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sexta-feira, julho 14, 2017

CNC - Balanço Semanal de 10 a 14/07/2017

BALANÇO SEMANAL — 10 a 14/07/2017

Fórum Mundial identifica a perda de rentabilidade dos cafeicultores como o principal problema da atividade. Produtores sinalizam a necessidade de trabalhos conjuntos entre os segmentos para que não haja escassez de café

FÓRUM MUNDIAL DE PRODUTORES DE CAFÉ De 10 a 12 de julho, estivemos presentes no Fórum Mundial de Produtores de Café, em Medellín, na Colômbia. Em participação no painel "Sustentabilidade Econômica do Produtor de Café", o presidente executivo do CNC, deputado Silas Brasileiro, apresentou os trabalhos que o Brasil desenvolve para a preservação do meio ambiente e para a geração de empregos e renda a milhões de pessoas, salientando a necessidade de que os gastos com os aspectos socioambientais sejam compartilhados com os demais setores da cadeia produtiva, fazendo com que a sustentabilidade exista, de fato, em seu tripé social, ambiental e, principalmente, econômico.

O presidente do CNC expôs que o País, em 1990, produzia 25 milhões de sacas de café em 2,9 milhões de hectares e que, atualmente, a produção saltou para 50 milhões de sacas em uma área menor, de apenas 1,9 milhão/ha, o que implica um ganho substancial de produtividade – de 8 scs/ha para 26 scs/ha – e evidencia o resultado dos investimentos do Brasil  em pesquisa e tecnologia, contribuindo para a preservação do meio ambiente e para suprir a evolução do consumo da bebida, que saltou de 90 milhões para 155 milhões de sacas nesse intervalo. Ele também explicou que a cafeicultura brasileira preza por remuneração justa a seus trabalhadores, de forma que tenham melhor qualidade de vida, enaltecendo o caráter social da atividade.

Frente a esse cenário, Silas Brasileiro esclareceu que a sustentabilidade tem um preço a ser pago, pois são altos os investimentos em pesquisas, no social e na preservação do meio ambiente. Mas quem paga por isso? Ele respondeu citando que apenas o Brasil e os demais produtores têm arcado com esse ônus. Diante disso, o presidente do CNC finalizou reiterando que, para a sustentabilidade na produção cafeeira ser mantida, é necessário que os demais setores da cadeia produtiva contribuam com os gastos relacionados aos elos social e ambiental.

DECLARAÇÃO DO FÓRUM MUNDIAL — O encontro realizado na Colômbia contou com debates ativos em quatro Grupos de Trabalho: (i) produção e produtividade; (ii) volatilidade de preços; (iii) sucessão familiar e trabalho; e (iv) mudanças climáticas. De forma democrática, as conclusões desses GTs vieram das orientações das 1.300 pessoas presentes e originaram a "Declaração Final do Fórum Mundial de Produtores de Café", que visou a responder duas perguntas: "a cafeicultura mundial é sustentável sob o ponto de vista do produtor?" e "o que podemos fazer coletivamente para corrigir os problemas que se apresentam?".

