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domingo, abril 19, 2015

Jorge Serrão: Tese petista "Partido para tempos de guerra" tenta convencer militância a combater os militares e a mídia



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net


Enquanto a cúpula do PT se apavora com a "Lava Jato" e escala um Tesoureiro de emergência (torcendo que não seja mais um a acabar preso), vale a pena analisar, com todo cuidado, um documento repleto de pérolas do pensamento político nazicomunopetralha. Trata-se do livreto de 165 páginas: "Caderno de Teses para o 5º Congresso Nacional do PT". O evento será realizado entre 11 e 13 de junho, em Salvador, na Bahia. O título da primeira "tese" da publicação chama atenção: "Um Partido para Tempos de Guerra". Nas 37 páginas iniciais do material, o discurso é ofensivo e autocrítico: "O Partido que temos não está à altura dos tempos em que vivemos. Das direções até as bases, é preciso realizar transformações profundas. Precisamos de um partido para tempos de guerra".


Seria um grito de "Golpe"? Logo no começo, o documento sintetiza os objetivos nesta "guerra": "Ocupar as ruas, construir uma Frente Democrática e Popular, mudar a estratégia do Partido e a linha do governo". Os ideólogos petistas fazem uma constatação clara e ululante: "O Partido dos Trabalhadores está diante da maior crise de sua história. Ou mudamos a política do Partido e a política do governo Dilma; ou corremos o risco de sofrer uma derrota profunda, que afetará não apenas o PT, mas o conjunto da esquerda política e social, brasileira e latinoamericana. A crise do PT decorre, simultaneamente, de nossas realizações e de nossas limitações".
Também fala na constituição de "uma frente popular em defesa da democracia e das reformas: "O programa mínimo desta Frente Democrática e Popular deve incluir a revogação das medidas de ajuste recessivo; o combate à corrupção; a reforma tributária com destaque para o imposto sobre grandes fortunas; a defesa da Petrobrás e da industrialização nacional; a ampliação das políticas públicas universais como saúde e educação; a reforma política e a democratização da mídia. A Frente Democrática e Popular é essencial para derrotar o golpismo e libertar o governo da chantagem peemedebista. Mas o objetivo principal da Frente Democrática e Popular é lutar por transformações estruturais, sendo para isto necessário construir instrumentos de articulação política e de comunicação de massas que nos permitam enfrentar e vencer o oligopólio da mídia".

Outro ponto focal da tese petista é uma mudança radical na estratégia do partido: "Se queremos melhorar a vida do povo, se queremos ampliar a democracia, se queremos afirmar a soberania nacional, se queremos integrar a América Latina, se queremos quebrar a espinha dorsal da corrupção, é preciso realizar reformas estruturais no Brasil, que permitam à classe trabalhadora controlar as principais alavancas da economia e da política nacional. Para isto, precisamos de uma aliança estratégica com as forças democrático-populares, com a esquerda política e social. Precisamos, também, combinar luta institucional, luta social e luta cultural. Recuperar o apoio ativo da maioria da classe trabalhadora, 4 ganhar para nosso lado parte dos setores médios que hoje estão na oposição, dividir e neutralizar a burguesia, isolando e derrotando o grande capital transnacional financeiro. Isso implica abandonar a conciliação de classe com nossos inimigos".

O texto do documento apela explicitamente para a militância e, implicitamente, para a "meliância" (aquele "exército de Stédile", convocado pelo grande líder $talinácio). Os ideólogos recomendam a imediata reocupação das ruas: "A oposição de direita controla parte importante do Judiciário, do Parlamento e do Executivo, em seus diferentes níveis. Agora está trabalhando intensamente para também controlar as ruas, utilizando para isto sua militância mais conservadora, convocada pelos meios de comunicação, mobilizada com recursos empresariais e orientada pelas técnicas golpistas das chamadas “revoluções coloridas”. Caso a direita ganhe a batalha de ocupação das ruas, não haverá espaço nem tempo para uma contraofensiva por parte da esquerda. Assim, a primeira tarefa de cada petista deve ser apoiar, participar, mobilizar e ajudar a organizar as manifestações programadas pelos movimentos e organizações das classes trabalhadoras".

O documento petista propõe, como quarta tarefa urgente, mudar o governo Dilma Rousseff - o que parece ser uma das missões quase impossíveis. Nem a "oposição" seria tão dura quanto a intelectualidade orgânica nazicomunopetralha, sempre apontando um "inimigo" a ser vencido e eliminado: "É plenamente possível derrotar a direita se tivermos para isto a ajuda do governo. É possível derrotar momentaneamente a direita, até mesmo sem a ajuda do governo. Mas é impossível impor uma derrota estratégica à direita, se a ação do governo dividir a esquerda e alimentar a direita. Por isto, o 5º Congresso do PT deve dizer ao governo: que os ricos paguem a conta do ajuste, que as forças democrático-populares ocupem o lugar que lhes cabe no ministério, que a presidenta assuma protagonismo na luta contra a direita, contra o “PIG” e contra a especulação financeira".

