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segunda-feira, dezembro 22, 2014

Ipojuca Pontes: Fidel Castro e o Petrolão







Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Ipojuca Pontes


O velho comunista Fidel Castro – reconhecido urbi et orbi como o Tirano do Caribe – está em todas e em tudo o que não presta. Por exemplo: no escandaloso processo da Operação Lava-Jato, que põe o País de quatro, descobriu-se nos papéis do doleiro Alberto Youssef uma planilha de custos na qual figuram cifras bilionárias alusivas à construção do Porto de Mariel e recursos para ampliação e reforma de aeroportos de Cuba. Ao lado das cifras bilionárias, em dólares e reais, a planilha do operador do Petrolão destaca o valor de uma presumível parcela destinada a propina: R$ 3,6 milhões.


Fidel Castro é um câncer maligno que contamina a América do Sul há mais de meio século. Sua obsessão permanente, segundo quadrilheiros mais íntimos, é ver o Brasil transformado numa Cuba gigantesca, a expandir pela América Latina o comunismo de feição marxista-leninista para afrontar, pela ação integrada da Unasul (conglomerado ultravermelho disposto a qualquer manobra totalitária), o que o velho tirano ainda hoje chama de “imperialismo ianque”.


Embora a mídia amestrada tomada pelas esquerdas tenha silenciado quanto às resoluções tramadas por Fidel para consolidar a curto prazo uma República Popular Soviética na AL, vejamos os fatos. Segundo o noticiário gotejante de sangue do Granma Internacional (“órgano oficial del Comitê Central del Partido Comunista de Cuba”), a vossa presidenta Dilma Rousseff, em recente reunião da Unasul realizada em Quito, Equador, na qualidade de servil porta-voz de Castro, enumerou e aprovou em assembléia cinco propostas prioritárias para imediata execução da cúpula comunistas, a saber:


1) Fim das fronteiras entre os países que compõem a Unasul;

2) Fim dos limites do espaço aéreo brasileiro para aviões (de guerra) dos países “aliados”;

3) Criação da Escola Sul-Americana de Defesa subordinada ao Serviço de inteligência cubano, a famigerada DGI;

4) Criação da Unidade Técnica de Coordenação (para programação das urnas eletrônicas, a exemplo do que foi feito no Brasil nas últimas eleições por empresas administradas por Cuba e Venezuela);

5) Criação de bolsas de estudos versadas em marxismo-leninismo para a catequização de jovens dos países da Unasul.


No plano interno, que circunscreve o espaço do território tupiniquim, o programa proposto por Castro e o seu Foro de São Paulo foi tornado público em meados de outubro em reunião da cúpula do corrupto PT, cujas principais resoluções, já em marcha, são as seguintes:


a) “Democratização da comunicação” com a articulação de uma Lei da Mídia Democrática (objetivando, na prática, impor a Lei da Mordaça e o maior controle da imprensa burguesa);

b) Rearticulação da Política Nacional de Participação Social para implantação da democracia direta e participativa (a partir da ação financiada da militância partidária, movimentos e redes sociais, sindicatos, intelectuais engajados, artistas, ongs e “forças progressistas” em geral para se estabelecer em definitivo a hegemonia do PT sobre o governo e a sociedade – ou seja, a ditadura vermelha);

c) Desmilitarização das polícias militares, com o objetivo de tornar inoperantes as forças de seguranças capazes de enfrentar o “punch” comunista;

d) Controle absoluto das estatais e instituições financeiras que administram a economia brasileira, entre os quais o Banco Central, o BNDES o Banco do Brasil;

e) Promoção da revolução cultural e o consequente fomento da luta de classes (com a ampliação ilimitada de recursos destinados às áreas controladas da educação, da cultura e do esporte para formação e manutenção de “quadros qualitativos” e o aprofundamento da propaganda ideológica vermelha).


Enquanto aperta o cerco no Brasil e América do Sul, em Cuba, Castro, além de prender e espancar adoidado, cultiva uma nova forma de repressão: ele (seus esbirros) sequestra as dissidentes Damas de Branco nas portas das igrejas, tomando suas roupas, bolsas e dinheiro. Em seguida, as leva para áreas desertas a centenas de quilômetros, tornando dolorosa e demorada a volta de cada uma delas aos tugúrios em que vegetam.