As discussões entre os participantes mundiais do Fórum diagnosticaram, como os principais problemas da cafeicultura global, os seguintes pontos:
  1. A rentabilidade da atividade cafeeira em muitos países produtores apresenta uma situação crítica, passando inclusive por períodos de déficit, devido a fatores como: (i) o menor preço internacional do café, que diminuiu drasticamente o "potencial de troca" do produto, ou seja, reduziu o poder de compra do produtor; (ii) baixa produtividade e o consequente aumento dos custos de produção associados à variabilidade climática; e (iii) o encarecimento dos gastos com mão de obra para os trabalhos do cultivo como a colheita.
  2. A perda da rentabilidade resultou em um percentual significativo de produtores de café que se encontra em estado de pobreza no mundo, com privações em sua qualidade de vida (moradia, acesso a serviços públicos, atraso e baixa assistência educacional, restrito acesso a sistemas de saúde, etc.) e redução da capacidade de reinvestir em seus cafezais.
  3. Embora o desenvolvimento de cafés especiais tenha gerado "prêmios" aos produtores nas últimas décadas, eles não têm sido suficientes para compensar os custos associados à certificação. A análise do valor da cadeia global de café mostra, ainda, que a fração que chega até os cafeicultores é muito baixa, em contraste com a recebida pelos demais segmentos do comércio até o consumidor final.
  4. Se não forem implantadas ações corretivas que busquem resolver o problema identificado, de forma coordenada e que garantam o financiamento da atividade, o mundo pode presenciar, em médio prazo, uma crise caracterizada pelo declínio estrutural na oferta mundial de café, com o consequente reflexo no nível de vida dos produtores e na estabilidade social em suas regiões, enquanto a demanda mundial continuará a crescer, sem ser atendida, gerando desequilíbrios indesejáveis ​​no mercado que podem comprometer a sustentabilidade da cadeia global.
Diante dos problemas identificados, os quatro Grupos de Trabalho propuseram, como resoluções:
  1. Trabalhar, de maneira corresponsável, com todos os agentes da cadeia mundial e com o apoio da Organização Internacional do Café (OIC), no desenvolvimento de um Plano de Ação que deverá partir dos problemas que enfrenta a atividade cafeeira em suas diversas regiões do planeta, considerando: (i) níveis muito baixos do preço ao produtor e a excessiva volatilidade, sendo a maior fração destinada aos demais elos da cadeia produtiva; (ii) adaptação às alterações climáticas; (iii) escassez de mão de obra e dificuldade na sucessão familiar; e (iv) precárias condições sociais dos produtores.
  2. O Plano de Ação deverá definir os objetivos a serem buscados, o tempo demandado e o financiamento necessário para alcança-los.
  3. Deve ser gerido, ao mais alto nível da representação de indústrias, doadores e cooperação internacional, agências multilaterais e governos nacionais e locais, um compromisso de corresponsabilidade para a implantação deste Plano de Ação e a obtenção dos recursos financeiros para a sua execução.
  4. Como ponto de partida deste Plano de Ação e com base nos subsídios gerados no Primeiro Fórum Mundial de Produtores de Café, será elaborado um estudo por uma entidade independente para analisar o comportamento dos preços nos últimos 40 anos, o comportamento dos custos de produção nesse mesmo período e a correlação entre os dois. O estudo analisará se as cotações internacionais do café, tanto na Bolsa de Nova York, quanto na de Londres, refletem a realidade do mercado físico e apresentará soluções alternativas aos problemas identificados no Fórum.
  5. Para o desenvolvimento dos trabalhos propostos no Plano de Ação, será formada uma Comissão composta por dois representantes de associações de países produtores da África, dois do México, dois da América Central e Caribe, dois da América do Sul e dois da Ásia, além de pelo menos um representante do setor industrial de cada uma das seguintes regiões: América do Norte, Europa e Ásia.
  6. Essa Comissão deverá apresentar um relatório do progresso dos trabalhos na reunião do Conselho Internacional da OIC de março de 2018.
  7. O próximo Fórum Mundial de Produtores de Café será realizado em 2019 e a Comissão coordenará junto aos países a sede da edição seguinte.
Após a aprovação da declaração por todos os países participantes do evento, o presidente executivo do Conselho Nacional do Café propôs que o próximo Fórum Mundial de Produtores de Café, em 2019, seja realizado no Brasil, sugestão que foi aclamada pela plateia.

ESTOQUES PRIVADOS — Na quarta-feira, 12 de julho, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou que os estoques privados de café da safra 2016 do Brasil totalizavam 9,86 milhões de sacas de 60 kg em 31 de março. Segundo a pesquisa da estatal, esse volume implica queda no volume armazenado de 27,4% na comparação com as 13,59 milhões de saca registradas um ano antes.

A Conab informou que foram consultados 931 armazenadores, que são responsáveis por 1.495 armazéns participantes. Desse total, contudo, somente 575 questionários foram preenchidos, sendo que outros 920 armazéns não comunicaram o volume de seus estoques de café.

O CNC avalia que o resultado da pesquisa realizada pela Companhia corrobora a tendência de redução dos estoques de café do Brasil, porém, em termos absolutos, o número apurado não deve ser considerado como parâmetro para a formulação de políticas públicas, uma vez que a taxa de retorno dos boletins foi baixa.

A esse respeito, chamamos a atenção para a necessidade de conscientização de todos os agentes da cadeia produtiva do café para que, anualmente, respondam em tempo hábil as informações solicitadas pela Conab, pois é responsabilidade de todos a construção de um sistema mais claro e confiável de estatísticas cafeeiras.

MERCADO — Em uma semana de baixa volatilidade, o mercado andou de lado, com as férias de verão no Hemisfério Norte afastando o interesse comprador por parte dos importadores. Nesse cenário, o mercado internacional do café registrou ganhos moderados.

Na ICE Futures US, o vencimento setembro do Contrato C foi cotado, na quinta-feira, a US$ 1,3120 por libra-peso, registrando valorização de 230 pontos em relação ao final da semana passada. O vencimento setembro do contrato futuro do robusta, negociado na ICE Futures Europe, encerrou o pregão de ontem a US$ 2.145 por tonelada, acumulando alta de US$ 34 na comparação com a última sexta-feira.

