AgroBrasil - @gricultura Brasileira Online

+ LIDAS NA SEMANA

segunda-feira, maio 22, 2017

JORGE OLIVEIRA: BNDES TEM MEDO DE ABRIR A CAIXA PRETA DOS EMPRÉSTIMOS A FRIBOI



PUBLICADO ORIGINALMENTE EM 24/03/2015




Luciano Coutinho prefere pagar a insignificante multa de 10 mil reais para o TCU a abrir a caixa preta do BNDES que dirige à sombra de Lula. O presidente do banco alega “sigilo bancário” para não informar ao Tribunal de Contas da União o total de empréstimos ao grupo JBS Friboi, uma negociata que é mantida a sete chaves. Ora, a discussão não é quanto a multa irrelevante pela desobediência mas a resistência de Coutinho em atender às ordens do tribunal que exige saber detalhes do investimento do banco no grupo Friboi, um dos maiores contribuintes da campanha da Dilma.

Coutinho certamente vai continuar ignorando a solicitação do TCU. Um dos mais longevos presidente do BNDES, espalha que é protegido de Lula e só a ele deve satisfação, o que impede a Dilma de decidir sobre a sua permanência ou não no banco. Não é a primeira vez que Luciano Coutinho nega informações sobre os nebulosos negócios do banco estatal que dirige. Foi assim com os empréstimos com clausulas de sigilo que fez a Cuba e aos ditadores africanos sob o pretexto de que as empreiteiras brasileiras precisavam ser financiadas para expandir seus trabalhos no exterior, como defendia o Lula na presidência e depois fora o cargo.

O BNDES também recheou os cofres do ex-bilionário Eike Batista que fiscalizava suas obras a bordo de um luxuoso jatinho na companhia do ex-presidente Lula, seu privilegiado lobista. Até hoje não se conhece como foram feitos esses empréstimos e se Eike vem cumprindo os contratos. O que se sabe de verdade é que o ex-bilionário já fez várias repactuações desses financiamentos. E para não contabilizar essa montanha de dinheiro como prejuízo o banco vem se submetendo a todas as propostas imorais de Eike.

O Tribunal de Contas já avisou ao presidente do BNDES que o próximo passo é aumentar a multa para 30 mil reais no caso de nova omissão e até evoluir para o impedimento dele exercer cargos púbicos. Mas Coutinho vai continuar zombando dos órgãos fiscalizadores do país. Ele dirige o banco como se fosse uma propriedade sua e não um patrimônio do povo brasileiro que se sente lesado por essa administração danosa aos cofres públicos. Até hoje, o Congresso Nacional não conseguiu abrir a caixa preta dos empréstimos feitos por ele aos países africanos, mesmo depois do seu comparecimento a várias comissões no Congresso Nacional para prestar esclarecimentos.

Espera-se que o TCU insista no cumprimento da lei, exigindo mais uma vez de Luciano Coutinho os contratos feitos sob sigilo já que esses negócios precisam ser conhecidos pelos brasileiros. A abertura da caixa preta pode provocar mais um grande escândalo em uma empresa estatal, onde o PT dá as cartas.

O TCU desconfia que os petistas continuam fazendo a mesma operação que levou muitos deles ao presídio. O dinheiro é desviado dos órgãos públicos, como ocorreu na Petrobrás, e chega ao caixa de campanha em forma de contribuição oficial, modelo de corrupção já descoberto e punido pela Policia Federal e pelo Ministério Público.

A parceria da JBS/Friboi com o PT é um escândalo!


PUBLICADO ORIGINALMENTE EM 09/04/2014


Do Blog do Ossami Sakamori

JBS/Friboi deverá financiar Dilma 2014.

Folha, ontem. Sob o argumento de promover a internacionalização e reduzir a informalidade, o BNDES injetou, por da meio da compra de ações e títulos, R$ 12,8 bilhões em frigoríficos como JBS, Marfrig e Independência desde 2007. A cifra corresponde a 9% do orçamento do banco em 2014. 

Folha, 5/1/2014. Em meio às celebrações da virada do ano, o BNDES selou um acordo para, mais uma vez, favorecer o grupo Marfrig, um dos "campeões nacionais" do governo Lula. Com uma dívida de quase R$ 6,7 bilhões e valendo R$ 2,1 bilhões na Bolsa, o Marfrig está numa situação financeira muito delicada. Em meados de 2013, o grupo repassou a Seara ao concorrente JBS, que assumiu R$ 5,85 bilhões em dívidas

Comentário.

Sempre, as notícias vem em conta gotas.  Mas, as maracutaias dos governos Lula & Dilma, pelo menos no âmbito do BNDES, estão blindadas.  O dinheiro dos empréstimos ou participações do banco de fomento federal, somem no ralo, sem dar mínima explicação ao mercado e ao contribuinte.  Foi o que aconteceu com os empréstimos do BNDES, no montante declarado pelo próprio BNDES em R$ 10,6 bilhões concedidos ao grupo OGX
Simplesmente, ninguém explicou para onde foi parar.  