Pergunta-se: e os direitos humanos?



Ipojuca Pontes, ex-secretário nacional da Cultura, é cineasta, destacado documentarista do cinema nacional, jornalista, escritor, cronista e um dos grandes pensadores brasileiros de todos os tempos.

PT vai aumentar o aparelhamento do Estado e acabar com o pouco que resta de eficiência no Serviço Público



Para completar o aparelhamento do Estado, o stalinista Rui Falcão, presidente do Partido Totalitário, está fazendo um mapa dos cargos federais nos Estados. O objetivo é aboletar militantes nessas "boquinhas". Como os petistas, em geral, não conseguem ser aprovados em concursos públicos rigorosos (universidades à parte), o jeito é entrar pela janela. É o que eles têm feito nos últimos 12 anos - para desgraça do país, vítima dos incompetentes:


Conformado com a perda de espaço no ministério do segundo governo Dilma Rousseff, o PT prepara um avanço sobre os cargos de confiança do governo federal nos Estados e em grandes municípios como forma de reverter pelo menos em parte o prejuízo. A ideia é fazer uma espécie de “recall” dos cerca de 15 mil postos federais fora de Brasília identificando indicações "politicamente obsoletas" e ocupando os espaços. 


“Estamos fazendo um mapa dos cargos federais nos Estados para saber quem é quem, quem indicou, qual a avaliação que a gente tem disso, e fazer uma proposta (de nomes à presidente)”, disse o presidente nacional do PT, Rui Falcão.

A última vez que o partido mapeou os cargos federais espalhados pelo Brasil foi em 2003, quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu o Planalto. Na época, o encarregado do inventário foi o então secretário nacional de Organização do PT, Sílvio Pereira, que chegou a ter uma sala para trabalhar no Palácio do Planalto.

Dois anos depois, no auge do escândalo do mensalão, Silvinho, como é conhecido, pediu desfiliação do PT sob acusação de ter ganho um Land Rover de presente de uma empreiteira que tinha negócios com o governo federal. O ex-dirigente petista agia sob o comando do então ministro da Casa Civil José Dirceu, que cumpre prisão domiciliar pela condenação no mensalão. 

Desta vez, o PT optou por um caminho diferente. Em vez de fazer o levantamento a partir de Brasília, a Secretaria Nacional de Organização do partido foi incumbida de elaborar um mapeamento minucioso, Estado por Estado, com base em informações repassadas pelos diretórios regionais da sigla. 

Indicações ‘caducas’. O objetivo é identificar as vagas cujas indicações “caducaram” politicamente, seja porque os padrinhos perderam prestígio, seja em função do realinhamento de partidos que apoiaram o governo Lula e hoje fazem oposição à gestão Dilma Rousseff. 

“A ideia é melhorar a representatividade. Às vezes, tem gente lá que não representa mais as forças que compõem a base do governo”, disse o atual secretário nacional de Organização do PT, Florisvaldo Souza.

Segundo ele, existe ainda uma terceira categoria de ocupantes destes postos federais que são os técnicos de carreira alçados a postos de confiança automaticamente depois que os indicados políticos deixaram as vagas. Eles também estão na mira do PT.

“Tem lugares em que a pessoa indicada saiu e acabou ficando algum técnico de carreira, sem qualquer compromisso político”, disse o dirigente petista. 

Baixo clero. Segundo fontes do partido, os principais objetivos do levantamento são acomodar o chamado baixo clero petista e manter uma margem de manobra para negociar a composição da base de apoio ao segundo mandato de Dilma na Câmara.

Entre os alvos estão indicações feitas pelo PSB, hoje na oposição, que sobreviveram ao desembarque do partido do governo, em 2013, apadrinhados por ex-senadores e ex-governadores hoje aposentados - a exemplo de José Sarney (PMDB) - e até petistas que perderam o poder ou se envolveram em escândalos. 

Novo Congresso. Embora Dilma tente contemplar todos os partidos aliados na montagem do governo com cargos no primeiro e segundo escalões, o PT não tem segurança sobre como será o comportamento do Congresso com a pulverização de parlamentares nos 28 partidos, seis deles representados na Câmara pela primeira vez. Segundo petistas, o fenômeno só poderá ser compreendido depois do início da nova legislatura e os cargos de confiança nos Estados podem ser usados para negociações com parlamentares no varejo. 

