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terça-feira, março 09, 2004

Ouro Fino Pet lança antibiótico para tratamento de infecções dermatológicas

A expectativa é que o produto atinja cerca de 7% das vendas nos próximos anos

A Ouro Fino Pet, unidade do grupo Ouro Fino, empresa 100% brasileira que atua no segmento de produtos farmacêuticos para saúde animal, coloca à disposição de médicos veterinários e do mercado um novo antibiótico para tratamento de infecções de pele e de tecidos moles, geniturinárias, respiratórias e do aparelho locomotor de gatos e cães de todos os portes. O Celesporin Comprimidos é um antibiótico bactericida à base de cefalexina com amplo espectro de ação.
O novo produto é mais uma estratégia da unidade de negócios que vem apresentando forte crescimento na empresa. Em 2003, a linha Pet da Ouro Fino foi responsável por 10% do faturamento. A intenção, de acordo com o diretor da unidade, Luis Cláudio Sinelli, é que em 2004 a linha Pet tenha um aumento de 70% em relação ao ano anterior. Com apenas quatro anos atuando na linha Pet, a Ouro Fino tem 4% de participação neste mercado e a idéia é que este índice chegue a 6% nos próximos anos.
O Celesporin inibe a síntese da parede celular bacteriana em bactérias gran-positivas, determinando sua ruptura. O Celesporin ataca os principais agentes de infecções de pele, urinária, respiratória e de otites, como Corynebacteria, Streptococcus e Staphylococcus. Outro diferencial é que também age com elevada eficácia em bactérias gran-negativas como E. coli, Proteus, Salmonella, entre outras causadoras de infecções do aparelho locomotor, trato respiratório superior e inferior. O produto tem ação rápida em todos os tecidos e órgãos dos animais com elevada margem de segurança e é uma forte ferramenta terapêutica para médicos veterinários no tratamento de patologias da pele, ouvidos, vias urinárias, respiratórias e do aparelho locomotor de cães e gatos.
Segundo Sinelli, a intenção é que o Celesporin represente cerca de 7% das vendas dos produtos desta linha nos próximos anos. Além deste produto, a unidade também espera lançar outros dez em 2004. “Os nossos produtos são de excelente qualidade, por isso, apostamos em um forte crescimento”, diz Sinelli. O mercado Pet brasileiro movimenta aproximadamente R$ 130 milhões ao ano e vem obtendo um crescimento médio nos últimos anos de 18%. Os principais mercados consumidores são os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Nova embalagem - A Ouro Fino Pet inova também na embalagem de seus produtos. O Celesporin Comprimidos chega ao mercado já com o novo formato e modelo de embalagens dos produtos Pet da empresa. A cor da caixa de comprimidos, antes amarelo claro, agora passa a ser branca. O nome do produto vem escrito em tamanho maior e no sentido horizontal da embalagem. O papel também mudou e passa a ser mais resistente. As inovações serão promovidas em todos os produtos da linha Pet.
E para a comodidade posológica do proprietário do animal e do médico veterinário, o Celesporin Comprimidos foi desenvolvido em duas diferentes concentrações e quatro apresentações:
- Celesporin Comprimidos 150 mg: cartucho contendo blíster com 12 comprimidos e Display contendo 60 comprimidos.
- Celesporin Comprimidos 600 mg: cartucho contendo blíster com 10 comprimidos e Display contendo 50 comprimidos.

