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terça-feira, abril 13, 2004

TRANSGÊNICOS : Ministério da Agricultura fiscaliza irregularidades na rotulagem dos transgênicos

O delegado federal do Ministério da Agricultura no Rio grande do Sul, Francisco Signor, disse que o significativo número de irregularidades encontradas na fiscalização da rotulagem dos produtos transgênicos no estado, são injustificadas. Segundo ele, toda a cadeia produtiva foi devidamente informada sobre os procedimentos com a soja transgênica. Signor ressaltou que basta fazer constar na nota fiscal que o produto é geneticamente modificado, o que é feito sem nenhum custo adicional.
De acordo com o delegado as equipes de fiscalização do ministério estão encontrando irregularidades no campo, nas unidades armazenadoras e nas indústrias. Ele destacou que se for comprovada a presença de transgenia nas amostras coletadas, será aplicada multa. O valor inicial da punição é de R$ 16,1 mil, mais acréscimo de R$ 1,6 mil por tonelada do produto.
“Estamos detectando, principalmente, a ausência de dizeres, no corpo dos documentos fiscais, de que a soja que transita ou está armazenada, é geneticamente modificada. Este é o maior índice de irregularidade encontrada até agora”, explicou Signor. O trabalho de fiscalização das 20 equipes, que iniciou nesta segunda-feira (12) em várias regiões gaúchas, vai durar 30 dias.

Fonte: Agência Brasil

TRANSGÊNICOS : Rotulagem causa desconfiança

O Decreto Federal 4.680/03, que regulamenta as regras de rotulagem para os produtos que contenham transgênicos também desperta a desconfiança dos ambientalistas. As entidades da Campanha por um Brasil Livre de Transgênicos afirmam que cabe ao governo Lula decidir politicamente se o decreto realmente será cumprido e produzirá efeitos práticos ou se será “mais um no rol das leis natimortas”. O boletim da campanha critica o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, que pediu a Casa Civil à flexibilização dos procedimentos que regerão a fiscalização do decreto de rotulagem: “Foi uma forma de facilitar a fiscalização ou de esvaziar o decreto e criar mais um fato consumado, impondo a população o consumo de transgênicos de forma descontrolada?”, indaga o texto.
O decreto do governo prevê que os produtos que contenham soja transgênica da safra de 2003 estão desobrigados de exibir o símbolo de identificação (a letra “T”, envolta por um triangulo amarelo), mas deverão trazer em seus rótulos a frase “pode conter soja transgênica”. As empresas que se incluírem neste caso terão que provar estar utilizando soja modificada da safra de 2003 através da apresentação de nota fiscal ou outro documento aceito pelas autoridades governamentais. A partir da atual safra, todo produto com mais de 1% de transgênicos em sua composição deve ser rotulado. A multa para as empresas infratoras pode variar de R$ 200 a R$ 3 milhões, dependendo da gravidade do caso.
A fiscalização da rotulagem caberá ao Ministério da Agricultura (no campo), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa, nos estados e municípios) e aos Procons (nos estabelecimentos comerciais). O Ministério da Agricultura fará o rastreamento da soja transgênica a partir dos Termos de Compromisso, Responsabilidade e Ajustamento de Conduta assinado pelos agricultores gaúchos. Por meio de notas fiscais, segundo o ministério, será possível identificar com rapidez todos os elos de comercialização da soja modificada plantada no país.

Fonte: Agência Carta Maior

TRANSGÊNICOS : Monsanto insiste em cobrar royalties

Apesar do apoio da Farsul aos transgênicos, os agricultores gaúchos e a Monsanto começam a se estranhar. Por causa da estiagem que atingiu 176 municípios e provocou uma quebra de 30% na safra de soja do Rio Grande do Sul, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag) encaminhou uma carta a multinacional, pedindo que a empresa não cobre royalties dos pequenos produtores que cultivaram a soja transgênica. A entidade alega que, com a seca, esses pequenos produtores não terão condições de arcar com as despesas da lavoura. A Fetag já conseguiu o apoio da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul, e agora pretende convencer outras entidades representativas de produtores a pressionar pela suspensão parcial da cobrança de royalties.
Por intermédio de sua assessoria de imprensa, a Monsanto afirmou que não pretende desistir da cobrança dos royalties: “Todos devem buscar, em conjunto, alternativas para minimizar o impacto causado por esta variável incontrolável, que é o clima”, diz a nota da empresa, que admite que a estiagem tem causado dificuldades para a agricultura no Estado: “Para a Monsanto, trata-se de um assunto que afeta toda a cadeia produtiva, incluindo agricultores, fornecedores de insumos, agentes financiadores, governo, exportadores, indústrias de agroquímicos, etc”, diz o texto.
Os produtores gaúchos e a Monsanto chegaram a um acordo sobre a cobrança de royalties “pela propriedade intelectual e investimentos em pesquisa” da soja modificada em janeiro, após quase um ano de negociação. Para garantir a arrecadação dos royalties, a Monsanto contratou a empresa de auditoria PriceWaterHouseCoopers, que espalhou auditores em todos os postos de recebimento de soja do Rio Grande do Sul.