De acordo com o Boletim Estatístico de Pessoal do Ministério do Planejamento, existem quase 23 mil cargos de confiança em todo o governo federal. Os salários vão de R$ 2,1 mil a R$ 12,9 mil. O ministério não soube informar quantos destes cargos estão fora da capital federal, mas o PT estima em dois terços desse contingente.

Cerca de 75% das vagas, no entanto, são reservadas a funcionários de carreira, sobrando pouco menos de 6 mil postos em todo o País para livre nomeação (mais informações no texto abaixo). Os números não levam em conta cargos em estatais e autarquias, que também estão na mira do PT. De acordo com o secretário de Organização, o partido ainda não tem um número fechado.

Apesar de reivindicar a prioridade para preencher estes postos, o PT toma cuidados para não pisar nos calos de aliados no Congresso e, principalmente, dos governadores - parte importante do modelo de governabilidade do segundo mandato. (Estadão).

domingo, dezembro 21, 2014

PATRIA GRANDE: Cidadania Sul Americana, o golpe do PT na democracia brasileira


Los mandatarios de Argentina, Bolivia, Brasil, Colombia, Ecuador, Paraguay, Surinam y Venezuela inauguraron la sede del bloque



Estão concluindo a criação de um imenso blocão socialista na América do Sul, e estão fazendo os últimos preparativos para a consolidação da Cidadania Sul Americana - La Pátria Grande.

Vejam isso aqui, que absurdo!


Se acabarem com os países, acabarão com o direito de asilo político.

Pois num governo único, sem fronteiras, não haverá para onde fugir, caso alguém ou algum grupo discorde do regime em vigor.

Aqueles que forem contra serão perseguidos em todo o território sul americano, pois as forças armadas estarão todas integradas e todas as polícias também estarão.

Não haverá para onde correr.

Será uma ditadura feroz, ao estilo soviético.

Essa é a Nova Ordem Mundial.





Unasur aprobó el concepto de ciudadanía suramericana


Mandatarios quieren garantizar la libre movilidad de 400 millones de personas


QUITO
AP / EFE 6 DE DICIEMBRE 2014 - 12:01 AM


Los presidentes de los países de la Unión de Naciones Suramericanas destacaron la necesidad de profundizar la integración regional en el acto con el que culminó la cumbre del bloque, convocada para inaugurar su sede. “Este el compromiso con la historia que debemos cumplir, no tenemos derecho a fallar. Estamos urgidos de unidad e integración”, afirmó el mandatario de Ecuador, Rafael Correa, en su discurso.

“Concretamos los sueños de nuestros libertadores, que dieron todo de si por ver a nuestra América mestiza libre y unida. Consolidar la integración no es solo un sueño es una necesidad imperiosa”, agregó Correa, anfitrión de la reunión.

Su homóloga de Argentina, Cristina Fernández, aseguró que la nueva sede de la Unasur —que lleva el nombre de su fallecido esposo, Néstor Kirchner, primer secretario general del bloque— es más que un edificio.

“Representa la historia de nuestros pueblos, sufrientes desde la emancipación hace 200 años, y de esta segunda batalla que damos en este siglo XXI por la independencia económica y la reconstrucción cultural de nuestras naciones”, agregó Fernández.

Al acto también asistieron los mandatarios de Bolivia, Evo Morales; Brasil, Dilma Rousseff; Colombia, Juan Manuel Santos; Paraguay, Horacio Cartes; Surinam, Desi Bouterse; y Venezuela, Nicolás Maduro.

El presidente de Uruguay, José Mujica, no participó en las actividades en Quito por razones de salud, pero estuvo presente en la cita del jueves en Guayaquil, donde Surinam cedió a su país la presidencia temporal de Unasur.

Ciudadanía común. Entre los acuerdos logrados destacó la aprobación del concepto de ciudadanía suramericana, que permitirá la eliminación de las barreras para la libre circulación de personas, aseguró Ernesto Samper, secretario general del bloque.

Samper precisó que el objetivo es que los habitantes de los 12 países puedan circular, estudiar y trabajar en cualquier otra nación, pero aclaró que todavía no se ha fijado un plazo para que esto suceda.

