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segunda-feira, maio 26, 2014

CLAUDIO HUMBERTO: Relatório do Conselho de Segurança da ONU revela que porto cubano, construído com financiamento brasileiro, foi usado para o tráfico de armas para a Coreia do Norte

Relatório do Conselho de Segurança da ONU, obtido pela coluna, sobre contrabando de armas para a Coreia do Norte, revela que o porto de Mariel, em Cuba, construído com financiamento brasileiro (US$ 1 bilhão do BNDES), é a “ponte” para exportação do antigo armamento soviético para a tirania comunista na Ásia. A suspeita surgiu após apreensão no Panamá de navio norte-coreano com “açúcar” cubano.

Velhos MIG soviéticos, tanques, mísseis terra-ar e explosivos, integram o ardiloso esquema norte-coreano para enganar autoridades marítimas.

Uma empresa “laranja” russa da Coreia do Norte registrou um carregamento em nome da Ocean Maritime Management-Brasil.
 
O porto cubano construído com nossa grana pela Odebrecht, amiga de Lula, será administrado por uma empresa de Cingapura. Humm…


Relatório da ONU confirma: Porto de Mariel em Cuba vem sendo usado para contrabando de armas para a Coréia do Norte.


Um relatório de peritos do Conselho de Segurança da ONU publicado em 6 de Março desse ano revela detalhes de como o porto de Mariel, recentemente reformado pelo conglomerado brasileiro Odebrecht com aporte de recursos do BNDES da ordem de US$ 900 milhões e forte articulação política do governo brasileiro, foi usado para o contrabando de 240 toneladas de armas, incluindo mísseis e armamento pesado, para a Coréia do Norte.
O relatório explica, inclusive, o porquê de Porto Mariel ter sido escolhido para essas transações criminosas, de modo a impedir a detecção da carga ilegal e evitar o seu rastreamento.

Confira o artigo que repercutiu essas descobertas:
http://www.capitolhillcubans.com/2014/03/why-odebrechts-port-was-chosen-for.html
E o mais importante (fontes primárias), o próprio relatório da ONU que denuncia a operação:
http://www.un.org/ga/search/view_doc.asp?symbol=S/2014/147
Recomendo especial atenção aos anexos do relatório, especialmente do anexo IX ao XXI.

Que o governo brasileiro se aproximou das maiores ditaduras do mundo nos últimos anos não é novidade. Irmãos Castro, Chávez, Kadhafi, Bongo, al Bashir, Morales, dinastia Kim, entre outros ditadores são parceiros do governo brasileiro tomado pelo Partido dos Trabalhadores.
Mas nesse caso coisa é tão grave que ultrapassa a discussão interna, na qual o impeachment seguido de intensas investigações e cadeia para os envolvidos seria a saída mais óbvia. Entramos na seara dos crimes internacionais de guerra.

Bem-vindos ao Eixo do Mal.


Fonte: Comedia Globale


Porto financiado por DILMA é ponto de CONTRABANDO INTERNACIONAL de armas. Incluindo aviões MIG-21 desmontados.

 

Os regimes que ainda insistem em adotar uma posição autoritária, como Cuba. Coreia do Norte e Venezuela, atuam como se fossem uma grande quadrilha internacional, usando os recursos do estado para práticas ilegais. É uma lástima que a cúpula do governo brasileiro esteja intimamente ligada aos ditadores cubanos. Não é de se adimirar que a tão sonhada cadeira na ONU nunca seja concedida, o mundo inteiro já percebeu os laços estreitos que o Brasil têm com os piores regimes do planeta.
 
Recentemente a ONU divulgou um relatório informando que o porto de Mariel, financiado pelo governo brasileiro, tem facilitado o tráfico de toneladas de armas para a Coreia do Norte.

Um relatório de peritos do Conselho de Segurança da ONU sobre violações dos embargos de armamento publicado essa semana diz que medidas preventivas, como a inspeção detalhada realizada pelo Panamá em navios que se dirigiam para a Coréia, se mostraram importantes na detecção de violações dos tratados internacionais. O documento revela detalhes de como o porto de Mariel, recentemente reformado pelo conglomerado brasileiro Odebrecht com aporte de recursos do BNDES da ordem de US$ 900 milhões, foi usado para o contrabando de mais de 200 toneladas de armas, incluindo mísseis, para a Coréia do Norte.
 
