AgroBrasil - @gricultura Brasileira Online

+ LIDAS NA SEMANA

quarta-feira, outubro 08, 2014

ALMIRANTE LUIZ SÉRGIO SILVEIRA COSTA: Carta Aberta ao Aécio




Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Luiz Sérgio Silveira Costa


Prezado Aécio: Meus prolfaças pela reação e passagem ao 2º turno, e, agora, carregar nossas reais esperanças de mudança, especialmente institucionais, republicanas, democráticas, econômicas, éticas e morais.


Repare as continuadas canalhices das falas da Dilma, como no seu pronunciamento após a vitória no 1º turno, e deixe de lado essa lhaneza e jogue duro. Seja incisivo, assertivo, direto e contundente, como fez com Luciana Genro no último debate, o que ajudou muito na sua reação. Marina murchou por, como disse, “preferir sofrer a causar sofrimento”... Não seja politicamente correto, como a sua fala após a entrada no 2º turno, e não permita que o PT o desconstrua como fez com Marina: ataque antes, e tenha a audácia dos canalhas, pois está lidando com eles! Lembra-se de Collor, desconstruindo Lula com a sua filha Lurian. Não é jogo para principiantes!


Já que Dilma vai apelar para o terrorismo verbal e estimular o medo, data vênia, acrescente o seguinte às suas falas, sempre que aparecer a oportunidade:


- Dilma, você recebeu uma herança bendita, e está entregando uma herança maldita; recebeu o governo com razoáveis índices econômicos e o está entregando com péssimos índices econômicos, especialmente com baixíssimo crescimento e altíssima inflação. Nenhum país da América Latina teve, no ano, crescimento menor do que o Brasil. Foi o pior governo, nunca antes na história deste país! Você merece o Prêmio Nobel de Economia multiplicado por menos um!

- Você está, ao estilo dos canalhas que não têm princípios, só fins, acusando os outros de que vão acabar com a bolsa-família, mas você é que vai acabar com ela, pois, gastando mais do que arrecada, breve não haverá, ao fim do mês, dinheiro depositado nas contas dos bolsistas e aposentados. Você diz que o índice de desemprego é baixo e que a bolsa família contempla 56 milhões de pessoas, o que demonstra, na verdade, que o índice de desemprego no Brasil é recorde mundial! 

- Você nos acusa de querer privatizar a Petrobras, mas ela já foi privatizada pelo PT, haja vista a roubalheira e dilapidação da Cia pelo partido. Os Correios também foram privatizados pelo PT, ao distribuir e não ser ressarcido pela entrega de propaganda do PT, o que não fez com o PSDB...

- Você sabe por que nenhum centavo foi desviado da Vale do Rio Doce? Porque ela foi privatizada, e está longe das mãos sujas – uma com um dedo a menos - do PT.

- Você fala mal das privatizações, mas seu governo privatizou rodovias, portos e aeroportos. Além disso, a privatização da telefonia, que nós do PSDB fizemos, permitiu a atual e avassaladora rapidez das telecomunicações e que os pobres, sobretudo artífices, tivessem comunicação imediata com os que procuram seus serviços.

- Onde estão o trem-bala e as centenas de creches que prometeu criar? Você não sabe onde estão, pois não existem, mas sabe que o seu PT gastou 336 milhões de reais na construção do navio João Candido, que Lula disse que seria a ressurreição da indústria naval brasileira, e que, pronto, não navega, pois pode afundar!!;

- Você não consegue citar de cor, sem esse almanaque que a acompanha, todos os seus ministérios e secretarias, muito menos os nomes dos ministros e secretários.

- Você e seu partido foram contra tudo de bom que o País conquistou, como a Constituição de 88, o Plano Real, a Lei de Responsabilidade Fiscal, numa absurda irresponsabilidade com os destinos do povo brasileiro. E logo contra o Plano Real, uma das mais eficazes medidas de inclusão social que já foi criada no País!.

- Lula, em oito anos de governo, com a coalizão de partidos que o apoiava no Congresso, e ventos benfazejos da economia internacional, inclusive com preços especiais de nossas commodities, não fez as reformas de que tanto precisamos para destravar o País e promover o seu desenvolvimento. E que o controle da inflação e o aumento real do salário-mínimo foi muito maior no governo FHC do que no seu governo.

