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sexta-feira, março 03, 2017

CNC - Balanço Semanal de 27/02 a 03/03/2017



BALANÇO SEMANAL — 27/02 a 03/03/2017

CNC coordena trabalho junto à cadeia produtiva para indicação, por parte do Governo Federal, de José Sette à diretoria executiva da OIC
ELEIÇÃO NA OIC — Após o inesperado e lamentável falecimento do amigo Robério Silva, então diretor executivo da Organização Internacional do Café (OIC), teve início o processo de seleção de seu sucessor na entidade. Ciente de nosso dever de representante institucional, iniciamos contatos com os demais elos da cadeia produtiva e com o Governo Federal para que o Brasil definisse o seu candidato ao pleito.

Chegamos ao consenso que a melhor opção é José Dauster Sette, tendo enviado a sugestão ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que fez o encaminhamento do nome ao Itamaraty, o qual, subsequentemente, o apresentou como candidato do Brasil ao posto de diretor executivo da OIC, fato que nos deixou muito gratificados pelo acolhimento da sugestão.

Na terça-feira, 28 de fevereiro, em reunião do Comitê da Organização, com a presença de 19 países membros, foram pré-selecionados, por meio de análise de seus currículos e títulos, cinco de nove candidatos, entre os quais está o nome do brasileiro José Sette, que concorrerá com representantes de México, Peru, Suíça e Indonésia.

O CNC entende que o principal desafio do novo diretor executivo será buscar equilíbrio sem estabelecimento de cotas para os países membros, via fortalecimento das estatísticas de mercado, o que garantirá o abastecimento, evitando o excesso de oferta e o aviltamento dos preços. Aliado a isso, não se deve perder o foco da atuação de Robério Silva à frente da OIC, que fortaleceu e ampliou a abrangência da entidade com a adesão de novos membros e consolidou a Organização como o único organismo multilateral do café no mundo.

Formado em Ciências Administrativas pela Yale University - New Haven, Connecticut, EUA, e mestrado em Administração de Empresas (MBA), com especialização em Finanças pela American University - Washington, DC, EUA, acreditamos que José Sette possui excelente currículo e possibilidade para ser eleito o novo diretor executivo, fato que nos motivou a ter empenho, como parte da delegação brasileira, em angariar apoio internacional para a eleição do representante do Brasil.

Sette também possui vasta experiência em organismos internacionais, além de ampla base profissional em entidades do setor cafeeiro, entre as quais se destacam: Instituto Brasileiro do Café (Rio de Janeiro, RJ), Associação Brasileira dos Exportadores de Café (Abecafé), Banco Interamericano de Desenvolvimento, Comitê Consultivo Internacional do Algodão (CCIA), Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) e a própria Organização Internacional do Café.

Outro ponto que entendemos como favorável para a eleição de José Sette é o trabalho que desempenhou na OIC, onde exerceu o cargo de chefe de operações entre novembro de 2007 e dezembro de 2012, oportunidade na qual foi responsável por: (i) gestão da Divisão de Operações, composta por seções responsáveis por serviços de Secretariado, Estudos Econômicos, Estatísticas, Informação e Documentos; (ii) organização de eventos especiais, incluindo a Conferência Mundial do Café em 2010; (iii) manutenção de contatos com países membros e não membros, organismos internacionais, ONGs e setor privado; (iv) assessoria ao diretor executivo em reuniões dos organismos da OIC, incluindo o Conselho e os comitês especializados; (v) supervisão de consultores e outros prestadores de serviço; (vi) depositário legal do Acordo Internacional do Café de 2007; (vii) redação e revisão final de todos os documentos publicados pela OIC; (viii) relações com a imprensa; (ix) gestão dos recursos humanos e outros ativos da Divisão de Operações; (x) formulação de políticas e do planejamento estratégico da Organização; (xi) assessoria para a preparação do orçamento anual da entidade; e (xii) coordenação da aquisição de equipamentos de informática e sua integração aos trabalhos da Organização.

