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sexta-feira, junho 23, 2017
EMBRAPA: Boas práticas são essenciais para bons resultados na vacinação de bovinos
Além do uso de tecnologias, a adoção de boas práticas é fundamental para o sucesso das atividades na agricultura e pecuária. No caso de bovinos, as boas práticas de vacinação têm como principal finalidade prevenir a ocorrência e a disseminação de doenças. Além de promover o bem-estar animal, a vacinação minimiza os prejuízos econômicos provocados pelas doenças, como perdas na produção e reprodução, tanto em gado de corte quanto de leite.
A pesquisadora da Embrapa Gado de Corte, Vanessa Felipe de Souza, explica que é necessário associar o uso de produtos confiáveis e os cuidados na aplicação, com boas condições de saúde para que o animal possa desenvolver uma resposta imune satisfatória.
Ela acrescenta que a maioria dos problemas relacionados à vacinação ocorrem durante a aplicação, que resultam em lesões no local de aplicação e acidentes durante o manejo, que podem levar à redução de rendimento da carcaça pela remoção de partes impróprias para consumo durante a toalete no frigorífico. Para obter o máximo de benefícios da vacinação é preciso seguir alguns cuidados de boas práticas.
Compra e armazenamento
Ao efetuar a compra das vacinas, é necessário ficar atento à procedência, à data de validade e às instruções de uso e de conservação. A temperatura deve ser mantida entre +2ºC e +8ºC. As vacinas devem ser transportadas em caixa térmica, vedada com fita adesiva, com proporção de três partes de gelo para uma parte de frascos.
Hora de vacinar
Somente os animais sadios devem ser vacinados. A vacina deve ser aplicada nos locais indicados pelos fabricantes, geralmente, na tábua do pescoço (intramuscular) ou embaixo da pele (subcutânea).
É bom lembrar que a seringa - ou pistola - e o frasco em uso devem ser mantidos dentro da caixa de isopor enquanto a vacina não estiver sendo aplicada, assim como todos os equipamentos devem ser mantidos em local limpo no decorrer dos trabalhos.
A pesquisadora destaca que a questão da higiene é fundamental na hora da vacinação e recomenda a desinfecção de agulhas e pistolas, por fervura em água, durante pelo menos 15 minutos. “Além disso, durante a vacinação, deve ser feita a troca de agulha, por exemplo, a cada dez animais ou recarga da pistola. A introdução repetida de agulhas já utilizadas no frasco predispõe a contaminação do produto e pode provocar abscessos nos animais. Ao final da vacinação, seringas e pistolas devem ser guardadas depois de lavadas, desinfetadas e secas”, explica.
Ela lembra que é recomendado que os animais sejam contidos individualmente no tronco para a aplicação da vacina, pois isso diminui o risco de quebra de agulhas, refluxo do produto, perda de doses e acidentes com trabalhadores e animais. “A vacinação deve ser feita, preferencialmente, nos períodos mais frescos do dia, com tranquilidade, sem correrias e barulhos excessivos, a fim de evitar estresses desnecessários”, complementa.
Recomendações gerais
Animais doentes ou submetidos a atividades desgastantes, como longas caminhadas ou viagens, não devem ser vacinados. Nunca devem ser utilizadas agulhas sujas, enferrujadas ou com pontas rombudas.
Após a primeira vacinação contra alguma doença é preciso aplicar uma segunda dose, aproximadamente quatro semanas depois ou a critério do médico veterinário (exceto para vacinação contra brucelose, em que uma única dose é indicada para fêmeas de três a oito meses de idade).
O procedimento é importante para alcançar os níveis desejados de proteção, pois em muitos casos a resposta a uma única dose pode ser baixa e de curta duração, principalmente quando ainda existe a presença de anticorpos maternos. Dependendo da doença, o intervalo para os reforços vacinais pode variar, por isso é importante o acompanhamento por um médico veterinário, que irá orientar sobre quais vacinas são indicadas em cada caso específico, assim como o período mais adequado para aplicação, a fim de evitar os prejuízos causados pela ocorrência de doenças que podem ser prevenidas pela vacinação.
Texto e fotos: Kadijah Suleiman (MTb 22.729/RJ), jornalista Embrapa Gado de Corte
Telefone: (67) 3368-2203
segunda-feira, junho 19, 2017
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segunda-feira, maio 29, 2017
EMBRAPA: Cheia no Pantanal deverá atingir cerca de quatro metros e meio na metade do ano
Embrapa prevê inundações dentro da normalidade para a região
O pico da cheia pantaneira de 2017 deve ocorrer em meados de junho, quando o nível do rio Paraguai deverá chegar a aproximadamente 4,5 metros na estação de Ladário (MS). As informações são do pesquisador Carlos Padovani, da Embrapa Pantanal, que realiza análises de dados meteorológicos, pluviométricos, hidrológicos e de outras áreas que possam influenciar a cheia anual da região. A inundação deste ano é considerada dentro da normalidade, diz Padovani, ainda que a fase de enchente tenha se prolongado em relação ao ano passado.
