Filósofo e antropólogo francês Bruno Latour diz em entrevista que cientistas não devem fazer distinção entre fato e valor e que exigência de prover dados sem interpretá-los é culpada pelo fracasso da ciência e do poder público na discussão dos transgênicos
Bruno Latour é uma figura difícil classificar. Não é tarefa simples estabelecer se jamais foi moderno ou se mergulhou direto de maio de 1968 nas águas da pós-modernidade. Seus livros, vários deles editados no Brasil (como o recente "As Políticas da Natureza", Edusc, R$ 55), costumam despertar ojeriza nos cientistas naturais, que mesmo sem lê-los identificam no filósofo e antropólogo francês um dos arcebispos da religião desconstrucionista. Se parassem para meditar sobre os seguidos tropeços públicos das biotecnologias, no entanto, esses pesquisadores teriam uma ou duas coisas a aprender com Latour, que de arcebispo não tem nada.
Profeta, talvez. Latour escreveu livros incômodos, como "Vida de Laboratório" e "Ciência em Ação", e parece comprazer-se em nunca dizer o que o interlocutor dele espera ouvir. No congresso de estudos de ciência e tecnologia que organizou em Paris no final de agosto, por exemplo, não havia a habitual sessão de pôsteres em que estudantes ficam plantados ao pé dos mesmos. Resultado: mais de uma centena de sessões espalhadas por dezenas de salas na tradicional escola de engenharia e no Liceu Saint Louis, ambos no bulevar Saint-Michel e vizinhos do Jardim de Luxemburgo. Com exceção de uma sessão solene na sede do Senado da República, no Palácio de Luxemburgo, não houve plenárias.
Os títulos das sessões se revelavam quase tão inusitados quanto a cor laranja das bolsas distribuídas pelos organizadores. De robôs sociais à politização do software e da cartografia das invenções científicas à etnografia do código aberto, havia de tudo, para todos. O tema central do congresso conjunto da Sociedade para Estudos Sociais da Ciência (SSSS, ou 4S) e da Associação Européia de Estudos Sociais de Ciência (Easst) era, afinal, abrangente o bastante: "Provas públicas: Ciência, tecnologia e democracia".
Os transgênicos são um prato cheio para esse tema, pois tornam manifesto que a pesquisa científica é uma prática social, que ela mobiliza paixões e valores arraigados, que nem tudo nela são razões objetivas e capturáveis por meio de um desenho inteligente de experimentos. Trata-se da primeira controvérsia científica globalizada, em realidade, como percebeu Bruno Latour: "Há uma Guerra Mundial dos OGMs [organismos geneticamente modificados]", diz o francês, "que é interessante precisamente porque não há mortes". Quando muito, uma erosão contínua da confiança nos especialistas, tema que de resto já penetrou até a sociologia mais comportada, ou nada francesa, de um Anthony Giddens e de um Ulrich Beck.
Enganam-se, contudo, os cientistas naturais que virem em Latour um inimigo. Ele tem perceptível simpatia pelas agruras que estão vivendo com a querela dos OGMs, como deixa claro na entrevista a seguir. Segundo seu diagnóstico, para a irresolução dessa controvérsia contribuem falhas tanto dos protagonistas da esfera pública quanto dos pesquisadores, mas estes ao menos podem alegar que estão submetidos a um duplo vínculo, como diz o intelectual francês, a uma exigência contraditória -- prover fatos sem já interpretá-los: "Por favor, nada de nos dizer o que devemos fazer, mas, se também puderem nos dizer o que devemos fazer, seria bom".
Existe uma longa tradição de trânsito entre tais exigências, no que Latour chama de Teatro da Prova, do pêndulo de Foucault ao anel de borracha de vedação do ônibus espacial Challenger que Richard Feynman mergulhou num copo de água gelada: a necessidade, tanto para testemunhos políticos quanto para os científicos, de oferecer provas de uma maneira pública, convincente e dramática. "Melhores verdades", enfim, como pediu na abertura. Pode-se discordar de Latour em muitas coisas, mas é difícil deixar de perceber que suas idéias multicoloridas têm mais de construtivas do que de desconstrucionistas, como se pode ver na entrevista abaixo, concedida nos jardins da Escola de Minas no dia 26 de agosto, horas antes da cerimônia oficial no Senado:
Um dos principais debates públicos sobre ciência, hoje, é o dos organismos geneticamente modificados (OGMs), que não progride. Cientistas estão dispostos a tomar parte no debate, mas só como se estivessem entre pesquisadores. Há de fato resistência ao diálogo, a encontrar um modo novo de participar do debate público?