Sobre a Ouro Fino – A Ouro Fino, criada em 1987, é uma empresa 100% brasileira, com sede em Ribeirão Preto (SP), que industrializa e comercializa produtos veterinários, mais especificamente, ligados à medicina veterinária. Atualmente é a décima companhia no ranking das empresas que operam no mercado de medicamentos para saúde animal. Tem mais de 120 itens em sua linha de produtos e atende as necessidades do mercado bovino, de aves, suínos, eqüinos, caprinos e camelídeos, além de produtos para animais de companhia, o mercado pet.
A empresa tem mais de 8 mil clientes em todo o Brasil, além de representantes em todas as regiões do país. A Ouro Fino conta com 120 colaboradores externos e 300 colaboradores internos. O faturamento em 2003 foi de R$ 70 milhões, um crescimento de 30% em relação ao ano anterior.
O site da Ouro Fino é: www.ourofino.com

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Contato: Viviane Pacheco ou Rodrigo de Sousa Pinto
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Leilão oferta material genético dos mais importantes reprodutores da Raça Árabe

Evento, que ocorre durante a Exposição Interestadual do Cavalo Árabe 2004, traz para o Brasil coberturas de garanhões nacionais e internacionais
Dia 27 de março, no Centro Hípico de Santo Amaro, criadores de cavalos puros sangues árabes, anglo-árabes e cruzas árabes terão a oportunidade de adquirir parte do mais importante material genético da raça Árabe no Brasil e exterior. O Leilão de Coberturas do Cavalo Árabe 2004, promovido pela Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Árabe (ABCCA), ofertará as coberturas de importantes reprodutores puros sangues árabes, campeões de exposições e provas em todo o mundo.
Este ano, a diretoria da Associação destinará 60% do total arrecadado com o leilão para compor o Jackpot, fundo utilizado para distribuir prêmios em dinheiro. Concorrem aos prêmios do Jackpot 2004, os compradores que já possuem descendentes das coberturas leiloadas. Em 2003, do total arrecadado no pregão de coberturas, R$ 355 mil, 30% foram destinados à composição do Jackpot 2003 e serão entregues aos respectivos ganhadores, logo após o Leilão de Coberturas 2004.
"Dobramos a porcentagem da renda revertida ao Jackpot, pois acreditamos que esta é uma importante ferramenta de incentivo à participação de animais em exposições", afirma Valdir Massari, vice-presidente de Exposições da ABCCA. Segundo Massari, a iniciativa da ABCCA, sem semelhante entre as demais associações de raças eqüinas, é possível graças às altas cotações atingidas pelo material genético dos garanhões puros sangues árabes e à maciça participação de criadores. "Nesse tipo de leilão, além de uma grande oportunidade para investimento no plantel, o criador beneficia a associação e o fomento da raça em todo o país", conclui.

Evento: Leilão de Coberturas do Cavalo Árabe 2004
Data: 27 de março de 2004
Horário: 20h
Local: Clube Hípico de Santo Amaro
Endereço: Rua Visconde de Taunay, 508-São Paulo - SP
Informações: Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Árabe (ABCCA)
Telefones: (11) 3674-1745 / (11) 3674-1740


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Vivatet LA 200 é o único medicamento do mercado que combate de uma só vez todos os agentes causadores da Tristeza Parasitária Bovina