O RELATÓRIO DA ONU diz que os parceiros mais antigos da Coréia do Norte parecem não ter compreendido os detalhes e implicações do não cumprimento das resoluções sobre o embargo de armamento, e o país tem se aproveitado disso.

Entre a carga escondida estavam seis reboques associados a sistemas de mísseis terra-ar e 25 contêineres carregados com dois MiG-21 desmontados, 15 motores para aviões MiG-21, componentes para sistemas de mísseis terra-ar, munições e diverso material ligado a armamento. Este carregamento constituiu a maior quantidade de armas e material proibido enviado para a República Popular Democrática da Coreia desde a adopção da resolução 1718 (2006).



Cubanos residentes nos EUA, por meio do site Católicos Cubanos, denunciam que a Odebrecht é uma empresa reincidente na ligação com alguns dos regimes mais repressivos do mundo, incluindo Cuba, Venezuela e da Líbia. O site ressalta que a impossibilidade de acesso aos documentos de financiamento internacional feitos pelo Brasil dá margem à mais desconfianças sobre o envolvimento do país em atividades ilícitas.



 Fonte: Sociedade Militar

TA TUDO DOMINADO: Ministro nomeado por Dilma, Teori Zavascki, interfere, de forma desastrosa, na Operação Lava-Jato




VERGONHA!!!!!!








Último nomeado por Dilma, ele embaralhou o processo do Mensalão na fase final e por pouco não livrou a cara de todos os bandidos do mensalão. Esta nova decisão ajuda os bandidos que assaltaram os cofres da Petrobrás. 

Causou estupor a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, que mandou soltar os 12 presos da Operação Lava-Jato, incluindo o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto da Costa

. O ministro mandou suspender todos os inquéritos e quer que tudo passe para o âmbito do Supremo.

. A decisão do ministro, o último a ser nomeada pela presidente Dilma, é baseada na reclamação do advogado de Costa de que o juiz federal Sérgio Moro extrapolou a sua competência ao investigar o deputado André Vargas (sem partido), que tem foro privilegiado. 

. Reclamação semelhante, feita também no STF, mas pelo deputado gaúcho José Otávio Germano e em relação a investigações não autorizadas pela Corte, não teve desfecho semelhante no caso da Operação Rodin. No caso, o juiz federal do caso apenas excluiu o deputado da lide, mas prosseguiu com o processo.

. O juiz deveria ter mandato o inquérito para o STF assim que apareceram os primeiro indícios de que havia na investigação um parlamentar, disse Zavascki.

; Ainda segundo a Folha, o ministro Zavascki citou dois votos de ministros do Supremo, de José Antonio Dias Tofolli e Marco Aurélio Mello, que defendem que não cabe ao juiz de primeira instância definir o que deve ir para a instância máxima da Justiça.


. Os doleiros Nelma Kodama e Carlos Habibi Chater também foram soltos.

Agora a análise de Reinaldo Azevedo:







O ministro Teori Zavascki suspendeu os inquéritos da Operação Lava Jato, mandou soltar todos os presos e pediu que tudo seja enviado ao Supremo Tribunal Federal. Afinal, dois dos investigados têm foro especial por prerrogativa de função: os ainda deputados André Vargas e Luiz Argôlo. É preciso ler a decisão no detalhe para uma opinião mais detida, mas algumas coisas já podem ser ditas.

Sei que a observação que vem a seguir não é simpática num país viciado em impunidade, mas é fato: em todo o mundo democrático, a Justiça existe mais para soltar do que para prender: ela se comporta, e isto é um princípio civilizatório, como uma garantia dos indivíduos contra a pretensão punitiva do Estado. Havendo uma brecha para que a pessoa possa ser libertada, ela será.

Adiante. Teori Zavascki evocou o Inciso II do Artigo 14 da Lei 8.038 e o 158 do Regimento Interno do STF, que conferem ao relator o poder de suspender o processo — nesse segundo caso, ele também pode solicitar a remessa dos autos.

