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terça-feira, outubro 15, 2013

"MAIS MÉDICOS" DÁ RECEITA MORTAL PARA PACIENTE

O médico argentino Juan Pablo Cajazus foi acusado nesta terça-feira (15) por diversos usuários do Twitter de ter recomendado uma superdosagem do antibiótico Azitromicina a um paciente idoso: 500 mg, de oito em oito horas, por oito dias seguidos. O certo, segundo recomendação da própria Anvisa, seria uma dose diária de 500 mg por três dias. Juan trabalha 40 horas semanais em Tramandaí, no Rio Grande do Sul, por meio do Programa Mais Médicos. Após repercussão nas redes sociais, o Ministério da Saúde decidiu designar uma Comissão para avaliar o desempenho do profissional. Em nota, a pasta disse que os profissionais registrado no Brasil estão sujeitos à fiscalização do Conselho Regional de Medicina. “De acordo com o Código de Ética Médica, os médicos que cometerem faltas graves e cuja continuidade do exercício profissional constitua risco de danos irreparáveis ao paciente ou à sociedade poderão ter o exercício profissional suspenso mediante procedimento administrativo específico”, informou. Em entrevista ao jornal Zero Hora, o secretário municipal de Saúde, Mário Mitsuo Morita, disse que Juan confirmou a veracidade da receita, feita com base no quadro clínico do paciente, idoso e fumante.


MINISTÉRIO DA SAÚDE TENTA NEGAR RESPONSABILIDADE MAS É DESMENTIDO POR INTERNAUTAS. PADILHA SE CALA.

Na matéria mais vista da história do blog Perito.med.br, o colega Heltron Xavier mostrou os resultados da primeira semana do Mais Médicos em alguns Estados. Atestados que circulam na rede mostram prescrições absurdas, algumas inclusive que colocam em risco a vida do cidadão, como a atribuída ao intercambista ("médico") Juan Pablo Cazajus, registrado no Cremers como "PMM" (Programa Mais Médicos) 038128, que teria  prescrito dose de azitromicina 380% superior à recomendada para os casos mais importantes.
Divulgado na internet há 72h, a foto da receita se transformou em um viral e rapidamente usuários não-médicos começaram a questionar o Ministro Padilha (@padilhando) e o Ministério da Saúde (@minsaude).

A receita assassina - dose prescrita de 24 comprimidos (8/8h por 8 dias) é 380% acima da dose máxima recomendada.

Para surpresa geral, o Ministério da Saúde em seu perfil oficial no twitter NEGOU que o médico prescritor fosse pertencente ao Mais Médicos, mas como mentira tem perna curta, rapidamente foi desmentido, com usuários mostrando o registro do intercambista junto ao CREMERS.
Este blog viu que na verdade existe até matéria da Prefeitura de Tramandaí-RS noticiando com alvíssaras a chegada do médico Juan Pablo Cazajus à cidade. Pego na mentira, o Ministro Padilha e o Ministério da Saúde se calaram e apagaram todos os posts, mas obviamente temos as cópias deles, abaixo expostas.
A Presidente Dilma também não se pronunciou. Vale lembrar que o CREMERS só emitiu esse registro por coação judicial promovida pela AGU. Este blog acha que se o/a paciente sofrer algum mal devido ao uso da receita mortal, devem ser responsabilizados além do intercambista o Ministro Padilha, o Ministro Adams (AGU), a Presidente Dilma e o Juiz de primeira instância que forçou o CRM a dar o registro, bem como todos os deputados que votaram a favor desse crime contra a nação.
Pelo visto, além do intercambista, o Mais Médicos vai ter que fornecer uma unidade do CEATOX (Centro de Assistência Toxicológica) para os municípios participantes do projeto assassino de Padilha.
Vejam a seqüência abaixo:
 Na primeira imagem uma usuária do twitter @sokris questiona a receita:
 Em seguida outro usuário tenta entender melhor qual seria o erro, e @sokris chama a atenção para a overdose (ela disse 300% mas de fato é 380% pois a dose ideal seria 500mg/dia por 5 dias):
 O usuário esclarecido provoca o Ministro Padilha (@padilhando) sobre o erro. Usando o Perfil Oficial do Ministério da Saúde no Twitter, Padilha se exime de responsabilidade dizendo que o médico não consta do cadastro do Mais Médicos:
 Imediatamente usuários respondem ao Ministério e a Padilha, acusando-o formalmente de MENTIR e mostram o registro do intercambista junto ao CREMERS:
 Usuário abaixo posta a portaria de nomeação do intercambista (clique aqui).
 Outro usuário posta imagem do site do Cremers confirmando o registro (conferimos e é verdade):
 Por fim, mais um cidadão reclama do fato de Alexandre Padilha achar que somos idiotas:
Abaixo imagem com matéria de jornal local de Tramandaí-RS com autoridades recebendo o intercambista Juan Pablo Cazajus:
Por fim, o link com a notícia completa (clique aqui).
Abaixo links mostrando o perigo fatal da overdose da azitromicina bem como a bula oficial e caso similar ocorrido em Brasília com médico não-intercambista, que teve participação de paramédico no erro.
Este é apenas um de milhares de erros que começarão a ocorrer, matando cidadãos inocentes vítimas da irresponsabilidade de Padilha e de Dilma. Este blog se recusa a chamar o cidadão prescritor de médico, pois não provou sê-lo mediante provas oficiais. Para nós, será sempre chamado de intercambista.

