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sexta-feira, abril 30, 2021

EMBRAPA: II Congresso Mundial de ILPF recebe inscrições até o dia 1º de maio

A organização do II Congresso Mundial sobre Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF) (World Congress on Integrated Crop-Livestock-Forestry Systems) - WCCLF que acontece nos dias 4 e 5 de maio a partir das 9 horas, em formato 100% digital, informa que antecipou o término de recebimento de inscrições para o 1º dia de maio, próximo sábado. O motivo da alteração da data é por questão de logística do evento. O valor da inscrição é de 150 reais para profissionais e 75 reais para estudantes. No site os interessados encontram os detalhes de como se inscrever, como ter acesso a uma cortesia e, se for o caso, de cancelar uma inscrição. Dias antes do evento os inscritos receberão por e-mail um login e uma senha de acesso à plataforma digital. Essa plataforma é restrita para aqueles que se cadastraram no site e realizaram o pagamento da inscrição.

 

Até este momento o número de inscritos ultrapassou a marca de mil, superando as expectativas dos organizadores. Foram registradas inscrições de 28 estados brasileiros, com destaque para São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Goiás e Mato Grosso. Além de brasileiros, se inscreveram para o evento profissionais do Reino Unido, americanos, portugueses, italianos, franceses, peruanos, equatorianos, austríacos, alemães, colombianos e australianos.

 

O número de trabalhos científicos enviados somou 207, 166 foram aceitos e 156 serão expostos na sessão pôster digital. Os trabalhos recebidos estão relacionados às áreas climáticas, emissões de gases de efeito estufa e sequestro de carbono, sistemas integrados e avaliações de sustentabilidade, impacto dos sistemas integrados na eficiência do uso de nutrientes e água, transferência de tecnologia para sistemas integrados, microclima, paisagem e biodiversidade, técnicas agrícolas, agricultura de precisão, IoT e inovação, aspectos econômicos e sociais e agricultura familiar, rastreabilidade, certificação e conceitos emergentes, políticas públicas, interações nas cadeiras de suprimentos e comércio. "Certamente o Congresso será uma oportunidade para a troca de conhecimentos e experiências entre especialistas, acadêmicos, produtores e demais participantes interessados no assunto", ressalta a pesquisadora Lucimara Chiari, membro da comissão organizadora que destaca também o ILPF Conecta que acontece paralelamente ao II Congresso - uma iniciativa que visa aproximar as Agtechs de investidores e de aceleradoras.

 
No total foram recebidas 92 inscrições de startups (também chamada de Agtechs) de 18 estados do Brasil e de mais dois países, França e Etiópia. São Paulo registrou o maior número, 20 inscrições. Validadas foram 76, todas, voltadas à produção agropecuária sustentável em sistemas de ILPF. As dez melhores soluções tecnológicas disputarão três vagas de finalistas que serão apresentadas na parte da tarde do dia 5 de maio. As startups selecionadas estarão em um espaço virtual, ao vivo, exclusivo para interagir com investidores e especialistas, demonstrando suas soluções tecnológicas.  

 

Presidente da Embrapa abre o ciclo de palestras nacionais e internacionais


Durante os dias 4 e 5 de maio serão apresentadas 30 palestras por especialistas brasileiros, estrangeiros e produtores rurais. A primeira será ministrada pelo presidente da Embrapa, Celso Moretti, intitulada "Desafios para o futuro da ILPF no Brasil", no primeiro painel da programação, que trata dos desafios e oportunidades para os sistemas de ILPF no mundo. "O Congresso será uma excelente oportunidade para troca de experiência e conhecimentos em sistemas de ILPF no Brasil e no mundo e vai propiciar um fórum de discussão baseado em referencial teórico e aplicações práticas que combinam a produção integrada da lavoura, da pecuária e da floresta na mesma área com uso eficiente de insumos, fundamentais para a segurança alimentar do futuro", salienta o presidente da Embrapa.

