AgroBrasil - @gricultura Brasileira Online

+ LIDAS NA SEMANA

terça-feira, julho 15, 2014

Médicos Cubanos estão indignados com o calote do prefeito PeTista de Araçatuba



No início era uma festa. Agora o PT já dá calote nos médicos cubanos.


Vinte e dois médicos cubanos do Programa Mais Médicos ameaçam abandonar suas atividades em Araçatuba, no interior de São Paulo, porque a prefeitura da cidade - administrada pelo PT - não pagou os auxílios de moradia e alimentação devidos a eles. Além de não pagá-los, segundo eles, a prefeitura também os constrange ao cobrar notas fiscais e comprovantes dos gastos com os auxílios.

Os médicos também acusam a prefeitura de se negar a fazer os repasses individuais a eles - conforme determina a lei - quando o médico é casado com outro profissional do mesmo programa. Para piorar, a prefeitura anunciou que reduzirá em 32% o valor do auxílio-moradia aos profissionais cubanos.

Pela portaria interministerial 1.369, de 8 de julho de 2013, que regulamenta o Programa Mais Médicos, o pagamento dos auxílios é uma obrigação que cabe a cada município incluído no programa. Os municípios são obrigados a arcar com o fornecimento de moradia, alimentação, água e transporte dos profissionais, enquanto o salário é pago pelo governo federal.

Por causa da situação, os médicos dizem que querem deixar a cidade e procurar "outros municípios, onde seremos mais respeitados". Cada médico recebe R$ 2,5 mil de auxílio moradia e R$ 500,00 de auxílio alimentação. Esses benefícios deveriam ter sido pagos no dia 1° deste mês.

"Com o atraso não temos dinheiro para pagar o aluguel e as outras despesas com energia elétrica, gás, condomínio e água", contou um casal de médicos cubanos que pediu para não ser identificado. O casal disse que a Prefeitura também não quer pagar os auxílios individuais para cada um. "Eles querem que a gente receba somente um auxílio para cada casal, pensamos que isso não é legal", afirmou o casal.

Nesta terça-feira, 15, a prefeitura, além de não pagar os médicos, anunciou que reduzirá o valor do auxílio-moradia. Os auxílios foram instituídos por lei municipal, de 30 de dezembro de 2013, que estabeleceu o valor máximo de até R$ 2,5 mil para auxílio-moradia e R$ 500 para auxílio-alimentação.

A prefeitura alega que, como o valor foi definido como teto, pode legalmente reduzi-lo e, por isso, pagará somente R$ 1,7 mil como auxílio-moradia a cada médico. No entanto, como já iniciou o programa pagando o teto, advogados dizem que ela não poderia reduzir os valores. Sobre o pagamento atrasado, a prefeitura informou, por meio de nota, que vai colocá-lo em dia a partir de sexta-feira, 18.

O secretário de Saúde de Araçatuba, José Carlos Teixeira, disse em nota que a redução do valor do auxílio foi estabelecida em acordo com os médicos, que de agora em diante não precisarão mais prestar contas dos seus gastos. Segundo Teixeira, a Secretaria de Saúde de Araçatuba teve cuidado de verificar em outros sete municípios a maneira como os auxílios são pagos e chegou à conclusão de que o valor de R$ 1,7 mil é suficiente para cobrir os gastos dos médicos.

No entanto, o presidente do diretório do PT de Araçatuba, Fernando Zahr, disse que a cobrança de comprovantes de gastos pela prefeitura é uma atitude constrangedora para o município e para seu partido. Segundo ele, os médicos cubanos foram bem recebidos e estão prestando um excelente serviço, mudando a forma de atendimento nas unidades de saúde do município. Desde maio, quando iniciaram os trabalhos, os médicos cubanos fizeram 6.574 consultas nas unidades da cidade.

Mesmo assim, a prefeitura também insiste em cobrar gastos que os médicos tiveram com alimentação, quando, por força de adaptação do programa, tiveram de passar os primeiros dias em hotéis da cidade até que conseguissem alugar imóveis ou pensões. Cada médico gastou cerca de R$ 300,00 a R$ 400,00 de alimentação, que agora é cobrado pela prefeitura. "Nós procuramos imóveis baratos, simples, para que pudéssemos fazer uma economia, mas parece que o município não compreendeu isso", disse outro médico.

