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segunda-feira, março 31, 2014

FORO DO BRASIL: Crime organizado é passado. Agora é crime institucionalizado.

Excelente análise publicada no Blog Foro do Brasil


País vive o flagelo do crime institucionalizado

A sociedade brasileira vem assistindo nos últimos anos, talvez ainda sem entender bem suas reais dimensões, o surgimento e o fortalecimento de mais uma praga – quase – endêmica do nosso país; digo “quase” pois alguns países africanos também a experimentam.

Trata-se do que podemos denominar de “Crime Institucionalizado”.Tal fenômeno, que adquiriu contornos marcantes, que o diferenciam conceitualmente do crime organizado convencional, merece urgente atenção não apenas das autoridades policiais, do ministério público e do judiciário, mas, sobretudo, da imprensa e da sociedade como um todo, pois seu fortalecimento e sedimentação tem a capacidade de minar de forma devastadora as possibilidades de desenvolvimento nacional.

Vale dizer, grosso modo, que o “Crime Institucionalizado” estaria para o crime organizado assim como a motocicleta está para o velocípede.

Ao contrário do crime organizado, agora neste contexto rebaixado à delinquência juvenil, o “Crime Institucionalizado” não lança mão de atividades escancaradamente ilegais, como o tráfico de drogas, de armas, a prostituição, o jogo ilegal e etc.

Este novo e poderoso flagelo utiliza-se apenas da plataforma oficial, dos governos das três esferas, do estamento público, dos ministérios da república, da política partidária e das regras eleitorais para prospectar e desviar fortunas do erário público. Todo o seu faturamento tem origem nos contratos de serviços e obras, nas concorrências públicas, nos repasses para programas de governo, principalmente para ongs e oscips.

Trata-se, desta feita, de atividade infinitamente mais lucrativa e segura do que qualquer negócio ilegal convencional colocado em prática por organizações tipo máfia.

Em suma, enquanto o crime organizado viceja aproveitando-se da letargia e da omissão de alguns homens públicos, o “Crime Institucionalizado” é fruto da própria ação estruturada e pensada de um grupo de homens e mulheres que comandam determinado setor, empresa ou unidade do poder público.

Outra diferença marcante é que, enquanto o crime organizado coopta, ou, quando muito, infiltra um agente aqui e acolá, na polícia ou numa determinada repartição, o “Crime Institucionalizado” indica e nomeia, com a devida publicação em diários oficiais, dezenas de autoridades que servem aos seus propósitos tanto na empreitada criminosa propriamente dita, como na tomada de medidas garantidoras da impunidade do grupo e da salvaguarda do butim, nos três poderes da república.

Mais um nuance importante é que o “Crime Institucionalizado”, com seus exércitos de nomeados em cargos e funções estratégicas, com vista a garantir alguns aspectos vitais da atividade, isto é, para institucionalizar a própria moenda criminosa, estaria, desgraçadamente, lançando mão da elaboração e promulgação de normas administrativas, e até de leis, que facilitem sua consecução. Eles têm a faca, o queijo e, é claro, a boca faminta, ao seu inteiro dispor.

Na última década o “Crime Institucionalizado” vitaminou-se tremendamente, aproveitando-se dos seguidos recordes de arrecadação tributária. Com o ingresso de dezenas de milhões de pessoas na classe média e o consequente aumento do consumo, os cofres públicos abarrotaram-se de dinheiro. São exatamente essas divisas, oriundas do alquebrado contribuinte brasileiro, que vem alimentando o “Crime Institucionalizado”.

Uma de suas consequências práticas mais nefastas é a existência de centenas de concorrências públicas viciadas pelas fraudes do “Crime Institucionalizado” – há quem diga, inclusive, ser difícil encontrar, nos dias de hoje, uma única licitação que não seja “arrumada”.

