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sexta-feira, agosto 01, 2014

A Marcha dos Infames - Lobão


Lobão responde aos ataques do PT com uma música que pode ser considerada como um marco do rock brasileiro nos dias atuais, a MARCHA DOS INFAMES, uma ÓPERA ROCK, no melhor estilo possível para refletir o terrorismo imposto pelo PARTIDO TOTALITÁRIO.


A MARCHA DOS INFAMES


Aqueles que não são
E que jamais serão
Abusam do Poder,
Demência e obsessão. 

Insistem em atacar
Com as chagas abertas do rancor,
E aos incautos fazer crer
Que seu ódio no peito é amor 

Tanto martírio em vão,
Estupro da nação,
Até quando esse sonho ruim,
esse pesadelo sem fim? 

Apedrejando irmãos
E os que não são iguais,
A destruição é a fé,
E a morte e a vida, banais. 

E um céu sem esperança,
A Infâmia cobriu,
Com o manto da ignorância,
O desastre que nos pariu. 

E o sangue dos ladrões
De outros carnavais
Na veia de vilões,
tratados como heróis. 

E até quando ouvir
Cretinos e boçais
Mentir, mentir, mentir,
Eternamente mentir? 

Mas o dia chegará
Em que o chão da Pátria irá tremer,
E o que não é não mais será
Em nome do povo, o Poder.

1 minuto com Augusto Nunes: “O que é (sic) R$ 10 mil?”, desdenha Dilma. Haja cinismo


Há quase dois anos, ao festejar na TV o fim da pobreza extrema em território brasileiro, Dilma Rousseff explicou que só pode ser enquadrada nessa categoria gente cuja renda mensal é inferior a 70 reais. Qualquer quantia acima disso, portanto, é suficiente para que se atravesse 30 dias sem maiores aflições. Na sabatina da Folha, como constata o comentário de 1 minuto para o site de VEJA, uma curtíssima resposta-pergunta da presidente bastou para reduzir a farrapos a fantasia de Princesa Isabel dos Miseráveis.

Quase no fim da sabatina, um dos entrevistadores perguntou-lhe por que guarda em casa 152 mil reais em espécie. Dilma enrolou-se em explicações tão consistentes quanto os prognósticos econômicos de Guido Mantega. Outro jornalista ponderou que, se depositasse a bolada numa caderneta de poupança, lucraria perto de 10 mil reais em um ano. “O que é 10 mil?”, deixou escapar a presidente, desferindo simultaneamente um pontapé na concordância verbal e uma rasteira na coerência.

Com a quantia que desdenhou, Dilma poderia, por exemplo, comprar 3.333 bilhetes do metrô paulista. Ou manter 12 brasileiros acima da linha da miséria durante um ano. Ou, ainda, bancar pelo mesmo período 11 beneficiários do Bolsa Família. Com R$ 10 mil, a presidente também poderia pagar 37 jantares no restaurante Eleven, onde costuma baixar durante “escalas técnicas” em Lisboa. Ou 10 noites na suíte menos cara do hotel Four Seasons Ritz, também em Lisboa. Se preferisse a suíte presidencial, como em janeiro, teria de reduzir em alguns maços a pilha de cédulas escondida no Palácio da Alvorada para completar a diária de R$ 26,2 mil.

Os R$ 152 mil que mantém ao alcance da mão (e que lhe permitiriam comprar à vista um Mercedes CLA 200 zero quilômetro) incorporam a dona da bolada a um reduzidíssimo grupo de brasileiros. Só guardam em casa tanto dinheiro vivo os agiotas ultraconservadores, os sonegadores do Fisco, os bicheiros da velha guarda, os sovinas patológicos e, sabe-se agora, uma presidente da República. É a única em toda a comunidade formada em economia, o que faz de Dilma Rousseff também a única economista do mundo que acha um bom negócio investir debaixo do colchão.

Fonte: Veja.com

PETRALHAS: PT chantageia a IGREJA CATÓLICA ameaçando tomar posse do CRISTO REDENTOR


Cúria quase perde Cristo


Artigo de Merval Pereira no O Globo


Chega de Brasília uma informação que pode ser considerada bizarra, mas que também pode ter implicações mais graves.