Fonte: Agência Carta Maior

TRANSGÊNICOS : Fiscalização de rotulagem é reforçada no Sul

O Ministério da Agricultura intensificou a fiscalização da rotulagem de produtos transgênicos no Rio Grande do Sul. Quarenta técnicos iniciam esta semana visitas a cooperativas, armazéns e indústrias de rações, farelo e alimentos de origem animal no interior do Estado. A inspeção deverá durar 30 dias. O delegado federal do ministério Francisco Signor acompanhará o trabalho das 20 equipes e disse não esperar maiores problemas no Estado porque há informações suficientes sobre a legislação.
Signor explica que todos os produtos que contenham mais de 1% de organismos geneticamente modificados (OGMs) devem ser identificados por rótulo especial. Segundo ele, o objetivo do ministério é assegurar o cumprimento das novas regras de rotulagem em vigor no País. Signor alerta que os técnicos do ministério têm poder para aplicar punições administrativas aos infratores,incluindo suspensão da comercialização ou perda do produto que contiver transgênicos, sem a informação.
As amostras coletadas serão analisadas em laboratórios credenciados pelo ministério no estado. Os resultados devem ser divulgados dentro de 15 dias. Caso haja comprovação laboratorial de que a indústria está usando grãos transgênicos em seus produtos sem identificação, o ministério acionará os órgãos estaduais de defesa do consumidor para que apliquem a multa estipulada no decreto 4.680. O valor inicial da punição é de R$ 16,1 mil, mais acréscimo de R$ 1,6 mil por tonelada do produto.

Fonte: Jornal do Commercio

quinta-feira, abril 08, 2004

Chocolate brasileiríssimo tem patente registrada

As Páscoas futuras podem ter uma boa novidade nas prateleiras. A Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF), da Universidade de São Paulo (USP), patenteou a tecnologia de fabricação de seis produtos provenientes do cupuaçu (Theobroma grandiflorum).
Segundo os pesquisadores envolvidos, o fruto nativo da Amazônia, da mesma família do cacau, traz diversas vantagens. O preço da gordura do cupuaçu, por exemplo, custa um terço da gordura do cacau, além de ser mais saudável por apresentar menor teor de teobromina, uma substância com efeitos estimulantes.
“Apesar de ser plantado em larga escala no Brasil, o cacau é um produto muito caro por não ser uma planta nativa. A nossa formulação provou que o cupuaçu é um excelente substituto, com basicamente as mesmas propriedades do cacau e um preço inferior”, disse a responsável pela pesquisa e pelo pedido de patente Suzana Caetano da Silva Lannes, do Departamento de Tecnologia Bioquímico-Farmacêutica da FCF, à Agência FAPESP.
Foram desenvolvidas versões meio amargo, ao leite e branco. As formulações levaram em conta que os produtos tivessem consistência semelhante à dos chocolates tradicionais. “Foi preciso fazer uma alteração na parte gordurosa do produto para deixá-lo com uma consistência ideal, que permitisse sua comercialização no mercado”, disse Suzana. Isso devido à gordura de cupuaçu ter apresentado maciez maior do que a manteiga de cacau, fazendo com que o produto ficasse muito mole, o que poderia dificultar sua comercialização em países com clima tropical.
Os pesquisadores também patentearam achocolatados de três tipos: tradicional, adicionado de cálcio e dietético. As três variedades são instantâneas e dissolvem assim que colocadas no leite.
Se a ciência resolveu o problema dentro do laboratório, um impasse jurídico, por causa das normas brasileiras, está instalado a partir de agora. Segundo Suzana, como os novos produtos não são feitos com manteiga de cacau, eles não podem, por lei, ser considerados ou comercializados como chocolates. A patente da USP, por exemplo, saiu como “produtos alimentícios a base de cupuaçu”.
“Nós patenteamos a otimização da formulação e toda a tecnologia que envolve a produção do cupuaçu com o objetivo de desenvolver a linha industrial. O produto está com as características ideias para ser comercializado, inclusive com relação ao sabor”, disse Suzana.
Para a pesquisadora, as autoridades competentes deveriam fazer uma revisão e criar uma legislação específica para o produto. Existe interesse de indústrias estrangeiras na formulação, além de a USP ter sido consultada por empresas nacionais interessadas em comercializar o novo “chocolate” de cupuaçu.