Decepcionados com a situação, alguns médicos disseram estão procurando o Ministério da Saúde para tentar se transferir de cidade. "A gente até gostou da cidade e temos de cumprir nossas tarefas, mas também precisamos ser respeitados", disse um dos médicos.(Estadão)

Mais uma ameaça para a Ciência Brasileira? Bem, vindo do PT não se pode esperar nada de bom!

"As plataformas do conhecimento vieram para resolver os problemas brasileiros", afirma ministro Clelio Campolina

Em entrevista, ministro explica como o programa irá funcionar, qual a função das entidades de CT&I e empresas dentro do projeto, e o que será preciso para ampliar o setor no País

Lançado no dia 25 de junho último, o Programa Nacional Plataformas do Conhecimento veio com a missão de alavancar o impacto da ciência, tecnologia e inovação (CT&I) no Brasil nos próximos dez anos. O objetivo é criar uma articulação entre instituições de ciência e tecnologia (C&T) - que podem ser institutos de pesquisa ou universidades - com as empresas ou sistemas empresariais, para facilitar o desenvolvimento de pesquisa e desenvolvimento (P&D) em diferentes áreas tecnológicas.

Em entrevista exclusiva à Agência Gestão CT&I, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina, explica como o programa irá funcionar, qual a função das entidades de CT&I e empresas dentro do projeto, e o que será preciso para ampliar o setor no País. "Resumindo, vamos juntar a ciência com a empresa, e a plataforma precisará fazer essa ligação entre os dois", apontou o ministro.

Quais serão os critérios para definir o Programa Nacional Plataformas do Conhecimento?
Cada plataforma será definida a partir de conversas e avaliações. Depois, terá um grupo de trabalho para estabelecer os editais de forma concreta, e então uma comissão de julgamento para cada plataforma, apesar dos conhecimentos serem diferentes, e as características empresariais produtivas de mercado também. Mas só a comissão cientifica vai ter capacidade de decidir se as instituições têm ou não capacidade científica constituída para sediar as plataformas.

Qual será a função dos institutos de pesquisa e das universidades dentro do programa?
Eles representam o lado científico. O programa é a junção entre ciência e produção. Supostamente, a empresa precisa de suporte científico e tecnológico. O papel dos institutos e universidades será esse, desenvolver pesquisa, ou não estará capacitada para entrar na plataforma. Tem que demostrar densidade de conhecimento e continuidade dele, porque as plataformas vieram para resolver os problemas brasileiros, usando a ciência como solução para os grandes desafios dos temas nacionais.


Sobre os recursos disponíveis, já foi estabelecido que serão mesmo R$ 20 bilhões?
Tudo são ideias gerais. O orçamento não está definido. Não tem dinheiro no orçamento para 2014, e os recursos vão ser avaliados em duas dimensões: parte é fomento, que vai fundamentalmente para a área científica e as instituições líderes, como CNPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico] e Capes [Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior], e parte será financiamento. As instituições líderes desse último são BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] e Finep [Financiadora de Estudos e Projetos].

Há expectativa de quando poderá começar o programa?
Vamos preparar os projetos, submeter ao comitê científico e gestor, mas tudo tem que ser aprovado pela Presidência da República. Plataforma é um projeto de médio e longo prazo, não é nada de conjuntura. Para se ter uma ideia, a China demorou dois anos para definir as suas, tanto é que estamos com um cenário de dez anos. Pode ser que alguns projetos dêem resposta imediata, porque já estavam sendo feitos. Esperamos que as primeiras plataformas comecem a operar no ano que vem.

Para a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), há uma certa insegurança na continuidade dos projetos que já estão em andamento, como o submarino nuclear e o programa espacial, em detrimento deste atual programa, que poderá aportar todos os recursos disponíveis. Qual a sua análise a respeito?
Tenho conversado com a Helena Nader [presidente da SBPC] a respeito, e nós não estamos dando descontinuidade a nenhum programa em andamento. Ao contrário, lancei o edital dos INCTs [Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia], e vamos lançar o edital do Proinfra. Essas plataformas só vão funcionar se tiver aporte de dinheiro, por isso não vamos descontinuar nenhum programa em andamento.