- O mensalão petista, que culminou com a prisão de vários de seus membros, não foi um simples caso de corrupção; foi uma extremamente audaciosa tentativa de revolução ditatorial, sem tanques e canhões, de dominar o Congresso e submetê-lo às conveniências do partido. Com a caneta na mão para indicar os ministros do STF, estaria, pois, consolidado o domínio autocrático do País pelo PT.

- A prova de que o PT não tem um Projeto de país, mas de poder, são as estrelas do PT, que Lula usou na sua lapela, na sua primeira aparição como presidente, e a audaciosamente plantada nos jardins do palácio presidencial!

- Não é à toa que o Brasil, esse gigante pela própria natureza, tenha sido chamado de anão diplomático, pelo apequenamento da política externa, ao se aliar a paises e ditadores que nada tem a nos interessar. A sua vergonhosa fala na ONU, propondo diálogo com assassinos, degoladores e estupradores foi o coroamento dessa vergonha, e reafirmação, perante o mundo, de que você, Dilma, e Lula são os responsáveis por esse vergonhoso nanismo do Brasil!

- O PT acusa os não petistas de “fascistas”, mas o episódio do Banco Santander mostrou que fascistas são vocês, ao imporem, ao fraco presidente do banco, a demissão dos analistas que fizeram rotineiro documento sobre investimentos tendo em vista a situação financeira do Brasil. Afinal, quem é que é fascista?

- Explique por que o Brasil, nos governos petistas, emprestou a fundo perdido, em processos secretos, à revelia do Congresso Nacional, bilhões de reais para obras em Cuba, Venezuela, Bolívia, Equador e Nicarágua, e perdoou dividas de ditadores africanos, que poderiam ter sido investidos por aqui, nas nossas imensas carências na saúde e educação.

- O PT vive falando em direitos humanos, mas contratou médicos cubanos que vivem confinados, não têm passaporte e nem visto, não podem trazer as suas famílias e o salário é pago ao governo de Cuba. Onde estão seus diretos humanos? E mais: depois de 10 anos de governo, os petistas descobriram que o Brasil precisava de médicos, justamente a dois anos das eleições de 2014, ou seja, não foi um Plano de Saúde, mas um plano eleitoreiro!! E a solução é simples: é só pagar decentemente aos médicos e dar-lhes adequadas condições de trabalho.

- O povo mostrou, claramente, somados os votos da oposição, que quer mudar, que quer se ver livre de vocês, pois a oposição venceu por 54% contra 41%!

- Vai embora, Dilma, saia pela porta dos fundos, você é uma enganadora, uma gerente de araque, competente apenas na mentira, no engodo, na desfaçatez, na canalhice. E, se você não for tudo isso, está absurdamente divorciada da realidade, o que é mais do que correta demissão por justa causa, por absoluta incapacidade de presidir o País. Com todo esse desastre, ainda tem o desplante de querer continuar?

- Fora, Dilma! Fora PT! O Brasil cansou desse tsunami vermelho. Você não está preparada para ser presidente do Brasil! Vai cuidar do seu netinho.....E não se esqueça de levar o almanaque dos debates, para saber como se deve fazer....!!!!



Luiz Sérgio Silveira Costa é Almirante, reformado.

DIEGO MAINARDI: E o Decreto 8243, Aécio?




Por Diego Mainardi


Aécio, meu velho, vou votar em você. Não que eu queira, verdadeiramente. Mas sobrou você como a nossa, talvez, última barreira sanitária contra esse vírus ébola que é o petismo. Cada vez que vejo nas entrevistas o teu rosto sorridente, penso: como ele pode se mostrar tão feliz?

Você parece que está vivendo permanentemente dentro de um comercial de tv - enquanto nós ficamos de fora, nos sentindo tão inseguros, tão sem saída. Deve ser uma estratégia de campanha você contrastar tua figura "presidenciável" com o daquela senhora odiável e desprezível que parece sempre estar tão mentalmente desorganizada, tão alienada do mundo. Mas ela tem a caneta na mão e assina papéis que compram Pasadena, que importa médicos fajutos, que prefere investir em Cuba, Venezuela ao invés de nosso tão desesperadamente carente Brasil. E que sorrateiramente sancionou esse maldito Decreto 8243 que vai criar os Sovietes, que significa a liquidação do nosso (ainda) regime democrático.

