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terça-feira, julho 18, 2017

LUCIANO AYAN: Ao defender Maduro e chamar Che de “guerrilheiro heróico”, Gleisi mostra que não é uma palhaça: é um monstro


Normalmente quando nos referimos a Gleisi Hoffmann, as vezes incorremos no erro de achar que estamos diante de uma pessoa estúpida e que vive dando declarações desastradas. Nada disso. É principalmente uma pessoa perversa, sem qualquer senso moral.
Por exemplo, durante a abertura do 23º Foro de São Paulo, na Nicarágua, ela enalteceu Che Guevara e Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, além de celebrar o centenário da Revolução Russa.
Quer dizer, ela apoia tudo que não presta: basta algum socialista fazer genocídio que receberá seu apoio.
Sobre Cuba, ela disse: “Aproveitamos para manifestar nosso irrestrito apoio e solidariedade aos companheiros do Partido Comunista Cubano e ao povo de Cuba diante do retrocesso imposto pela nova administração do governo estadunidense em relação aos acordos alcançados com a administração Obama e a manutenção do criminoso bloqueio econômico”.
Para ela, Maduro é vítim,a e portanto, o PT “manifesta seu apoio e solidariedade” ao governo de Maduro, que segundo Gleisi, está exposto a uma “violenta ofensiva da direita”. “Temos a expectativa que a Assembleia Constituinte possa contribuir para uma consolidação cada vez maior da revolução bolivariana e que as divergências políticas se resolvam de forma pacífica.”
Em relação à ditadura genocida russa, mais apoio: “Comemoramos também o cinquentenário da queda em combate e o assassinato posterior do guerrilheiro heroico, o comandante Ernesto Che Guevara, a quem recordamos para que tenhamos sempre presente a necessidade da transformação social de nossos países”, declarou.
A monstruosidade de Gleisi é completa.


segunda-feira, julho 17, 2017

Os escândalos de Gleisi Hoffmann - As aventuras da Narizinho, também conhecida como a Amante



A ex-ministra Chefe da Casa Civil, a Senadora Gleisi Hoffmann (PT/PR), não sabe escolher seus assessores, ou sente-se tão “intocável”, que não liga em escolher as piores relações possíveis.
Começou com Eduardo Gaievski (PT/PR), sua pior escolha até agora, pois conseguiu colocar um indivíduo que hoje é acusado de 40 crimes sexuais, sendo 28 contra menores e, destes, 14 contra vulneráveis (menores de 14 anos), para trabalhar na sala ao lado da presidente Dilma Rousseff (PT) e ainda por cima como responsável pelas políticas da Presidência da República para Jovens e Adolescentes. É como colocar o lobo para cuidar dos cordeiros.


Ainda por cima, os irmãos de Gaievski possuem mandados de prisão expedidos, seu filho está preso e seu melhor amigo, da época como Prefeito de Realeza (PR), também. Todos por tentativa de coerção e suborno de testemunhas. Seu filho é namorado da filha do prefeito atual de Realeza, o qual Gaievski ajudou a eleger e que mandou despejar de um “terreno público” um senhor que se recusou a retirar a queixa contra Gaievski, pelo estupro de sua neta.
Não satisfeita, escolheu o deputado federal André Vargas (PT/PR) como coordenador de sua campanha ao Governo do Paraná, para depois ter que afastá-lo pelo envolvimento deste com o doleiro Alberto Youssef e o ex-Diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, em fraudes investigadas pela Polícia Federal na Operação Lava-Jato. O doleiro e o Costa estão presos, enquanto André Vargas ameaça abrir a boca caso não receba ajuda do Partido dos Trabalhadores, que recuou a ideia de jogá-lo aos leões depois de tais falas.