 

Os participantes do Congresso serão atualizados sobre os mais recentes resultados de pesquisa, desenvolvimento e inovação em sistemas ILPF praticados não só no Brasil como em diversos outros países. Dentre tantas experiências a serem expostas por especialistas renomados, temos a do professor australiano, Richard Eckard, da Universidade de Melbourne. O cientista vai falar dos incentivos do governo australiano aos agricultores no estabelecimento ou manejo de árvores em terras agrícolas e de pastagem, da adoção de métodos de compensação de carbono desenvolvidos para reflorestamento - que é um desafio na Austrália dado aos custos iniciais para o desenvolvimento, administração e estabelecimento de projetos. Falará também das experiências relacionadas aos benefícios das árvores em terras agrícolas que incluem a melhoria do bem-estar animal, da qualidade da água, da matéria orgânica do solo, da biodiversidade e valor de capital, além de contribuir para uma produção neutra em carbono e promover uma maior integração da silvicultura e da pecuária em futuros cenários climáticos na Austrália.

 

Tão importante quanto às demais apresentações será a do professor Luis Alfonso Giraldo, da Universidade Nacional da Colômbia.  O especialista abordará os desafios dos sistemas agroalimentares para sistemas sustentáveis de baixo carbono, das tendências da ILPF na América Latina e Caribe e como a tecnologia, técnicas e práticas aplicadas podem contribuir para os desafios que essa transição determina. Destacará os efeitos ambientais, sociais e econômicos positivos destes, com dados técnicos de referência gerados por iniciativas silvipastoris na Colômbia.

 

O evento além de promover a troca de experiências servirá para uma grande reflexão sobre os resultados de pesquisa, desenvolvimento e inovação em sistemas de ILPF, bem como, seus benefícios, desafios e oportunidades de produção no Brasil e nos demais países.

 

Ao todo serão sete painéis quando se discutirá temas como: ILPF e agricultura sustentável no mundo, serviços ecossistêmicos em sistemas de ILPF, evolução desse sistema no Brasil, plataforma pecuária de baixa emissão de carbono, importância do cooperativismo na adoção da ILPF, cenários e tendências da ILPF na Europa, América Latina, América do Norte, Ásia e África, Austrália e Nova Zelândia. Consta, ainda, discussão sobre ambiência e bem-estar animal,  empreendedorismo, indicadores socioeconômicos, certificações em ILPF dentre outras que podem ser conhecidas clicando aqui.

 

A palestra de encerramento marcada para quarta-feira, dia 5, a partir das 17h10 está a cargo do pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Roberto Giolo – coordenador técnico do evento - líder de projetos nos temas ILPF e gases de efeito estufa na pecuária. O especialista vai destacar os fatos mais relevantes de cada painel e fará comentários a respeito dos benefícios e oportunidades que envolvem o uso da ILPF. Um balanço dos números do Congresso e resultados alcançados também está na pauta do palestrante.

 

O evento é uma realização da Embrapa,  Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Rede ILPFSemagro MSFamasul MS e Fbeventos.

 

Serviços

 

WCCLF 2021 – De 4 a 5 maio de 2021, realizado de forma 100% digital.
Inscrições vão até o dia 1º de maio, sábado, link de acesso: www.wcclf2021.com.br

 

Conheça os sete temas dos painéis e das 30 palestras

Link de acesso: www.wcclf2021.com.br/programacao

 

Jornalistas interessados em cobrir o congresso pela plataforma on-line entrar em contato com agrossilvipastoril.imprensa@embrapa.br, até o dia 30/04 solicitando a liberação do acesso.