“Garantizar la libre movilidad de 400 millones de suramericanos por la región, el derecho al trabajo, la homologación de títulos universitarios y la protección jurídica es mi sueño. Deseo llegar a un aeropuerto y escuchar solo ciudadanos suramericanos por esta ventanilla”, dijo.

La Unasur también discutió planes como un banco y un fondo de reservas regionales, un sistema de compensación para minimizar el uso del dólar en las transacciones entre los socios y un centro de arbitraje suramericano.

Correa planteó a sus homólogos un cambio de los estatutos para que las decisiones se tomen por mayoría calificada en vez de por consenso, como sucede actualmente, y se pueda avanzar más rápido.

El ombligo del mundo. La nueva sede de Unasur está en medio de paisajes desérticos en San Antonio de Pichincha, población que está ubicada a 12 kilómetros al norte de Quito y conocida por el monumento a la mitad del mundo.

El edificio de 19.500 metros cuadrados, cuya construcción costó 43,5 millones de dólares a Ecuador, alberga una obra que simboliza el paralelo cero y una estatua de Kirchner.

Fernández agradeció que Unasur haya dado el nombre de su esposo al edificio. “Resulta casi una paradoja. Él, que nunca le gustaba estar en el medio en política porque decía que solo los tibios están en el medio, ha terminado en el centro del mundo”.

LA CIFRA
16 vehículos —12 carros, 3 furgonetas, 2 ambulancias y una patrulla policial— formaban la caravana que trasladó al presidente Nicolás Maduro hasta la sede de Unasur, según el diario El Comercio de Ecuador. Fue la segunda más grande entre los mandatarios que acudieron a la cumbre.

Fonte: El Nacional

sexta-feira, dezembro 19, 2014

Ossami Sakamori: Dilma, lágrima de crocodilo!



Presidente Dilma Rousseff foi diplomada, ontem, no TSE como presidente da República. No noticiário divulgado nas redes de televisão, mostrou Dilma fragilizada. No meio de tantas denúncias sobre a Petrobras e instauração de processos penais contra integrantes dos diretores da Companhia resultado da Operação Lava Jato e o rastro da investigação chegando ao seu nome, imagino que o seu nervo esteja à flor da pele.


O discurso lido no teleprompter, certamente, preparado pelo marqueteiro João Santana, Dilma afirmou que Brasil e Petrobras são maiores que qualquer crise. Disse também com dose de emoção de que terá que fechar todas as portas para a corrupção. Disse ainda que deve punir as pessoas, não destruir as empresas. Foi discurso elaborado pelo marqueteiro João Saldanha para o povo escutar.


O Estadão de hoje traz notícia de que na relação de denunciados pelo Paulo Roberto Costa conta consta nome do ex-chefe da Casa Civil Antonio Palocci e 27 outros políticos, sendo 10 nomes do PP, 8 do PT, 1 do PSB e 1 do PSDB. Os nomes do PSB e do PSDB já divulgados anteriormente, é do Eduardo Campos e do Sérgio Guerra, respectivamente. Curiosamente, ambos nomes da oposição não tem como fazer suas defesas porque faleceram recentemente.


Se a Dilma pode enganar o povo culpando os outros pela corrupção que ocorreu na Petrobras, não engana a este blogueiro e os leitores deste. Nem tão pouco vai enganar o SEC e Departamento da Justiça americana. A verdade aparecerá, inexoravelmente. 


Dilma Rousseff é chefe da corrupção na Petrobras. Desde 2003 Dilma foi e é responsável direta ou indiretamente pela administração da Petrobras, não respondendo apenas atos praticados entre abril e dezembro de 2010, quando ela se afastou da presidência do Conselho de Administração para se candidatar ao cargo de presidente da República. Dilma foi ministra de Minas e Energia e chefe da Casa Civil do governo Lula. Dilma foi presidente do Conselho de Administração que autorizou a compra superfaturada da refinaria do Pasadena, já apontado pelo TCU e CGU.


Dilma culpa os diretores da Petrobras e dos políticos que davam e dão sustentação ao governo na sua primeira gestão como presidente da República pelos malfeitos. Todos os diretores da Petrobras envolvidos passou pelo crivo da Dilma como ministra de Minas e Energia ou como chefe da Casa Civil do governo Lula para serem nomeados. Todos os nomes envolvidos, Antonio Palocci e 27 outros políticos denunciados pela Operação Lava jato deram sustentação ao primeiro mandato entre 2011 e 2014.