Vou votar em você Aécio. Pode ser que você esteja mineiramente quieto e se fingindo de morto enquanto vai costurando acordos políticos que, no fim, vão virar o veneno que fará o PT entrar em coma e morrer. Pode ser. Mas reconheça que muitos do que votarão em você o farão principalmente para se opor ao PT. Esquecendo, por um momento, dos votos dos "bolsas", somos nós que faremos a diferença. E nós queremos botar fé que você seja o cavaleiro de armadura reluzente, que com a sua espada Durindana vai estraçalhar as hostes inimigas. Nós queremos que você seja o nosso Campeão.

Sei que não é novidade o que estou aqui dizendo, e que é inocente quem põe sua vida na mão dos outros, confiando inteiramente no Líder sob o qual faremos a guerra. Mas que outra possibilidade temos, além de você?

Aécio, fala! são tantos os temas que estão sendo discutidos por tantos, inclusive aqui no Face. Mas você não fala e nós ficamos conjecturando o que te faz tão convencional, tão discreto. Você é neto do Tancredo, que era cheio de manhas, espertezas, tão bom jogador de poker que foi.

Talvez seja assim mesmo que se deve jogar numa eleição como esta, você deve saber - temos que confiar em teu critério. Mas estamos ressabiados. Queremos colocar pólvora e bolas de aço em nossas espingardas, sair das trincheiras e correr contra o inimigo que nos amedronta, e que nos empurra para a defensiva. Precisamos de tua voz e entusiasmo, Aécio.

O tempo está correndo contra nós. Desculpe falar tanto em nós, nós. Seria mais apropriado dizer que, talvez, esta opinião seja só minha.



Diego Mainardi é Publicitário.

LUCAS BERLANZA: Neves, o avô


Por Lucas Berlanza, publicado no Instituto Liberal

No momento em que você lê estas linhas, está sacramentado: a presidente da República, Dilma Rousseff, em sua luta por prolongar o domínio petista sobre o Brasil, terá pela frente como adversário o tucano mineiro Aécio Neves. Aécio pertence a uma linhagem política de peso na história republicana nacional; no momento em que se concentram nele, a despeito das diferenças ideológicas, as expectativas gerais de promover um recuo na radicalização esquerdista e intervencionista da atual gestão do país, nos vêm à lembrança, diante de sua referência emocional no discurso de encerramento do último debate do primeiro turno, na TV Globo, a trajetória de seu avô, Tancredo de Almeida Neves (1910-1985).

Não era Tancredo, por certo, um liberal clássico ou conservador-liberal; formou parte dos quadros de ao menos dois governos consideravelmente avessos às nossas convicções, os de Getúlio Vargas e João Goulart. Tal como os presidentes Juscelino Kubitschek e Eurico Gaspar Dutra, o velho Neves figurou no PSD (Partido Social Democrático), uma legenda gestada no seio do getulismo, mas que entrou no intervalo democrático entre o Estado Novo e o regime militar como uma vertente moderada, com apreço pelo desenvolvimentismo econômico – mas também, diga-se de passagem, em linhas gerais, pelo Estado de direito. Teríamos, fica claro, de ressalvar muitas diferenças entre as ideias que esposamos e a figura simpática e sempre lembrada do avô de Aécio.

Contudo, nem só de críticas devemos viver a quem não pensa como nós e, ainda que encubram eventualmente as falhas que conseguimos enxergar à saudável distância, os símbolos são importantes em uma sociedade. Tancredo Neves também teve qualidades e representou, nesse plano simbólico, posturas que são oportunas na hora extrema em que vivemos, que convém resgatar.

Mais do que de um governo propriamente fiel a nossos pontos de vista – realidade ainda distante -, necessitamos, com urgência, de um governo minimamente responsável, que conserve o ambiente de democracia, que seja comprometido com a tolerância às manifestações de pensamento das mais diversas correntes. Precisamos de um governo que não se venda a insanidades utopistas e destemperos radicais. Um governo que não se alinhe a regimes tirânicos e ditatoriais. Se não a todo o momento, a tônica da política de Tancredo Neves normalmente correspondia a essas qualidades.

Vemo-lo, por exemplo, torpedeando diretamente o comunismo, ao dizer que “ser comunista na juventude é aceitável, mas, depois de adulto, depois que entende, aí já é ser mau caráter”. Em uma nação onde diferentes pessoas públicas e legendas, na “oposição” (aparente) e no governo, aplaudem o mais esdrúxulo e rasteiro marxismo e dão suporte aos líderes mais tacanhos e opressores do planeta, a postura firme do avô Neves já nos seria muito bem-vinda como uma ascensão de patamar.

