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terça-feira, fevereiro 10, 2004

EUA quer proibir a soja brasileira

O deputado republicano Tom Latham, do estado de Iowa, introduziu um projeto de lei que propõe a proibição pelos Estados Unidos de todas as importações de soja e derivados de soja brasileiros e argentinos para se proteger contra a propagação do fungo de ferrugem que reduz a produtividade.
"É clara a evidência de que a ferrugem da soja está subindo pelo continente sul-americano", afirmou. "Temos oportunidade de adotar ação rápida para desacelerar de forma significativa o que os peritos acreditam que será a introdução inevitável dessa praga agrícola devastadora no solo americano, de modo que nos proporcione mais tempo para encontrar uma solução a esse problema grave".
Segundo fontes, o maior temor é de que outros países se inspirem na proposta do congressista norte-americano e também embarguem as importações de soja do Brasil e da Argentina em razão da doença que avança nestes países.
A ferrugem asiática, um tipo extremamente potente do fungo, custou aos produtores brasileiros 3 milhões de toneladas de soja no ano passado, segundo um organismo de pesquisa de safra do Brasil. As autoridades do Departamento da Agricultura dos Estados Unidos (Usda) previram que é apenas uma questão de tempo para o fungo de ferrugem asiática atinja as áreas produtoras de soja norte-americanas.
Latham concorda com essa opinião, dizendo que seu projeto de lei destina-se a ganhar tempo "que poderia muito bem proteger os fazendeiros e consumidores norte-americanos contra as perdas de safra e a instabilidade nos preços da soja que seriam sentidas por toda a economia do País", afirma.
As variedades de soja resistentes à ferrugem não estão disponíveis aos produtores, mas os analistas da agricultura informam que os fungicidas podem ser um meio eficaz de defesa. Geir Friisoe, um especialista em proteção de plantas do Departamento da Agricultura de Minnesota, está liderando um esforço para colocar mais fungicidas à disposição dos produtores com o envio de um pedido de "isenção de emergência" às autoridades ambientais para aprovação em breve de sete produtos já no processo de regulamentação.
O farelo de soja de países onde o fungo de ferrugem já se instalou pode apresentar uma ameaça mesmo que o próprio farelo não seja portador do fungo porque o processamento mata a praga, segundo Bob Callanan, da Associação Norte-americana da Soja. O fungo pode ser transmitido pela prática comum de adicionar "lixo" como folhas e galhos para aumentar o volume das remessas de soja.

Fonte: Gazeta Mercantil

Sobra milho no país, mas é difícil exportá-lo

Os estoques mundiais de milho estão nos mais baixos níveis da história e o Brasil deverá produzir uma safra acima do consumo pelo segundo ano consecutivo. O país teria tudo para matar parte dessa fome de milho no mundo e elevar ainda mais as receitas com o agronegócio.
Teria, não fosse um pequeno problema de logística. As exportações do cereal deverão ser interrompidas em março e só serão retomadas em setembro. De abril a agosto, os portos, principalmente o de Paranaguá (PR), estarão com força total na exportação de soja.
Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, os estoques mundiais de milho caíram para 67,5 milhões de toneladas em 2003 -apenas 10,5% do consumo. Os estoques mundiais, que já atingiram 46% do consumo anual na década de 80, estão baixos e caíram mais acentuadamente nos últimos anos porque desde 2000 a produção está abaixo do consumo.
O Brasil, ao contrário, produz mais do que consome. O país, que já teve safra recorde em 2003, voltará a ter boa oferta em 2004. Os primeiros números da colheita de verão, já iniciada, mostram uma produtividade bem acima das expectativas no Paraná, o líder nacional em produção.
No entanto não será fácil exportar o excesso de produção devido ao grande volume de soja que será exportada neste ano. "Há dois anos o Brasil exportou 15 milhões de toneladas de soja. Neste ano serão 25 milhões de toneladas, e as vias de saída são exatamente as mesmas", diz Fernando Muraro, analista da Agência Rural, de Curitiba (PR). "A safra cresce, mas a infra-estrutura não acompanha."
Esse cenário traz uma dose de incerteza para os produtores de milho. Além de deixar o produto praticamente dependente da procura interna (o que pode derrubar os preços), as cooperativas e indústrias começam a limpar os armazéns -e jogar ainda mais produto no mercado- para deixar espaço livre para a supersafra de 59 milhões de toneladas de soja.
"As exportações de milho nesta safra vão depender de uma demanda muito forte do mercado externo e do comportamento do câmbio. Uma desvalorização maior do real torna o produto brasileiro mais competitivo no mercado externo", diz Muraro.
Outro fator que pode jogar a favor do Brasil são as expectativas de plantio dos norte-americanos, que deverão ser divulgadas nas próximas semanas. Os preços da soja estão tão elevados que muitos produtores dos EUA já manifestaram intenção de trocar o cultivo do milho pelo de soja. Se isso ocorrer, a demanda mundial fica ainda mais aquecida.
Muraro acredita, no entanto, que a procura interna por milho deverá ser boa porque a demanda externa por carnes brasileiras está aquecida. O Brasil bateu recordes nas vendas externas de carne de frango, e a tendência para este ano é de crescimento ainda maior devido à gripe do frango na Ásia. Mesmo assim, ele acredita que os preços médios deste ano serão inferiores aos registrados em 2003.
Pelas contas de Muraro, sobraram pelo menos 5 milhões de toneladas de milho da safra de 2003. Esse volume, acrescido dos 33 milhões que serão produzidos na safra de verão e dos 12,7 milhões da safrinha, garantirá ao país uma oferta de 51 milhões de toneladas. O consumo nacional pode chegar a 40 milhões de toneladas, e as exportações, a 4 milhões. Sobram 7 milhões de toneladas, diz ele.
Com esses números de oferta de milho, o país deixa de ser tão dependente da safrinha, como ocorreu nos anos anteriores. Mesmo que haja quebra de produção no inverno, não haverá redução substancial na oferta nacional.
A Agência Rural traça ainda dois cenários para a safrinha. Primeiro, mesmo com a quebra de 20% na safrinha, a produção nacional seria de 43 milhões de toneladas. Segundo, se a quebra chegar a 35%, a produção total seria de 41 milhões de toneladas, ainda acima do consumo nacional.
Em setembro, quando o país retomar as exportações de milho, os preços devem subir, diz Muraro. O câmbio e a demanda mundial ditarão o volume exportado, que, se for grande, jogará as cotações internas para cima.