A alta moderada surgiu com a valorização do real frente ao dólar, após a divulgação da informação de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado, em primeira instância, pelo juiz Sérgio Moro a nove anos e meio de prisão por recebimento de propina da empreiteira OAS e a compra de um tríplex no Guarujá (SP).

O dólar comercial encerrou a sessão de quinta-feira a R$ 3,2082, com queda de 2,17% frente à semana antecedente. O avanço do real também foi estimulado pela aprovação da Reforma Trabalhista no Brasil.

No que se refere ao clima, as condições seguem favoráveis para o andamento da colheita no Brasil. Segundo a Somar Meteorologia, uma ampla massa de ar seco gera dias de sol, poucas nuvens e baixa umidade relativa do ar em boa parte do País, não havendo possibilidade de chuvas nas principais áreas do cinturão produtor.

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) informou, nesta semana, que a colheita de conilon está na reta final no Espírito Santo, principal Estado produtor do Brasil. A instituição explica que, mesmo com os atrasos iniciais provocados pela ocorrência de precipitações, já foram colhidos cerca de 95% dos grãos capixabas, indicando que os trabalhos podem ser encerrados em duas semanas.

De acordo com o Cepea, o clima mais seco também favoreceu o andamento da colheita da variedade arábica, que se encontra nos seguintes estágios: (i) Cerrado Mineiro – 45% a 50%; (ii) Zona da Mata – 45%; (iii) Sul de Minas – 35%; (iv) noroeste do Paraná – 45%; e (v) Mogiana e demais regiões de São Paulo – 35%.

No mercado doméstico, os indicadores calculados pelo Cepea para as variedades arábica e conilon tiveram pouca oscilação e foram cotados, ontem, a R$ 450,22/saca e a R$ 408,39/saca, com variações de 0,7% e -0,9%, respectivamente, na comparação com o fechamento da semana anterior. Nesse ambiente, de maneira geral, a liquidez permaneceu baixa.

Atenciosamente,
Deputado Silas Brasileiro
Presidente Executivo
CNC - Sede Brasília (DF)
SCN Qd. 01, Bloco C, nº 85, Ed. Brasília Trade Center - Sala 1.101 - CEP: 70711-902
Fone / Fax: (61) 3226-2269 / 3342-2610
E-mail: imprensa@cncafe.com.br

quinta-feira, julho 13, 2017

Gleisi Hoffmann, MULHER DO SUPOSTO LADRÃO PAULO BERNARDO E PROTETORA DE PEDÓFILO, é hostilizada e zoada em Aeroporto

NARIZINHO, O MARIDO PRESO POR CORRUPÇÃO E SEU PEDÓFILO DE ESTIMAÇÃO



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O Ministério Público denunciou Eduardo Gaievski, ex-assessor da ministra Gleisi Hoffmann, acusado de cometer 38 crimes sexuais: 26 estupros de menores e 17 estupros de vulnerável. O advogado, o filho e dois irmãos dele também foram denunciados por envolvimento nos crimes. 



Fernandes da Silva Borges, André Willian Gaievski, Francisco Gaievski e Edmundo Gaievski são acusados por envolvimento em suborno de testemunhas. O filho e o ex- advogado foram presos em flagrante quando seguiam com duas mães de vítimas para um cartório para mudar os depoimentos e inocentar o ex-assessor de Gleisi Hoffmann, candidata ao governo do Paraná. 


Com as mulheres, os policiais apreenderam R$ 1 mil, mas as investigações sugerem que se tratava apenas de um sinal de pagamento de propina para comprar uma nova versão do depoimento. A operação para libertar Gaievski envolveria R$ 600 mil. Os irmãos do pedófilo seguem foragidos.








PEDOFILIA - Gaievski é condenado a dezoito anos e um mês

  
PEDOFILIA - Gaievski é condenado a dezoito anos e um mês
(Foto: Reprodução / Facebook)

Eduardo Gaievski, ex-assessor da Casa Civil do governo federal e ex-prefeito de Realeza - no sudoeste do Paraná, foi condenado a 18 anos e um mês de prisão por apenas um dos 17 processos movidos contra ele. A condenação é pelos crimes de estupro de vulnerável, estupro presumido e estupro qualificado.





A sentença foi expedida pela juíza Janaina Monique Zanellato Albino, da Comarca de Realeza, e foi proferida na tarde dessa segunda-feira (15/09). No total, Gaievski responde a 17 processos, dos quais apenas o primeiro já foi julgado. Pela denúncia do Ministério Público, as condenações, se somadas, podem chegar até aos 250 ou 300 anos de prisão.