No impasse acerca do filme de José Padilha sobre o Rio, que a Cúria Metropolitana vetou inicialmente por considerar que a figura do Cristo Redentor havia sido desrespeitada, mas depois liberou, a ministra da Cultura Marta Suplicy fez chegar ao cardeal Dom Orani Tempesta uma ameaça de, através de um decreto presidencial que já estaria pronto, retirar da Igreja Católica a tutela sobre a imagem que está implantada no Parque Nacional da Tijuca, sob o controle da União.


O monumento foi erigido em área cedida pela União à Arquidiocese do Rio na década de 1930, mas o acesso à estátua é realizado pelo Parque Nacional da Tijuca, administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

Recentemente, a imagem do Cristo Redentor foi eleita, em votação pela internet no mundo todo, uma das modernas Sete Maravilhas do Mundo.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, que também atuou para liberar o filme, disse que chegou a conversar com Dom Orani tentando mostrar que a imagem do Cristo Redentor é um ícone da cidade do Rio, e que como tal também deveria ser tratada e não apenas como um santuário religioso. Mas garante que em nenhum momento soube de qualquer tentativa de retirar da Igreja Católica os direitos sobre a imagem.

Os direitos de uso comercial do Cristo no Corcovado pertencem desde 1980 à Mitra Arquiepiscopal do Rio de Janeiro, e em outubro de 2006, para comemorar seus 75 anos, a estátua foi transformada num santuário católico. Há também, na base do monumento, uma capela católica devotada a Nossa Senhora Aparecida.

A Arquidiocese do Rio de Janeiro não autorizou o uso da imagem do Cristo no filme “Inútil paisagem”, dirigido por José Padilha, por considerá-lo inicialmente desrespeitoso. Ele é um dos dez curtas que compõem o longa-metragem “Rio, eu te amo”, da franquia “Cities of love”.

Em uma sequência do curta, o personagem interpretado por Wagner Moura, durante um voo de asa-delta, conversa com a estátua do Cristo reclamando da vida, dos seus dissabores e da violência da cidade que ele deveria proteger.

O filme foi enviado para a apreciação da arquidiocese em março, tendo sido vetado. Segundo a assessoria de imprensa da Arquidiocese do Rio na ocasião, “há cenas no filme em questão que foram consideradas ofensivas à imagem do Cristo e, consequentemente, à casa dos católicos. É uma prática absolutamente normal da Arquidiocese a não autorização de qualquer produto audiovisual que avance nesse caminho”.

Dias depois, diante da reação negativa à decisão, considerada uma censura artística, o Vicariato para a Comunicação Social e a Assessoria de Imprensa da Arquidiocese anunciaram em nota a reversão da medida, pois haviam chegado à conclusão de que o episódio não visou interesse religioso no trato à imagem do Cristo Redentor, “e portanto não houve desrespeito ao Cristo ou à religião católica”.

Não há nenhuma informação que ligue diretamente a mudança de opinião da Cúria Metropolitana à pressão do Ministério da Cultura. Mas, muito além da discussão sobre o mérito das decisões da Cúria, é impressionante constatar que o intervencionismo do governo federal pode chegar a esse ponto.

ELIANE CANTANHÊDE: E o Lula, hein?


Artigo de Eliane Cantanhêde na Folha


Dúvida atroz: será que Lula escapa incólume, sem um arranhão, da onda de rejeição a Dilma Rousseff e ao PT?

Se Dilma acumula 35% de rejeição nacional, 47% no Estado de São Paulo e estonteantes quase 50% na capital paulista...

Se o prefeito Fernando Haddad tem baixa aprovação e o candidato Alexandre Padilha patina em constrangedores 4 ou 5% nas pesquisas no maior colégio eleitoral do país...

Se o pemedebista Paulo Skaf não quer ouvir falar de Dilma em seu palanque paulista e o petista Fernando Pimentel a esconde em Minas...

Se, além de São Paulo, os candidatos petistas estão emperrados no Rio e demais Estados onde concorrem...