Vamos ver. Que os respectivos casos dos dois deputados deveriam ter sido enviados imediatamente ao Supremo, isso eu também acho. Se têm o foro especial e se a lei é essa, que se cumpra. Que, no entanto, se suspendam todos os inquéritos e processos, aí já acho um exagero. Até porque, especialmente depois do processo-gigante do mensalão, a tendência do tribunal é julgar na corte apenas os réus com direito a foro especial. E esse não é o caso da maioria dos que estão presos. O doleiro Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, entre outros, não têm direito a foro especial.

A decisão tem caráter liminar e, portanto, pode ainda ser revista. Vamos separar a libertação dos presos da suspensão de todos os inquéritos. Em algum momento, teriam de ser libertados, já que precisam ainda ser julgados, e não parece que possam mais prejudicar a investigação. Mas isso poderia ser feito por meio de habeas corpus. Já suspender tudo me soa um óbvio exagero. Dá a impressão de a coisa ter funcionado assim: “Já que não tive tempo de examinar os autos (e duvido que Teori tenha tido esse tempo), então que pare tudo”.


Por Reinaldo Azevedo





Teori Zavascki revê decisão sobre Operação Lava-Jato; denunciantes já correm risco de vida

Alça de mira – Advogados que defendem os acusados de envolvimento no esquema criminoso desbaratado pela Polícia Federal durante a Operação Lava-Jato tentaram desqualificar o brilhante trabalho do juiz federal Sérgio Moro, de Curitiba, alegando que o magistrado estava a afrontar o STF ao não remeter à Corte a integra do processo, atendendo a determinação do ministro Teori Albino Zavascki.

Zavascki, na segunda-feira (19), cumpriu o que determina a Constituição Federal ao requerer o envio do processo ao Supremo Tribunal Federal, até porque entre os acusados estão pelo menos dois parlamentares (André Vargas e Luiz Argolo), ambos flagrados em troca de mensagens nada republicanas com o doleiro Alberto Youssef. O ministro do STF, contudo, errou ao determinar a imediata soltura dos acusados, uma vez que há entre eles pessoas de alta periculosidade e com envolvimento no tráfico internacional de drogas.

Questionado pelo juiz Sérgio Moro e pressionado pela opinião pública, Teori Zavascki, que chegou à mais alta instância do Judiciário nacional por indicação da petista Dilma Rousseff, acabou revendo sua decisão e manteve apenas a soltura de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras e acusado de ser sócio de Youssef em um esquema de desvio de recursos da petroleira e pagamento de propina.

Não bastasse o questionamento do juiz federal que preside o processo, Zavascki foi alvo de críticas por parte dos que investigaram o esquema criminoso que, sob a batuta de Alberto Yousef, teria movimentado ilegalmente R$ 10 bilhões, montante que pode ser ainda maior por causa das muitas conexões internacionais dos partícipes.

Não há como discutir a decisão de Zavascki acerca da remessa do processo ao STF, até porque nesse caso prevalece a prerrogativa de foro dos dois parlamentares, acolhida pela Carta Magna, mas foi temerária a atitude de determinar a soltura dos presos e a imediata suspensão do processo, inclusive com a possibilidade de se questionar a legalidade das ações policiais e do próprio Ministério Público Federal.

Que o Brasil é o paraíso da impunidade todos ao redor do planeta estão cansados de saber, mas é importante destacar que o ministro Zavascki, como integrante de um Poder constituído e por consequência como agente do Estado, é responsável pela segurança daqueles que ainda em 2009 denunciaram o esquema que culminou com a Operação Lava-Jato. Entre os denunciantes estão o empresário Hermes Magnus e o editor do ucho.info, jornalista Ucho Haddad. Com a precipitada decisão de Zavascki ambos correm risco de vida. E qualquer ocorrência com os denunciantes a responsabilidade será do STF.

sábado, maio 24, 2014

ROMÁRIO: LULA, DILMA e RICARDO TEIXEIRA mentiram para o POVO BRASILEIRO! A maior parte do dinheiro gasto na COPA é PÚBLICO!


CARLOS VEREZA: O PT não tem mais parâmetros, eles perderam completamente o pudor!

O ator CARLOS VEREZA faz um desabafo emocionante, mostrando sua indignação com o FACISMO dos PeTistas no caso da ameaça ao Presidente do STF, o Ministro Joaquim Barbosa. Ele relata sua perplexidade com a gravidade do fato, com a violência do PT, com o racismo contra Joaquim Barbosa e com a falta de reação da sociedade brasileira.
"O PT não tem mais parâmetros, eles perderam completamente o pudor!"








