonte: Agência Brasil
De acordo com o delegado as equipes de fiscalização do ministério estão encontrando irregularidades no campo, nas unidades armazenadoras e nas indústrias. Ele destacou que se for comprovada a presença de transgenia nas amostras coletadas, será aplicada multa. O valor inicial da punição é de R$ 16,1 mil, mais acréscimo de R$ 1,6 mil por tonelada do produto.
“Estamos detectando, principalmente, a ausência de dizeres, no corpo dos documentos fiscais, de que a soja que transita ou está armazenada, é geneticamente modificada. Este é o maior índice de irregularidade encontrada até agora”, explicou Signor. O trabalho de fiscalização das 20 equipes, que iniciou nesta segunda-feira (12) em várias regiões gaúchas, vai durar 30 dias.
Fonte: Agência Brasil
TRANSGÊNICOS : Rotulagem causa desconfiança
O Decreto Federal 4.680/03, que regulamenta as regras de rotulagem para os produtos que contenham transgênicos também desperta a desconfiança dos ambientalistas. As entidades da Campanha por um Brasil Livre de Transgênicos afirmam que cabe ao governo Lula decidir politicamente se o decreto realmente será cumprido e produzirá efeitos práticos ou se será “mais um no rol das leis natimortas”. O boletim da campanha critica o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, que pediu a Casa Civil à flexibilização dos procedimentos que regerão a fiscalização do decreto de rotulagem: “Foi uma forma de facilitar a fiscalização ou de esvaziar o decreto e criar mais um fato consumado, impondo a população o consumo de transgênicos de forma descontrolada?”, indaga o texto.
O decreto do governo prevê que os produtos que contenham soja transgênica da safra de 2003 estão desobrigados de exibir o símbolo de identificação (a letra “T”, envolta por um triangulo amarelo), mas deverão trazer em seus rótulos a frase “pode conter soja transgênica”. As empresas que se incluírem neste caso terão que provar estar utilizando soja modificada da safra de 2003 através da apresentação de nota fiscal ou outro documento aceito pelas autoridades governamentais. A partir da atual safra, todo produto com mais de 1% de transgênicos em sua composição deve ser rotulado. A multa para as empresas infratoras pode variar de R$ 200 a R$ 3 milhões, dependendo da gravidade do caso.
A fiscalização da rotulagem caberá ao Ministério da Agricultura (no campo), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa, nos estados e municípios) e aos Procons (nos estabelecimentos comerciais). O Ministério da Agricultura fará o rastreamento da soja transgênica a partir dos Termos de Compromisso, Responsabilidade e Ajustamento de Conduta assinado pelos agricultores gaúchos. Por meio de notas fiscais, segundo o ministério, será possível identificar com rapidez todos os elos de comercialização da soja modificada plantada no país.
Fonte: Agência Carta Maior
O decreto do governo prevê que os produtos que contenham soja transgênica da safra de 2003 estão desobrigados de exibir o símbolo de identificação (a letra “T”, envolta por um triangulo amarelo), mas deverão trazer em seus rótulos a frase “pode conter soja transgênica”. As empresas que se incluírem neste caso terão que provar estar utilizando soja modificada da safra de 2003 através da apresentação de nota fiscal ou outro documento aceito pelas autoridades governamentais. A partir da atual safra, todo produto com mais de 1% de transgênicos em sua composição deve ser rotulado. A multa para as empresas infratoras pode variar de R$ 200 a R$ 3 milhões, dependendo da gravidade do caso.
A fiscalização da rotulagem caberá ao Ministério da Agricultura (no campo), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa, nos estados e municípios) e aos Procons (nos estabelecimentos comerciais). O Ministério da Agricultura fará o rastreamento da soja transgênica a partir dos Termos de Compromisso, Responsabilidade e Ajustamento de Conduta assinado pelos agricultores gaúchos. Por meio de notas fiscais, segundo o ministério, será possível identificar com rapidez todos os elos de comercialização da soja modificada plantada no país.
Fonte: Agência Carta Maior
TRANSGÊNICOS : Monsanto insiste em cobrar royalties
Apesar do apoio da Farsul aos transgênicos, os agricultores gaúchos e a Monsanto começam a se estranhar. Por causa da estiagem que atingiu 176 municípios e provocou uma quebra de 30% na safra de soja do Rio Grande do Sul, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag) encaminhou uma carta a multinacional, pedindo que a empresa não cobre royalties dos pequenos produtores que cultivaram a soja transgênica. A entidade alega que, com a seca, esses pequenos produtores não terão condições de arcar com as despesas da lavoura. A Fetag já conseguiu o apoio da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul, e agora pretende convencer outras entidades representativas de produtores a pressionar pela suspensão parcial da cobrança de royalties.