Quimioterápico de longa ação, à base de Diminazeno, Piroxicam (antiinflamatório não hormonal) e 200mg de Oxitetraciclina o torna eficaz contra a Babesiose e/ou Anaplasmose em bovinos; medicamento foi desenvolvido pelo Clarion Biociências (Goiânia/GO).
A babesiose (Babesia bovis e B. bigemina) e a anaplasmose (Anaplasma marginale) bovina constituem-se nas principais enfermidades transmitidas pelo carrapato Boophilus microplus no Brasil. Esses parasitas causam a Tristeza Parasitária Bovina (TPB), responsável por prejuízos da ordem de US$ 500 milhões/ano à pecuária brasileira, estimados pelo Ministério da Agricultura.
Distribuída por praticamente todo o território nacional, a TPB se agrava com o aumento da população de carrapatos no pasto na primavera, atingindo seu pico no verão. A TPB resulta na elevação dos custos com manejo de animais e gastos com diagnósticos, medicações e perdas de animais por óbito.
A grande dificuldade no tratamento da TPB reside na difícil diferenciação entre anaplasmose e babesiose em nível de campo dada a similaridade entre os sintomas apresentados - febre, anemia e prostração. Para tratar a doença, de forma correta era necessário a identificação laboratorial do agente causador, através de exame sanguíneo, que leva tempo e dinheiro. Só após essa distinção, era possível aplicar a medicação correta. Outra prática muito comum no campo era a mistura de medicamentos diferentes para tratar as duas doenças que acabavam onerando muito o tratamento além de estressar violentamente o animal.
O problema foi solucionado com o lançamento do quimioterápico de longa ação Vivatet LA 200, do Clarion Biociências (Goiânia/GO). Medicamento pronto para uso e que combate os dois parasitas em uma única aplicação, na maioria das vezes, sendo o único medicamento no mercado com essa formulação.
O Vivatet LA 200 possui os três princípios ativos: oxitetraciclina e diminazeno, eficazes no tratamento da babesiose e da anaplasmose e o Piroxicam, que tem efeito antiinflamatório, analgésico e antitérmico. Essa associação de medicamentos acelera a recuperação do animal. Segundo o Dr. Gladstone Santos de Souza, Diretor do Clarion Biociências, Vivatet LA 200 garante uma ação rápida, segura e efetiva.
A preocupação com a rapidez no tratamento é muito importante. Há registro da morte de animais de dois a três dias após a observação dos primeiros sinais clínicos da doença. A gravidade da doença varia conforme a idade do animal, raça, nível de estresse e sua resistência aos agentes patogênicos. Em geral, os bovinos jovens são mais susceptíveis a TPB do que bovinos adultos já que os adultos possuem imunidade adquirida desde que tenham sido criados em contato direto com carrapatos.
Os locais mais atingidos pela TPB ficam no sul do país, principalmente na fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai e no planalto do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. No nordeste, por causa da seca, são encontradas áreas instáveis no sertão da Bahia, Pernambuco e Ceará.
Em qualquer situação, o controle do vetor, o carrapato bovino B. microplus, é a primeira medida para prevenir surtos da Tristeza Parasitária Bovina. Na maioria dos casos, os surtos acontecem por falta ou excesso de carrapatos, que acarreta respectivamente a falta de produção natural de anticorpos e a conseqüente infestação de rebanhos pouco resistentes à doença.

Embalagem inovadora – Com o objetivo de minimizar problemas com transporte, quebras durante o manuseio e exposição a elevadas temperaturas, Vivatet LA 200 é acondicionado em cartuchos térmicos individuais com nicho de isopor (EPS) e sua caixa de despacho tem o interior laminado com alumínio refratário (veja foto). Estas embalagens reduzem significativamente as três formas de propagação do calor – condução, radiação e convecção – do ambiente até o produto, evitando assim perdas por quebras dos frascos. “Este conjunto garante uma melhor conservação do medicamento desde a fabricação até o momento do uso pelo consumidor final”, explica Dr. Gladstone.

Sobre o Clarion Biociências – www.clarionbio.com.br
O Clarion Biociências, localizada em Goiânia/GO, é uma empresa 100% brasileira e voltada para pesquisa, desenvolvimento e lançamento de produtos veterinários ampliados. A empresa busca incessantemente apresentar ao mercado produtos que tragam inovações e vantagens para criadores, comerciantes sem se esquecer de melhorar a qualidade de vida dos animais de produção, de trabalho e de companhia.

XCLUSIVE PRESS
Gualberto Vita - Assessoria de Imprensa AGROQUIMA
Tel.: (15) 9711-7966 / (15) 262-4142
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Jornalista Responsável: O.P.Gessulli (Mtb 32.517)

Grupo Agroquima orienta produtores para o correto descarte de embalagens de defensivos agrícolas