A "tese" nazicomunopetralha insiste em focar no "inimigo", inclusive tentando descredenciar as livres manifestações de milhões de brasileiros nas ruas: "Não se trata de descontentamento “republicano e pacífico”, nem da defesa “legítima” do impeachment. A mobilização da direita visa criminalizar não só o PT e o conjunto dos partidos de esquerda, mas também a classe trabalhadora nas suas mais diversas expressões, organizações e movimentos: os sem-terras, os sem-tetos, os sindicatos combativos, os grupos e entidades populares etc. Não pode ser outra a leitura do ódio presente nos atos do dia 15 de março, que abriram espaço até mesmo para manifestações ostensivas da extrema-direita e homenagem a um torturador identificado no relatório final da Comissão Nacional da Verdade".



O documento prossegue com um espetáculo de arrogância política, agora identificando claramente seus "inimigos" - militares da ativa e da reserva, junto com os meios de comunicação: "O Partido dos Trabalhadores defende que a solução para a crise política passa por mais democracia, não por menos democracia. Por isto reafirmamos nossa defesa da Assembleia Constituinte, da participação popular e da legitimidade dos processos eleitorais. Se a oposição de direita quer nos derrotar, que se organize para disputar as eleições de 2016 e 2018. Por isto mesmo, o PT defende tolerância zero com a facção golpista da direita. As articulações golpistas, especialmente as vindas de militares da ativa ou da reserva e de meios de comunicação, devem ser tratadas como determina a Constituição e a legislação nacional".


Do ponto de vista tático imediato da "guerra", o receituário nazicomunopetralha define duas ações básicas: é necessário relançar a campanha pela reforma política e pela mídia democrática, contribuindo para que o governo possa tomar 8 medidas avançadas nestas áreas e para sustentar a batalha que travaremos a respeito no Congresso Nacional. O PT precisa exercer mais do que um papel de figurante na luta pela democratização da mídia: deve engajar e orientar seus quadros e militantes a ajudar na construção das mobilizações que os movimentos sociais a duras penas têm construído no país nos últimos anos. (...) A militância do PT deve ser convocada a participar ativamente da luta pela reforma política, apoiando as iniciativas do movimento social e do partido, particularmente a mobilização da campanha do Plebiscito da Constituinte e a coleta de assinaturas da campanha do PT".


"Para consolidar toda essa ação de guerra, o PT foca em outra necessidade que eles já têm em andamento há muito tempo, através do financiamento milionário, com dinheiro público, de uma "mídia de aluguel": "Faz-se necessário, também, implementar uma política de comunicação do campo democrático e popular, iniciando pela construção de uma agência de notícias, articulada a mídias digitais (inclusive rádio e TV web), com ação permanente nas redes sociais, que sirva de retaguarda e de instrumento do campo democrático-popular na batalha de ideias, tomando como exemplos o papel cumprido pelo Muda Mais na campanha eleitoral de 2014 e as diversas experiências semelhantes existentes nas mídias partidárias, sindicais e sociais de esquerda. Esta agência de notícias deve estar articulada à produção de um jornal diário de massas, criando uma rede com o conjunto das publicações do campo democrático-popular e integrando esta ação de comunicação política com o amplo movimento cultural que está em curso neste país e que foi tão importante no segundo turno. A política de comunicação de que necessitamos se integra à política de cultura e de educação, com o objetivo de criar uma cultura de massas orientada por valores democrático-populares e socialistas, combatendo a crescente ofensiva conservadora no terreno das ideias".


Os petistas deixam claro em sua tese que, "para fazer reformas estruturais, necessitamos de força política e social, já que tais reformas de caráter democrático-popular contrariarão os interesses das classes dominantes no plano nacional e internacional". Os petistas também constatam uma fragilidade estrutural deles: "Por outro lado, chegamos ao governo, mas não conquistamos o poder. E aqueles setores políticos e sociais que detêm o poder estão cada vez mais ameaçando nossa continuidade no governo, como fica claro ao compararmos os resultados das eleições presidenciais desde 2002 até 2014".


Assim, para "seguir adiante", depois de muito discurso maniqueísta de convencimento da militância, os ideólogos petistas defendem: "Uma estratégia que reconheça que só é possível continuar melhorando a vida do povo se fizermos reformas estruturais. Que construa as condições políticas para fazer reformas estruturais. Que recoloque o socialismo como objetivo estratégico. Que constate que o grande capital é nosso inimigo estratégico. Que não acredite nos partidos de centro-direita como aliados. Que seja baseada na articulação entre luta social, luta institucional, luta cultural e organização partidária. Que retome a necessidade do partido dirigente e da organização do campo democrático-popular".


Em resumo, os ideólogos petistas desenham seu próprio drama existencial do momento, sinalizando com uma necessidade urgentíssima: "Convencer a nós mesmos, ao PT, de que precisamos sair da situação atual, em que buscamos melhorar as condições de vida do povo nos marcos do capitalismo, para uma nova situação, em que melhoraremos as condições de vida do povo através de reformas estruturais democrático-populares e de medidas de tipo socialista. Só retomaremos a condição de partido hegemônico no governo, se nos dispusermos a conquistar/construir as condições para sermos partido hegemônico no poder de Estado".


Esta fase mais radical das "teses" petistas tem como autores: Bruno Elias, Jandyra Uehara, Adriano Oliveira, Rosana Ramos, Valter Pomar e Iole Ilíada, em nome da Direção Nacional da tendência "Articulação de Esquerda". As demais "teses", na mesma linha de defesa do "socialismo", defendem exatamente a pregação anti-liberal sempre adotada no Brasil por ideólogos de direita ou de esquerda: "um Estado forte e indutor do desenvolvimento".