As notícias que a Folha levantou, fala-se em passivo do grupo de empresas frigoríficos junto ao BNDES em R$ 12,8 bilhões, que aparentemente corresponde às participações acionárias aos grupos de empresas citadas, via BNDESpar, braço de participação financeira do banco de fomento federal, BNDES.  Isto é valor de aquisição das ações das companhias citadas no boom da Bolsa de Valores.  Hoje, no mercado este montante de investimento deve estar valendo cerca de 20% do valor colocado pelo BNDES.  

As notícias da Folha aponta que Mafrig se encontra em situação delicada.  Consta na notícia, também, que JBS, outra empresa do ramo de frigorífico, assumiu uma dívida junto ao BNDES no montante de R$ 5,85 bilhões na aquisição da empresa Seara pertencente a Mafrig, para não deixar a Mafrig naufragar de vez.  Foi dada uma espécie de sobrevida a Mafrig para evitar outro escândalo igual ao da empresa OGX do Eike Batista.

Há um inquérito corrento na área da Justiça Federal do estado de Rio de Janeiro, em investigação pelo MPF/RJ, sobre os empréstimos suspeitos do BNDES ao grupo Mafrig.  Consta do inquérito, que a empresa Mafrig teria contratado uma empresa de consultoria que pertencia ao atual presidente do BNDES, Luciano Coutinho.  As maracutaias são feitas, intra muro, para evitar vazamento de informações negativos.   No papel manipulado, aceita tudo!  Assim como, a situação real da OGX foi escondido pelo próprio BNDES ao mercado acionário e ao público em geral.

O grupo Mafrig é apenas ponta de "iceberg" dos empréstimos fajutos do BNDES aos frigoríficos.  Isto, não sou eu que estou a afirmar, mas no mercado financeiro, até engraxate da Bovespa sabe que o rombo maior vem da empesa JBS.  Para quem não sabe, com a ajuda do Lula & Dilma, ogrupo se tornou maior empresa no setor de frigoríficos, senão, o maior faturamento do Brasil.  Isto não quer dizer muita coisa.  A maior empresa montadora nos EEUU, a GM, quase foi a pique, na crise financeira americana de 2008, se não fosse socorro do Obama.

O setor de frigoríficos é uma segmento que a margem da rentabilidade operacional é quase nula.  A JBS não ganha no operacional, mas sim no financeiro, tanto quanto GM ganhava no financeiro ao invés de operacional, produzindo seus veículos.  O grupo JBS está na corda bamba há muito tempo.  Estima o mercado que o grupo JBS deve ao sistema BNDES, com empréstimos subsidiados, o Bolsa Empresário, num montante que beira R$ 30 bilhões.  O patrimônio líquido da JBS é de R$ 8 bilhões, segundo balancete de 3ºT/ 2013, do próprio JBS, descontado os R$ 14,8 bilhões de valores intangíveis. 

Bem, o conglomerado JBS, é dos outros Batistas, o Joesley e Wesley Batistas, famosos também no "jet set" nacional e internacional, com iate de US$ 40 milhões comprados indiretamente com o dinheiro do BNDES e seus jatinhos cruzando o País de norte ao sul, acontecem no mundo social, também.  

Estes Batistas, tem comportamento megalomaníaco do outro Batista, o estelionatário Eike Batista.  Acontecem e esbanjam o dinheiro nosso, o suado dinheiro do sistema BNDES.  Os dois irmãos, são empresários que não tem 40 anos de idade e não herdaram fortuna dos pais.  Ambos Batistas tem em comum os padrinhos Lula & Dilma.  Isto explica.  

Enquanto permanecer os governos Lula & Dilma, os  Batistas dos carnes Friboi do Tony Ramos, estarão na mídia e estarão blindados com o dinheiro fácil do BNDES.  Só para lembrar, o presidente do Banco Central do Lula, o banqueiro Henrique Meirelles é o principal articulador do grupo junto ao governo da Dilma.  Costa quente eles tem, até demais.  Até quando o grupo JBS vai viver às custas do BNDES, ninguém sabe.  Só Dilma sabe!

JBS/Friboi do conhecido comercial doTony Ramos é o próximo OGX, a sucumbir, se o governo PT perder eleições.  Se Dilma ganhar eleições, a festa continua!  E cada vez mais BNDES vai botar nosso dinheiro no Friboi do Tony Ramos.  Com certeza absoluta, JBS será o principal financiador da campanha da Dilma.  Quem sabe, Tony Ramos será o principal mascote da Dilma 2014. 

Cai fora, Tony Ramos, antes que Friboi afunde!