Contudo, ainda mais desoladora é a possibilidade da existência de grandes e vultosos projetos sendo aprovados com o único e exclusivo intento de desviar verbas públicas. É de fato o pior dos mundos, onde a corrupção estaria no nascedouro das iniciativas. Não seria mais o caso do estádio de futebol superfaturado, mas o caso do estádio de futebol que nem deveria ter sido construído, isto é, a corrupção de raiz. Não é, como dizem por aí, “o malfeito”, mas o que nem deveria ter sido feito.

Esta situação tem saída, por mais difícil e desfavorável que possa parecer. E a solução passa necessariamente pela total e completa blindagem política de todos os órgãos que compõem a persecução criminal, sem prejuízos de outras medidas de proteção às instituições do estado brasileiro, mormente as agências controladoras, nas três esferas políticas.

O quadro aponta para a necessidade da edificação de uma estrutura policial, altamente preparada e fortalecida, que faça frente a tais dragões, e com capacidade de investigar aqueles que nomearam seus próprios chefes

Jorge Pontes é delegado federal e foi diretor da Interpol do Brasil*

** CRIME INSTITUCIONALIZADO- É QUANDO CRIMINOSOS NACIONAIS E/OU INTERNACIONAIS APODERAM-SE DE UM ESTADO E SÃO GARANTIDOS POR SUAS INSTITUIÇÕES.
 
Dr. Ronaldo Fontes

CORONELEAKS: Brasil que produz quer Aécio presidente

Do Blog do Coronel

 
O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, senador Aécio Neves, afirmou nesta segunda-feira que, caso seja eleito, quer cortar pela metade o número de ministérios do governo, hoje em 39. Ao discursar em almoço do Lide, Grupo de Lideranças Empresariais, em São Paulo, para um grupo recorde de 518 empresários, o senador tucano falou ainda em melhorar a concessão dos empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), reduzir a carga tributária e investir em Parcerias Público Privadas (PPP).

- Num futuro governo do PSDB, acabaremos com metade dos atuais ministérios e criaremos uma secretaria que, em seis meses, apresente uma proposta num primeiro momento de simplificação do sistema tributário e, no médio prazo, consiga a redução da carga tributária_ disse o senador.

Mais tarde, ao responder a perguntas da plateia, Aécio falou também que iria acabar “com boa parte desses cargos em comissão". O senador defendeu regras mais claras para o acesso a empréstimos do BNDES. - Eu gosto muito dos juros do BNDES, mas eu quero que haja juro do BNDES para todos e não apenas para meia dúzia de escolhidos - disse, sendo aplaudido com entusiasmo pelos empresários.

Aécio aproveitou o apoio da plateia para lançar um desafio e dizer que não se preocupa se o PT decidir trocar a candidatura da presidente Dilma Rousseff pela do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na eleição de outubro. - Pra mim, não me importa se é o ex-presidente Lula ou a presidente Dilma que será o candidato. Ao falar da crise da Petrobras, disse que, se eleito, passará o "país a limpo".

Assim como fez o seu provável adversário do PSB, Eduardo Campos, na semana passada, Aécio também manifestou preocupação de que seja feito "terrorismo" com a possibilidade de fim do Bolsa Família se o vencedor da eleição não for um petista. Apesar de ter prometido manter o programa, o tucano afirmou que fará ajustes, como a concessão de bônus para alunos que consigam notas superiores à média e a pais que entrarem em um programa de requalificação profissional. - A grande diferença é que para nós o Bolsa Família é um ponto de partida. Para o PT, é um ponto de chegada.

Durante o evento, foi realiza uma pesquisa entre os empresários presentes, sobre a preferência do Brasil que produz nas próximas eleições presidenciais. Aécio saiu vencedor com 56%, seguindo por Dilma, com 28% e Eduardo Campos, com 13%. 3% dos empresários não responderam.

TRIBUNA DA INTERNET: Explicação de Gabrielli sobre Pasadena está cheia de furos



Carlos Newton

Sobre o caso da refinaria de Pasadena, o ex-presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, 
alega que há algum tempo foi ao Senado e falou por três horas “para explicar as estratégias e as razões econômicas da operação”. “Desmontei a falsidade da informação que está sendo veiculada insistentemente dos US$ 42 milhões, do preço inicial, do US$ 1,1 bilhão do preço da refinaria. Expliquei que o mercado naquele momento era outro”, disse ele ao Estadão.
 