ESTRUTURA DA CAFEICULTURA — Da mesma maneira que a OIC se faz importante como único organismo mundial do setor, a estruturação da cafeicultura é fundamental no Brasil, dando-se por meio do CNC e da CNA no trabalho em defesa dos produtores, das demais entidades de classe representando indústrias e exportadores, bem como com a relevância de possuirmos um Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC) e uma estrutura como o Departamento de Café, Cana de Açúcar e Agroenergia dentro da esfera governamental.

A respeito das entidades representativas dos cafeicultores, recordamos que sempre é bem-vinda a maior participação e, em especial, a contribuição dos produtores, a qual deve ser feita por meio da filiação a cooperativas, sindicatos, associações e federações, o que possibilitará que as demandas que possuam cheguem, para debate, aos legítimos representantes do setor produtor, através da condução delas por parte dos presidentes das entidades da base que compõem a Comissão Nacional do Café da CNA e o Conselho Diretor do CNC.

Lembramos que, quanto mais os produtores participarem das cooperativas, associações, sindicatos e afins, mais fortalecerão essas instituições, que participam, em grau maior, de CNC e CNA, entidades nacionais de representação do setor. A participação dos produtores em suas organizações de base é fundamental para fazer seus pleitos chegarem às entidades nacionais, permitindo que elas exerçam sua função primordial, que é canalizar as demandas da base para os órgãos maiores de formulação da política cafeeira, que são o CDPC e o Departamento de Café, garantindo que sejam aprimoradas as políticas públicas e privadas para a cafeicultura nacional.

MERCADO — Os contratos futuros do café arábica iniciaram o mês de março com perdas na Bolsa de Nova York, pressionados pela força do dólar e em meio ao fato de os fundamentos continuarem inalterados, com perspectiva de boa colheita no Brasil, mas abaixo da safra recorde do ano passado em função da bienalidade da cultura. Há expectativa que os fundos de investimento, com saldo líquido comprado, também tenham pressionado as cotações nas sessões mais recentes ao liquidarem posições.

Na quinta-feira, o índice do dólar subiu frente a perspectivas de que o Federal Reserve (FED) aumente a taxa de juros nos Estados Unidos ainda este mês. No Brasil, a moeda norte-americana seguiu o comportamento externo e encerrou a sessão de ontem a R$ 3,1513, com valorização de 1,22% na comparação com o fechamento da sexta-feira passada. Além da atenção com os juros nos EUA, analistas também destacam a expectativa com os desdobramentos das delações dos 77 executivos da Odebrecht.

Em relação às condições climáticas no cinturão cafeeiro do Brasil, a Somar Meteorologia informou que as chuvas devem retornar com maior intensidade ao sul de Minas Gerais e também ocorrerão precipitações mais localizadas entre São Paulo e Minas, o que poderá "recompor as condições de umidade do solo nessas áreas". Para Espírito Santo e Paraná, a previsão é de pouca chuva, fato que deverá agravar as condições de deficiência hídrica no Estado capixaba.

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), revelou, ontem, que as exportações brasileiras de café em grão totalizaram 2,308 milhões de sacas de 60 kg em fevereiro, volume que implicou queda de 13,5% em relação ao mesmo mês de 2016, quando foram embarcadas 2,669 milhões de sacas.

Na ICE Futures US, o vencimento maio do contrato C foi cotado, na quinta-feira, a US$ 1,4435 por libra-peso, apresentando perdas de 190 pontos ante a semana anterior. Já na ICE Futures Europe, o vencimento maio do contrato futuro do robusta subiu US$ 89 no agregado semanal, encerrando o pregão de ontem a US$ 2.215.

O mercado físico brasileiro continuou fraco de negócios nesta semana devido à queda dos preços em Nova York e ao feriado de Carnaval. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os indicadores para as variedades arábica e conilon foram cotados, ontem, a R$ 492,11/saca e a R$ 433,12/saca, respectivamente, com variações negativas de 2,5% e 0,22% na comparação com o fechamento da semana passada.