Última hora: MS acabou de soltar nota reconhecendo ser o profissional integrante do mais médicos e fará "diligência" ao local. Governo amador é isso ai.

quinta-feira, agosto 29, 2013

Deus nos salve, a presidanta ta bolada!

A presidente Dilma Rousseff (PT) inverteu discursos durante seu primeiro compromisso oficial em Campinas (SP), nesta quinta-feira (29), e se confundiu nos dois primeiros minutos de fala em público. Ela introduziu o tema educação, quando o previsto era comentar o “Minha Casa, Minha Vida”. Para contornar a confusão e ganhar tempo para os cerimoniais corrigirem a troca, ela acabou invertendo ainda os nomes dos programas “Bolsa Família” e Pronatec.

sexta-feira, dezembro 28, 2012

AGU atesta atuação de quadrilha em agências reguladoras

Uma investigação da Advocacia-Geral da União confirmou irregularidades praticadas pela quadrilha desmontada pela Operação Porto Seguro, da Polícia Federal. Os trabalhos tiveram início em 3 de dezembro, uma semana após virem à tona irregularidades praticadas pelo bando – que vendia favores em agências reguladoras e era integrado por Rosemary de Noronha, ex-chefe do  da Presidência em São Paulo e intimamente ligada ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A corregedoria da AGU analisou mais de 300 documentos emtidos pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e por outros dois órgãos cuja atuação sofreu influência quadrilha: a Agência Nacional de Águas (ANA) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). No caso da Antaq, a investigação comprovou, segundo o comunicado da AGU, “ausência de critérios objetivos de distribuição, transparência e segurança do andamento regular de processos, bem como fragilidades no controle do trâmite interno de documentos possibilitando interferências externas”. Uma das principais suspeitas diz respeito à Ilha de Bagres, em Santos (SP). O processo de liberação de obras na ilha, que favoreceram o ex-senador Gilberto Miranda, teve participação direta de Paulo Vieira, ex-diretor da ANA. Por influência dele, um parecer foi alterado para favorecer a ocupação da ilha – o que permitiria a Miranda construir um porto privado avaliado em 2 bilhões de reais. “Pelas declarações constantes nos termos firmados nas entrevistas, conclui-se que o Sr. Paulo Vieira tinha livre acesso a qualquer área da Procuradoria e demais dependências da Antaq, exercendo influências de forma direta e indireta sobre pessoas que detinham ou não poder decisório”, afirma o documento. Glauco Moreira, então procurador-geral da Antaq, é apontado como cúmplice do esquema. Descoberta – Em outro processo da Antaq, iniciado no ano passado, a investigação descobriu que um parecer contrário aos interesses da Êxito Importadora Exportadora foi substituído por outro, favorável, o que permitiu à companhia caminho livre para utilizar o Porto do Recife. A manobra, afirmam a AGU, “eiva de nulidade o parecer jurídico produzido em substituição e contamina igualmente os atos decisórios ao seu amparo que neles estejam fundamentados”. A corregedoria da AGU ainda notou falhas em um processo que envolve a empresa Tecondi. A quadrilha suprimiu intencionalmente um parecer com argumentos contrários a aditivos no contrato entre a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e a empresa. A análise da AGU não constatou irregularidades em processos da ANA e da Anac. Mas o trabalho de investigação, que se iniciou em 3 de dezembro, foi feito por amostragem. Como conclusão, a corregedoria pede que a as agências reguladoras envolvidas na Operação Porto Seguro tomem providências para aumentar o controle sobre as procuradorias responsáveis pelos pareceres dos órgãos e encaminhem os processos suspeitos à Procuradoria-Geral Federal.