“Este ano, devido ao volume de chuvas registrado em toda a bacia do Alto Paraguai – tanto no norte quanto no sul – não é possível esperar que o nível dos rios suba muito. Não tivemos uma grande quantidade de precipitações para abastecê-los”, afirma o pesquisador. “As bacias do rio Paraguai, do rio Cuiabá e São Lourenço são as três maiores bacias que contribuem com as águas do Pantanal. Um grande volume de água da nossa cheia vem das chuvas que caem no Mato Grosso”, completa.
Mesmo que o volume de chuvas não tenha levado a uma enchente acima do esperado, Padovani afirma que a continuidade das precipitações normalmente diminui a partir de março, mas as chuvas continuaram após esse período em 2017 e isso pode ter levado ao prolongamento da subida das águas. “Para a região logo acima e abaixo de Ladário, outro fator que deve ter influenciado a continuidade da subida das águas é o rio Taquari, que permaneceu acima da cota de alerta de 4 metros na altura da régua de Coxim durante vários dias nos meses de dezembro a março”.
As enchentes de 4 a 5 metros estão longe dos níveis mais altos atingidos pelo rio Paraguai na região, afirma Padovani. “Considerando que as maiores cheias já registradas na estação de medição de Ladário marcaram entre 6 e 7 metros, a de 2017 – com o nível máximo estimado entre 4 e 5 metros – está 2 metros abaixo dessas grandes inundações. Com o propósito de comparação, deve-se considerar, ainda, que o intervalo de nível máximo de cheia entre 5 e 5,5 metros para o rio Paraguai em Ladário é o mais comum, tendo ocorrido 30 vezes desde que se iniciaram as medições em 1900”.
De acordo com o pesquisador, o rio Paraguai praticamente não inunda o Pantanal quando atinge até 4 metros – a não ser no caso das regiões mais baixas, próximas às margens do rio. “Acima desse valor, temos a possibilidade de inundações maiores”, diz. É nesses casos que ele afirma haver um certo risco, seja para moradores de comunidades ribeirinhas ou para rebanhos bovinos mantidos nas áreas mais baixas, de que estes sejam afetados pelas cheias, tendo que ser removidos para partes mais altas.
Padovani ressalta, porém, que algumas regiões podem ser inundadas se houver um volume significativo de chuvas locais, embora não haja indicativos de uma grande cheia até o momento. “Os rios Aquidauana e Miranda são rios de bacias pequenas e com relevo bem acidentado em relação às outras. São bacias que respondem muito rapidamente às chuvas, em termos de horas. Se há chuvas muito intensas nas partes mais altas dessas bacias, eles podem subir alguns metros, já que respondem muito rapidamente”.
Nicoli Dichoff (Mtb 3252/SC)
pantanal.imprensa@embrapa.br
Núcleo de Comunicação Organizacional (NCO)
Embrapa Pantanal
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
Corumbá/ MS
quinta-feira, maio 25, 2017
Comunicado CNC: Projeto Café Forte e Prêmio CNC de Jornalismo
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Atos terroristas em Brasília foram planejados na Câmara com políticos do PCdoB, PT e PSOL
Por Marcelo Faria - 25/05/2017 no ILISP
Os atos terroristas que destruíram ontem (25) prédios e outros itens em Brasília construídos com dinheiro dos pagadores de impostos não apenas foram financiados com o dinheiro tomado a força dos trabalhadores por meio do imposto sindical, como foram planejados em conjunto com deputados do PCdoB, PT e PSOL.
De acordo com imagem divulgada no Twitter oficial do deputado federal José Guimarães (PT-CE), foi realizada uma reunião na Câmara dos Deputados, na tarde da última terça-feira (23), para tratar da organização dos atos terroristas. Participaram da reunião os deputados federais Assis Melo (PCdoB-RS), Enio Verri (PT-PR), Glauber Braga (PSOL-RJ), José Guimarães (PT-CE), Orlando Silva (PCdoB-SP) e Paulo Teixeira (PT-SP), além do senador Humberto Costa (PT-PE) e do líder terrorista Guilherme Boulos (MTST). O senador petista também divulgou uma foto do encontro em seu Twitter oficial.
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