Atenciosamente,
Deputado Silas Brasileiro
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quinta-feira, março 02, 2017

Embrapa lança BRS Quênia, o capim que todos esperavam



É o segundo híbrido de Panicum maximum desenvolvido pela Embrapa Gado de Corte que chega ao mercado em agosto


O novo capim será lançado na Dinâmica Agropecuária – DINAPEC, entre os dias 8 e 10 de março na Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande (MS). Resultado de décadas de estudos a BRS Quênia é a prova da experiência, dedicação e competência dos cientistas que trabalham com programa de melhoramento genético, no caso, de cultivares de Panicum maximum. “A BRS Quênia é uma combinação perfeita e por ser híbrida (resultado de cruzamento entre plantas) supera em todos os quesitos”. A afirmação é de sua criadora, a pesquisadora Liana Jank, que há dois anos juntamente com outros pesquisadores, lançou no mercado o primeiro híbrido de panicum, a BRS Tamani.


Os quesitos se referem à alta produção, qualidade da forragem e facilidade de manejo, tudo que se espera de uma planta e que o mercado precisa para intensificar a produção animal e suprir a demanda por plantas da espécie Panicum maximum. Trabalhar o melhoramento de plantas é uma necessidade para o Brasil que é o primeiro produtor e exportador mundial de carne. Sendo detentor do segundo maior rebanho bovino no mundo, com 209 milhões de cabeças (IBGE), com rebanho mantido basicamente a pasto, a busca por novas forrageiras, mais adaptadas e produtivas é uma constante. O trabalho de melhoramento genético é feito desde 1982 e a Embrapa já lançou várias cultivares como Tanzânia-1, Mombaça, Massai, Zuri, BRS Tamani e agora BRS Quênia com cruzamento realizado em 1990.


Os estudos passou por uma série de seleções entre elas: visual, resistência a pragas e doenças, desempenho animal, pastejo, resposta à adubação e produção de sementes. A planta se sobressaiu em todos os ensaios que foram conduzidos nos Estados de Mato Grosso do Sul, Brasília, Rondônia, Acre, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. 


Quanto ao desempenho animal – ganho de peso, taxa de lotação e produtividade, em experimento sob pastejo conduzido em Campo Grande por três anos, a planta superou outras cultivares de panicum tanto nas águas quanto na seca. A pesquisadora Liana Jank observa que mesmo não havendo diferenças significativas no ganho de peso, durante o período das águas, o desempenho animal foi 17,6% superior quando comparado com outra cultivar. E nos ensaios realizados sob pastejo no Bioma Amazônia, a cultivar BRS Quênia também foi superior no ganho de peso animal comparado ao capim Tanzânia, com peso vivo superior a 860 quilos por hectare na média dos dois anos de estudos, o que equivale a 28,7 arrobas por hectare por ano. Isso, segundo os pesquisadores, se deve ao fato de a BRS Quênia possuir colmos mais tenros, valor nutritivo superior com maior digestibilidade da matéria orgânica e maiores teores de proteína bruta. Ainda na região, em Rio Branco, no Acre, o comportamento da planta foi avaliado como intolerante ao encharcamento do solo, portanto, essa cultivar deve ser plantada em solos bem drenados – recomendam os pesquisadores. 


A BRS Quênia responde melhor em solos férteis
Para um bom e rápido estabelecimento dessa planta e para manter sua produtividade a fertilidade do solo deve estar equilibrada. A quantidade de fósforo a ser utilizada, por exemplo, depende do nível de argila do solo; em solo muito argilosos - maior que 60% - a quantidade de fósforo deve ser de 4 a 5 mg/dm³ e em solos menos argilosos, - menor que 15% - a quantidade de fósforo deve ser de 18 a 21 mg/dm³. Deve-se também verificar os níveis de potássio, zinco e outros nutrientes, o que deve ser feito por meio de análise e por profissionais habilitados. “Na fase de utilização da pastagem, os níveis de reposição de nutrientes devem ser equivalentes aos níveis de produção animal, a fim de não diminuir a longevidade do pasto e a produção de carne ou leite”, recomenda a pesquisadora Liana. 