Ossami Sakamori
@SakaSakamori

TRIBUNA DA INTERNET: MEIRELLES TENTA COMPRAR SILÊNCIO DA MÍDIA NO CASO DA FRIBOI




PUBLICADO ORIGINALMENTE EM 04/02/2015

Por Carlos Newton na Tribuna da Internet

É impressionante a bilionária campanha publicitária que o grupo JBS, maior exportador de carne bovina do mundo e dono da marca Friboi, vem fazendo na imprensa escrita e na televisão, inserindo anúncios em espaços e horários nobres e pagando cachês altíssimos a artistas “globais” consagrados como Tony Ramos, Fátima Bernardes e Roberto Carlos, que inclusive é vegetariano há décadas.

O grupo JBS, de Goiás, pertence aos irmãos Batista e era comandado por José Batista Júnior, que conseguiu apoio do BNDES a partir do primeiro governo Lula e alçou o frigorífico JBS-Friboi ao topo do mercado de carnes do país e do mundo.

Em março de 2012, preocupados com a crescente responsabilidade causada pela expansão dos negócios, os irmãos Batista chamaram o conterrâneo Henrique Meirelles para assumir a presidência do Conselho de Administração da J&F, holding que controla empresas e marcas famosas como JBS Friboi, Banco Original, Swift, Doriana, MassaLeve, Lebon, Pilgrim’s, Seara, Vigor, Rigamonti, Fiesta e Flora. Uma das missões de Meirelles era traçar a estratégia mundial do grupo, para não perder mercado.

Menos de um ano depois, surpreendentemente José Batista Júnior deixou de ser o principal sócio da holding J&F, tendo vendido sua participação para os irmãos Joesley e Wesley, que tiveram de manter Meirelles à frente do Conselho, porque hoje a credibilidade do grupo está diretamente associada à atuação do ex-presidente do Banco Central e do BankBoston, que está cada vez mais rico e se tornou também acionista do Itaú.

CAMPANHA BILIONÁRIA

No comando da holding J&F, Meirelles determinou o lançamento da espalhafatosa campanha publicitária, que começou no início do ano passado e parece não ter mais fim, para satisfação dos barões da mídia impressa e televisionada. O objetivo da propaganda em massa não é comercial; pelo contrário, tem apenas a finalidade de amansar a grande mídia, para desestimular reportagens investigativas que possam revelar as entranhas desse surpreendente sucesso empresarial movido pela generosidade do BNDES, que na gestão petista emprestou à JBS R$ 2,5 bilhões (diretamente ou por meio de outros bancos) e comprou R$ 8,5 bilhões em ações do grupo, que equivalem a 24,6% de seu capital.

Além de atuar no controle da mídia, Meirelles também transformou a holding J&F na maior patrocinadora da política nacional. Oportuna reportagem de Leandro Prazeres, no site UOL, revela que o generoso grupo já doou a candidatos e partidos cerca de 18,5% de tudo o que tomou emprestado do BNDES entre 2005 e 2014, com PT, PMDB e PSDB aparecendo como os mais beneficiados.

Desde 2006, o grupo já figurava como um dos maiores doadores de campanhas políticas do Brasil. Meirelles só fez aumentar o cachê. Em 2010, por exemplo, o JBS ficou em terceiro lugar, com R$ 63 milhões. Mas em 2014, sob comando dele, o grupo passou a ser o maior doador, com R$ 366,8 milhões em patrocínio eleitoral, seguido da construtora Odebrecht , que doou R$ 111 milhões, e do Bradesco, com cerca de R$ 100 milhões.

O repórter Leandro Prazeres mostrou que o comprometimento da J&F com doações a políticos é tão grande que, somente para a eleição de 2014, a empresa doou 39,56% de todo o seu lucro líquido registrado em 2013, que foi de R$ 926,9 milhões. É como se, a cada R$ 100 de lucro, a JBS doasse R$ 39,5 para os caixas de campanhas de partidos e candidatos. Da mesma forma, a Odebrecht, segunda colocada no ranking de doações neste ano, doou 22% de seu lucro líquido em 2013, que foi de R$ 490,7 milhões.

É generosidade demais, motivando justificadas suspeitas de sonegações e graves irregularidades contábeis. Como se sabe, o lucro líquido é a diferença entre o que a empresa faturou e os seus custos operacionais (salários, tributos, impostos etc).

E a conclusão é óbvia – a J&F comprou a grande imprensa, mas esqueceu a internet, e o surgimento de um escândalo será inevitável. O assunto é intrigante, apaixonante e desafiante, logo,logo voltaremos a abordá-lo.

Ossami Sakamori: Lula é apenas arrombador de cofres públicos




PUBLICADO ORIGINALMENTE EM 02/03/2015


O ex-presidente Lula chegou no estado terminal da sua loucura. Num encontro realizado pelo CUT, o Lula convocou o "exército" do MST para lutar ao seu lado nas ruas, através da liderança do João Pedro Stédile. Disse Lula: "Em vez de ficarmos chorando, vamos defender o que é nosso. Quero paz e democracia, mas também sabemos brigar, sobretudo quando o Stédile colocar o exército dele nas ruas".