Como será fiscalizado o andamento do programa pelo MCTI?
Tem um conselho gestor, presidido pela Casa Civil, e um comitê técnico, presidido pelo ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação. Nós vamos compor quantos comitês forem necessários. Tem que ser lançado o edital, feita a avaliação para aprovar e um comitê de acompanhamento para ver o desempenho da plataforma. Cada uma delas será objeto de um contrato, que vai estabelecer as condições e a segurança jurídica necessária.

(Leandro Cipriano / Agência Gestão CT&I)
JC e-mail 4989, de 15 de julho de 2014

FHC para Lula: o Brasil se cansou de ataques infundados

Por Fernando Henrique Cardoso, em 15/07/2014

Lula insiste em dizer que houve corrupção “escondida” no meu governo. Cita comumente dois episódios em sua assertiva: o caso SIVAM e a compra de votos na aprovação da emenda da reeleição, assuntos ocorridos há quase duas décadas, e que foram esmiuçados e devidamente esclarecidos na época. 

Eis o resumo deles:

a)O Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM) foi aprovado durante o governo Itamar Franco, em 1993, através do Conselho de Defesa Nacional. Desse Conselho, então Ministro da Fazenda, eu não participava. Em 1994, o governo contratou a empresa norte-americana Raytheon para executá-lo. Em 1995, já no meu governo, gravações de conversas telefônicas, previamente autorizadas pela Justiça, mostravam o suposto envolvimento de um assessor presidencial efetuando tráfico de influência na implantação do SIVAM. Trazido à tona pela Revista Isto É, o caso se tornou notório, causando crise política. Injuriado, o Ministro da Aeronáutica pediu demissão. A investigação do caso foi exaustiva no Executivo, através de Comissão de Sindicância interna da Presidência, Comissão de Inquérito do Itamaraty e Procuradoria Geral da República. Sindicância da Polícia Federal não comprovou a suspeita inicial. O TCU instaurou 16 procedimentos, incluindo 6 auditorias, tendo em dezembro de 1996 considerados “regulares os procedimentos adotados pelo Ministério da Aeronáutica”. No Senado, relatório de avaliação, finalizado em fevereiro de 1996, não apontou irregularidades. Na Câmara dos Deputados, uma CPI se completou sem comprovar nada ligado à corrupção. Os detalhes dessa história foram por mim relatados em meu livro “A Arte da Política (A história que vivi)”, nas páginas 270 a 276. (ver abaixo)

b)A Emenda Constitucional nº 16, que permite a reeleição dos chefes de Executivo no Brasil, foi aprovada pelo Congresso Nacional em 1997. Na Câmara dos Deputados, o primeiro escrutínio se realizou em 28 de janeiro de 1997, mostrando 336 votos a favor, 17 contra, com 6 abstenções; no segundo turno, o resultado foi de 369 a favor, 111 contra, com 5 abstenções. O quorum mínimo para aprovação de PEC, de três quintos, exige 308 votos. Era larga, portanto, a margem de aprovação. Em 13 de maio, antes da votação no Senado, o jornal Folha de S Paulo publicou trechos de gravações indicando que cinco deputados federais do Acre – Ronivon Santiago, João Maia, Zila Bezerra, Osmir Lima e Chicão Brígido – teriam recebido R$ 200 mil cada um para votar a favor da reeleição. Nenhum era do PSDB. Um misterioso “Senhor X”, que mais tarde se soube ser o ex-deputado acreano Narciso Mendes, teria gravado as fitas. A matéria diz que um dos deputados se referiu ao Ministro das Comunicações, Sergio Motta e aos governadores do Acre e do Amazonas (pois a reeleição caberia também para governadores e prefeitos). O Congresso abriu sindicância para apurar os fatos. Em 21 de maio os deputados Ronivon Santiago e João Maia renunciaram aos seus mandatos. A CCJ abriu processo por quebra de decoro parlamentar contra os demais deputados, não encontrando, porém, provas para encaminhar a cassação. Nenhum outro deputado sofreu processo investigatório. Não houve acusação formal ao Ministro Sérgio Mota que, mesmo assim, espontaneamente foi depor na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Ninguém mais do governo precisou se manifestar. Em meu livro, já citado, esmiúço essa história entre as páginas 284 a 305. (ver abaixo)

Falando à imprensa no último dia 02 de julho, Lula avançou suas declarações habituais, arrolando outros dois casos para atingir minha honra. O primeiro deles é insignificante: trata-se da revogação, feita por mim, de um Decreto que instituíra uma inoperante comissão de fiscalização pública. Em seu lugar, criamos o Conselho de Ética, que até hoje funciona. Ou seja, meu governo aperfeiçoou o controle da conduta dos funcionários públicos.

