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domingo, maio 11, 2014

MARXISMO CULTURAL: Juventude roubada na degradação social promovida pelo PT


Fala-se de tudo. Menos da crise da família.

O crescimento da Aids, o aumento da violência e a escalada das drogas castigam a juventude. A deterioração econômica exacerba o clima de desesperança. A percepção da falência do Estado em áreas essenciais (educação, saúde, segurança, transporte) gera muita frustração. Para muitos jovens os anos da adolescência serão os mais perigosos da vida.

Desemprego, gravidez precoce, aborto, doenças sexualmente transmissíveis, Aids e drogas compõem a trágica equação que ameaça destruir o sonho juvenil e escancarar as portas para uma explosão de violência. Além disso, a juventude não foi preparada para a adversidade. E a delinquência é, frequentemente, a manifestação visível da depressão. A situação é reflexo de uma cachoeira de equívocos e de uma montanha de omissões. O novo perfil da delinquência é resultado acabado da crise da família, da educação permissiva e do bombardeio de setores do mundo do entretenimento, que se empenham em apagar qualquer vestígio de valores. Tudo isso, obviamente, agravado e exacerbado pela falência das políticas públicas e a inexistência de expectativas.

Se a crescente falange de adolescentes criminosos deixa algo claro, é o fato de que cada vez mais pais não conhecem os próprios filhos. Não é difícil imaginar em que ambiente afetivo se desenvolvem os integrantes das gangues juvenis. As análises dos especialistas em políticas públicas esgrimem inúmeros argumentos politicamente corretos. Fala-se de tudo. Menos da crise da família. Mas o nó está aí. Se não tivermos a firmeza de desatá-lo, assistiremos, acovardados e paralisados, a uma espiral de violência sem precedentes. O inchaço do ego e o emagrecimento da solidariedade estão na origem de inúmeras patologias. A forja do caráter, compatível com o clima de verdadeira liberdade, começa a ganhar contornos de solução válida. A pena é que tenhamos de pagar um preço tão alto para redescobrir o óbvio.

O pragmatismo e a irresponsabilidade de alguns setores do mundo do entretenimento estão na outra ponta do problema. A era do mundo do espetáculo, rigorosamente medida pelas oscilações do Ibope, tem na violência uma de suas alavancas. A transgressão passou a ser a diversão mais rotineira de todas. A valorização do sucesso sem limites éticos, a apresentação de desvios comportamentais num clima de normalidade e a consagração da impunidade têm colaborado para o aparecimento de mauricinhos do crime.

A transformação da internet num descontrolado espaço para a manifestação de atividades criminosas (a pedofilia, o racismo e a oferta de drogas, frequentemente presentes na clandestinidade de alguns sites, desconhecem fronteiras, ironizam legislações e ameaçam o Estado Democrático de Direito) está na origem de inúmeros comportamentos patológicos.

É preciso ir às causas profundas da delinquência. Ou encaramos tudo isso com coragem ou seremos tragados por uma onda de violência jamais vista. O resultado final da pedagogia da concessão, da desestruturação familiar e da crise da autoridade está apresentando consequências dramáticas. Chegou para todos a hora de falar claro. É preciso pôr o dedo na chaga e identificar a relação que existe entre o medo de punir e os seus efeitos antissociais.


PETRALHAS: Membro da Comissão de Ética do PT ameaça matar o Ministro Joaquim Barbosa


Da Agência Estado

A Polícia Federal investiga, a pedido do Supremo Tribunal Federal, ameaças de morte ao presidente da Corte, Joaquim Barbosa, em perfis de redes sociais na internet. Em um dos dois inquéritos de investigação, a PF descobriu que um dos que ameaçaram o ministro foi Sérvolo de Oliveira e Silva, secretário de organização do diretório do PT em Natal e membro da Comissão de Ética do partido no Rio Grande do Norte.

"Contra Joaquim Barbosa toda violência é permitida, porque não se trata de um ser humano, mas de um monstro e de uma aberração moral das mais pavorosas", postou o petista no perfil do Facebook com o nome de Sérvolo Aimoré-Botocudo de Oliveira, como informou a edição da revista Veja deste fim de semana. "Joaquim Barbosa deve ser morto. Ponto Final. Estou ameaçando a um monstro que é uma ameaça ao meu país. Barbosa é um monstro e como monstro deve ser tratado."