Eles estão certos, num certo sentido, por estarem preocupados. Ainda não se formou uma alternativa para o papel clássico do cientista de ensinar, fazer pesquisa ou aconselhar políticos. Em outras palavras, quando há hesitação sobre um novo regime, é melhor apegar-se ao velho. Pelo menos tem a vantagem principal de proteger a sua autonomia, que de outro modo é com freqüência ameaçada por outros interesses. A alternativa é muito difícil porque envolve não só mudar o modo com que os cientistas fazem as coisas, mas também o que se pede a eles que façam. É uma espécie de duplo vínculo: de um lado, eles são chamados a dar testemunho como "experts" -e eu acho que pedir a um cientista que se torne um "expert" é uma espécie de traição à missão da ciência-, e simultaneamente a nos dizer quais são os fatos. Ou seja: por favor, nada de nos dizer o que devemos fazer, mas, se também puder nos dizer o que devemos fazer, seria bom. O que eu proponho nesse livro ["As Políticas da Natureza"] é que nós organizemos essas posições com uma diferenciação entre as habilidades de cientistas, políticos, economistas, pessoal de mídia e assim por diante, e suas funções. Fazer uma distinção entre os domínios em que eles são chamados a atuar e as suas habilidades, porque há um mal-entendido aí. As pessoas acham que as habilidades dos cientistas são também o seu domínio, que é separado do resto. Não, [na realidade] são as habilidades que são diferentes, mas o domínio é o mesmo. É o mesmo que construir uma casa, em que há carpinteiros, eletricistas, encanadores -eles não estão construindo várias casas diferentes, uma do encanador, outra do eletricista, mas trabalhando no mesmo prédio.
Eles estão contribuindo com habilidades diferentes para a tarefa comum, é isso?
Sim. O problema é manter a diferença, e o temor dos cientistas correto, no meu entender - é que eles não querem ser confundidos com políticos, com advogados, porque não sabem como proceder. E estão certos! As habilidades são diferentes, a do encanador não é a mesma do eletricista. Mas o que é esse prédio que temos de construir? Essa é a questão a fazer. O prédio é o "cosmos" comum, para usar a velha expressão grega. No caso dos OGMs: política internacional, subsídios, aspectos legais, ecologia da dispersão de genes, onde encontrar experimentos que sejam públicos e convincentes, e assim por diante. É uma reunião muito grande. Assim, se eles dizem: "Ah, nós não queremos ter nada a ver com a construção do mundo comum, não é o nosso papel", aí estão errados, porque não estariam querendo que sua ciência tenha sucesso. Mas, quando dizem: "Sem uma alternativa, preferimos nos apegar a nossa definição de autonomia", nesse caso eu penso que eles estão certos.
Essas coisas às vezes se misturam. Os pesquisadores brasileiros não aceitam, por exemplo, que se modifiquem os poderes da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança [CTNBio], pois dizem que a decisão deve ser estritamente técnica. Isso não é uma maneira de tentar circunscrever o debate?
Isso é algo fácil de resolver, ainda que não o seja na prática. O fato é que a distinção está fazendo um corte no lugar errado, separando os dois papéis que os cientistas deveriam ter, mas lhes atribuindo ambos: a certeza sobre os fatos e a incerteza sobre os fatos. Com os valores é a mesma coisa. O que eu proponho é um corte noutro sentido. De fato, há duas funções a serem realizadas, que são muito diferentes; a casa a ser construída de fato é feita de coisas diversas. Uma é quais entidades têm de ser levadas em conta. É preciso pensar sobre fluxo gênico, sobre leis, sobre isso e aquilo, sobre o número de elementos que vão entrar na reunião, que devem ser recrutados e aceitos sem serem simplificados. E há também uma segunda tarefa: como ordenar, ou compor, esses diferentes institutos, num mundo comum. E isso é algo completamente diferente da distinção entre fato e valor. O modo com que os cientistas continuam mantendo a distinção fato-valor é inteiramente contraproducente, porque ao proceder assim eles estão disparando contra o próprio pé.
Essa é uma casa de todos. Não é só uma questão de saber se os genes fluem do campo de um agricultor para o de outro, mas se esse agricultor quer ter a Monsanto como seu patrão. Essa segunda questão é exatamente tão importante [quanto a primeira]: ela teria de ser provada, demonstrada, deveria haver meios de ser decidida. Os OGMs são interessantes porque não são perigosos, precisamente porque quase não têm perigo comprovado. É uma questão de soberania.
Mas por que, então, se tornaram uma questão tão grande, se não são perigosos?