Desenhando e resumindo a ópera para quem ainda não entendeu ou não quis compreender: Se o PT for tirado do poder, via impeachment ou intervenção constitucional, seus militantes e meliantes estão prontos para partir para a guerra, na base da porrada real e objetiva. Quem pensa que Dilma possa renunciar, por algum motivo, pode tirar o cavalinho da chuva. O PT quer retomar a hegemonia e conquistar o poder de fato. Está escrito, para quem quiser e tiver saco de ler 165 páginas da cartilha nazicomunopetalha.

José Gobbo Ferreira: As teses do PT







Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por José Gobbo Ferreira


Para nossa alegria, o Partido dos Trabalhadores deu à luz sua versão dos Cadernos do Cárcere de Antonio Gramsci: são os “Cadernos de Teses para o 5º Congresso Nacional do PT”. É um calhamaço que poderia ter sido assinado por Hitler, Göbbels, Mussolini ou, naturalmente, Stalin. A primeira parte do documento, que discutiremos brevemente, tem o sugestivo título de “Um Partido para Tempos de Guerra”.


Os recentes sucessos dos Movimentos Sociais Liberais - MSL e da Operação Lava-Jato alertaram o partido que ele caminha para o abismo. Conforme nós dos MSL já acusamos (e o Deputado José Carlos Aleluia operacionalizou), a queda do PT arrastará consigo o foro de São Paulo - fSP e livrará nosso país da mais grave ameaça que pairava sobre nossas cabeças. Como o Brasil é a maior fonte de recursos desse grupo criminoso, sua destruição aqui se refletirá certamente por toda a América Latina.


Aquele bando de apátridas criou antolhos de realidade virtual que lhes permite achar progresso onde houve retrocesso, verdade onde existe a calúnia, conseguir defender ao mesmo tempo o fSP e a Soberania Nacional e ainda ver um Brasil que só existe no software por eles desenvolvido.


Em nenhum momento admitem que o caos econômico-social em que se debate o País foi obra deles mesmos. Malgrado exaustivos alertas e continuadas recomendações, o governo do PT conduziu sistematicamente o país à falência, por incompetência, por submissão ao fSP e pela paranoia da permanência no poder a qualquer custo, gastando para isso o suado dinheiro cuja guarda o povo brasileiro lhes tinha confiado. “Faremos o diabo para vencer essas eleições”. E fizeram. Mas o diabo não é um parceiro confiável. Depois de divertir-se com o espetáculo deprimente do mês de outubro, ele tinha outras tarefas mais fáceis para cumprir e foi-se embora.


Agora, se esforçam para colocar em terceiros a conta dos descalabros, que lhes cabe integralmente. Os bodes expiatórios são os de sempre: as zelites, a direita, a burguesia, o grande capital transnacional financeiro, a crise (que só existe para o Brasil) etc.


As manifestações alegres, pacíficas, democráticas e abrangentes do 15/03 e do 12/04 são descritas como manifestações de ódio contra as classes trabalhadoras.


Nesse documento, elegeram seus inimigos materiais: os militares da ativa e da reserva, juntamente com os meios de comunicação e defendem tolerância zero com aquilo que chamam de “facção golpista da direita”: “As articulações golpistas, especialmente as vindas de militares da ativa ou da reserva e de meios de comunicação, devem ser tratadas como determina a Constituição e a legislação nacional". E deixam implícito que os vandalismos das chamadas organizações sociais, invadindo, saqueando, queimando, destruindo, bloqueando estradas e ruas e semeando a baderna e a insegurança devem ser considerados como manifestações justas, legais e democráticas, com o direito de receber um tratamento paternalista e cooperativo das autoridades.


O PT reconhece que está perdendo espaço na vida política nacional. Reconhece as derrotas ideológicas que os MSL vem lhe impondo e reage, deixando bem clara sua intenção de intervir cada vez mais sobre a formação de nossos estudantes, adequando as políticas de cultura e de educação com o objetivo de mudar o senso comum de nossa população transmitindo-lhe ideias socialistas como forma de transição rumo ao comunismo.


Prega a utilização com ênfase crescente do dinheiro público para pagar mecanismos de propaganda tais como os denunciados no relatório interno em que o então ministro da Comunicação Social Thomas Traumann recomendava a retomada do pagamento da rede suja do partido na internet (“Os robôs foram desligados”).


Deseja impor o controle da mídia e sua versão de reforma política, insistindo ainda na convocação de um plebiscito que possa decidir sobre a convocação de uma Assembleia Constituinte, recurso padrão de ditadores bolivarianos.


Convoca a uma autocrítica “...que recoloque o socialismo como objetivo estratégico. Que constate que o grande capital é nosso inimigo estratégico. Que não acredite nos partidos de centro-direita como aliados. Que seja baseada na articulação entre luta social, luta institucional, luta cultural e organização partidária. Que retome a necessidade do partido dirigente e da organização do campo democrático-popular". E que lute pela (já desgastada ideia) das “reformas de base”.


O desespero levou os petistas a abandonar a dissimulação característica da esquerda. Deixaram bem claro sua intenção de ir à guerra e identificaram muito bem seus alvos prioritários. Sun Tzu agradece.


Os MSL devem perceber que a hora é grave e não comporta vaidades pessoais ou egos inflados. É imperioso que se unam, coesos em torno do objetivo principal que é a construção de um novo Brasil, onde partidos criminosos, submetidos a organizações que contam entre seus membros grupos terroristas e narcotraficantes, não tenham mais espaço, nem para difundir suas ideias alienígenas nem para roubar desbragadamente em todos os sítios onde houver algo a ser subtraído.


