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quarta-feira, julho 12, 2017

UCHO.INFO: Condenado à prisão por estuprar uma jovem, ex-assessor de Gleisi pode ter violentado 200 crianças





Silêncio estranho – Ninguém jamais saberá o número exato de meninas estupradas porEduardo Gaievski, o ex-braço direito de Gleisi Hoffmann na Casa Civil, mas a estimativa dos especialistas que analisaram as acusações contra o pedófilo, que cuidava das políticas para crianças e adolescentes do governo Dilma Rousseff, é de que ele tenha violentado pelo menos 200 crianças. A estimativa é considerada conservadora.



A denúncia do Ministério Público que levou Gaievski à prisão menciona 40 crimes sexuais, mas os acusadores admitem que esse número representa apenas uma pequena parcela dos abusos cometidos pelo “Maníaco da Casa Civil”. Centenas de vítimas sequer denunciaram os estupros de que foram alvo, possivelmente por medo do próprio delinquente ou vergonha da família. Entre amigos, a quem jactava-se de suas delinquências sexuais, o criminoso alardeava que sua meta era fazer sexo com duas mil meninas.

Gaievski gostava de fazer sexo com mais de uma menina. Quando saía com prostitutas menores de idade, sempre “encomendava” mais de uma garota. O que reforça a irresponsabilidade de Gleisi ao indicar um maníaco para trabalhar a poucos metros do gabinete da principal autoridade do País. Gravação feita por uma menina prostituída por Gaievski mostra o pedófilo encomendando uma sessão de sexo com três adolescentes.

A investigação do Ministério Público do Paraná, que monitorou os telefones de Gaievski durante dois anos, revela que o pedófilo usava o cargo de prefeito de Realeza, que ocupou por dois mandatos (2004-2012), para obter sexo. Para ter o emprego de servir café na prefeitura, uma mulher viu-se obrigada a permitir que Gaievski fosse o primeiro a ter relações sexuais com sua filha de 12 anos.

Em depoimento, uma menina de 14 anos afirma que Gaievski lhe disse que não saía com meninas maiores de 16 anos porque não tem graça sair com “mulheres velhas”. A essa adolescente o delinquente sexual disse que não precisava usar camisinha porque não podia ter filhos por ser “operado”. A mesma adolescente conta ainda que uma vez Gaievski viu em seu celular a foto de sua irmã, de dez anos, e disse que gostaria de “sair” com ela, pois essas mais novinhas são as melhores porque ainda são virgens.

O pedófilo acreditava ser um “professor de sexo”. Gaievski dizia que meninas novas nada sabiam e que ele as ensinaria “do jeito dele”. Gaievski exigia que as meninas vítimas de seu caráter criminoso, especialmente as mais novas, o chamassem de “papai”.

O ex-assessor de Gleisi não se contentava com o sexo vaginal. Exigia também sexo anal e nunca usava preservativos. Gaievski organizou uma espécie de “corrente” ou “pirâmide de sexo” em Realeza. As meninas que prostituía eram obrigadas, por dinheiro ou ameaça, a levarem novas vítimas, sempre entre 12 e 15 anos, para sessões de sexo.

Funcionárias comissionadas da prefeitura também eram obrigadas, sob pena de demissão, a fazer sexo com o prefeito e depois a providenciar meninas, sempre na faixa dos 12 aos 16 anos, para práticas sexuais.


A truculência de Gleisi e o silêncio de Dilma

Condenado a dezoito anos e oito meses de prisão por conta de apenas um dos estupros de que é acusado, Eduardo Gaievski pode ser condenado a mais de 350 anos de detenção, avaliam especialista em Direito Penal. Apesar do escândalo, a senadora Gleisi Hoffmann continua afirmando que desconhecia a vida pregressa do seu então assessor especial, que chegou a ser cotado para fazer dupla com a petista na disputa pelo governo do Paraná.

Por causa da insistência do ucho.info em cobrir o caso, a senadora Gleisi Hoffmann decidiu processar o editor do site, em clara tentativa de intimidação. Para reforçar a sua essência censora, Gleisi valeu-se da condição do marido, o ministro Paulo Bernardo da Silva (Comunicações), para pressionar alguns jornalistas paranaenses com a proposta de arruinar a carreira do editor do ucho.info, como se o Brasil não mais fosse uma democracia.