Por causa do que Michel Callon [do Instituto de Estudos Avançados de Princeton, EUA] disse esta manhã: antes dessa nova configuração, a saúde era a única maneira de criar uma dificuldade. As pessoas diziam: desde que não sejam perigosos, nós aceitamos. Deveria ser permitido dizer: não é perigoso, não é um problema de saúde, mas nós simplesmente não queremos! É uma questão de soberania, qual o mundo que queremos ter. É perfeitamente legítimo decidir assim o que não quer dizer que seja a decisão correta. É legítimo, desde que as outras funções dessa reunião tenham sido respeitadas, o processo devido ["due process"]. Nesse caso, não há absolutamente razão alguma para justificar sua imposição. Pessoalmente, não ligo a mínima. Acho os OGMs perfeitamente OK. Mas deveria ser possível dizer: não é perigoso, não é um problema de saúde, mas mesmo assim é uma questão de "cosmos", de arranjo, de paisagem, de beleza, de valores. Há muitas outras coisas. No caso dos OGMs, a questão principal é o vínculo entre a empresa e os plantadores, é uma questão de autoridade.
Quando se considera o debate sobre os OGMs entre a Europa e os Estados Unidos, é claramente uma questão de soberania. Os europeus dizem: nós aplicamos o princípio da precaução. É nosso direito ser soberanos. E os outros dizem, o que não é um mau argumento, tampouco: então é um obstáculo técnico ao livre comércio. O Brasil também está nessa disputa, por outras razões. Quando a soberania retorna, o debate se torna de novo politicamente interessante, pois não se trata de saúde.
Quando a saúde está em causa, não se pode dizer que se vai fazer alguma coisa que seja perigosa para a saúde. OK, não é perigoso para a saúde o que fazemos, então? Temos de decidir! É uma espécie de retomada da necessidade e de uma chance para a soberania. É um debate muito interessante. Penso que há uma Guerra Mundial dos OGMs, que é interessante precisamente porque não há mortes. A disputa sobre algodão transgênico também é muito interessante, na Índia. De novo, diz-se que é muito útil, mas é um algodão bom ou ruim? Se os camponeses não forem ouvidos, não se pode decidir se é bom ou ruim. Os cientistas estão certos em ficar desconfiados, porque não há ainda uma nova identidade. O dever de pessoas como nós, da sociedade, é tentar encontrar essas alternativas.
O sr. está otimista quanto a isso? Há alguma saída para esse impasse?
Bem, há 1.200 pessoas aqui [na conferência].
Mas como transformar todas essas discussões em algo institucional, em procedimentos?
Essa é a questão.
Faz alguma diferença se somos 1.200, e não 12. Hoje temos defensores do princípio de precaução na Comissão Européia. Faz alguma diferença? Pequena, mas toda diferença é pequena... 12.000 seria ainda melhor. Eu fico impressionado com o fato de que aquilo que nós víamos agora está ficando óbvio para muitos, mas eles ainda não pensaram sobre isso. A maneira oficial de representar ciência ainda é de 60, 100, 200 anos atrás, porque ninguém presta atenção aos cientistas. Quando os argumentos são apresentados aos cientistas calmamente, fora das ruas, eles dizem que sim, claro, é isso mesmo. É uma questão de bom senso.
Marcelo Leite, colunista da Folha
Folha de São Paulo, domingo, 12 de setembro de 2004
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe1209200401.htm
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segunda-feira, setembro 13, 2004
sexta-feira, setembro 10, 2004
Exposição Internacional do Cavalo Árabe começa hoje em Avaré
Começa hoje (10), e se estende até domingo(12), na cidade de Avaré, interior de São Paulo, a 11ª Exposição Internacional do Cavalo Árabe. O evento, promovido pela Associação Brasileira dos Criadores de Cavalo Árabe (ABCCA) acontece no Parque de Exposições Dr. Fernando Cruz Pimentel (EMAPA), e é aberto ao público.
A Exposição reúne cerca de 200 animais puro sangue árabe, que competirão em diversas modalidades e serão julgados pelos juizes Chris Culbreth, de Westcliffe (Colorado, EUA), João Oscar R. Guardia (Zico) e Manuel A. Balarini Rodrigues (Brasil).
Hoje, 10 de setembro, à tarde, acontece a Breeder´s Cup 2004, também conhecida como a "Copa dos Criadores" por exigir que os animais participantes tenham nascido e sido criados pelo seu expositor.
No sábado e no domingo ocorrerão as tradicionais provas de Halter (conformação) onde é avaliada a estrutura e movimentação de cada cavalo, e de Performance (provas funcionais), quando é analisado o condicionamento do animal sob o comando do cavaleiro ou condutor.