Os militares devem ouvir os tambores de guerra soando ao longe e devem se preparar para o combate. Mais do que nunca, a união entre o pessoal da Ativa e o da Reserva deve prevalecer sobre qualquer outro argumento. Insisto que cada um deles tem sua missão específica. A Ativa, presa a seus compromissos e deveres constitucionais, não pode se dar à futilidade de tomar posições públicas ou revelar as táticas que tem preparadas para a eventualidade do combate. A Reserva deve confiar em que os Chefes passaram toda uma existência se preparando para o exercício do Alto Comando, que estarão prontos para a atitude adequada no momento adequado e que devem oferecer-lhes todo o apoio e suporte que estiver ao alcance dela.


A mídia constitui os olhos e os ouvidos da Nação. É a fiadora dos direitos republicanos. A ela cabe estar alerta para denunciar toda infração às normas legais e morais que constituem o repositório das tradições e do senso comum de um povo. Atacar essas regras é premissa básica do Gramscismo a que o ideário do PT desgraçadamente nos submete. A luta dela nesse instante é a da defesa da liberdade e de sua própria sobrevivência.


Eles que venham, por aqui não passarão!



José Gobbo Ferreira é Coronel na reserva do EB.

sexta-feira, abril 17, 2015

JORGE OLIVEIRA: O BRASIL ACORDOU MAIS HONESTO COM A PRISÃO DO TESOUREIRO DO PT





Por Jorge Oliveira no Diário do Poder



O depoimento cínico do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, à CPI que apura a corrupção na Petrobrás, a sua permanência na função e as provas de que ele era o intermediário do dinheiro roubado da empresa pesaram na hora do juiz Sergio Moro decidir sobre a sua prisão. Pelo menos é isso que se pode deduzir da entrevista do magistrado para explicar o recolhimento do tesoureiro ao xadrez da Polícia Federal: “Não se trata aqui de exigir seu afastamento voluntário ou o afastamento pela agremiação partidária, presumindo a culpa antes do julgamento, mas constatar que, mesmo diante de acusações graves, persistiu ele, sem abalo, na referida posição de poder e que lhe confere grande influência política.”

Amparado por uma liminar do ministro do STF, Teori Zavascki, que o desobrigava de falar a verdade, Vaccari debochou dos parlamentares quando negou todas as acusações das propinas que teria recebido ao longo dos últimos anos para financiar as duas campanhas da Dilma, segundo confessaram à Justiça os diretores da empresa na delação premiada. Preso, Vaccari já foi entregue às traças pelos companheiros que o destituíram da tesouraria do partido.

Mas a cúpula do PT está preocupada quanto as revelações do tesoureiro no processo que apura o desvio do dinheiro roubado da Petrobrás para a campanha da presidente. Fragilizado com a prisão que envolveu também a sua mulher e a cunhada acusadas de enriquecimento ilícito, não se pode prever até onde vai a lealdade de Vaccari ao partido já que agora está sozinho. Se não suportar a pressão do MP e da PF e resolver abrir o bico, suas revelações podem alcançar a Dilma e engordar as provas de que o dinheiro roubado foi parar realmente nas contas da campanha da presidente, indícios que ainda faltam para provocar o início do processo do impeachment.

Ao contrário do que ocorreu com Delúbio Soares, o primeiro tesoureiro do PT condenado por corrupção, dessa vez o caso é mais sério. Vaccari envolveu a família – a mulher, a filha e a cunhada – nas suas trapaças. Para proteger os familiares, pode facilitar o trabalho do Ministério Público confessando o que todo mundo já sabe: o dinheiro roubado da Petrobrás foi parar na campanha eleitoral da Dilma. Delúbio segurou o tranco porque recebeu a garantia dos companheiros de que voltaria ao PT, mas aos poucos se afasta definitivamente do partido que o deixou a pão e água dentro do presídio, a exemplo do que faz com todos os outros que caem em desgraça.

Os petistas flagrados com a mão na botija, têm agido como verdadeiros mafiosos. Em troca do silêncio recebem benefícios indiretos dos companheiros que ocupam cargos no governo. Assim, os chefes da organização criminosa podem gozar de liberdade e da impunidade enquanto a configuração atual do STF lhes for favorável. Isso, porém, pode acabar. O juiz Sergio Moro aproxima-se estrategicamente dos cabeças da máfia, apertando o cerco de todos os lados. A prisão de Vaccari deixa os chefes nervosos e apreensivos. A qualquer momento a Polícia Federal pode bater à porta deles, inclusive na de alguns que já foram condenados no mensalão, como o Zé Dirceu, por exemplo.

A prisão do tesoureiro do PT deixa outra certeza: a CPI instalada para apurar o desvio bilionário do dinheiro da Petrobrás até agora não contribuiu em nada para abrir a caixa preta dos subornos. O trabalho que está passando o Brasil a limpo é o do juiz Sergio Moro e da sua equipe, homens públicos, desassombrados, que pretendem chegar ao fim da linha salvaguardando os interesses do povo brasileiro que viu uma quadrilha ocupar o governo e dilapidar o patrimônio público para se perpetuar no poder. As CPIs, como já disse aqui, servem apenas para alguns manipularem o governo em troca das benesses que o poder oferece. O resto é conto da carochinha.