Vargas, Youssef e Costa são investigados por atuar na obtenção de contratos fraudulentos com o Ministério da Saúde, a Petrobras e outras estatais, além do pagamento de propinas a funcionários públicos e a políticos. No total, a turma teria movimentado ilicitamente R$10 bilhões. Entre esses contratos estão situações muito suspeitas, como a MO Consultoria, de Youssef, recebendo mais de R$34 milhões de nove fornecedores da Petrobras, sendo tal empresa apenas de fachada e investigada por corrupção ativa, ao repassar propinas.
Há também o contrato assinado a convite (?) de uma empresa, a Ecoglobal Ambiental, e sua filial nos Estados Unidos, a Ecoglobal Overseas, com a Petrobras. Ambas assinaram contrato de R$443,8 milhões, para depois venderem 75% de suas ações por R$18 milhões, para Youssef e Paulo Roberto Costa. Pois é, incrível!
Gleisi Hoffmann não pode dizer que desconhecia esse lado de André Vargas, nem mesmo de Youssef e sua relação com o primeiro, pois em 1998 ambos foram indiciados por desvio de R$14 milhões da Prefeitura de Londrina (PR) para abastecer o caixa 2 da campanha à Deputado Federal do atual Ministro das Comunicações (e marido de Gleisi) Paulo Bernardo.
Qual será o próximo passo? Colocar o Fernandinho Beira-Mar no Ministério da Defesa, ou em uma Secretaria de Políticas contra as Drogas? Desse jeito o único lugar ao qual Gleisi chegará é a lista negra do próprio PT, na qual já estão seus companheiros Gaievski e Vargas.

BOMBA! Janaína Paschoal diz que Gleisi Hoffmann ("A Amante") pode ser presa a qualquer momento por incitar militantes

12-Julho-2017 - DIA HISTÓRICO - Lula Ladrão é condenado por Moro a 9 anos e 6 meses de prisão!



Sergio Moro condenou Lula a nove anos e meio de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro!


Ao condenar Lula por lavagem de dinheiro, Sérgio Moro determinou a interdição o ex-presidente para o "exercício de cargo ou função pública ou de diretor, membro de conselho ou de gerência".



Clique AQUI ou AQUI e leia a íntegra da sentença de condenação de Lula no caso do triplex.



Os Cariocas recebem LULA no Rio com gritos de "LULA LADRÃO! SEU LUGAR É NA PRISÃO!"





IMPRENSA VIVA: A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) está na mira do juiz Josafá Antonio Lemes, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná



A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) está na mira do juiz Josafá Antonio Lemes, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná.

Lemes pediu esta semana ao juiz Sergio Moro informações sobre empresas investigadas na Operação Lava Jato que financiaram o PT em 2014, ano das últimas eleições. O juiz é relator da prestação de contas do diretório estadual das eleições no estado daquele ano. Lemes informou que para avaliar a regularidade da contabilidade do PT será preciso levar em consideração que “foram feitas doações ao Partido dos Trabalhadores – dentre outras pessoas – pelas empresas JBS-FRIBOI e Banco BTG Pactual S/A”. E, acrescenta ele, “tais empresas fazem parte do rol de pessoas jurídicas investigadas nas operações ‘Lava Jato’ e outras, porque – em tese – as origens desses recursos (financiamento de campanha) seriam de fontes ilícitas porque derivadas de ‘propinas’ de contratos firmados entre empresas privadas e públicas (licitações)”. 

Em 2014, a senadora Gleisi Hoffmann foi a candidata do PT paranaense ao governo estadual. Recém eleita presidente nacional do PT, Gleisi também é alvo de investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) por seu envolvimento no esquema de corrupção no petrolão.

UCHO INFO: “Dondoca” do socialismo tupiniquim, Gleisi denuncia o Brasil em encontro de comunistas na Nicarágua




Direto do UCHO INFO


Presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, ré por corrupção em ação penal que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e acusada por sete delatores da Operação Lava-Jato de ter recebido propina do esquema criminoso conhecido como Petrolão, a senadora Gleisi Helena Hoffmanndiscorreu, no domingo (16), sobre uma suposta “perseguição ao ex-presidente Lula” (condenado à nove anos e seis meses de prisão e réu em quatro outros processos por corrupção).

O destampatório da líder petista, que cresce quando ela está entre “camaradas”, teve lugar na abertura do 23º encontro do malfadado Foro de São Paulo, movimento que conspira para a implantação do comunismo na América Latina, que neste ano acontece na capital nicaraguense, Manágua, e vai até a próxima quarta-feira (19).

“Estamos frente à ofensiva de judicialização da política em todo o continente, e no Brasil a intenção é destruir o PT e impedir que o maior líder popular brasileiro, Lula, seja nosso candidato nas eleições presidenciais de 2018, pois sabem que a possibilidade de sua vitória é enorme”, disse Gleisi.