O segundo, mais evidenciado, se referia à “pasta rosa”, uma lista de supostas doações de campanha efetuadas pelo Banco Econômico, referente às eleições ocorridas em 1990. O documento foi encontrado após a intervenção federal no Banco, em agosto de 1995, e continha o nome de 49 políticos, supostamente financiados de forma irregular. Entre eles se encontravam ACM, José Sarney, Renan Calheiros, Benito Gama. O presidente do Banco, Ângelo Calmon de Sá, acabou indiciado, por outros motivos, pela Polícia Federal. Em fevereiro de 1996, o procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, pediu o arquivamento do inquérito sobre as doações irregulares por falta de provas.

Tem sido assim há anos, desde quando estourou o escândalo do mensalão. Aliás, em nenhum momento Lula explicou de forma detalhada os acontecimentos que levaram ao maior escândalo de corrupção da história republicana, caracterizando-o, na época, como um simples problema de caixa 2, ocorrido às suas costas. Noutro dia, no exterior, chegou até a dizer que os principais envolvidos nem eram pessoas de sua confiança. Omitiu-se por completo.

Para se defender, Lula ataca. Jamais se explica, sempre acusa. Acostumado a atirar pedras, Lula é incapaz da autocrítica. Quando deveria, de forma rigorosa, abominar a prática da corrupção, ele tenta distrair a opinião pública jogando culpa nos outros. Ora, a grandeza de um líder está em assumir a responsabilidade, por si e por sua equipe, dos possíveis erros cometidos, buscando corrigi-los e superá-los, não em levantar suspeitas sobre outrem com o claro objetivo de se esquivar de seus compromissos éticos e políticos.

Ainda recentemente, quando em viagem para Johanesburgo, ao conversarmos sobre o mensalão, disse-lhe que deveria virar esta página, já julgada pela Suprema Corte. Mas não, Lula insiste em continuar distorcendo fatos para dizer que todos fizeram algo parecido. Eu não caio nessa cilada.

Aproveito para renovar a proposta que lhe fiz naquela ocasião: por que não nos juntamos para corrigir o que de malfeito há na vida política brasileira, em vez de jogar pedras uns nos outros? O Brasil se cansou de ataques infundados. O país percebe que seu futuro depende de decisões honestas e corajosas, entre as quais a de evitar que o debate eleitoral se restrinja a baixarias e falsas acusações.

A COPA DO PT: Petralhas roubam até os ingressos que eram destinados às crianças das escolas públicas


Ingressos sociais abasteciam esquema ilegal no Mundial

O esquema milionário de venda ilegal de ingressos da Copa tinha como uma de suas fontes as 48 mil entradas destinadas a escolas públicas


O esquema milionário de venda ilegal de ingressos da Copa do Mundo tinha como uma de suas fontes as 48 mil entradas repassadas pela Fifa ao governo federal e destinadas a escolas públicas e beneficiados por programas sociais. O grupo também conseguia as entradas - grande parte de camarote - com a Match (sócia da Fifa), jogadores das seleções (incluindo a brasileira), compras avulsas de torcedores e até de operários que participaram das obras de construção das arenas e ganharam as entradas para o Mundial.

A reportagem teve acesso à denúncia encaminhada esta semana pelo Ministério Público, e aceita pela Justiça, e a detalhes do inquérito da operação Jules Rimet. Em uma das gravações interceptadas pela polícia, um cambista ainda não identificado diz a Sergio Antônio de Lima, integrante da quadrilha que está preso desde 1.º de julho: "As escolas aqui (em Fortaleza) ganharam 7.500 ingressos, que vieram para a ‘rua’. Mas vou fazer o maior esforço para vender no menor preço possível", disse.

Na denúncia, o promotor Marcos Kac afirma que os acusados da quadrilha conseguiam entradas "com o fundo governamental dos ingressos destinados a ONGs e escolas". Nas 12 cidades-sede do Mundial, 901 escolas públicas foram escolhidas por meio de sorteio. Dentro das escolas, cada estudante sorteado ganhava um par de ingressos. Para Fortaleza, foram enviados 7.282 ingressos para 146 escolas.