Procurada pela reportagem, a direção nacional do PT disse que não iria se manifestar sobre o tema. Sérvolo não foi localizado pelo Estado.

Depois que começou a ser investigado pela PF, ele se mudou para Foz de Iguaçu. À revista, o petista diz que fez menção ao tiro na cabeça porque se lembrou da morte do PC Farias. "A burguesia brasileira age assim. Sou do candomblé, não tenho coragem de matar ninguém", afirmou, completando que se quisesse de fato matar alguém não postaria a ameaça na internet.

No outro inquérito, também solicitado pelo Ministério Público Federal, a PF investiga quem está por trás do perfil de Brasília que convoca membros e correligionários do PT a atentar contra a vida do presidente do STF. Ameaça de morte pode render uma pena de até seis meses de prisão, de acordo com o Código Penal.







RESISTÊNCIA: Embrapa Cerrados



Artigo de Frederico Flósculo Pinheiro Barreto para o Jornal da Ciência



A luta territorial pelo Distrito Federal ameaça vitimar sua mais importante área física de pesquisa em ciência e tecnologia agropecuária.

Dentre todos os tipos de violência que testemunhamos em nosso País, na atualidade, o mais espantoso deve ser aquela violência nascida de atos contraditórios do Estado, que dilacera, desconstrói e sucateia o próprio Estado.

No Distrito Federal, temos uma impressionante diversidade de situações assim, em que a democratização tem servido como caminho para a perda do controle, pelo Estado, da ordem territorial, da agenda das políticas públicas urbanas, para setores políticos e econômicos que lutam pela privatização dessa ordem territorial - e dessa agenda. A terceirização do próprio Estado é tão grave que atinge o que poderíamos chamar de "a inteligência do Estado", a sua inerente capacidade de priorizar o interesse público, de promover os interesses da Nação.

Impressionam, por outro lado, as cabais demonstrações de desinteligência. Impressiona que o próprio patrimônio de pesquisas científicas, de Ciência e Tecnologia brasileiras entre nesse processo de devastação, de desmonte e mercandização. Isso está a acontecer em Brasília, em uma sequência de episódios de inversão das prioridades do planejamento urbano, desde o famoso Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal, tornado em Lei em 2012 - depois de ser conhecido como o PDOT de Pandora, em lembrança da Operação "Caixa de Pandora", da Polícia Federal. Essa operação levou à prisão e queda do governador José Roberto Arruda, e é o plano urbano mais corrupto da história de Brasília.

Entre outras enormidades, o PDOT de Pandora "fundamenta" gigantescas operações de transferência de propriedades públicas para as mãos privadas, através de mecanismos que geram dividendos para oficiais públicos que comercializam a terra pública - como é o caso da TERRACAP (ou "Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal"), operadora das terras públicas do Distrito Federal, cujos dirigentes têm direito à participação em seus "lucros", ao alienarem terras públicas.

Essa participação é legal (Constituição Federal de 05 de outubro de 1988, no seu art. 7º, inciso XI e regulamentada pela Lei nº 10.101, de 19 de dezembro de 2000, por intermédio de programas de metas de resultados a serem aprovados pela Diretoria da Empresa), mas torna esse órgão público notavelmente ávido por negociar as terras públicas e o direito de construir da forma mais lucrativa possível para os próprios... dirigentes públicos. Esse é um ordenamento jurídico perverso, pois as prioridades públicas são frontalmente desrespeitadas, para dar lugar às prioridades dessa forma de privatização dos "lucros imobiliários".

O caso da ação que o Governo do Distrito Federal move, desde 2012, pela expulsão da Embrapa Cerrados de uma área de aproximadamente 90 hectares, em que estão acumulados investimentos em pesquisas realizadas consistentemente pelas últimas três décadas, é notável, exemplar. Essa área é um extraordinário e naturalmente privilegiado laboratório de pesquisa voltada a uma enorme variedade de práticas e experimentações, que têm contribuído decisivamente para a exploração sustentável do imenso - e degradado - bioma do cerrado brasileiro.