Indicações de plantio e a superioridade da planta 
O solo deve ser bem preparado para receber as sementes. A recomendação é utilizar de 3 a 4 quilos de sementes puras viáveis por hectare em uma profundidade de 2 a 5 cm. A semeadura também pode ser em plantio direto, dizem os pesquisadores envolvidos nos trabalhos. Eles afirmam que normalmente, 10 a 20% das sementes puras viáveis de panicum se estabelecem, e nesse caso, 20 plantas por metro quadrado é o mínimo para um estabelecimento razoável. Ainda segundo os especialistas, um número maior de plantas – 30 a 60 por metro quadrado – garante uma boa formação do pasto. Esta maior população proporciona uma rápida formação do pasto e cobertura do solo, além de reduzir a presença de plantas daninhas, evitar o escorrimento de água e a erosão do solo possibilitando com maior rapidez a utilização da pastagem e maior produção animal. Já o primeiro pastejo pode ser feito de 50 a 60 dias após o surgimento das plantas. E a altura ideal para entrar com animais é de 70 cm, “passou disso o pasto acama, mas mesmo assim o animal come, e essa é mais uma característica positiva e interessante desse novo hibrido”, diz Liana Jank. 


Seis Unidades da Embrapa, incluindo a Gado de Corte, como Acre, Cerrados, Gado de Leite, Pecuária Sul e Rondônia participaram dos estudos e a conclusão é de que o híbrido BRS Quênia possui alta qualidade de forragem e alto potencial produtivo quando cultivado em solos bem drenados, sendo indicado para sistemas intensivos de produção animal. “O principal diferencial da BRS Quênia, em relação às cultivares Tanzânia e Mombaça é a melhor arquitetura de planta, com touceiras de menor tamanho, maior densidade de folhas verdes e macias, colmos tenros e menores porcentagens de material morto, facilitando o manejo do pastejo e a manutenção da estrutura do pasto mais favorável ao elevado consumo da forragem pelo gado”, revela Liana Jank.

As boas características dessa nova cultivar foi também percebida por um grupo de 19 pecuaristas que classificaram 23 tipos de Panicum maximum. A cada um dos capins foi atribuído uma nota sendo a BRS Quênia quem obteve a melhor classificação superando as cultivares Mombaça, Tanzânia, Milênio, Massai e Aruana.




Os estudos com a BRS Quênia continuam com análises de sua potencialidade para produção leiteira na Embrapa Gado de Leite, em Coronel Pacheco (MG) e na Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos (SP). 
Informações detalhadas de todo trabalho realizado podem ser encontradas no comunicado técnico nº 138 intitulado: O capim BRS Quênia (Panicum maximum Jacq.) na diversificação e intensificação das pastagens.


Redação: Eliana Cezar (MTb 15.410/SP), jornalista Embrapa
Núcleo de Comunicação Organizacional - NCO
Embrapa Gado de Corte
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
Campo Grande/MS



Telefone: +55 67 3368-2142

segunda-feira, fevereiro 13, 2017

CNC - Balanço Semanal de 06 a 10/02/2017



BALANÇO SEMANAL — 06 a 10/02/2017

Ministro Blairo Maggi espera, hoje, por informações dos estoques de conilon fornecidas por representantes do Espírito Santo

ABASTECIMENTO — Após reunião com a bancada federal do Espírito Santo e com produtores capixabas, no dia 7 de fevereiro, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, adiou para hoje (10) a decisão do Governo sobre a importação ou não de café robusta. Segundo o titular do Mapa, o prazo serve para que seja apresentado um relatório dos representantes do Estado apontando os municípios e armazéns onde estão estocadas as mais de quatro milhões de sacas de conilon, volume superior aos 2,14 milhões apurados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O CNC destaca o trabalho dos representantes do Espírito Santo, que vem ao encontro do que propusemos desde dezembro de 2016 (confira em http://www.cncafe.com.br/site/interna.php?id=12959), quando o presidente executivo do Conselho Nacional do Café, deputado Silas Brasileiro, e o presidente da Comissão Nacional do Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Breno Mesquita, entregaram ao secretário de Política Agrícola do Mapa, Neri Geller, ofício conjunto que formalizou o posicionamento contrário do setor de produção à importação de café cru pelo Brasil.