... conclui-se o óbvio: a coisa está feia não só para Dilma, que o PT tanto critica, mas para o próprio partido. Até porque, bem ou mal, ela continua favorita nas pesquisas.

E onde se encaixa Lula nisso? Uma dedução natural é que essa convergência de rejeições (à candidata e ao PT) deve atingir, mais cedo ou mais tarde, em maior ou menor grau, a popularidade do próprio Lula. Será?

Afinal, ele foi o inventor de Dilma, Haddad e agora Padilha, além de ser o grande líder do PT. Difícil imaginar que todos paguem o pato e ele continue mantendo a mítica intocável.

Vale o registro de que Lula adora futebol, mas a Copa começou, encantou e acabou, e não se viu nem ouviu falar de Lula em estádios ou em eventos da seleção brasileira.

O Lula de hoje é o das entrevistas a blogs camaradas, reuniões a portas fechadas com Dilma, articulações com a cúpula da campanha, assembleias da CUT. E, claro, dos auditórios protegidos e do aconchego dos ambientes do PT. Na campanha para valer, só deve ir ao Nordeste e a palanques pré-selecionados. Vai na boa, nada de bola dividida.

Ou está se descolando da rejeição (de Dilma e do PT) e se prevenindo de eventuais derrotas alheias, ou tem pesquisa mostrando que a coisa não anda boa também para o lado dele.

EMBRAPA: Associativismo é tema de debate durante Expocorte em Campo Grande





A programação do Circuito Expocorte etapa Campo Grande, realizado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), nos dias 30 e 31 de julho, no Centro de Convenções Albano Franco, incluiu um debate sobre o tema “Associativismo”, conduzido pelo chefe-geral da Embrapa Gado de Corte, Cleber Oliveira Soares.

Participaram do debate, na quarta-feira à noite, o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Seneri Paludo, o superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso do Sul (Senar/MS), Rogério Beretta e um dos palestrantes do Circuito, o presidente da Sociedade Rural Brasileira, Gustavo Junqueira.

Ao abrir o debate, Cleber Soares fez uma perspectiva sobre a produção mundial de alimentos para os próximos anos, enfatizando que para o horizonte de 2050, estima-se que 72% do consumo de carne e outras proteínas de origem animal, ocorra em países em desenvolvimento, em comparação com os 58% atuais.

Ele destacou, ainda, que em Mato Grosso do Sul há um alinhamento harmônico entre instituições componentes dos governos federal e estadual, Embrapa, e Famasul, por exemplo, que estão à disposição da classe produtora no que se refere a informações e outros tipos de suporte. “A necessidade de união é fundamental para que todos os elos da cadeia produtiva sejam fechados e promissores para conseguirmos aumentar nossos indicadores de produtividade e, principalmente, de sustentabilidade econômica, essencial para a sobrevivência do produtor”, disse.

Ao destacar a importância do associativismo, Seneri Paludo lembrou a importância dada pelo Mapa em relação ao associativismo e o cooperativismo. “O tema é tão importante que temos no Ministério uma Secretaria para tratar do assunto”, afirmou referindo-se à Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC).

Para o superintendente do Senar/MS, Rogério Beretta, a atuação em conjunto é fundamental. “Tenho plena convicção da necessidade de atuarmos em associação, em sindicatos e cooperativas para que possamos nos desenvolver de maneira séria, com capacidade e profissionalismo. Estamos trabalhando cada vez mais para capacitar os dirigentes sindicais visando, assim, alcançar ao máximo, os nossos associados”, destacou.

“Não existe outra maneira de colocar uma opinião e reivindicar ser ouvido a não ser através do associativismo. Sozinho você não será ouvido. Essa é uma contribuição que o associativismo vai dar para qualquer tipo de negociação que haja pela frente”, acrescentou o presidente da Sociedade Rural Brasileira, Gustavo Junqueira.


Texto: Kadijah Suleiman, jornalista, MTb RJ 22729JP
Embrapa Gado de Corte
Campo Grande/MS
Fotos: Sistema Famasul

quinta-feira, julho 31, 2014

PETRALHAS: PT persegue a consultoria econômica Empiricus Research por fazer análise realista da situação econômica brasileira



PT inicia caça às bruxas: alvo agora é Empiricus Research




Quando a economia vai mal e o governo não tem nada de bom para mostrar em pleno ano eleitoral, o que fazer? Ora, partir para uma caça às bruxas, claro! O caso do Banco Santander já foi comentado aqui e é da maior gravidade.