A cada ano, são produzidas no Brasil cerca de 130 milhões de embalagens e consumidas mais de 27 mil toneladas de embalagens de defensivos agrícolas. O Ministério Público alerta que o descarte inadequado e a reutilização desses recipientes causam danos ao meio ambiente, com a contaminação de rios, solos, além de afetar a saúde pública, uma vez que os resíduos agrotóxicos são altamente poluentes e contaminadores.
Aprovada em 2000, a Lei 9.974 normatiza a destinação de embalagens vazias de produtos fitossanitários. O texto, regulamentado por decreto em 2002, é único no mundo e determina que todos os participantes da cadeia produtiva de defensivos agrícolas têm responsabilidade compartilhada na destinação final. O descumprimento da lei é considerado crime ambiental, que pode levar a pena de dois a quatro anos de reclusão e acarretar em multa que varia em torno de 3.100 Ufir’s (R$ 4.626,44).,
Buscando orientar os produtores rurais a dar o destino final correto às embalagens vazias de agrotóxicos, o Grupo Agroquima (Goiânia/GO) vem realizando uma grande campanha de conscientização no Centro-Oeste e parte do Sudeste. Através de folhetos alusivos, os produtores entendem suas responsabilidades e recomendações em relação ao tema e conhecem a localização exata dos diversos Postos de Coleta patrocinados pela Agroquima que estão espalhados pelos Estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Tocantins (veja abaixo).
Uma das principais recomendações refere-se à tríplice lavagem. Segundo dados do inpEV – Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (www.inpev.org.br) - esta medida diminui de 0,3% para 0,0001728%, em média, os resíduos na embalagem, tornando desprezíveis os riscos de contaminação. A tríplice lavagem ainda oferece uma vantagem econômica: o produtor pode aproveitar totalmente o conteúdo da lavagem, pois a calda restante é despejada novamente nos tanques para pulverizar suas lavouras.
Segundo João César Rando, Presidente do inpEV, a campanha da Agroquima leva orientação correta ao usuário final, reforçando como o agricultor deve preparar a devolução das suas embalagens e destacando a necessidade de se realizar a tríplice lavagem ou a lavagem sobre pressão de forma apropriada. “Isto é de fundamental importância para o sucesso do programa. Todos os elos da cadeia precisam estar irmanados neste objetivo e contar com a ajuda da fiscalização - em um primeiro momento, na forma de orientação -, para assegurar que de fato o processo seja bem feito”, avalia Meneguel.
Seja pela participação de sua Diretoria dentro das entidades de classe a que pertence, mais especificamente, a ANDAV – Associação Nacional dos Distribuidores de Defensivos Agrícolas e Veterinários, ou pela sua ativa participação na formação das Associações Regionais de Revendedores, que fazem a gestão das unidades de recebimentos (Postos ou Centrais), a Agroquima tem sido uma grande parceira não somente do inpEV, mas de toda a cadeia produtiva agrícola. “A Agroquima, como uma empresa líder no seu mercado de atuação, também exerce uma liderança positiva na implantação do sistema de recebimento das embalagens dentro da sua região de comercialização”, explicou João César Rando.
De acordo com o inpEV, em 2003 foram retiradas do meio ambiente 7.855 toneladas de embalagens vazias (um crescimento de 108,5% em relação ao ano anterior). Somente o Estado de Goiás passou de 190 toneladas de embalagens retiradas em 2002 para 700 toneladas em 2003, representando um crescimento de 268%. Este volume já representa 44% do total de embalagens comercializadas no Estado (índices acima de países do primeiro mundo). Já em 2004, foram retiradas 91 toneladas contra 32 toneladas no mesmo período em 2003, número que representa um volume três vezes maior.

SERVIÇO - Relação de postos de coleta

Goiás
Catalão – Rod. GO-230, Km 12 (sentido Catalão – Goiandira).
Cristalina – Rod. BR-050, Km 108, s/nº.
Goianésia – Rod. GO-080, Km 6, Aterro Sanitário.
Goiânia – Rod. GO-020, Km 5,5 (à esquerda no sentido Goiânia/Bela Vista).
Luziânia – BR-040, Km 36 (sentido Brasília, à direita, mais 25 Km pela GO-010, sentido GO-436 – entroncamento Fazenda Onça – Luziânia).
Mineiros – BR-364, Km 314.
Morrinhos – Rod. GO-476, Km 13, Aterro Sanitário.
Rio Verde – BR-452, Km 11, Aterro Sanitário (sentido Rio Verde/Itumbiara).
São Miguel do Araguaia – Projeto de irrigação Luiz Alves.
Vianópolis – Fazenda Santa Rita, It. 01, Aterro Sanitário.