 
Gabrielli argumentou ainda que o preço da refinaria, em termos de ativo, foi de US$ 486 milhões. “Isso, a 100 mil barris por dia, corresponde a US$ 4.860 por barril. Desafio qualquer analista a dizer que este preço está acima do mercado, mesmo com a disputa judicial”, afirmou, acrescentando: “O custo de refinaria foi de US$ 486 milhões, o US$ 1,2 bilhão corresponde ao custo da matéria-prima adquirida, as garantias bancárias e o processo judicial. Portanto, não é custo da refinaria”.

Segundo o Estadão, ele argumentou ainda que é preciso ponderar que a refinaria está produzindo. “Se ela hoje produz 100 mil barris por dia, a US$ 100 dólares o barril, são US$ 10 milhões de faturamento diário. US$ 3,6 bilhões por ano de faturamento. Isso não conta?”, pergunta. “A usina está dando lucro”.

PIADA DO ANO
As declarações de Gabrielli podem ser consideradas como a piada do ano. É uma conta sem sustentação dizer que o custo foi apenas “US$ 486 milhões, e  o US$ 1,2 bilhão corresponde ao custo da matéria-prima adquirida, as garantias bancárias e o processo judicial”. Ele nem sabe direito o valor das parcelas desse cálculo. Seus números não batem. A contradição é flagrante.

Mas o pior mesmo é dizer que a refinaria produz 100 mil barris por dia. Instalada em 1934 pelo grupo Rockefeller, 100 mil barris é a “capacidade nominal” daqueles áureos tempos. A unidade hoje completamente está sucateada. Por isso foi vendida por míseros US$ 42,5 milhões. Ninguém sabe quanto a Petrobras investiu (Além dos US$ 1,2 bilhão) para mantê-la operando. Mas esses números logo serão conhecidos.

Quanto aos 100 mil barris/dia alegados por Gabrielli, isso é um verdadeiro delírio. Se Pasadena produzir 25 mil barris/dia já será uma façanha extraordinária. Justamente por isso, a produção real da refinaria de Pasadena é hoje o segredo mais bem guardado da Petrobras. Mas a verdade em breve virá à tona, e os argumentos de Gabrielli vão virar piada de salão, como diz seu amigo Delúbio Soares.


MAIORIA DOS ESTUDANTES DA UFSC DETONA OS COMUNISTAS, HASTEIA A BANDEIRA DO BRASIL E OBRIGA A DESOCUPAÇÃO DA REITORIA.

Do Blog do Aluízio Amorim




Depois de ver o triunfo de tantas iniquidades, fico feliz porque posso postar este vídeo com uma matéria bem feita e completa revelando a verdade dos fatos ao público de Santa Catarina, veiculada pela RICTV, de Florianópolis, a capital catarinense. A reportagem mostra o fim da ocupação da reitoria da UFSC e da anarquia produzida por agitadores profissionais a serviço do PT, PSOL, PSTU, PCdoB, e agremiações comunistas correlatas.
 
Também me anima o fato de ver que a esmagadora maioria dos estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC, é contra a barbárie comunista, a desordem, a vagabundagem, o uso e tráfico e drogas dentro do campus, a invasão da Reitoria. Afinal, foi na UFSC que fiz a minha graduação e o mestrado em Direito e tenho um carinho especial pela Universidade. 
 
Gostei muito também de ver os estudantes verdadeiros arrancando bandeira vermelha comunista e recolocando no seu lugar a Bandeira do Brasil ao mesmo tempo em que cantaram o Hino Nacional.
 
A RICTV, grupo de comunicação catarinense, fez o que devia ser feito. Reportou o evento. E isto é mais uma coisa que me alegra, pois vejo que a patrulha comunista da redação desta feita não pôde impedir que a verdade fosse mostrada aos telespectadores.
 