Preso desde agosto de 2013, na Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão (PFB), Gaievski ainda deve ir a julgamento pelos outros crimes aos quais é acusado e denunciado por jovens e adolescentes que teriam sido abusadas sexualmente por ele. O advogado Natalício Farias, que representa oito vítimas, informou que agora Gaievski deixa de ser réu primário e as penas podem ser agravadas, com o ex-prefeito pegando até 300 anos de prisão.

O ex-prefeito de Realeza é suspeito em 38 casos de estupro e coação de menores, favorecimento à prostituição e uso de cargo público para obter benefícios pessoais. Todos os casos teriam ocorrido enquanto ainda era chefe do executivo do município, por dois mandatos, entre 2005 e 2012.

O representante das vítimas conta que a estratégia de defesa de Gaievski vinha sendo a de protelar o processo. "Eles estavam tentando atrasar a condenação, mas agora ele já passa a cumprir a pena", diz.

Ainda de acordo com o advogado Natalício Farias, a condenação é referente a apenas um dos processos aos quais Gaievski responde. "Nós vamos entrar com o pedido de indenização para a vítima e vamos continuar com todos os processos até a condenação de todos os crimes", comentou Farias.

A defesa de Gaievski não participou do julgamento. O advogado Samir Mattar Assad, que representa o ex-assessor, considera que a decisão não tem base legal. "Tem uma liminar que suspendeu a condenação. É uma decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) que já foi comunicada e a gente está aguardando. A sentença é nula e não será referendada", afirmou. Mesmo considerando a sentença nula, a defesa afirmou que vai recorrer da decisão da juíza.

As denúncias

De acordo com o Ministério Público (MP), Gaievski aliciava as garotas oferecendo empregos na prefeitura de Realeza quando era prefeito da cidade. Ele já era investigado pelas denúncias há mais de três anos.

Assim que as denúncias foram levadas a público, o Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu suspendê-lo até a conclusão das investigações. Em agosto de 2013, quando foi feito o pedido de prisão preventiva, a Casa Civil da Presidência da República informou que Gaievski tinha pedido afastamento das funções até o fim das investigações.

Contas com a Justiça

A primeira audiência de Gaievski foi também no Fórum de Realeza, em 21 de novembro de 2013, onde ele foi acusado de 38 casos de estupro e coação de menores, favorecimento à prostituição e uso de cargo público para obter benefícios pessoais.

O ex-prefeito, que foi investigado pelo Ministério Público (MPPR) durante três anos, foi preso no dia 31 de agosto do ano passado em Foz do Iguaçu, quando tentava atravessar a fronteira para o Paraguai.

Durante o período que esteve foragido, seu então advogado Fernandes Borges e seu filho André Gaievski foram presos, em outubro de 2013, quando tentavam subornar as vítimas do ex-prefeito para que mudassem o testemunho. Os irmãos de Gaievski, Edmundo e Francisco, também tiveram a prisão preventiva decretada, mas estão foragidos. O Ministério Público do Paraná ofereceu denúncia contra todos eles, por coação de testemunhas, formação de quadrilha e falsidade ideológica.

Efeito político

Assim que as denúncias foram levadas a público, no dia 26 de agosto de 2013, o Partido dos Trabalhadores (PT) também decidiu suspendê-lo até a conclusão das investigações. De acordo com o partido, a comissão aprovou a suspensão imediata até que sejam apuradas as acusações feitas pela Justiça contra ele. Participaram da reunião o presidente do PT-PR, deputado Enio Verri, o deputado federal Dr. Rosinha, os deputados estaduais Luciana Rafagnin e Toninho Wandscheer, além de secretários estaduais e outros dirigentes do partido.

No dia 31 de agosto de 2013, a ministra-chefe Casa Civil, Gleisi Hoffmann, afirmou, por meio de nota oficial, que lamenta profundamente a situação. "Tenho uma história de vida, não só política, em defesa da mulher e seus direitos, mas também de crianças e adolescentes. As acusações imputadas a Eduardo Gaievski são da mais alta gravidade e têm que ser apuradas levando-se às últimas consequências. Jamais compactuei ou compactuarei com crimes, ignorando-os ou acobertando-os."

Ainda conforme a nota, para fazer a contratação, a Casa Civil levou em consideração a avaliação que o ex-assessor teve no período em que ficou à frente da Prefeitura de Realeza e, antes da nomeação, um levantamento feito não indicou as acusações que atualmente Gaievski responde, e que nega. Ele foi afastado do cargo.



A matemática


O Código Penal determina, no art. 217-A, a pena de reclusão para estupro de vulnerável, de 8 a 15 anos. Para os 17 processos, com pena máxima de 15 anos, teremos 255 anos. Porém, se forem 17 condenações idênticas, de 18 anos e um mês, teremos uma pena de exatos 306 anos.