Minas Gerais
Araguari – Rod. BR-050, Km 42, Fazenda Retiro Velho (sentido Araguari/Uberlândia).
Araxá – Distrito Industrial II, It. 08, s/nº.
Ibiá – em construção.
Monte Carmelo – Rod. MG-190, Km 4.
Paracatu – Estrada do Entre Ribeiros, Km 1, Aterro Sanitário.
Patos de Minas – Rua Ouro Branco, 1055, Dist. Industrial II (próximo à Colônia Penal).
Patrocínio – Aterro Sanitário.
São Gotardo/Rio Paranaíba – Estrada da Agroalpa, Km 1, It. 01, Distrito Industrial Caramuru.
Uberaba – Rua 2, nº 260, Distrito Industrial II.
Uberlândia – Av. Espanha, 855, Bairro Tibery.

Mato Grosso
Primavera do Leste – Rod. MT-130, Km 4.

Tocantins
Araguaína – Aterro Sanitário

Fonte: inpEV

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Construir e viver com a madeira: avanços e necessidades do século XXI

por Lupércio Barros Lima - lupercio@tora.ind.br
Presidente da Tora S.A. e membro do Conselho Florestal do Movimento Espírito Santo em Ação



Difundir a nobreza e a importância da madeira reflorestada e estimular seu uso são imprescindíveis. Até mesmo como preservação da mata nativa e de fontes energéticas
Certa vez ouvi uma frase que "colou" na minha cabeça: "Madeira é bom, mas ninguém sabe". Eu, como produtor de casas, perfis e móveis de madeira, e tendo vivido anos no Japão, país que reúne tecnologia e respeito pelo uso da madeira, admito que sou um entusiasta dessa matéria-prima. Entendo que a madeira tem inúmeros benefícios, inclusive para o meio ambiente, desde a prática do plantio até o uso adequado do material reflorestado, pois minimiza a exploração da mata nativa, escassa e cara. Talvez, por isso mesmo, a minha estranheza.
Mas os fatos são evidentes: apesar do Brasil ser um país com vocação florestal, das potencialidades de reflorestamento e de uma crescente demanda por moradias, a tradição construtiva em alvenaria de tijolos, introduzida pelos portugueses na época da colonização do país, ainda é a mais utilizada. Entre nós, o uso da madeira ainda está restrito aos produtos de acabamento como pisos, rodapés, estrutura do telhado e esquadrias.
Embora tenhamos tecnologias disponíveis para construções em madeira, este conhecimento ainda está restrito, em grande parte, às universidades, em função do pouco diálogo entre os empresários que atuam nos segmentos de produtos de madeira e os pesquisadores universitários. E as próprias universidades lutam para trabalhar com as pequenas verbas disponibilizadas para a pesquisa voltada ao desenvolvimento de tecnologias de construção em madeira.
A madeira é o único material construtivo que pode ser reposto pela própria natureza e, por ser biodegradável, os resíduos são totalmente aproveitados. Numa época de crise energética e de preocupação com o meio ambiente é de se esperar um maior interesse por este material, cujo beneficiamento requer pouco consumo de energia. Outros materiais estruturais, como o aço e o concreto armado, são produzidos por processos altamente poluentes, antecedidos por agressões ambientais consideráveis para a obtenção de matéria-prima. Os referidos processos requerem alto consumo energético e a matéria-prima retirada da natureza jamais será reposta. Já a madeira, se renova mesmo sob rigorosas condições climáticas.
O Brasil possui a maior e a mais diversificada floresta do mundo, nosso clima e solo são apropriados ao plantio de espécies de rápido crescimento, especialmente eucalipto e pinnus. Fruto de suas condições privilegiadas, o Brasil é hoje um recordista em produtividade: espécies que demandam 80 anos para o adequado beneficiamento nos países produtores, em território nacional precisam de apenas 25 anos. A área cultivada com eucalipto e pinnus, com o grande impulso de incentivos fiscais das décadas de 70 e 80, passou de 4 mil hectares para 4,8 milhões de hectares. O Brasil é hoje o quarto maior produtor mundial de produtos florestais, mas no ramo das exportações ainda é apenas o 14°.
Historicamente, nossas riquezas têm sido exploradas no sentido negativo, extrativista apenas, sendo levadas de nosso território para gerar divisas e desenvolvimento em outros países. Fruto dessa cultura é que temos tão pouca expressividade mundial na exportação de produtos de madeira, e nos encontramos diante de um contra-senso, na iminente possibilidade de termos que importar madeira em função de um possível "apagão" florestal.
Está na hora do Brasil prestar atenção à produção e uso da madeira. Ao invés de vender a matéria-prima, entregando nosso "ouro verde", temos que gerar riqueza a partir desse ativo, investindo em tecnologia, qualidade e produtividade, gerando diferenciais competitivos que agregam valor ao material.
Para que tudo isso aconteça é fundamental que esteja presente na pauta estratégica do governo um programa florestal consistente onde o setor produtivo esteja incluído. Ações de incentivo do plantio e a produção sustentável de madeira são indispensáveis, mas devem ser acompanhadas de estímulo à agregação de valor, gerando empregos e inclusão social. Além de políticas de redução de alíquotas de importação de equipamentos e tecnologia, e ampliação das restrições de exportação de produtos sem valor agregado (toras brutas, por exemplo).
Dadas as vantagens comparativas que o país possui, a participação de apenas 4% no PIB nacional parece muito pequena. Se for considerada uma área plantada de 4,8 milhões e os 500 mil empregos gerados, pode-se concluir que o setor florestal ainda pode expandir significativamente. Se o país caminha para ser o "celeiro do mundo", que o seja também na produção de madeira, fonte de riqueza cada vez mais valiosa. Está mais do que na hora de todo mundo saber que a madeira é ótima, sim, e o seu uso racional, melhor ainda.