Fonte: Folha de S. Paulo

Brasil proíbe importação de frango dos Estados Unidos

O Brasil suspendeu a importação de frangos dos Estados Unidos por causa da confirmação da descoberta de um foco do vírus da gripe aviária, ou influenza, no Estado de Delaware. Para o Ministério da Agricultura, este é um procedimento "padrão", adotado para todos os países que apresentam focos de doenças de notificação obrigatória. O Brasil importa material genético americano, matrizes de frango de linhagem superior que são usadas para melhorar o plantel nacional. O governo agora aguarda informações mais detalhadas de Washington sobre o surgimento da doença naquele país.
A decisão de fechar o mercado brasileiro ao frango dos EUA foi tomada com base nas informações disponibilizadas pela OIE OIE (Organização Internacional de Epizootias) e pelo próprio "site" do governo do Estado de Delaware. Canadá, França e Reino Unido deverão substituir os EUA como fornecedores de matrizes para as granjas brasileiras enquanto o embargo perdurar.
Para Claudio Martins, diretor-executivo da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos (Abef), ainda é cedo para afirmar se as exportações de carne de frango do Brasil vão crescer nos mercados hoje ocupados pelos americanos.
A gripe detectada no Estado de Delaware neste fim-de-semana é a versão menos perigosa do vírus conhecido como H7. Na Ásia, a crise decorre da disseminação do H5N1, prejudicial à saúde humana, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).
Até ontem, 18 pessoas tinham morrido na Ásia em virtude da gripe, que está presente em dez países daquele continente. Em Delaware, a região afetada foi isolada em quarentena e com vigilância sanitária rigorosa. Segundo o USDA, o vírus H7 já tinha sido detectado no país antes.
Além do Brasil, países como Japão, Malásia, Cingapura e Coréia do Sul baniram as importações do frango americano. Hong Kong e Rússia baniram somente a carne do Estado de Delaware. Mas, como o vírus é mais fraco e pode estar restrito a Delaware, já havia boatos ontem de que as travas podem ser amenizadas ainda nesta semana.
Segundo Martins, a medida de prevenção tomada pelo governo foi bem-recebida pelas indústrias. "Estamos trabalhando junto com o governo para evitar que o vírus entre no país. O veto ao arroz em casca já foi uma delas".
Nesta semana, o Ministério da Agricultura deverá anunciar novas medidas para evitar a entrada do vírus no Brasil. Entre elas está a restrição do transporte e da comercialização de aves aos limites de cada Estado. Em caso de foco da doença, o Estado afetado poderia ser isolado para não comprometer as exportações dos outros. O governo também estuda a adoção de medidas de desinfecção de aviões e contêineres, além de obrigar o uso de pedilúvios (tapetes sanitários) nos desembarques internacionais.
Segundo Martins, o Brasil poderá aumentar suas exportações para o Japão. "Os japoneses compravam da China e Tailândia e dos Estados Unidos", observa. O Brasil foi o segundo maior exportador de carne de frango para o Japão em 2003, ano em que foi o maior exportador do mundo. Na semana passada, o governo reiterou que está negociando embarques com a Coréia do Sul. Os exportadores também conversarão com clientes de Taiwan e Japão.