Na esteira da fala dissimulada de Gleisi, a presidente Dilma Rousseff decidiu adotar silêncio obsequioso em relação ao assunto. Na condição de chefe da nação, Dilma continua devendo explicações ao povo brasileiro sobre a decisão do governo de acolher um criminoso hediondo em cargo de confiança. Manda a legislação que candidatos a cargos comissionados e de confiança tenham a vida vasculhada pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República e pela Agência Brasileira de Inteligência (ABIN).

Considerando que apesar do extenso currículo o pedófilo Gaievski acabou ocupando cargo de destaque na casa Civil, é preciso saber se o GSI e a ABIN falharam ou se alguém bancou a indicação.

O silêncio de Dilma Rousseff diante de um escândalo injustificável mostra ao País a forma como são decididas questões importantes no Palácio do Planalto, sempre lembrando que os palacianos não se importam com o passado dos indicados a cargos de confiança, desde que esses sejam os chamados “companheiros”.

Fonte: Ucho.Info

Embrapa e FAO discutem abastecimento alimentar na fronteira


Organização internacional e empresa nacional de pesquisa abordam relações entre Brasil e Bolívia

A peculiar dinâmica do abastecimento alimentar em zonas urbanas fronteiriças como a de Corumbá (MS) são o objeto de estudo em um relatório encomendado pelo Escritório Regional para a América Latina e Caribe da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). A instituição sem fins lucrativos entrou em contato com a unidade pantaneira de pesquisa da Embrapa como um ponto de partida para discutir quais são e como se estabelecem as relações de produção e consumo de alimentos nas fronteiras.
“Queremos entender, caracterizar e propor condições para melhorar o abastecimento de frutas, legumes e verduras entre Brasil e Bolívia”, diz o engenheiro agrônomo e consultor da área de abastecimento, comercialização e segurança alimentar da FAO, Altivo Andrade. Ele ressalta a atual importância, para organismos internacionais, de questões relacionadas às fronteiras e ao fluxo migratório. “Como isso se relaciona com a segurança alimentar? Como o alimento chega nessas cidades com regularidade, com qualidade? ”.
Corumbá e a fronteira
Para debater essas questões, o chefe-geral da Embrapa Pantanal, Jorge Lara, abordou em uma reunião com o representante da FAO as características da região em que a unidade de pesquisa está inserida. “É uma área bem dinâmica. Além da sazonalidade, também existem as características particulares a cada comunidade. Em linhas gerais, a impressão predominante é a de que as cidades são complementares em relação às opções de produtos e suas quantidades. Às vezes, a Bolívia produz alimentos que não temos no Brasil, suplementando o que falta em Corumbá”, afirma.
Segundo o estudo Arranjos Populacionais e Concentrações Urbanas do Brasil (IBGE – 2016), o Brasil possui 27 arranjos populacionais (aglomerações de população) fronteiriços, somando mais de dois milhões de habitantes. Destes, 44,2% vivem em países vizinhos. Entre os cinco arranjos do estado de MS está o arranjo populacional internacional Corumbá/Brasil, formado pelas cidades de Corumbá, Ladário, Puerto Quijarro e Puerto Suárez. O arranjo reúne mais de 150 mil habitantes – cerca de 123 mil no Brasil e 28 mil na Bolívia. Ainda de acordo com o estudo, mais de 86 mil pessoas trabalham e estudam nesses municípios e unidades administrativas. Destas, cerca de 4.300 se deslocam entre as cidades para tal.
As pessoas que transitam pela fronteira mantêm relações de comércio e intercâmbio cultural entre os países. “Os assentamentos de Corumbá têm algumas limitações para a produção de todos os alimentos da nossa cesta básica, algo influenciado por questões como a falta d’água em algumas propriedades. Às vezes, a suplementação nesses casos vem da Bolívia”, diz Lara. “Essa troca ainda necessita de uma compreensão maior para que esse abastecimento, que ocorre naturalmente, se torne uma política de Estado. Basta andar pelas feiras de Corumbá para ver a quantidade de bolivianos vendendo seus produtos. É importante mapear e quantificar esse tipo de troca”.
Fronteira global
Durante a viagem à região, o consultor da FAO visitou feiras, instituições e produtores de alimentos nos dois países. “Só é possível entender Corumbá vindo a Corumbá”, conta. “Existe aqui uma complementariedade muito grande de conhecimentos e é de alto interesse do Brasil que haja uma produção boliviana com qualidade sanitária, fitossanitária e com um uso racional de insumos. Há também um interesse muito grande por parte dos bolivianos em ter acesso ao mercado brasileiro, que é importante e beneficia uma população que não tem condições de acesso a supermercados”.