SUBORDINADOS DOS BOLIVARIANOS: PT VIRA ALVO DE PEDIDO DE CASSAÇÃO DO REGISTRO NO TSE





ALELUIA ALEGA QUE PARTIDO USA O MST COMO ORGANIZAÇÃO PARAMILITAR

Publicado: 17 de abril de 2015 no Diário do Poder


PARA ALELUIA, PT FERIU ART. 28 DA LEI 9.096/95 E DEVE TER O REGISTRO CASSADO PELO TSE


A polêmica vinculação do PT ao Foro de São Paulo é alvo de representação à Procuradoria Geral da República, protocolada pelo deputado federal José Carlos Aleluia (DEM-BA). A medida requer a instauração de procedimento investigativo para apuração de ilícitos cometidos pelo Partido dos Trabalhadores que ferem o ART. 28 da Lei nº 9.096/95, tais como subordinação à entidade estrangeira, manutenção de organização paramilitar e recebimento de recursos financeiros de procedência estrangeira.

“Não faltam fatos que evidenciam essas ilegalidades praticadas pelo PT, um partido que, no poder, tem subordinado os interesses nacionais às orientações dessa entidade que congrega ditaduras latino-americanas”, diz Aleluia. Diante disso, o deputado democrata espera que seja investigada a fundo a relação do Partido dos Trabalhadores com o Foro de São Paulo e que, se constatada a afronta à legislação brasileira, o Tribunal Superior Eleitoral casse o registro partidário do PT.

A subordinação do PT ao Foro de São Paulo, de acordo com Aleluia, é flagrante em frequentes pronunciamentos públicos do ex-presidente Lula e em atas e resoluções da entidade. “As próprias posturas adotadas pelo atual governo petista, em diversas ocasiões, demonstram a submissão aos interesses do organismo multinacional, criado pelos ditadores Fidel Castro e o falecido Hugo Chavéz, além do próprio Lula”.

Para Aleluia, a manutenção de organização paramilitar no Brasil ficou clara, quando recentemente Lula, em evento público, convocou o “exército de Stédile”, referindo-se ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e seu líder João Pedro Stédile, para a suposta defesa do Governo de Dilma Rousseff e da Petrobras.

Já o recebimento de recursos estrangeiros para financiamento de campanhas petistas foi atestado pelo ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco, em depoimento à CPI que investiga a petroleira. “Barusco afirmou que a empresa holandesa SBM deu trezentos mil dólares para a campanha presidencial de 2010, que foram repassados ao tesoureiro do PT, João Vaccari Neto”, lembra Aleluia.

Luís Mauro Ferreira Gomes: O MAIOR DE TODOS OS ESCÂNDALOS



Tem sido comum dizer-se que o caso de corrupção conhecido como mensalão foi muito pequeno, na presença do petrolão, e que os dois são a parte visível do iceberg, se comparados àquele do BNDES, que estaria para se tornar público.

A verdade é que os três são insignificantes, diante do escândalo dos escândalos: a participação do governo em todos eles, sem a qual, simplesmente, não teriam acontecido, por falta do agente corruptor.

Nos depoimentos em delação premiada da Operação Lava-Jato, consta que o ex-presidente Luiz Inácio da Silva e a atual presidente Dilma Vana Roussef sabiam da corrupção na Petrobrás, como fartamente noticiado pela imprensa (1). Dilma está envolvida, ainda, como presidente do Conselho de Administração da empresa, na compra da refinaria de Pasadena (2), e, como presidente da república, no mínimo, pesam-lhe duas culpas: “culpa in eligendo” e “culpa in vigilando”, por ter feito nomeações desastrosas na companhia e deixado que prosperasse todo esse desvio bilionário, sem que nada fizesse para impedi-lo.

Agora, a Revista Veja, informa que o ministro da justiça, José Eduardo Cardozo, recebeu, em reunião secreta, advogados de empresários presos na Operação Lava-Jato, comportamento inadequado e eticamente condenável, que o Juiz Sérgio Moro classificou como “intolerável” (3). Por conta disso, o Ex-Presidente do STF, Ministro Joaquim Barbosa, pediu à presidente que “demita o ministro imediatamente” (4).

Quem sabe, sua excelência quisesse tranquilizá-los e evitar que aceitassem delação premiada e envolvessem, mais ainda, presidente e ex-presidente, no “mais escandaloso dos escândalos”.

Munição para tanto não lhe faltaria: ainda, segundo Veja, com participação do Advogado Geral, “o Tribunal de Contas da União aprovou, em tempo recorde,às vésperas do carnaval, uma norma que, na prática, o transforma em avalista dos acordos de leniência feitos pela Controladoria Geral da União com as empreiteiras do petrolão. Para o Ministério Público, a manobra pode prejudicar a Operação Lava-Jato e as investigações” (5). Em vez de demitir o ministro, o que já deveria ter feito por iniciativa própria, a presidente optou por mantê-lo, e teria dito que “ele tem toda a sua confiança (6)”.

É obvio que tem, pois tudo faz, até mesmo, compromete seu próprio nome, para livrá-la dessa situação incômoda que a poderá levar à perda do cargo. Em verdade, foi ela que perdeu a confiança da Nação e, agora, luta desesperadamente para salvar se, indiferente à destruição já que causou ao País.

A situação poucas vezes nos esteve tão favorável. Embora alguns não queiram ver, o governo petista acabou, exaurido pela própria incompetência, associada à corrupção generalizada e a uma proposta política fracassada em todos os países que a adotaram.