O fato de fazer este destaque em relação a esta reportagem é a prova de que os meios de comunicação no Brasil, na sua quase totalidade, servem hoje mais para lavagem cerebral e doutrinação comunista do que para levar à opinião pública os fatos e não o proselitismo esquerdista.
 
A exceção desta reportagem justifica esta regra que começou a vigorar no Brasil depois que Lula, Dilma e seus sequazes chegaram ao poder. Todavia, há sinais que brotam aqui, ali e acolá, de que a população brasileira e, particularmente, os estudantes, já sentiram o cheiro de carne queimada. Chegaram à conclusão que está na hora de virar esse jogo. Chega de governo do PT, chega de vagabundagem, violência, insegurança pública, mentiras, roubalheiras e destruição das escolas e universidades. 
 
A maioria dos brasileiros quer a lei e a ordem, quer a segurança e a tranquilidade. Os estudantes querem estudar, se formar e seguir a vida adiante. 
 

Parabéns estudantes da UFSC que, com as suas próprias mãos, deram uma lição de responsabilidade, moralidade e patriotismo verdadeiro detonando essa ralé moral que ameaça destruir essa Universidade que já foi um orgulho para Santa Catarina e o Brasil. E acredito, depois de tudo isso, que a UFSC haverá de retomar os seu objetivo, que é o de ser realmente uma universidade e não um centro de vadiagem de maconheiros e palco de proselitismo de dinossauros comunistas.


Comissão de Agricultura quer discutir pretensão do GDF de desalojar Embrapa Cerrados

Ana Amélia defende a permanência da Embrapa Cerrados na área atual


Por requerimento dos senadores Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e Ana Amélia (PP-RS), a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) realizará audiência pública para discutir a pretensão do governo do Distrito Federal (GDF) de retirar a Embrapa Cerrados de área que atualmente ocupa, próxima à cidade de Planaltina (DF), para implantação de um projeto habitacional.

A unidade da Embrapa é dedicada a pesquisas para melhorar a produção agropecuária nos cerrados. A área, de 90 hectares, fica às margens da BR-020 e é utilizada para experiências científicas há mais de 30 anos.

Conforme Ana Amélia, a Embrapa tem implantados no local experimentos para melhoria do solo, desenvolvimento de cultivares adaptados à região dos cerrados e melhoria da produtividade da agropecuária. Apesar de destacar a importância de ampliar a oferta de moradias, a senadora pondera que o governo do Distrito Federal dispõe de outras áreas, não sendo necessário desalojar a Embrapa Cerrados.

Serão convidados para a audiência pública representantes da Embrapa, da Secretaria de Habitação, Regularização e Desenvolvimento Urbano do GDF, da Terracap, do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Fonte: Agência Senado

domingo, março 30, 2014

Em ano eleitoral, governador do DF (Agnelo Queiroz/PT) quer desalojar Embrapa para erguer casas populares

Na Veja.com

Em ano eleitoral, governador do DF (Agnelo Queiroz/PT) quer desalojar Embrapa para erguer casas populares