Apesar de que 30 anos é a pena máxima em regime fechado prevista no país, cada condenação nos 16 processos restantes é importante para "atrasar" a progressão para o regime semi-aberto - que poderá ocorrer após o cumprimento de um sexto (1/6) da pena total. Calculando desta forma, uma pena somada em 180 anos já é suficiente para garantir que o réu permaneça o máximo permitido, 30 anos, em reclusão.

Fontes:

Eduardo Gaievski, ex-prefeito de Realeza e ex-assessor da Casa Civil do governo federal, foi condenado a 18 anos de prisão pela acusação de abuso sexual contra uma menor de idade enquanto ainda era chefe do executivo do município, no sudoeste do Estado.
(Metro Curitiba - Edição nº 848, ano 4 - Pág 2 - 17/09/2014)

O ex-prefeito de Realeza Eduardo Gaievski foi condenado ontem por um dos 17 processos de estupro de vulnerável movidos contra ele.
(Diário do Sudoeste - Da Redação - 16/09/2014)

Julgamento foi na tarde desta segunda-feira (15), em Realeza, no sudoeste. Eduardo Gaievski é acusado de manter relações sexuais com menores.
(G1 PR - Globo.com - Por Franciele John, do G1 PR - 15/09/2014)

Ex-assessor da Casa Civil e prefeito de Realeza é acusado de estupro de vulnerável, estupro presumido e estupro qualificado.
(Bem Paraná - Redação Bem Paraná com RBJ - 15/09/2014)

Eduardo André Gaievski é ex-prefeito de Realeza, no sudoeste do Paraná. Ele foi exonerado da função de assessor especial da Casa Civil.
(G1 PR - Globo.com - Do G1 PR, em Cascavel - 26/08/2013)

Diante das notícias veiculadas nos jornais e das críticas que me são imputadas pela contratação de Eduardo Gaievski na Casa Civil...
(Facebook - Apoio Gleisi Hoffmann - 31/08/2013)

UCHO.INFO: Gleisi e Paulo Bernardo envolvidos no escândalo petista do porto de Mariel, financiado pelo BNDES




As complicações do casal Paulo Bernardo e Gleisi Helena Hoffmann, ambos do PT paranaense, estão longe fim. Além do envolvimento direto de Bernardo no esquema Consist – que surrupiou mais de R$ 100 milhões de aposentados e teria beneficiado a senadora – e das denúncias de seis delatores sobre de propina (R$ 1 milhão) que envolvem a própria Gleisi no Petrolão, mais escândalos estão para explodir no colo da senadora.

Nota política antecipada pelo Estadão revela que “o processo contra a senadora Gleisi Hoffmann, do PT paranaense, será animadíssimo – e não apenas por Gleisi ser ministra e amiga de Dilma e esposa de outro político petista de importância, o ex-ministro Paulo Bernardo; mas por esbarrar no porto cubano de Mariel, construído pela Odebrecht e financiado pelo BNDES. Pode roubar as manchetes”.

A questionável atuação internacional de Gleisi Hoffmann não é exatamente uma novidade. Em 2011, primeiro ano de seu mandato de senadora, ela conduziu, no Senado, uma desastrosa negociação com o Paraguai que levou o Brasil a pagar o triplo pela energia gerada pela Itaipu Binacional, que compramos do país vizinho.

O Brasil pagava US$ 120 milhões por ano pelo excedente da energia a que o Paraguai tem direito no negócio, mas graças aos esforços de Gleisi, mancomunada com o então presidente e dublê de bispo garanhão Fernando Lugo, o valor triplicou. Passamos a pagar US$ 360 milhões anuais, sem qualquer contrapartida. Em suma, um negócio da China para os paraguaios e um desastre para o Brasil. O caso sobre a energia produzida por Itaipu está até hoje sem uma explicação convincente.

Fosse pouco, o envolvimento de Gleisi e Paulo Bernardo no rumoroso caso do porto cubano de Mariel, um desastre para o Brasil, também não é novidade. O empreendimento resultou de outra ação estabanada que provocou prejuízos bilionários ao BNDES e fez a alegria de empreiteiras como a Odebrecht. O papel do antigo ‘casal 20’ da política brasileira nesse escândalo, segundo o Estadão, pode, literalmente, “roubar as manchetes”.

Apesar dos imbróglios mencionados acima, Gleisi continua devendo ao País uma explicação, mesmo que tola, sobre a nomeação de um pedófilo, condenado a mais de cem anos de prisão, ao cargo de assessor especial da Casa Civil. No período em que a petista esteve à frente da pasta, o pedófilo Eduardo Gaievski comandou os programas federais destinados a crianças e adolescentes. Ou seja, Gleisi colocou a raposa para tomar conta do galinheiro.