Esse caso é mesmo exemplar, pois a ocupação dessa gleba (que representa cerca de 0,015% do território do DF) tem implicado sua PRESERVAÇÃO em face dos impressionantes e onipresentes episódios de grilagem em todo o território da Capital da República. Capital de grileiros, onde a grilagem tem se tornado... política pública!

Essa ação deletéria de grileiros e governantes populistas tem devastado o bioma cerrado na área de influência de Brasília. Neste momento, para produzir um número de 100.000 novas unidades imobiliárias "populares", ainda não realizado, o atual governo tem usado o PDOT de Pandora (2012), e não hesita em expulsar exatamente os atores públicos e sociais que têm assegurado um mínimo de decência às políticas públicas de desenvolvimento científico e de ocupação racional e planejada do bioma cerrado, a partir deste caótico Distrito Federal. Esse é o dramático caso pela expulsão da Embrapa Cerrados de sua área de trabalho e pesquisa.

No lugar da gleba até agora destinada à pesquisa científica mais produtiva do Distrito Federal, surgirá, como quer o governo local, um loteamento habitacional que visa fortalecer suas políticas populistas - que desconsideram, em especial, as condições ambientais mais elementares para a implantação de novas áreas urbanas no DF. Falta ciência e sobra populismo.

Esse quadro de corrupção num nível de território de Unidade da Federação impressiona, mas a sociedade civil - assim como os pesquisadores e trabalhadores da EMBRAPA - passaram a construir uma corajosa resistência contra a venalidade do Governo do DF. Na verdade, essa luta necessita de mais forças a exigir de Brasília um mínimo de decoro, de responsabilidade pública.

Em Audiência Pública realizada a partir de solicitação feita à Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, em 22 de abril de 2014, na Câmara dos Deputados, lideranças da ciência e tecnologia nacionais se pronunciaram de forma preliminar - mas contundente - em defesa a permanência da Embrapa Cerrados na posse dessa gleba que tem recebido, conscienciosamente, investimentos que a tornam um extraordinário patrimônio para o desenvolvimento, para a preservação e para a ocupação racional, sustentável, do bioma cerrado.

Esse episódio mostra o quanto a luta pelo desenvolvimento científico e tecnológico do nosso País deve considerar novos fatores, na medida em que os recursos territoriais e ambientais nacionais se aproximam de seus limites de sustentabilidade. É evidente que as prioridades de nossos políticos podem ignorar, de forma irresponsável, os raciocínios rigorosos do desenvolvimento sustentável - e que os urbanistas devem ser desafiados a tornar mais completas as singelas "equações" de nossa atual geração de planos urbanos, notavelmente imobiliários, simplistas e de fraquíssima multidisciplinaridade. A corrida pelo futuro não admite desistentes.

Frederico Flósculo Pinheiro Barreto é Professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UnB, Doutor em Processos de Desenvolvimento Humano

sábado, maio 10, 2014

Roberto Freire: A degradação moral de um país e o legado do PT

Artigo de Roberto Freire

A conexão criminosa entre o Ministério da Saúde e o laboratório de fachada do doleiro Alberto Youssef, preso pela PF, é apenas um dos tentáculos que ligam o governo petista à complexa rede de ilegalidades que se instalou no poder. São tantas denúncias a estamparem as manchetes, e tão graves, que os brasileiros têm dificuldade em acompanhá-las sem perder o fio da meada. A banalização do ilícito e da corrupção e a sensação de que o desvio de dinheiro público é algo natural fazem parte do legado danoso que o PT deixará ao país.

Controlado por Youssef e registrado em nome de um "laranja", o laboratório-fantasma Labogen - que firmou parceria com o Ministério da Saúde então comandado pelo petista Alexandre Padilha - foi usado pelo doleiro para realizar fraudes a partir de importações fictícias de insumos farmacêuticos. A desconhecida empresa não importava remédios, mas caixas de vinhos, coleções de joias italianas, instrumentos musicais de origem holandesa e até rolos de seda chinesa.