A ligação do PT com o MST é muito antiga. O MST é uma ONG que se mantém com verbas da União ou seja com o dinheiro do contribuinte. É o braço armado do PT que cresceu com o incentivo do Lula e da Dilma. As ligações entre Lula, Dilma e MST são notórias que dispensam comentários.



O Lula se encontra no momento delicado da sua vida, em função da deflagração da Operação Lava Jato. As investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal já chegaram nos seus amigos íntimos Ricardo Pessoa da empreiteira UTC e ex-diretor da Petrobras Renato Duque. Pior, Lula não tem foro privilegiado. O ministro Eduardo Cardozo, PT/SP, tenta de toda forma blindar o Lula, mas as suas tratativas não estão dando muito certo.



Ainda há um grande enigma sobre as investigações da maior empreiteira do País, a Norberto Odebrecht. Tudo leva a crer que as investigações sobre a participação da Odebrecht no caso Petrobras vai correr em separado, mesmo estando dentro da investigação da Operação Lava Jato. Há forte indício de maracutaia do grupo Odebrecht nas operações que envolve a empresa Braskem do mesmo grupo. O grupo Odebrecht também é a principal empreiteira das obras com financiamento secretos do BNDES para países de regime de ditadura como Cuba, Angola e Guiné Equatorial.



O Lula está envolvido até o pescoço com os financiamentos nada convencional do BNDES para os seus amigos de interesse comercial como o grupo empresarial JBS/Friboi. O grupo empresarial assessorado pelo Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central por 8 anos do seu mandato, tem empréstimos subsidiados pelas instituições oficiais como BNDES, BB e CEF no montante estimado em R$ 40 bilhões a juros subsidiados, maior parte a 3,5% ao ano.




O radar do Departamento de Justiça dos EEUU, já está atrás de depósitos em contas secretas do Lula e dos filhos em paraísos fiscais que são contados em US$ bilhões. Dessa investigação o Lula não escapa. A Justiça americana não é leniente como a Justiça brasileira, ela é implacável. O Lula deve se arrepiar quando vê o logo do órgão de investigação DEA - Drug Enforcement Administration. 

Lula está tão desesperado que é possível de cometer loucura como pagar o Stédile para fazer maior arruaça que o País jamais viu. Ter o mesmo destino dos seus companheiros do PT, condenados pelo mensalão é o pesadelo que faz dele uma pessoa com sintoma de loucura. O próximo endereço dele deverá ser o presídio de Tremembé.



Lula não é mais cidadão político. Lula é um simples marginal, ladrão de cofres públicos. E assim, o povo deve tratá-lo, sem perdão.


sexta-feira, maio 19, 2017

EMBRAPA: Dia de campo apresentará dados sobre sistemas silvipastoris em MS



A Embrapa Gado de Corte, em parceria com o Grupo Mutum, realiza no dia 26 de maio, o Dia de Campo Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, na Fazenda Boa Aguada, em Ribas do Rio Pardo (cerca de 150 km de Campo Grande, MS). Na ocasião, serão apresentados dados técnicos sobre implantação e condução de sistemas silvipastoris em Mato Grosso do Sul. Além disso, será inaugurada a Unidade de Referência Tecnológica (URT) em sistemas silvipastoris, que teve a implantação iniciada em dezembro de 2015.  

De acordo com a pesquisadora da Embrapa Gado de Corte e coordenadora do dia de campo, Fabiana Villa Alves, a URT conta com uma área de 48 hectares onde serão realizadas demonstrações de sistemas mais adequados para a região e também servirá de base para pesquisa com dados relativos aos sistemas.

“No local, temos cinco arranjos espaciais com diferentes espécies e clones de eucalipto que são Corymbia citriodora, toreliodora, urocam VM01 e urograndis I144. Existe ainda um tratamento com pastagem solteira. Cada tratamento possui duas repetições, totalizando 12 piquetes”, acrescenta o pesquisador da área de sistemas integrados de produção André Dominghetti Ferreira.

Parceria

O Grupo Mutum é parceiro da Embrapa Gado de Corte há alguns anos e na Fazenda Boa Aguada já é conduzida uma URT Carne Carbono Neutro (CCN), cujo tema foi apresentado durante um dia de campo em 2016, na própria fazenda, no qual os participantes conheceram o conceito CCN que tem como finalidade atestar a carne bovina produzida com alto grau de bem-estar animal, na presença do componente arbóreo, em sistemas de integração do tipo silvipastoril (pecuária-floresta, IPF) ou agrossilvipastoril (lavoura-pecuária-floresta, ILPF) e que, nessas condições, as árvores neutralizam o metano entérico exalado pelos animais, um dos principais gases responsáveis pelo efeito estufa que provoca o aquecimento global.

De acordo com um dos proprietários do Grupo Mutum, Moacir Reis, o sistema silvipastoril foi implantado na fazenda em 2006, sendo pioneiro em Mato Grosso do Sul e a propriedade serviu de exemplo para outros produtores rurais, tendo hoje mais de dois mil hectares de floresta plantada.