O principal ativo de um banco é sua credibilidade. Pergunto: como confiar em um banco que, covardemente, recua diante da pressão do governo e demite o analista que simplesmente disse a coisa mais óbvia do mundo, qual seja, que as bolsas sofrem quando Dilma sobe nas pesquisas e sobem quando ela cai?

Agora foi a vez de o governo perseguir uma pequena casa de pesquisa independente, a Empiricus Research, cujo relatório com tom bastante pessimista sobre nosso futuro tem circulado bastante pelas redes sociais. A empresa emitiu a seguinte nota de esclarecimento hoje:



Soubemos na sexta-feira que a coligação da presidenta Dilma Rousseff entrou com representação no TSE contra a coligação de Aécio Neves, a Empiricus e o Google, por nossas campanhas na internet. O argumento seria de que, supostamente, faríamos propaganda eleitoral indevida.
Antes do argumento em si em prol da desqualificação de propaganda eleitoral pela Empiricus, cumpre esclarecimento ético e moral. Ao entrar com representação contra Aécio Neves, Empiricus e Google, suponho que a coligação da presidenta entenda que há alguma relação entre as partes.
Posto isso, convido a coligação – e mais quem quiser – a mostrar/provar a existência de relacionamento, em qualquer instância, entre a Empiricus e Aécio Neves.



O que o PT quer evitar a todo custo é que circule por aí algo que qualquer pessoa do mercado financeiro já sabe, desde o mais jovem estagiário até o mais rico dos investidores: que as empresas estatais disparam nas bolsas assim que surgem boatos de que nova pesquisa eleitoral irá mostrar queda de Dilma. O PT deseja a tudo custo ocultar isso dos eleitores mais leigos.

Ora, trata-se apenas de um fato. Não dá para negá-lo. Mas o PT tem viés autoritário, e quer impedir pessoas e empresas de simplesmente emitir suas opiniões ou constatar certos fatos. Em vez de a presidente Dilma explicar ou entender o porquê disso, ela prefere tentar quebrar o termômetro ou impedir que o público saiba da febre. Vejam a própria estimativa para crescimento do PIB este ano dos principais analistas de mercado, ouvidos pelo Banco Central:



Estimativa de crescimento do PIB para 2014. Fonte: Focus/BC/Bloomberg


Reparem que está em queda livre, a cada nova rodada de pesquisa os analistas reduzem o crescimento esperado para esse ano, já em míseros 0,9%. Por que as bolsas disparam sempre que Dilma cai nas pesquisas? Eis a pergunta relevante aqui. E a resposta é óbvia: porque os investidores do Brasil e do mundo sabem que mais quatro anos de Dilma no poder representam uma potencial catástrofe para o país e o valor de nossos ativos. Simples assim!

A caça às bruxas já começou. O PT joga pesado, e fará de tudo ao seu alcance para se preservar no poder e garantir as mamatas aos seus. Fará “o diabo”, como confessou a própria presidente Dilma. Espera-se que o país saiba reagir à altura, e mostrar que ainda há independência de análise e liberdade de expressão por aqui. Não passarão!

PS: Como já fui analista de empresas e gestor de recursos, tendo trabalhado no mercado financeiro de 1997 a 2013, vou emitir minha opinião aqui, o meu julgamento livre e totalmente independente de qualquer partido. Se Dilma ganhar a reeleição, acredito que o Ibovespa, o índice das principais ações brasileiras, pode cair até 40% nos próximos meses/anos, e o dólar poderá ultrapassar os R$ 3,00. Terrorismo eleitoral? Não! Análise independente, essa que o Banco Santander está vetado de fazer por pressão do governo.