Irritando-se toda vez que o assunto do monstro sexual da Casa Civil vem à tona, Gleisi costuma intimidar jornalistas que cobram uma explicação, como é o caso do UCHO.INFO. A senadora pode espernear quanto quiser, pois este portal não descansará enquanto uma explicação não for dada.

Fonte: Ucho.Info

UCHO HADDAD: Presidente do TCU diz que avisou a petista Gleisi Hoffmann 50 vezes sobre a roubalheira na Petrobras





Olho do furacão – Está cada vez mais complicada a situação da senadora Gleisi Hoffmann (PT), acusada pelos delatores do Petrolão, Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef, de ter recebido R$ 1 milhão do esquema criminoso que funcionava em algumas diretorias da Petrobras. Em entrevista à revista Veja, o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Augusto Nardes, afirmou que a senadora Gleisi Hoffmann foi informada das irregularidades que ocorriam na estatal. Nardes conta que advertiu pessoalmente a ex-ministra da Casa Civil da presidente Dilma Rousseff, mas nenhuma providência foi tomada.

Os alertas não foram feitos uma única vez. Nardes informou ter feito cerca de cinquenta reuniões na Casa Civil para discutir os problemas detectados nas obras da petrolífera. O presidente do TCU disse também que informou à então chefe da Casa Civil que auditores do órgão constataram indícios graves de superfaturamento e combinação de preços.“Nós comentamos o assunto em várias reuniões com a Casa Civil. Temos feito muitas reuniões, especialmente na parte de regulação, e demonstramos nossa preocupação. Não sei dizer por que nada foi feito. Mas foi comunicado”.

“Somente nos últimos dois anos, houve cerca de cinquenta reuniões na Casa Civil da Presidência da República [na época comandada por Gleisi Hoffmann para discutir problemas detectados nas obras da estatal. Ele conta que advertiu pessoalmente a ministra Gleisi Hoffmann sobre a constatação dos auditores que encontraram indícios graves de superfaturamento e combinação de preços”, revela Veja.

A nova denúncia de Augusto Nardes complica ainda mais a situação de Gleisi Hoffmann e da própria presidente Dilma Rousseff. Afinal, Gleisi foi advertida em mais de cinquenta ocasiões sobre a roubalheira que corria solta na Petrobras. É impossível acreditar que a ex-ministra tenha ignorado tantos avisos vindos do presidente do mais alto órgão de controle do governo e que não tenha transmitido esses alertas para sua chefe, a presidente da República. A única conclusão possível é que os alertas foram ignorados deliberadamente.

O que o ministro Augusto Nardes não sabia era que Gleisi, a quem ele pedia providências para conter a corrupção na Petrobras, estava pessoalmente envolvida no esquema, cuja denúncia só veio à tona no final de outubro, na delação do ex-diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e foi confirmada em novembro por Alberto Youssef. O doleiro da Operação Lava-Jato deu detalhes sobre a entrega do dinheiro (entregue em espécie em um shopping em Curitiba) em 2010 para financiar a campanha de Gleisi ao Senado Federal .

O assalto aos cofres da Petrobras ocorria com a anuência explícita do Palácio do Planalto, como já noticiou o UCHO.INFO. Não apenas Gleisi Hoffmann tinha conhecimento da ação criminosa, mas a presidente da República e seu antecessor, o agora lobista Luiz Inácio da Silva, que mergulhou no ostracismo para não ser dragado pelo escândalo.

Como afirmou este site na edição de 29 de agosto de 2014, a Operação Lava-Jato haveria de subir, cedo ou tarde, a rampa do Palácio do Planalto. Ademais, Dilma Rousseff foi presidente do Conselho de Administração da Petrobras e tinha conhecimento do saque aos cofres da empresa. Só permaneceu em silêncio porque os partidos da chamada base aliada eram sustentados com parte do produto do roubo.

Fonte: Ucho.info

Quem é Gleisi Hoffmann, a nova Presidenta dos PeTralhas?!



quarta-feira, julho 12, 2017

UCHO.INFO: Condenado à prisão por estuprar uma jovem, ex-assessor de Gleisi pode ter violentado 200 crianças





Silêncio estranho – Ninguém jamais saberá o número exato de meninas estupradas porEduardo Gaievski, o ex-braço direito de Gleisi Hoffmann na Casa Civil, mas a estimativa dos especialistas que analisaram as acusações contra o pedófilo, que cuidava das políticas para crianças e adolescentes do governo Dilma Rousseff, é de que ele tenha violentado pelo menos 200 crianças. A estimativa é considerada conservadora.