Fonte: Valor Econômico

Evento científico debate potencialidades e uso sustentável dos recursos vegetais da Região Nordeste

O Nordeste tem uma flora rica e diversificada que merece ser estudada em profundidade e que esses estudos sejam revertidos em informações e tecnologias que contribuam para a implantação de processos de desenvolvimento sustentável na região, em especial no semi-árido. Com esse objetivo a Embrapa Semi-Árido e a Sociedade Brasileira de Botânica realizam a “27a Reunião Nordestina de Botânica: potencialidades e desafios”, de 22 a 25 de março no Centro de Convenções de Petrolina – PE.
É importante identificar as reais aplicações dos conhecimentos botânicos, ressalta a pesquisadora Lucia Helena Piedade Kiill, presidente da Comissão Organizadora da Reunião. No semi-árido, que ocupa a área mais seca da região Nordeste, já são mais de 1000 espécies vegetais e muitos especialistas estimam que podem chegar a 3000. Neste universo de plantas, há espécies frutíferas, forrageiras, madeireiras e várias se prestam ao uso medicinal. É uma riqueza que precisa ser des-coberta cada vez mais pelos pesquisadores e estudantes, em interação com as comunidades rurais, enfatiza Lucia Helena.
Temas diversos – A pesquisadora da Embrapa Semi-Árido destaca que a 27a Reunião acontecerá com uma maior amplitude de temas relacionados à Botânica. Cerca de 300 pesquisadores, professores e estudantes universitários participarão de eventos - entre painéis, mini-cursos, palestras e mesas-redondas – que tratarão de diferentes questões relacionadas à Botânica: ensino, conservação da natureza, biodiversidade, uso sustentável e mercado de trabalho, dentre outros. Estamos valorizando todas as áreas da Botânica, o que aumenta a participação e integração dos grupos de pesquisa da região, explica Lucia Helena.
Os organizadores da 27a Reunião Nordestina também têm a preocupação de realizar um balanço dos trabalhos realizados pelos botânicos da região. Há, hoje, entre os profissionais da área e em suas representações científicas, um acentuado esforço de evitar a repetição de pesquisas entre os grupos de trabalho, explica Lúcia Helena. O momento é de fazer avançar as pesquisas botânicas, tendo em vista a rica biodiversidade da flora nordestina, e rediscutir novas políticas de financiamento para esta área.

Mais informações:
Lucia Helena Piedade Kiill – pesquisadora, Embrapa Semi-Árido – tel. 87 3862 1711
Marcelino Ribeiro – jornalista, Embrapa Semi-Árido – tel 887 3862 1711

Norman Borlaug faz palestra na Embrapa Cerrados

O Prêmio Nobel da Paz de 1970, Dr. Norman Borlaug, faz palestra na Embrapa Cerrados na próxima quarta-feira, dia 11, às 9h30. Ph.D em patologia de plantas e genética, Borlaug irá falar sobre a "Importância da pesquisa para o desenvolvimento agropecuário". Depois da palestra, o pesquisador visitará os campos experimentais da Unidade da Embrapa , além de receber informações sobre o andamento das pesquisas agropecuárias no Cerrado e o potencial agrícola desta região.
O americano Norman Borlaug, hoje com 89 anos, recebeu o Prêmio Nobel da Paz por ter ajudado o Paquistão, a Índia e outros países a melhorarem suas produções de alimentos, sendo considerado o "Pai da Revolução Verde", caracterizada pela utilização de cultivares com maior potencial produtivo. Borlaug participou também da fundação do Centro Internacional de Melhoramento de Milho e Trigo (CIMMYT), com sede no México.