Da Agência Estado


A Polícia Federal investiga, a pedido do Supremo Tribunal Federal, ameaças de morte ao presidente da Corte, Joaquim Barbosa, em perfis de redes sociais na internet. Em um dos dois inquéritos de investigação, a PF descobriu que um dos que ameaçaram o ministro foi Sérvolo de Oliveira e Silva, secretário de organização do diretório do PT em Natal e membro da Comissão de Ética do partido no Rio Grande do Norte.

"Contra Joaquim Barbosa toda violência é permitida, porque não se trata de um ser humano, mas de um monstro e de uma aberração moral das mais pavorosas", postou o petista no perfil do Facebook com o nome de Sérvolo Aimoré-Botocudo de Oliveira, como informou a edição da revista Veja deste fim de semana. "Joaquim Barbosa deve ser morto. Ponto Final. Estou ameaçando a um monstro que é uma ameaça ao meu país. Barbosa é um monstro e como monstro deve ser tratado."

Procurada pela reportagem, a direção nacional do PT disse que não iria se manifestar sobre o tema. Sérvolo não foi localizado pelo Estado.

Depois que começou a ser investigado pela PF, ele se mudou para Foz de Iguaçu. À revista, o petista diz que fez menção ao tiro na cabeça porque se lembrou da morte do PC Farias. "A burguesia brasileira age assim. Sou do candomblé, não tenho coragem de matar ninguém", afirmou, completando que se quisesse de fato matar alguém não postaria a ameaça na internet.

No outro inquérito, também solicitado pelo Ministério Público Federal, a PF investiga quem está por trás do perfil de Brasília que convoca membros e correligionários do PT a atentar contra a vida do presidente do STF. Ameaça de morte pode render uma pena de até seis meses de prisão, de acordo com o Código Penal.











terça-feira, maio 20, 2014

EMBRAPA: Produtor deve registrar sua propriedade no CAR


Pesquisador ensina como recompor áreas nativas degradadas 


O biólogo da Embrapa Rodiney de Arruda Mauro, pesquisador na área de gestão ambiental da Embrapa Gado de Corte, uma das Unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), localizada em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, dá dicas de como recuperar áreas nativas degradadas e se manter na legalidade. As informações chegam num bom momento quando produtores de todo o Brasil devem providenciar o Cadastro Ambiental Rural (CAR), até o dia 6 de maio de 2015. 

O CAR é um registro público eletrônico obrigatório que deve ser feito junto ao órgão ambiental estadual ou municipal competente. Ele é gratuito e só pode ser feito pelo computador. O produtor entra na página do CAR (http://www.car.gov.br/#/ ), baixa o programa, preenche os dados pessoais e da propriedade como localização, Áreas de Preservação Permanente (APP), Áreas de Reserva Legal (RL) e Áreas de Uso Restrito (AUR) e o próprio sistema fornece as imagens de satélite do imóvel rural. 

É considerada propriedade rural aquelas destinadas à exploração agrícola, pecuária, extrativa vegetal, florestal ou agroindustrial. O governo espera o registro de cerca de 5,6 milhões de propriedades rurais do País. “É importante todo produtor regularizar suas áreas, pois isso lhe trará segurança jurídica no processo produtivo, além de ficar em dia com suas obrigações produtivas e ambientais”, diz o pesquisador Rodiney Mauro que acrescenta: “aqueles que não regularizarem a situação do seu imóvel não terão acesso a crédito rural e demais políticas de auxílio ao produtor como o Programa de Recuperação Ambiental (PRA),criado para apoiar os produtores na recomposição dos passivos ambientais”. 

Os dados do CAR irão integrar o Sistema de Cadastro Ambiental Rural (SICAR), que tem por finalidade administrar e monitorar a recomposição, regeneração, compensação e a supressão de áreas de vegetação nativa dos imóveis rurais do Brasil. 

O produtor que tiver passivo ambiental, como áreas degradadas deverá aderir ao PRA e se comprometer em recuperar as áreas de preservação permanente e de reserva legal. Cada estado deverá implantar o seu PRA e ditar regras de acordo com as características ambientais da região. Enquanto o Programa não sai não haverá cobrança de multas. 