O debate sobre os ingressos sociais gerou uma verdadeira crise entre o governo e a Fifa por meses. Mas a pressão do Palácio do Planalto e principalmente a necessidade de se fazer passar a Lei Geral da Copa fizeram a Fifa ceder e aceitar que parte dos ingressos fosse destinada a projetos sociais. Procurado, o Ministério do Esporte informou que os ingressos não passaram pelo governo: os sorteados pegavam as entradas diretamente nos Centros de Distribuição da Fifa.

Em outra gravação, o franco-argelino Lamine Fofana, um dos líderes da quadrilha, conversa com uma pessoa também ainda não identificada. "Picareta", disse. "Fala aí", respondeu Fofana. "Preciso de camarote super VIP, super ultra, o que você melhor tiver para 12 pessoas em Brasília. Não adianta que não interessa o VIP", pediu, para o jogo entre Brasil e Camarões. "Tem de ser top. Você já sabe por que, né?".

O franco-argelino pergunta: "Isso é para quem?". "Você já sabe quem é", respondeu a outra pessoa. Fofana disse: "Amigo nosso", e nomes não são ditos. Para a polícia, a gravação mostra o nível de poder e influência de Fofana, que transitava nos mais altos meios do mundo do futebol.

SEGUNDA FASE - Nas gravações e trocas de mensagens entre os membros da quadrilha que vendia ingressos de forma irregular, há mais de 10 em que Fofana, um dos líderes do esquema, afirma estar presente ou chegando ao hotel Copacabana Palace, onde está reunida a cúpula da Fifa. Foi também nesse hotel que foi preso, na última segunda-feira, o diretor da empresa Match, Raymond Whelan, acusado de ser também um dos líderes da quadrilha, além de principal fornecedor.

Na quinta, após ser solto e ter sua prisão novamente decretada, Whelan fugiu do hotel pela porta de serviço, acompanhado de seu advogado. A Match é parceira oficial da Fifa que, em nota divulgada neste sábado, disse estar "certa" de que a "inocência" de todos na empresa será provada.

Em uma das gravações, Fofana diz que tem de "pagar o cara da Fifa". A gravação é de 13 de junho. No mesmo dia, mais tarde, Fofana conversou com Whelan. Eles combinam a venda de 24 pacotes, a US$ 25 mil cada. Fofana diz a Whelan que vai conversar com seu cliente e "tentar colocar um preço para ele comprar sua (do diretor da Match) final e tento vender o resto". A Match diz que os ingressos solicitados por Fofana foram oferecidos por Whelan por seu preço de tabela, de US$ 24,7 mil.

O grupo, que atuava há pelo menos quatro Copas, tinha braços em SP, ES, DF, RJ e CE. O delegado Fábio Barucke, responsável pela investigação, tem afirmado que há pelo menos sete integrantes da quadrilha já previamente identificados.

Fonte: Estadão / Exame.com

segunda-feira, julho 14, 2014

REINALDO AZEVEDO: “Ei, Dilma, vai tomate cru” - O povo brasileiro resistiu à máquina bilionária de propaganda e mandou comer tomate cru os que tentaram sequestrar a sua vontade.


Dilma entrega a taça ao capitão alemão, Philipp Lahm (foto: Kamil Krzaczunski/EFE)




Acabou! A melhor seleção da Copa ficou com o título, e essa é, sem dúvida, uma boa notícia para o futebol. A Alemanha mereceu! À diferença do que previram aquelas pessoas com quem Gilberto Carvalho andou dialogando à socapa, “teve Copa”, sim, e o evento, em si, foi um sucesso. A infraestrutura necessária funcionou. O que os brasileiros lucraram objtivamente com isso? Nada! E, pra começo de conversa, vamos parar com essa cascata de sair dizendo por aí que o povo surpreendeu ao receber bem os estrangeiros. Por quê? Quando foi que ele tratou mal os turistas? Tenham paciência! O vexame da equipe em campo só não foi maior do que o do governo petista, que tentou usar o torneio para se promover e para demonizar a oposição e os críticos do oficialismo. Deu-se mal! Dilma Rousseff teve de contar com a boa vontade da Fifa, que a manteve no ar o mínimo possível. Nas raras vezes em que a presidente apareceu no telão, o estádio explodiu numa vaia inequívoca. Cadê os bocas de bagre do puxa-saquismo oficial para acusar a “elite branca carioca”?