Essa postura foi referendada pelas cooperativas produtoras e pelas Federações de Agricultura dos Estados cafeeiros com base nas informações do deputado federal Evair de Melo, que apresentou o resultado de um trabalho de levantamento de estoques de robusta que realizou no Espírito Santo, entre os dias 14 e 18 de novembro, quando visitou mais de 20 armazéns, cooperativas, indústrias e exportadores. O resultado dessa pesquisa apontou que existe café conilon em quantidade suficiente para atender à demanda da indústria nacional.

O CNC tem participado com responsabilidade e transparência de todo o processo, evitando comentários na imprensa sobre uma matéria tão polêmica e recordamos que, ao final, prevaleceu a proposta que apresentamos, em audiência com o secretário Neri Geller, no dia 13 de dezembro, para que a Conab fizesse um levantamento dos estoques de conilon com a intenção de conferir as informações que recebemos de que há café suficiente para o abastecimento do setor industrial, postura que culminou, à época, em um prazo de 30 dias para a realização da pesquisa, evitando qualquer possibilidade de importação até janeiro.

MERCADO — Influenciados pelo movimento do dólar, por indicadores técnicos e pela intensificação das rolagens de posição, os futuros do café acumularam perdas nessa semana.

O índice externo do dólar apresentou valorização nos últimos dias, na expectativa de implementação de medidas econômicas expansionistas pelo Governo Trump.  No Brasil, a moeda norte-americana foi cotada, ontem, a R$ 3,1299, registrando discreta alta de 0,2% em relação ao fechamento da semana anterior. A expectativa de continuidade de fluxo positivo dos recursos estrangeiros e o cenário político doméstico influenciaram esse resultado.

A intensificação da rolagem de posições para fora do vencimento março, cujo período de notificação de entrega se inicia em 17 de fevereiro, também exerceu pressão sobre o Contrato C, negociado na ICE Futures US. O vencimento maio foi cotado, na quinta-feira, a US$ 1,476 por libra-peso, com queda de 110 pontos em relação ao fechamento da semana passada. O vencimento maio do contrato futuro do robusta, negociado na ICE Futures Europe, encerrou o pregão de ontem a US$ 2.157 por tonelada, com desvalorização de US$ 40 ante a sexta-feira antecedente.

Em relação ao desenvolvimento da safra 2017/18 do Brasil, o aumento das chuvas observado no início de fevereiro favoreceu a disponibilidade hídrica no solo das regiões cafeeiras e demanda maior atenção para o manejo de problemas fitossanitários nas lavouras. A Climatempo prevê que, na semana de 12 a 16 de fevereiro, um sistema de alta pressão dificultará a formação de grandes áreas de instabilidade, reduzindo a precipitação sobre os cafezais de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Paraná. Os volumes acumulados deverão variar de 10 a 30 mm.

No mercado doméstico, os negócios continuaram fracos, já que os preços seguem aquém das expectativas dos produtores. Os indicadores calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para as variedades arábica e conilon foram cotados, ontem, a R$ 513,38/saca e a R$ 461,26/saca, respectivamente, com variações de -0,2% e -1,4%, em relação ao fechamento da semana anterior.



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EMBRAPA: Parcerias aliam investigação científica a desenvolvimento



Visitas a MT discutem aproximação entre Embrapa Pantanal, governo estadual, instituições de pesquisa e setores produtivos









Reuniões, encontros e diálogos marcaram a agenda de visitações realizadas pelo chefe-geral da Embrapa Pantanal, Jorge Lara, e pelo chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia e Negócios da unidade, Thiago Coppola, ao governo, representantes do setor produtivo e instituições de pesquisa de Mato Grosso em fevereiro. O objetivo das ações, de acordo com Jorge, é prospectar demandas e criar uma agenda positiva comum com essas entidades para a região.