Somente falta dar o empurrão final para que desabe de vez. Ou melhor, o que falta é a coragem para fazê-lo.

Parece que jamais aprenderemos a lição, já não dizemos, com a experiência dos outros. Nem mesmo tendo pagado um preço altíssimo por erros políticos em passado recente, conseguimos livrar-nos da vocação suicida de alguns, que insistem em inventar toda espécie de argumentação na tentativa de adiar o inevitável. Em um primeiro momento, a omissão é sempre muito mais cômoda do que enfrentar os riscos da ação, mas, no fim, seus resultados são sempre desastrosos.

O problema que ignoramos hoje, realmente, deixa de nos perturbar durante algum tempo, mas, quando volta, apresenta-se extremamente mais grave e, às vezes, sem solução possível.

Mais uma vez, surgem, entre pessoas que ‒ mesmo manifestando-se contra as políticas gramscistas praticadas pelo grupo que sequestrou Estado brasileiro e o mantém refém do governo corrupto, intolerante, totalitário e antinacional, de vocação comunista, que nos foi imposto e se pretende eternizar e radicalizar mais ainda ‒ pregam saída eleitoral para atual crise política que nos aflige.

Quem não se lembra de um partido político, o PSDB, que, no auge do escândalo domensalão, sepultou qualquer possibilidade de impeachment, com a proposta de deixar o então presidente Luiz Inácio da Silva sangrar até as eleições de 2006 (7)? Pretendiam, em uma visão mesquinha, indiferente aos verdadeiros anseios da Nação, eleger um candidato fortemente rejeitado por boa parte do eleitorado.

O resultado, que não poderia ser mais trágico, é conhecido de todos: não somente o presidente recuperou-se do desgaste que lhe deveria ter custado o mandato, como conseguiu reeleger-se, e eleger e reeleger sua criatura, uma candidata inexpressiva, de passado tristemente condenável, a atual presidente Dilma Vana Rousseff.

Não satisfeitos com nos terem, mercê de suas ambições paroquiais, condenado ao caos político, econômico e social em que nos colocaram indiretamente, voltam agora, novamente, como arautos do afastamento de qualquer consideração sobre impeachment.


A falta de imaginação é absoluta. Até os argumentos são os mesmos: “O impeachment é inócuo”; “Vamos deixar a presidente sangrar até as próximas eleições, quando venceremos e tiraremos o PT do governo, democraticamente, pela via eleitoral”; “Oimpeachment só interessa ao PT, e é tudo o que o Lula mais deseja, para dizer que deram um golpe de Estado e detonar o País com os movimentos sociais”.

Ora, chegam a ser infantis essas colocações. Se, realmente, o ex-presidente quisesse o impedimento, não teria manifestado tanto desespero a ponto de ameaçar-nos com os terroristas do Stédile, a que chamou de exército (8). E, desde quando, ele precisa de pretexto para acusar a oposição de golpista e detonar o País? É o que já vem fazendo há muito tempo. E se viessem a perder as eleições, seria exatamente essa a estratégia a ser usada. Ele mesmo assombrou o eleitorado com ameaças desse tipo, nas eleições passadas (9).

Por outro lado, o próprio ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o principal integrante da oposição a poupar o então presidente da Silva do impeachment (10), trabalha, agora, no mesmo sentido, para salvar Dilma (11).

Isso, porém, é “fazer o jogo do inimigo”, proposto, provavelmente, por uma oposição não ideológica, interessada apenas em tomar posse da caneta e da chave do cofre.

Estamos convencidos de que eles não deixariam o poder, derrotados fosse por que via fosse, sem reeditar uma nova versão da luta armada, com o recurso ao terrorismo, do qual nunca desistiram, o que tornaria o enfrentamento inevitável.

Se temos de confrontá-los, que seja logo. Quanto mais tempo lhes dermos, mais fortes ficarão e mais graves serão as consequências do entrechoque final.

Já vivemos uma situação pré-revolucionária muito semelhante, mutatis mutandis, à reinante do final de 1963 para o começo de 1964.

Como dissemos, as condições são muito favoráveis a nos livrarmos, constitucionalmente, dos políticos corruptos e inescrupulosos que conquistaram o poder e nele se mantêm, mediante todos os tipos de fraude.

O impeachment é instrumento tão democrático quanto eleições, porquanto remédio igualmente acolhido pela Constituição de 1988.

No entanto, como costumamos dizer, a capacidade de recuperação do governo petista, mercê de seu poder de corromper, coagir e manipular as Instituições, é enorme.

Não é difícil prever que, se nada for feito agora, que o governo está enfraquecido, nestes próximos dois anos, Dilma adotará o regime de austeridade que for possível aprovar no Congresso ou promover por decreto, passados os quais, dirá que, para governar, teve de aceitar as medidas impopulares de austeridade impostas pela oposição; culpará o ministro Joaquim Levy pelos transtornos causados aos eleitores; abrirá a porta do cofre e repetirá a orgia com dinheiro público que a reelegeu.

Aí, sim, ficaria inviabilizado o impeachment, em consequência dessa farra corruptora, e, mais dois anos depois, seria eleito, novamente, Luiz Inácio da Silva. O Brasil estaria arrasado, mas isso convém ao projeto revolucionário gramsciano em curso.