No âmago da crise de 1961, quando, com a renúncia de Jânio Quadros, João Goulart se viu forçado a assumir a presidência num regime de parlamentarismo, coube a Tancredo o posto de primeiro-ministro. Como manda a boa e velha tradição mineira, seu estilo era conciliador. Desejava promover uma legítima pacificação nacional, e exerceu o maior poder do país naquela curta experiência do que seria uma configuração mais descentralizada da administração nacional. Nosso presidencialismo quase “imperial” – como adjetivou o candidato do Partido Verde deste ano, Eduardo Jorge, num de seus raros laivos de correção -, lamentavelmente, retornou e vigora até hoje.

A “pacificação” não veio e a história se encaminhou de uma forma indesejável para Tancredo; veio o regime militar. Ainda assim, num cenário adverso a suas crenças e pretensões, Tancredo fez uma oposição equilibrada e responsável, integrando-se ao MDB. Jamais teve seus direitos políticos cassados. Fossem quais fossem suas convicções econômicas ou sociais, era nítido seu compromisso com a ideia de uma ordem estabelecida, de um Estado democrático, com leis a serem respeitadas e ponderação nas medidas e decisões a serem tomadas.

Findo o regime militar, foi eleito o primeiro presidente civil, numa articulação das forças políticas recompostas no país para a chamada Nova República, encontrando grande aprovação por parte do povo. Curiosamente, já àquele tempo, lá estavam o PT e a CUT, recusando-se a votar no Colégio Eleitoral que o escolheu e, como disse a manchete do Jornal da Tarde de 11 de fevereiro de 1985, declarando-lhe guerra. Desde o nascedouro, era o Partido dos Trabalhadores um câncer de prontidão para semear a discórdia e a irresponsabilidade nos graus mais extremos.

Logo em suas primeiras manifestações públicas como presidente, o avô Neves afirmou que se preocupava menos, àquele momento, em fazer promessas irrealizáveis. Dizia-se inteiramente contrário à demagogia. Para o choque de todos os brasileiros, faleceu antes de tomar posse; um “anti-clímax” e uma tragédia que ficou na memória de todos que viveram aquele momento. Entretanto, o vice, José Sarney, leu o que teria sido seu discurso de posse. E lá, como sempre, pregava ele a realização de uma assembleia constituinte – o que veio a ocorrer posteriormente, com a aprovação da Constituição de 88 –, de um padrão sólido de leis. Com todas as críticas que possamos fazer a ela, algumas formalizadas pelo saudoso Roberto Campos, a Constituição é um elemento fundamental para a ordem na pátria.

Atentem para o que dizia a carta: “a adesão aos princípios que defendemos não significa, necessariamente, a adesão ao governo que vamos chefiar. Ela se manifestará também no exercício da oposição. Não chegamos ao poder com o propósito de submeter a nação a um projeto, mas com o de lutar para que ela reassuma, pela soberania do povo, o pleno controle sobre o Estado. A isso chamamos democracia!” Alguém é capaz de imaginar a casta petista que ora nos governa proferindo tais palavras, em vez de bradar por sua divisão odiosa da nação em “nós” e “eles”? Temos aí um estadista de verdade.

Essa mesma conciliação, hoje, é ecoada por Aécio, que rebate o PT precisamente nesse ponto em seus discursos. O que havia de positivo no espírito político do seu velho avô é, em boa medida, o que ele precisa trazer nesta eleição. Sua candidatura representa uma conciliação que, assim como a daquele tempo, embora em cenário diverso, é uma conciliação da esperança: a esperança de todos que querem um Brasil democraticamente sadio. Um Brasil que não se submeta às agendas bolivarianas. Um Brasil em que haja uma competição saudável de ideias. Todos os democratas, sejam eles conservadores, liberais, social-democratas moderados, libertários, ou o que mais se enquadrar, precisam se unir neste momento no projeto de derrotar o petismo. Podemos ser adversários naturais, mas o que existe diante de nós é mais que um adversário. É um inimigo, que teria prazer em nos negar a existência. Vencê-lo é um primeiro passo, importante, em direção a um país diferente e mais desenvolvido.