Rodrigo Constantino 


Ibovespa já perdeu mais de 40% em termos reais desde que Dilma assumiu o governo


Já que o governo vem fazendo pressão e até caça às bruxas para que ninguém mais possa emitir opiniões ou análises pessimistas sobre sua eventual reeleição, que tal olharmos para trás? Aí ninguém poderá nos acusar de “terroristas eleitorais” ou “pessimistas”. Observemos o retrovisor mesmo: o que aconteceu com o valor das principais empresas brasileiras negociadas em bolsa? Eis a resposta:

Ibovespa x Selic em base 100 desde 2011. Fonte: Bloomberg

O que podemos notar é uma clara tendência de baixa do Ibovespa em termos reais (i.e., deflacionado pelo custo de oportunidade da renda fixa, calculado com base na taxa básica de juros, Selic). Desde que a presidente Dilma assumiu o governo, o Ibovespa já perdeu 40% de seu valor real.

Isso graças à recuperação recente, justamente como resultado da maior expectativa de que Dilma possa ser derrotada nas eleições. Ou seja, a alta de dez pontos percentuais se deve ao efeito Aécio, aquele que o PT quer esconder dos eleitores.

Não fosse isso, a Ibovespa já teria perdido metade de seu valor real. Em outras palavras, aquele investidor que resolveu apostar na gestão Dilma e aplicar suas poupanças em uma cesta das principais ações brasileiras em vez de manter o dinheiro na renda fixa teria, hoje, a metade do valor que teria se simplesmente tivesse colocado em um fundo de renda fixa e saído de férias.

O PT pode até tentar vender por aí a imagem de que isso só interessa às “elites brancas”, como sempre faz, mas isso é ridículo. Todos perdem com esse cenário! Não só os empresários e os investidores grandes, mas quem tem FGTS aplicado em ações, quem tem algum recurso investido em fundo de renda variável, funcionários que veem suas empresas perdendo valor e tendo menos recursos para bonificações, aposentados que olham seus ativos caindo de valor, etc.

Isso porque usei o Ibovespa, um índice geral, e não as estatais. Essas foram dizimadas durante o governo Dilma. A Petrobras, por exemplo, já perdeu dezenas de bilhões de valor de mercado, e hoje é a empresa mais endividada do mundo, colocando em risco o emprego e a poupança de milhões de pessoas.

Entende-se por que o PT não quer a liberdade de previsões dos analistas. Mas se ele pode calar alguns bancos, não pode mudar o passado. Basta observar o que aconteceu. E isso porque os problemas mais graves da péssima gestão da presidente Dilma mal começaram a aparecer…


Rodrigo Constantino

TSE remove anúncio sobre 'proteger patrimônio' caso Dilma vença


A pedido da campanha da presidente Dilma, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) obrigou a consultoria econômica Empiricus Research a retirar do ar uma campanha publicitária relacionada com as eleições de outubro.

A campanha estava sendo veiculada na internet por meio de anúncios no Google e orientava os clientes sobre quais ações investir em caso de vitória de determinado candidato.

Dois anúncios se tornaram populares na web: "Como se proteger da Dilma, saiba como proteger seu patrimônio em caso de reeleição de Dilma" e "E se Aécio Neves ganhar? Que ações devem subir se Aécio ganhar a eleição".

A Empiricus é conhecida no mercado por seus textos polêmicos e por análises com boa dose de humor. A empresa chegou a ser processada por análises feitas sobre o frigorífico Marfrig.

FORA DO AR
A coligação de Dilma entrou na sexta-feira como uma representação junto ao TSE acusando a Empiricus, o Google e a coligação de Aécio Neves de fazer propaganda eleitoral antecipada.

No domingo à noite, o ministro Admar Gonzaga concedeu uma liminar favorável, obrigando a Empiricus a retira a campanha do ar. A consultoria não informou se vai recorrer da decisão.

"Somos uma consultoria econômica independente. Temos o direito de fazer análise sobre o impacto das eleições na bolsa de valores. Se não pudermos fazer agora, quando faremos? Quando não for mais relevante?", disse à Folha Rodolfo Amstalden, um dos sócios fundadores da Empiricus.

Na representação entregue ao TSE, a coligação de Dilma defende que "o conteúdo da campanha ultrapassa qualquer limite da liberdade de informação, chegando a incitar um certo terrorismo no mercado financeiro".