Diante de um mundo de oportunidades facilitado por suas relações próximas com o poder, o doleiro diversificou as atividades e atendeu aos mais diversos interesses, atuando sempre à margem da lei. Além de providenciar um jatinho para a viagem de férias do ex-petista André Vargas, Youssef também pagou caminhões lotados de gado para outro deputado cujo nome aparece nas interceptações telefônicas feitas pela polícia.

De contratos suspeitos com empresas de fachada à mais rasteira troca de favores, a sucessão de escândalos faz o cidadão se acostumar com a ilicitude. Como escreveu Arnaldo Jabor em artigo publicado em alguns dos principais jornais do país, "o imaginário nacional está se deformando". O texto aponta que "o desgoverno, os crimes sem solução, a corrupção escancarada deixam de ser desvios da norma e vão criando uma nova cultura: a cultura da marginalidade, a normalização do crime".

Mensalões, dinheiro na cueca, roubalheira na Petrobras e dinheiro lavado no Brasil e no exterior fazem com que o malfeito seja encarado com naturalidade, quase como um dado inevitável darealidade. Torturas, assassinatos brutais, linchamentos e um perigoso sentimento de que é preciso fazer justiça com as próprias mãos diante da absoluta falência do Estado são conseqüência da degradação que começa no governo federal. Os exemplos vêm de cima e, nos últimos 12 anos, têm sido os piores possíveis.

Para agravar o quadro, a população sofre com a incompetência da presidente da República, que não foi capaz de melhorar a qualidade dos serviços públicos, fez a economia andar para trás e deixou as empresas estatais em frangalhos. Além disso, o PT incentiva o desprezo pelo trabalho em seu maior programa social, cujo resultado é um contingente de 62 milhões de brasileiros que simplesmente não procuram emprego - até porque, se encontrarem, perdem o benefício do Bolsa Família. Só entre os jovens de 15 a 29 anos, 9,6 milhões não estudam nem trabalham, segundo o IBGE.

A falta de perspectivas da nação diz muito a respeito do desastre da experiência petista. Lula e Dilma fizeram tão mal ao Brasil que há uma sensação de que o país passou a odiar a si mesmo, com a perda de princípios democráticos e o esgarçamento da solidariedade e do humanismo. Nas próximas eleições, além do comando do governo, também estará em disputa a retomada desses valores.

De contratos suspeitos com empresas de fachada à mais rasteira troca de favores, a sucessão de escândalos faz o cidadão se acostumar com a ilicitude.


Deputado federal por São Paulo e presidente nacional do PPS

Aminoagro apresenta soluções nutricionais para a região do Cerrado na Agrobrasília

Empresa destaca produtos para as culturas do feijão, soja, tomate, batata, milho e cenoura

A Aminoagro, empresa brasileira com uma linha completa e diversificada em fertilizantes organominerais, leva seus produtos para a Agrobrasília 2014, a grande feira do cerrado brasileiro, que será realizada de 13 a 17 de maio, em Brasília/DF.

Quem visitar o estande da empresa na feira poderá conversar com os agrônomos e técnicos da Aminoagro e conhecer detalhes sobre o desenvolvimento e os avanços na tecnologia de nutrição de plantas e como os fertilizantes especiais podem auxiliar no aumento de produtividade de suas lavouras. "Uma equipe técnica estará no evento à disposição dos produtores rurais para trocar informações e tirar possíveis dúvidas", diz Fransérgio Batista, gerente de Desenvolvimento de Produto da Aminoagro.

Entre os destaques da empresa na Agrobrasília estão produtos direcionados às culturas do feijão, soja, tomate, batata, milho e cenoura, como os seguintes:

Aminoagro Raiz
Utilizado no tratamento de sementes ou no sulco de plantio, o produto é rico em matéria orgânica, aminoácidos, extrato de algas e nutrientes. Tem como principais vantagens o estímulo do enraizamento, melhorar a ação de micro-organismos no solo e ação de um agente quelante natural do solo, favorecendo, assim, a absorção de nutrientes. Pode ser usado em todas as culturas;

Aminoagro Folha
Utilizado na fase vegetativa e em momentos de estresse interno e externo. Rico em aminoácidos, matéria orgânica e nutrientes, tem como principais vantagens estimular o desenvolvimento vegetativo e aumentar o número de nós reprodutivos;


Aminoagro Flor
Utilizado no início do florescimento até a florada plena, o produto é rico em aminoácidos, matéria orgânica, cálcio e boro. Tem como principais vantagens melhorar de maneira significativa a indução e o início da florada, proporcionando menor queda de flores;

Aminoagro Fruto Plus Nitro
Utilizado para o enchimento de grãos, frutos e tubérculos, é rico em nitrogênio, potássio, fósforo, molibdênio e matéria orgânica. Como principais vantagens, o produto melhora o peso dos grãos, frutos e tubérculos, aumenta o brix em frutíferas e melhora o balanço osmótico da planta.