Ignorando que a “judicialização” nada mais é do que o Judiciário funcionando com se espera e enquadrando corruptos por conta de uma enxurrada de crimes, a esperançosa Gleisi Helena – a “Amante” nas planilhas de propina da Odebrecht –tentou passar otimismo no evento comunista: “O golpe parlamentar no Brasil e o revés eleitoral na Argentina começam a dar sinais de esgotamento”.

Diante de lideranças da esquerda latino-americana, Gleisi denunciou “a perseguição promovida contra o ex-presidente Lula, num momento em que o país precisa de um governo que promova a retomada do desenvolvimento social, a política externa altiva, e que consiga reverter as consequências do ajuste neoliberal imposto pela quadrilha golpista que se instalou no Planalto”.

Sem fazer qualquer menção à ousada quadrilha petista desbaratada pela Lava-Jato, a senadora paranaense omitiu em seu discurso que os “companheiros” saquearam bilhões de reais da Petrobras, sendo que parte do dinheiro acabou no bolso dela própria e do alarife Lula, que volta a abusar da “vitimização”.

“Estamos enfrentando uma nova fase do capitalismo neoliberal”, afirmou a presidente do PT. “Grupos econômicos pressionam e ampliam suas exigências por favorecimentos dos Estados Nacionais para ampliar seus lucros”, delirou Gleisi, que adota discurso contra o capitalismo por obrigação ideológica, não por convicção.

sexta-feira, julho 14, 2017

CNC - Balanço Semanal de 10 a 14/07/2017

BALANÇO SEMANAL — 10 a 14/07/2017

Fórum Mundial identifica a perda de rentabilidade dos cafeicultores como o principal problema da atividade. Produtores sinalizam a necessidade de trabalhos conjuntos entre os segmentos para que não haja escassez de café

FÓRUM MUNDIAL DE PRODUTORES DE CAFÉ De 10 a 12 de julho, estivemos presentes no Fórum Mundial de Produtores de Café, em Medellín, na Colômbia. Em participação no painel "Sustentabilidade Econômica do Produtor de Café", o presidente executivo do CNC, deputado Silas Brasileiro, apresentou os trabalhos que o Brasil desenvolve para a preservação do meio ambiente e para a geração de empregos e renda a milhões de pessoas, salientando a necessidade de que os gastos com os aspectos socioambientais sejam compartilhados com os demais setores da cadeia produtiva, fazendo com que a sustentabilidade exista, de fato, em seu tripé social, ambiental e, principalmente, econômico.

O presidente do CNC expôs que o País, em 1990, produzia 25 milhões de sacas de café em 2,9 milhões de hectares e que, atualmente, a produção saltou para 50 milhões de sacas em uma área menor, de apenas 1,9 milhão/ha, o que implica um ganho substancial de produtividade – de 8 scs/ha para 26 scs/ha – e evidencia o resultado dos investimentos do Brasil  em pesquisa e tecnologia, contribuindo para a preservação do meio ambiente e para suprir a evolução do consumo da bebida, que saltou de 90 milhões para 155 milhões de sacas nesse intervalo. Ele também explicou que a cafeicultura brasileira preza por remuneração justa a seus trabalhadores, de forma que tenham melhor qualidade de vida, enaltecendo o caráter social da atividade.

Frente a esse cenário, Silas Brasileiro esclareceu que a sustentabilidade tem um preço a ser pago, pois são altos os investimentos em pesquisas, no social e na preservação do meio ambiente. Mas quem paga por isso? Ele respondeu citando que apenas o Brasil e os demais produtores têm arcado com esse ônus. Diante disso, o presidente do CNC finalizou reiterando que, para a sustentabilidade na produção cafeeira ser mantida, é necessário que os demais setores da cadeia produtiva contribuam com os gastos relacionados aos elos social e ambiental.

DECLARAÇÃO DO FÓRUM MUNDIAL — O encontro realizado na Colômbia contou com debates ativos em quatro Grupos de Trabalho: (i) produção e produtividade; (ii) volatilidade de preços; (iii) sucessão familiar e trabalho; e (iv) mudanças climáticas. De forma democrática, as conclusões desses GTs vieram das orientações das 1.300 pessoas presentes e originaram a "Declaração Final do Fórum Mundial de Produtores de Café", que visou a responder duas perguntas: "a cafeicultura mundial é sustentável sob o ponto de vista do produtor?" e "o que podemos fazer coletivamente para corrigir os problemas que se apresentam?".