Por intermédio de sua assessoria de imprensa, a Monsanto afirmou que não pretende desistir da cobrança dos royalties: “Todos devem buscar, em conjunto, alternativas para minimizar o impacto causado por esta variável incontrolável, que é o clima”, diz a nota da empresa, que admite que a estiagem tem causado dificuldades para a agricultura no Estado: “Para a Monsanto, trata-se de um assunto que afeta toda a cadeia produtiva, incluindo agricultores, fornecedores de insumos, agentes financiadores, governo, exportadores, indústrias de agroquímicos, etc”, diz o texto.
Os produtores gaúchos e a Monsanto chegaram a um acordo sobre a cobrança de royalties “pela propriedade intelectual e investimentos em pesquisa” da soja modificada em janeiro, após quase um ano de negociação. Para garantir a arrecadação dos royalties, a Monsanto contratou a empresa de auditoria PriceWaterHouseCoopers, que espalhou auditores em todos os postos de recebimento de soja do Rio Grande do Sul.
Fonte: Agência Carta Maior
Por intermédio de sua assessoria de imprensa, a Monsanto afirmou que não pretende desistir da cobrança dos royalties: “Todos devem buscar, em conjunto, alternativas para minimizar o impacto causado por esta variável incontrolável, que é o clima”, diz a nota da empresa, que admite que a estiagem tem causado dificuldades para a agricultura no Estado: “Para a Monsanto, trata-se de um assunto que afeta toda a cadeia produtiva, incluindo agricultores, fornecedores de insumos, agentes financiadores, governo, exportadores, indústrias de agroquímicos, etc”, diz o texto.
Os produtores gaúchos e a Monsanto chegaram a um acordo sobre a cobrança de royalties “pela propriedade intelectual e investimentos em pesquisa” da soja modificada em janeiro, após quase um ano de negociação. Para garantir a arrecadação dos royalties, a Monsanto contratou a empresa de auditoria PriceWaterHouseCoopers, que espalhou auditores em todos os postos de recebimento de soja do Rio Grande do Sul.
Fonte: Agência Carta Maior
TRANSGÊNICOS : Fiscalização de rotulagem é reforçada no Sul
O Ministério da Agricultura intensificou a fiscalização da rotulagem de produtos transgênicos no Rio Grande do Sul. Quarenta técnicos iniciam esta semana visitas a cooperativas, armazéns e indústrias de rações, farelo e alimentos de origem animal no interior do Estado. A inspeção deverá durar 30 dias. O delegado federal do ministério Francisco Signor acompanhará o trabalho das 20 equipes e disse não esperar maiores problemas no Estado porque há informações suficientes sobre a legislação.
Signor explica que todos os produtos que contenham mais de 1% de organismos geneticamente modificados (OGMs) devem ser identificados por rótulo especial. Segundo ele, o objetivo do ministério é assegurar o cumprimento das novas regras de rotulagem em vigor no País. Signor alerta que os técnicos do ministério têm poder para aplicar punições administrativas aos infratores,incluindo suspensão da comercialização ou perda do produto que contiver transgênicos, sem a informação.
As amostras coletadas serão analisadas em laboratórios credenciados pelo ministério no estado. Os resultados devem ser divulgados dentro de 15 dias. Caso haja comprovação laboratorial de que a indústria está usando grãos transgênicos em seus produtos sem identificação, o ministério acionará os órgãos estaduais de defesa do consumidor para que apliquem a multa estipulada no decreto 4.680. O valor inicial da punição é de R$ 16,1 mil, mais acréscimo de R$ 1,6 mil por tonelada do produto.
Fonte: Jornal do Commercio
Signor explica que todos os produtos que contenham mais de 1% de organismos geneticamente modificados (OGMs) devem ser identificados por rótulo especial. Segundo ele, o objetivo do ministério é assegurar o cumprimento das novas regras de rotulagem em vigor no País. Signor alerta que os técnicos do ministério têm poder para aplicar punições administrativas aos infratores,incluindo suspensão da comercialização ou perda do produto que contiver transgênicos, sem a informação.
As amostras coletadas serão analisadas em laboratórios credenciados pelo ministério no estado. Os resultados devem ser divulgados dentro de 15 dias. Caso haja comprovação laboratorial de que a indústria está usando grãos transgênicos em seus produtos sem identificação, o ministério acionará os órgãos estaduais de defesa do consumidor para que apliquem a multa estipulada no decreto 4.680. O valor inicial da punição é de R$ 16,1 mil, mais acréscimo de R$ 1,6 mil por tonelada do produto.
Fonte: Jornal do Commercio
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