A realidade é que uma "facção criminosa" tomou conta do Palácio do Planalto para ladroagem do dinheiro público nos diversos órgãos públicos e empresas estatais, entre os quais a Petrobras. Dilma é responsável direta ou indiretamente com a ladroagem que ela abominou em discurso da diplomação. Isto faz parte da manobra, já conhecida, aplicada pelo seu antecessor Luís Inácio Lula da Silva, a de negar até debaixo d'água de que "não sabia de nada".


A estratégia da Dilma, orientada por seu antecessor Lula e pelo marqueteiro João Saldanha, de se excluir da responsabilidade das ladroagens não pega mais. Se o Judiciário brasileiro não incluir Dilma na condição de réu, certamente o Departamento de Justiça americana a condenará como responsável pela corrupção. Não adianta, Dilma fazer fita na televisão com vozes embargadas pregando prisão para os corruptos e corruptores. 


Todos os rastros da ladroagem leva à porta do Palácio do Planalto. Os ratos que estão mendigando os ministérios, os parlamentares da base aliada, vão abandoná-la no primeiro momento quando verem os seus nomes denunciados no STF. A saída para nós vai ser o pedido de "impeachment" no decorrer do ano de 2015, conforme o andamento dos processos da Operação Lava Jato. A situação política da Dilma é insustentável.




Dilma, lágrima de crocodilo! Eu, éin?


quinta-feira, dezembro 18, 2014

GUILHERME FIUZA: O Brasil tem quatro anos para virar a Argentina



Por GUILHERME FIUZA na REVISTA ÉPOCA


Uma grande empreiteira pagou R$ 886 mil a uma empresa de José Dirceu e obteve, em seguida, um contrato com a Petrobras no valor de R$ 4,7 bilhões, para realização de serviços na Refinaria Abreu e Lima. Para quem não lembra, essa é a famosa obra que multiplicou seu valor original pelo menos três vezes e passou dos R$ 40 bilhões. A reportagem de ÉPOCA que mostra a triangulação camuflada sob uma "consultoria" de Dirceu ajuda a entender por que essa refinaria ficou 200% mais cara que ela mesma. Há um outro sócio fundamental dessa transação: o eleitor de Dilma Rousseff.

Essa triangulação, descoberta pela Polícia Federal na blitz conhecida como "Dia do Juízo Final", se deu entre 2010 e 2011. Exatamente quando Dilma ascendia à Presidência. E Dirceu já era réu no processo do mensalão. As cartas já estavam na mesa, e os anos seguintes apenas as revelaram: Dirceu condenado, e o petrolão descoberto. Quando foi às urnas em outubro passado, o eleitor brasileiro já sabia de tudo: que cardeais petistas haviam plantado uma diretoria na Petrobras para roubar a empresa em benefício da sustentação de seu projeto de poder. Exatamente a mesma tecnologia do mensalão, também tramado de dentro do Palácio do Planalto. Quem votou pela reeleição de Dilma, mesmo que alegue esquerdismo, progressismo, coitadismo ou cinismo, é sócio político do esquema.

A pergunta é: o que será do Brasil nos próximos quatro anos? Algumas vozes respeitáveis têm oferecido um ombro amigo ao governo popular - não para que ele chore suas lágrimas de crocodilo, mas para que não caia de podre. É a tese de que o impeachment é pior para o país do que carregar por quatro anos um governo na UTI. Tudo bem. Só falta combinar com os russos. O segundo mandato de Dilma Rousseff nascerá desmoralizado no país e no exterior. Nesse cenário, como investir no Brasil? Como respeitar as instituições? Como concordar e se submeter às regras do jogo, se o juiz se vendeu na cara de todo mundo?

O mais ortodoxo dos contribuintes, aquele que jamais cogitou sonegar impostos, está revoltado com cada centavo que paga ao Fisco. Caiu a máscara social do PT - e agora todos já sabem que a trilionária arrecadação da União está a serviço de uma indústria de privatização da política. Daí os níveis de investimentos irrisórios, a estagnação da infraestrutura, o desperdício de uma década de bons ventos econômicos sem avançar um milímetro nos sistemas de saúde e educação - enquanto o sistema de corrupção cresceu admiravelmente (o mensalão é troco diante do petrolão), e o bom pagador de impostos não tem mais dúvidas: estão me fazendo de otário.