As discussões entre os participantes mundiais do Fórum diagnosticaram, como os principais problemas da cafeicultura global, os seguintes pontos:
  1. A rentabilidade da atividade cafeeira em muitos países produtores apresenta uma situação crítica, passando inclusive por períodos de déficit, devido a fatores como: (i) o menor preço internacional do café, que diminuiu drasticamente o "potencial de troca" do produto, ou seja, reduziu o poder de compra do produtor; (ii) baixa produtividade e o consequente aumento dos custos de produção associados à variabilidade climática; e (iii) o encarecimento dos gastos com mão de obra para os trabalhos do cultivo como a colheita.
  2. A perda da rentabilidade resultou em um percentual significativo de produtores de café que se encontra em estado de pobreza no mundo, com privações em sua qualidade de vida (moradia, acesso a serviços públicos, atraso e baixa assistência educacional, restrito acesso a sistemas de saúde, etc.) e redução da capacidade de reinvestir em seus cafezais.
  3. Embora o desenvolvimento de cafés especiais tenha gerado "prêmios" aos produtores nas últimas décadas, eles não têm sido suficientes para compensar os custos associados à certificação. A análise do valor da cadeia global de café mostra, ainda, que a fração que chega até os cafeicultores é muito baixa, em contraste com a recebida pelos demais segmentos do comércio até o consumidor final.
  4. Se não forem implantadas ações corretivas que busquem resolver o problema identificado, de forma coordenada e que garantam o financiamento da atividade, o mundo pode presenciar, em médio prazo, uma crise caracterizada pelo declínio estrutural na oferta mundial de café, com o consequente reflexo no nível de vida dos produtores e na estabilidade social em suas regiões, enquanto a demanda mundial continuará a crescer, sem ser atendida, gerando desequilíbrios indesejáveis ​​no mercado que podem comprometer a sustentabilidade da cadeia global.
Diante dos problemas identificados, os quatro Grupos de Trabalho propuseram, como resoluções:
  1. Trabalhar, de maneira corresponsável, com todos os agentes da cadeia mundial e com o apoio da Organização Internacional do Café (OIC), no desenvolvimento de um Plano de Ação que deverá partir dos problemas que enfrenta a atividade cafeeira em suas diversas regiões do planeta, considerando: (i) níveis muito baixos do preço ao produtor e a excessiva volatilidade, sendo a maior fração destinada aos demais elos da cadeia produtiva; (ii) adaptação às alterações climáticas; (iii) escassez de mão de obra e dificuldade na sucessão familiar; e (iv) precárias condições sociais dos produtores.
  2. O Plano de Ação deverá definir os objetivos a serem buscados, o tempo demandado e o financiamento necessário para alcança-los.
  3. Deve ser gerido, ao mais alto nível da representação de indústrias, doadores e cooperação internacional, agências multilaterais e governos nacionais e locais, um compromisso de corresponsabilidade para a implantação deste Plano de Ação e a obtenção dos recursos financeiros para a sua execução.
  4. Como ponto de partida deste Plano de Ação e com base nos subsídios gerados no Primeiro Fórum Mundial de Produtores de Café, será elaborado um estudo por uma entidade independente para analisar o comportamento dos preços nos últimos 40 anos, o comportamento dos custos de produção nesse mesmo período e a correlação entre os dois. O estudo analisará se as cotações internacionais do café, tanto na Bolsa de Nova York, quanto na de Londres, refletem a realidade do mercado físico e apresentará soluções alternativas aos problemas identificados no Fórum.
  5. Para o desenvolvimento dos trabalhos propostos no Plano de Ação, será formada uma Comissão composta por dois representantes de associações de países produtores da África, dois do México, dois da América Central e Caribe, dois da América do Sul e dois da Ásia, além de pelo menos um representante do setor industrial de cada uma das seguintes regiões: América do Norte, Europa e Ásia.
  6. Essa Comissão deverá apresentar um relatório do progresso dos trabalhos na reunião do Conselho Internacional da OIC de março de 2018.
  7. O próximo Fórum Mundial de Produtores de Café será realizado em 2019 e a Comissão coordenará junto aos países a sede da edição seguinte.
Após a aprovação da declaração por todos os países participantes do evento, o presidente executivo do Conselho Nacional do Café propôs que o próximo Fórum Mundial de Produtores de Café, em 2019, seja realizado no Brasil, sugestão que foi aclamada pela plateia.