Andrade afirma que o contato com instituições locais é uma maneira de criar um panorama mais fiel à realidade do abastecimento alimentar local no relatório. “A fronteira aqui tem características muito peculiares, únicas, interessantes – especialmente do ponto de vista de instituições como a Embrapa, o Centro de Investigação Agrícola Tropical (CIAT) na Bolívia, a UFMS, a Agraer, o órgão de desenvolvimento agrário do departamento de Santa Cruz”, conta. “O desejo da FAO, ao desenvolver um estudo aqui, é, exatamente, entender as condições peculiares dessa região fronteiriça, saber como se dá essa integração. Compreender essas condições faz com que possamos propor um modelo de discussão para os milhares de quilômetros de fronteiras que existem na América Latina”.




Nicoli Dichoff (Mtb 3252/SC)
Embrapa Pantanal
pantanal.imprensa@embrapa.br
Telefone: +55 (67) 99215-9466

Núcleo de Comunicação Organizacional (NCO)
Embrapa Pantanal
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
Corumbá/ MS

terça-feira, julho 11, 2017

Brasil amplia participação nos principais eventos de café especial do mundo



Brasil amplia participação nos principais eventos de café especial do mundo

Oitenta e três empresários podem movimentar até US$ 155 milhões em negócios com participação em feiras, road show e rodada de negócios na Europa e América do Norte

Segundo levantamento realizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), a participação de 60 empresários brasileiros em duas das principais feiras mundiais do segmento, a Global Specialty Coffee Expo, realizada em Seattle, nos Estados Unidos, e a World of Coffee, em Budapeste, na Hungria, pode gerar a realização de negócios na ordem de US$ 148,95 milhões, volume 19% superior aos US$ 125 milhões comercializados em 2016 nos dois eventos. As ações integram o calendário de atividades do projeto setorial "Brazil. The Coffee Nation", que é desenvolvido em parceria pela BSCA com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Nos eventos, o trabalho centrou-se no estande da BSCA, que evidenciou o Brasil como a nação do café e apresentou, aos participantes de todo o mundo, a cultura, a tradição de sustentabilidade em produção e consumo e a história de sucesso do País na cafeicultura, destacando a paixão e o conhecimento pelo produto. No espaço, o público teve acesso a salas de degustação, onde foram realizadas sessões profissionais com os cafés especiais do Brasil e eventos particulares com os produtos dos associados.

O estande também contou com o "expresso bar", onde foram servidos cafés especiais de várias as regiões produtoras do Brasil, nas formas de preparo "espresso" e "filtrado", para evidenciar ao público que o País tem diversos cafés de excelência a oferecer. Os empresários brasileiros também contaram com um espaço reservado para a realização de encontros comerciais com parceiros internacionais e com novos compradores em potencial.

O levantamento da BSCA aponta que, na feira dos EUA, em abril, os números foram mantidos em relação ao ano passado, com 35 participantes brasileiros projetando negócios de aproximadamente US$ 80 milhões até março de 2018. Já na feira realizada este mês na Europa, houve crescimento na participação e na estimativa de comercialização, com 27 empresários nacionais (+35% ante os 20 de 2016) estimando a concretização de US$ 68,95 milhões (+53,2% frente aos US$ 45 milhões do ano passado) em negócios no ciclo de 12 meses.

A diretora da BSCA, Vanusia Nogueira, explica que o trabalho de promoção realizado em parceria com a Apex-Brasil possibilita, desde seu início, em 2008, a ampliação dos contatos comerciais em mercados internacionais específicos. "O plano de trabalho do projeto Brazil. The Coffee Nation permite que exploremos todas as potencialidades e qualidades dos cafés especiais do Brasil e isso vem atraindo expertos na bebida e, consequentemente, o público em geral, ampliando o conhecimento sobre o produto e o poder de penetração nos países consumidores", destaca.