“Nós observamos, nesse contexto, uma quantidade de demandas muito grande para a Embrapa Pantanal. Podemos citar como exemplo a avaliação da área de contenção no Mato Grosso, uma zona Peri-pantaneira de uso muito restrito. Há uma discussão relacionada à demarcação dessa região, debatendo se ela realmente deveria ser uma linha reta como é hoje, de 10 km após o Pantanal. Estudos técnicos podem comprovar se há a necessidade da demarcação dessa maneira ou se existe a possibilidade da linha ser recortada em alguns locais, definindo uma maior ou menor distância do bioma”, afirma Lara.

Governo

Este e outros assuntos estiveram em pauta durante a reunião entre o chefe-geral da Embrapa Pantanal e o vice-governador do estado de MT, Carlos Fávaro, que ressalta o papel da unidade de pesquisa pantaneira na determinação de parâmetros que subsidiem a legislação. “Os estudos técnicos podem mostrar que algumas áreas do Pantanal devem ser completamente preservadas. É possível que outros locais permitam a presença da Integração Lavoura-Pecuária (ILP), o plantio de soja e milho, a bovinocultura, a agricultura familiar... A pesquisa vai definir qual a melhor aptidão e nós temos que implementar isso como política pública”, diz Fávaro. “Esses convênios e essa cooperação certamente garantirão o futuro do Pantanal”.

O Secretário de Estado de Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários, Suelme Fernandes, também conversou sobre a aproximação das duas entidades durante a gestão de Lara. “Nesse novo horizonte que se desenha para a diversificação da produção podemos ter – por que não? – no MT um grande produtor de alimentos para o Brasil e para o mundo, que é o grande desafio da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) para o milênio: uma produção com sustentabilidade, diversidade, riqueza e que promova a diminuição das desigualdades regionais”, afirma. “Só podemos chegar ao nível de eficiência atingido pelo grande produtor com muita tecnologia”.

Além de discutir a atuação na área de agricultura familiar, Lara entrou em contato com as secretarias estaduais de Desenvolvimento Econômico e de Meio Ambiente. O chefe-geral conversou, ainda, com o prefeito de Poconé, Atail Amaral, sobre as demandas da comunidade produtora local. “Precisamos mostrar que há condições de associar produção e sustentabilidade. Essa parceria com a Embrapa Pantanal é de fundamental importância nesse sentido”. Paulo Moura, consultor legislativo da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) que também cria cavalos e bois Pantaneiros, completa: “no centro dessas duas linhas se sustenta o nosso bioma. A Embrapa Pantanal traz essa filosofia de buscar um entendimento e o diálogo entre diversas instituições (...). Assim, MS e MT podem buscar juntos aquilo que é importante para a economia, mas também para a conservação do meio ambiente”.

Produção

Em diálogo com o Sindicato Rural de Cuiabá, Lara discutiu a transferência de tecnologias voltadas à produção agropecuária sustentável. Segundo o presidente do Sindicato, Jorge Pires, a cooperação entre as instituições deve abordar a bovinocultura de corte, mas também irá incluir tópicos sobre o plantio de variedades melhoradas e o manejo que previne queimadas sem controle no Pantanal. “Com esse convênio, a gente passa a ter um canal direto de comunicação. Podemos subsidiar a Embrapa Pantanal com demandas e, inclusive, propor soluções”. Normando Corral, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato) - que representa os sindicatos rurais em MT - destaca a importância das parcerias com quem elabora dados técnicos na busca pela sustentabilidade. “A pesquisa e a extensão são fundamentais para chegar onde estamos e para que a gente consiga seguir adiante”, afirma.

O chefe-geral também participou de uma reunião para discutir parcerias com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja). “Os estudos vão abordar o lado da produção, mas também da sustentabilidade”, diz o presidente da instituição, Endrigo Dalcin. “A gente abre as portas, como a Embrapa Pantanal abriu as portas para a nossa Associação”. O produtor rural Paulo Gasparotto, da região de Poconé, afirma concordar com a abordagem global dos estudos técnicos, que investigam como aliar produtividade, conservação ambiental e desenvolvimento social no processo. “Como a Embrapa foi fundamental em muitos dos municípios brasileiros, transformando a vida das pessoas, acho que também o será em Poconé”.