Em um país que há décadas trata com negligência sua política nacional de ciência e tecnologia e despreza investimentos em pesquisa, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária, é um raro exemplo de sucesso. Criada há quarenta anos, durante o regime militar, a instituição atua em 44 países e desenvolve pesquisas de inovação e transferência de tecnologia em parceria com institutos de ponta nos Estados Unidos, no Reino Unido e na França. Um dos principais braços operacionais da empresa, a unidade do Distrito Federal, instalada às margens da BR-020, é responsável por fazer do cerrado brasileiro um dos principais biomas de produção nacional de carne e soja. Apesar dessas credenciais, o oportunismo do governador do DF, Agnelo Queiroz (PT), poderá mudar completamente os rumos da empresa. Candidato à reeleição em outubro, o petista quer tomar o terreno da Embrapa Cerrados para construir casas populares - e colher votos.
Alguns campos experimentais da Embrapa foram desenvolvidos em áreas de antigas fazendas desapropriadas na década de 1950 para a construção de Brasília – e legalmente cedidas para o uso da empresa em 1975. O argumento da gestão Agnelo para ficar com a terra é pífio: o governo pretende utilizar o mesmo terreno, independentemente das dezenas de áreas ociosas no Distrito Federal, para construir um condomínio com 5.000 apartamentos populares. Com a perda da área – a gleba exigida pelo governo Agnelo representa 20% da área utilizada pelo Centro de Pesquisas para os experimentos de campo no DF –, a Embrapa afirma que haverá "descontinuidade de pesquisas realizadas há mais de trinta anos, com prejuízos irreparáveis para a sociedade". 
Nos seus 40 anos de funcionamento, a Embrapa Cerrados levou o Brasil à liderança em projetos de agricultura tropical, com investimento de pelo menos 7 milhões de reais na fazenda que o governo do Distrito Federal agora reivindica. Pesquisas em produção animal e vegetal e o desenvolvimento de tecnologias para correção da fertilidade do solo e para sistemas irrigados fizeram com que o cerrado respondesse por 55% da produção nacional de carne bovina, mais de 60% da produção de soja, 41% da produção de leite e 31% da produção de milho. 
“Pegar aquele terreno para fazer casas populares é não perceber o que a Embrapa significa para o Brasil. O país chegou ao posto de sexta economia do mundo [em 2012] muito em função da agricultura e pecuária. Mas atitudes como a do governador Agnelo contribuem para que o Brasil fique estacionado na 13ª posição na produção científica mundial”, diz a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader. “Sou totalmente a favor da melhoria das condições de moradia, mas a atitude do governo de construir casas nas fazendas da Embrapa será a completa destruição de pesquisas porque a região tem toda uma história de ciência. Existem outras áreas para fazer residências populares.”

“Até meados dos anos 1970, o cerrado era considerado improdutivo. Hoje, bate recordes sucessivos de produtividade. Sem a pesquisa agropecuária isso jamais teria sido possível”, afirmam os funcionários da Embrapa Cerrados em manifesto redigido após a mais recente investida do governo para tomar a fazenda.

Para a Secretaria da Habitação do Distrito Federal, comandada por Geraldo Magela, companheiro de partido de Agnelo, as moradias populares precisam ser erguidas exatamente na região de atuação da Embrapa. Em 2008, a mesma secretaria alegava que a área era fundamental para a viabilização de um polo de venda de máquinas agrícolas. Na falta das máquinas, o despejo da Embrapa ocorreria agora para abrigar a população carente de moradia e minimizar o déficit habitacional – estimado em 116.000 casas.
O secretário Geraldo Magela vai além: segundo sua assessoria, a área de Planaltina, onde fica a fazenda de pesquisas da Embrapa, está degradada e, por isso, a construção de unidades habitacionais evitaria novos custos ambientais para a população. 
Além da negligência em relação às pesquisas em andamento, um fator ambiental também tem sido desconsiderado pelo governo Agnelo na disputa pela região. A área da fazenda fica no entorno da unidade de conservação da Estação Ecológica de Águas Emendadas, fundamental para a proteção do bioma do cerrado e nascente de duas das mais importantes bacias hidrográficas brasileiras: Araguaia-Tocantins e do Paraná.
Centro do poder político e com reconhecido padrão de excelência em qualidade de vida, o Distrito Federal enfrenta há pelo menos cinquenta anos um dos maiores problemas fundiários do país. Pelo menos 20% de todas as moradias, segundo a última Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios, estão em terrenos não legalizados, assentamentos ou invasões. No ano passado, a ex-presidente na Câmara Legislativa Lúcia Carvalho foi acusada pela Polícia Federal de fraude em demarcação de terrenos e formação de quadrilha. Outros políticos de Brasília também já frequentaram páginas policiais por envolvimento em irregularidades na posse de terras. Porém, é fato que não faltam áreas de propriedade do governo do Distrito Federal aptas a receber o conjunto de casas populares que Agnelo quer erguer. Só a pressa em entregar obras em ano de eleição explica a insistência de Agnelo em tomar os campos da Embrapa.
Em tempo: o Governo do Distrito Federal afirma que respeita as pesquisas da Embrapa e negocia – sem mediação da Justiça – uma outra região para a empresa montar os campos experimentais.