ROAD SHOW E RODADAS DE NEGÓCIOS
Além da participação nas feiras, a BSCA e a Apex-Brasil organizaram um road show para promoção dos cafés especiais do País em Toronto, no Canadá, no dia 25 de abril. Conforme os dados apurados junto às cinco empresas participantes, foram realizados mais US$ 380 mil em negócios durante o evento e há expectativa para a concretização de mais US$ 1,8 milhão até março de 2018.

Também como ação do projeto "Brazil. The Coffee Nation", foram realizadas este mês rodadas de negócios em Londres, na Inglaterra, e Berlim, na Alemanha. As ações contaram com a participação de 16 empresas nacionais e têm a expectativa de gerar negócios com cafés especiais do Brasil na ordem de US$ 3,3 milhões nos próximos 12 meses, elevando, dessa forma, a projeção total para US$ 155 milhões em todas as atividades exercidas.

SOBRE O PROJETO SETORIAL
O "Brazil. The Coffee Nation", desenvolvido em parceria pela BSCA e pela Apex-Brasil, tem como foco a promoção comercial dos cafés especiais brasileiros no mercado externo. O objetivo é reforçar a imagem dos produtos nacionais em todo o mundo e posicionar o Brasil como fornecedor de alta qualidade, com utilização de tecnologia de ponta decorrente de pesquisas realizadas no País. O projeto visa, ainda, a expor os processos exclusivos de certificação e rastreabilidade adotados na produção nacional de cafés especiais, evidenciando sua responsabilidade socioambiental e incorporando vantagem competitiva aos produtos brasileiros.

Iniciado em 2008, a vigência do atual projeto se dá entre maio de 2016 ao mesmo mês de 2018 e os mercados-alvo são: (i) EUA, Canadá, Japão, Coreia do Sul, China/Taiwan, Reino Unido, Alemanha e Austrália para os cafés crus especiais; e (ii) EUA, China, Alemanha e Emirados Árabes Unidos para os produtos da indústria de torrefação e moagem. As empresas que ainda não fazem parte do projeto podem obter mais informações diretamente com a BSCA, através dos telefones (35) 3212-4705 / (35) 3212-6302 ou do e-mail exec@bsca.com.br.


BSCA – Assessoria de Comunicação
Paulo André Colucci Kawasaki
(61) 98114-6632 / ascom@bsca.com.br
BSCA - Brazil Specialty Coffee Association
Telefones: (35) 3212-4705 / 3212-6302
E-mail: ascom@bsca.com.br

Embrapa quer conhecer e interagir com seus clientes



Estabelecer um canal de comunicação com seus clientes é o principal objetivo do cadastro que está sendo elaborado pela equipe do Setor de Implementação da Programação de Transferência de Tecnologia (SIPT), da Embrapa Gado de Corte em Campo Grande (MS).

Para montar o cadastro foi utilizada uma lista de e-mail de 8.800 pessoas que participam ou já participaram de eventos promovidos pela Unidade. Cada cliente foi convidado a fazer parte do cadastro e em um mês mais de 300 pessoas preencheram o formulário. O que se espera é que esse número aumente a cada dia.

A Embrapa quer saber quais são os assuntos de maior interesse de seus usuários, sua região de atuação, sua ocupação, entre outras informações importantes para montar um cadastro mais completo possível. Apesar disso não se leva mais que cinco minutos para responder ao questionário. “A nossa ideia com o cadastro de clientes é criar um banco de dados da Gado de Corte onde o usuário, por meio de senha possa administrar seus dados procedendo a atualizações quando necessárias”, diz o analista Haroldo Queiroz, um dos responsáveis pelo trabalho.

Com o cadastro montado o cliente poderá receber convites para participar de eventos de seu interesse, ser informado de novas tecnologias, cursos, palestras, capacitações e muitas outras atividades que a Unidade promove.