Dados: SBS (Sociedade Brasileira de Silvicultura)
Inês Cardoso Via Pública Comunicação Telefones: (11) 3722.4086 - 9950.6687

CMBBC concede novos incentivos a comunidades em Goiás

Cinco comunidades do nordeste de Goiás vão receber até R$ 5 mil cada uma para implantar projetos de sustentabilidade com a utilização dos recursos naturais do bioma Cerrado. O incentivo partiu de um projeto de cooperação técnica entre a Embrapa Cerrados, a Universidade de Brasília e o Ibama.
Financiado pelo Departamento para o Desenvolvimento Internacional do governo britânico (DFID) e com apoio da Finatec, o projeto Conservação e Manejo da Biodiversidade do Bioma Cerrado (CMBBC) avaliou 18 propostas. Para concorrer, as comunidades tinham de estar situadas em 34 cidades do Paranã-Pireneus, ter um plano de utilização dos recursos naturais locais, especialmente da flora e da fauna, e ter como objetivo a promoção do desenvolvimento social e econômico de seus membros.
Duas comunidades obtiveram incentivos com projetos de turismo ecológico. A Escola Bioma Cerrado / A D Capetinga, com o projeto "Gestão da sustentabilidade de um destino turístico: A Vila do Forte", e o Grupo Espeleológico Goiano - Greco (São João da Aliança), com um plano de capacitação de condutores turísticos de Mambaí (Mambaí).
Os outros projetos selecionados foram o de uma agroindústria para o beneficiamento de frutas nativas do Cerrado, apresentado pela Prefeitura Municipal de Mambaí, um viveiro para a produção de mudas no Assentamento de Mata Grande, da Associação Meridioneira dos produtores Rurais do projeto Assentamento Mata Grande (São Domingos), além de um trabalho de educação ambiental com jovens da Associação para Educação Cultural, Meio Ambiente - ASOL (Cavalcante) relacionado a temas do bioma, que envolve teatro e um viveiro de plantas.
É a segunda vez que o CMBBC concede incentivos para projetos de meios de vida sustentáveis no Cerrado. No ano passado, 15 comunidades foram beneficiadas.