Segundo Amstalden, não há qualquer relação entre a consultoria e o candidato Aécio Neves. Ele reforça ainda que o mercado tem reagido as pesquisas eleitorais e que as ações estão subindo quando a oposição avança.

A consultoria informa que também produziu anúncios sobre o que ocorreria com as ações se Dilma ou Eduardo Campos ganhassem as eleições, mas que não fizeram sucesso junto aos internautas.

Para o coordenador jurídico da campanha do PT, Flávio Caetano, "a Empiricus tem se utilizado de posts patrocinados do Google para divulgar conteúdo propagandístico favorável a Aécio e desfavorável a Dilma, o que juridicamente reprovável".

SANTANDER
Esse é o segundo caso polêmico envolvendo as eleições presidenciais e as consultorias econômicas. Na semana passada, o banco Santander enviou uma análise a seus clientes indicando que as ações poderiam cair em caso de vitória de Dilma.

A coligação da presidente também criticou a nota como "terrorismo eleitoral". O banco espanhol se desculpou e demitiu os autores dos informe. Para analistas, o Santander estava apenas informando seus clientes dos movimentos do mercado.

Fonte: RAQUEL LANDIM na Folha.com


'Sou pago para falar o que penso', diz analista de consultoria cerceada pelo PT

Após episódio com o banco Santander, partido atua para neutralizar análises da consultoria Empiricus, que prevê "futuro sombrio" para a economia brasileira caso a presidente Dilma se reeleja

PT protocola representação contra consultoria que prevê economia indo mal se Dilma se reeleger

Na última sexta-feira, toda a artilharia petista se armou contra o banco Santander depois que um relatório enviado a clientes de alta renda previa mais dificuldades para a economia brasileira se a presidente Dilma Rousseff se reeleger. Temendo represália, o banco enviou nota ao mercado desculpando-se pelo texto da equipe de análise e assegurando que medidas haviam sido tomadas em relação aos responsáveis. No mesmo dia, o partido silenciosamente protocolou uma representação contra a consultoria de investimentos Empiricus Research no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A justificativa foi a mesma que a usada pelo presidente do PT, Rui Falcão, para recriminar o banco Santander na sexta-feira: "terrorismo eleitoral". Ou, de forma mais sofisticada, "fazer manifestações que interfiram na decisão de voto".

Segundo a representação, a Empiricus estaria vinculada ao candidato tucano Aécio Neves, à coligação Muda Brasil e ao Google numa campanha com o intuito de manchar a imagem da presidente Dilma por meio de propaganda paga. A consultoria, conhecida no mercado pela forma dinâmica e descomplicada com que produz suas análises, anunciou alguns de seus textos por meio da ferramenta Google Ads. Ao longo do último mês, permaneceram em evidência no Google os anúncios mais clicados por leitores, que eram justamente os textos intitulados: Como se proteger de Dilma e E se Aécio ganhar. O ministro Admar Gonzaga, do TSE, acatou o pedido protocolado em nome de Dilma e concedeu liminar impedindo a Empiricus de propagandear suas análises no Google. O gigante da internet também foi alvo de representação, assim como o candidato do PSDB e sua coligação. Em entrevista ao site de VEJA, o autor dos textos, Felipe Miranda, afirmou que a medida não intimidará seu trabalho. "O que já vínhamos falando aos nossos clientes sobre a gestão do governo e a condução da política econômica só piorou com esse cerceamento. Mas vamos continuar atuando da mesma forma. Não tenho rabo preso e sou pago pelos meus clientes para falar o que penso", afirma. Confira trechos da conversa.

O TSE informou a consultoria sobre a representação do PT?
Não, ainda não recebemos nenhum comunicado oficial. Ficamos sabendo pela internet. Mas a situação é absurda, pois não há campanha eleitoral da nossa parte. Podem não gostar do que escrevemos, mas nos colocar ali é absurdo.