 

 

Eliana Cezar Silveira (DRT 15.410/SSP/SP)
jornalista
Núcleo de Comunicação Organizacional
Embrapa Gado de Corte


Contatos para a imprensa
eliana.cezar@embrapa.br
Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/


terça-feira, abril 20, 2021

Café: Brasil propõe modernização na emissão de certificados de origem da OIC


Café: Brasil propõe modernização na emissão de certificados de origem da OIC
 
Propostas estruturadas pelo Cecafé foram aprovadas pelo Conselho Internacional e visam a modernizar, agilizar, reduzir burocracia e dar mais transparência ao processo

 
O Conselho Internacional do Café aprovou, na sexta-feira, 16 de abril, proposta da delegação brasileira, estruturada pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), que pretende modernizar o regulamento referente à emissão dos certificados de origem da Organização Internacional do Café (OIC), requeridos nas exportações do produto.
 
Embasada na existência de diversos modelos avançados de gestão tecnológica de documentos, envolvendo assinaturas eletrônicas, certificações digitais, armazenamento virtual dos dados e harmonização de datas de exportação, a sugestão do Brasil objetiva dar celeridade ao processo, reduzir a burocracia, ampliar a transparência e estar alinhada às propostas do Acordo de Facilitação de Comércio da Organização Mundial do Comércio (OMC) e da Organização Mundial das Aduanas (OMA).
 
Na explanação ao principal colegiado da cafeicultura mundial, o Cecafé recordou que o conceito e as instruções contidas no atual "Regulamento de Estatística – Certificados de Origem" da OIC se baseiam, majoritariamente, em modelos e processos antigos aplicados ao período das cotas de exportação, quando a Organização tinha a necessidade de monitorar e controlar os embarques dos países produtores, e que as novas tecnologias permitirão um processo de emissão mais moderno, célere e menos burocrático.
 
Entre as diversas alterações propostas, destaca-se a implementação da assinatura eletrônica dos certificados, o armazenamento eletrônico dos documentos, a utilização da Referência Única de Carga (RUC) e a alteração da data de exportação, que deixará de ser por liberação aduaneira e passará a ser pela data do conhecimento de embarque.
 
De acordo com o presidente do Cecafé, Nicolas Rueda, a sugestão da entidade está alinhada às recentes mudanças feitas no Brasil, através da implantação do Portal Único de Comércio Exterior.
 
"Essa inovação brasileira tem desburocratizado o processo das exportações por meio de uma completa reformulação de procedimentos, exigências normativas e sistemas aplicáveis às transações comerciais externas. Assim, é possível reduzir tempo e custos para os agentes privados concluírem as operações, que é o que pretendemos em relação à emissão dos certificados de origem da OIC", revela.
 
Com a aprovação da proposta apresentada pela delegação brasileira, o presidente do Cecafé anota que as otimizações aprovadas no "Regulamento de Estatísticas – Certificado de Origem" ampliarão as possibilidades de integração de bases e gerarão modernização e eficiência ainda maiores aos processos, garantindo, também, o rigor da coleta das informações para os propósitos estatísticos.
 
PRÓXIMOS PASSOS
A Representação Permanente do Brasil junto às Organizações Internacionais em Londres (Rebraslon) contatará a OIC, nesta semana, para acelerar a publicação do regulamento já atualizado. Tão logo seja divulgado, o Cecafé continuará o desenvolvimento  do novo sistema de emissão dos certificados, o qual será integrado ao Portal Único, através da utilização da Application Programming Interface (API) do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).
 




terça-feira, março 30, 2021

Café: Brasil indicará Vanusia Nogueira para diretoria executiva da OIC

Brasil indicará Vanusia Nogueira para diretoria executiva da OIC
 
Entidades do segmento privado da cafeicultura brasileira fizeram a demanda, que foi atendida pelo Governo Federal em reunião do CDPC

 
As entidades de classe da cadeia produtiva do café no Brasil, por unanimidade, formalizaram, em 15 de março, ao Governo Federal, a recomendação da doutora Vanusia Nogueira como candidata brasileira para a diretoria executiva da Organização Internacional do Café (OIC).
 
Ontem (29), durante reunião do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC), o pleito foi reforçado pelo segmento privado e referendado pelos representantes do Governo, confirmando a indicação de Vanusia para CEO do principal organismo da cafeicultura mundial.
 