"Participar da Agrobrasília é uma grande oportunidade de divulgarmos serviços e produtos que colaboram para o crescimento da agricultura nessa região", completa Batista.

Sobre a Aminoagro
Há nove anos no mercado, a Aminoagro é uma empresa brasileira com uma linha completa e diversificada em fertilizantes organominerais, cujos produtos têm por composição aminoácidos, ácidos orgânicos e extrato de algas, com efeitos fisiológicos, que promovem um melhor aproveitamento dos micronutrientes presentes nos produtos, propiciando soluções integradas de nutrição e fisiologia vegetal.

Reconhecida por produtores, distribuidores e consultores pela alta qualidade de seus produtos, a empresa possui o portfólio mais diversificado de seu mercado, oferecendo produtos para culturas anuais, perenes e hortifrútis, e, ainda, para as diversas fases das plantas, com excelente resposta no campo.

Com fábrica localizada a 30 Km do centro de Brasília, às margens da BR/040/050 e, portanto, com fácil acesso às diversas regiões produtoras, inclusive às novas fronteiras agrícolas do Brasil, possui cerca de 10.000 m² de área construída, sendo considerada uma das maiores e mais modernas do País nesse segmento. Apresenta um processo produtivo inteligente e verticalizado, que vai da matéria-prima bruta à formulação e produção de fertilizantes, com máxima economia de custos, e um sistema de logística que lhe permite atender com rapidez o cliente no momento da aplicação.


Para outras informações: www.aminoagro.agr.br

quarta-feira, maio 07, 2014

ARNALDO JABOR: É preciso tirar do poder esses PETISTAS que se julgam os “sujeitos da história”.

Artigo de Arnaldo Jabor

O Brasil está com ódio de si mesmo

Nunca pensei que a incompetência casada com o delírio ideológico promoveria este caos

O Brasil está irreconhecível. Nunca pensei que a incompetência casada com o delírio ideológico promoveria este caos. Há uma mutação histórica em andamento. Não é uma fase transitória; nos últimos 12 anos, os donos do poder estão a criar um sinistro “espírito do tempo” que talvez seja irreversível. A velha “esquerda” sempre foi um sarapatel de populismo, getulismo tardio, leninismo de galinheiro e agora um desenvolvimentismo fora de época. A velha “direita”, o atraso feudal de nossos patrimonialistas, sempre loteou o Estado pelos interesses oligárquicos.

A chegada do PT ao governo reuniu em frente única os dois desvios : a aliança das oligarquias com o patrimonialismo do Estado petista. Foi o pior cenário para o retrocesso a que assistimos.

Antes dessa terrível dualidade secular, a mudança de agenda do governo FHC por sorte criou um pensamento mais “presentista”, começando com o fim da inflação, com a ideia de que a administração pública é mais importante que utopias, de que as reformas do Estado eram fundamentais. Medidas simples, óbvias, indutivas, tentaram nos tirar da eterna “anestesia sem cirurgia.” Foi o Plano Real que tirou 28 milhões de pessoas da pobreza, e não este refrão mentiroso que os petistas repetem sobre o Bolsa Família ou sobre o PAC imaginário.

Foi um período renegado pelo PT como “neoliberal” ou besteiras assim, mas deixou, para nossa sorte, algumas migalhas progressistas.

Tudo foi ignorado e substituído pelo pensamento voluntarista de que “sujeitos da história” fariam uma remodelagem da realidade, de modo a fazê-la caber em suas premissas ideológicas. Aí começou o desastre que me lembra a metáfora de Oswald de Andrade, de que “as locomotivas estavam prontas para partir, mas alguém torceu uma alavanca e elas partiram na direção oposta”.