Vivian de Moraes
Jornalista - Embrapa Cerrados
MTb/SP 294.621
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Fax: (61)388.9884
Planaltina - DF

Mangaba: gostosa, light e versátil, fruta é tema de pesquisas na Embrapa Cerrados

Uma árvore que dá frutos diversos, da reserva legal aos lucros colhidos no pomar. A mangabeira, árvore nativa do Cerrado e dos tabuleiros costeiros nordestinos, é objeto de estudo de cientistas da Embrapa Cerrados. Eles pesquisam, há três anos, a reprodução da mangabeira e sua introdução ao cultivo, além de aspectos sanitários.
Os pesquisadores Ailton Vitor Pereira e Elainy Botelho C. Pereira (Agenciarural-GO), estudam técnicas de plantio com sementes e de reprodução clonada.

Clonagem e possibilidades comerciais
"A clonagem é ideal para quem quer plantar fruteiras visando à produção comercial", explica Pereira. Entre as vantagens que o cientista aponta, é que a clonagem ou reprodução assexuada, feita por meio de enxertia, garante a qualidade e a precocidade de produção de frutos. Enquanto uma mangabeira reproduzida por semente demora pelo menos cinco anos para frutificar, o clone pode gerar mangabas a partir de dois anos.
Embora a fruta seja mais consumida no nordeste do país, as mangabas do Cerrado podem ser bastante atraentes do ponto de vista comercial. O peso da mangaba do Cerrado pode chegar a 250g. No Nordeste, a fruta tem, em média, 30g.
A mangaba é bastante apreciada por seu sabor característico, para ser consumida in natura, em sorvetes ou sucos e por sua leveza calórica: cerca de 50 quilocalorias por 100g. Além disso, a mangabeira é uma cultura rústica, que se adequa a solos arenosos, de pouco aproveitamento agrícola. Por isso, é apontada como uma alternativa economicamente viável para pequenos e médios produtores. Um dos objetivos das pesquisas na Embrapa Cerrados é oferecer condições de levar a mangabeira a pomares comerciais.

Reserva legal
Para fim de manter uma reserva legal, a reprodução com sementes é a mais apropriada, por garantir a diversidade genética das árvores. A pesquisa na Embrapa Cerrados sobre reprodução sexuada é composta do estudo dos recipientes mais adequados para o plantio, dos melhores substratos e adubações para o plantio de mudas e técnicas de manejo no viveiro.

Sanidade da mangabeira
Os pesquisadores da Embrapa Cerrados José de Ribamar Nazareno dos Anjos e Maria José D´avila Charchar tiveram um resultado importante na área de sanidade no ano passado. Eles diagnosticaram um outro tipo de podridão das raízes, causado pelo fungo Fusarium solani em mudas e plantas adultas de mangabeiras do Cerrado. Atualmente, eles pesquisam a relação entre níveis de água no solo e podridão de raízes.
O pesquisador da Embrapa Cerrados Nilton Tadeu Vilela Junqueira, em conjunto com Pereira e Elainy, fizeram uma revisão bibliográfica sobre as doenças mais comuns da mangabeira: antracnose, mancha parda ou mancha roxa e podridão de raízes e as formas de evitar ou minimizar essas doenças.

Informações para o produtor
A Embrapa, o Governo de Goiás e a Agencia Rural lançaram uma publicação sobre de Mudas de Mangabeira (Documentos 65 da Embrapa). Informações podem ser obtidas pelo Serviço de Atendimento ao Consumidor, email sac@cpac.embrapa.br e telefone (61) 388-9953.

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