O mandato do atual executivo da entidade, o também brasileiro José Sette, estende-se até 30 de abril de 2022 e ele comunicou ao corpo diplomático da Representação Permanente do Brasil junto às Organizações Internacionais em Londres (Rebraslon) sua decisão de não se candidatar a novo período à frente da entidade.
 
Em decorrência da importância do Brasil, como maior produtor e exportador e segundo maior consumidor de café do mundo, o País tem exercido papel de liderança na Organização, em especial no momento atual, cujos esforços nacionais e de diversos países-membros estão voltados à reestruturação e à modernização da OIC, através de uma Força-Tarefa e dos debates para o novo Acordo Internacional do Café (AIC).
 
Diante desse contexto, a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) e o Conselho Nacional do Café (CNC) consideram que Vanusia, atual diretora da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), possui currículo que a qualifica como excelente nome para conduzir a modernização da OIC e da cafeicultura global a partir de 2022.
 
Filha e neta de produtores e comercializadores de café, Vanusia Nogueira é Doutora em Administração, com ênfase em Marketing, pela Universidade Nacional de Rosario (Argentina). Formada em Tecnologia da Informação (TI) e Gestão pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), possui mestrados em Gestão e em Gestão Avançada de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), além de inúmeros cursos internacionais de especialização em Finanças, Gestão de Relacionamentos (CRM), TI, entre outros, concluídos nos Estados Unidos, Alemanha e Brasil.
 
Com vistas à reestruturação e à modernização da OIC, a representação do setor privado da cafeicultura brasileira trabalhará em quatro eixos: (i) aperfeiçoamento da governança e da gestão de processos; (ii) estatísticas e inteligência de negócios; (iii) negociações comerciais; e (iv) promoção do consumo global do café.
 
No encontro de ontem, Governo Federal e entidades de classe ratificaram que a modernização dessas áreas trará mais dinamismo às reuniões do organismo internacional e gerará produtos tangíveis e de interesse do setor privado da cafeicultura mundial, processo que entendem que poderá ser bem conduzido por Vanusia, que possui amplo histórico de conhecimento, experiência e reconhecimento nos temas de qualidade e sustentabilidade da cafeicultura mundial.
 
"Como diretora executiva da BSCA desde 2009, conselheira do CNC, da Rainforest Alliance e da Alliance for Coffee Excellence (ACE), organizadora do principal concurso mundial de qualidade, o Cup of Excellence, e conselheira consultiva da Specialty Coffee Association (SCA), a doutora Vanusia é reconhecida como hábil articuladora, com grande  engajamento com as lideranças globais da produção, da indústria e da exportação, conforme se pôde observar durante os trabalhos realizados para a organização do II Fórum Mundial de Produtores, sediado pelo Brasil, no ano de 2019", concluem as instituições.


Mais informações para a imprensa
Agência P1
Paulo André C. Kawasaki

sábado, fevereiro 27, 2021

Curso Bioarquitetura – Construções Sustentáveis está com inscrições abertas

Curso on line vai fornecer as bases teóricas e práticas das técnicas de bioconstruções.

 

Estão abertas as inscrições para o Curso On Line Bioarquitetura – Construções Sustentáveis, que acontece de 22 a 31 de março de 2021. Durante o curso, voltado para profissionais de várias áreas e público em geral, será apresentada uma visão ampla da Bioarquitetura e suas técnicas de construções ecológicas.

Os objetivos do curso são: fornecer as bases teóricas e práticas das técnicas de bioconstruções; apresentar os mecanismos de interatividade das construções ecológicas, seus reflexos na sociedade e na sustentabilidade de nosso planeta e desenvolver uma consciência da importância das iniciativas de preservação do meio ambiente.