A denúncia do Ministério Público que levou Gaievski à prisão menciona 40 crimes sexuais, mas os acusadores admitem que esse número representa apenas uma pequena parcela dos abusos cometidos pelo “Maníaco da Casa Civil”. Centenas de vítimas sequer denunciaram os estupros de que foram alvo, possivelmente por medo do próprio delinquente ou vergonha da família. Entre amigos, a quem jactava-se de suas delinquências sexuais, o criminoso alardeava que sua meta era fazer sexo com duas mil meninas.

Gaievski gostava de fazer sexo com mais de uma menina. Quando saía com prostitutas menores de idade, sempre “encomendava” mais de uma garota. O que reforça a irresponsabilidade de Gleisi ao indicar um maníaco para trabalhar a poucos metros do gabinete da principal autoridade do País. Gravação feita por uma menina prostituída por Gaievski mostra o pedófilo encomendando uma sessão de sexo com três adolescentes.

A investigação do Ministério Público do Paraná, que monitorou os telefones de Gaievski durante dois anos, revela que o pedófilo usava o cargo de prefeito de Realeza, que ocupou por dois mandatos (2004-2012), para obter sexo. Para ter o emprego de servir café na prefeitura, uma mulher viu-se obrigada a permitir que Gaievski fosse o primeiro a ter relações sexuais com sua filha de 12 anos.

Em depoimento, uma menina de 14 anos afirma que Gaievski lhe disse que não saía com meninas maiores de 16 anos porque não tem graça sair com “mulheres velhas”. A essa adolescente o delinquente sexual disse que não precisava usar camisinha porque não podia ter filhos por ser “operado”. A mesma adolescente conta ainda que uma vez Gaievski viu em seu celular a foto de sua irmã, de dez anos, e disse que gostaria de “sair” com ela, pois essas mais novinhas são as melhores porque ainda são virgens.

O pedófilo acreditava ser um “professor de sexo”. Gaievski dizia que meninas novas nada sabiam e que ele as ensinaria “do jeito dele”. Gaievski exigia que as meninas vítimas de seu caráter criminoso, especialmente as mais novas, o chamassem de “papai”.

O ex-assessor de Gleisi não se contentava com o sexo vaginal. Exigia também sexo anal e nunca usava preservativos. Gaievski organizou uma espécie de “corrente” ou “pirâmide de sexo” em Realeza. As meninas que prostituía eram obrigadas, por dinheiro ou ameaça, a levarem novas vítimas, sempre entre 12 e 15 anos, para sessões de sexo.

Funcionárias comissionadas da prefeitura também eram obrigadas, sob pena de demissão, a fazer sexo com o prefeito e depois a providenciar meninas, sempre na faixa dos 12 aos 16 anos, para práticas sexuais.


A truculência de Gleisi e o silêncio de Dilma

Condenado a dezoito anos e oito meses de prisão por conta de apenas um dos estupros de que é acusado, Eduardo Gaievski pode ser condenado a mais de 350 anos de detenção, avaliam especialista em Direito Penal. Apesar do escândalo, a senadora Gleisi Hoffmann continua afirmando que desconhecia a vida pregressa do seu então assessor especial, que chegou a ser cotado para fazer dupla com a petista na disputa pelo governo do Paraná.

Por causa da insistência do ucho.info em cobrir o caso, a senadora Gleisi Hoffmann decidiu processar o editor do site, em clara tentativa de intimidação. Para reforçar a sua essência censora, Gleisi valeu-se da condição do marido, o ministro Paulo Bernardo da Silva (Comunicações), para pressionar alguns jornalistas paranaenses com a proposta de arruinar a carreira do editor do ucho.info, como se o Brasil não mais fosse uma democracia.

Na esteira da fala dissimulada de Gleisi, a presidente Dilma Rousseff decidiu adotar silêncio obsequioso em relação ao assunto. Na condição de chefe da nação, Dilma continua devendo explicações ao povo brasileiro sobre a decisão do governo de acolher um criminoso hediondo em cargo de confiança. Manda a legislação que candidatos a cargos comissionados e de confiança tenham a vida vasculhada pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República e pela Agência Brasileira de Inteligência (ABIN).

Considerando que apesar do extenso currículo o pedófilo Gaievski acabou ocupando cargo de destaque na casa Civil, é preciso saber se o GSI e a ABIN falharam ou se alguém bancou a indicação.

O silêncio de Dilma Rousseff diante de um escândalo injustificável mostra ao País a forma como são decididas questões importantes no Palácio do Planalto, sempre lembrando que os palacianos não se importam com o passado dos indicados a cargos de confiança, desde que esses sejam os chamados “companheiros”.