Estão impedidos de produzir análises com foco eleitoral?
Não. Há uma liminar que nos obriga a tirar aqueles textos do ar. Mas não existe a possibilidade de alguém nos proibir de fazer nossas análises críticas, pois aí seria censura explícita. Já seria um ato institucional contra a liberdade de expressão. Além disso, o que já vínhamos falando aos nossos clientes sobre a gestão do governo e a condução da política econômica só piorou com esse cerceamento. Mas vamos continuar atuando da mesma forma. Não tenho rabo preso e sou pago pelos meus clientes para falar o que penso.

Como o Google distribuiu os anúncios dos textos produzidos pela Empiricus?
Os dois textos são muito claros: tratam de uma tese econômica que não é nova e que mostra que a bolsa cai quando a Dilma sobe nas pesquisas, e sobe quando o Aécio melhora. O objetivo é simples: nossos clientes devem se proteger desses solavancos. Os anúncios dos textos chegam de forma idêntica ao Google, mas, de acordo com a métrica de distribuição desses anúncios, ficam mais expostos os que são mais clicados. Diante disso, podemos escolher tirar do Google Ads os anúncios menos rentáveis. O que não foi o caso dos anúncios sobre as perspectivas econômicas num cenário de vitória da Dilma e do Aécio.

A consultoria sofreu algum tipo de represália fora a representação no TSE?
Tirando esse clima de caça às bruxas, de perseguição, nada foi feito. Há, claro, a militância. Desde a semana passada recebo xingamentos e ameaças de toda a natureza por email e por meio das redes sociais. Nosso site já caiu várias vezes e tentaram invadir nossos emails. 

Desde a repercussão do caso Santander, o mercado está mais amedrontado?
Não posso falar pelo mercado, pois não estou a par. Mas o que é certo é que estão tentando cercear nossa liberdade e nosso dever fiduciário de prover boas dicas. Nós estamos pessimistas em relação à economia e não posso ignorar isso em minhas análises. No caso do Santander, entendo que ficou feio para o banco ter de voltar atrás na opinião de um analista. Mas não me surpreende, pois os grandes bancos não querem romper relações com o governo. Mas nós somos independentes e só temos compromisso com nossos clientes.

Leia também:



Luiz Eduardo Rocha Paiva: Defesa do país é tratada como algo irrelevante e gerida na base do faz de conta

Artigo de Luiz Eduardo Rocha Paiva para o UOL em 29/07/2014


Os problemas relativos à defesa nacional deveriam ser conhecidos pela nação, cliente das políticas e estratégias elaboradas pelos órgãos diretamente responsáveis pelo setor e credora da lealdade das Forças Armadas (FA). Por isso, as informações sobre a situação da defesa do país não podem se restringir às transmitidas pelas fontes oficiais e autoridades governamentais, que jamais questionam as próprias estratégias e omitem deficiências e vulnerabilidades.

O discurso oficial definiu a capacidade de dissuasão extrarregional como propósito da defesa nacional. Então, para não ser um discurso ilusório, o Brasil deveria alcançar um poder militar não necessariamente igual, mas capaz de causar danos significativos a eventuais oponentes que tenham condições de nos agredir ou ameaçar interesses vitais brasileiros.

Poucos países têm poder para entrar em conflito armado prolongado com um Brasil tão distante. A conclusão é simples! As FA nacionais devem ser capazes de dissuadir potências do nível da França ou Grã-Bretanha.

A França é nossa vizinha na Amazônia, a Grã-Bretanha tem forte influência na Guiana (país membro da Comunidade Britânica), e ambas têm manifestos interesses na calha norte do rio Amazonas. Dessa forma, convém comparar as FA francesas, britânicas e brasileiras.




Fonte: Exército, Marinha e Aeronáutica dos países

Quanto aos meios citados nas tabelas, há um imenso hiato desfavorável às nossas FA em modernidade, autonomia tecnológica e industrial, adestramento e disponibilidade de equipamentos. A maior vulnerabilidade do Brasil é não ter sistemas de mísseis antinavio e antiaéreos, havendo outras vulnerabilidades e deficiências graves, das quais seguem apenas algumas:

1. O Ministério da Defesa não implantou um projeto de força conjunto para alinhar o reequipamento e articulação das FA quando elaborou a END (Estratégia Nacional de Defesa), em 2008. Dispersão de esforços!