Segundo a supervisora do SIPT, Thaís Basso Amaral, a Unidade quer conhecer e interagir mais e melhor com seus clientes. “Com o cadastro teremos como saber quais tecnologias tem sido adotadas, por quem e o motivo das que não estão sendo adotadas. De posse das informações trabalharemos no sentido de elaborar as adequações necessárias”. 

O cadastro está aberto para quem quiser preencher o formulário e está disponível na nossa página eletrônica www.cnpgc.embrapa.br


 
Eliana Cezar, jornalista (DRT/15410/SP)
Núcleo de Comunicação Organizacional (NCO)
Embrapa Gado de Corte
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
Campo Grande/MS

quinta-feira, junho 29, 2017

CNC - Balanço Semanal de 26 a 29/06/2017

BALANÇO SEMANAL — 26 a 30/06/2017

CNC alerta produtores para não se prenderem a especulações de mercado e focarem sua atenção na gestão financeira da propriedade

MOMENTO DE ESPECULAÇÕES — Com a colheita de café ganhando corpo no Brasil, volta à tona a temporada de especulações a respeito do tamanho de nossas safras, com o intuito único de tentar pressionar as cotações no mercado.

O CNC acredita que o País colherá, em 2017, um volume próximo aos números oficiais projetados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), de 45,5 milhões de sacas de 60 kg, mas a certeza virá somente por volta de setembro, quando os trabalhos de cata se aproximarão do encerramento e será possível observar a realidade da produção.

Mesmo em meio à precocidade para se confirmar os volumes a serem colhidos este ano, já surgem no mercado previsões para uma supersafra brasileira em 2018, o que é completamente inaceitável e incabível no mundo real. Entretanto, no universo especulativo, os prognósticos dos "profetas do apocalipse" têm certo peso e, nesse sentido, o CNC volta a orientar os produtores para que evitem participar desse exercício de futurologia, pois são os cafeicultores os mais desguardados e os que mais tendem a perder.

O que recomendamos é que o produtor faça a boa gestão e trabalhe ciente da realidade de seus custos de produção, planejando e realizando seus negócios sempre que o mercado apresentar momentos de rentabilidade, de preços superiores a seus gastos.

Na esfera institucional, temos mantido contatos junto à Conab para que seja divulgado o volume de nossos estoques de passagem, o que traria mais clareza ao mercado e combateria o movimento especulativo, contribuindo para evidenciar nosso potencial de oferta. Contudo, não há data definida para que se faça o anúncio, já que a estatal necessita do retorno das informações de todos os segmentos da cadeia produtiva para que os números não fiquem sujeitos a questionamentos.

O CNC também tem mantido gestões junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para que, pensando em uma safra maior devido ao ciclo bienal, em 2018, sejam garantidos recursos das Operações Oficiais de Crédito – 2OC caso venha a ser necessário o lançamento de programas de apoio à comercialização de café.

Por outro lado, lembramos que os agentes de mercado, cada vez mais demandantes de sustentabilidades social e ambiental na cafeicultura – com as quais concordamos e realizamos –, não podem se esquecer da contrapartida econômica aos produtores, pois a perda de competitividade gera redução dos tratos culturais e, automaticamente, da produtividade nos países exportadores.

130 ANOS DE IAC — Nesta semana, foi realizado um ciclo de eventos em celebração aos 130 anos do Instituto Agronômico (IAC) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Ao tempo em que o CNC aproveita para dedicar suas congratulações à entidade e a todos os seus profissionais, também externamos nosso agradecimento por todos os préstimos à cafeicultura brasileira.

Atualmente, cerca de 90% da atividade é oriunda dos trabalhos de pesquisa do IAC ou são evoluções das espécies descobertas pelo Instituto. Não à toa, desde 2014 o CNC atuou junto às esferas dos governos de São Paulo e Federal e obteve êxito para que fossem gerados recursos para a manutenção do Banco Ativo de Germoplasma (BAG) da entidade, que vivenciava dificuldades financeiras para sua preservação.

Entre os benefícios obtidos através das pesquisas do IAC para a cafeicultura brasileira constam a implantação, no campo, de variedades cafeeiras com ampla produtividade, melhor adaptação à diversidade geográfica do parque cafeeiro nacional, mais resistência a pragas e doenças e excelente qualidade de bebida. Por todos os benefícios gerados ao setor, o CNC reitera seu agradecimento à instituição.