Transferência de tecnologia e pesquisa

O Senar-MT esteve entre as entidades com as quais Lara entrou em contato para conversar sobre ações conjuntas – neste caso, abordando a transferência de tecnologias para os técnicos e multiplicadores de conhecimento. De acordo com o superintendente Otávio Celidonio, a instituição realizou mais de quatro mil eventos na área de formação rural em 2016. “Nós atuamos em várias cadeias como a pecuária de corte, de leite e piscicultura aqui na baixada cuiabana do Pantanal, no estado de forma geral e, basicamente, em todos os municípios do MT. A gente não consegue fazer isso sem a parceria da Embrapa, que é quem de fato forma os nossos técnicos”, afirma.

O chefe-geral conversou, ainda, com representantes de outras instituições que estudam o bioma, como a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o Centro de Pesquisas do Pantanal (CPP), Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal (INPP) e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas (INCT-INAU). Segundo o vice-reitor da UFMT, Evandro Soares, “o estreitamento com a Embrapa Pantanal estimula a pesquisa a buscar um ambiente sustentável e produtivo, mas que respeite a tradição, a cultura, a arte de toda a população que vive na região pantaneira há centenas de anos”. O coordenador científico do INCT-INAU, Wolfgang Junk, afirma que o foco da parceria com a unidade pantaneira de pesquisa da Embrapa é a inovação na área da ciência. “A Embrapa Pantanal trata de aspectos aplicados em gado bovino e pesca, por exemplo. Nós fazemos estudos que podem trazer benefícios adicionais a esses trabalhos. Estamos dispostos a colaborar e a fazer ações em conjunto”.

Discutindo agendas positivas comuns com o governo, setores produtivos e instituições de pesquisa, Jorge Lara afirma que a Embrapa Pantanal se aproxima de cumprir um dos objetivos de sua gestão – fazer com que a unidade atue como um fórum neutro de discussões, no qual diversos temas relacionados ao bioma são debatidos por diferentes setores, utilizando dados técnicos e a legislação brasileira como balizadores dos argumentos. “Talvez seja essa a função da Embrapa na região: promover o desenvolvimento agropecuário através da racionalização das opiniões, sem exageros – seja no uso excessivo do Pantanal, que pode trazer consequências graves para esta e outras regiões do Brasil, seja pela subutilização do bioma, prejudicando produtores que há tanto tempo estão estabelecidos aqui”, diz.

“A experiência da semana passada traz para a Embrapa Pantanal uma oportunidade única que exigirá do nosso centro muito mais eficiência, mais organização, mas assertividade para que possamos trazer os resultados que a expectativa da população do norte nos encaminhou”. Nos próximos meses, Lara e a equipe gestora da Embrapa Pantanal continuarão a atuar junto às instituições de MT para fechar os termos das parcerias discutidas nas reuniões deste mês.





Nicoli Dichoff (MTb 3252/SC) 
Embrapa Pantanal 

Núcleo de Comunicação Organizacional (NCO)
Embrapa Pantanal
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
Corumbá/ MS


terça-feira, fevereiro 07, 2017

Abertas inscrições para II Workshop de Medicina Regenerativa Veterinária na Unesp/Botucatu



De 17 a 19 de março, acontece o II Workshop de Medicina Regenerativa Veterinária, na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Unesp, câmpus de Botucatu. O evento é uma realização do Laboratório de Terapia Regenerativa do Departamento de Cirurgia e Anestesiologia Veterinária da FMVZ.

Voltado para alunos de graduação, pós-graduação, residentes e profissionais da área de ciências biológicas o II Workshop de Medicina Regenerativa Veterinária tem o objetivo de aprimorar a fundamentação teórica, e dessa forma, capacitar os participantes a indicar e aplicar a terapia celular.

Os temas, abordados por profissionais especializados, serão: Condutas para Escolha da Terapia Adequada, Introdução à Medicina Regenerativa, Origens celulares, Aplicações em Pequenos Animais, Grandes Animais e Animais Silvestres, Associação de Terapias, Associação com Fisioterapia Veterinária e muito mais.