ESTOQUES PRIVADOS — Na quarta-feira, 12 de julho, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou que os estoques privados de café da safra 2016 do Brasil totalizavam 9,86 milhões de sacas de 60 kg em 31 de março. Segundo a pesquisa da estatal, esse volume implica queda no volume armazenado de 27,4% na comparação com as 13,59 milhões de saca registradas um ano antes.

A Conab informou que foram consultados 931 armazenadores, que são responsáveis por 1.495 armazéns participantes. Desse total, contudo, somente 575 questionários foram preenchidos, sendo que outros 920 armazéns não comunicaram o volume de seus estoques de café.

O CNC avalia que o resultado da pesquisa realizada pela Companhia corrobora a tendência de redução dos estoques de café do Brasil, porém, em termos absolutos, o número apurado não deve ser considerado como parâmetro para a formulação de políticas públicas, uma vez que a taxa de retorno dos boletins foi baixa.

A esse respeito, chamamos a atenção para a necessidade de conscientização de todos os agentes da cadeia produtiva do café para que, anualmente, respondam em tempo hábil as informações solicitadas pela Conab, pois é responsabilidade de todos a construção de um sistema mais claro e confiável de estatísticas cafeeiras.

MERCADO — Em uma semana de baixa volatilidade, o mercado andou de lado, com as férias de verão no Hemisfério Norte afastando o interesse comprador por parte dos importadores. Nesse cenário, o mercado internacional do café registrou ganhos moderados.

Na ICE Futures US, o vencimento setembro do Contrato C foi cotado, na quinta-feira, a US$ 1,3120 por libra-peso, registrando valorização de 230 pontos em relação ao final da semana passada. O vencimento setembro do contrato futuro do robusta, negociado na ICE Futures Europe, encerrou o pregão de ontem a US$ 2.145 por tonelada, acumulando alta de US$ 34 na comparação com a última sexta-feira.

A alta moderada surgiu com a valorização do real frente ao dólar, após a divulgação da informação de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado, em primeira instância, pelo juiz Sérgio Moro a nove anos e meio de prisão por recebimento de propina da empreiteira OAS e a compra de um tríplex no Guarujá (SP).

O dólar comercial encerrou a sessão de quinta-feira a R$ 3,2082, com queda de 2,17% frente à semana antecedente. O avanço do real também foi estimulado pela aprovação da Reforma Trabalhista no Brasil.

No que se refere ao clima, as condições seguem favoráveis para o andamento da colheita no Brasil. Segundo a Somar Meteorologia, uma ampla massa de ar seco gera dias de sol, poucas nuvens e baixa umidade relativa do ar em boa parte do País, não havendo possibilidade de chuvas nas principais áreas do cinturão produtor.

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) informou, nesta semana, que a colheita de conilon está na reta final no Espírito Santo, principal Estado produtor do Brasil. A instituição explica que, mesmo com os atrasos iniciais provocados pela ocorrência de precipitações, já foram colhidos cerca de 95% dos grãos capixabas, indicando que os trabalhos podem ser encerrados em duas semanas.

De acordo com o Cepea, o clima mais seco também favoreceu o andamento da colheita da variedade arábica, que se encontra nos seguintes estágios: (i) Cerrado Mineiro – 45% a 50%; (ii) Zona da Mata – 45%; (iii) Sul de Minas – 35%; (iv) noroeste do Paraná – 45%; e (v) Mogiana e demais regiões de São Paulo – 35%.

No mercado doméstico, os indicadores calculados pelo Cepea para as variedades arábica e conilon tiveram pouca oscilação e foram cotados, ontem, a R$ 450,22/saca e a R$ 408,39/saca, com variações de 0,7% e -0,9%, respectivamente, na comparação com o fechamento da semana anterior. Nesse ambiente, de maneira geral, a liquidez permaneceu baixa.

Atenciosamente,
Deputado Silas Brasileiro
Presidente Executivo
CNC - Sede Brasília (DF)
SCN Qd. 01, Bloco C, nº 85, Ed. Brasília Trade Center - Sala 1.101 - CEP: 70711-902
Fone / Fax: (61) 3226-2269 / 3342-2610
E-mail: imprensa@cncafe.com.br

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