O interessante é que todo produtor se conscientize e comece já o trabalho não só do cadastro (CAR) como o de restauração de áreas degradadas da propriedade, seja aquelas consideradas APPs ou de Reserva Legal. É sempre bom lembrar que o produtor não deve dispensar a ajuda técnica de um profissional habilitado para indicar o que e como deve ser feito o trabalho. 

Projeto da Embrapa contribui com o CAR em MS - O projeto GeoMS é um Sistema de Informação Georreferenciada para monitorar o espaço rural e facilitar a regularização e o licenciamento ambiental. Ele foi criado pela Embrapa em parceria com outras instituições. Entres outros especialistas, Rodiney Mauro e Marta Pereira participam do projeto desde sua criação e integram no Sistema Interativo de Suporte ao Licenciamento Ambiental (SISLA), juntamente com o Sistema Imasul de registros e informações estratégicas do meio ambiente – SIRIEMA e hoje participam do Sistema Nacional. 



O SISLA é usado para desenvolver o sistema e é utilizado por gestores, fiscais ambientais, empreendedores e consultores, via WEB ( http://sisla.imasul.ms.gov.br ). Com o seu uso a tramitação dos processos de licenciamento ambiental tornou-se mais rápida e segura. 

Técnicas simples e baratas recuperam áreas degradadas - O pesquisador Rodiney Mauro cita três técnicas que podem ser utilizadas pelo produtor para recuperar áreas nativas que se degradou pelo tempo de uso ou mesmo por práticas agrícolas inadequadas. 

A primeira é simplesmente vedar a área para que ocorra a regeneração natural de plantas nativas. A segunda é a reconstituição do horizonte A – aporte de solo em cima da camada rochosa. E a terceira é a vedação da área e o plantio de mudas. 

A técnica mais barata é a primeira. A segunda técnica que não custa muito é a terceira, onde a área é vedada e é feito um plantio de mudas nativas. A que onera um pouco o bolso é a segunda técnica, porém é a que recupera mais rápido. 

As três técnicas foram utilizadas para recuperar áreas da Embrapa Gado de Corte que sofreram desgastes pelo tempo de utilização. Após cinco anos a paisagem é outra, áreas totalmente recuperadas, constatadas no local e pelas fotos de satélite.

Na Fazenda Modelo nascentes em área de Cerrado estão preservadas, fruto do trabalho de empregados como do pesquisador Rodiney e do assistente Celso Souza Martins. A área foi cercada, o acesso de animais foi limitado, as nascentes foram isoladas e ao redor foram plantadas espécies nativas. “Com o tempo cuidamos o crescimento das mudas, controlamos o ataque de formigas e acompanhamos a rebrota natural das sementes existentes no solo”, relata o assistente consciente da importância de se preservar o ambiente para as gerações futuras. 

A fazenda da sede da Embrapa de Campo Grande, com mais de três mil hectares, é utilizada para realização de pesquisas com gado e é natural que algumas áreas, após muitos anos de uso apresentassem pontos de degradação. Duas nascentes apresentavam água no período da chuva e o solo estava compactado com o pisoteio dos animais.
As áreas foram vedadas com cercas a 50 metros a partir da margem das nascentes; plantou-se mudas nativas e a depredação por pessoas estranhas também foi controlada. O cenário hoje mudou, a vegetação nativa foi recuperada e as nascentes estão com água o ano todo. 

A recuperação das áreas de cascalheiras – local composto por pedras britas ou restos de rochas que são retirados para utilização de pavimentação – deu um pouco mais de trabalho, mas compensou. Rodiney Mauro explica que durante três décadas a área foi utilizada para a retirada de cascalhos usados em substratos de estradas. O que se via nas fotos de satélite era uma área descoberta de vegetação. “A melhor forma de recuperar a área, em torno de 15 hectares, foi aportar solo de outros locais”, explica o pesquisador Rodiney. Vários caminhões de aterro como solos da camada superficial e ricos em sementes e minerais foram colocados na área, bem como o plantio de mudas nativa.

Em quatro anos o que se vê é a recuperação plena da área, o gado pastoreia no local de vez em quando e as visitas são controladas. Segundo Rodiney recuperar áreas de cascalheiras não é tão simples, mas é totalmente possível, e o custo, que não é tão alto, vale a pena. “O produtor é um grande aliado na conservação da vegetação nativa o que lhe garante a sustentabilidade da propriedade” ressalta. 