Informações

Para participação no dia de campo, estão disponíveis 300 vagas voltadas para comunidade científica, alunos de graduação e pós-graduação, técnicos e extensionistas, proprietários rurais, empresários e microempresários da cadeia produtiva da carne e do setor florestal. Informações podem ser obtidas junto ao Setor de Transferência de Tecnologia da Embrapa Gado de Corte, pelo telefone (67) 3368-2000.



O dia de campo conta com patrocínio e apoio de Tortuga – DSM, Rede de Fomento ILPF (Cooperativa Agroindustrial Cocamar, Dow AgroSciences, John Deere, Parker e Syngenta) e Sindicatos Rurais de Ribas do Rio Pardo e Águas Claras.

Programação
7h30 - 8h30 inscrições e distribuição de grupos
8h30 - 9h30 abertura
9h30 - 10h estação Central - URT ILPF Fazenda Boa Aguada – pesquisadora Fabiana Villa Alves
11h - 13h:
Estação 1 - componente florestal pesquisadores Valdemir Laura e André Dominghetti
Estação 2 - componente forrageiro e solo – pesquisadores Roberto Giolo  e Ademir Zimmer
Estação 3 - componente animal – pesquisador Rodrigo Gomes
Estação 4 - componente financeiro – pesquisadora Mariana Pereira
13h30 Almoço
16h Encerramento

Texto: Kadijah Suleiman, jornalista da Embrapa Gado de Corte (MTb 22.729/RJ)

CNC - Balanço Semanal de 15 a 19/05/2017



BALANÇO SEMANAL — 15 a 19/05/2017

Com safra de 45,6 milhões de sacas apontada pela Conab, CNC acredita que o Brasil permanece reduzindo estoques para honrar exportação e consumo

SAFRA 2017 — Na quinta-feira, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou o resultado de seu segundo levantamento para a safra 2017 de café no Brasil, apontando que serão colhidas 45,563 milhões de sacas de 60 kg. Do volume total, que implica queda de 11,3% ante 2016, 35,427 milhões de sacas se referem à variedade arábica e 10,136 milhões à conilon.

O CNC entende que a estimativa de uma safra menor reflete a bienalidade negativa das lavouras de arábica neste ano e vem ao encontro do cenário que temos apresentado de que os estoques de passagem do País caminham para seus menores níveis históricos, com a mínima podendo ser registrada em 2018.

Faz-se necessário, entretanto, afirmar que os volumes de oferta (produção + estoques) são suficientes para atenderem à demanda de consumo e exportação, com o Brasil mantendo sua fidelidade de principal fornecedor mundial de café.

Em meio a esse cenário, reiteramos a necessidade do produtor estar atento aos movimentos do mercado, fazendo a tomada de recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para, ao longo dos 12 meses da safra, aproveitar as melhores oportunidades de preço e realizar vendas quando as cotações forem satisfatórias para cobrir seus custos e gerar rentabilidade.

CRIANÇA DO CAFÉ NA ESCOLA — Ciente de que o Brasil é o país mais sustentável na produção de café mundial, sendo exemplar na preservação do meio ambiente e na geração de milhões de empregos, fiscalizando e combatendo práticas intoleráveis de trabalho, vimos com muita surpresa e aversão a iniciativa do Museu do Café em realizar uma exposição sobre a perspectiva histórica do trabalho infantil nos séculos XX e XXI.

Diante das discussões sobre a Reforma Trabalhista no Brasil, com o intuito de alcançarmos um cenário de segurança jurídica para empregados e empregadores, sem extrair os benefícios da classe trabalhista, sem onerar de forma desequilibrada os contratantes e, principalmente, sem permitir atividade laboral de crianças, causa repulsa o fato de o anúncio da mostra propagar que a "mão de obra infantil (...) ainda é uma prática muito comum".

A cadeia café, por meio da sinergia entre seus segmentos, combate com veemência a prática de trabalho exploratório de crianças e adolescentes, fato que possibilita que esse cenário praticamente inexista no País atualmente. O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), por exemplo, realiza o programa "Criança do Café na Escola", que contribui com a melhora da qualidade de ensino, colaborando, consequentemente, com a diminuição do êxodo rural e a fixação do homem no campo.

O CNC enaltece o trabalho do Cecafé nesse projeto e entende que o objetivo de inserir escolas de comunidades cafeeiras no mundo digital é essencial por permitir que um grande número de crianças da zona rural tenha as mesmas oportunidades de acesso ao conhecimento das crianças dos grandes centros urbanos.

Nesse projeto, o público atendido envolve jovens e crianças de escolas públicas dos ensinos infantil, fundamental e médio de comunidades cafeeiras e, em alguns casos, os próprios professores. Além disso, algumas dessas escolas também disponibilizam a sala digital para a comunidade do entorno.