Dilma foi hostilizada cinco vezes, com mais intensidade quando entregou a taça para o capitão alemão, Philipp Lahm. Os apupos cederam, então, àquele xingamento que já se tornou um clássico: “Ei, Dilma, vai tomate cru” se fez ouvir com intensidade e clareza e rivalizou com a manifestação da abertura do torneio, no Itaquerão. O jornalismo a soldo, cuja pança é alimentada pelas estatais, inventou a tese de que tudo era coisa da “elite branca de São Paulo”. A quem culpar desta vez?

Nunca antes na história destepaiz um tiro saiu tão espetacularmente pela culatra. E não pensem que Dilma foi vaiada porque o Brasil levou aquele nabo de 7 a 1 da Alemanha. Ainda que Thiago Silva estivesse no lugar de Lahm, aposto que a reação do público teria sido a mesma. A população rejeitou a tentativa do Planalto de se apropriar do espetáculo. Quaisquer que tenham sido os sacrifícios para realizar o torneio no Brasil, eles foram feitos pelo povo brasileiro, não pelo oficialismo. Este, ao contrário, reitero, não cumpriu o que prometeu à população.

O Planalto tentou manipular o espetáculo de todas as maneiras. Se dependesse de Franklin Martins, até a derrota teria servido à exploração vigarista. O país ainda vivia seu luto futebolístico quando se plantou na imprensa a informação de que o governo queria intervir na CBF. O site “Muda Mais”, comandado por Franklin, lançou a tese de que a derrota deveria ser jogada nas costas da confederação – que certamente tem suas responsabilidades. Mas pergunto: devemos atribuir as vitórias de 1994, 2002 e a Copa das Confederações, em 2013, à corrupção da CBF? Ou será que ela só serve de argumento quando o time perde? Lugar de corrupto de qualquer área é a cadeia, claro!, mas vamos parar de conversa mole. Ainda voltarei a esse tema, usando a lógica como instrumento.

O PT sonhou usar a Copa do Mundo para esmagar seus adversários. O partido criou até uma lista negra de jornalistas, da qual, gloriosamente, faço parte. Tive a honra de ser o primeiro. Não obstante, quem não consegue sair às ruas é Dilma Rousseff. Quem não pode dar as caras no estádio é Dilma Rousseff. Quem consegue falar apenas a plateias rigidamente controladas pelo Planalto é Dilma Rousseff.

Para o futebol brasileiro, foi um fim melancólico. Para o petismo, foi um desfecho melancólico. Para os oportunistas, foi um epílogo melancólico. O povo brasileiro, ah, meus caros este é, sim, vitorioso. Resistiu à máquina bilionária de propaganda e mandou comer tomate cru os que tentaram sequestrar a sua vontade. 

Nível do Rio Paraguai deve chegar a 5 metros no final de julho



Pesquisador da Embrapa Pantanal lança alerta sobre a vazante do rio


O pesquisador da Embrapa Pantanal Carlos Roberto Padovani lançou nesta semana o quinto alerta de nível do Rio Paraguai, que fala sobre a baixada das águas na região do Pantanal. De acordo com o alerta, o rio está no período de vazante. O nível deve chegar a 5 metros no final de julho, 4,5 metros por volta da metade de agosto e 4 metros na metade de setembro.

De acordo com o pesquisador, o nível do rio Paraguai estava em 5,28 metros na régua de Ladário no dia 9 deste mês – quase 20 centímetros a menos que o nível máximo registrado este ano, que foi de 5,42 metros no dia 12 do mês passado. A estimativa dos alertas anteriores era de que essa máxima ficaria em torno de 5,5 metros em meados de junho. 

Ainda segundo Padovani, um dos principais motivos da publicação dos alertas sobre a vazante e níveis do Rio Paraguai é para que os ribeirinhos, criadores de gado e arrendatários possam usar essas informações para programar suas atividades na região. 

Para mais dados sobre o nível do Rio Paraguai e outros alertas, acesse a página do Facebook Geohidro-Pantanal, mantida pela Embrapa Pantanal e parceiros:


Abaixo, segue o texto integral do pesquisador Carlos Padovani, publicado na página Geohidro-Pantanal:


QUINTO ALERTA DE NÍVEL DO RIO PARAGUAI EM LADÁRIO PARA 2014

O rio Paraguai, na régua de Ladário, deve alcançar o nível de 5,0 metros em torno de 24 de julho, 4,5 metros em torno de 19 de agosto e 4,0 metros em torno de 13 de setembro de 2014, considerando uma margem de erro de 5 dias para mais ou para menos.