Mais cedo ou mais tarde, para sobreviver à crise herdada, preço de sua nova eleição, e usando-a como justificativa, Luiz Inácio tentaria munir-se de poderes extraordinários, mediante um golpe de Estado, a partir do governo, bem ao estilo bolivariano, se possível com a aprovação do Congresso e o aval do Poder Judiciário, infiltrado por seus militantes político-ideológicos.

Mas nem tudo estaria perdido.

Nós, os brasileiros honestos, que ainda existimos, não somos obrigados a assimilar a lógica da ideologia que nos querem impingir nem aceitar esse processo subversivo como inevitável.

Em condições normais de funcionamento, o Estado democrático tem mecanismos mais do que suficientes para proteger-se contra aqueles que corrompem a democracia em benefício de seus interesses pessoais, partidários ou ideológicos.

Contudo, se todas as instâncias que deveriam defendê-lo omitem-se ou apoiam as práticas criminosas dos governantes, resta o caminho das revoluções.

Elas não existem, somente, para implantar regimes políticos totalitários estranhos à índole da Nação, como querem as viúvas do comunismo internacional, redivivo na América Latina.

Ao contrário, podem ser usadas, também, para que a sociedade possa livrar-se de bandos de criminosos que assaltam o poder e o corrompem, pelo abuso dos institutos democráticos, que usam para imunizar-se contra qualquer tipo de oposição.

Como temos dito, insistentemente, depor uma ditadura, ou impedir que ela se instale, não é ser golpista nem antidemocrático, mas exercer o sagrado direito de legítima defesa”. 

(*) Luís Mauro Ferreira Gomes é Coronel-Aviador, Presidente da Academia Brasileira de Defesa e Vice-Presidente do Clube de Aeronáutica.

Jorge Serrão: Moro pode pedir já Prisão Preventiva de Dirceu






2a Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net


O Juiz Sérgio Fernando Moro, da 13a Vara Federal em Curitiba, pode decretar, a qualquer momento, a prisão preventiva de José Dirceu de Oliveira e Silva, que cumpre prisão domiciliar pelo Mensalão. isto já é dado como certo pela cúpula petista que logo mais anuncia o nome do novo Secretário Nacional de Finanças do PT, substituindo ao tesoureiro João Vaccari, preso pela Lava Jato, e cujo trabalho garantiu pelo menos R$ 31,6 milhões doados para a campanha passada de Dilma Rousseff por 21 empresas - incluindo algumas investigadas pela Força Tarefa do MPF.


Investigações da Lava Jato constataram que as empreiteiras envolvidas em fraudes na Petrobras pagaram R$ 3,7 milhões, entre 2006 e 2012, para a empresa de Dirceu. A consultoria do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, a JD Assessoria e Consultoria, faturou R$ 29 milhões em serviços para mais de 50 empresas no período de nove anos. A suspeita é de que a JD não tenha prestado serviços de consultoria e que os recibos sejam uma fachada para encobrir repasses de dinheiro desviado da Petrobras.


Concretamente, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu recebeu por meio de sua empresa de consultoria, a J.D. Consultoria, R$ 1,45 milhão de Milton Pascowitch. Ele é citado pelo ex-gerente da diretoria de Serviços da Petrobras Pedro Barusco como operador de pagamento de propinas ao PT a serviço da empresa Engevix. Os pagamentos a Dirceu foram realizados em 2011 (R$ 300 mil) e em 2012 (R$ 1,1 milhão), através de uma empresa de Pascowitch, a Jamp Engenheiros Associados Ltda, sexta no ranking dos pagamentos feitos ao ex-ministro desde a sua saída do governo.

Eis a relação de empresas que contrataram a JD - não necessariamente com envolvimento na Lava Jato.

  • EMS S/A. R$ 7.800.000
  • CONSTRUTORA OAS. R$ 2.991.150
  • UTC ENGENHARIA. R$ 2.316.000
  • MONTE CRISTALINA. R$ 1.590.000
  • AMBEV. R$ 1.500.000
  • JAMP ENGENHEIROS. R$ 1.457.954,70
  • CONSILUX consultor. R$ 1.225.600
  • ENGEVIX ENGENHARIA. R$ 1.110.000
  • CAMARGO CORRÊA. R$ 900.000
  • 247 INTELIGÊNCIA DIGITAL. R$ 860.000
  • SPA ENGENHARIA. R$ 780.000
  • GALVãO ENGENHARIA. R$ 750.000
  • ADNE CONSULTING GROUP. R$ 600.000
  • EGESA ENGENHARIA. R$ 480.000
  • ARBI RIO INCORp. IMOB. R$ 480.000
  • LACERDA E FRANZE ADVOG. R$460.000
  • SOLVI PARTICIPAçõES. R$ 448.000
  • SERVENG CIVILSAN. R$ 432.000
  • COMAPI AGROPECUáRIA. R$ 380.000
  • CARMO CONSULTORIA. R$ 320.000
  • YPY PARTICIPAçõES. R$ 240.000
  • VOX ENGENHARIA. R$ 230.000
  • CREDENCIAL-COM. EQUIP. R$ 200.000
  • TESSELE & MADALENA ADV. R$ 179.400
  • BRASIL VIDRO PLANO. R$ 160.000
  • PARMALAT BRASIL. R$ 150.000
  • CASA BRASIL emp. CULt. R$ 130.000
  • Cia ADMIn DE EMPRend. R$ 120.000
  • SNS AUTOMóVEIS LTDA. R$ 110.000
  • TMKT SERV. DE MARKeting. R$ 100.000
  • ROCHA, MAIA & AYRES. R$ 100.000
  • FORUM DAS AMéRICAS. R$ 100.000
  • SMK SERVICOS DE MARK. R$ 100.000
  • DELTA ENGenharia. R$ 80.000
  • EóLICA FAZENDA nova GER. R$ 70.000
  • MIL MIX IND E COM. R$ 60.000
  • KMG EQUIP. ELéTRICOS. R$ 60.000
  • EDITORA JB. R$ 52.000
  • TELEMIDIA TECHNOLOGY. R$ 50.000
  • JD ASSESSORIA E CONSUL. R$ 25.000
  • HYPERMARCAS S/A. R$ 20.000
  • SERPAL ENG. E CONSTRUT. R$ 20.000
  • BRASILINVEST EMP. R$ 20.000