MERCADO — Os contratos futuros do café tramitavam dentro de intervalo recente até a quinta-feira no mercado internacional, sem novidades no lado dos fundamentos e com os players atentos ao desenvolvimento da colheita e à aproximação do inverno no Brasil, o maior produtor mundial.

Entretanto, após a divulgação, na noite de quarta-feira, do conteúdo da delação do empresário Joesley Batista, que preside a holding J&F, controladora da JBS, que gerou forte crise política no Brasil, o dólar passou a se fortalecer intensamente sobre o real, estimulando as exportações e pressionando as cotações. Somente ontem, a divisa norte-americana disparou mais de 8% em relação ao real, encerrando o pregão a R$ 3,389. No acumulado da semana, a valorização foi de 8,5%.

Na Bolsa de Nova York, o vencimento julho do Contrato C foi cotado, na quinta-feira, a US$ 1,2965 por libra-peso, com queda de 530 pontos frente ao fechamento da semana passada. O vencimento julho do contrato futuro do robusta, negociado na ICE Futures Europe, foi cotado a US$ 1.984 por tonelada, acumulando perdas semanais de US$ 10.

Conforme a Somar Meteorologia, a colheita de café arábica, no Brasil, ainda está em seu início, com lentidão devido às chuvas que atrapalharam a entrada de máquinas nos cafezais nas principais regiões do cinturão produtor nos últimos dias, além do fato de a maioria das áreas ainda estar em fase de maturação ou com grãos verdes. Já a cata de conilon vem em ritmo normal, puxada pelos trabalhos em Rondônia.

No mercado interno, em meio às incertezas políticas, há falta generalizada de negócios. Assim, houve pouca oscilação nos preços, com os indicadores calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para as variedades arábica e conilon sendo cotados, ontem, a R$ 458,21/saca e a R$ 409,14/saca, respectivamente, ambos com variações positivas de 0,5% em relação ao fechamento da sexta-feira anterior.

Atenciosamente,
Deputado Silas Brasileiro
Presidente Executivo


quarta-feira, maio 17, 2017

EMBRAPA: Cientistas desenvolvem alimentos processados de pescado pantaneiro



Carnes defumadas, nuggets, hambúrgueres, patês, quibes e marinados feitos de pescado do Pantanal foram desenvolvidos pela Unidade de pesquisa da Embrapa em Corumbá, Mato Grosso do Sul, em parceria com o Centro de Pesquisas do Pantanal (CPP). Utilizando espécies nativas, o projeto busca agregar valor aos produtos da pesca na região. “Existe uma cadeia, embora incipiente, de produção de pescado aqui. Ela é muito tradicional, porém não há muita regularidade em função das condições ambientais locais. Além disso, a gente observa que o valor pago aos pescadores dentro da cadeia é muito baixo pelo peixe inteiro e eviscerado”, diz Jorge Lara, pesquisador da Embrapa Pantanal. “Uma forma de aumentar a produção e agregar algum valor a ela é processar o produto”.

De acordo com Lara, que lidera as pesquisas na área, alimentos processados de pescado pantaneiro são voltados a consumidores de todas as idades. “As crianças, muitas vezes, rejeitam peixe. Nem todas gostam do cheiro ou do sabor do filé. Processando essa carne em um produto como o empanado, é possível retirar um pouco do odor e sabor característicos e a criança se torna mais interessada”, acredita. “Com esse projeto, buscamos mostrar a viabilidade, a possibilidade de se produzir de maneira sustentável, diversificar a produção, levar proteína de qualidade para crianças e adultos e, ao mesmo tempo, garantir renda além do auxílio recebido pelos pescadores no período de defeso”.


Variação de acordo com a época

Em 2005, o projeto começou a investigar as técnicas, ingredientes e condições adequadas para produzir esses alimentos, levando em consideração as alterações sofridas pelo ambiente pantaneiro e pelos animais em diferentes períodos. O pesquisador explica que as formulações que existem para produtos de pescado na indústria não se aplicam ao Pantanal. Um dos motivos dessa circunstância é a variação da própria matéria prima. “Dependendo da época do ano em que você captura o peixe, o padrão da carne muda. Por essa razão, a formulação usada em julho nem sempre vai servir em dezembro. Começamos a trabalhar com o pintado e o pacu para padronizar quais seriam os melhores produtos, aqueles que teriam mais condições de serem feitos com qualidade”, afirma Jorge Lara.




Equipamentos necessários

Os pesquisadores também estabeleceram a infraestrutura necessária para a produção dos alimentos, o que auxiliará empreendedores interessados. Os equipamentos básicos utilizados para processar os alimentos, de acordo com Lara, são o cutter (processador com mais funções, firmeza e força que o eletrodoméstico convencional) a descarnadeira, usada para fazer carne mecanicamente separada (CMS); e o defumador que pode ser de diferentes tamanhos. “Tendo a estrutura física (um galpão com ajustes elétricos e encanamento para receber o equipamento), calculamos que com 100 mil reais, aproximadamente, é possível adquirir as máquinas. Outras operações industriais, às vezes, custam um ou dois milhões de reais para montar uma empresa produtiva”, afirma Lara.