Confira a programação do evento promovido pela Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Árabe (ABCCA):
PROGRAMAÇÃO
sexta-feira, 10, 8h00 – PERFORMANCE
– trail horse estreantes – sênior
- trail horse expositor – masculino – feminino – mirim
- western pleasure estreantes – novos – castrado
- english pleasure estreantes/sênior – feminino – mirim
13:00 h - Breeders`cup 2004
Sábado, 11 - 8h00 – PERFORMANCE E HALTER
– pleasure driving estreantes – sênior – expositor
- pleasure driving masculino – feminino – mirim
- western pleasure cavalo – égua – sênior – Expositor
- western pleasure masculino – feminino – mirim
- montaria traje típico
obs: havendo iluminação na pista que ofereça condições de julgamento, algumas das categorias de western poderão passar para a noite, após o campeonato cavalo.
14h00 - HALTER
- campeonato potro ao pé
- campeonato potro
- campeonato égua
- campeonato cavalo
- prova funcional
Domingo,12 – 9h00 - HALTER – término do julgamento
- campeonato castrado
- campeonato junior fêmea
- campeonato junior macho
- campeonato potranca
- melhor cabeça
- progênie de pai / mãe
- apresentadores mirim – junior – master
- prova em liberdade
Evento: SI Exposição Internacional do Cavalo Árabe
Data: de 10 a 12 de setembro de 2004
Local: Parque de Exposições Dr. Fernando Cruz Pimentel (EMAPA) - Av. Mario Covas - Cidade de Avaré - SP
Informações: Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Árabe (ABCCA) - Telefone: (11) 3673-1744
Qualittá Comunicação Empresarial
Fone : 11 5506-1560 – qualitta@qualittaonline.com.br
Paula Saraiva - paula.qualitta@qualittaonline.com.br
A Exposição reúne cerca de 200 animais puro sangue árabe, que competirão em diversas modalidades e serão julgados pelos juizes Chris Culbreth, de Westcliffe (Colorado, EUA), João Oscar R. Guardia (Zico) e Manuel A. Balarini Rodrigues (Brasil).
Hoje, 10 de setembro, à tarde, acontece a Breeder´s Cup 2004, também conhecida como a "Copa dos Criadores" por exigir que os animais participantes tenham nascido e sido criados pelo seu expositor.
No sábado e no domingo ocorrerão as tradicionais provas de Halter (conformação) onde é avaliada a estrutura e movimentação de cada cavalo, e de Performance (provas funcionais), quando é analisado o condicionamento do animal sob o comando do cavaleiro ou condutor.
Confira a programação do evento promovido pela Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Árabe (ABCCA):
PROGRAMAÇÃO
sexta-feira, 10, 8h00 – PERFORMANCE
– trail horse estreantes – sênior
- trail horse expositor – masculino – feminino – mirim
- western pleasure estreantes – novos – castrado
- english pleasure estreantes/sênior – feminino – mirim
13:00 h - Breeders`cup 2004
Sábado, 11 - 8h00 – PERFORMANCE E HALTER
– pleasure driving estreantes – sênior – expositor
- pleasure driving masculino – feminino – mirim
- western pleasure cavalo – égua – sênior – Expositor
- western pleasure masculino – feminino – mirim
- montaria traje típico
obs: havendo iluminação na pista que ofereça condições de julgamento, algumas das categorias de western poderão passar para a noite, após o campeonato cavalo.
14h00 - HALTER
- campeonato potro ao pé
- campeonato potro
- campeonato égua
- campeonato cavalo
- prova funcional
Domingo,12 – 9h00 - HALTER – término do julgamento
- campeonato castrado
- campeonato junior fêmea
- campeonato junior macho
- campeonato potranca
- melhor cabeça
- progênie de pai / mãe
- apresentadores mirim – junior – master
- prova em liberdade
Evento: SI Exposição Internacional do Cavalo Árabe
Data: de 10 a 12 de setembro de 2004
Local: Parque de Exposições Dr. Fernando Cruz Pimentel (EMAPA) - Av. Mario Covas - Cidade de Avaré - SP
Informações: Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Árabe (ABCCA) - Telefone: (11) 3673-1744
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sexta-feira, setembro 03, 2004
Orgânicos Reivindicam Direitos na Lei Sobre Biossegurança
Produtores pedem acompanhamento e proteção do setor ao governo federal
Um manifesto em nome dos produtores orgânicos foi enviado à Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, externando a preocupação do setor com os rumos do projeto de lei sobre biossegurança, que em breve será colocado em votação no congresso nacional. A carta, elaborada pelo IBD - Instituto Biodinâmico e em nome de quatro mil produtores, solicita um posicionamento do governo em relação a medidas preventivas que garantam a segurança dos cultivares orgânicos, que estariam ameaçados pela possível liberação da produção e comercialização de organismos geneticamente modificados.