ORLANDO TAMBOSI: A crise não dará trégua. A menos que Dilma sofra impeachment e o PT seja erradicado do poder.




Editorial do Estadão reconhece que a situação se torna mais grave a cada dia, resultado de 12 anos em que o Estado foi colocado a serviço do criminoso projeto de poder petista. O impeachment de Dilma faz parte da pauta política do Congresso, diz o jornal, e "poderá resultar, talvez mais brevemente do que se possa imaginar, no pedido formal de afastamento da presidente da República". De fato, a presidente reincidente está com a corda no pescoço:


Água morro abaixo e fogo morro acima, diz a sabedoria popular, ninguém segura. É o que se pode dizer também da crise política em que a soberba e o sentimento de impunidade do PT mergulharam o País ao longo de 12 anos em que a gestão da coisa pública foi colocada prioritariamente a serviço de um projeto de poder. Dia após dia, novas revelações sobre desmandos do governo e investigações criminais no âmbito público explicitam as razões pelas quais os índices de avaliação popular da administração petista e do desempenho pessoal da presidente Dilma Rousseff situam-se em níveis baixíssimos.

A gravidade da situação fica evidenciada, do ponto de vista político-institucional, pelo fato de que o efeito bola de neve da crise está levando ao fortalecimento da demanda popular pelo "fora Dilma", reiteradamente apoiada por pesquisas de opinião e pelas manifestações de rua. E a novidade é que essa reivindicação, até agora tratada com a indispensável cautela pela representação política institucional, começa a ser adotada como bandeira pelos partidos de oposição.

Isso significa que o debate sobre o impeachment passa a fazer parte da pauta política do Congresso Nacional e poderá resultar, talvez mais brevemente do que se possa imaginar, no pedido formal de afastamento da presidente da República.

Conforme já foi mais de uma vez dito neste espaço, impeachment não é golpe, como deseja fazer crer o PT. Trata-se de recurso constitucional, remédio amargo para situações extremas, sempre com as cautelas legais e políticas necessárias para minimizar o inevitável impacto da deposição de um governante que tenha perdido a legitimidade com que foi eleito.

Estabelece a Constituição que o presidente da República pode ser acusado, no exercício de suas funções, tanto por infrações penais comuns quanto por crimes de responsabilidade. Em ambos os casos a acusação formal deve ser submetida à Câmara dos Deputados, que a aceitará ou recusará pela maioria qualificada de dois terços de seus integrantes. Aceita a acusação pelos deputados, quando se tratar de crimes comuns, o julgamento será feito pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Nos crimes de responsabilidade, a decisão cabe ao Senado, também com quórum qualificado de dois terços.

Os crimes de responsabilidade do presidente da República, previstos no artigo 85 da Constituição, são, entre outros, aqueles praticados contra a existência da União, o livre exercício dos Poderes da República, o exercício dos direitos políticos e a probidade na administração. Nesses casos, o julgamento assume caráter essencialmente político, pelo simples fato de a decisão caber não a magistrados, mas aos senadores da República. Essa certamente é uma condição que será levada em conta pelos partidos de oposição ao propor à Câmara um pedido de impeachment de Dilma Rousseff.

Até agora as investigações da Operação Lava Jato não levantaram nenhuma prova direta do envolvimento de Dilma Rousseff no escândalo da Petrobrás. Mas, como afirmou o procurador-geral, Rodrigo Janot, as investigações que envolvem políticos serão necessariamente demoradas. No mesmo dia o Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu, por unanimidade, que as manobras que foram realizadas pelo Tesouro com dinheiro de bancos públicos para maquiar as contas públicas constituem crime de responsabilidade. Essa decisão não atinge Dilma, mas envolve 17 ministros, ex-ministros ou altos executivos de seu governo, como Guido Mantega, Luciano Coutinho, Nelson Barbosa, Alexandre Tombini e Aldemir Bendine, este hoje presidente da Petrobrás. Todos têm 30 dias para se explicar junto do TCU.

Na mesma quarta-feira, estimulados pelos últimos acontecimentos, os partidos de oposição - PSDB, PPS, DEM, PSB, SD e PV - reuniram-se em Brasília e decidiram que apresentarão à Câmara, em conjunto e em breve, pedido de abertura de processo de impeachment contra a presidente. Pelo jeito, depois de mais de 12 anos os tucanos, no embalo da água que desce e do fogo que sobe, parecem ter descoberto que formam o principal partido da oposição e só serão levados a sério se seus atos tiverem alguma contundência.

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