O pesquisador ressalta que as espécies utilizadas na fabricação dos produtos variam entre as mais tradicionais, como o pacu, pintado e cachara, e algumas diferenciadas, menos conhecidas pelo público em geral: piavuçu, palmito, barbado e jaú. “Esses outros peixes não são tão visados por conta da cultura local. Você quase não os vê no comércio. Os restaurantes da região sempre oferecem pratos como pintado ao urucum ou costela de pacu”, diz. O pesquisador Paulo Teixeira, um dos fundadores do CPP, ressalta que o uso de espécies menos visadas pelo mercado favorece o equilíbrio das populações de peixes nos rios. “O desenvolvimento de produtos a partir de espécies de peixes pouco exploradas contribui para reduzir a sobrepesca em espécies como o pintado e o pacu”.


Impacto socioambiental

De acordo com o último boletim do Sistema de Controle da Pesca de Mato Grosso do Sul (SCPesca/MS), que monitora a atividade no estado há mais de 20 anos, essas duas espécies e o cachara lideraram o ranking das mais procuradas pelos pescadores no estado em 2015, representando juntas mais de 53% do volume total de pescado capturado no ano. O piavuçu representou 10% desse valor; o jaú e o barbado somaram menos de 7% do total. O palmito não alcançou um valor expressivo, sendo classificado junto a outras espécies pouco capturadas. 

Informações como essas se traduzem na diferença entre os preços pagos aos pescadores. Roberto de Moraes, que trabalha com a atividade há mais de 20 anos na região pantaneira, conta que recebe cerca de dez reais pelo quilo do pescado. Mas esse é o valor pago pelos peixes considerados nobres, como o pintado; o quilo do barbado ou jaú pode valer metade desse preço, diz Moraes. “Eu pesco entre 200 kg e 300 kg em um bom mês. Na época do frio, como agora, consigo tirar de 30% a 50% dessa quantidade. Preciso pegar os peixes que valem mais”, explica. 

Ramão Vicente de Arruda, pescador há 40 anos, afirma revender o quilo do pintado por R$ 15, em média. Já o quilo do palmito costuma custar entre oito e dez reais. “De 500 kg de pescado por mês, 100 kg costumam ser de espécies menos procuradas pelos consumidores, como o palmito, o barbado ou o jaú. Os outros 400 kg são, em sua maioria, pacu ou pintado”, afirma. “Acho que o pessoal compra as espécies mais conhecidas por costume. O palmito, por exemplo, é um peixe muito bom. Para mim, tem mais sabor que o próprio pintado, as pessoas só não estão acostumadas a comer. A divulgação do trabalho com os processados tem que ser mais ampla para colocar esses peixes na mesa da população. Seria mais um meio de sobrevivência para a gente”, afirma. 


Transferência de tecnologia

Os pesquisadores adaptaram a produção dos processados de pescado para pequenos grupos ou cooperativas de pescadores, de forma a estimular que eles se apropriem desse trabalho. “Nós temos bagagem suficiente para transferir essas tecnologias para a escala que for necessária, mas estes são produtos voltados para a pesca. A dimensão industrial é muito maior”, diz Jorge Lara. Paulo Teixeira completa: “os pescadores são elos importantes na cadeia produtiva do pescado. Portanto, qualquer produto desenvolvido e comercializado com esse pescado trará novas oportunidades e contribuirá para a renda dessas pessoas”. Com esses objetivos em mente, a Embrapa Pantanal e o campus de Coxim do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) discutem atualmente os termos de uma parceria que deverá levar informações sobre este e outros projetos ligados à pesca e aquicultura aos alunos do Instituto.

“Nosso interesse existe porque o pescado é um alimento muito consumido aqui na região, devido à proximidade do rio, e o trabalho de processamento ainda é muito pequeno. Normalmente, o pescador apenas captura e revende o peixe. Essa iniciativa é algo que o próprio pescador poderia manipular para agregar valor aos produtos”, diz Angela Kwiatkowski, coordenadora do curso de tecnologia em alimentos do IFMS em Coxim. De acordo com Angela, o curso teve início em 2015 e hoje conta com duas turmas e 65 alunos matriculados. “Os estudantes aprendem como trabalhar depois da pesca – como realizar a despesca, quais são as normas de higiene dependendo do corte que se vai fazer na carne, as formas de conservação desse material e também formas de criar novos produtos para que se aproveite tudo o que é extraído do pescado, como os processados. É uma área que está em alta. Nosso país tem que aproveitar as oportunidades”, afirma. 