Entre as propostas apresentadas no projeto de lei sobre biossegurança, está a que dá autoridade à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança - CTNBio, amplos poderes liberar a pesquisa e o uso comercial de organismos transgênicos, sem obrigatoriedade da realização de estudos prévios de avaliação de riscos à saúde e ao meio ambiente.
Considerando os pontos abordados no projeto de lei, entre as principais reivindicações dos produtores orgânicos estão: a garantia e direito de produção e cultivo da agricultura orgânica, isenção total da responsabilidade por possíveis contaminações de lavouras orgânicas por organismos geneticamente modificados e suas conseqüências, apoio dos governos federais, estaduais e municipais as iniciativas de criação de mecanismos legais e jurídicos que permitam a existência do sistema orgânico de produção, fiscalização e informação aos consumidores sobre produtos transgênicos e controle sobre a veracidade das propagandas de corporações ligadas aos transgênicos e aos agrotóxicos.
A posição contrária do movimento orgânico, a livre produção e comercialização de transgênicos, também foi reafirmada através do diretor do IBD, Alexandre Harkaly, que cobrou à Ministra do Meio Ambiente empenho na defesa dos direitos dos agricultores orgânicos brasileiros.
Fernando Thuler
Communicação Assessoria Empresarial
(11) 3285-5410 / (11) 9996-5495
Um manifesto em nome dos produtores orgânicos foi enviado à Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, externando a preocupação do setor com os rumos do projeto de lei sobre biossegurança, que em breve será colocado em votação no congresso nacional. A carta, elaborada pelo IBD - Instituto Biodinâmico e em nome de quatro mil produtores, solicita um posicionamento do governo em relação a medidas preventivas que garantam a segurança dos cultivares orgânicos, que estariam ameaçados pela possível liberação da produção e comercialização de organismos geneticamente modificados.
Entre as propostas apresentadas no projeto de lei sobre biossegurança, está a que dá autoridade à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança - CTNBio, amplos poderes liberar a pesquisa e o uso comercial de organismos transgênicos, sem obrigatoriedade da realização de estudos prévios de avaliação de riscos à saúde e ao meio ambiente.
Considerando os pontos abordados no projeto de lei, entre as principais reivindicações dos produtores orgânicos estão: a garantia e direito de produção e cultivo da agricultura orgânica, isenção total da responsabilidade por possíveis contaminações de lavouras orgânicas por organismos geneticamente modificados e suas conseqüências, apoio dos governos federais, estaduais e municipais as iniciativas de criação de mecanismos legais e jurídicos que permitam a existência do sistema orgânico de produção, fiscalização e informação aos consumidores sobre produtos transgênicos e controle sobre a veracidade das propagandas de corporações ligadas aos transgênicos e aos agrotóxicos.
A posição contrária do movimento orgânico, a livre produção e comercialização de transgênicos, também foi reafirmada através do diretor do IBD, Alexandre Harkaly, que cobrou à Ministra do Meio Ambiente empenho na defesa dos direitos dos agricultores orgânicos brasileiros.
Fernando Thuler
Communicação Assessoria Empresarial
(11) 3285-5410 / (11) 9996-5495
CERCA DE 3 MIL PRODUTORES VISITAM DIARIAMENTE O CENTRO TECNOLÓGICO DE PRODUÇÃO ANIMAL DA BELGO/TORTUGA NA EXPOINTER
Cerca de 3 mil pessoas estão visitando diariamente o Centro Tecnológico de Produção Animal das empresas Belgo Bekaert e Tortuga na Expointer - Exposição Internacional de Animais, Máquinas, Implementos e Produtos Agropecuários, em Esteio. O espaço, com 1.200m m2, reúne mais de 20 animais, a maioria com filhotes, mostrando diferentes etapas da produção animal, soluções e tecnologias para cercamento rural e nutrição de bovinos, suínos, ovinos, aves e peixes, assuntos de interesse do produtor rural. Quarenta técnicos das duas empresas estão a postos para dar as explicações sobre as diferentes tecnologias e processos utilizados.
Com sede em Contagem, Minas Gerais, e cinco unidades fabris no país, a Belgo Bekaert é líder da América Latina no segmento de arames para agropecuária. A Tortuga, maior empresa de nutrição e saúde animal do país, está sediada no Estado de São Paulo.
Segundo Rodrigo Carrara, da Gerência de Marketing da Belgo Bekaert, as soluções apontadas, além de serem as mais modernas em nutrição e manejo animal, também representam maior produtividade e economia para quem as utiliza.