PETROBRAS: O novo MENSALÃO está finalmente sendo exposto pela grande mídia


Diego Escosteguy

@diegoescosteguy

Mestre em Jornalismo Político pela Columbia University. Diretor da sucursal de Brasília de ÉPOCA. Email criptografado: diego@mykolab.com (PGP Key 6620CAAD).


No seu Twitter, o jornalista Diego Escosteguy fez um excelente resumo de como a PETROBRAS está profundamente envolvida no NOVO MENSALÃO. De forma bem didática ele explica que, com o fim do desvio de dinheiro público por meio do ESQUEMA MENSALÃO I, a PETROBRAS passou a ser a fonte de recursos para o novo ESQUEMA MENSALÃO II.



A reportagem chama-se "Quem tem medo da CPI da Petrobras?". Revela quais os políticos podem ser dar muito mal com a CPI.

Em seis páginas, narramos em detalhes as histórias que explicam como a corrupção no governo Lula dividiu-se entre o mensalão e a Petrobras.

A CPI da Petrobras pode terminar o serviço que o Supremo começou,

Vou listar algumas das novidades que a matéria traz. Mas, novamente, esse é o tipo de reportagem que vale a pena ler na íntegra.

Vale a pena porque, se tivermos feito nosso trabalho direito, vocês entenderão a dimensão - e a gravidade - do que fizeram com a Petrobras.

Fizeram e, em larga medida, continuam fazendo.

Mas vamos a algumas das novidades?

1) Paulo Roberto Costa passou na sede do PT em São Paulo, antes de ser nomeado para a Petrobraa. Recebeu o aval de Delúbio e Dirceu.

2) Prometeu fidelidade ao PT e ao PP, portanto. Depois, numa reunião entre Lula e Dirceu no Planalto, Lula topou nomear Paulo Roberto.

3) O presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, estava lá. Protestou. Disse que Paulo Roberto faria miséria na estatal. Lula deu de ombros.

4) Com a queda de Janene e Dirceu, o board da corrupção estatal mudou. Paulo Roberto passou a se reportar ao PMDB, ao PP e ao PT.

5) Mas Paulo Roberto obedecia mesmo era a Lula. Que, segundo um sócio do ex-diretor preso, chama-o de "Paulinho".

6) Paulo Roberto está destruído, segundo familiares, amigos e sócios. Pode topar a delação premiada. Se topar, cai a República.

7) Amostra de Paulo Roberto: deu meio bi de reais em contratos para a desconhecida Jaraguá equipamentos. Que deu grana para deputados do PP.

8) Paulo Roberto saiu em 2012 (contamos os bastidores). Quem entrou em seu lugar? O número 2 dele, José Carlos Cosenza, indicado pelo PMDB.

9) Cosenza era, por óbvio, peça fundamental para os negócios de Paulo Roberto. Assumiu o lugar do chefe e continua lá.

10) A Petrobras é um mundo mais vasto do que vocês imaginam. Na BR Distribuidora e na Transpetro, as duas subsidiárias, a política manda.

11) Na Transpetro, quem manda, e manda desde o começo do governo Lula, é o presidente do Senado, Renan Calheiros. Que trabalha contra a CPI.

12) A BR Distribuidora é um caso especial. Sabe quem manda lá? Um consórcio entre PT, Lobão... e Collor.

13) Por que Collor manda lá? Porque, em 2009, ameaçava contra o governo durante a CPI do Petrobras no Senado - é, houve uma CPI lá...