Traduzindo: o contrato republicano foi rasgado. Se o brasileiro não fosse essa doçura, o primeiro governista que falasse na volta da CPMF seria crucificado em praça pública. Por meio de um dublê de bobo da corte e ministro da Fazenda, o governo assegurou que estava tudo bem com as contas públicas - até avisar, passada a eleição, que daria o golpe na Lei de Responsabilidade Fiscal. A tropa companheira marchou sobre o Congresso e incinerou, ao vivo, o principal compromisso com a saúde financeira nacional. E isso aí: torramos o dinheiro do contribuinte e mudaremos a meta na marra, para legalizar o rombo.

O projeto parasitário do PT está empobrecendo democraticamente ricos e pobres. E sempre indesejável a metáfora do câncer, mas não há descrição mais precisa dessa autópsia: um projeto de poder que plantou células degenerativas a cada movimento no organismo estatal. Como será o embate do respeitável Joaquim Levy com toda a teia de artifícios montada para gerar a famosa contabilidade criativa? Haja quimioterapia.

Seria até esperançoso imaginar que, agora, haverá 100% de esforço e sacrifício em prol do tratamento rigoroso. Só que não... O ponto a que chegou o plano petista não tem volta. A única chance de Dilma, Lula & Cia. é ajeitar as aparências e dobrar a aposta. Do contrário, a mitologia acaba e, aí sim, todos eles pagarão muito caro pelo que fizeram ao Brasil.

Ou o país leva às últimas consequências a investigação do petrolão - se for séria, ela levará a uma inevitável faxina no Palácio - ou pode ir fazendo as malas para a Argentina.

MERVAL PEREIRA: Petrolāo repete mensalão



Por Merval Pereira em O GLOBO - 18/12

A estratégia de reagir a uma crise com a proposta de convocação de uma Assembleia Constituinte para a reforma política ou de um plebiscito, e até mesmo a frase "não deixar pedra sobre pedra" na apuração de um escândalo, muito usada pela presidente Dilma na campanha deste ano, fazem parte de um roteiro previamente organizado a partir do escândalo do mensalão por Bernardo Kucinski, escritor premiado e jornalista tarimbado, que teve papel central no primeiro governo Lula criando uma correspondência diária com o presidente por meio da análise do noticiário dos jornais que enviava logo pela manhã, por volta das 8h.

Lula, que confessou que não lia jornais para não ficar com azia, lia aquelas cartas, que ele chamava de "ácidas", e também criticava. Certa vez, na campanha de 1989, Lula disse que Kucinski era tão ácido que, se passasse uma toalha no seu suor e depois espremesse, dava para tirar vinagre.

Mas a confiança no autor, apesar de alguns mal-entendidos, transformou as cartas em instrumento importante de ação presidencial, mesmo que, com a eleição de Lula em 2003, elas tenham passado a se chamar Cartas Críticas, com cuidados para, na definição do autor, "alertar o presidente, sim, aborrecer o presidente, não". Mas sem abdicar de sua função crítica.

Pois quando estourou a crise do mensalão, em 2005, foi de Kucinski que partiram as sugestões de levar ao debate público questões como a reforma política. Escreveu ele em 9 de junho de 2005: "Há uma convicção crescente entre juristas e analistas políticos de que a raiz do problema da corrupção política está no sistema político. Nesse sentido, outra iniciativa ousada do governo seria a de propor uma reforma política já. Talvez isso ajude a levar o problema para um plano superior e genérico".

Em outra ocasião, diante do fato de que a crise do mensalão crescia, ele sugere a Lula: "Só resta ao presidente aprofundar a linha de conduta de 'não deixar pedra sobre pedra' no combate à corrupção e, se preciso, 'cortar na própria carne' ".

De outra feita, ele diz que "em caso extremo, o governo poderia encampar a proposta de convocação de uma Assembleia Constituinte (...), a razão seria a perda de legitimidade do atual Congresso por causa do mensalão".