A Belgo Bekaert está presente com alguns dos principais produtos da sua linha agropecuária, mostrando as novidades em cercamentos rurais, como a trama Belgo Fixo, maior lançamento da empresa este ano. Também apresenta os carros-chefes na linha de arames e cordoalhas, como o frutifio para a fruticultura e os arames Motto e Belval Z600.
O estande promove para os participantes da Expointer dinâmicas de manejo de cerca, instalações rurais, de nutrição e saúde animal, além de palestras.
PALESTRAS DIÁRIAS
10h – Novos Avanços da Nutrição Animal/Construção e Manejo de Cercas Elétricas
11h30 – Tecnologia de Produção de Boi Verde/Construção de Cercas
14h – A influência da Nutrição na Reprodução Animal/Construção de Currais e Mangueras
15h30 – Otimização da Produção Animal pela Nutrição/Construção e Manejo de Cercas Elétricas
Local: Centro Tecnológico de Produção Animal Belgo-Tortuga– Quadra 29 (em frente à pista de julgamento)
Jornalista Regina Perillo – 31-9128-5616 – reginaperillo@terra.com.br - Expointer – Quadra 29
Com sede em Contagem, Minas Gerais, e cinco unidades fabris no país, a Belgo Bekaert é líder da América Latina no segmento de arames para agropecuária. A Tortuga, maior empresa de nutrição e saúde animal do país, está sediada no Estado de São Paulo.
Segundo Rodrigo Carrara, da Gerência de Marketing da Belgo Bekaert, as soluções apontadas, além de serem as mais modernas em nutrição e manejo animal, também representam maior produtividade e economia para quem as utiliza.
A Belgo Bekaert está presente com alguns dos principais produtos da sua linha agropecuária, mostrando as novidades em cercamentos rurais, como a trama Belgo Fixo, maior lançamento da empresa este ano. Também apresenta os carros-chefes na linha de arames e cordoalhas, como o frutifio para a fruticultura e os arames Motto e Belval Z600.
O estande promove para os participantes da Expointer dinâmicas de manejo de cerca, instalações rurais, de nutrição e saúde animal, além de palestras.
PALESTRAS DIÁRIAS
10h – Novos Avanços da Nutrição Animal/Construção e Manejo de Cercas Elétricas
11h30 – Tecnologia de Produção de Boi Verde/Construção de Cercas
14h – A influência da Nutrição na Reprodução Animal/Construção de Currais e Mangueras
15h30 – Otimização da Produção Animal pela Nutrição/Construção e Manejo de Cercas Elétricas
Local: Centro Tecnológico de Produção Animal Belgo-Tortuga– Quadra 29 (em frente à pista de julgamento)
Jornalista Regina Perillo – 31-9128-5616 – reginaperillo@terra.com.br - Expointer – Quadra 29
quarta-feira, setembro 01, 2004
PRÊMIO ILLY DEVE SUPERAR EM 30% AS INSCRIÇÕES DE 2003
O recorde deve ser impulsionado pelas características climáticas deste ano: temperaturas mais baixas e chuvas bem distribuídas
Foram recebidas mais de 152 amostras no primeiro mês das inscrições para o 14º Prêmio Brasil de Qualidade do Café para 'Espresso', promovido anualmente pela torrefadora italiana illycaffè. Neste ano, segundo a Porto de Santos - empresa responsável por receber as inscrições -, a previsão é de um aumento de 30% no número de amostras com relação ao ano passado, que contou com 914.
"Isso se deve à perspectiva de uma safra de excelente qualidade, com dois fatores preponderantes: temperaturas mais amenas, que fizerem com que os grãos amadurecessem mais lentamente e concentrassem quantidade ideal de açúcares, e chuvas bem distribuídas, que garantiram uniformidade de maturação aos frutos no pé", diz Aldir Alves Teixeira, doutor em Agronomia e consultor científico da illycaffè no Brasil.
Além disso, segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita de 2004 será a segunda maior em 15 anos, perdendo somente para a de 2002. Serão produzidas 38,3 milhões de sacas de café em todo Brasil.
O concurso instituído pela illy busca estimular a produção de cafés finos, oferecendo mais de US$ 100 mil em premiação para os cafeicultores brasileiros que ficarem entre os 50 finalistas. As inscrições vão até o dia 8 de outubro. Podem participar do concurso somente os produtores de café da espécie Coffea arabica, de bebida fina, preparado por via seca (café natural) ou por via úmida (cereja descascado ou despolpado).
