A MILÍCIA BOLIVARIANA DO PT

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Ofereci meus ombros. Como escada ele subiu. Abri o caminho para ele passar. Na hora da porrada a cara era a minha. Fui seu irmão seu amigo e companheiro... Um dia encontrou comigo. Me deu um beijo. Virou as costas e partiu. Lembrei de Jesus e as 30 moedas"
Poema do mensaleiro João Paulo Cunha que revela a mágoa em relação ao ex-presidente LULArápio.
"Anos atrás recebi do então governador de Brasília Cristovam Buarque o ‘premio manuel bonfim’, atribuído ao meu livro "Chatô, o rei do Brasil". Já pedi à Marília para localizar a placa de prata. Vou devolver. de golpista não quero nada. Nem prêmio".

Escritor Petralha Fernando Morais

“Que pena que nossos gênios estejam tão obtusos. E tão viciados no aparelhamento. O PT corrompeu mais do que a política, corrompeu a inteligência e o caráter. E aos poucos vão mostrando que a volta da Dilma por mais dois anos, com essa gente, vai embrutecer o País e seguir se apropriando do Estado. Pior que não tem juiz Moro para este tipo de roubo: da inteligência e do caráter. Ele não falou em devolver os dez mil que recebeu do prêmio. Na época eram dez mil dólares. Nem o que ele fazia no governo do Quercia".

Senador Cristovam Buarque

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quinta-feira, setembro 04, 2014

A DESTRUIÇÃO DO ESTADO PELO PT: IBGE à míngua


Editorial do Estadão

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é a principal instituição de pesquisa do País, responsável pela coleta dos dados que ajudam na formulação de políticas públicas, de estratégias da iniciativa privada e do planejamento orçamentário dos cidadãos. Por essa razão, é inadmissível a decisão do governo federal de privar o IBGE das verbas necessárias a seu pleno funcionamento. O corte para o ano que vem chegará a 73% do orçamento da entidade.

Já não é de hoje que esse instituto, cuja independência é essencial para sua credibilidade, tem sofrido toda sorte de constrangimentos por parte do governo petista - sempre preocupado em dissimular ou desmoralizar estatísticas que possam desmentir o edulcorado discurso oficial.

Um exemplo desse esforço para minar o IBGE ocorreu em abril, quando a direção do instituto anunciou a inopinada suspensão da divulgação dos resultados trimestrais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), que mostra a situação do mercado de trabalho no País. A publicação dos números deveria ocorrer no mês seguinte, maio, mas foi adiada para janeiro de 2015 - portanto, depois das eleições presidenciais.

Alegava a diretoria do IBGE que havia a necessidade de eliminar dúvidas sobre alguns dados, por exigências legais. Essa desculpa foi considerada inaceitável pelo corpo técnico da Diretoria de Pesquisa do IBGE - cuja responsável, Marcia Quintslr, demitiu-se, recebendo a solidariedade de gerentes e coordenadores da área.

A polêmica se explica quando se observa que a Pnad Contínua havia apontado um desemprego médio de 7,1% em 2013 - bem acima do índice medido pela Pesquisa Mensal de Emprego, que tem ficado em torno de 5% e é o número usado na propaganda da presidente Dilma Rousseff em sua campanha à reeleição.

A ingerência política é apenas parte de um processo de enfraquecimento do IBGE - deixando o instituto à mercê dos interesses do governo. Os seguidos cortes orçamentários já resultaram em diminuição de escopo e mesmo de cancelamento de diversas pesquisas do instituto.

No começo deste ano, o governo já havia reduzido de R$ 214 milhões para R$ 193 milhões as verbas do IBGE para pesquisas. Agora, o Ministério do Planejamento decidiu que o orçamento do instituto para 2015, fixado em R$ 766 milhões, será de apenas R$ 204 milhões. Com isso, serão adiados o Censo Agropecuário e a Contagem da População, que custariam R$ 562 milhões e seriam feitos nos dois próximos anos. Os prejuízos causados por essa decisão são imensos.

O Censo Agropecuário pesquisa todas as propriedades rurais do País e levanta a situação tanto de seus proprietários como dos empregados, além da produção. Trata-se, portanto, de um instrumento essencial para o planejamento do agronegócio e para o levantamento das necessidades do setor, que tem liderado a economia do País nos últimos anos.

Já a Contagem da População, além de estimar o total de habitantes, mensura movimentos migratórios e pesquisa os detalhes necessários para balizar o cálculo da distribuição dos fundos de participação de Estados e municípios em tributos federais. A possibilidade de distorção nos cálculos graças ao contingenciamento é evidente.

A asfixia financeira do IBGE compromete profundamente a qualidade de seu trabalho. Graças à crise, o quadro de funcionários do instituto é hoje composto por mais de 40% de contratados por tempo determinado, que ganham salários muito inferiores aos dos servidores efetivos. Essa situação levou os funcionários do instituto a uma greve que durou mais de dois meses. Com a paralisação, o levantamento dos dados para a Pesquisa Mensal de Emprego ocorreu de forma apenas parcial, resultando em indicadores de consistência duvidosa.

O enfraquecimento do IBGE interessa a autoridades que se empenham em negar a realidade. Portanto, é imperativo impedir que esse importante órgão do Estado se transforme em mera linha auxiliar de um partido ou de um governo.

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