Fonte: FAPESP

BIOTECNOLOGIA : Ministro libera R$ 2 mi para fabricar inseto

O ministro Eduardo Campos (Ciência e Tecnologia) anunciou ontem a liberação de R$ 2 milhões para a construção de uma biofábrica em Juazeiro (a 500 km de Salvador), que será mobilizada no combate à mosca-da-fruta nos pomares da região. A biofábrica vai produzir 200 milhões de machos estéreis por semana. Esses machos vão competir com os insetos silvestres, que atacam as plantações de frutas e legumes da região. O processo competitivo é simples: após a cópula com os insetos estéreis, as fêmeas colocam ovos que não foram fecundados, provocando uma redução na geração seguinte. "A idéia não é acabar com as moscas, mas reduzir os insetos", disse Cássio Peixoto, 39, diretor do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal, órgão ligado à Secretaria da Agricultura. As atividades da fábrica também envolvem a produção de 15 milhões de insetos por semana para combater a lagarta da macieira. As obras da biofábrica começam em agosto próximo. Cerca de 200 funcionários vão trabalhar diretamente na produção -outros 300 vão desempenhar atividades de suporte.

Fonte: AGÊNCIA FOLHA

Ouro Fino participa da Expo Londrina 2004 e leva o ex-big brother Rodrigo Leonel

Será apresentada a linha de produtos, com destaque para os Endectocidas, e Rodrigo Leonel, garoto-propaganda da empresa, estará no estande
Entre os dias 07 e 18 de abril, o Grupo Ouro Fino, empresa 100% brasileira que atua no segmento de medicamentos para saúde animal, participa da segunda maior exposição agropecuária do país, a Expo Londrina 2004, que acontece no Parque de Exposições Governador Ney Braga, em Londrina. A feira tem a expectativa de movimentar entre R$ 120 a R$ 150 milhões. O ex-big brother Rodrigo Leonel, garoto-propaganda da Ouro Fino, estará no estande da empresa no próximo dia 10 (sábado). Esta é a primeira vez que a empresa participa da Expo Londrina com estande próprio.
A empresa vai apresentar produtos de todas as suas unidades de negócios, mas o destaque será a linha de Endectocidas, medicamento que atua contra parasitas internos e externos nos bovinos. A Ivermectina Ouro Fino, produto dessa linha será a principal novidade, pois é o único medicamento com bioequivalência comprovada em testes realizados por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Jaboticabal e Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp). Segundo a pesquisa, o produto tem ação e resultados idênticos aos da primeira marca lançada no mercado mundial.
A Ivermectina Ouro Fino age contra parasitas que são pouco perceptíveis ao criador, pois atuam no intestino, estômago e pulmão dos animais. O produto atua também contra carrapatos, bicheiras, piolhos e sarnas. Estes parasitas afetam a qualidade da criação e causam sérios prejuízos aos criadores, pois interferem no crescimento e desenvolvimento dos animais. A Ivermectina é um produto que gera economia aos produtores ao eliminar os parasitas.
De acordo com o gerente regional da empresa, Rui Pedro, a participação na feira é fundamental para apresentar a qualidade dos produtos da Ouro Fino aos produtores do país. “A Expo Londrina é uma feira muito procurada, por isso tem se tornado de fundamental importância a nossa participação, para mostrarmos a competitividade da nossa empresa” afirma.
A Ouro Fino está com um estande próximo à pista de julgamento principal e, em parceria com um dos seus clientes, a Agropecuária Londrina, também está entre os pavilhões dos animais apresentando seus produtos.

Sobre o Grupo Ouro Fino
Fundada em 1987, a Ouro Fino é uma empresa 100% brasileira, com sede em Ribeirão Preto (SP), que industrializa e comercializa produtos para saúde animal. Atualmente é a décima companhia no ranking das empresas que operam no mercado de medicamentos veterinários no Brasil. Em 2004, o Grupo se estruturou em cinco unidades de negócios: Ouro Fino Saúde Animal (grandes animais), Ouro Fino Bem-Estar Animal (pet), Ouro Fino Animal Health (exportação), Ouro Fino AgroSciences (sementes forrageiras certificadas), Ouro Fino Cuidados Domésticos (produtos para pragas domésticas). No segmento veterinário a empresa tem mais de 8 mil clientes em todo o Brasil e conta com representantes em todas as regiões do país, além de exportar para 18 países. A Ouro
Fino tem 120 colaboradores externos e 320 colaboradores internos. Em 2003, a empresa teve um crescimento de 30% em relação ao ano anterior. O site da Ouro Fino é: www.ourofino.com


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