Visando à qualidade dos cafés inscritos, só serão aceitos grãos do tipo 3 para melhor (com no máximo 12 defeitos), nas peneiras 16 ou acima, com vazamento máximo de 2%. O teor de umidade não pode ultrapassar 11%.
As amostras serão analisadas seguindo os rigorosos padrões internacionais de qualidade adotados pela illycaffè. O regulamento do prêmio já está disponível nas cooperativas e associações de cafeicultores. Os produtores que quiserem participar devem inscrever um lote de no mínimo 100 e no máximo 600 sacas do café descrito acima.
O prêmio total será dividido da seguinte maneira: US$ 30 mil para o primeiro colocado; US$ 20 mil para o vice-campeão; US$ 10 mil para o terceiro; US$ 5 mil para o quarto e US$ 3 mil para o quinto colocado. Os classificados da sexta à décima posição recebem US$ 1 mil, enquanto aqueles que alcançaram da 11ª à 50ª classificação ganham US$ 700,00. Os prêmios serão concedidos em moeda brasileira, pelo valor do dólar comercial do dia anterior à entrega.
As amostras de 1.500g de café deverão ser enviadas juntamente com a ficha de inscrição, devidamente preenchida e assinada pelo produtor, para a Porto de Santos Comércio e Exportação, Rua do Comércio, 55 - 9º andar - CEP. 11010-141 - Santos, São Paulo.
Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (13) 3219.2780 ou pelo e-mail portosantos@uol.com.br
Foram recebidas mais de 152 amostras no primeiro mês das inscrições para o 14º Prêmio Brasil de Qualidade do Café para 'Espresso', promovido anualmente pela torrefadora italiana illycaffè. Neste ano, segundo a Porto de Santos - empresa responsável por receber as inscrições -, a previsão é de um aumento de 30% no número de amostras com relação ao ano passado, que contou com 914.
"Isso se deve à perspectiva de uma safra de excelente qualidade, com dois fatores preponderantes: temperaturas mais amenas, que fizerem com que os grãos amadurecessem mais lentamente e concentrassem quantidade ideal de açúcares, e chuvas bem distribuídas, que garantiram uniformidade de maturação aos frutos no pé", diz Aldir Alves Teixeira, doutor em Agronomia e consultor científico da illycaffè no Brasil.
Além disso, segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita de 2004 será a segunda maior em 15 anos, perdendo somente para a de 2002. Serão produzidas 38,3 milhões de sacas de café em todo Brasil.
O concurso instituído pela illy busca estimular a produção de cafés finos, oferecendo mais de US$ 100 mil em premiação para os cafeicultores brasileiros que ficarem entre os 50 finalistas. As inscrições vão até o dia 8 de outubro. Podem participar do concurso somente os produtores de café da espécie Coffea arabica, de bebida fina, preparado por via seca (café natural) ou por via úmida (cereja descascado ou despolpado).
Visando à qualidade dos cafés inscritos, só serão aceitos grãos do tipo 3 para melhor (com no máximo 12 defeitos), nas peneiras 16 ou acima, com vazamento máximo de 2%. O teor de umidade não pode ultrapassar 11%.
As amostras serão analisadas seguindo os rigorosos padrões internacionais de qualidade adotados pela illycaffè. O regulamento do prêmio já está disponível nas cooperativas e associações de cafeicultores. Os produtores que quiserem participar devem inscrever um lote de no mínimo 100 e no máximo 600 sacas do café descrito acima.
O prêmio total será dividido da seguinte maneira: US$ 30 mil para o primeiro colocado; US$ 20 mil para o vice-campeão; US$ 10 mil para o terceiro; US$ 5 mil para o quarto e US$ 3 mil para o quinto colocado. Os classificados da sexta à décima posição recebem US$ 1 mil, enquanto aqueles que alcançaram da 11ª à 50ª classificação ganham US$ 700,00. Os prêmios serão concedidos em moeda brasileira, pelo valor do dólar comercial do dia anterior à entrega.
As amostras de 1.500g de café deverão ser enviadas juntamente com a ficha de inscrição, devidamente preenchida e assinada pelo produtor, para a Porto de Santos Comércio e Exportação, Rua do Comércio, 55 - 9º andar - CEP. 11010-141 - Santos, São Paulo.
Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (13) 3219.2780 ou pelo e-mail portosantos@uol.com.br
EQUIPE DE LAÇO BELGO BEKAERT CONQUISTA 3º LUGAR NO RODEIO DE BARRETOS
A Belgo Bekaert, líder em arames, a Asa Comunicação e a Tortuga Nutrição e Saúde Animal são os patrocinadores da Equipe de Laço Belgo Bekaert, que acaba de ter um de seus competidores, o mineiro Tiago de Brito, premiado com o terceiro lugar na prova de Laço de Bezerro na Festa do Peão Boiadeiro, em Barretos, São Paulo. Além de Tiago, a Equipe de Laço Belgo Bekaert é formada pelos atletas Gustavo Starling, Sócrates Leonardo e Renato Batista, e é hoje a mais premiada no Brasil.