Mas, a essa conciliação, e aos bons nomes de sua equipe, o tucano precisará unir uma dose extra de assertividade e combatividade. É preciso desnudá-los, desmascará-los, mostrar a toda a gente o que representa a malfadada era petista na história da pátria. Somente assim, como o velho Neves marcou a queda de um regime autoritário, o novo marcará a interrupção de um notório desastre vermelho. Este espaço é para difusão de ideias, mas, neste momento, há apenas um candidato que nos permitirá sobreviver como sendo o que somos. Que nos propiciará ambiente mais saudável para existir como corrente política. Que nos pode devolver a dignidade como nação perante o mundo. Portanto, manifestamos nosso desejo de que, daqui a algumas semanas, possamos estar falando sobre como “Neves, o neto” se juntou a “Neves, o avô” na lista dos homens eleitos para a presidência de nossa jovem República.

ROBERTO DAMATTA: O lulopetismo está convencido (como ocorre com todo radical) que o Brasil e o mundo começam com eles


Um soco na onipotência
O lulopetismo está convencido (como ocorre com todo radical) que o Brasil e o mundo começam com eles


Todo mundo deve saber que a onipotência é o poder infinito e esmagador de um deus ou de uma figura dotada de capacidades titânicas para o bem ou para o mal.

No Brasil, os onipotentes que chegam ao poder são idolatrados porque nossa cultura tem como base e modelo a gradação e a hierarquia e ambas têm uma extraordinária afinidade com o puxa-saquismo, com a bajulação, com a hipocrisia e com o bater em cavalo morto. É fácil torcer para o Brasil quando ele é pentacampeão e é mais fácil ainda negá-lo mil vezes, como fez São Pedro com Cristo, quando o Brasil perde de 7 a 1 para a Alemanha. Essa Alemanha que voltou a ocupar o lugar de superior em tudo — disciplina, coerência, treinamento e — quem sabe — a velha pureza racial que nós ainda lamentamos em certas situações.

O passado não discutido com sinceridade volta. Ele é apenas eclipsado.

_____

Começo essa crônica numa bela manhã de domingo e estou irremediavelmente dividido. Um lado meu gostaria que o PT perdesse — que fosse, para ser arriscadamente franco e para entrar em mais algumas listas negras, defenestrado do poder (mas, note bem, jamais da política brasileira). Um outro, porém, está convencido de que Aécio achou o seu papel e o seu tom e vai ganhar num segundo turno. Como essa coluna sai na quarta-feira e o segundo turno vai ocorrer no dia 26, estou sendo moído pela angústia. Angústia que hoje faz parte do meu modo de ser. Não saber o futuro e aceitar o sofrimento é um modo de admitir a minha fragilidade diante da vida. Eu aprendi esse segredo. Por isso, não fujo da minha angústia, mas deixo que ela se manifeste e recebo-a no meu coração. Procuro saber o que quer e, quando é possível, tomo um Joãozinho Caminhador com ela, o que nos envolve na felicidade dos apaziguados. Dos que têm consciência de que, na vida, é preciso ter a noção do suficiente para sermos relativamente menos infelizes.

Sempre soube que não sabia, mas hoje tenho a mais absoluta certeza disso. Mas o não saber não me eximiu de ter declarado meu voto e ter sido admoestado por algumas pessoas que, muito mais sábias, me alertavam do risco que corria.

_____

Pois bem. Aécio Neves, com sua tranquilidade, batalhou, enfrentou e virou o jogo. Foi o único que, no famoso debate da Globo, falou que todos os candidatos a presidente e, por implicação, a qualquer cargo eletivo — cargos que implicam não em grana e poder, mas em servir ao Brasil — se somavam. Todos os presidenciáveis, disse ele, continuavam projetos e planos que foram inventados e instituídos por seus antecessores. O único partido que negou isso foi o PT, que realizou sistematicamente o discurso lulista do “nunca antes neste país” — exceto com ele e com o PT e que, no governo Dilma, usa o onipotente “nós” como a chave em todos os seus confusos discursos. O lulopetismo está convencido (como ocorre com todo radical) que o Brasil e o mundo começam com eles. Aécio foi o único que falou numa continuidade de projetos como os de distribuição de renda que, em vez de separar, juntam posições do PT com as do governo de PSDB.

_____

Estou seguro de que esta eleição será, com Aécio, a da descoberta da soma e da continuidade. O Brasil, amigos, é muito maior que nós. Ele é um palco que não escolhemos para atuar e viver. A língua que falamos e os lugares onde nascemos e adquirimos consciência de nós mesmos e do mundo não foram inventados por nós. Do mesmo modo e pela mesma lógica de uma implacável finitude que desmancha onipotências, um dia sairemos do Brasil por mais que tenhamos achado que fazíamos todas as diferenças. Alguém se lembra do ministro da Saúde do governo Rodrigues Alves? Aliás, leitor culto e educado, você sabe quem foi Rodrigues Alves?