As estimativas foram baseadas na análise gráfica dos níveis do rio Paraguai em Ladário na fase de vazante, totalizando 29 anos para a classe de nível de 5,01 a 5,50 metros. O período analisado foi de 09 de julho até 13 de setembro.

Conforme anunciado no quarto alerta: "Um ou mais alertas ainda serão emitidos sobre a vazante do rio. Uma vez que o rio Paraguai alcance o seu nível máximo ou pico, é importante informar quanto tempo vai demorar e como vai se dar a descida das águas."

O rio Paraguai na data de hoje, 09 de julho de 2014 está com o nível de 5,28 metros em Ladário, depois de ter alcançado seu nível máximo de 5,42 metros no dia 12 de junho, oito centímetros abaixo do nível em torno de 5,50 metros, estimado no segundo e quarto alertas. Sugerimos a leitura do segundo, terceiro e quarto alertas, assim como da Nota Técnica.

As informações dos níveis e suas respectivas datas estimadas na fase de vazante são importantes para que os influenciados ou afetados pela inundação possam programar suas atividades no canal do rio (navegação) e nas suas margens (ribeirinhos), assim como na planície de inundação (pecuária). O turismo também é influenciado pelas inundações.

Como informado no terceiro alerta: "Há uma forte relação entre o nível do rio Paraguai e a área inundada na região da régua de Ladário e rio abaixo até Forte Coimbra. Porém, há também a variação que depende da influência de outras variáveis...". Essas variáveis foram, por exemplo, a quantidade e distribuição das chuvas do mês de maio na região e em outras regiões do Pantanal e a influência de vazantes, corixos e outros rios. Isso significa que o processo dos campos secarem na vazante é diferente de um ano para outro e de um local para outro, mesmo considerando o mesmo nível do rio Paraguai em Ladário.

Os dados de nível dos rios utilizados no monitoramento, análises e estimativas são da Marinha do Brasil, Agência Nacional de Águas (ANA) e Serviço Geológico Brasileiro (CPRM). Veja os links para acesso a essas instituições aqui na Geohidro-Pantanal.


Alerta escrito por Carlos Roberto Padovani
Texto jornalístico: Nicoli Dichoff (DRT 3252/SC)
Foto: Vista aérea das águas do Rio Paraguai
Crédito da imagem: Carlos Roberto Padovani

Nicoli Dichoff
Jornalista - 3252/SC 
Núcleo de Comunicação Organizacional (NCO)
Embrapa Pantanal/ Corumbá - MS 
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa


PL para inclusão da carne suína na merenda escolar está tramitando na CCJ



O Projeto de Lei 4195/12, de autoria do deputado federal Afonso Hamm (PP-RS), que torna a carne suína obrigatória nos cardápios das refeições fornecidas pelo programa de alimentação escolar nas escolas públicas, está tramitando na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados.

A proposta está com o parecer do relator deputado Vilson Covatti (PP-RS) pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa do projeto e do substitutivo da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, que também determina a inclusão nos cardápios escolares de fontes de proteína animal variadas, como pescado, carne de aves, bovina ou suína.

Para Hamm, o fornecimento de carne suína nas escolas propiciará melhor qualidade de vida aos estudantes e a garantia de escoamento da produção aos produtores da carne, sendo benéfico para todos.

Ele observa que os suinocultores do país têm condições de fornecer, nos cardápios, no mínimo uma vez por semana, uma carne saudável, em todas as escolas da Unidade da Federação, em âmbitos estadual e municipal. "A genética suína está produzindo uma carne com menor teor de calorias e gordura. A carne suína também tem, em sua propriedade, concentração de ferro, o que é muito saudável para o organismo, conforme recomendação médica", complementa.

O PL já passou pelas Comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; Educação e Cultura e após a de Constituição e Justiça e de Cidadania, o projeto fica sujeito à apreciação conclusiva pelas Comissões.

-------------------www.afonsohamm.com.br - twitter.com/depafonsohamm - facebook.com/depafonsohamm
Jornalista responsável – Márcia Godinho Marinho – MTB 10.868

+ LIDAS NOS ÚLTIMOS 30 DIAS

Arquivo do blog