Essas cartas estão agora selecionadas em um livro, "Cartas a Lula", em que, divididas por temas, aparecem abordando os principais episódios do primeiro governo, desde o Fome Zero e o Bolsa Família até a transposição do Rio São Francisco, que Kucinski considera um projeto mal aproveitado pelo governo, que não organizou sua narrativa para que tivesse condições de mostrar sua importância para a região.

As cartas fizeram análises de macroeconomia e do cenário internacional, que eram muito utilizadas por Lula em suas viagens. E analisavam detidamente as reações dos principais jornais e revistas em relação a decisões do governo, buscando explicações para comentários de alguns jornalistas ou editoriais. Não há em nenhum momento, nas cartas selecionadas no livro, juízos de valor sobre este ou aquele comentário deste ou daquele jornalista, como se Kucinski estivesse preocupado também em não alimentar o antagonismo entre a chamada mídia e o governo.

Em muitos casos, como no da expulsão do correspondente do "New York Times" no Brasil, Larry Rohter, que fez uma grande reportagem acusando Lula de ser um alcoólatra, Kucinski procura as razões da reportagem muito menos no seu autor do que na política do próprio jornal, que considera representante do establishment americano. É disso que se trata, escreveu Kucinski; Lula tornou-se alvo do Império, e isso deveria deixá-lo orgulhoso. Kucinski se utiliza até mesmo do filósofo americano Noam Chomsky para basear sua opinião de que a reportagem do "New York Times" representava o reconhecimento do governo dos Estados Unidos de que Lula era um líder que precisava ser combatido.

Pelas reações do próprio Lula na ocasião e da presidente Dilma durante a crise de 2013, quando as manifestações populares surpreenderam o governo, e até mesmo na recente campanha presidencial, os conselhos de Kucinski continuam sendo seguidos no Palácio do Planalto, eventualmente adaptados às novas circunstâncias pelo marqueteiro João Santana, também ele originalmente jornalista.

Felipe Moura Brasil: Inspirado em texto deste blog, Bolsonaro protocola PDL contra ‘censura na internet escudada na falácia do crime de ódio’





Recebi na quarta-feira (17) a seguinte mensagem do deputado federal Jair Messias Bolsonaro (PP-RJ) em referência ao meu post “Software do governo contra crimes de ódio na internet é arma de propaganda e censura“:

“Prezado Felipe, inspirado nesta sua matéria protocolei hoje o Projeto de Decreto Legislativo 1662/2014, que visa sustar os efeitos da Portaria Interministerial de 2 de novembro de 2014 que instituiu a censura na internet escudada na falácia do CRIME DE ÓDIO.

Vejo sim. Bom saber. A oposição, de fato, tem de impedir esse abuso cínico de um governo que – ele próprio – paga militantes virtuais para atacar seus adversários na internet. Na campanha eleitoral, eram pelo menos 2 mil MAVs atuantes, recebendo 2 mil reais cada um. Pelo menos mil continuam em ação e não há motivo algum para crer que eles entrarão no radar do software.

Investigar crime é função da polícia. A função do governo é não cometê-lo, o que tem sido bem difícil para o de Dilma Rousseff, como mostram o Petrolão, a LDO e companhia.

Falei com Bolsonaro para confirmar sua mensagem. O deputado me disse:

“Eu entendo que os agentes do governo vão começar a fazer uma caça na internet. Botam uma palavra-chave como ‘Maria do Rosário’ e vão atrás de quem interessar a eles pegarem.”

Como até o anúncio do lançamento jé embutia a associação de um crime de ódio a seu nome, Bolsonaro não tem dúvidas de que será um dos alvos favoritos do PT.

“Eu só tenho espaço na mídia por causa da internet. Sem a internet, eu estou ferrado”, disse ele, embora mencionando o espaço que conseguiu hoje na Folha para o seu artigo “O grito dos canalhas“, publicado dois dias após o presidente do PT, Rui Falcão (“logo quem!”), o “esculachar” no artigo “O silêncio que leva à barbárie“.