_____

Um mundo em rede exalta individualidades, mas tem um lado oculto. Ele nos obriga a ver como estamos presos uns aos outros e como o discurso orgulhoso e valente do grande, mas iludido, século 19 tem que ser modificado. Não basta ser contra banqueiros ou contra o nosso sistema produtivo, colocando-se no velho modelo dos revolucionários. É preciso saber como a rede nos afeta quando um pedaço dela se modifica. Estar enredado não significa estar enjaulado, mas se conhecer como uma parte menor, embora significativa, de um país e de um planeta. Um todo que segue somente em parte planificado porque o inesperado existe e faz parte — como prova essa eleição — da vida e do cosmos.

_____

Acabo de saber que vai haver um segundo turno e que o Aécio lá chegou. Minha angústia diminuiu de um lado, mas aumentou do outro.

_____

Cabe finalizar que, com essas eleições, iremos controlar os personalismos lulistas de índole malandra e neofascista. Todos os resultados pedem mais honestidade e seriedade com o governo da coisa pública. Tenho a esperança de liquidar com esses donos espúrios de um Brasil que é de todos nós. Esse é o pleito que nocauteou a onipotência e, com ela, a demagogia, a roubalheira, o aparelhamento do estado pelo governo, a corrupção deslavada, os dois pesos duas medidas no plano jurídico e econômico e, por último, mas não por fim, a autoridade absoluta de um partido cujo objetivo era muito mais o de trabalhar para um projeto de poder do que para o poder do Brasil.

Roberto DaMatta é antropólogo

CLUBE MILITAR declara apoio a AÉCIO NEVES


Em nota de apoio à candidatura de Aécio Neves (PSDB) o Clube Militar, entidade formada por oficiais da reserva, afirma que o tucano pode interromper “o projeto de poder representado pelo PT, em marcha acelerada para a sovietização do país”.


QUE FUTURO QUEREMOS?

Eis que ultrapassamos o passo inicial das eleições gerais brasileiras em 2014!

O cenário político brasileiro, cristalizado em um segundo turno eleitoral entre Dilma e Aécio, apresenta aos brasileiros uma bifurcação com dois possíveis caminhos a serem seguidos.

Há os que não concordam com as mirabolantes teses esquerdistas que falharam em todo o mundo; os que se revoltam com a sequência de escândalos de corrupção gerados e geridos pelo PT e seus militantes; os que acreditam na democracia, na alternância dos partidos no poder, no primado da lei igual para todos, na liberdade de expressão, na independência e na soberania do Brasil, na separação e independência dos Poderes – enfim, os democratas.

Por outro lado, tendendo a um imobilismo político execrável, há os que desejam a permanência do estado de coisas atual. Neste, existe o atrelamento à origem comunista; à subordinação dos interesses nacionais a um terceiro-mundismo mofado e que leva ao isolamento em relação aos maiores centros de poder do mundo; à teimosia obsessiva, arrogância e vaidosa visão messiânica de suas pessoas etc. Nele, perdura o risco das “comissões” previstas no Dec 8243, que cria sovietes no Brasil, e pretendem “aprofundar o socialismo”, um eufemismo para a intensificação dos ataques à democracia e à liberdade. Dilma controla com mão de ferro a falta de política econômica consistente; não consegue disfarçar a revolta por, ainda, depender de seu guru e criador, que interfere acintosamente em sua administração, sendo notório que sua autoestima ficou abalada por ter que disputar um segundo turno, quando contava, inicialmente, vencer no primeiro.

Aécio Neves, habilitado à disputa do segundo turno das eleições presidenciais, é uma esperança concreta de colocar fim à era petista. Sua resistência e recuperação, quando tudo parecia perdido, dão-lhe as credenciais necessárias para interromper o projeto de poder representado pelo PT, em marcha acelerada para a sovietização do país, virando uma página negra de nossa história.