Mais informações, programação completa e inscrições pelo site www.fmvz.unesp.br.


FACULDADE DE MEDICINA VETERINÁRIA E ZOOTECNIA - UNESP - CÂMPUS DE BOTUCATU/SP
Assessoria de Imprensa 

terça-feira, janeiro 24, 2017

EMBRAPA: Guandu BRS Mandarim á alternativa de alimentação para bovinos durante estação seca



A Embrapa Pecuária Sudeste apresenta a forrageira Guandu BRS Mandarim durante a Dinapec, que ocorre de 8 a 10 de março, em Campo Grande (MS). Além de ser um opção para recuperação de pastagem degradada quando consorciada com braquiária, tem se observado ganho de peso dos animais no inverno. 


Segundo a agrônoma Lívia Mendes de Castro, da área de Transferência de Tecnologia da Embrapa Pecuária Sudeste, observou-se significativo ganho de peso vivo do gado na estação seca. “No inverno, quando geralmente ocorre queda de peso, os bovinos que se alimentaram do Guandu BRS Mandarim tiveram aumento do peso”, conta.


Enquanto a maior parte do pasto, na época de estiagem de chuva, apresenta qualidade baixa, o guandu permanece verde e suas flores e vagens atraem os animais. 


O guandu é uma tecnologia de baixo custo de implantação, fácil manejo e tem alto potencial para adubação verde, melhorando a fertilidade do solo. Por ser uma leguminosa, fixa Nitrogênio nas raízes. Dessa forma, em sistemas de consórcio com braquiária, o produtor recupera o pasto sem a necessidade de usar adubação nitrogenada. Além disso, auxilia na descompactação do solo, permitindo que o sistema radicular da gramínea consorciada atinja profundidade maior e seja mais resistente à seca.


A persistência do guandu na área é por volta de três anos, sendo necessário novo plantio após esse período. A linhagem BRS Mandarim pode ser plantada em qualquer tipo de solo, por ser resistente a baixa fertilidade. Mas não tolera solos encharcados. 


Para outras informações consulte a Embrapa Pecuária Sudeste pelo site www.embrapa.br/pecuaria-sudeste ou pelo Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC). 


Redação: Gisele Rosso (MTb 3091/PR), jornalista 
Embrapa Pecuária Sudeste, pecuaria-sudeste.imprensa@embrapa.br
 

Núcleo de Comunicação Organizacional - NCO
Embrapa Gado de Corte
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
Campo Grande/MS

Telefone: +55 67 3368-2142 / 2144 / 2203

40º CONGRESSO PAULISTA DE FITOPATOLOGIA



O 40º CONGRESSO PAULISTA DE FITOPATOLOGIA será realizado nos dias 7 a 9 fevereiro de 2017, em Campinas, SP. O evento é uma promoção da Associação Paulista de Fitopatologia – APF e do Instituto Agronômico.

A APF com o apoio das Instituições de Pesquisa e Universidades do Estado de São Paulo promovem esse congresso anualmente e tem por objetivo reunir, além dos fitopatologistas das áreas de ensino e pesquisa, técnicos da extensão rural, estudantes de graduação e pós- graduação, bem como empresas de vários segmentos da cadeia produtiva, ligadas à área de doenças de plantas.

As Comissões, Organizadora e Científica estão trabalhando para oferecer aos participantes, um evento de elevada qualidade científica associado a momentos de confraternização. O 40º CPF contará com a presença de palestrantes nacionais e internacionais que apresentarão temas atuais de grande relevância, visando contemplar todas as áreas da Fitopatologia.

Não perca esta oportunidade de comparecer ao CPFito 2017, de enviar seu trabalho, ampliar seus conhecimentos, rever os amigos, e conhecer o Instituto Agronômico.

Um afetuoso abraço e até breve!

Margarida F. Ito
Presidente do 40º Congresso Paulista de Fitopatologia

Contamos com sua presença.

Saiba mais e faça sua inscrição on-line através do site www.cpfito.net.br

Contato: Elaine Abramides eabramides@terra.com.br
Skype: Infobibos



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