Isso causa não apenas o caos administrativo com a infraestrutura morta como também está provocando uma mutação na psicologia e no comportamento das pessoas. O Brasil está sendo desfigurado dentro de nossas cabeças, o imaginário nacional está se deformando.

Há uma grande neurose no ar. E isso nos alarma como a profecia de Lévi-Strauss de “que chegaríamos à barbárie sem conhecer a civilização.” Cenas como os 30 cadáveres ao sol no pátio do necrotério de Natal, onde os corpos são cortados com peixeiras, fazem nossa pele mais dura e o coração mais frio. Defeitos e doçuras do povo, que eram nossa marca, estão dando lugar a sentimentos inesperados, dores nunca antes sentidas. Quais são os sintomas mais visíveis desse trauma histórico?

Por exemplo, o conceito de solidariedade natural, quase “instintiva”, está acabando. Já há uma grande violência do povo contra si mesmo.

Garotos decapitam outros numa prisão, ônibus são queimados por nada, com os passageiros dentro, meninas em fogo, presos massacrados, crianças assassinadas por pais e mães, uma revolta sem rumo, um rancor geral contra tudo. O Brasil está com ódio de si mesmo. Cria-se um desespero de autodestruição, e o país começa a se atacar.

Outro nítido efeito na cabeça das pessoas é o fatalismo: “É assim mesmo, não tem jeito, não.” O fatalismo é a aceitação da desgraça. E vêm a desesperança e a tristeza. O Brasil está triste e envergonhado.

Outro sintoma claro é que as instituições democráticas estão sem força, desmoralizando-se, já que o próprio governo as desrespeita. Essa fragilização da democracia traz de volta um desejo de autoritarismo na base do “tem de botar para quebrar!”. Já vi muito chofer de táxi com saudades da ditadura.

A influência do petismo também recriou a cultura do maniqueísmo: o mal está sempre no outro. Alguém é culpado disso tudo, ou seja, a “média conservadora” e a oposição.

A ausência de uma política contra a violência e a ligação de muitos políticos com o tráfico estimula a organização do crime, que comanda as cadeias e já demonstra uma busca explícita do horror. A crueldade é uma nova arte incorporada em nossas cabeças, por tudo o que vemos no dia a dia dos jornais e TV. Ninguém mata mais sem tortura. O horror está ficando aceitável, potável.

O desgoverno, os crimes sem solução, a corrupção escancarada deixam de ser desvios da norma e vão criando uma nova cultura: a cultura da marginalidade, a “normalização” do crime.

Uma grande surpresa foi a condenação da Copa. Logo por nós, brasileiros boleiros. Recusaram o “pão e circo” que Dilma/Lula bolaram, gastando mais de R$ 30 bilhões em estádios para “impressionar os imperialistas” e bajular as massas. Pelo menos isso foi um aumento da consciência política.

Artistas e intelectuais não sabem o que pensar — como refletir sem uma ponta de esperança? Temos aí a “contemporaneidade” pessimista.

Cria-se uma indiferença progressiva e vontade de fuga. Nunca vi tanta gente falando em deixar o país e ir morar fora. As mutações mentais são visíveis: nos rostos tristes nos ônibus abarrotados, na rápida cachaça às 6h da manhã dos operários antes de enfrentar mais um dia de inferno, nos feios, nos obesos, no desânimo das pessoas nas ruas, no pessimismo como único assunto em mesas de bar.

Vimos em junho passado manifestações bacanas, mas sem rumo; contra o quê? Um mal-estar generalizado e sem clareza, logo escrachado pelos black blocs, a prova estúpida de nosso infantilismo político.

É difícil botar a pasta de dente para dentro do tubo. Há uma retroalimentação da esculhambação generalizada que vai destruindo as formas de combatê-la. Tecnicamente não estamos equipados para resolver as deformações que se acumulam como enchentes, como um rio sem foz.

E o pior é que, por trás da cultura do crime e da corrupção, consolida-se a cultura da mentira, do bolivarianismo, da preguiça incompetente e da irresponsabilidade pública.