Redação: Eliana Cezar (DRT 15.410/SP)
Jornalista Embrapa


Núcleo de Comunicação Organizacional - NCO
Embrapa Gado de Corte
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
Campo Grande/MS

domingo, maio 18, 2014

RODRIGO CONSTANTINO: Por que a nossa realidade precisa ser essa, tão miserável, em um país tão rico e com tanto potencial?


Rodrigo Constantino, brilhante como sempre! 

É incrível sua capacidade de expor nossa realidade de uma forma clara, precisa, simples, realista e direta. Caro amigo PeTista, se você não consegue ver a realidade, é porque você já virou  um PeTralha ou é, no mínimo, um cúmplice da bolivarianização do Brasil! Você tem filhos? É essa a herança que quer deixar para eles?




É sempre bom voltar ao nosso lar, doce lar, mesmo após uma rápida estadia em um país mais civilizado, onde as coisas simplesmente… funcionam! O grande espanto, o grande choque ao se regressar ao Brasil é ver como as coisas mais básicas são, por aqui, complicadas.

Não falo da chegada ao aeroporto, já aquele primeiro grande contraste, ou mesmo das favelas todas que decoram o trajeto de volta para casa; e sim dos temas que norteiam os debates e as preocupações em nossos país. A gente precisa deixar a Banana Republic, a loja, para trás e mergulhar na República das Bananas, o país. Isso demanda um patriotismo e tanto…

Abro o jornal e vejo a notícia em maior destaque: Trabalho infantil fere cinco e mata um por mês. Diz a matéria:

Em 5 de março último, Max Fernandes Ritzel dos Santos, de 14 anos, estava no seu primeiro dia de trabalho em uma construção na cidade de São Leopoldo (RS). Ao manusear uma betoneira de misturar concreto, sem usar equipamento de proteção, sofreu um choque mortal.

— Era só um fiozinho desencapado, mas o choque estourou o coração dele. O meu orgulho é saber que morreu trabalhando e não na mão de algum policial ou traficante. Assim como Deus sabe a hora de pôr no mundo, sabe também a hora de recolher — chora a mãe Roseli Ritzel, que ainda deve R$ 1.300 pelo enterro do menino.

Na última quinta-feira, após uma semana no emprego, J.J.R., de 15 anos, limpava por dentro um forno de cal, de 13 metros de altura e dois de diâmetro. O forno desabou e mais de 13 toneladas de terra e entulho soterraram o adolescente. O trabalho de resgate pelo Corpo de Bombeiros de Formiga, cidade a 200 quilômetros de Belo Horizonte, durou 12 horas.

As duas atividades, por serem mais arriscadas e insalubres, são proibidas para menores de 18 anos no Brasil. Estão incluídas na lista de piores formas de trabalho infantil que o país se comprometeu a erradicar no ano que vem. A lei prevê que qualquer forma de trabalho é proibida para menores até 14 anos. Entre 14 e 16 anos, o jovem pode trabalhar apenas como aprendiz. E, mesmo após os 16, o trabalho em atividades perigosas ou insalubres é proibido.

Em seguida, outra reportagem em grande destaque diz: Distante do fim da estiagem – Burocracia emperra funcionamento dos 21 poços abertos no Nordeste. Diz ela:

Em abril de 2013, quando a Região Nordeste atravessava a pior seca dos últimos 50 anos, a presidente Dilma Rousseff anunciou, durante a reunião do Conselho Deliberativo da Sudene, um novo pacote de medidas para mitigar os efeitos da estiagem, que, na ocasião, afetava 1.415 municípios. Entre elas, estava a perfuração de 21 poços profundos, de grande vazão, pela CPRM/Serviço Geológico do Brasil, em áreas escolhidas a dedo para fazer chegar água subterrânea de boa qualidade ao sertanejo — um projeto de R$ 40 milhões. Devido à urgência, pelo menos 17 obras de perfuração foram contratadas sem licitação. O Observatório da Seca, lançado no mesmo encontro, registra a conclusão de 21.