14) Lula o chamou ao Planalto e lhe deu duas diretorias, além da Presidência, que também recebeu o aval de Lobão.

15) Em setembro de 2009, o Conselho de Administração da Petrobras, numa reunião presidida por Dilma em Brasília, aprovou os nomes de Collor.

16) Uma outra diretoria da BR pertence ao grupo de deputados do PT que chamo de "PMDB do PT". Na revista, vocês saberão quem são...

17) Para operar os negócios entre Collor e PT e os empresários interessados na BR, Collor convocou PP. Os mais velhos conhecem esse nome...

18) PP, ou Pedro Paulo Leoni Ramos, é amigo íntimo de Collor. Foi operador do amigo no governo Collor. Atuava numa banda distinta da de PC.

19) No governo Collor, PP cobrava propina de empresários que faziam negócios... na Petrobras.

20) O grupo de PP, agora, inclui outros dois personagens importantes, que também tiveram influência no governo Collor. Um já foi até preso.

21) Por decisão de Lula, com o voto de Dilma no Conselho da Petrobras, Collor e a República de Alagoas voltaram aos cofres públicos.

Está de bom tamanho, né? Leiam a reportagem. Esses drops vão fazer muito mais sentido. A Petrobras começa onde o mensalão termina.

Como venho frisando há mais de um ano, a situação da Petrobras - o passado e o presente - é gravíssima. Basta se ajoelhar às provas.

Há meses, eu e os repórteres da @RevistaEpoca, assim como de outros veículos, estamos dando o caminho para as investigações oficiais.

Em razão disso, peço paciência. Vou retuitar as matérias que, embora antigas, estão cada vez mais relevantes.

1) A da semana passada revela o papel do lobista Fernando Baiano no esquema de Paulo Roberto: elo para o caixa 2 http://revistaepoca.globo.com/tempo/noticia/2013/03/empresas-da-petrobras-vendidas-pela-metade-do-preco-um-amigo-de-cristina-kirchner.html

A reportagem "O feirão da Petrobras" revelava o acordo secreto da estatal para vender ativos na Argentina a um amigo de Cristina Kirchner.

Na reportagem, trouxemos a público documentos inéditos sobre o caso Pasadena, que envolviam Dilma, então presidente do Conselho da Petrobras

Os documentos da Petrobras mostravam que, em 2009, Dilma ignorou pareceres jurídicos que recomendavam fazer um acordo no caso Pasadena.

Os advogados da Petrobras alertaram que a estatal perderia a briga na Justiça americana, travada com a empresa que vendera a refinaria.

Havia uma proposta de acordo. Com ele, o prejuízo da Petrobras seria menor. Dilma e o Conselho não aceitaram. Resultado: preju de US$ 1 bi.


2) O link para a reportagem "O Feirão da Petrobras" (aberta na íntegra): http://revistaepoca.globo.com/tempo/noticia/2013/03/empresas-da-petrobras-vendidas-pela-metade-do-preco-um-amigo-de-cristina-kirchner.html


3) Sugiro a leitura da reportagem em que narramos, com provas fortes, 3 casos de propina política na Petrobras: http://epoca.globo.com/tempo/noticia/2013/08/denuncias-do-boperador-do-pmdbb-na-petrobras.html

Por fim, a reportagem que contava como o dinheiro da propina na Petrobras era distribuído a políticos em Brasília: http://epoca.globo.com/tempo/noticia/2013/08/lobista-aponta-mais-empreiteiras-com-que-tinha-bnegocios-na-petrobrasb.html

Enfim o cansaço se abate sobre esse pobre repórter. Fazer jornalismo sério - baseado em fatos - dá muito, muito trabalho. Mas vale a pena.

Espero que, ao ler a reportagem, vocês sintam o mesmo.


Se você tiver dicas (não apenas sobre Petrobras), procure-me: descosteguy@edglobo.com.br ou diego@mykolab.com (criptografia PGP 6620CAAD).

Fonte: Twitter do jornalista Diego Escosteguy

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