O Brasil está sofrendo uma mutação gravíssima, e nossas cabeças também. É preciso tirar do poder esses caras que se julgam os “sujeitos da história”. Até que são mesmo, só que de uma história suja e calamitosa.

EMBRAPA: Febre aftosa, a importância da vacinação

Paula Barbosa Miranda
Médica veterinária da Embrapa Gado de Corte

Médica veterinária da Embrapa, Paula Miranda, em procedimento de vacinação contra febre aftosa em bovinos

O grande desafio da pecuária brasileira é produzir proteína de origem animal (carne, leite e seus derivados), com sustentabilidade, em demanda crescente sem aumentar a área de produção e com mitigação dos impactos ambientais. Segundo o IBGE, as propriedades brasileiras possuem cerca de uma unidade animal (UA) por hectare, o que corresponde a 450 kg de peso vivo, ou seja, em média uma vaca adulta. Indicador este que já é um desafio, mesmo considerando que existem diversidades de taxa de lotação no Brasil pecuário (desde 0,5 UA/ha a mais de 10 UA/ha).
As estimativas da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) são de que, até o ano de 2050, o mundo terá de produzir 470 milhões de toneladas de carnes para atender ao mercado consumidor projetado para mais de nove bilhões de habitantes. A mesma Organização estimou em 308 milhões de toneladas a produção mundial de carne em 2013. Nesse cenário, o Brasil surge como um dos principais países do mundo capazes de colaborar para o alcance dessa crescente demanda. Há expectativas de abastecermos cerca de 40% das demandas de alimentos neste horizonte temporal.
Algumas tecnologias disponíveis corroboram com o aumento dessa produtividade, entre elas destaca-se o manejo sanitário. As doenças impactam negativamente, direta e indiretamente, os sistemas de produção bovinos, quer seja por causarem atraso no desenvolvimento ou óbito do animal, por serem transmissíveis ao ser humano - no caso das zoonoses - ou por resultarem em restrições mercadológicas à carne bovina e seus derivados.
A febre aftosa é uma das doenças de maior impacto na sanidade animal. A ocorrência de focos da doença determina o fechamento das exportações, tendo em vista ser uma doença classificada pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) como transmissível e com alto e rápido potencial de disseminação. Em 2006, a FAO estimou uma queda de 9% na exportação de carne bovina brasileira, considerando a proibição de importação de carne dos estados de Mato Grosso do Sul e Paraná, em função do foco de febre aftosa registrado em outubro de 2005.
Não obstante, em função dos esforços somados após o foco de 2005, em 2007 o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou uma avaliação sobre a imunidade resultante das campanhas de vacinação contra a febre aftosa. A conclusão foi que os índices de registro observados entre os produtores entrevistados foram compatíveis com os altos índices de cobertura imunitária observados no estudo. Os resultados da vacinação contra a doença, do 2º semestre de 2013 no Brasil, publicados pelo Mapa, apontaram uma cobertura vacinal de 99,51% no País. Mato Grosso do Sul e Paraná fecharam 2013 com 99,32 e 96,80% de cobertura vacinal, respectivamente.
Esses dados mostram a conscientização do produtor rural quanto à importância de seu papel no combate à febre aftosa. Assim, somando os esforços de todos os segmentos e elos da cadeia produtiva – governo, produtor rural, indústria e mercado - o Brasil tem tudo para se firmar como grande fornecedor mundial de proteína de origem animal de qualidade. Desta forma, atenderá à demanda dos mercados consumidores mais exigentes, dos diferentes nichos, e que estão dispostos a pagar pelo padrão de conformidade que almejam à sua mesa.
Iniciamos a campanha de vacinação contra a Febre Aftosa em 2014. Precisamos (todos os atores desta importante cadeia produtiva) continuar cumprindo nosso papel. Cada um plantando a sua semente, pois a certeza dos bons frutos é garantida. A segurança em consumir uma carne brasileira com qualidade, no Brasil ou no mundo, não tem preço. Faça a sua parte nesta história de sucesso.
Crédito fotos: Kadijah Suleiman
Informações: Kadijah Suleiman
Jornalista, Embrapa Gado de Corte
Campo Grande/MS

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)

Embrapa no Facebook: www.facebook.com/agrosustentavel

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