Engana-se, porém, quem pensa que os poços, cavados a profundidades acima de 400 metros, resolveram as dificuldades de muita gente: 14 seguem parados por falta de bombas, energia ou adutoras para levar a água a quem precisa. Na maioria dos casos, não há sequer previsão para o restante da obra. O problema é que o Ministério da Integração Nacional não se responsabiliza por todas as etapas. Só após o poço ficar pronto, começa a discussão do fornecimento de energia para que as bombas funcionem, o que deve ser feito pelas concessionárias de cada estado. A canalização é outra dificuldade: municípios com até 50 mil habitantes têm de buscar verbas na Fundação Nacional de Saúde (Funasa) para viabilizar adutoras e redes de abastecimento. Ou seja, o que era urgente no período da seca cai nos estraves de sempre da administração pública.

A realidade brasileira é muito dura. Menores de idade tendo de trabalhar em funções arriscadas por completa falta de alternativa, e a própria mãe reconhecendo que era isso ou deixar o filho nas mãos de traficantes. Nordestinos que até hoje não podem contar com o fornecimento adequado de água. São coisas típicas de um país… africano! Só que o Brasil não é a África, e se ainda não perdemos o juízo, esse tipo de coisa deveria ser revoltante.

Miami não tem os melhores indicadores sócio-econômicos dos Estados Unidos. Longe disso. Há pobreza, criminalidade, não tem nada de perfeito. Mas só mesmo um Sakamoto da vida, “especialista” convidado por Regina Casé para seu programa sensacionalista e ícone do esquerdismo retrógrado que assola nosso continente, poderia dizer que se lá é a “América Latina que deu certo”, como afirmei, então já demos errado!

Pobreza, por lá, significa morar em um bairro humilde, com índices de violência maior do que a média nacional (e bem menores do que a nossa média nacional), ter uma casita discreta (mas nada comparado às favelas cariocas) e um carro na garagem (que no Brasil seria de classe média). E um iPhone, claro, pois todos possuem um iPhone, mesmo nos bairros mais pobres. É isso que quer dizer “ser pobre” em Miami, via de regra. Crianças manuseando uma betoneira de misturar concreto? Gente sem acesso a água? Isso parece uma realidade muito distante.

Cada um com sua realidade. Mas eis a revolta: por que a nossa precisa ser essa, tão miserável, em um país tão rico e com tanto potencial? O que eles têm de tão especial? Só vemos latino-americanos em Miami. Só escutamos espanhol e português. São cubanos, porto-riquenhos, argentinos, brasileiros, todos vivendo em uma cidade misturada, mas organizada, limpa, sem pichação estragando tudo que é viaduto, com ótimas estradas, e respeito às leis.

O que eles têm? Talvez fosse melhor começar pelo que eles não têm: um bando de “intelectuais” de classe média disseminando marxismo pelas universidades, por exemplo. Ou sociólogos afirmando que a criminalidade é fruto apenas da condição social e que, portanto, todo criminoso é na verdade uma “vítima da sociedade”. Claro, eles também não têm uma praga chamada PT, apesar de uma ala do Partido Democrata de Obama tentar chegar perto em grau de demagogia.


Não podemos perder nossa capacidade de indignação. Não podemos nos entregar ao fatalismo de que isso aqui é assim, uma porcaria mesmo, e que sempre foi assim e nunca vai mudar. Não podemos colocar a culpa no “povo”, como se fosse algo inato, genético, e deixar por isso mesmo. Não! A qualidade de nossas elites é muito ruim. São elas que, em pleno século 21, ainda enaltecem Marx ou idolatram Paulo Freire! São elas que votam, também, no PT ou no PSOL!

Estou de volta ao Brasil. É o meu país, onde nasci, vivi pelos últimos 37 anos. Não quero abandonar tudo e viver exilado em Miami, como tantos fizeram, por razões óbvias e compreensíveis. Quero lutar por um país melhor, mais capitalista, liberal, próspero, justo. Sabemos quem são os inimigos desse progresso; ironicamente, eles se intitulam “progressistas”, mas representam o atraso.

São os defensores do socialismo, do modelo bolivariano, da ditadura cubana, de um estado cada vez maior. É essa a mentalidade que precisa ser derrotada se queremos um país mais parecido com Miami e menos com Caracas. É o que eu desejo. E você, caro leitor? Então o que está esperando para abandonar o discurso derrotista e se unir nessa luta por um Brasil melhor?

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