O conteúdo oferecerá aos alunos uma visão macro da evolução da Arquitetura após a era mecanicista de linhas retas e materiais tóxicos. O novo conceito da Bioarquitetura remete ao design de formas tênues e arredondadas, onde as cores predominantes são as cores e tons encontrados na natureza, no solo, na vegetação, nas rochas. Em síntese, os temas abordados proporcionam uma viagem na retomada do homem ao seu “habitat natural”, reaprendendo conceitos, técnicas primitivas de construção e a valorização de aspectos sociais de sustentabilidade e de proteção ao meio ambiente.

A Bioarquitetura busca incorporar a natureza à arquitetura. Representa o elo entre a natureza e o desenho das formas nas construções. Os princípios harmônicos naturais da arquitetura biológica surgem a partir de uma expressão de padrões, simetrias, formas, símbolos e relações universais naturais, onde o homem se integra em perfeita harmonia com seu habitat natural.

Com esses e outros conceitos, o curso apresentará a visão de novas técnicas nas bioconstruções, o design de hoje para casas sustentáveis com materiais orgânicos e naturais, compondo desde suas fundações até os revestimentos e detalhes decorativos, o aperfeiçoamento de técnicas milenares de construção, com tecnologias de nossa era.

O curos será ministrado por Maria Tereza Montes, graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade Bennett – Rio de Janeiro  e analista de sistemas graduada pela PUC – Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Dentre suas áreas de atuação estão: Geobiologia, Bioarquitetura e Sustentabilidade e Equilíbrio de Ambientes.

Mais informações, programação completa e inscrições em: www.fepaf.org.br

Estão abertas as inscrições para o Curso de Operador de Drone Agrícola

Operação de Drones abre novas oportunidades no mercado de trabalho agrícola

 

Estão abertas as inscrições para o Curso de Operador de Drone Agrícola, promovido pela Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais, a ser realizado nos dias 19 e 20 de junho de 2021.

Com o aumento das aplicações possíveis para os drones (tradicionais e mais avançados) e o crescimento da demanda sobre as diversas formas de operação (pilotagem) destes equipamentos, o curso busca preparar profissionais para operarem (pilotarem) estes equipamentos a partir de uma formação rápida e objetiva, com apresentação de conceitos teóricos e práticos, que pretende oferecer uma introdução à temática, permitindo ao final que o participante tenha os conhecimentos mínimos que lhe permita operar estes equipamentos.

O curso oferece uma especialização multidisciplinar em uma área de interesse que atualmente encontra-se em pleno crescimento, projetando para o futuro um “boom” devido às perspectivas de mudanças tecnológicas e o novo mercado de trabalho.

Os conteúdos teóricos e as atividades práticas serão ministradas pelo engenheiro agrônomo Marcelo Scantamburlo Denadai, mestre e doutor em Agronomia pela Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Unesp, câmpus de Botucatu, com MBA em Agronegócio (ESALQ/USP), e atualmente docente da FATEC Botucatu juntamente com Vicente Márcio Cornago Júnior, mestre em Agronomia pela FCA/UNESP, com MBA em Supply Chain e Logística Integrada, especialização em Gestão Empresarial, graduação em Administração de Empresas e também professor da FATEC Botucatu.

Mais informações, programação completa e inscrições em www.fepaf.org.br


quarta-feira, fevereiro 10, 2021

Embrapa testa sistema que permite de forma efetiva controlar o carrapato-do-boi sem usar carrapaticidas