2. A END não identificou as visíveis ameaças potenciais, como determina o conceito de defesa na Política Nacional de Defesa. Assim, não há como definir padrões a alcançar no desenvolvimento de capacidades que concretizem a dissuasão extrarregional pelas FA.

3. A Política e a Estratégia Militar de Defesa, que deveriam seguir-se à END, estão há seis anos em elaboração, levando ao retardo dos planos operacionais. Defesa não é relevante?

4. Todos os projetos estratégicos de defesa não recebem recursos suficientes para cumprir o cronograma ou eles são contingenciados. Se algum dia forem concluídos já serão antiguidades. Descaso com a defesa! 

5. É irrisória a aplicação de recursos em ciência e tecnologia e no desenvolvimento de uma indústria militar com elevada autonomia, e não há perspectiva de ruptura da tendência a negligenciar a defesa do país. O hiato de poder militar vai se agravar!

6. O projeto mais efetivo em dissuasão seria um sistema conjunto de defesa com mísseis antinavio e antiaéreos, coordenado com a segurança cibernética e a inteligência estratégica. Seria capaz de neutralizar ou desgastar uma esquadra agressora antes do desembarque de tropas, causando pesadas baixas ao afundar navios de transporte. Mas este projeto não existe! 

7. Nenhuma brigada do Exército Brasileiro dispõe de sistemas operacionais completos, portanto, nenhuma tem condições de entrar em combate convencional em defesa da pátria. Quanto à Marinha e à Aeronáutica, as tabelas, por si só, já são por demais eloquentes. Atenção para caças e submarinos nucleares, pois o brasileiro é para 2022.

8. Para nossos governos, as FA são como agências multitarefas para suprir carências ou incompetências dos órgãos de defesa civil, obras públicas, assistência social, segurança pública e em grandes eventos. Nos últimos anos, foram feitas oito megaoperações de controle de tráfico de drogas e contrabando na faixa de fronteiras, e nenhum exercício de vulto de defesa da pátria. O Brasil acabou se dobrando às diretrizes dos EUA para as FA sul-americanas, formuladas após a Guerra Fria.


Há quem pense não haver ameaças ao país, pois poucos estudam a história e o jogo do poder entre as potências globais. Estas, em suas documentadas apreciações estratégicas, alertam que os conflitos futuros visarão garantir acesso privilegiado a recursos e controlar ou ter presença militar em áreas de valor estratégico.

São duas causas de conflitos em que o Brasil se enquadra como possível alvo. Portanto, existem ameaças potenciais para as quais seria necessário se preparar desde ontem, pois defesa não se improvisa. Pela dissuasão, se evita a escalada de conflitos e, pela ação ou reação de FA poderosas, se derrota o agressor.

A defesa tem sido debatida nos meios acadêmicos e - algumas vezes - na mídia, mas não é o bastante para a sociedade tomar consciência da relevância do poder militar como fator de segurança e paz.

No Congresso, as comissões de Relações Exteriores e Defesa têm a responsabilidade de alertar a nação sobre os riscos da indigência militar do país. Devem ouvir a opinião de civis e militares da reserva estudiosos do assunto, em audiências públicas, a fim de identificar vulnerabilidades.

Se estas forem relevantes, devem ouvir altos chefes militares da ativa,em audiências reservadas, cujo compromisso será emitir sua própria opinião. É desperdício não conhecer o pensamento de profissionais em quem a nação investiu mais de trinta anos em preparação contínua.

Temas de vital relevância para a defesa da pátria não podem ficar subordinados a interpretações retrógradas sobre hierarquia e disciplina intelectual. Quem os estará questionando é a própria nação, que tem direito à verdade.

Após avaliar as distintas visões, as comissões decidiriam se o Ministério da Defesa deveria ou não ser acionado para justificar as políticas e estratégias adotadas, em audiência reservada, se necessário o sigilo. Com o cenário da defesa descortinado, a sociedade seria informada sobre sua real situação.

A defesa da pátria, missão principal e identidade das FA, é tratada como algo irrelevante e gerida na base do faz de conta por nossos governos desde o início dos anos 1990.

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