Gabriel Castro, de Brasília
veja.com.br

Procurador envolvido em caso de corrupcao agora vai para o CNPq! A Ciencia pede socorro!

Adams deu nova chance a assessor investigado
Alvo da Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, o procurador José Weber Holanda, homem de confiança do Advogado-Geral da União, Luis Inácio Adams, foi exonerado do cargo de avaliador da banca examinadora do concurso público para Procurador da Fazenda, mas ganhou um novo cargo no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Sob as bênção de Adams, o amigão.

Fascínio por pareceres
Luiz Adams designou Weber para o novo cargo, com ajuda de Marcelo Siqueira, procurador. Ele vai elaborar pareceres a pedido do CNPq.

Concurso ignorado
Procuradores acham irregular a designação de Weber para o CNPq por violar o direito de preferência. A AGU teria que fazer concurso interno.

Distanciamento
O Estatuto dos Servidores prevê que o investigado deve ser afastado por 60 dias para não atrapalhar o inquérito. Isto não ocorreu na AGU.
Claudio Humberto

quarta-feira, dezembro 19, 2012

Transparência, por Bruno Góes

Bruno Góes, O Globo

Gabinete da Presidência da República. Em São Paulo, por lá, soubemos tratar-se de um lugar ora chefiado por uma senhora: Rosemary Noronha. Poderíamos chamá-la de "madame", como gostava de ouvir dos seus subordinados.
Partícipe de uma quadrilha que constrange qualquer pessoa que acredita numa República, tinha sob sua administração um bem público, representação máxima do Poder Executivo.
Pois bem: viu-se que o tal gabinete - ainda há outro em Belo Horizonte e um a ser inaugurado em Porto Alegre - é tudo, menos um local público. É um ambiente privado pago com o dinheiro de todos. Em uma das salas, uma foto imensa de Lula é estampada numa parede, assim como um santo é reverenciado em uma igreja.
Após os acontecimentos desencadeados pela Operação Porto Seguro, a imprensa, por óbvio, foi vigiar a paróquia - quis saber o que acontecia ali dentro. Já se sabia que o recinto fora bastante utilizado para a articulação da candidatura de Fernando Haddad.
Este jornalista, então, resolveu apurar para saber quantas vezes a presidente da República havia se encontrado com o ex, Luiz Inácio Lula da Silva, no gabinete.
A resposta? Não poderia ser mais condizente com a constatação de que o que é público foi apropriado pelo governo da vez.
"As atividades privadas não são divulgadas", diz a PR (Presidência da República), para citar a sigla do momento. Indago então se é permitido que haja encontros privados na representação do Executivo. Se sim, quero saber qual é a justificativa. " Sim, ela pode ter encontros privados".
Por que? "Ela pode definir o local, que pode ser o Palácio da Alvorada, por exemplo, que é a sua residência". Digo que não estava tratando da residência. A PR parece não entender a pergunta. Diz que "a presidente pode decidir onde quer realizar suas audiências ou agendas privadas".
À pergunta "quais são os objetivos dos gabinetes fora de Brasília?", a PR responde: "Aos Gabinetes Regionais compete prestar, no âmbito de sua atuação, apoio administrativo e operacional ao Presidente da República, Ministros de Estado, Secretários Especiais e membros do Gabinete Pessoal do Presidente da República, nas cidades em que se encontram sediados".
Concluo espantado que a agenda pessoal, privada, está incluída na razão de ser dos gabinetes detalhada acima. Uma piada de mau gosto.
Posso saber quantas vezes um ex-presidente, sem estar no cargo, esteve por lá? Não. A PR, no entanto, diz que os encontros, embora privados, foram fartamente noticiados. Sugere que eu vá ao Google.
Então ficamos assim: pagamos para sustentar um escritório, mas não podemos saber quem entra e quem sai.
Ficamos sabendo que lá tinha um braço de uma quadrilha, mas somos impedidos de saber a rotina de uma, repito, sede do Poder Executivo.
Agora entendo a frase da madame em grampo que consta dos autos da PF. Inconformada com a iminente condenação de JD no julgamento do mensalão, ela diz: "Nós temos que ir para as ruas pela transparência da Justiça. Vamos parar o Brasil. O PT é bom nisso".
Rose e a PR entendem o conceito 'transparência' no seu sentido inverso. Entendimento digno de uma suntuosa cleptocracia.

Bruno Góes é jornalista

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