Fonte: Ucho.Info

Embrapa e FAO discutem abastecimento alimentar na fronteira


Organização internacional e empresa nacional de pesquisa abordam relações entre Brasil e Bolívia

A peculiar dinâmica do abastecimento alimentar em zonas urbanas fronteiriças como a de Corumbá (MS) são o objeto de estudo em um relatório encomendado pelo Escritório Regional para a América Latina e Caribe da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). A instituição sem fins lucrativos entrou em contato com a unidade pantaneira de pesquisa da Embrapa como um ponto de partida para discutir quais são e como se estabelecem as relações de produção e consumo de alimentos nas fronteiras.
“Queremos entender, caracterizar e propor condições para melhorar o abastecimento de frutas, legumes e verduras entre Brasil e Bolívia”, diz o engenheiro agrônomo e consultor da área de abastecimento, comercialização e segurança alimentar da FAO, Altivo Andrade. Ele ressalta a atual importância, para organismos internacionais, de questões relacionadas às fronteiras e ao fluxo migratório. “Como isso se relaciona com a segurança alimentar? Como o alimento chega nessas cidades com regularidade, com qualidade? ”.
Corumbá e a fronteira
Para debater essas questões, o chefe-geral da Embrapa Pantanal, Jorge Lara, abordou em uma reunião com o representante da FAO as características da região em que a unidade de pesquisa está inserida. “É uma área bem dinâmica. Além da sazonalidade, também existem as características particulares a cada comunidade. Em linhas gerais, a impressão predominante é a de que as cidades são complementares em relação às opções de produtos e suas quantidades. Às vezes, a Bolívia produz alimentos que não temos no Brasil, suplementando o que falta em Corumbá”, afirma.
Segundo o estudo Arranjos Populacionais e Concentrações Urbanas do Brasil (IBGE – 2016), o Brasil possui 27 arranjos populacionais (aglomerações de população) fronteiriços, somando mais de dois milhões de habitantes. Destes, 44,2% vivem em países vizinhos. Entre os cinco arranjos do estado de MS está o arranjo populacional internacional Corumbá/Brasil, formado pelas cidades de Corumbá, Ladário, Puerto Quijarro e Puerto Suárez. O arranjo reúne mais de 150 mil habitantes – cerca de 123 mil no Brasil e 28 mil na Bolívia. Ainda de acordo com o estudo, mais de 86 mil pessoas trabalham e estudam nesses municípios e unidades administrativas. Destas, cerca de 4.300 se deslocam entre as cidades para tal.
As pessoas que transitam pela fronteira mantêm relações de comércio e intercâmbio cultural entre os países. “Os assentamentos de Corumbá têm algumas limitações para a produção de todos os alimentos da nossa cesta básica, algo influenciado por questões como a falta d’água em algumas propriedades. Às vezes, a suplementação nesses casos vem da Bolívia”, diz Lara. “Essa troca ainda necessita de uma compreensão maior para que esse abastecimento, que ocorre naturalmente, se torne uma política de Estado. Basta andar pelas feiras de Corumbá para ver a quantidade de bolivianos vendendo seus produtos. É importante mapear e quantificar esse tipo de troca”.
Fronteira global
Durante a viagem à região, o consultor da FAO visitou feiras, instituições e produtores de alimentos nos dois países. “Só é possível entender Corumbá vindo a Corumbá”, conta. “Existe aqui uma complementariedade muito grande de conhecimentos e é de alto interesse do Brasil que haja uma produção boliviana com qualidade sanitária, fitossanitária e com um uso racional de insumos. Há também um interesse muito grande por parte dos bolivianos em ter acesso ao mercado brasileiro, que é importante e beneficia uma população que não tem condições de acesso a supermercados”.



Andrade afirma que o contato com instituições locais é uma maneira de criar um panorama mais fiel à realidade do abastecimento alimentar local no relatório. “A fronteira aqui tem características muito peculiares, únicas, interessantes – especialmente do ponto de vista de instituições como a Embrapa, o Centro de Investigação Agrícola Tropical (CIAT) na Bolívia, a UFMS, a Agraer, o órgão de desenvolvimento agrário do departamento de Santa Cruz”, conta. “O desejo da FAO, ao desenvolver um estudo aqui, é, exatamente, entender as condições peculiares dessa região fronteiriça, saber como se dá essa integração. Compreender essas condições faz com que possamos propor um modelo de discussão para os milhares de quilômetros de fronteiras que existem na América Latina”.




Nicoli Dichoff (Mtb 3252/SC)
Embrapa Pantanal
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Embrapa Pantanal
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
Corumbá/ MS

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