Sidnei Klein, professor e coordenador do eixo tecnológico de recursos naturais da mesma instituição, ressalta que o consumo de peixe no Brasil está em evolução. “Estamos hoje com cerca de 14 kg consumidos por habitante/ por ano. Em 2006, esse valor não chegava nem à metade disso. Se formos atingir a média de consumo mundial, que está próxima dos 19 kg por habitante/ por ano, vai faltar muito pescado. Estamos importando 15 vezes mais do que exportando. O que podemos concluir disso é que temos mais demanda interna que produção”, diz. Angela completa: “nós enfatizamos a questão do valor nutricional do pescado, que é riquíssimo para a nutrição humana. Algumas espécies têm altos teores de ácidos graxos da família do ômega 3 e 6. É um produto saudável”.

Além de Mato Grosso do Sul, os processados de pescado pantaneiro deverão ser levados a Mato Grosso nos próximos anos, afirma Jorge Lara. “Estamos ajudando a intermediar, no mercado de Cuiabá, a condição de elevar a produção desses alimentos a uma escala maior para que eles se tornem produtos comerciais. Discutimos a possibilidade de, eventualmente, fazer um contrato com a prefeitura para incluí-los na merenda escolar”. Paulo também fala das parcerias encabeçadas pelo CPP. “Estamos no momento buscando renovar a parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (...). Vemos com grande potencial a continuidade deste trabalho em função dos impactos positivos na socioeconomia, no meio ambiente e até mesmo na saúde da população”. 

Aos pescadores, integrantes de cooperativas e outros interessados em alimentos processados de pescado pantaneiro, Lara recomenda que procurem a Embrapa para mais informações. “Só é possível realizar esse trabalho se houver uma equipe – e isso se aplica lá fora, também. Quem trabalhar em conjunto vai ter toda a chance de fazer com que o projeto dê certo”.

 Os produtos

Os alimentos processados de pescado pantaneiro desenvolvidos pela equipe de pesquisa têm diferenciais, ingredientes e métodos de produção desenvolvidos especificamente para cada um:
 
Carnes defumadas – os filés de peixe que passam pelo defumador adquirem aroma e sabor únicos, segundo Jorge. Ao serem expostos à fumaça produzida pela queima da madeira, também recebem substâncias antimicrobianas, o que aumenta sua conservação. “Observamos que o pacu é um bom peixe para ser defumado. Ele perde muita massa por causa da quantidade de gordura que possui, mas por isso ele também ganha em sabor”, diz.
 

Carnes marinadas – com o intuito de conservar e diferenciar o produto, os pesquisadores também trabalham com misturas para marinar as carnes (que geralmente consistem, neste caso, de líquidos, sal, temperos e outros ingredientes combinados). O tempo em que as carnes ficam nessa mistura varia de acordo com a espécie do peixe. “É como compor uma música: você combina as notas musicais de modo a chegar em um resultado diferente”.
 

Fishburguer – o hambúrguer de peixe é feito a partir da carcaça do animal, depois que os filés foram retirados. Esse material é conhecido como carne mecanicamente separada, ou CMS. “A CMS é a base para todos os produtos processados no mercado – também no caso de suínos e aves. Basicamente, misturamos temperos a uma carne compactada”, afirma Jorge. “O processado é, teoricamente, mais barato que o filé porque possui menos carne e mais aditivos. Mas é um produto vendável, que dá acesso a uma quantidade suficiente de proteína ao consumidor”.
 

Empanados e nuggets – os empanados de peixe também utilizam a CMS na sua composição. “Além da carne, os nuggets têm todo um sistema de cobertura, de liga e de ponto de massa que são muito específicos, característicos. O pacu empanado, então, é o que mais utiliza ingredientes diferentes e o que possui menos sabor característico do peixe. Em compensação, exige uma tecnologia um pouco mais refinada para sua fabricação”.
 

Quibes – com a CMS como base do produto, os quibes aliam o diferencial da carne de peixe aos temperos selecionados para sua formulação. “A gente aprendeu com o nosso antigo chefe geral, José Comastri Filho, alguns segredos culinários sírios, provenientes de sua ascendência. Essa formulação leva hortelã e outras coisas mais”, diz o pesquisador. Os quibes, hambúrgueres e empanados de peixe podem ser congelados para aumentar sua durabilidade.
 

Patês – a pasta que leva carne de peixe na composição precisa chegar ao ponto correto para ter uma textura atrativa, que não seja muito mole ou muito dura. “Esse ponto tem relação direta com a emulsão, que é uma união de gordura com água”, conta Jorge. Realizando testes para chegar à formulação ideal, os pesquisadores encontraram o produto que obteve mais aceitação entre os consumidores até hoje: o patê de pacu defumado. “Para retirar a gordura do pacu e fazer o patê, defumamos a carne antes. O produto deu muito certo”.


Nicoli Dichoff (MTb 3252/SC)
Embrapa Pantanal
nicoli.dichoff@embrapa.br
Telefone: 67 3234-5879

Núcleo de Comunicação Organizacional (NCO)
Embrapa Pantanal
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
Corumbá/ MS

+ LIDAS NOS ÚLTIMOS 30 DIAS

Arquivo do blog