Rose Lane César de Azevedo
Jornalista
Embrapa Cerrados
BR 020, Km 18, Rod. BsB/Fortaleza
Caixa postal:08223
CEP: 73.301-970 Planaltina -DF
Telefone: (061) 388 9953
Fax: 388-9884

FMC faz Dia de Campo sobre herbicidas na Fazenda Itaquerê

Empresa apresentou os resultados obtidos com o Aurora em plantações em Rondonópolis, Itiquira e Serra da Petrovina durante a safra 2002/2003
Produtores e Monitores de pragas da Fazenda Itaquerê, uma das maiores produtoras de soja e algodão de Primavera do Leste, participaram de Dia de Campo sobre o uso de Herbicidas, realizado pela FMC Agricultural Products, no final de janeiro. O principal objetivo foi levar conhecimento sobre as melhores aplicações e técnicas dos produtos, visando aumentar a otimização do uso e melhor proteção da lavoura.
Segundo o representante técnico comercial da FMC, Alex Roger Dias, como a receptividade de ações como essa é muito boa, a FMC preparou este ano vários encontros. "Na Fazenda Itaquerê mostramos todos os resultados obtidos com o Aurora em plantações em Rondonópolis, Itiquira e Serra da Petrovina durante a safra 2002/2003", conta Alex. Durante a palestra, os participantes puderam observar todas as vantagens e a versatilidade desse produto nos diversos segmentos em que a cultura do algodoeiro permite o seu uso.
"O Aurora tem se mostrado, ser a cada dia, uma melhor ferramenta para o controle das principais ervas daninhas que causam problemas na cultura do algodão, entre elas corda-de-viola e trapoeraba", explica Alex Roger Dias, lembrando que o produto pode ser usado sozinho ou em associação com outros produtos, permitindo um excelente controle e custo reduzido.
Durante o Dia de Campo, também foram apresentados os resultados de Gamit em soja e algodão, frizando que a cada ano que passa fica mais difícil o controle de picão, principalmente nas lavouras de soja da região. "Hoje em dia, Gamit é o único produto que controla o picão resistente, permitindo assim que o produtor consiga colher a sua lavoura no limpo", diz Alex Roger Dias.
Outro produto apresentado foi o inseticida Talstar, bastante comentado no evento, por sua ação sobre o complexo de lagartas e supressão contra ácaro rajado na cultura do algodoeiro e o excelente controle em falsa medideira na cultura da soja. Alex lembra que em toda as safras surgem problemas com o controle de lagartas no algodão, por volta dos 80 a 90 dias da cultura. "Talstar tem se mostrado uma grande alternativa nesse momento, em que não podemos facilitar, pois o dano causado por essas lagartas atinge diretamente o fruto, causando grandes prejuízos", completa Alex Roger Dias.


Sobre a FMC Agricultural Products
A FMC Química - uma das 100 maiores corporações dos Estados Unidos – produz no Brasil, por meio de sua divisão FMC Agricultural Products, herbicidas e inseticidas para culturas diversas como arroz irrigado e de terras altas (sequeiro), algodão, cana-de-açúcar, milho, soja, entre outras. A fábrica da FMC foi construída em Uberaba (MG), em 1978, e é hoje uma das que mais compete no setor. Atualmente, a FMC Agricultural Products possui escritórios em Campinas (SP) e cinco centros de distribuição estrategicamente localizados em Goiânia (GO), Cuiabá (MT), Ribeirão Preto (SP), Cachoeirinha (RS) e Londrina (PR), importantes pólos de produção agrícola do Brasil. A empresa possui cerca de 350 colaboradores (efetivos, terceirizados e temporários), dos quais a maior parte atua diretamente no campo, nas principais regiões agrícolas do país, em contato direto e estreito com os agricultores e distribuidores. Com faturamento anual de US$ 130 milhões, a FMC Química é focada em nichos de mercado nos quais a liderança é conquistada por meio de investimentos em pesquisa, novas tecnologias, segurança e, principalmente, em pessoas.


Alfapress Comunicações
Cid Luís de Oliveira Pinto (19) 9606 1510

Canal Tortuga promove chat sobre suinocultura na quarta

Na próxima quarta-feira (11/02), o Canal Tortuga – portal de informações sobre o agronegócio brasileiro – promove um bate-papo online sobre suínos com o Dr. Adsos Adami Passos, coordenador técnico de suinocultura da Tortuga, maior empresa de alimentação e saúde animal do País. Jornalistas, produtores, técnicos e público em geral e do exterior são convidados a discutir temas ligados ao mercado, nutrição e saúde de suínos. Para participar, basta acessar http://www.canaltortuga.com.br/Chat/. O convidado estará disponível das 9h às 12h.


Texto Assessoria de Comunicações – Tel.: (11) 3675-1818
Jornalista Responsável: Altair Albuquerque (MTb 17.291)

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