45 ANOS DE IAPAR — O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) também comemora, nesta semana, seus 45 anos de fundação. Criado da percepção de que eram necessárias a modernização e a diversificação da agropecuária paranaense, o projeto de instalação foi viabilizado com recursos do Estado, da Organização Internacional do Café (OIC) e do extinto Instituto Brasileiro do Café (IBC).

Os frutos desses investimentos já apareceram com os esforços para a recuperação da produção cafeeira do Paraná após a histórica geada de 1975, com o desenvolvimento do modelo de plantio adensado e foco na qualidade da bebida. O Iapar também foi, junto a entidades nacionais, como o IAC, e outras internacionais, responsável pelo desenvolvimento do sequenciamento do genoma do cafeeiro, a principal herança para o setor.

Atualmente, o Instituto mantem seus trabalhos no desenvolvimento ou no aprimoramento genético de variedades cafeeiras mais produtivas e resistentes a pragas e doenças e trabalha na investigação do mecanismo de formação dos frutos para alcançar frutos que proporcionem bebida de excelência, com características diferenciadas de aroma, corpo, sabor e acidez. Assim, reconhecendo a sua importância para o avanço da atividade cafeeira, o CNC externa parabéns e votos de gratidão por todo o profissionalismo apresentado pelo Iapar e seu corpo de funcionários.

MERCADO — Sem alterações nos fundamentos, os futuros do café continuam influenciados por indicadores gráficos, que visam ao lucro de curto prazo, e pelo movimento do dólar.

Acompanhando a tendência internacional, o dólar comercial perdeu força no Brasil até o fechamento de ontem, que se deu a R$ 3,2849, com queda de 1,6% em relação à última sexta-feira.

Na ICE Futures US, o vencimento setembro do Contrato C foi cotado, na quarta-feira, a US$ 1,2440 por libra-peso, registrando valorização de 140 pontos em relação ao final da semana passada. O vencimento setembro do contrato futuro do robusta, negociado na ICE Futures Europe, encerrou o pregão de ontem a US$ 2.092 por tonelada, acumulando alta de US$ 14 na comparação com a última sexta-feira.

Os indicadores calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para as variedades arábica e conilon acompanharam o movimento internacional e foram cotados, ontem, a R$ 440,51/saca e a R$ 402,92/saca, com ganhos, respectivamente, de 1,1% e 0,4%, frente ao fechamento da semana anterior.



Atenciosamente,
Deputado Silas Brasileiro
Presidente Executivo
CNC - Sede Brasília (DF)
SCN Qd. 01, Bloco C, nº 85, Ed. Brasília Trade Center - Sala 1.101 - CEP: 70711-902
Fone / Fax: (61) 3226-2269 / 3342-2610
E-mail: imprensa@cncafe.com.br

Comitiva discute alternativas para o desenvolvimento da cadeia produtiva de ovinos e caprinos







Na tarde desta quarta-feira, 28, o deputado Afonso Hamm esteve reunido com o secretário de Mobilidade Social, do Produtor Rural e Cooperativismo do MAPA, José Dória, para tratar do pedido encaminhado ao Ministério da Agricultura sobre a chamada pública do plano “Agro Mais”, que consiste na assistência técnica e extensão rural aos ovinocultores.



Acompanhado do presidente da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (ARCO), Paulo Schwab, Afonso Hamm confirmou que solicitará à Comissão de Agricultura autorização para realizar audiência pública com o setor, onde será apresentado o projeto-piloto da região do Alto Camaquã, referência para o país nessa área.



“Nesse projeto serão atendidos em torno de 50 unidades demonstrativas diretas e 500 produtores indiretos, que receberão orientações técnicas de zootécnicos, veterinários e cientistas agrários para melhorar a produtividade e aumentar a rentabilidade do setor”, concluiu.



Também estavam presentes na reunião o engenheiro agrônomo da Arco, Edgar Franco, o representante da Fecolã, Carlos Leal e o representante da Câmara Setorial de Caprinos e Ovinos do MAPA, José Carlos Pires.



Jornalista responsável – Gilkiane Cargnelutti MTB 15.929 - (51) 3392-4609

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