Pode-se começar a enumerar vantagens a seu favor pela salutar e democrática alternância do poder que ensejará. Sua vitória possibilitará, também, o importantíssimo desaparelhamento do Estado, hoje, executado em prol das intenções do PT. O candidato Aécio, ex-governador de Minas Gerais, trás em seu currículo esse excelente desempenho administrativo. Por fim e muitíssimo relevante, afasta-nos da preocupação de vivermos no limbo de uma possível mudança de regime que nos colocaria à margem da democracia, visto que o PSDB, apesar de esquerda, foge ao radicalismo nocivo e extremado.

Marco Antonio Villa, O Globo de 7/10/2014, foi feliz em sua síntese:

“Basta de PT

A eleição presidencial de 2014 decidirá a sorte do Brasil por 12 anos. Como é sabido, o projeto petista é se perpetuar no poder. Segundo imaginaram os marginais do poder – feliz expressão cunhada pelo ministro Celso de Mello quando do julgamento do mensalão -, a vitória de Dilma Roussef abrirá caminho para que Lula volte em 2018 e, claro, com a perspectiva de permanecer por mais 8 anos no poder”.

terça-feira, outubro 07, 2014

JOSIAS DE SOUZA: PPS aprova o apoio a Aécio Neves





A Executiva Nacional do PPS aprovou há pouco o apoio à candidatura presidencial do tucano Aécio Neves. É o primeiro partido da coligação de Marina Silva a formalizar a migração para a campanha do candidato do PSDB no segundo turno da eleição presidencial. A decisão foi comunicada a Marina por Roberto Freire, presidente da legenda.

A decisão foi tomada em reunião extraordinária realizada em Brasília. Em nota, o PPS escreveu que apoia Aécio “em defesa dos compromissos do partido com a democracia, dos valores republicanos, do desenvolvimento sustentável, da inclusão social, da reforma política e da retomada do crescimento.”

Numa espécie de exortação à Rede Sustetabilidade e aos outros cinco partidos que integraram a coligação derrotada, o PPS pregou a unidade. Em sua nota “conclama todas as forças favoráveis à mudança, em especial aquelas que apoiaram, no primeiro turno, Marina Silva (PSB) à unidade em torno da candidatura de Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República.”

ESCÂNDALO: Associação dos Profissionais dos Correios denuncia uso político dos Correios pelo PT


NOTA PÚBLICA

03/10/2014


A Associação dos Profissionais dos Correios - ADCAP, entidade sem fins lucrativos fundada em 20/12/1986, sem vinculação a qualquer partido político, em virtude das últimas notícias divulgadas acerca do aparelhamento político da ECT, vem a público manifestar o que se segue:


a) Nos últimos anos o aparelhamento político da ECT se acentuou com as mudanças introduzidas no Manual de Pessoal em 2011, que permitiram o acesso às funções técnicas e gerenciais por empregados e pessoas estranhas aos quadros de pessoal da Empresa sem a observância dos imperativos de competência técnica e capacidade gerencial;

b) Em decorrência dessas alterações, 18 (dezoito) dos 27 (vinte e sete) Diretores Regionais da ECT são filiados ao Partido dos Trabalhadores;

c) Além disso, muitas outras funções são ocupadas por critérios políticos nas Diretorias Regionais e na Administração Central da Empresa;

d) Como exemplos desse aparelhamento, registre-se que enquanto mais de 50.000 mil Carteiros labutam diariamente em condições muitas vezes desfavoráveis por uma remuneração mensal de cerca de R$ 1.500 (hum mil e quinhentos reais), outros Carteiros ligados à burocracia sindical e partidária ocupam elevadas funções em Brasília e nos diversos estados, alguns deles com remunerações superiores a R$ 20.000 (vinte mil reais);

e) O citado aparelhamento afeta também o Fundo de Pensão dos empregados dos Correios, o Postalis, frequentemente citado em notícias veiculadas pela imprensa contendo suspeitas de investimentos duvidosos e de operações fraudulentas;

f) O Postalis já acumula um déficit atuarial superior a R$ 2,2 bilhões em 2013/214, levando em breve a uma drástica redução dos salários e benefícios dos empregados e aposentados dos Correios e atingindo cerca de 500 mil pessoal, o que levou a ADCAP a solicitar à PREVIC, junto com outras entidades representativas de empregados, a intervenção no Postalis;


Diante do exposto, a ADCAP comunica que está avaliando as medidas judiciais cabíveis e que oportunamente se manifestará novamente sobre o assunto.



Atenciosamente,
Diretoria Executiva da ADCAP Nacional.

+ LIDAS NOS ÚLTIMOS 30 DIAS

Arquivo do blog