A comparação entre os dois textos é mais uma prova do quão absurdo é igualar Bolsonaro a um petista. Ignorando solenemente a injúria inicial de Rosário, o mesmo Falcão que espalha MAVs pelas redes e preside um partido envolvido nos maiores escândalos de corrupção da história do país afirma que:

- “A sociedade brasileira não pode se calar diante da disseminação do ódio”;
- o deputado “incitou ao estupro”;
- “trata-se de defender o crime e a barbárie”;
- “disparou covardemente ameaças e ofensas contra a deputada”;
- “atacou a honra da presidenta da República”;
- “achincalhou direitos humanos universais mais uma vez”;
- “pediu o fuzilamento do então presidente Fernando Henrique Cardoso”;
- “discrimina, induz e incita a discriminação étnica, racial e de gênero”;
- “ameaça veladamente a deputada, incorre em crime e atenta diretamente contra a humanidade”;
- “A gravidade do episódio caracteriza uma situação de perseguição, discriminação odiosa”;
- “É preciso responsabilizar Bolsonaro criminalmente”.

Falcão diz tudo isso, obviamente, com a mesma afetação de bom-mocismo e indignação que ensina aos MAVs, ou seja: aquela que aponta “Olha isso! Olha isso! Que absurdo!”, sem analisar o contexto, o conteúdo efetivo das palavras e por que elas merecem cada uma das acusações disparadas contra seu autor.

De quebra, ainda atribui a “chaga social” dos “mais de 50 mil estupros” registrados no país, “número estarrecedor, mas subestimado, segundo as autoridades”, a “posturas intolerantes, machistas e criminosas de trogloditas”, e não ao seu partido que está há 12 anos no poder literalmente elevando as taxas nacionais de criminalidade, enquanto Bolsonaro luta por penas mais severas para bandidos e estupradores, bem como pela redução da maioridade penal. Mas a culpa é do PT, ele coloca em quem quiser. O ódio é do PT, ele caça quem quiser.

Já demonstrei numerosas vezes neste blog que crimes de estupro nada têm a ver com frases ditas pelos adversários do partido, mas o leitor pode ver a matéria da VEJA.com “Por dentro da mente de um estuprador” se quiser um resumo sobre os diversos perfis desses criminosos que “desprezam a condição humana das vítimas, são capazes de recorrer à violência extrema e sempre voltam a atacar – sem remorsos”. Destaque para o trecho: “estupradores, depois de algum tempo presos, voltam para as ruas e cometem outros abusos. A saída não está, portanto, em práticas ou políticas de tratamento, mas na eficácia das investigações, nas estatísticas criminais e na segurança pública – todas deficientes na maior parte do país.” Pois é.

E o que fez Bolsonaro em seu artigo?

Contextualizou o episódio com Rosário, alegou que o chamam de homofóbico e racista por ser contra o “kit gay” e as cotas, mostrou que o caso “Preta Gil” foi arquivado porque o CQC informou não possuir mais a fita “bruta” do programa, e apontou os verdadeiros motivos pelos quais o PT se incomoda com ele, como a revelação dos crimes de ícones esquerdistas como Carlos Lamarca e dos grupos terroristas de Dilma Rousseff, além de um projeto de nova (ou melhor: verdadeira) Comissão da Verdade para apurar os crimes da esquerda na época da luta armada. Pode-se discordar de determinadas opiniões do deputado, e não resta dúvida de que suas reações intempestivas revelam uma falta de domínio do idioma que dá margem a distorções e ilações, como ele próprio admite, mas não se pode negar que Bolsonaro se atém muito mais aos fatos que Falcão, Rosário, Jandira Feghali e companhia.

Ele ainda falou ao blog sobre o projeto do deputado Carlos Zarattini, do PT de São Paulo, para abrir as urnas a estrangeiros que vivem no Brasil, sendo ou não naturalizados, conforme exposto no meu artigo “Como o PT quer garantir o poder com a Unasul, fachada do Foro de São Paulo, por meio de mais ‘exércitos’ e ‘eleitores’“. Bolsonaro fez uma analogia com as tentativas do presidente Obama de atrair o eleitorado hispânico, inclusive com o fim do embargo americano à ilha dos irmãos Castro, e declarou:

“Eu sou contra esse projeto. Em estados como o Acre, daqui a pouco são os haitianos que vão decidir as eleições. E ainda querem distribuir não sei quantos Bolsa-Família aos estrangeiros em São Paulo. Daqui a pouco São Paulo também vai ter esses xis por cento de eleitores nas mãos do PT.”

É isso aí. Será que o software do governo já detectou este post?

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