Os resultados da pesquisa liderada pelo médico-veterinário Renato Andreotti, pesquisador da Embrapa Gado de Corte, deixaram a equipe bem animada, afinal a luta vem de muito tempo tentando, se não acabar, diminuir o problema da infestação de carrapatos nos bovinos e suas consequências que acarretam grandes prejuízos para a produção nacional numa ordem estimada em US$ 3,24 bilhões/ano. O carrapato-do-boi (Rhipicephalus microplus) causa uma doença conhecida como tristeza parasitaria bovina (TPB) (Babesia bovis, Babesia bigemina e Anaplasma marginale), levando os animais à morte. Se o produtor não adota um controle, o prejuízo é certo, por isso é de suma importância o estudo de controle desse parasito. O pesquisador Andreotti explica que “o nível de infestação do carrapato nos rebanhos varia em função da presença e do grau de raças sensíveis. A infestação acarreta perda de peso pela inapetência, irritabilidade do animal, perda de sangue pela espoliação acentuada levando à anemia, lesões no local da picada evoluindo para miíases e lesões posteriores no couro. A alta infestação promove instabilidade dos agentes infecciosos responsáveis pela Tristeza Parasitaria Bovina (TPB) levando a surto de mortalidade de animais”. A pesquisa liderada pelo cientista, que ele nomeou de Sistema Lone tick, permite o controle da infestação do carrapato nas pastagens deixando as larvas “solitárias” (em inglês lone) por meio do distanciamento entre parasito e hospedeiro. Os testes a campo foram realizados durante um ano com animais da raça Senepol. O pesquisador explica que o rebanho zebuíno (Nelore) compõe a maior parte no Brasil e coloca o país no cenário dos maiores produtores e exportadores de carne bovina no mercado mundial. Segundo ele, nas últimas décadas, novas raças bovinas e seus cruzamentos foram introduzidos gerando animais com maior desempenho produtivo, mas com grandes dificuldades no controle do carrapato. “Ao não controlar de forma adequada o carrapato, o ganho de produtividade oferecido pela genética não aparece no resultado da balança comprometendo o investimento”, esclarece. Novo sistema controla os carrapatos de forma ecologicamente correta Atualmente, o método utilizado para controlar o carrapato no rebanho bovino é o controle estratégico com uso de pesticidas, porém ele se mostra esgotado em função do desenvolvimento de resistência do carrapato a esses produtos. Explica Andreotti, que acrescenta: “O uso dos acaricidas da forma como é feita, na maioria das vezes, sem orientação técnica adequada, leva à contaminação dos animais, dos trabalhadores e do ambiente”. O pesquisador comenta que um dos gargalos para o sucesso do controle estratégico do carrapato com o uso de acaricidas é o surgimento de carrapatos resistentes, resultado da pressão de seleção causada nas populações desses parasitos exercida pelo tratamento, tornando-se um grande desafio para o combate às populações de carrapatos e a inserção de novos métodos de controle. E foi exatamente pensando em novos métodos de controle que o Sistema Lone tick foi estudado apresentando resultados muito positivos. Vários testes foram realizados com animais a campo e infestação de carrapatos. Uma das observações feitas pelo especialista foi de que o Sistema Lone tick corrigiu a carga parasitária no sistema para condições ótimas de controle, que, segundo Andreotti, significa baixa infestação de carrapatos com redução de impacto da ação dos mesmos e manutenção da estabilidade enzoótica para a tristeza parasitária bovina. “Durante um ano de observação e monitoramento dos animais, nenhum deles apresentou sintomas para TPB”, revela. Para o especialista o Sistema Lone tick é um sucesso e explica a razão: “O carrapato-do-boi completa o ciclo de vida no hospedeiro em 21 dias com o ingurgitamento da fêmea e sua queda ao solo com consequente postura de 3000 ovos em média, iniciando a fase não parasitária. As larvas emergem dos ovos e constituem 95% da população de carrapatos no ambiente, sendo a fonte de reinfestação para os animais, não sendo alcançadas diretamente pelos carrapaticidas. A grande maioria das larvas do carrapato-do-boi não sobrevive no ambiente por mais de 82,6 dias. Portanto, o Sistema Lone tick oferece uma forma de controle nesta fase de vida livre do carrapato, com base na rotação de pastagens e permitindo um tempo de 84 dias das larvas sem contato com o hospedeiro, tempo suficiente para a morte das larvas por inanição”. Andreotti expõe também que outro fator extremamente importante, juntamente com a manutenção da baixa população de carrapatos, é a ausência do uso de acaricidas respeitando o ambiente – prática obrigatória no controle estratégico – não gerando contaminação por meio de resíduos e, tampouco pressão de seleção pelas bases químicas desses produtos utilizados no tratamento. Para o pesquisador os resultados mostram que, com base no conhecimento da ecologia e biologia do parasita, é possível controlar de forma ecologicamente correta as populações desta espécie de carrapato, atendendo assim, uma demanda de mercado internacional, que seria a diminuição do uso de produtos químicos e seus efeitos colaterais. A baixa infestação das larvas nas pastagens observada durante os testes levou à baixa manutenção de carrapatos nos bovinos mostrada pela contagem de carrapatos nos animais a cada 28 dias, sendo essa uma situação desejável para a manutenção da estabilidade enzoótica da TPB e mantendo a quantidade de carrapatos abaixo do limiar econômico de no máximo 40 carrapatos/animal. A estabilidade da população de carrapatos traz segurança nas condições sanitárias por reduzir o risco de morte dos animais com a TPB e a espoliação com perda de peso e, com isso ampliando a redução do custo da arroba produzida. Em breve um artigo técnico com detalhes da pesquisa será publicado. Para saber mais sobre controle de carrapatos sugere-se a leitura do Documento 214: “Proposta de controle de carrapatos para o Brasil Central em sistemas de produção de bovinos associados ao manejo nutricional no campo”.