"Havia mais de 60 competidores e ficar entre os três melhores é uma emoção incomparável. Somos privilegiados porque, graças aos nossos patrocinadores, viajamos por todo o país e disputamos cerca de 40 rodeios por ano. O título é uma honra para Minas Gerais e demonstra a força do esporte no Estado", declara Tiago.
O também mineiro Renato Batista, que em 2000 foi campeão da competição de Laço de Bezerro em Barretos, esse ano se classificou entre os dez melhores na prova.
Regina Perillo Comunicação – 31-3481-4888 /Jornalistas Débora Farid – 031-9647-0839 e Regina Perillo – 031-9128-5616
"Havia mais de 60 competidores e ficar entre os três melhores é uma emoção incomparável. Somos privilegiados porque, graças aos nossos patrocinadores, viajamos por todo o país e disputamos cerca de 40 rodeios por ano. O título é uma honra para Minas Gerais e demonstra a força do esporte no Estado", declara Tiago.
O também mineiro Renato Batista, que em 2000 foi campeão da competição de Laço de Bezerro em Barretos, esse ano se classificou entre os dez melhores na prova.
Regina Perillo Comunicação – 31-3481-4888 /Jornalistas Débora Farid – 031-9647-0839 e Regina Perillo – 031-9128-5616
terça-feira, agosto 31, 2004
VACINAÇÃO CONTRA AFTOSA COMEÇA AMANHÃ NO CIRCUITO LESTE DO PAÍS
Começa amanhã (01/09) a segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa no Circuito Leste do país. Serão vacinadas 19,8 milhões de cabeças dos rebanhos da Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, região leste de Minas Gerais e Ceará. Os criadores dos cinco estados terão à disposição cerca de 20 milhões de doses da vacina, segundo a Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
O coordenador da Campanha Nacional de Erradicação da Febre Aftosa, Jamil Gomes de Souza, afirma que o governo busca tornar o território brasileiro livre da doença o mais rápido possível, já que a erradicação é importante tanto para o mercado de carnes como para a exportação de outros produtos do agronegócio.
"A erradicação da febre aftosa no Brasil é de extrema importância porque não se restringe somente aos animais, mas também pode prejudicar uma série de produtos, como sementes e insumos. No caso do farelo de soja, por exemplo, alguns países usam a ocorrência da doença como barreira para a importação de nossos produtos", diz.
Segundo o coordenador, já foram vendidas cerca de 8,5 milhões de doses da vacina contra a febre aftosa para os criadores do Circuito Leste. Souza informa que os estoques do governo contam com 131,8 milhões de doses da vacina aprovadas e prontas para consumo.
Segundo dados do Departamento de Defesa Animal do MAPA, o país conta hoje com 191,23 milhões de cabeças de bovinos. A Bahia tem 9,6 milhões de cabeças; o Espírito Santo, 1,8 milhão; Rio de Janeiro, 1,9 milhão; região leste de Minas Gerais, 4 milhões; e Ceará, com 2,2 milhões de cabeças de gado.
Fonte: MAPA
O coordenador da Campanha Nacional de Erradicação da Febre Aftosa, Jamil Gomes de Souza, afirma que o governo busca tornar o território brasileiro livre da doença o mais rápido possível, já que a erradicação é importante tanto para o mercado de carnes como para a exportação de outros produtos do agronegócio.
"A erradicação da febre aftosa no Brasil é de extrema importância porque não se restringe somente aos animais, mas também pode prejudicar uma série de produtos, como sementes e insumos. No caso do farelo de soja, por exemplo, alguns países usam a ocorrência da doença como barreira para a importação de nossos produtos", diz.
Segundo o coordenador, já foram vendidas cerca de 8,5 milhões de doses da vacina contra a febre aftosa para os criadores do Circuito Leste. Souza informa que os estoques do governo contam com 131,8 milhões de doses da vacina aprovadas e prontas para consumo.
Segundo dados do Departamento de Defesa Animal do MAPA, o país conta hoje com 191,23 milhões de cabeças de bovinos. A Bahia tem 9,6 milhões de cabeças; o Espírito Santo, 1,8 milhão; Rio de Janeiro, 1,9 milhão; região leste de Minas Gerais, 4 milhões; e Ceará, com 2,2 milhões de cabeças de gado.
Fonte: MAPA
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