Eliana Cezar

EMBRAPA - II Congresso Mundial de ILPF será nos dias 4 e 5 de maio

 


O II Congresso Mundial sobre Sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) que seria realizado no mês de junho do ano passado em Campo Grande, MS, não aconteceu devido a pandemia de coronavirus. A Comissão Organizadora estudou uma nova data e decidiu realizar o evento de forma 100% digital durante dois dias; 4 (terça-feira) e 5 (quarta-feira) de maio. A secretária executiva da Comissão Organizadora, pesquisadora da Embrapa Gado de Corte, Lucimara Chiari, garante que o evento será dinâmico, com palestras mais curtas e sem perda de conteúdo.

No Congresso serão tratados temas como: desafios e oportunidades para ILPF no mundo, soluções e demandas das empresas do agronegócio, cenários e tendências da ILPF, soluções e demandas de produtores, políticas públicas, inovação entre outros. Para apresentar e discutir os temas o Congresso contará com especialistas de vários países como dos EUA, Europa, Austrália e América Latina.

O objetivo do Congresso é propiciar um fórum de discussão, com aprofundamento teórico e aplicações práticas sobre aspectos tecnológicos e de sustentabilidade econômica e ambiental de sistemas agrícolas consorciados que combinem a produção integrada da lavoura, da pecuária e da floresta na mesma área e com uso eficiente de insumos, que são fundamentais para a segurança alimentar no futuro.

“A nossa expectativa é reunir em dois dias cerca de mil pessoas e proporcionar muita troca de conhecimento e experiência, informações atualizadas da pesquisa com a ILPF, apresentar o que tem sido feito, resultados obtidos, experiências vivenciadas por produtores, além de debatermos inovações, sustentabilidade e segurança alimentar”, ressalta Lucimara Chiari.

A pesquisadora informa que o evento será totalmente virtual, auditório, feira de estandes, acesso aos pôsteres lembrando-se da oportunidade de se formar uma rede de relacionamento. “Os sistemas de ILPF representam uma tecnologia de extrema importância no Brasil e no mundo e por esse motivo não desistimos de continuar com as ações para a realização do Congresso mesmo na pandemia”, diz Chiari.

A participação no evento será feita por meio de inscrição. Está garantido o certificado de participação. Para saber mais como validar a participação o interessado deverá entrar na página: https://www.wcclf2021.com.br/inscricao

O II Congresso Mundial de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta é uma realização do Mapa, Embrapa, Rede ILPF, Famasul e Semagro.

Informações gerais sobre o evento podem ser conhecidas no endereço: https://www.wcclf2021.com.br

Eliana Cezar
Jornalista – Embrapa Gado de Corte

DRT 15.410/SSP-SP

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